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Estudos Avançados

versão impressa ISSN 0103-4014versão On-line ISSN 1806-9592

Estud. av. v.8 n.22 São Paulo set./dez. 1994

http://dx.doi.org/10.1590/S0103-40141994000300077 

EXATAS E NATURAIS

 

O Instituto de Física e suas principais linhas de pesquisa

 

 

Henrique Fleming

 

 

O atual Instituto de Física é a continuação do Departamento de Física da Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras. Sua fundação, por isso, coincide com a da Universidade. Erigido praticamente ex nihilo pelo genio de Gleb Wataghin, caracterizou-se, desde o inicio, como centro de pesquisas de vanguarda na estrutura da matéria. Em sua primeira década já apresentava pesquisas reconhecidas internacionalmente na física experimental dos raios cósmicos e na física teórica. Em 1950 Wataghin publicava trabalho fundamental sobre a nucleossíntese nas estrelas.

Estão aí identificadas as linhas de pesquisa que aqui sempre existiram: a física nuclear e a física das partículas elementares, ambas herdeiras da tradição dos raios cósmicos. Mais tarde deveu-se à visão de Mário Schenberg a criação de um vigoroso grupo de física da matéria condensada. A essas pesquisas se juntaram, pouco a pouco, a física da poluição do ar, o ensino da física e a física do plasma.

Tratando-se de um vasto instituto, com dezessete prédios e cerca de duzentos professores distribuídos em seis departamentos, perde qualquer sentido arrolar todas as linhas de pesquisa em suas especificidades. O que faremos é apontar, por departamento, as áreas da física aqui desenvolvidas.

 

Linhas de pesquisa

  • Departamento de Física dos Materiais e Mecânica:

    magnetismo;
    ultra baixas temperaturas;
    materiais magnéticos;
    espectroscopia Mössbauer;
    estrutura eletrônica;
    semicondutores;
    supercondutividade.

  • Departamento de Física Matemática:

    teoria quântica de campos e física das partículas elementares;
    teoria dos muitos corpos para sistemas nucleares;
    física matemática.

  • Departamento de Física Experimental:

    ótica de cristais líquidos;
    ensino da física;
    emulsões nucleares;
    espectroscopia nuclear;
    eletrodesintegração nuclear;
    reações fotonucleares e fissão;
    altas energias e raios cósmicos;
    física nuclear teórica e fenomenologia das partículas elementares.

  • Departamento de Física Nuclear:

    física nuclear experimental (pelletron);
    desenvolvimento de aceleradores;
    desenvolvimento de fontes de íons;
    física nuclear teórica;
    computação e sistemas digitais;
    física aplicada à medicina, à arqueologia e proteção radiológica;
    ultra alto vácuo;
    técnicas nucleares na engenharia dos materiais;
    física experimental de partículas elementares;
    ondas gravitacionais e antenas.

  • Departamento de Física Aplicada:
    cristalografia;
    instrumentos para o ensino;
    poluição do ar;
    física de plasmas;
    ressonância magnética;
    concepções alternativas em física;
    colisões iônicas.

  • Departamento de Física Geral:
    instrumentação e partículas (íons pesados e leves, estrutura e reações nucleares);
    microscopia eletrônica;
    magneto-ótica;
    biofísica e física médica;
    metrologia ótica e holografia interferométrica;
    ressonância magnética;
    física estatística (modelos de spins, fenômenos multicríticos, transições de fases, redes neurais etc.);
    física teórica (turbulência, caos, microondas, ondas gravitacionais).

 

Comentários e referências

Uma linha de pesquisa só é citada quando produziu publicações em revistas especializadas internacionais.

Mais informações poderão ser obtidas junto aos Departamentos citados ou à Comissão de Pesquisa do Instituto.

A Biblioteca do Instituto de Física da USP é a maior da área no Brasil, e está aparelhada para atender usuários de outras instituições pelo sistema Comut.

Boas referências para maiores detalhes são os Relatórios Anuais dos Departamentos e o Relatório Geral do Instituto, bem como o Manual de Pós-Graduação, que podem ser obtidos nas secretarias dos departamentos, na diretoria do Instituto e na Secretaria de Pós-Graduação, respectivamente.

 

 

Henrique Fleming é professor do Departamento de Física Matemática do Instituto de Física da USP.

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