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Acta Paulista de Enfermagem

On-line version ISSN 1982-0194

Acta paul. enferm. vol.26 no.6 São Paulo Nov./Dec. 2013

http://dx.doi.org/10.1590/S0103-21002013000600010 

ARTIGO ORIGINAL

 

Risco para diabetes mellitus tipo 2 e fatores associados

 

 

Niciane Bandeira Pessoa Marinho; Hérica Cristina Alves de Vasconcelos; Ana Maria Parente Garcia Alencar; Paulo César de Almeida; Marta Maria Coelho Damasceno

Universidade Federal do Ceará, Fortaleza, CE, Brasil

Autor correspondente

 

 


RESUMO

OBJETIVO: Avaliar o risco para diabetes mellitus tipo 2 e sua associação com variáveis clínicas e sociodemográficas.
MÉTODOS: Estudo transversal realizado com 419 usuários da Estratégia Saúde da Família. O instrumento de pesquisa foi um questionário validado.
RESULTADOS: Verificou-se que 25,3% dos usuários tinham idades ≥45 anos; 59,7% estavam com excesso de peso e 84,0% com obesidade abdominal; 83,3% eram sedentários; 53,7% não comiam frutas/verduras diariamente; 12,9% tomavam anti-hipertensivos; 5,3% mencionaram história prévia de glicose alta e 47% história familiar de diabetes. Foram classificados como de baixo risco 24,6% dos usuários; 63,5% como de risco moderado e 11,7% de risco alto.
CONCLUSÃO: Houve associação significante entre o risco para desenvolver diabetes mellitus tipo 2 e as variáveis clínicas: índice de massa corporal, circunferência abdominal, alimentação, uso de anti-hipertensivos, história de glicose alta e história familiar, e as variáveis sociodemográficas gênero e idade.

Descritores: Diabetes mellitus tipo 2; Medição de risco; Avaliação em enfermagem; Enfermagem de atenção primária; Fatores de risco


 

 

Introdução

O diabetes mellitus tipo 2 apresenta-se como uma das maiores ameaças à saúde pública do século 21. Alterações no comportamento humano e no estilo de vida, associadas à globalização, resultaram em um aumento dramático de sua prevalência e incidência mundiais.(1,2)

Por isso, o diabetes mellitus tipo 2 deve ser investigado em adultos de qualquer idade, que estejam com excesso de peso e que tenham um ou mais fatores de risco. Para aqueles sem tais fatores de risco, os testes devem começar aos 45 anos e, se normais, devem ser repetidos pelo menos a cada 3 anos.(3)

São fatores de risco para o diabetes mellitus tipo 2: idade, gênero, etnia, história familiar de diabetes mellitus tipo 2, obesidade, sedentarismo, diabetes gestacional, macrossomia, hipertensão arterial, diminuição do colesterol high-density lipoprotein, aumento dos triglicerídeos, doenças cardiovasculares, síndrome de ovários micropolicísticos, glicemia elevada em testes anteriores, tolerância à glicose diminuída e hemoglobina glicada ≥5,7%.(3)

O presente estudo teve por objetivo avaliar o risco para diabetes mellitus tipo 2 e sua associação com variáveis clínicas e sociodemográficas.

 

Métodos

Trata-se de uma pesquisa quantitativa, com delineamento transversal desenvolvida em nove Unidades Básicas de Saúde da Estratégia Saúde da Família da Região Nordeste do Brasil.

Para o desenho amostral, foram estabelecidos os seguintes critérios de inclusão: indivíduos de ambos os gêneros, com idades entre 20 e 59 anos, e que estivessem em espera para consulta nas unidades selecionadas. Os critérios de exclusão foram: indivíduos que residiam na zona rural, que apresentavam diagnóstico confirmado de diabetes mellitus tipo 2 e aqueles com alguma condição crônica que pudesse interferir diretamente nas medidas antropométricas.

Calculou-se a amostra a partir da fórmula indicada para estudos transversais de população infinita. Consideraram-se nível de significância de 95% e prevalência de fatores de risco para diabetes mellitus tipo 2 de 50%, pois esse valor proporciona um tamanho máximo de amostra e erro amostral de 5%. Estipulou-se margem de 10% de perdas, totalizando 419 pessoas.

O instrumento de pesquisa foi o Finnish Diabetes Risk Score (FINDRISC). Trata-se de um questionário desenvolvido na Finlândia, amplamente divulgado pela internet, que pode ser acessado e respondido por qualquer pessoa, sendo emitida, ao final, a pontuação resultante e o risco de desenvolvimento da doença em 10 anos.(4)

No Brasil, este questionário vem sendo utilizado em pesquisas realizadas por diferentes áreas da saúde.(5,6) por ser um instrumento de fácil cálculo e de baixo custo.

Trata-se de um questionário formado por oito itens sobre idade, índice de massa corporal, circunferência abdominal, prática de atividade física, consumo diário de frutas e/ou verduras, uso de anti-hipertensivos, história de glicose sanguínea alta e história familiar de diabetes.(4) Validado pelo Departamento de Saúde Pública da Universidade de Helsinki, na Finlândia, esse questionário mostrou sensibilidade de 81% e especificidade de 76%.(7)

O questionário permite uma pontuação máxima de 28 pontos e avalia o risco da pessoa desenvolver diabetes mellitus tipo 2 em 10 anos. De acordo com a pontuação final do instrumento, os indivíduos são classificados nos seguintes níveis de risco: baixo (<7 pontos); levemente moderado (entre 7 e 11 pontos); moderado (entre 12 e 14 pontos); alto (entre 15 e 20 pontos); e muito alto (mais de 20 pontos).(4)

A coleta de dados ocorreu no período de janeiro a março de 2010, na própria unidade de saúde. Foram registradas as variáveis sociodemográficas (gênero, idade, estado civil, situação laboral, renda familiar e classe econômica) e mensuradas as clínicas (peso, altura e circunferência abdominal).

Os dados sofreram dupla digitação e foram armazenados em um banco de dados construído no software Microsoft® Excel, sendo processados pelo programa estatístico Statistical Package for Science Social, versão 18.0.

Foram calculadas as medidas estatísticas média e desvio padrão e seus respectivos intervalos de confiança (IC=95%). Para as análises de associação entre variáveis, foram escolhidos os testes não paramétricos qui-quadrado e de razão de verossimilhança. Adotou-se como nível de significância o valor de p<0,05.

O desenvolvimento do estudo atendeu as normas nacionais e internacionais de ética em pesquisa envolvendo seres humanos.

 

Resultados

Foram incluídos 419 usuários dos serviços, sendo a maioria era do gênero feminino (88,1%); com idade entre 30 e 44 anos (42,5%), em média de 37 anos; casada ou mantinha união estável (60,4%); sem emprego fixo (57,8%); com ensino fundamental incompleto (39,4%); estando a média da renda familiar em torno de um salário mínimo; e pertencia às classes econômicas D/E (58,2%).

Em relação à ocorrência dos associados ao diabetes mellitus tipo 2, 25,3% dos usuários tinham idades ≥45 anos; 59,7% estavam com excesso de peso, sendo 40,8% classificados em sobrepeso e 18,9% em obesidade. Em relação à circunferência abdominal, 24,8% foram classificados em risco aumentado e 59,2% em risco muito aumentado para doença cardiovasculares. A maioria (83,3%) não praticava atividade física regularmente; 53,7% relataram não comer frutas e/ou verduras diariamente; 12,9% tomavam anti-hipertensivos; 5,3% mencionaram história de glicose alta em exames de rotina, durante alguma doença ou durante a gravidez e 47% história familiar de diabetes mellitus tipo 2.

No que diz respeito à distribuição dos níveis de risco para diabetes mellitus tipo 2, 24,6% dos usuários foram classificados em risco baixo; 46,3% em risco levemente moderado; 17,2% em risco moderado; 10,2% em risco alto e 1,5% em risco muito alto. Apenas um usuário (0,2%) não apresentou risco. Para associação das variáveis, esses intervalos foram categorizados como de risco baixo, moderado e alto.

As associações entre os níveis de risco para diabetes mellitus tipo 2 e as variáveis clínicas e sociodemográficas estão apresentadas na tabela 1.

 

Discussão

Os limites dos resultados deste estudo estão relacionados ao delineamento transversal, que não permite analisar e descrever a relação de causa-efeito, a partir das associações entre os fatores de risco e o surgimento da doença.

No entanto, os resultados confirmam a tendência crescente do aumento da prevalência dos fatores associados ao diabetes mellitus tipo 2 em diferentes populações. Preocupados com isso, enfermeiros de um grupo de pesquisa que vem estudando a temática diabetes investigaram como têm se comportado esses fatores associados em crianças, adolescentes e adultos. Em crianças, observaram que 21,7% tinham excesso de peso, 27% obesidade abdominal, 17,9% pressão arterial elevada e 6,2% alterações glicêmicas.(8) Na população de adolescentes, evidenciou-se elevadas prevalências de sedentarismo (65,1%) e história familiar de diabetes mellitus tipo 2 (51,1%).(9) Em adultos, essas prevalências foram ainda mais elevadas: 47,1% tinham excesso de peso, 30,7% obesidade abdominal e 70,9% sedentarismo.(10)

Nesta pesquisa, realizada com adultos, cerca de 98,8% da amostra apresentou algum nível de risco para diabetes mellitus tipo 2, seja ele baixo, moderado ou alto. Em relação aos fatores associados, os mais prevalentes foram a circunferência abdominal aumentada (84,0%), seguida do sedentarismo (83,3%) e do excesso de peso (57,9%).

Semelhantemente, em estudo internacional realizado na Atenção Primária à Saúde, no qual utilizou-se o mesmo instrumento de pesquisa para mensurar o risco para diabetes mellitus tipo 2, todos os pacientes apresentaram algum nível de risco, sendo que 15,1% foram classificados em baixo risco, 10,5% em risco levemente moderado, 47,6% em risco moderado, 16,3% em risco alto e 10,5% em risco muito alto. Quanto aos fatores associados, os mais prevalentes foram alimentação inadequada (86,1%), seguida de excesso de peso (80,2%), circunferência abdominal aumentada (74,8%) e sedentarismo (66,3%).(11)

Ademais, 47% dos usuários deste estudo relataram história familiar de diabetes mellitus tipo 2, 12,9% tomavam anti-hipertensivos e 5,3% mencionaram história prévia de glicose alta. Em pesquisa internacional, esses mesmos fatores de risco apresentaram-se da seguinte forma: 64,6% da amostra relataram história familiar de diabetes mellitus tipo 2, 12,2% tomavam anti-hipertensivos e 21,9% mencionaram história prévia de glicose alta.(12)

Sabe-se que a prevalência de indivíduos com risco alto para diabetes mellitus tipo 2 varia, consideravelmente, de acordo com o instrumento utilizado.(13) A prevalência de indivíduos com risco alto para diabetes mellitus tipo 2 variou de 4,5% no Brasil,(5) 26,8% na Cuba,(11) chegando a 28,5% na Noruega.(12) Ressalta-se que, apesar da maior prevalência de risco alto ter sido em um país desenvolvido, os sujeitos dessa pesquisa eram mulheres imigrantes do Paquistão.

No estudo em tela, o gênero masculino esteve mais prevalente na categoria risco alto para diabetes mellitus tipo 2, corroborando achados nacional e internacional, segundo os quais os homens tendem a apresentar um maior risco para essa afecção do que as mulheres.(5,13)

Recentemente, no Brasil, pesquisa evidenciou que os homens tiveram uma maior prevalência de risco alto (6,6%) em comparação às mulheres, dentre as quais somente 0,8% apresentou risco alto (p=0,052).(5) Da mesma forma, pesquisadores internacionais verificaram que a prevalência de risco alto variou de 1,6 a 24,9% nos homens, e de 1,1 a 15,7% nas mulheres, ao compararem sete diferentes escores de risco para diabetes mellitus tipo 2.(13) Entretanto, um inquérito brasileiro evidenciou que a prevalência de diabetes mellitus tipo 2 foi maior entre as mulheres (6,0% versus 4,4%).(14)

O uso de escores de risco para identificar os níveis de risco para diabetes mellitus tipo 2 tem sido cada vez mais difundido na literatura.(11,13) Eles são úteis para tomada de decisões, já que possuem limiares, ou seja, pontos de corte acima dos quais o risco para a doença aumenta acentuadamente. Geralmente, apenas a identificação de fatores associados não fornece a evidência desses limites.(15)

Ao avaliarem a relação de causa-efeito dos fatores de risco no desfecho do diabetes mellitus tipo 2, pesquisadores confirmaram maiores chances naqueles pacientes com idade ≥45 anos (odds ratio - OR=3,00), baixo nível de escolaridade (OR=1,76), obesidade (OR=4,20), circunferência abdominal muito aumentada (OR=5,24), sedentarismo (OR=1,71), não consumo de frutas e/ou verduras (OR=2,21), uso de medicamentos anti-hipertensivos (OR=2,30) e história prévia de glicose alta (OR=4,36). Diferentemente do presente estudo, a variável consumo de frutas e/ou verduras não apresentou associação estatisticamente significante (p=0,21).(16)

No presente estudo, o aumento da prevalência daqueles classificados em risco alto foi diretamente proporcional ao aumento do índice de massa corporal. Pesquisa internacional evidenciou que as chances para desenvolver diabetes mellitus tipo 2 entre indivíduos com sobrepeso e obesos foram 1,35 (p<0,001) e 2,5 (p<0,016), respectivamente. Aqueles com excesso de peso associado à história familiar de diabetes mellitus tipo 2 tiveram 1,76 vez mais chance de desenvolver a doença (p<0,006).(17)

Pessoas com risco alto para diabetes mellitus tipo 2 podem desenvolver o pré-diabetes, condição na qual o nível de glicose no sangue está acima do normal, mas ainda não elevado o suficiente para se fazer o diagnóstico da doença. Para elas, intervenções específicas, incluindo mudanças no estilo de vida, algumas vezes acompanhadas de agentes farmacológicos, têm demonstrado eficácia na redução da incidência do diabetes.(3)

Após a identificação de indivíduos com risco alto para diabetes mellitus tipo 2, pesquisadores buscaram comprovar o efeito da intervenção nessas pessoas, por meio da modificação do estilo de vida. Após 18 meses de acompanhamento, confirmaram que a intervenção no estilo de vida teve grande impacto na prevenção do diabetes, ratificando a recomendação supracitada.(18)

Considerando a complexidade que envolve a prevenção do diabetes mellitus tipo 2 e a importância dos dados obtidos nesta pesquisa, é notória a necessidade de atuação de uma equipe multiprofissional de saúde integrada, que favoreça a participação ativa dos indivíduos classificados em risco alto no planejamento e na tomada de decisões, quanto à adoção de estratégias de mudanças no comportamento.

 

Conclusão

Houve associação estatisticamente significante entre o risco para desenvolver diabetes mellitus tipo 2 e as variáveis clínicas índice de massa corporal, circunferência abdominal, alimentação, uso de anti-hipertensivos, história de glicose alta e história familiar. As variáveis sociodemográficas gênero e idade também estiveram associadas ao desenvolvimento do diabetes mellitus tipo 2.

Colaborações

Marinho NBP colaborou com a concepção e elaboração do projeto, análise e interpretação dos dados, redação do artigo e revisão crítica relevante do conteúdo intelectual. Vasconcelos HCA e Alencar AMPG colaboraram com a redação do artigo. Almeida PC colaborou com a análise e interpretação dos dados. Damasceno MMC colaborou com a revisão crítica relevante do conteúdo intelectual e com a aprovação final da versão a ser publicada.

 

Referências

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Autor correspondente:
Niciane Bandeira Pessoa Marinho
Av. da Universidade, 2853, Fortaleza, CE, Brasil. CEP: 60020-181
nicianebpm@yahoo.com.br

Submetido 3 de Outubro de 2013
Aceito 11 de Novembro de 2013

 

 

Conflitos de interesse: não há conflitos de interesse a declarar.

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