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Revista Brasileira de Fisiologia Vegetal

versão impressa ISSN 0103-3131

Rev. Bras. Fisiol. Veg. v.12 n.2 Lavras ago. 2000

https://doi.org/10.1590/S0103-31312000000200005 

EFEITO DO ESTRESSE SALINO E DA PROLINA EXÓGENA EM CALOS DE MILHO1

 

TEREZINHA RANGEL CAMARA2, LILIA WILLADINO3, JOSEP MARIA TORNÉ4, ALBERT MANICK5 E MARIA ASUNCIÓN SANTOS4

Universidade Federal Rural de Pernambuco - Departamento de Química

 

 

RESUMO - O presente trabalho teve por objetivo avaliar o efeito de diferentes concentrações de NaCl (0, 68, 137 e 205 mM) sobre o cultivo in vitro de calos de dois genótipos (W64Ao2 e Arizona 8601) de milho (Zea mays L.), em meio de cultura N6, suplementado ou não com a adição de 6,0 mM de prolina. Os tratamentos consistiram da combinação dos quatro níveis de NaCl com os dois níveis de prolina, num fatorial 4x2. Os tratamentos foram mantidos durante 60 dias, com subcultivos a cada 20 dias. A taxa de crescimento dos calos e o conteúdo endógeno de putrescina, espermina, espermidina, prolina e outros aminoácidos livres foram avaliados no final do período experimental. A adição de prolina exógena favoreceu o crescimento dos calos no tratamento-controle e minorou os efeitos deletérios do estresse salino em ambos os genótipos, no nível de sal mais elevado (250mM de NaCl). A taxa de crescimento dos calos de W64Ao2 foi superior àquela dos calos de Arizona 8601, possivelmente por causa, em parte, do maior acúmulo de prolina endógena e da manutenção ativa do metabolismo das poliaminas naqueles calos.
TERMOS ADICIONAIS PARA INDEXAÇÃO: Aminoácidos, poliaminas, salinidade, Zea mays.

EFFECT OF SALINE STRESS AND EXOGENOUS PROLINE IN MAIZE CALLUS

ABSTRACT - This work aimed at evaluating the effect of different NaCl concentrations (0, 68, 137 and 205 mM) in two maize (Zea mays L.) genotypes (W64Ao2 and Arizona 8601) callus cultures in N6 medium, supplemented or not with 6.0 mM proline. Treatments consisted of the combinations of the four NaCl levels with the two-proline levels under 4x2 factorial. Treatments were maintained for 60 days with subcultures at 20 days each. Relative growth rate, endogenous free putrescine, spermine, spermidine, proline and others amino acids were evaluated at the end of the experimental period. Proline addition improved callus growth in both genotypes in the control treatment and reduced deleterious effects in the highest salt level (250mM NaCl). W64Ao2 callus growth rate was higher than in the Arizona 8601 probably due, in part, to the higher proline accumulation and the maintenance of polyamine metabolism in those calluses.
ADDITIONAL INDEX TERMS: Aminoacids, poliamines, salinity, Zea mays.

 

 

INTRODUÇÃO

O impacto da salinidade do solo sobre a produtividade agrícola é um sério problema em regiões áridas e semi-áridas, que dependem da irrigação para garantir um adequado suprimento de água para as culturas (Tal, 1984). Dentre os mecanismos de tolerância ao estresse salino, destaca-se a osmorregulação, a qual inclui um aumento líquido na concentração de solutos nas células. O aumento na concentração de solutos em plantas submetidas a estresse desempenha um papel fundamental no equilíbrio osmótico e na proteção de enzimas em presença de elevadas concentrações de eletrólitos no citoplasma (Greenway e Munns, 1980).

Dentre os solutos orgânicos que se acumulam no citoplasma em resposta ao estresse, destacam-se a prolina (Kuznetsov e Shevyakova, 1997; Viégas et al., 1999), a putrescina (Basu e Gosh, 1991; Camara et al., 1998) e carboidratos solúveis (Garcia et al., 1997). Tem-se demonstrado uma correlação positiva entre a acumulação de prolina e a tolerância ao estresse salino, tanto em trabalhos realizados com cultivo in vitro (Jain et al., 1991; Camara et al., 1998), como naqueles envolvendo a planta inteira (Storey et al., 1993). Entretanto, a acumulação de prolina pode também ser interpretada como sintoma de danos causados na planta pelo estresse (Hasegawa et al., 1986; Das et al., 1990). Bellinger et al., (1991) sugerem que a acumulação de prolina não é um indicador de resistência e sim um indicador de tolerância adquirida, visto que diversos experimentos demonstram que células, calos e somaclones selecionados como tolerantes ao estresse apresentam uma maior acumulação de prolina do que os não adaptados.

O aumento da concentração de putrescina, como conseqüência do estresse salino, é uma resposta bastante generalizada em plantas (Shevyakova et al., 1985; Basu e Gosh, 1991). Por outro lado, a tolerância ao estresse salino parece estar associada não apenas à capacidade de acumular putrescina, mas em manter ativo o metabolismo das poliaminas, incluindo-se aí a síntese de espermina e espermidina (Tattini et al., 1993; Willadino et al., 1996).

Considerando a importância da acumulacão de solutos compatíveis, sobretudo a prolina, o presente trabalho teve como objetivo avaliar o efeito da adição de prolina ao meio de cultura sobre o crescimento de calos de milho submetidos ao estresse salino. Avaliou-se também o efeito da salinidade sobre a acumulação de putrescina, espermina, espermidina, prolina e alguns outros aminoácidos.

 

MATERIAL E MÉTODOS

Foram utilizados calos com 14 meses de idade, provenientes do cultivo de embriões imaturos de dois genótipos de milho: a linha pura W64Ao2, de origem chinesa; e o híbrido Arizona 8601, desenvolvido no Texas para cultivo em áreas salinas (Day, 1987).

Os calos foram obtidos e multiplicados em meio básico N6 (Chu et al., 1975), modificado com 6,0 mM de prolina (Claparols et al., 1993), sendo mantidos em sala de crescimento com fotoperíodo de 16 horas, fluxo de fótons fotossintético de 90-110 mmol m-2 s-1 e temperatura de 25 ± 2oC. Foram realizados três subcultivos, sendo um a cada 20 dias. Os tratamentos consistiram da adição de 0, 68, 137 e 205 mM de NaCl ao meio de cultivo, em combinação com 0 e 6 mM de prolina, em um fatorial 4x2, inteiramente casualizado, com quatro repetições por tratamento. A taxa de crescimento dos calos (TCC) foi calculada a partir da massa fresca dos calos no início e final do experimento, de acordo com a equação: TCC = [(ln mff - ln mfi)/(tf - ti) x 103] (Galiba et al.,1993), em que mff e mfi correspondem à massa fresca final e inicial, e tf e ti ao tempo final (60 dias) e inicial, respectivamente.

Sessenta dias após o início dos tratamentos, foram coletadas amostras para as análises bioquímicas. Essas amostras foram congeladas em nitrogênio líquido e mantidas à temperatura de -80oC até a sua utilização.

As análises de poliaminas (livres + conjugadas) foram realizadas por cromatografia de camada delgada (TLC), segundo Tiburcio et al. (1985). Foi determinada a concentração de putrescina (Put), espermidina (Spd), espermina (Spm) e calculado o total de poliaminas (PAs), a partir do somatório da concentração de Put, de Spd e de Spm no tecido.

As concentrações endógenas de prolina (Pro), arginina (Arg), alanina (Ala), glutamina (Gln), glutamato (Glu), ácido g-aminobutírico (GABA) e do total de aminoácidos nos calos foram determinadas por cromatografia líquida de alta resolução (HPLC), utilizando uma coluna Pico-Tag C-18 de 300 x 3,1 mm. Para detecção dos aminoácidos, foi utilizado um detector de ultra-violeta a 254 nm (Pons et al., 1991). Problemas técnicos no preparo dos extratos de amostra dos calos de W64Ao2 tratados com 205 mM de NaCl provocaram a perda do material, impossibilitando a realização das análises de aminoácidos nesses calos.

Os resultados obtidos foram submetidos à análise de variância e as médias foram comparadas pelo teste de Tukey, a 5% de probabilidade, utilizando-se o Statgraph 5.0.

 

RESULTADOS E DISCUSSÃO

Em ambos os genótipos observou-se um decréscimo na taxa de crescimento dos calos em função do aumento dos níveis de salinidade no meio de cultura (Tabela 1). Por outro lado, a adição de prolina ao meio de cultura favoreceu o crescimento dos calos no tratamento sem NaCl e minorou o efeito deletério do estresse salino na dose de sal mais elevada (205 mM)  promovendo, simultaneamente, maior TCC  e maior acúmulo de prolina livre (Tabela 2), em comparação com os calos tratados sem prolina exógena. O efeito benéfico da aplicação de prolina tem sido verificado em diversos tipos de estresse como o salino (Roy et al., 1993), o hídrico (Handa et al., 1986) e aquele induzido pelo frio (Songstad et al., 1990). A prolina ministrada exogenamente pode facilitar o ajuste osmótico e, conseqüentemente, favorecer a manutenção do crescimento sob condições de estresse salino (Hasegawa et al., 1986). Os calos de W64Ao2 tratados com prolina mantiveram uma taxa de crescimento positiva em todos os níveis de salinidade, enquanto que os de Arizona 8601 apresentaram taxa de crescimento negativa a partir do tratamento com 137mM de NaCl. Em experimentos anteriores realizados com calos embriogênicos desses mesmos genótipos, submetidos a um menor tempo de cultivo in vitro, Willadino et al., (1996) obtiveram um maior crescimento e acúmulo de prolina livre dos calos de Arizona 8601 frente aos calos de W64Ao2 quando tratados com NaCl. Deste modo, a exemplo do constatado também por outros pesquisadores (Evans, 1989; Bourgeais-Chalou e Guerrier, 1992) variações induzidas pelo tempo de cultivo in vitro podem alterar a resposta dos calos à salinidade.

 

 

 

A composição quantitativa de aminoácidos livres dos calos tratados com e sem prolina, foi afetada pela salinidade do meio (Tabelas 2 e 3). Os tratamentos com 137 e 205 mM de NaCl, em comparação com o tratamento sem sal, promoveram, de uma maneira geral, um acúmulo de Arg, Gln e Glu nos calos de Arizona 8601. No que se refere aos calos de W64Ao2 tratados com 137 mM de NaCl, observou-se um aumento na concentração de Arg, GABA, Ala, Glu e total de Aas, em relação aos calos mantidos sem NaCl. A acumulação de Arg e seus precursores (Gln e Glu) foi observada também em células de Nicotiana sylvestris (Shevyakova et al., 1985) e em calos de milho (Willadino et al., 1996) submetidos ao estresse salino. Vários autores demonstraram que o estresse salino promove um incremento na atividade das enzimas glutamina sintetase (GS) (Roosens et al., 1998; Viégas e Silveira, 1999) e glutamato sintase (GOGAT) (Berteli et al., 1995) envolvidas na assimilação do íon amônio. O ciclo GS/GOGAT provavelmente desempenha um importante papel no suprimento de glutamato para a biossíntese de arginina e prolina em condições de estresse salino (Berteli et al., 1995). A elevada produção de NH3-NH4+, durante o estresse abiótico, acompanhada de um incremento da via biossintética da Arg, é considerada um mecanismo de desintoxicação do íon amônio produzido (Slocum e Weinstein, 1990; Lovatt, 1990). A capacidade de incorporar esse amônio em condições de estresse, seja salino (Lovatt, 1990), osmótico (Flores e Galston, 1982) ou nutricional (Rabe e Lovatt, 1986), pode representar um mecanismo homeostático importante frente a condições de estresse em vegetais. O aumento na concentração de Pro livre em condições de estresse é amplamente documentado, tanto em estresse hídrico (Voetberg e Sharp, 1991; van Rensburg et al., 1993) como em estresse salino (Bourgeais-Chaillou e Guerrier, 1992; Cachorro et al., 1993). Em ausência de prolina exógena, o maior acúmulo de prolina livre nos calos de W64Ao2 submetidos ao estresse salino coincidiu com uma maior taxa de crescimento desses calos em comparação com os de Arizona 8601. A prolina parece fazer frente ao efeito inibidor do NaCl sobre o crescimento, contribuindo para uma maior adaptação das plantas e tecidos submetidos a condições adversas (Delauney e Verma, 1993). Entre as diversas funções atribuídas à prolina em tecidos vegetais submetidos a estresse destacam-se a osmorregulação, a manutenção do pH citoplasmático, a proteção contra a desnaturação de enzimas, o seqüestro de radicais livres, além de servir como reserva de carbono e nitrogênio e ser um dos produtos de desintoxicação do íon amônio (Bellinger et al., 1991; Alia et al., 1993; Fedina et al., 1994). A maior concentração de prolina nos calos tratados com 137 mM de NaCl (Tabela 2) em relação ao mais alto nível de sal (205 mM) nos calos de Arizona 8601 (Tabela 2) coincidiu com uma tendência inversa quanto ao conteúdo de PAs (Tabela 4). Esse mesmo comportamento foi observado nos tratamentos com NaCl e Pro exógena, para os dois genótipos avaliados. Ainda que a principal via biossintética da Pro seja por meio da ciclização do Glu, a Orn e a Arg (precursores das PAs) também podem ser metabolizadas a Pro (Thompson, 1980). Tanto em halófitas como em glicófitas (Kiryan e Shevyakova, 1984), Orn e Arg administradas exogenamente foram, em parte, desviadas para a síntese de Pro em condições de estresse salino. Esses resultados demonstram como a via metabólica das PAs e da Pro estão interligadas em condições de estresse salino, como demonstrado por outros autores (Shevyakova et al., 1985; Camara et al., 1998).

 

 

 

Quanto ao efeito isolado da salinidade (sem prolina exógena), observou-se nos calos de W64Ao2 um acúmulo de PAs totais em todos os tratamentos com NaCl (Tabela 4). Os calos de Arizona 8601, entretanto, apresentaram, nas doses mais baixas de NaCl (68 e 137 mM  NaCl), uma redução na concentração total de PAs em relação  ao  tratamento-controle. Quando submetidos ao tratamento com 205 mM de NaCl,  registrou-se nesses calos um aumento na concentração total de PAs como reflexo da acumulação de Put e Spm. Por outro lado, o aumento na concentração total de PAs, nos calos de W64Ao2, refletiu o acúmulo de Put, bem como de Spd e Spm. Nesses calos, parece não haver ocorrido inibição da síntese das poliaminas com o aumento da salinidade. A capacidade de manter ativo o metabolismo das  poliaminas em condições de estresse já foi registrado anteriormente (Tattini et al., 1993;  Willadino et al.,  1996; Camara et al.,  1998) e parece ter assegurado aos calos de W64Ao2 um melhor crescimento em relação aos calos de Arizona 8601 (Tabela 1).

Considerando-se os calos de ambos os genótipos quando cultivados em presença de Pro, observou-se um aumento na concentração de Put a partir da dose de 137 mM de NaCl (Tabela 4). O acúmulo dessa diamina foi acompanhado pelo aumento na concentração de seu precursor, o aminoácido   Arg  (Tabela 2),  o  que  sugere uma ativação da enzima ADC (arginina carboxilase) em condições de estresse, como constatado por outros autores (Smith, 1985; Flores, 1990).

Em  síntese,  os  tratamentos  com   NaCl promoveram uma redução na taxa de crescimento dos calos. A adição de prolina ao meio de cultura favoreceu o crescimento dos calos no tratamento sem NaCl e reduziu o efeito prejudicial do mais alto nível de sal, em ambos genótipos. Os calos de W64Ao2 mantiveram uma taxa de crescimento positiva na maioria dos tratamentos com NaCl, possivelmente em função de um maior acúmulo de prolina, bem como pela manutenção do metabolismo das poliaminas em condições de estresse salino.

 

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1.  Recebido em 21/2/2000  - Aceito em 6/7/2000
2. Agrônoma, Dra., Profa. Adjunto/UFRPE, Pesquisadora CNPq. e-mail tcamara@novaera.com.br
3.  Bióloga, Dra., Profa. Adjunto/UFRPE, Pesquisadora do CNPq.
4.  Biólogo, Dr., Centro de Investigación y Desarrollo - CSIC, Barcelona, Espanha.
5.  Estatístico, Dr., Centro de Investigación y Desarrollo - CSIC, Barcelona, Espanha.

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