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Transinformação

versão impressa ISSN 0103-3786

Transinformação vol.27 no.1 Campinas jan./abr. 2015

http://dx.doi.org/10.1590/0103-37862015000100004 

Artigos Originais

A relação entre a Ciência da Informação e a Ciência da Administração

The connection between the pillar of Information Science and Management Science

Cláudio Augusto Alves 1  

Emeide Nobrega Duarte 2  

1Universidade Federal de Campina Grande, Coordenação de Gestão e Desenvolvimento de Pessoas, Secretaria de Recursos Humanos. Campina Grande, PB, Brasil

2Universidade Federal da Paraíba, Centro de Ciências Sociais Aplicadas, Departamento de Ciência da Informação. Cidade Universitária, s/n., Castelo Branco, 58000-000, João Pessoa, PB, Brasil Correspondência para/Correspondence to: E.N. DUARTE. E-mail: emeide@hotmail.com


RESUMO

Este artigo discorre sobre a saga interdisciplinar entre a Ciência da Informação e a Ciência da Administração. O principal escopo dessa trama se concentra na informação, cujos atributos e propriedades se mesclam entre as duas Ciências. A sua representatividade, no âmbito da Administração, configura-se como recurso organizacional, isto é, como a base e a razão para um novo tipo de gestão - a gestão da informação. O artigo caracteriza-se como estudo exploratório e descritivo, com abordagem qualitativa, do tipo bibliográfico. A interdisciplinaridade entre as duas áreas ocorre de maneira ampla e efetiva, pois os vários conceitos, princípios e metodologias utilizados na Ciência da Administração se mesclam também com a Ciência da Informação em uma ligação do tipo unificadora, pois utiliza conceitos de ambas as Ciências de maneira efetiva. A partir disso, pode-se constatar que a informação é um elemento comum para a construção desse corpus interdisciplinar, bem como é produto passível de administração.

Palavras-Chave: Ciência da Administração; Ciência da Informação; Gestão da informação; Informação; Interdisciplinaridade

ABSTRACT

The aim of the article is to discuss the interdisciplinary saga between Information Science and Management Science. The main scope of this plot focuses on information, whose attributes and properties are mingled with the two sciences. Its representativeness in Management is designed as an organizational resource, i.e. as the basis and reason for a new type of management - the management of information. This is an exploratory, descriptive and bibliographical study with a qualitative approach. The interdisciplinary nature of these two fields is broad and effective, since several concepts, principles and methodologies used in Management Science mingle with those in Information Science as the concepts from both sciences are used effectively. Therefore, information is a common element for building the interdisciplinary corpus, as well as being a product of management.

Key words: Management Science; Information Science; Information management; Information; Interdisciplinarity

Introdução

Quando se pensa na Ciência da Informação, vários labores científicos estão relacionados ao seu objeto de estudo. A resposta comum para essa questão identifica a constituição da área na interdisciplinaridade, propondo quadros nocionais tomados de empréstimo de disci-plinas tais como a Administração. Essas duas áreas do conhecimento são reconhecidas como Ciência Social Aplicada e, portanto, transcendem as questões teóricas e epistemológicas acerca do território circunstancial de um produto informacional que propicia o desenvolvi-mento organizacional. Nesses termos, o processo de in-terligação entre a Ciência da Informação (CI) e a Ciência da Administração (CA) pode ser verificado na prática.

A informação da qual trata a CI movimenta-se num território multifacetado, que pode ser informação tanto em determinada área quanto numa abordagem. Sua representatividade, no âmbito da Administração, prende-se às organizações, pelo fato de elas estarem inseridas em um espaço informacional, que suscita considerar a quantidade de informação e os dados donde ela provém como um importante recurso que necessita e merece ser gerido, ou seja, a conhecida Gestão da Infor-mação (GI).

Nesses aparatos, a 'gestão da informação', con-cebida como um dos feitos organizacionais que se atribui à informação, é um processo que exige a aplicação de princípios administrativos referentes à aquisição, à orga-nização, ao controle, à disseminação e ao uso da infor-mação para o gerenciamento efetivo das organizações. Tarapanoff (2006) ressalta que, no âmbito da CI, o prin-cipal objetivo é identificar e potencializar os recursos informacionais de uma organização e sua capacidade, visando a sua aprendizagem e adaptação às mudanças ambientais.

Assim, nesse debate, o presente artigo caracteriza--se como estudo exploratório e descritivo, com abor-dagem qualitativa, do tipo bibliográfico, com o objetivo de apresentar uma reflexão teórica sobre a relação entre a CI e a CA, com base na informação, especialmente a representatividade desse objeto para a Administração em termos de gestão.

O tear interdisciplinar entre a Ciência da Informação e a Ciência da Administração

A tônica interdisciplinar da CI com a CA ocorre dentro de um processo de trocas de saber, cuja interação navega em problemas básicos de se compreender a aplicação da informação, suas manifestações e o com-portamento informativo humano no contexto das orga-nizações. Tais questões, aos olhos de Saracevic (1996), não podem ser resolvidas no âmbito de uma única disci-plina, mas numa arena cravada em esforços teóricos, experimentais, profissionais e/ou pragmáticos, que exige conhecimentos de fatos relevantes das áreas disciplinares envolvidas.

González de Gomez (2001) relata que essa situação ocorre a partir do momento em que é preciso resolver uma questão-problema, que exige a coocorrên-cia de diferentes ramos da ciência. Isso seria, segundo a autora, o momento de comunicação, de trocas de saber e de intercâmbio informacional efetivo entre áreas do conhe-cimento antes diferenciadas, que convergem em direção a um problema comum.

A saga interdisciplinar tem característica de uma teia que se forma por diversos campos da ciência, per-passando fronteiras disciplinares que intercambiam informações, noções e teorias, para alcançar um esquema de múltiplas competências. Nesse processo, há todo um emaranhado de conhecimentos, teorias e técnicas que são utilizados nas diversas situações-problema, em que se requer um olhar esforçado para o direcionamento de um mesmo objeto.

Moreira e Moura (2006) afirmam que a CI se caracteriza por estudos desse tipo, com representação temática híbrida, resultante das especificidades do campo e dos conceitos vindos das fronteiras e de seu domínio. Os autores identificam uma relação de primeiro grau com áreas limítrofes mais próximas, a saber: Admi-nistração, Arquivologia, Ciências Cognitivas, Computação, Biblioteconomia, Educação, Economia, Museologia, entre outras. Essa integração mútua se mescla, cientificamente, no labor epistemológico, terminológico, metodológico e comunicacional.

Oliveira (2010) declara que, durante aproxima-damente 50 anos de evolução da Ciência da Informação, foram estimuladas discussões e promovidos estudos sobre sua interdisciplinaridade com diversas áreas do conhecimento, entre elas a CA, cuja linha de interação pode ser comprovada em livros, coletâneas, artigos, teses e dissertações. Assim, para conhecimento, seguem alguns exemplos desse elo no Quadro 1.

Quadro 1. Aspectos interdisciplinares entre a Ciência da Informação e a Ciência Administração. Fonte: Elaborado pelos autores, 2013. 

Nesse quadro representativo, observou-se que as duas Ciências entoam um "dueto", isto é, fazem uma conversa a duas vozes de mesma importância que, em dados momentos, se convergem, sem que uma ou outra perca a sua identidade. Hargreaves (2004) assinala que é um chamado conhecimento geral "transportável", ou seja, não é especificamente de uma única área, uma única empresa ou um único emprego, mas que permeia todo um terreno de facetas da vida econômica, o que se torna um recurso não apenas para o trabalho e a produção.

Em sua tese de doutorado, Andrade (2007), apresentou um trabalho interdisciplinar enfocando a utilização dos conceitos da CI e da CA, visando contribuir para o entendimento da importância da informação no setor de transportes. O estudo trouxe mais esclareci-mentos sobre o uso da informação na gestão estratégica organizacional.

Alves (2008), em sua dissertação de Mestrado, apresentou um capítulo dedicado aos paralelos inter-disciplinares da informação entre a CI e a CA e descreveu uma linha igualitária das abordagens científicas, sob o enfoque das Ciências Sociais, das duas áreas de estudo. Para isso, expôs o modelo de "alto nível" das Ciências Sociais de Burrel e Morgan, o qual oferece uma análise do fenômeno da informação, de acordo com as abor-dagens 'Paradigmas da informação' (Filosofia da Infor-mação), de Ilharco; 'Paradigmas Epistemológicos da Ciência da Informação', de Capurro, e 'Perspectivas da Ciência da Informação', de Saracevic, frente às teorias e às abordagens da CA.

Esse mesmo autor fez uma análise crítica de forma combinada dos paradigmas estudados, com o intuito de explicitar a convergência epistemológica do fenômeno informação, fundamentado por Burrell e Morgan. Nesse sentido, mostra a interligação da Administração com a CI, utilizando a perspectiva de Saracevic, em conjunto com os três paradigmas da Ciência da Informação apre-sentados por Capurro, em 1991: físico, cognitivo e social, associados à visão dos paradigmas da informação de Ilharco.

Dias (2008) abordou a interdisciplinaridade em sistemas de informação. Sua pesquisa se realizou a partir de artigos publicados em periódicos internacionais, abrangendo o período de 1985 a 2005. Nos artigos ana-lisados, constatou as relações interdisciplinares entre a CI, a CA e a Ciência da Computação (CC), em sistemas de informação nessas áreas. Os resultados mostraram a tendência para uma abordagem interdisciplinar entre as áreas, com a seguinte distribuição quanto a publicações de artigos sobre sistemas de informação: Ciência da Informação, com 35%; Ciência da Administração, com 48%; e Ciência da Computação, com 17%.

Em sua tese de doutorado, Oliveira (2010), tratou da interdisciplinaridade entre a CA e a CI, com base na informação. O autor destacou a importância desse ele-mento no que diz respeito a sua gestão no ambiente organizacional, e elaborou duas propostas: uma referente a um novo currículo para cursos de Administração, e outra, para empresas, a fim de propiciar um ambiente de informação organizacional integrado entre as duas disciplinas.

Autores como Borko (1968), Saracevic (1996) e Oliveira et al. (2011) também apontam o elo básico entre a CI e a CA, advindo de considerações que se encontram na efetiva gestão dos recursos informacionais no am-biente organizacional. Isso supõe a definição de papéis, a elaboração de estratégias e de instrumentos de análise, a configuração de ambientes, o comportamento, as com-petências, a cultura, os fluxos, entre outras vinculações que são utilizados amplamente nas duas áreas (Oliveira et al., 2011).

O principal escopo dessa trama interdisciplinar se concentra na informação, que se pode representar graficamente pela Figura 1.

Figura 1. Representação interdisciplinar entre as áreas da CI e da CA. Fonte: Oliveira (2010)

O encontro dessa intersecção se configura em seu papel como recurso organizacional, ou seja, como ele-mento fundamental, em nível de empresa, na descoberta e na introdução de novas tecnologias, na exploração das oportunidades de investimento e na planificação de toda a atividade industrial. É nessas considerações que palavras-chave da área de Administração se deslocam, combinam e inter-relacionam com a CI, a saber: efeti-vidade, comunicação humana, conhecimento, registros do conhecimento, informação, necessidades de infor-mação, usos de informação, contexto social, contexto institucional, contexto individual e tecnologia da infor-mação (Saracevic, 1996).

No âmbito das organizações, o estudo da infor-mação assume dimensões oriundas tanto da CA quanto da CI, pelo fato de esse recurso ser considerado como principal ativo nos diferentes níveis - estratégico, tático e operacional. O contexto organizacional/informacional envolve atividades comuns que vão desde o planeja-mento estratégico até o controle operacional, assim como enfoques que dizem respeito à política, à econo-mia, à cognição, à estratégia, ao gerenciamento e ao social, cujos termos são usados em ambas as disciplinas.

Oliveira (2010) tece considerações sobre a inter-disciplinaridade dessas duas Ciências, em função da globalização de mercado, de capital e do aumento de competitividade nas empresas, além das Tecnologias de Informação e Comunicação (TIC). Aqui se entende que uma disciplina auxilia a outra no processo de interação e dinamismo da informação na organização, levando como ponto de convergência atributos e propriedades que a CA e a CI têm, a saber: a gestão da informação, a inteli-gência competitiva, os regimes de informação, as políti-cas informacionais e a informação para o conhecimento.

É importante enfatizar, também, o enriqueci-mento recíproco das duas áreas no conceito da GI. O conceito, segundo Oliveira et al. (2011), é fundamental para as duas disciplinas, pois seu entendimento em Administração difere na Ciência da Informação. Na Admi-nistração, abrange o processo de coleta, armazenamento, tratamento e disseminação da informação no ambiente organizacional. Já na Ciência da Informação, a GI abrange os aspectos e as aplicações da informação em geral, pois o ciclo informacional inclui as questões inerentes a partir da identificação das necessidades de informação dos usuários até a etapa de uso da informação.

Andrade (2007) refere que as organizações pre-cisam aprender a gerenciar as informações obtidas de maneira inteligente, de modo que, através de seus processos de inovação, consigam transformá-las em dife-rencial competitivo. É nesses aparatos que o exercício interdisciplinar da CI e da CA implica dizer que o as-sentamento do espaço da administração na CI possibilita o entendimento da imbricação transformadora da infor-mação nos ambientes organizacionais, somando-se em abordagens e metodologias que favorecem o alcance de sua representatividade como um recurso de valor para a Administração.

A representatividade da informação no âmbito da administração

A informação, como objeto fenomenal de estudo da CI, tem uma representatividade fundamental na Administração. O resultado dessa interação lógica está relacionado a sua inserção na estratégia empresarial, sobretudo, os feitos que objetivam dinamizar as ações econômicas, comerciais, políticas, sociais etc., de modo a propiciar a permanência da organização no mercado em que atuam. Dessa forma, a informação passa a ser valorada de tal forma que justifica o seu papel-chave nas organizações.

A importância que se dá à informação, no con-texto organizacional, segundo Beuren (2007, p.43) é:

[...] fundamental no apoio às estratégias e processos de tomada de decisão, bem como no controle das operações empresariais. Sua utili-zação representa uma intervenção no processo de gestão, podendo, inclusive, provocar mudança organizacional, à medida que afeta os diversos elementos que compõem o sistema de gestão. Esse recurso vital da organização, quando devida-mente estruturado, integra as funções das várias unidades da empresa, por meio de diversos siste-mas organizacionais.

Os fazeres organizacionais são alicerçados por meio da informação, e sua utilidade tornou-se uma ne-cessidade crescente para qualquer setor de atividade da empresa, devido ao fato de ter a gestão da informação, a tomada de decisão, a informação para o conhecimento e a inteligência estratégica ou competitiva. O núcleo dessa ideia gira em torno da seguinte pergunta: O que queremos fazer com a informação na empresa? Boas intenções se têm em relação a isso, pois o valor econô-mico advindo da geração, uso e venda da informação está crescendo vertiginosamente, em detrimento do valor agregado pela produção tradicional de bens e serviços.

Davenport (1998) alerta que a informação, assim como as tecnologias que lhe são associadas, tornou-se um recurso organizacional tão importante quanto as necessidades financeiras e de recursos humanos. A ideia do autor é de que, se há estruturas e processos bem elaborados, políticas, procedimentos, estratégias e visões, consequentemente, os gestores deverão aceitar seu papel como recurso gerador de riquezas.

Choo (2003) ressalta que a informação é mais do que um componente intrínseco de quase tudo o que uma empresa faz, ou seja, é o suporte indispensável de qualquer organização. A imposição desse papel pode ser um fator-chave para se atingir uma situação de excelên-cia na empresa, porquanto quem dispõe de informação potencial, fidedigna, em quantidade adequada e no momento certo, adquire vantagens competitivas. Porém, se falta isso tudo, dá abertura a erros e à perda de opor-tunidades.

Certamente, para se atingir uma situação de exce-lência, incita-se a formulação de uma boa estratégia de informação, cuja criação pode abranger todos os as-pectos da ecologia da informação, ou seja, "da admi-nistração holística da informação, ou da administração informacional centrada no ser humano" (Davenport, 1998, p.44). As estratégias giram em torno de escolhas e de ênfases, que as situam nos tipos de negócio, que produto criar, que mercado atingir.

Choo (2003) destaca três arenas distintas em que a criação e o uso da informação possuem um papel estratégico no crescimento e na capacidade de adapta-ção da empresa. Primeiro, a organização usa a informação para dar sentido às mudanças do ambiente externo, pelo fato de as empresas viverem num mundo dinâmico e incerto, onde as forças e a dinâmica do mercado moldam o seu desempenho. Na segunda arena, a organização cria, organiza e processa a informação, de modo a gerar novos conhecimentos por meio do aprendizado, ou seja, novos conhecimentos permitem que ela desenvolva novas ca-pacidades, crie novos produtos e serviços, aperfeiçoe os já existentes e melhore os processos organizacionais. Já a terceira arena é aquela em que as organizações buscam e avaliam informações, de modo a tomar decisões impor-tantes, para que seus objetivos sejam alcançados e tenham espaço garantido no mercado.

A informação transforma os ambientes organi-zacionais significativamente, e o seu uso exige compe-tências necessárias para saber considerar quais os tipos e qual a sua finalidade para a organização. Moresi (2000)classifica quatro tipo de informação: (a) informação sem interesse: aquela que pode ser dispensada pela orga-nização, pois sua manutenção não agrega valor; (b) infor-mação potencial: aquela que pode levar a uma vantagem competitiva; (c) informação mínima: aquela necessária à gestão da organização; e (d) informação crítica: aquela que garante a sobrevivência da organização.

Lima (2007) afirma que a informação, como re-curso organizacional, constitui matéria-prima para o pen-samento, a tomada de decisão, a solução de problemas, o desenvolvimento de atitudes, o aprendizado e todas as atividades especificamente relacionadas ao fun-cionamento e à dinâmica de qualquer empresa. Ressalta--se, ainda, que a informação é considerada o ativo mais importante, o insumo e o produto no processo admi-nistrativo de planejar, organizar, controlar, comunicar e coordenar. Portanto, considerar a gestão da infor-mação é, ao mesmo tempo, definir um processo que exige a introdução de uma abordagem interfuncional orientada para a informação.

A informação: objeto passível de administração

A informação e, mais especificamente, a GI é o ponto de entrecruzamento entre a CI e a CA. O espaço de significação e de produção de sentido que é propor-cionado dá abertura à construção de uma nova forma de ver, interpretar, transformar, inovar e modernizar o fun-cionamento das organizações. A informação, como forma instituída de gestão, assume, hoje em dia, uma impor-tância crescente e de ordem competitiva e estratégica para as empresas.

A gestão é um elemento universal do mundo moderno, que aplica métodos e técnicas com o intuito de alcançar objetivos em um cenário complexo que envolve tomada de decisão, organização, uso da infor-mação e coordenação de múltiplas atividades. Ela está relacionada ao conceito de "administração", do qual é considerada próxima. Drucker (2002, p.22) assinala que, em "última análise, gestão significa a substituição de ideias por ação, do conhecimento por cultura e da coope-ração por força".

O ato de gerir se assenta em ações que são desen-volvidas como práticas sistematizadas, para vislumbrar o alcance dos objetivos. Devido à crescente importância para as organizações contemporâneas, a informação passou a ter um merecimento cada vez maior perante os olhos dos gestores, pesquisadores e profissionais. Tra-balhar e fazer uso da informação como estratégia de valor para a organização é tê-la como um recurso organiza-cional que merece ser administrado.

Mas, quais seriam os motivos que levam organi-zações a ter que gerenciar suas informações? Para Davenport (1998, p.84), "grandes volumes de informação entram e saem das organizações sem que ninguém tenha plena consciência de seu impacto, valor ou custo". Assim, tal gerenciamento é fundamental para a obtenção do sucesso, das oportunidades e da manutenção de vantagem competitiva.

Subjacente a essa ideia, Zorrinho (1995, p.146) assinala que:

[...] gerir a informação é, assim, decidir o que fazer com base em informação e decidir o que fazer sobre informação. É ter a capacidade de sele-cionar de um repositório de informação dispo-nível aquela que é relevante para uma deter-minada decisão e, também, construir a estrutura e o design desse repositório.

É nesse sentido que se supõe efetiva necessidade de desenvolver uma boa gestão da informação, para lhe dar mais sentido, quando utilizada no papel estratégico de crescimento e capacidade da organização. Braga (2000) ressalta que o objetivo da GI é apoiar a política global da empresa, na medida em que torna mais efi-cientes o conhecimento, as práticas informacionais e a articulação entre os vários subsistemas que a constituem.

Em suma, Dias e Belluzzo (2003, p.65) definem a GI como o "conjunto de conceitos, princípios, métodos e técnicas utilizadas na prática administrativa e colocadas em execução pela liderança de um serviço de informação para atingir a missão e os objetivos fixados". Davenport (1998) busca conciliar tudo o que é necessário para uma boa administração das informações, por meio de um ambiente informacional que abrange: (a) a estratégia da informação que a empresa adota; (b) uma política da informação; (c) a cultura e o comportamento em relação à informação; (d) a equipe de informação; (e) os processos de administração funcional; e (f) a arquitetura da infor-mação.

Choo (2003, p.403) sugere que:

[...] a administração [gestão] da informação seja vista como a administração de uma rede de pro-cessos que adquirem, criam, organizam, distri-buem e usam a informação. [...] [Assim] analisou o uso da informação organizacional em termos de necessidades, busca e uso da informação.

Somando-se a essa teia de conceitos, Dante (2007, p.19) enuncia que:

La gestión es un proceso, por lo que se definiría La gestión de información como 'el proceso mediante el cual se obtienen, despliegan o utilizan recursos básicos (económicos, físicos, humanos, ateriales,) para manejar información dentro y para la sociedad a la que sirve. Tiene como elemento básico la gestión del ciclo de vida de este recurso y ocurre en cualquier organización. Es propia también de unidades especializadas que manejan este recurso en forma intensiva, llamadas unidades de información'. El proceso de gestión de información debe ser valorado sistémicamente en diferentes dimensiones y el dominio de sus esencias permite su aplicación en cualquier organización.

A Gestão da Informação é importante para a sobrevivência das organizações, as quais vivem em am-bientes dinâmicos e cada vez mais complexos. McGee e Prusak (1994) destacam que, em uma economia onde a informação tem papel importante e de valor, a con-corrência entre as organizações é fortemente influen-ciada por sua capacidade de adquirir, tratar, interpretar e utilizar a informação de forma eficaz. Nesse cenário, infor-mações históricas e atuais, internas ou externas, com qualidade, precisão e relevância tornam-se um diferencial para o sucesso de uma organização frente a clientes cada vez mais exigentes.

Moraes e Fadel (2008) ressaltam que, para se fazer a GI de uma organização, é necessário estar atento a vários fatores: ao domínio dos diferentes tipos de infor-mações que se manejam na organização; à dinâmica de seus fluxos, formais e informais, representados em diversos processos que transitam em cada informação; ao ciclo de vida de cada informação, incluída a gestão de geração da informação, onde quer que ela ocorra; e ao conhecimento das pessoas sobre o manejo da infor-mação e da sua cultura informacional.

Para Oliveira e Bertucci (2006), a GI envolve o "processo da informação", com os seguintes objetivos: promover a eficiência, de forma a organizar e suprir as demandas internas e externas por informação; planejar políticas de informação; desenvolver e manter sistemas e serviços de informação; melhorar o fluxo de informação e o controle da tecnologia da informação.

O sentido que se atribui ao gerenciamento da informação parte de uma perspectiva de "negócio", que contempla as necessidades de informação da própria organização, permitindo uma integração das atividades e dos recursos disponíveis, dos níveis de responsabi-lidade, das políticas e dos procedimentos a serem ado-tados, de modo a facilitar o alcance da missão e dos obje-tivos da organização.

Valentim e Teixeira (2012) assinalam que o ponto central da GI está em gerenciar a imensa quantidade de informações, provenientes tanto do ambiente interno quanto externo, propiciando seu acesso, compartilha-mento e disseminação, por meio de documentos e siste-mas, buscando transmitir conhecimento entre indi-víduos.

De acordo com McGee e Prusak (1994), Davenport (1998), Choo (2003) e Dias e Belluzzo (2003), o processo de gerenciamento da informação acontece por meio das dimensões apresentadas nos seguintes modelos, con-forme Quadro 2.

Quadro 2. Dimensões que compõem modelos de Gestão da Informação. Fonte: Adaptado de Souza e Duarte, 2011

A partir dos modelos propostos pelos autores acima referidos, Souza e Duarte (2011), em achados de pesquisa descobriram que, além daquelas dimensões, outros elementos se destacavam nas produções cien-tíficas do Encontro Nacional de Pesquisa em Ciência da Informação, tais como: busca, seleção, recuperação, acesso e compartilhamento da informação, como indi-cadores de GI.

Esse processo se vislumbra no sentido de que a informação, quando criada, organizada e processada pela organização, passe a ter um valor estratégico e produtivo em seu mundo dinâmico e incerto. O que é construído nas organizações, através do uso da informação e como principal ingrediente de competitividade, é transformado em conhecimento, em estratégia empresarial. Nesse contexto, o uso da informação, no que tange à compe-titividade e à estratégia, traduz-se como um papel de apoio em aproveitar oportunidades de mercado, domi-nar os riscos ou se submeter a eles com todas as incer-tezas que acarretam.

Na gestão de uma unidade econômica cujo objetivo é gerar produtos ou serviços, é necessário obter informação em três níveis, segundo Anthony (1965): (a) Nível estratégico: situado no topo da pirâmide de uma hierarquia organizacional. Aqui, são tomadas decisões estratégicas, com informações variadas, complexas e seguras, advindas de fontes externas à organização e de outros níveis hierárquicos. São decisões tomadas a partir de uma gama de informações que definem objetivos, políticas e diretrizes organizacionais; (b) Nível tático: é considerado um nível intermediário, que abriga as deci-sões táticas e exige informação pormenorizada, com alguma triagem e responsabilidades na interpretação da informação, que provém de fontes internas e é obtida com alguma frequência; (c) Nível operacional: aqui são tomadas as decisões operacionais para problemas bem definidos, sendo necessárias informações bem claras, pro-venientes, essencialmente, do sistema interno, com vista a ações imediatas.

O papel da gestão da informação, nesse caso, é auxiliar e apoiar os níveis estratégico, tático e operacional, vislumbrando a eficácia informacional em todos eles. É aderir a uma nova postura em relação à informação, no que tange à coordenação eficaz em processos de re-cursos humanos, comunicação, aprendizagem, inovação e redução de custos.

Para Amorim e Tomaél (2011), esse tipo de gestão aprimorou a forma de controlar a explosão de infor-mações circulante entre os níveis, considerando a com-plexidade crescente de decisão para melhorar o fluxo, controle, análise e síntese de informação para os toma-dores de decisão.

Da observação desse cenário, também é impor-tante destacar, segundo Bergeron (1996), a necessidade de se adotarem medidas de Gestão de Recursos Infor-macionais (GRI) como resposta aos problemas que as organizações enfrentam. Se considerar a informação co-mo qualquer outro recurso da empresa, seja ele material, financeiro ou humano, deve ser administrado de forma que atinja os resultados esperados. Para Oliveira (2010), os termos clareza, confiabilidade, utilidade e precisão, juntamente com outros, formam um grupo de atributos indispensáveis para esse tipo de gestão no ambiente organizacional.

Assim, a gestão da informação, no ambiente or-ganizacional, corresponde às estratégias de ação e ao conjunto de políticas que identificam as necessidades informacionais, a prospecção, o monitoramento, a análise e a disseminação, com valor agregado tanto para os cola-boradores quanto para a própria empresa.

Conclusão

A saga interdisciplinar entre a Ciência da Infor-mação e a Ciência da Administração só foi possível em razão do elemento comum às duas áreas: a informação, que é enfatizada pelos estudos dos que se ocupam da seleção, organização, gerência, disseminação, recupe-ração e uso da informação, além da administração, estra-tégia e marketing da informação. Essa interligação funcional vigora na prática e em atributos que, minu-ciosamente, definem os caminhos de intersecção dessas duas ciências.

A interdisciplinaridade entre as duas áreas ocorre de maneira ampla e efetiva, pois os vários conceitos, prin-cípios e metodologias utilizados na Ciência da Admi-nistração se mesclam também com a Ciência da Infor-mação. Assim, pode-se dizer que é uma ligação do tipo unificadora, pois utiliza conceitos de ambas as Ciências de maneira efetiva. Estudos científicos ainda são pouco disponíveis na área da CI, mas esta já se mostra mais significativa do que foi até então, e os resultados indicam uma tendência de intensificação.

A informação, objeto de estudo da CI, é tida na Administração como recurso organizacional que gera valor produtivo e de capital para as organizações. É o elo que constitui matéria-prima para informar e para admi-nistrar a sua aplicação.

O ambiente de informação organizacional per-mite a utilização de diversas atividades ligadas a ela, criando ligações interdisciplinares em busca de soluções corporativas para os diversos problemas organizacionais, tais como: gestão estratégica da informação, aprendiza-gem organizacional, gestão do conhecimento e inteli-gência competitiva. A administração informacional indica o gerenciamento da informação como um processo organizacional, que enfatiza a mensurabilidade e o aperfeiçoamento da informação na empresa. Gerir a informação exige a introdução de uma abordagem interfuncional, com métodos, ferramentas e técnicas de uma variedade de funções orientadas para a informação. Portanto, caminha-se para o entendimento de que a informação é insumo e produto, tanto para construir o corpus interdisciplinar entre a CI e a CA, quanto para gerir.

Referências

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Recebido: 08 de Outubro de 2013; Revisado: 20 de Maio de 2014; Aceito: 29 de Maio de 2014

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