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Estudos Avançados

Print version ISSN 0103-4014

Estud. av. vol.25 no.73 São Paulo  2011

http://dx.doi.org/10.1590/S0103-40142011000300006 

IEAS: CIÊNCIA E SOCIEDADE

 

Instituto Latino-Americano de Estudos Avançados (UFRGS)

 

 

Guillermo Juan Creus

 

 

Desde a sua posse em 1992, o então reitor da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), Helgio Trindade, idealizava a criação de um Instituto que permitisse "ampliar a relação do local com o regional.

A integração com a América Latina surgia como um desafio dos novos tempos, e, nesse momento, as fronteiras deveriam ser ultrapassadas visando integrar os países do Cone Sul".

Sob esses argumentos é fundado o Ilea, em 1994, com o objetivo de desenvolver atividades, programas e projetos de abrangência nacional e internacional, apoiando programas e projetos avançados de ensino e pesquisa, promovendo o intercâmbio entre a UFRGS e outras instituições, além da vinculação efetiva com os projetos do Mercosul.

Atualmente, o Ilea é composto por nove núcleos de pesquisa, cada um com seu próprio espaço físico. O Instituto tem também um auditório usado nos maiores eventos realizados no campus do Vale, e uma sala para reuniões com equipamento de videoconferência.

Os objetivos do Ilea foram estabelecidos como:

I – Apoio a programas e projetos avançados de ensino, pesquisa e extensão, privilegiando as propostas que impliquem a colaboração interinstitucional de natureza multidisciplinar.
II – Promoção de intercâmbio entre a UFRGS e instituições acadêmicas, com o propósito de apoiar projetos de alta relevância para o desenvolvimento acadêmico, científico, tecnológico e cultural. 

Para consecução de suas finalidades, o Ilea deve:

I – Fortalecer o intercâmbio de professores, pesquisadores, técnicos e estudantes entre Universidades e instituições acadêmicas nacionais e internacionais.
II – Integrar e fortalecer linhas de pesquisa, grupos de trabalho e projetos inovadores existentes na UFRGS com alta potencialidade para o intercâmbio no país e no exterior.
III – Promover pesquisas, cursos, conferências, seminários e atividades congêneres em articulação com as unidades e demais órgãos da Universidade.
IV – Apoiar a participação de pesquisadores e docentes da UFRGS nessas atividades e incentivar o intercâmbio com pesquisadores de outros centros.
V – Divulgar a produção acadêmica resultante dos trabalhos, pesquisas e atividades relevantes das diversas áreas do conhecimento.
VI – Estabelecer um centro de informações, mantendo bancos de dados, redes e arquivos de documentos relevantes aos projetos e às atividades ligados ao Ilea.

O Ilea é administrado por um diretor e uma secretária, que respondem a um Conselho Deliberativo e a um Conselho Administrativo. De 1994 a 1998, o Ilea foi dirigido por Mário Barbacena; de 1998 a 2000, por Paulo Visentini. Eloy Julius Garcia dirigiu de 2006 a 2006. Maria Beatriz Luce, de 2007 a 2008.

Seu conselho deliberativo é composto pelos professores Marco Cepik, Helgio Trindade, Valmíria Piccini, Marininha Rocha, Jane Zoppas, Carlos Alexandre Neto (reitor) e Guillermo J. Creus.

 

Núcleos atuais no Ilea

O Ilea adotou um sistema de núcleos independentes, conforme o modelo do Nias. Desde a sua fundação, diversos grupos foram formados, cresceram, evoluíram para outros endereços ou desapareceram. Segue uma curta descrição de cada um dos núcleos atuais.

Banco de Imagens e Efeitos Visuais (Biev)

Portal: www.biev.ufrgs.br

Coordenadores: Professoras Cornelia Eckert e Ana Luiza Carvalho da Rocha.

O Banco de Imagens e Efeitos Visuais foi criado em 1997 e congrega diversos projetos temáticos com financiamento CNPq, Fapergs, UFRGS e Capes, na forma de pesquisas de iniciação científica, pesquisas de mestrado, de doutorado, de pós-doutorado e de pesquisa técnica. O tema central da produção científica é a memória coletiva em contextos urbanos, tendo por foco a problematização do caráter temporal da experiência humana presente no mundo contemporâneo e as suas ações e representações que repercutem as práticas e os saberes que os indivíduos e grupos urbanos constroem em suas relações com a cidade. O estudo do fenômeno da memória coletiva é desenvolvido em uma adesão ao campo antropológico, tendo por método o estudo de etnografias da duração pela pesquisa com e sobre narrativas em que reverberam as imagens das experiências temporais vividas: trajetórias e redes sociais, projetos e estilos de vida, políticas e arranjos sociais, formas de sociabilidades e jogos da memória.

O Biev dedica-se ao estudo do tratamento documental de Coleções Etnográficas em hipermídias sobre as dinâmicas da cultura nas modernas sociedades complexas. Expõe coleções de documentos etnográficos em telas que se afastam da ideia de recuperação de uma história linear de estilos de "viver a cidade", segundo a realização racional de periodização do tempo no tratamento espacial da memória.

Sua proposta é interpretar as metrópoles contemporâneas por meio dos subterfúgios e das astúcias de seus habitantes – modelados em suas narrativas, segundo suas diferenças e diversidades. Partimos do pressuposto de que os experimentos etnográficos, com base na criação de hipertextos multimídia, se tornam um meio de democratização do saber etnográfico, precisamente ao disponibilizar fragmentos de imagens das cidades, privilegiadamente de Porto Alegre em suas estórias construídas em pesquisas que revelam os ritmos vividos no contexto urbano.

O Biev está organizado em Grupos de Trabalho:

• Escrita e Etnografia (Gruee). Coordenação: Ana Luiza Carvalho da Rocha.
• Etnografia sonora (Grues). Coordenação: Viviane Vedana.
• Fotografia e Coleções Etnográficas (Grufoco). Coordenação: Anelise dos Santos Gutterres.
• Narrativas etnográficas em vídeo (Gruvi). Coordenação: Ana Luiza Carvalho da Rocha.
• Tecnologias da Informática e Acervos Digitais (Gruweb). Coordenação: Ana Luiza Carvalho da Rocha.

Participam nas pesquisas professores da UFRGS e de outras Universidades, pós-doutorandos, doutorandos, mestrandos e alunos de graduação com bolsas de iniciação científicas e voluntárias.

Projetos em andamento

Na trilha das trajetórias acadêmicas e narrativas de antropólogos urbano. Coordenação: Cornelia Eckert.

Trabalho e Cidade: Antropologia da memória do trabalho na cidade moderno contemporânea. Coordenação: Cornelia Eckert.

Etnografia da duração, coleções etnográficas e novas tecnologias – estudo antropológico sobre os lugares da memória nas cidades contemporâneas. Coordenação: Ana Luiza Carvalho da Rocha.

Biociências Nucleares (Bionuclear)

Portal: http://www.ilea.ufrgs.br/bionuclear/index.html

Coordenador: Professor Eloy Julius Garcia.

O Núcleo de Biociências Nucleares foi instituído com a finalidade de  apoiar a divulgação das novas técnicas de obtenção de imagens para  fins diagnósticos, o desenvolvimento de radiofármacos para uso diagnóstico e terapêutico, bem como a utilização de radiações  ionizantes na pesquisa científica com ênfase nas biociências.

Juntamente com o escritório de Porto Alegre da Comissão Nacional de Energia Nuclear, vem realizando anualmente o Curso Avançado de Metodologia de Radioisótopos que oferece um certificado reconhecido pela CNEN para inscrição nas provas de habilitação para preparo, uso e manuseio de fontes radioativas.

O professor Eloy participa desde 2005 do Comitê Técnico Temático de Radiofármacos da Farmacopeia Brasileira, e, a partir de 2006, na função de coordenador. Para o segundo semestre de 2011, está prevista uma série de palestras de atualização em radiofarmácia e, em colaboração com a empresa Radiopharmacus, a realização de seminários regulares sobre assuntos de interesse na área de biociências nucleares.

Centro de Estudos Internacionais sobre Governo (Cegov)

Portal: http://cegov.ufrgs.br/

Coordenador: Professor Marco Cepik.

O Centro de Estudos Internacionais sobre Governo (Cegov) da UFRGS realiza estudos e pesquisas sobre a ação governamental, tanto no Brasil como no exterior, a partir de uma perspectiva comparada. Reúne pesquisadores de várias áreas da Universidade, particularmente nas áreas de Economia, Ciência Política, Direito, Administração e Relações Internacionais, e pesquisadores vinculados a áreas especializadas de políticas públicas, tais como Saúde, Educação, Esporte, Segurança pública, Política externa e Defesa.

Os pesquisadores do Centro atuam em projetos multidisciplinares nas áreas de política internacional e governança, monitoramento e avaliação de políticas públicas, desenvolvimento institucional e de capacidades para a governança, economia brasileira e sul-americana, modelos institucionais comparados e processos decisórios, bem como na área de gestão, controles democráticos e descentralização do serviço público.

Resultado do amadurecimento da UFRGS em termos da pesquisa e busca de soluções inovadoras sobre o fortalecimento das instituições de governo e de seu papel no desenvolvimento econômico e social no mundo contemporâneo, o Cegov tem por objetivo tornar a UFRGS uma referência nacional e internacional na área de governança e reforma do setor público.

Atualmente, compõem os cinco grupos de trabalho:

• Governo, Digitalização e Informática Pública. Coordenação: Marco Cepik (PPGEEI/UFRGS), Carla Freitas (Informática/UFRGS) e Marcelo Pimenta (Informática/UFRGS).
• Legislativo e Políticas Públicas. Coordenação: Luís Gustavo Grohmann (PPGPOL/UFRGS), Maurício Moya (PPGPOL/UFRGS), Adriane Vieira (ESEF/UFRGS) e Sônia Ranincheski (UnB).
• Democracia, Participação Cidadã e Políticas Públicas. Coordenação: Alfredo Alejandro Gugliano (PPGPOL/UFRGS), Eber Mazullo (Propur/UFRGS) e Soraya Cortes (PPGS/UFRGS).
• Gestão Municipal e Federalismo. Coordenação: Maria Izabel Noll (PPGPOL/UFRGS), Diogo Joel Demarco (EA/UFRGS) e Fernando Dias Lopes (EA/UFRGS).
• GT Avaliação de Políticas Públicas. Coordenação: Nalú Farenzena (PPGEDU/UFRGS) e Lígia Mori Madeira (PPGPOL/UFRGS).

Integram os Grupos de Trabalho, além de docentes da UFRGS, alunos e funcionários da Universidade, docentes e pesquisadores de outras instituições de ensino e pesquisa, integrantes de órgãos públicos, lideranças políticas e associativas.

Centro Interdisciplinar de Pesquisa para o Desenvolvimento do Ensino Superior (Cipedes)

Portal: http://www.ilea.ufrgs.br/cipedes/

O Cipedes é um centro interuniversitário autônomo que reúne especialistas latino-americanos em educação superior que, numa perspectiva comparativa e interdisciplinar, estão comprometidos com uma reflexão aberta, crítica e criativa sobre os grandes problemas da educação superior no presente e seus desafios no futuro. O Cipedes é um centro virtual que articula uma rede de pesquisadores latino-americanos e coordena uma série de atividades: redes de discussão, pesquisa interdisciplinar, seminários, cursos e workshops e produção editorial de livros e revistas. Além disso, tem um Conselho formado por professores de Argentina, Brasil, Chile, México, Uruguai e Venezuela. O coordenador de Pesquisa é o Prof. Afrânio Mendes Cattani (USP); o coordenador editorial, o Prof. Dilvo I. Ristoff (UFSC); e  a coordenadora de Relações Interinstitucionais, a Profa. Maria Beatriz M. Luce (UFRGS).

O Cipedes e a Comissão Nacional de Avaliação da Educação Superior (Conaes) desenvolveram, com o apoio da Reitoria da UFRGS e do Ilea, um conjunto importante de atividades de apoio à Conaes, enquanto presidida pelo Prof. Helgio Trindade. Essas atividades cobriram o apoio a reuniões ordinárias mensais da Conaes em Brasília, seminário de apoio à autoavaliação para instituições de educação superior na Região Sul em Blumenau e inúmeros eventos em que a Conaes participou como convidada para ministrar palestras sobre avaliação do ensino superior.

A partir de março de 2008, o Cipedes foi sede da secretaria da Comissão de Implantação da Universidade da Integração Altino-Americana (Unila) em Porto Alegre (RS). Atualmente abriga o Escritório de Representação da Universidade Federal da Integração Latino-Americana (Unila) (Portaria Unila n.101/2010), reunindo as Comissões de Licitação do Campus da Unila e da Biblioteca da universidade, desde 3 de novembro de 2010.

Grupo de Estudos em Ciências Sociais da América Latina (Cisoal)

Portal: http://www.ilea.ufrgs.br/cisoal/

Coordenador: Professor Helgio Trindade.

O Grupo de Estudos em Ciências Sociais da América Latina (Cisoal) foi instituído, com caráter internacional e interdisciplinar, contando sempre com a colaboração do Instituto de Latino-Americano de Estudos Avançados (Ilea). O Cisoal dedica-se a pesquisar o processo de desenvolvimento e consolidação das Ciências Sociais na América Latina e suas interfaces com os diferentes setores da vida social. Durante a implantação do núcleo, contou com o auxílio técnico da École des Hautes Études em Sciences Sociales (EHESS), Paris.

Desde 2008, o Cisoal tem focado suas atenções à tentativa de compreensão das particularidades do desenvolvimento das Ciências Sociais brasileiras. Com esse intuito, desenvolve a pesquisa História Social das Universidades no Brasil: Construção das Ciências Sociais, formação e recomposição das elites (1930-2000), trabalho desenvolvido em colaboração com a EHESS de Paris onde o Prof. Helgio atuou como professor visitante.

Grupo Interdisciplinar de Filosofia e História das Ciências (GIFHC)

Portal: http://www.ilea.ufrgs.br/gifhc/portal/index.php

Coordenadores: Professor Francisco Marshall e Rualdo Menegat.

O Grupo Interdisciplinar de Filosofia e História das Ciências (GIFHC) foi fundado em 1993, passando a integrar o Ilea em 1995. O GIFHC reúne pesquisadores de diferentes áreas preocupados com questões de epistemologia e história das ciências, em perspectiva interdisciplinar. Uma vez que essa é uma área avulsa ou ausente nas estruturas curriculares de ensino de graduação e de pós-graduação, o GIFHC assumiu papel principal  nas iniciativas em filosofia e história das ciências, e realizou numerosos seminários, cursos, congressos, publicações e programas de difusão (rádio e TV), bem como atividades internas de discussão e planejamento. O objetivo é manter uma agenda avançada de reflexão sobre os fundamentos da ciência e de atividades de difusão e de formação voltadas para a comunidade acadêmica e, eventualmente, para educadores das redes de ensino regionais.

Desde 1996, o GIFHC publica a revista Episteme, de periodicidade semestral, com artigos em mais de 19 disciplinas (Antropologia, Arqueologia, Biologia, Ciências Sociais, Computação, Ecologia, Educação, Física, Geologia, História, História Natural, Lógica, Matemática, Medicina, Meio Ambiente, Paleontologia, Psicologia e Química, bem como Epistemologia). Aparecem também temas referentes às técnicas e os métodos, em planos históricos e analíticos, a partir das contribuições de cientistas locais e estrangeiros no desenvolvimento da ciência sul-americana. Também é expressiva a publicação de artigos no campo das relações da ciência com a ética, a utopia, a razão, a verdade, o real, o virtual e a sociedade, entre outros temas abertos. A revista está inteiramente disponível via internet (no portal do GIFHC) e possui exemplares para permuta.

Escritório da Comissão Nacional de Energia Nuclear (CNEN)

Portal: http://www.cnen.gov.br/

Coordenadora: Professora Ana Maria Xavier.

A Comissão Nacional de Energia Nuclear (CNEN) é uma autarquia federal vinculada ao Ministério da Ciência e Tecnologia. O Escritório da CNEN, em Porto Alegre, sediado no Ilea/UFRGS, vem cooperando com várias unidades da Universidade nos campos de ensino e pesquisa, merecendo destaque os seguintes projetos já implementados:

• Projeto Radônio: Determinação da concentração de gás radônio em minas subterrâneas no sul do Brasil.
• Projeto Rejeitos Radioativos: estudos relacionados à imobilização de rejeitos radioativos e a depósitos de rejeitos radioativos em profundidade.
• Projeto Ativímetro: intercomparação de medidas de atividade em serviços de medicina nuclear em Porto Alegre.
• Projeto Proteção Radiológica de Pacientes em Medicina Nuclear: registro das doses de radiação ministradas a pacientes submetidos a exames de diagnóstico em medicina nuclear em Porto Alegre, para comparação com as recomendadas internacionalmente, bem como avaliação da possibilidade de reduzir a exposição à radiação ionizante, pelo emprego prévio de métodos de diagnóstico convencionais.
• Projeto Radioanálise: intercomparação de medidas radiológicas em amostras ambientais, coordenado pelo Instituto de Radioproteção e Dosimetria (IRD) da CNEN, em apoio ao Laboratório de Radioanálise do Departamento de Biofísica.
• Projeto Qualificação de Pessoal: treinamento de professores, pesquisadores e alunos da UFRGS para utilização segura de materiais radioativos em ensino e pesquisa, em apoio ao núcleo de Biociências Nucleares do Ilea.

O Escritório da CNEN vem auxiliando os pesquisadores da UFRGS no que tange à elaboração de Planos de Proteção Radiológica e Planos de Gerência de Rejeitos Radioativos, com vistas à regularização de seus laboratórios junto à CNEN. Vem, também, intermediando a calibração de detectores de radiação junto aos Institutos da CNEN, além de tornar mais ágil, de uma maneira geral, a interação CNEN/UFRGS.

Adicionalmente, ministra palestras e participa de debates sobre tópicos relacionados à área nuclear, além de prestar esclarecimentos e orientar entidades do Rio Grande do Sul e de Santa Catarina envolvidas nos processos de importação de materiais radioativos, certificação de supervisores de proteção radiológica, envio de rejeitos radioativos à CNEN, em particular para-raios radioativos, descarte de aparelhos de raios X, entre outros esclarecimentos rotineiramente solicitados.

Finalmente, o Escritório faz parte do Sistema de Averiguação de Ocorrências Radiológicas da CNEN, atuando prontamente, quando acionado, na Região Sul do Brasil.

Núcleo de Estudos em Relações Internacionais (Nerint)

Portal: http://www6.ufrgs.br/nerint/php/home.php?lang=br

Coordenação: Professor Luiz Dario Teixeira Ribeiro.

Criado em agosto de 1999, o Núcleo de Estudos em Relações Internacionais (Nerint) dedica-se à análise das relações internacionais, com ênfase em temas que abrangem desde a política externa brasileira em perspectiva comparada, até os problemas de segurança internacional (guerras, processos de securitização, resolução de conflitos, diplomacia), passando pelos desafios da integração regional e do desenvolvimento. As principais linhas de pesquisa são:

• Cooperação Interestatal em face dos Movimentos de Contestação Internacional.
• Economia Política Internacional.
• Políticas externas comparadas; relações bilaterais e multilaterais com as potências emergentes.
• Segurança internacional e Política comparada.

Essas pesquisas priorizam os principais polos de poder do sistema internacional (Estados Unidos, União Europeia, China e Rússia) e três regiões caracterizadas pela presença de importantes potências regionais (América do Sul, África Austral e Sul da Ásia). Com base nessas pesquisas, produz relatórios, dossiês, artigos científicos, arquivamento de notícias, palestras, seminários, cursos de extensão e uma revista eletrônica, além de possuir três coleções editoriais, pela Editora da Universidade/UFRGS.

A partir de 2005, o Nerint passou a sediar o Centro de Estudos Brasil-África do Sul (Cesul), Programa conjunto Funag-MRE-UFRGS, de fomento aos estudos sobre a África do Sul, Centro de Documentação, Biblioteca especializada (doada pela Funag), traduções, edições e intercâmbio de pesquisadores.

Os pesquisadores do Nerint estão envolvidos no processo de formação de futuros profissionais, tendo sido responsáveis pela orientação de trabalhos de conclusão de curso de graduação, de dissertações de mestrado e de teses de doutorado.

O Nerint publica três séries editoriais que são:

1. Estudos Internacionais (Editora da UFRGS): 12 livros já publicados.
2. Relações Internacionais e Integração (Editora da UFRGS): 10 livros já publicados e mais dois em parceria com a Funag.
3. Série Sul-Africana: cinco livros publicados (mais um no prelo).

Observatório das Metrópoles – Núcleo Porto Alegre

Portal:  http://observatoriormpa.blogspot.com/

Coordenador: Professor Luciano Fedozzi.

O Observatório das Metrópoles – Núcleo Porto Alegre é constituído por pesquisadores vinculados à Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), à Fundação de Economia e Estatística (FEE/RS) e à organização não governamental Cidade (Centro de Assessoria e Estudos Urbanos). Sua experiência em realização de pesquisas em rede sobre a temática urbana e metropolitana vem consolidando ao longo dos últimos dez anos seu caráter interdisciplinar e interinstitucional.

Sua origem remonta a outubro de 1999 com o convênio firmado entre a FEE e o Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano e Regional, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (Ippur/UFRJ), quando da criação da pesquisa em rede "Observatório de Políticas Urbanas e Gestão Municipal", por meio do projeto "Metrópole, Desigualdades Socioespaciais e Governança Urbana: Rio de Janeiro, São Paulo, Belo Horizonte e Porto Alegre".

Para a consolidação e fortalecimento do Núcleo, firmaram-se parcerias com o Programa de Pós-Graduação em Sociologia/UFRGS, com a Faculdade de Arquitetura/UFRGS (ambas em 2002) e com o Programa de Pós Graduação em Geografia/UFRGS (2004). Em 2005, com o estabelecimento do Observatório das metrópoles por meio do projeto "Território, coesão social e governança democrática: Rio de Janeiro, São Paulo, Belo Horizonte, Curitiba, Porto Alegre, Salvador, Recife, Fortaleza, Belém, Natal, Goiânia e Maringá" (Programa Institutos do Milênio – CNPq), o Programa de Pós-Graduação em Planejamento Urbano e Regional (Propur/UFRGS) passou a integrar o Núcleo.

Atualmente, as pesquisas realizadas pelo Núcleo se inserem no conjunto de temáticas e linhas do Projeto "Observatório das Metrópoles: território, coesão social e governança democrática – Rio de Janeiro, São Paulo, Belo Horizonte, Curitiba, Porto Alegre, Salvador, Recife, Fortaleza, Belém, Natal, Goiânia e Maringá/2009-2013" (INCT/CNPq/Faperj), contando, desde 2011, com a inclusão da ONG Cidade, do bacharelado de Políticas Públicas (IFCH), e do Grupo de Extensão de Saúde Urbana do Departamento de Medicina Social, ambos da UFRGS.

A partir de abril de 2011, o Núcleo de Porto Alegre passou a integrar o Instituto Latino-Americano de Estudos Avançados (Ilea/UFRGS), e a coordenação, que até agora vinha sendo exercida pela FEE, passa para a UFRGS, mediante o Programa de Pós-Graduação de Sociologia.

Observatório Interdisciplinar de Direitos Humanos

Portal: http://observatoriodh.blogspot.com/

Coordenador: Professor Fernando Seffner.

O Observatório Interdisciplinar de Direitos Humanos da UFRGS se constituiu a partir de uma demanda do Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados (Acnur). Este propôs às Universidades públicas que compõem a Associação de Universidades do Grupo Montevidéu (Augm) um conjunto de cursos de formação, visando constituir em todas essas Universidades uma Cátedra de Educação em Direitos Humanos, chamada Cátedra Sérgio Vieira de Melo. Como desdobramento dessa demanda na UFRGS, constituiu-se um grupo de professores que passou a reunir-se com regularidade e que tinha, na discussão dos direitos humanos, um referencial importante para analisar as consequências sociais e políticas de suas pesquisas específicas. Esse processo ocorreu no final de 2004 e início de 2005. Dessa forma, criou-se um grupo permanente de professores que deu forma ao Observatório. Esses professores não representam a totalidade das atividades sobre o tema dos Direitos Humanos realizadas em nossa Universidade, mas têm servido como polo aglutinador em torno da temática. Atualmente, os pesquisadores agregados ao Observatório Interdisciplinar de Direitos Humanos da UFRGS desenvolvem pesquisas e participam de atividades em alguns temas específicos de direitos humanos, a saber: laicidade do Estado e garantia do regime de direitos humanos no Brasil; acesso a medicamentos essenciais como política de direitos humanos; direitos sexuais e reprodutivos como direitos humanos; migrações e direitos humanos. A equipe do Observatório é composta por professores e alunos bolsistas, em especial dos cursos de ciências humanas da Universidade.

 

 

Recebido em 22.8.2011 e aceito em 29.8.2011.

 

 

Guillermo Juan Creus é diretor do  Instituto Latino-Americano de Estudos Avançados (Ilea) da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS). @ – creus@ufrgs.br
O autor agradece a colaboração de todos os coordenadores dos núcleos que enviaram os relatórios de atividades que integram este artigo. Patrícia Berg Trindade colaborou na redação, montagem e formatação.