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Revista Brasileira de Fisiologia Vegetal

Print version ISSN 0103-3131

Rev. Bras. Fisiol. Veg. vol.13 no.1 Lavras  2001

http://dx.doi.org/10.1590/S0103-31312001000100009 

ALTERAÇÕES NA RESISTÊNCIA À DIFUSÃO DE VAPOR DAS FOLHAS  E RELAÇÕES HÍDRICAS EM ACEROLEIRAS SUBMETIDAS A DÉFICIT DE ÁGUA

 

REJANE J. MANSUR C. NOGUEIRA1, JOSÉ ANTÔNIO P. V. DE MORAES2, HÉLIO ALMEIDA BURITY3, E EGÍDIO BEZERRA NETO4

Laboratório de Fisiologia Vegetal, Departamento de Biologia, UFRPE, Dom Manoel de Medeiros, s/no, Dois Irmãos, 52171-900, Recife, PE, Brasil.

 

 

RESUMO - Plantas jovens de acerola propagadas sexuada e assexuadamente foram submetidas a um déficit hídrico de 20 dias de suspensão da irrigação. No decorrer desse período, foram determinados a acumulação de prolina, o potencial da água na folha (Yw), o potencial osmótico, o teor relativo de água (TRA), a resistência difusiva (Rs), a transpiração (E) e a temperatura foliar (Tf), além de mensurados a radiação fotossinteticamente ativa (PAR) e o déficit de pressão de vapor (DPV) do ar na câmara do porômetro. O aumento da concentração de prolina para os dois tipos de plantas ocorreu a partir do 5º dia de suspensão de rega, sendo de 38,1 vezes mais que o controle para as plantas oriundas de sementes e de 26,4 vezes para as enxertadas, no 10o dia de suspensão da irrigação. Os valores mínimos de Yw nas plantas sob severo estresse hídrico variaram de -4,5 a -5,7 MPa, sendo o menor deles verificado nas plantas de origem sexuada. Estas apresentaram ainda os maiores valores para E (0,9 mmol.m-2.s-1) e para concentração de prolina (20,42 mg.g-1 MS), e os menores para o TRA (38,4 %) e para a Rs (940 s.m-1), no final do experimento. As aceroleiras desenvolveram estratégias de sobrevivência à seca, com características diferenciadas, em função do prolongamento do estresse, o qual influenciou significativamente os parâmetros avaliados, com exceção da temperatura foliar.
TERMOS ADICIONAIS PARA INDEXAÇÃO: Malpighia emarginata, tolerância à seca, transpiração, prolina.

MODIFICATIONS IN VAPOR DIFFUSION RESISTENCE OF LEAVES AND WATER RELATIONS IN BARBADOS CHERRY PLANTS UNDER WATER STRESS

ABSTRACT- Young sexually and assexually propagated Barbados cherry plants were submitted to water deficit (20 days without irrigation). During  this  period  the  accumulation  of  proline,   water  potential of branches,  osmotic  potential,  the  relative  water content  of  leaves,  the leaf  diffusive  resistance,  the transpiration rate and leaf temperature in the cuvette were determined. In addition, photosynthetically active radiation (PAR) and vapor pressure deficit (VPD) were measured in the porometer cuvette. The concentration of proline for both types of plants began to increase on the fifth day without watering, and reached 38.1 times the concentration in the control plants grown from seeds and 26.4 times the concentration in grafted plants on the tenth day without watering. The lowest levels of leaf water potential in the plants suffering from severe water stress varied from –4.5 to –5.7 MPa, the lowest values being observed in the sexually propagated plants. These plants also showed the highest values for transpiration (0.9 mmol.m-2.s-1) and proline concentration (20.42 mg.g-1 DM), the lowest for relative water content of the leaves (38.4%) and diffusive resistance (940 s.m-1) at the end of the experiment. The Barbados cherry plants developed strategies for surviving drought, with differences between various characteristics, resulting from prolonged stress, which significantly influenced the parameters evaluated, with the exception of leaf temperature.
ADDITIONAL INDEX TERMS: Malpighia emarginata, drought tolerance, grafting, proline, transpiration, vegetative propagation.

 

 

INTRODUÇÃO

Entre os vários fatores limitantes da produção vegetal, o déficit hídrico ocupa posição de destaque, pois além de afetar as relações hídricas nas plantas, alterando-lhes o metabolismo, é fenômeno que ocorre em grandes extensões de áreas cultiváveis.

O emprego de caracteres fisiológicos e/ou bioquímicos adequados para seleção pode beneficiar o melhoramento genético com o objetivo de se obter materiais com tolerância a condições de seca. Vários parâmetros têm sido estudados para avaliar a resposta das espécies vegetais ao estresse hídrico, destacando-se o potencial hídrico foliar (Morgan, 1991), potencial osmótico e conteúdo relativo de água (Gesch et al., 1992), a condutância estomática e a transpiração (Eckstein e Robison, 1996), a temperatura foliar (Cascardo et al., 1993) e a acumulação de prolina (Hanson e Hitz, 1982). Para algodão, tem-se proposto caracteres como condutância estomática, transpiração  e a atividade fotossintética  para a seleção de genótipos por tolerância à seca (Lopez et al., 1993). Para amendoim, Nogueira et al., (1998b) propõem o potencial da água foliar, a resistência estomática, bem como a acumulação de prolina nas folhas como indicadores de resistência a esse caráter.

Esses estudos assumem uma real importância, em vista de que, nos vários tipos de vegetação encontrados na natureza, a produtividade é considerada mais intimamente relacionada com a água disponível para as plantas do que com qualquer outro fator ambiental (Salisbury e Ross, 1991). Portanto, a capacidade de as plantas se manterem túrgidas é tida como uma característica necessária para a garantia da produção, em locais onde ocorre o déficit hídrico.

Dentre as diversas mudanças metabólicas induzidas em plantas quando submetidas a estresses abióticos, destaca-se uma marcada acumulação de uma mistura complexa de ácidos orgânicos, açúcares e aminoácidos, a qual tem sido denominada de ajustamento osmótico.

É comprovado na literatura que a prolina em sua forma livre se acumula, não só em resposta à carência de água, como também pelos efeitos da salinidade e baixas temperaturas. Essa acumulação vem sendo observada em tecidos e órgãos vegetais, especialmente em folhas destacadas (Stewart, 1972), plantas intactas (Singh et al., 1973), folhas maduras (Lawlor e Fock, 1977), folhas em crescimento (Riazi et al., 1985) e, recentemente, na seiva do floema (Girousse et al., 1996).

Os níveis de prolina nas plantas antes de sofrerem um estresse são sempre baixos, podendo variar de 1 a 5 mmol. g-1 de M.S. em muitas espécies, como arroz, sorgo, milho, trigo e cevada (Hanson, 1980). Segundo o mesmo autor, a prolina começa a se acumular nessas espécies quando o potencial da água foliar se reduz a –1,0 MPa. Enfatiza, ainda, que é comum um aumento de 20 a 100 vezes na concentração desse aminoácido, após a exposição das plantas a poucos dias de estresse, verificando-se, portanto, grande variação intra e interespecífica no grau desses aumentos. Por outro lado, o aumento da concentração de prolina tem sido relacionado com a diminuição do potencial da água da folha (Blum e Ebercon, 1976), com o conteúdo relativo de água (Patil et al., 1984) e com a resistência à difusão de vapor (Waldren e Teare, 1974). Dessa forma, o conteúdo relativo de água, sendo um dos principais determinantes da atividade metabólica e da sobrevivência foliar, tem, portanto, sido utilizado como um indicador importante de tolerância à seca (Schonfeld et al., 1988).

Acessos que possuem diversidade nas respostas ao estresse hídrico constituem excelente material para ser utilizado em programas de melhoramento. Com relação à cultura da acerola, observa-se que na maioria dos pomares comerciais plantas originadas de sementes,  apresentam grande variabilidade quanto ao porte, arquitetura da copa, produtividade, e características físico-químicas dos frutos. Dessa forma, torna-se necessário o uso de técnicas eficientes para melhor selecionar clones, variedades e cultivares que possam ser utilizadas para a produção de mudas que atendam às exigências dos mercados nacional e internacional. Para tanto, é importante o conhecimento dos mecanismos que conferem as respostas diferenciais.

Nogueira e Moraes (1998), estudando três matrizes de acerola durante períodos de estiagem, verificaram entre os genótipos diferenças significativas no controle da abertura estomática. Considerando-se que houve um crescimento acentuado no cultivo de acerola em vários estados brasileiros, estendendo-se atualmente a regiões com escassez e irregularidade de chuvas, o estabelecimento e o estudo de parâmetros para obtenção de variedades tolerantes à seca  tornam-se prioritários, uma vez que estudos sobre as relações hídricas da aceroleira são praticamente inexistentes na literatura.

Com o  presente trabalho, teve-se como objetivo avaliar, em plantas jovens de acerola oriundas de dois tipos de propagação, as respostas ao estresse hídrico por meio  das determinações do acúmulo de prolina,  teor relativo de água,  potencial  água e da resistência à difusão de vapor da folha,  transpiração e temperatura foliar.

 

MATERIAL E MÉTODOS

A espécie vegetal identificada como Malpighia emarginata DC foi propagada sexuadamente (utilizando-se várias matrizes com alta produtividade, sem seleção) e assexuadamente pelo processo de enxertia de garfagem em fenda cheia no topo. Este processo foi realizado em porta-enxertos com três meses de idade (com a mesma espessura do garfo), com amarrio de fita plástica de um só estádio e câmara úmida. Para tanto, foram utilizadas estacas semi lenhosas da matriz UFRPE 20 (acesso com alta produtividade e alto teor de vitamina C nos frutos), utilizando-se substrato composto de uma mistura de pó de coco + terra vegetal + húmus + cinzas, distribuído em partes iguais em sacos de polietileno de 6 kg. Paralelamente, desenvolveram-se as mudas de pé-franco, cujas sementes foram plantadas dez dias antes da enxertia, coincidindo a germinação com o pegamento das mudas enxertadas, obtendo-se assim, as mudas de pé-franco e enxertia com a mesma idade. Todo esse procedimento foi realizado no pomar comercial Acerolândia, localizado no Município de Paudalho, Zona da Mata Norte do Estado de Pernambuco, a 7º 55’ 58.3” de latitude Sul, 35º 08’ 12.8” de longitude Oeste e 70m de altitude. O referido município, distante 44 km da capital, apresenta clima quente e úmido, com temperatura e precipitação pluviométrica média anual de 25ºC e 1702,1 mm, respectivamente, e meses chuvosos de março a julho (Fundação de Desenvolvimento Municipal do..., 1994).

Após quatro meses sob condições de irrigação e tratos culturais uniformes, as plantas, de mesma idade, foram transferidas para casa-de-vegetação sem controle ambiental da Universidade Federal Rural de Pernambuco, mantidas durante dois meses (junho e julho de 1996) na capacidade de campo e, então divididas em dois lotes: um submetido ao tratamento de deficiência hídrica, mediante  suspensão da irrigação por um período de 20 dias, e o outro, diariamente irrigado (controle). Tanto as plantas propagadas por sementes como as propagadas assexuadamente tinham aproximadamente 6 meses na época da diferenciação dos tratamentos hídricos. No vigésimo primeiro dia após o início da aplicação do estresse hídrico, as plantas foram re-irrigadas.

A resistência à difusão de vapor da folha (Rs) e à transpiração (E) foram medidas com o auxílio de porômetro de equilíbrio dinâmico (Licor, LI-1600), entre nove e dez horas da manhã, utilizando-se folhas adultas, de mesma idade, completamente expandidas e situadas na parte mediana do ramo principal. O porômetro permitiu,  também, a  medida da temperatura das folhas (Tf),  temperatura do ar e da umidade relativa  da câmara porométrica (“cuvette”) e a radiação fotossinte-ticamente ativa (PAR) no nível da  folhagem, sendo calculado o déficit de pressão de vapor do ar (DPV)  na câmara, segundo Vianello e Alves (1991). As medições do PAR foram tomadas com o auxílio de um sensor quântico (LI-Cor Inc) acoplado ao porômetro.

O potencial da água na folha (Yw) foi mensurado mediante uso de uma câmara de pressão (Scholander et al., 1965), entre 10 e 11h da manhã, durante o período do estresse, utilizando-se sempre as folhas nas quais foram feitas as determinações porométricas. Os ramos, com duas folhas, eram envoltos em papel-filme antes de serem cortados das plantas para evitar a desidratação e imediatamente colocados na câmara, sempre próxima às plantas, para, então, proceder-se às avaliações. A taxa de aumento de entrada de gás na câmara foi mantida constante para todas as medidas.

O teor relativo de água (TRA) foi avaliado em folhas do mesmo ramo utilizado para a determinação do Yw, segundo método descrito por Cascardo et al., (1993), com pequenas adaptações. Foram pesados 6 discos foliares de cada repetição, acomodados em placas de Petri forradas com papel de filtro e contendo água deionizada suficiente para embeber por 12 h, no escuro e a 10ºC, quando, então, era determinada a massa fresca saturada. Após secagem em estufa com circulação de ar a 75ºC, por um período de 4 h, a matéria seca foi obtida e o cálculo do T.R.A. realizado utilizando-se a fórmula:  T.R.A. = (Massa fresca – Massa seca/ Massa saturada - massa seca). 100.

Para a quantificação de prolina foram utilizadas amostras de folhas maduras completamente expandidas, tomadas entre 9h e 10 h, mediante método adaptado de Bates et al. (1973). A matéria fresca (250 mg), colocada em tubo de ensaio contendo 5 mL de ácido sulfosalicílico, foi triturada e centrifugada por 3 minutos a 2600 rpm. Utilizando-se 1 mL do extrato e adicionando-se 1 mL de ácido acético + 1 mL de ninidrina ácida, deixou-se em banho-maria por 1 hora a 100ºC. Após o desenvolvimento da cor, as amostras foram resfriadas em banho de gelo, sendo adicionadas às mesmas 2 mL de tolueno para a separação das fases. Desprezando-se a fração incolor, a leitura das amostras da fração corada e dos  padrões foi realizada colorimetricamente a 520 nm.

O potencial osmótico foi determinado no final do experimento, utilizando-se duas plantas para cada tratamento, controle e estressado (após 24 horas de re-irrigação), por meio da construção de uma curva pressão-volume que envolve uma série de pares de medidas do volume de seiva extraída e do inverso do potencial da  água, utilizando-se a câmara de pressão de Scholander  (Roberts e Knoerr, 1977; Melkonian et al., 1982; Perez e Moraes, 1991). Para minimizar o efeito do ambiente e da hora do dia entre tratamentos, as medições foram realizadas no interior do Laboratório, entre 16 e 18 h em dois dias consecutivos, utilizando-se em cada dia uma repetição de cada tratamento. O incremento de pressão aplicado foi de 0,2 MPa e o tempo de espera da saída da seiva para a espécie em estudo foi de 5 minutos. O procedimento utilizado nessa determinação foi baseado no descrito em Vilela e Moraes (1986).

As análises estatísticas foram baseadas em um modelo fatorial com 2 formas de propagação (sexuada x assexuada), 2 regimes hídricos (irrigado x não irrigado), com 4 repetições. Os dados obtidos foram submetidos à análise de variância pelo teste F, correlações simples e regressão linear. Para comparação das médias, utilizou-se o teste de Tukey a 5% de probabilidade.

 

RESULTADOS E DISCUSSÃO

Prolina, potencial da  água na folha (Yw) e teor relativo de água

Foram observadas diferenças significativas nos teores de prolina, T.R.A. e Yw entre as plantas irrigadas e não-irrigadas, como também entre as formas de propagação dos genótipos estudados.

Conforme mostra a Figura 1a, alterações na concentração de prolina só foram verificadas a partir do quinto dia de supressão hídrica, sendo registrado no décimo dia um aumento de 38,1 vezes maior que o controle para plantas oriundas de sementes e 26,4 vezes mais para as plantas assexuadas (enxertadas), totalizando uma acumulação média de 18,03 e 10,17 mg.g-1 M.S., respectivamente. Esse aumento coincidiu com a queda de Yw das plantas estressadas que, nesse dia, chegou a -4,3 MPa para sexuadas e -1,8 para as assexuadas (Figura 1b). No vigésimo dia de supressão de água, estas últimas praticamente dobraram a concentração de prolina (19,59 mg.g-1 M.S.), ao passo que o Yw foi reduzido para -4,5 MPa. O decréscimo verificado no Yw durante o período do estresse foi muito mais rápido e acentuado nas plantas oriundas de sementes (sexuadas).

 

 

Para potenciais de -1,6 MPa (enxertadas) e -1,9 MPa (sexuadas), aos cinco dias de suspensão de rega, não foi verificada acumulação de prolina em plantas de acerola.

Martinez e Moreno (1992),  estudando duas variedades peruanas de batata durante 10 dias de estresse hídrico e igual período de re-irrigação, constataram que a mais tolerante havia acumulado mais do dobro de prolina (40 mg.g-1 M.S.) até o 10º dia de estresse, quando comparada com a mais sensível (18 mg.g-1 M.S.). Quando as plantas foram recuperadas, o nível de prolina caiu rapidamente, chegando ao das plantas-controle no 6º dia de re-hidratação.

Analisando-se a concentração de aminoácidos na seiva do floema de plantas de alfafa submetidas a estresse hídrico e relacionando o acúmulo de prolina com o potencial da água foliar, Girousse et al., (1996) observaram que a concentração desse aminoácido foi maior quando o potencial reduziu de -1,0 para -2,0 Mpa; sugerindo que o mesmo poderia ser transportado para os tecidos meristemáticos, com a finalidade de contribuir com o ajustamento osmótico dos tecidos em crescimento.

Embora as aceroleiras de origem sexuada, procedentes de várias matrizes no décimo dia de estresse, tenham acumulado mais 7,86 mg de prolina por grama de matéria seca do que as plantas oriundas de enxertia, no vigésimo dia essa diferença caiu para 0,83 mg.g-1 M.S. O maior acúmulo de prolina verificado no décimo dia de estresse nas sexuadas pode ter induzido a queda brusca de Yw dessas plantas. Segundo Pálfi e Juhász (1971); sob iguais condições de déficit hídrico, as variedades resistentes sintetizam mais prolina que as menos resistentes. Trabalhando com duas variedades de amendoim, Nogueira et al. (1998b) verificaram alta concentração de prolina na variedade resistente à seca, mesmo quando cultivada no tratamento-controle. No presente estudo observou-se que para as plantas enxertadas, procedentes de um só genótipo, foi necessário o prolongamento do estresse para induzir o aumento da concentração da prolina.

Os valores mínimos do Yw ocorreram em plantas sob severo estresse hídrico (20 dias de suspensão de rega) e, nessa ocasião, praticamente não existia mais água disponível para suprir a demanda transpiratória, visto que a umidade do solo com base em volume foi reduzida de 28,9% para 6,3% (sexuadas) e de 29,7% para 6,4% (enxertadas). Segundo Schulze et al., (1987) um mesmo potencial da água foliar pode ser observado em plantas sem restrição de disponibilidade hídrica, ou naquelas submetidas a um estresse hídrico, de acordo com os níveis de perda do vapor da água pela transpiração. Com 20 dias de suspensão da rega, as aceroleiras reduziram significativamente a abertura estomática, comprovada pela redução da transpiração e pelos mais altos valores de resistência difusiva registrados. Nesse caso, Yw está relacionado à falta temporária de água no solo (Carlson et al., 1979).  Após   a  re-irrigação, os valores de Yw das aceroleiras equipararam-se aos  do  tratamento-controle, com recuperação da turgescência foliar. É importante registrar que três dias após a re-irrigação foi observada abscisão foliar parcial, com maior intensidade nas plantas oriundas de sementes.

Vale salientar que a transpiração revelou uma correlação inversa significativa com o Yw,  tanto para as plantas enxertadas (r = -0,889) como para as sexuadas (r = -0,852).

O T.R.A. das aceroleiras, em função do prolongamento do estresse hídrico, variou de 95,5 a 38,4% nas sexuadas e de 92,9 a 48,2% nas enxertadas (Figure 1c). É evidente uma redução menos acentuada desse parâmetro nas plantas enxertadas, com conseqüente manutenção da turgescência foliar numa ampla faixa de valores de potencial da água. Segundo Begg e Turner (1976),  a manutenção da turgescência durante alterações na disponibilidade de água para as plantas, pode garantir a sobrevivência das mesmas, mediante a continuidade dos processos metabólicos. No  final do experimento, a se verificar um T.R.A. abaixo de 50% para as aceroleiras estressadas, conclui-se que as plantas não tolerariam uma maior desidratação, pois,  algumas delas, principalmente as oriundas de sementes, já demonstravam sinais de murcha severa, embora tenham se recuperado poucas horas após a re-irrigação. Cascardo et al., (1993) também verificaram sinais de murcha severa em plantas jovens de seringueira com irrigação suspensa por aproximadamente trinta dias, com um T.R.A. de 60% e um potencial da água foliar de -1,7 MPa.

Resistência difusiva, transpiração e temperatura foliar

Os efeitos do estresse hídrico sobre a resistência à difusão de vapor da folha em plantas jovens de acerola (Figura 2a) foram avaliados por meio de acréscimos na magnitude dos valores dessa variável. A resistência foliar à difusão de vapor em plantas estressadas foi maior nas plantas sexuadas  do que nas enxertadas, variando de 150 a 1270 s.m-1 e de 150 a 1140 s.m-1, respectivamente, sendo os maiores valores verificados no décimo-quinto dia de suspensão de rega, nos dois tipos de plantas; as diferenças entre os valores observados no décimo-quinto e no vigésimo dia foram pequenas, principalmente nas propagadas assexuadamente.

 

    

Nogueira e Moraes (1998), trabalhando com aceroleiras enxertadas, com oito meses de idade, cultivadas em um pomar comercial, verificaram   variações   genotípicas  com  relação à  resistência   foliar.   Durante  a  estação  seca,   os valores  máximos  ocorreram  às  11h,  sendo  o mínimo registrado (880 s.m-1) para a matriz UFRPE 2B-E, o máximo (3110 s.m-1), para UFRPE 4D-E, e o intermediário (2410 s.m-1), para a UFRPE 5E-E. Segundo os mesmos autores a resistência foliar à difusão de vapor correlacionou-se significativamente com a umidade relativa do ar, que, por ocasião das medidas acima citadas, era de aproximadamente 45%. Os valores relativamente mais baixos encontrados em nosso estudo, quando comparados aos observados pelos autores acima citados, podem estar associados à época em que o mesmo foi conduzido: estação chuvosa, quando se verifica uma diminuição do PAR e da temperatura do ar, os quais contribuem para a redução da demanda atmosférica por água, conforme pode-se deduzir pelos dados apresentados na Figura 3.

 

 

Os períodos crescentes de estresse hídrico causaram decréscimos na transpiração nas plantas dos dois “tipos de propagação” (Figura 2b). Observa-se que as mesmas apresentaram padrões de comportamento semelhantes durante os períodos de medidas, isto é, os valores máximos, ao redor de 4,5 mmol.m-2.s-1, ocorreram nas plantas isentas de estresse, decresceram acentuadamente até o décimo dia de suspensão de rega e mantiveram-se com  pouca  variação  até o final do experimento. Em aceroleiras irrigadas com  água   salinizada (C2 S1), cultivadas na zona semi-árida de Pernambuco, no início da estação seca, as taxas de transpiração medidas entre 6h e 18h variaram de 0,75 mmol.m-2.s-1 a 4,5 mmol.m-2.s-1, sendo estes verificados às 6h e às 10h, respectivamente (Nogueira et al.,1998a). No presente estudo, as aceroleiras aos 20 dias de suspensão de rega apresentaram taxas de transpiração que variaram de 0,66 a 0,86 mmol.m-2.s-1.

Por esses  resultados, expostos acima, de certa forma infere-se que o comportamento estomático ao longo do estresse depende mais do potencial da água da folha e sua relação com o potencial da água no solo do que de outros fatores do ambiente, tais como luz e umidade relativa, corroborando com os resultados encontrados nos  trabalhos de Sivukamar e Shaw (1978). O fechamento parcial ou total dos estômatos, decorrente do prolongamento do estresse, foi influenciado pelo potencial da água que, no caso deste estudo, foi mais negativo para as sexuadas do que para as plantas enxertadas (Fig. 1b e 2b). Essa  diferença deve ser atribuída ao caráter genético das plantas estudadas, pois o material enxertado,  procedente da matriz UFRPE 20, difere das demais quanto à forma das folhas e frutos, como também na arquitetura da copa. Nesse aspecto, as mudas propagadas sexuadamente não apresentam variações fenotípicas, exceto quanto a forma dos frutos. O fechamento estomático causado por valores críticos de Yw já foi observado anteriormente (Zabadal, 1974; Denmead e Millar, 1976; Pazzetti et al., 1992). 

A diferença de temperatura foliar em plantas com e sem estresse fundamenta-se no estado hídrico das plantas, no comportamento estomático e na perda de calor latente por meio da transpiração. Entretanto, todo esse processo muda para cada espécie, conforme a intensidade e duração do estresse hídrico. Na Figura 2c observa-se um mesmo padrão de comportamento ao longo do estresse para os dois tipos de propagação das aceroleiras estudadas, verificando-se os maiores valores da temperatura foliar nas sexuadas, com exceção da última medida. As oscilações observadas na temperatura foliar podem ser explicadas pelas variações microclimáticas da “cuvette” do porômetro, no período de avaliação (Figura 3). A temperatura do ar (Figura 3b) durante o período experimental foi inferior à da folha, sendo a diferença entre elas um pouco mais acentuada nas sexuadas, embora não tenha ultrapassado  1 ºC. A radiação fotossintetica-mente ativa variou de 1119,7 a 1520 mmol.m-2.s-1 e o DPV (Figura 3a) não ultrapassou a 1,87 kPa, apresentando o menor valor (0,68 kPa) no décimo dia de suspensão de rega, ocasião em que foram registrados os menores valores de temperatura foliar e do ar.

As plantas enxertadas quando submetidas a 20 dias de supressão de água apresentaram maior Yw e maior T.R.A. do que as propagadas por sementes. Com relação aos teores de prolina, nesse mesmo período houve pouca variação entre elas (Figura 1a, b e c).

Potencial osmótico

Pelas curvas de pressão-volume para cálculo do potencial osmótico em plantas jovens de acerola (Figuras 4 e 5, a e b) demonstrou-se uma diminuição dessa variável no tratamento estressado quando comparado ao controle, nos dois tipos de plantas estudadas. Nas plantas enxertadas essa diminuição foi de -1,51 MPa (controle) para -2,23 MPa (estressado), ao passo que nas plantas oriundas de sementes o Yos reduziu de -1,85 para -2,35 MPa, respectivamente. Nesse caso, as enxertadas apresentaram maior diferença entre o potencial osmótico das plantas-controle (p1) e das estressadas (p2) que as sexuadas. Ao observar a Figura 1c, verifica-se que as plantas enxertadas durante todo o período de estresse mantiveram o T.R.A. superior ao das sexuadas, estando, portanto, de acordo com Hsiao et al., (1984), que sugeriram que a diminuição do potencial osmótico durante o estresse hídrico é geralmente associada a um mecanismo que induz à turgescência.

 

 

 

Segundo Prado (1991), plantas jovens de Copaifera langsdorffii, durante estresse hídrico induzido artificialmente, reduziram o potencial osmótico do tratamento-controle para o estressado de -1,89 MPa para -2,05 MPa, respectivamente.

Avaliando-se o potencial osmótico em folhas de trigo, em função de níveis de água no solo e estádios de crescimento, Vilela e Moraes (1986) verificaram um maior ajustamento nos tratamentos em que o estresse hídrico foi mais lento. Dentre as cultivares por eles estudadas, a IAC-21 evidenciou maior ajuste no estádio de perfilhamento, com uma diminuição no potencial osmótico de -0,97 MPa (controle) para -1,4 MPa (plantas estressadas).Comparando-se  resultados com  os  encontrados  neste estudo, observamos que  as  diferenças  do  potencial osmótico entre as plantas com disponibilidade hídrica satisfatória e aquelas que sofreram estresse hídrico foram mais acentuadas nas aceroleiras (-0,72 MPa para as enxertadas e -0,5 MPa para sexuadas) do que em trigo (-0,43 MPa), conforme Vilela & Moraes (1986) e em copaíba (-0,16 MPa), segundo Prado (1991) . Isso sugere que houve uma resposta de adaptação das aceroleiras ao estresse hídrico, confirmando os trabalhos de Begg e Turner (1976), os quais reconhecem que o ajuste osmótico é uma resposta em nível de adaptação das plantas e tem grande importância na manutenção do crescimento, aumentando a sobrevivência das mesmas durante períodos de seca.

Para o estudo das correlações entre a quantidade de prolina e demais variáveis, levaram-se em consideração todas as observações de forma generalizada, ou seja, os tratamentos hídricos (contro-le   e estressado) não foram isolados (Tabela 1).

 

 

A acumulação de prolina esteve intimamente relacionada com a resistência foliar à difusão de vapor, o TRA e o potencial da água da  folha, tanto nas plantas sexuadas como nas enxertadas. Entretanto, tal comportamento não foi verificado com relação à temperatura foliar, sendo baixa para as plantas sexuadas e inexistente para as enxertadas (Tabela 1).

A magnitude das correlações encontradas entre Prolina x Rs e Prolina x Yw demonstram uma dependência muito forte entre essas variáveis, de forma positiva e negativa, respectivamente. Tais resultados também têm sido observados para outras espécies. Segundo Waldren e Teare (1974) e Blum e Ebercon (1976), o aumento na concentração de prolina tem sido relacionado com a redução do Yw  da folha e com o aumento da Rs.

No presente trabalho as plantas oriundas de sementes acumularam prolina mais rapidamente, com maior resistência à difusão de vapor e menor Yw que as enxertadas. Pálfi e Juhász (1971), trabalhando com cultivares consideradas resistentes e sensíveis à seca, verificaram que as primeiras apresentaram o mesmo comportamento das aceroleiras aqui estudadas. Também foi observado por  Nadina Nieves et al., (1994) maior acúmulo de prolina em folhas de pomelo (Citrus paradisi) cultivado sob estresse hídrico. Dessa forma, é possível que a prolina, sendo uma das substâncias que atuam no ajustamento osmótico, tenha contribuído para esse mecanismo nas plantas sob estresse; porém, os resultados do presente trabalho são insuficientes para a confirmação desse ajuste.

Com base nas condições experimentais deste estudo e nos parâmetros analisados, constatou-se que o estresse hídrico de 20 dias de suspensão de irrigação atuou na regulação das relações hídricas das aceroleiras, restringindo a transpiração e aumentando a resistência à difusão de vapor; reduzindo o Yw, o teor relativo de água e promovendo acumulação de prolina livre nas folhas. O período-limite para induzir as modificações bruscas em todos os parâmetros analisados para os dois tipos de plantas foi de cinco dias de suspensão de rega; as plantas enxertadas (oriundas da matriz UFRPE 20) sofreram menos as injúrias provocadas pelo estresse hídrico. Em face da variabilidade fenotípica observada na aceroleira é provável que as diferenças observadas no presente estudo tenham sido muito mais influenciadas pelos materiais do que pelos tipos de propagação. Dessa forma, sugere-se que para estudos dessa natureza sejam utilizadas mudas propagadas assexuadamente com genótipos selecionados.

 

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Recebido: 29/9/1998 – Aceito: 2/5/2000
1. Bióloga, Professora do  Departamento de Biologia/UFRPE, Rua Teles Júnior, 155/1602, Aflitos, 52050-040, Recife-PE. «alisboa@elogica.com.br»
2. Biólogo, Professor Titular, Departamento de Botânica/UFSCar, Via Washington Luís, km 235, 13.565-905, São Carlos-SP.
3. Engenheiro Agrônomo, Bolsista do CNPq, PhD, Pesquisador da EMBRAPA/IPA - Av. Gal. San Martin, 1371, 50761-000, Recife-PE. «burity@ipa.br»
4. Engenheiro Agrônomo, PhD, Professor do Departamento de Química/UFRPE