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Estudos Avançados

versão impressa ISSN 0103-4014versão On-line ISSN 1806-9592

Estud. av. vol.30 no.86 São Paulo jan./abr. 2016

http://dx.doi.org/10.1590/S0103-40142016.00100005 

Metrópole E Saúde

Clima urbano e saúde: uma revisão sistematizada da literatura recente

Helena RibeiroI 

Célia Regina PesqueroII 

Micheline de Sousa Zanotti Stagliorio CoelhoIII 

I, IIFaculdade de Saúde Pública, Universidade de São Paulo, São Paulo/SP, Brasil

IIIFaculdade de Medicina, Universidade de São Paulo, São Paulo/SP, Brasil

RESUMO

Foi feita revisão sistematizada de 67 artigos sobre o tema Clima Urbano e Saúde a partir de busca nas plataformas Web of Science e Pub Med. Os artigos foram organizados por data de publicação, país de realização do estudo, por temas: metodologias; evidências de riscos à saúde por estresse térmico e por doenças infecciosas relacionadas ao clima; mitigação dos extremos do clima urbano por vegetação e outras formas; cobenefícios e articulações políticas.

Palavras-Chave: Clima urbano; Bioclimatologia; Biometeorologia; Ilha de calor urbana

ABSTRACT

A systematized review of 67 articles on urban climate and health was carried out from searches in the Web of Science and PubMed platforms. The articles were organized by date of publication, by the country where the study was undertaken and by subject: methods; evidences of health risks from thermal stress and climate-related infectious diseases; mitigation of extreme urban climate conditions through vegetation and other means; co-benefits and political articulations.

Key words: Urban climate; Bioclimatology; Biometeorology; Urban heat island

Introdução

O estudo da relação entre clima e saúde é muito antigo e, ao mesmo tempo, bastante atual. Já a relação entre clima urbano e saúde é mais recente, pois o estudo das alterações climáticas causadas pela urbanização ganhou impulso com uma urbanização mais vigorosa, a partir de meados do século XX, e com a ampliação do tamanho das cidades. Efeitos do espaço urbano nos componentes do clima, como temperatura, umidade, radiação e vento têm sido bem documentados no mundo.

A bioclimatologia aplicada às cidades relaciona-se com influência do clima urbano no conforto e na saúde. É relevante o estudo das relações do clima com a saúde, sobretudo em perspectiva das mudanças climáticas globais e na previsão de seus prováveis efeitos e vulnerabilidades (Silva; Ribeiro; Santana, 2014).

Do ponto de vista da saúde, o ambiente térmico, em áreas urbanas, apresenta forte relação entre a termorregulação e a regulação circulatória, que levam à sobrecarga do organismo e ao comprometimento da saúde, até mesmo à morte (ibidem).

A compreensão do clima urbano, em diversas partes do mundo, deve servir para planejamento das cidades e adoção de medidas protetoras da saúde.

Estima-se que, em 2045, cerca de dois bilhões de pessoas a mais buscarão as cidades para morar (The World Bank, 2016). A urbanização afeta o microclima e grandes cidades têm enorme responsabilidade no aquecimento global, visto que as metrópoles consomem 75% da energia produzida no mundo e emitem 70% de CO2 (C40cities). A infraestrutura para suprir as demandas das cidades tem provocado alterações na cobertura do solo, com vegetação sendo substituída por ruas, estacionamentos, edificações e moradias. Como resultado, a temperatura do ar das regiões mais pavimentadas cria ilhas de calor, que possuem variabilidade no decorrer do dia e dependem da cobertura do solo e do tempo de exposição à radiação. As ilhas de calor alteram características físicas do ar em contato com a superfície, alterando a magnitude do calor sensível e calor latente, fluxos de momentum e massa, propriedades óticas, altura e características da camada limite. Essas alterações impactam na dispersão dos poluentes, na intensidade e desenvolvimento de tempestades e em outros processos químicos e físicos do ambiente urbano, ainda não quantificados apropriadamente (Khan; Simpson, 2001). As ilhas de calor também potencializam o impacto das ondas de calor, podendo provocar adoecimento e mortes em indivíduos mais vulneráveis, como crianças, idosos e doentes crônicos. O Center for Diseases Control and Prevention (CDC) registrou que no período de 1979 a 2003, a exposição ao calor excessivo contribuiu para 3.442 mortes prematuras nos Estados Unidos (CDC, 2016).

A maior cidade da América do Sul, São Paulo, já apresenta alteração na série histórica de precipitação, temperatura e ventos. Utilizando dados meteorológicos de 1950 a 2000, Dufek e Ambrizzi (2008) constataram que as precipitações acima de 20 mm por dia estão ficando mais frequentes no verão. Segundo o INMET (2010) as maiores chuvas ocorridas em 24 horas começaram na década de 1980. Utilizando longa série de dados diários de precipitação (1948-2009) do INMET, verificou-se que chuvas mais intensas estão ocorrendo com mais frequência nesta década. Mesmo quando as chuvas são em menor volume, a impermeabilização do solo interfere na absorção de água e favorece o aumento das enchentes. Por outro lado, segundo relatório climático da estação do IAG (2010), a quantidade de dias sem chuva está aumentando. O padrão de chuva na cidade está se alterando, sugerindo influência da mudança climática global no regime de chuvas (Xavier et al., 1994). Pode-se inferir que grandes cidades recebem influências das mudanças climáticas e microclimáticas.

Enchentes de verão em São Paulo provocam caos urbano, perdas de produtividade, prejuízos econômicos. Além disso, estudo feito por Coelho-Zanotti e Massad (2012) mostrou que, depois de exposição à água contaminada de uma enchente, moradores têm risco de adoecer por leptospirose (Figura 1). Uma chuva de 100 mm, depois de 14 dias da ocorrência da enchente, predispõe um acréscimo de aproximadamente 150% nas internações por leptospirose. Alguns vetores também dependem de chuvas e alta temperatura para proliferarem e trasmitirem doenças, por exemplo, o Aedes aegypti, principal vetor dos vírus da dengue, chikungunya e zika.

Evento de umidade relativa do ar abaixo de 30%, em agosto de 2010, com duração de 11 dias, só havia ocorrido antes em 1999, desde o início das medições meteorológicas feitas pelo INMET em 1943 (INMET, 2010). Durante esse evento atípico, dados de Autopsia do Serviço de Verificação de Óbitos (SVOC) indicaram maior mortalidade de idosos por doenças cardiovasculares na cidade associada a baixa umidade relativa do ar, independente da influência dos poluentes.

Fonte: Coelho-Zanotti e Massad (2012).

Figura 1 - Aumento de internações por leptospirose na cidade de São Paulo de acordo com o volume de precipitação diária. 

Devido à importância das cidades, foi formado, em 2005, o C40, Grupo de Liderança das Grandes Cidades pelo Clima, que reúne 40 maiores metrópoles do planeta (São Paulo, Rio de Janeiro, Salvador e Curitiba são cidades-membro), para discutir e unir forças no combate ao aquecimento global. Em 2011, pela primeira vez o evento foi sediado na América do Sul, e o Comitê Gestor Internacional acatou sugestão de São Paulo de incorporar Saúde Humana na pauta do evento (Saldiva et al., 2011). A Prefeitura do Município de São Paulo estruturou sua Política Municipal sobre Mudança do Clima, Lei n.14.933/09.

A prática baseada em evidências, desde os anos 1990, tem ganhado relevância crescente em processos decisórios e auxiliado na busca de ações promotoras da saúde e bem-estar e de prevenção de adoecimento e morte.

As revisões de literatura são importantes na sistematização de dados que propiciem evidências científicas. O objetivo do presente manuscrito foi registrar e organizar as evidências mais recentes encontradas sobre os efeitos à saúde de fenômenos climáticos em áreas urbanas.

Métodos

Foi feita revisão sistematizada (Grant; Booth, 2009) dos artigos encontrados por busca nas plataformas Web of Science e PubMed, em janeiro de 2016. A plataforma unificada e multidisciplinar Web of Science inclui periódicos científicos de alta qualidade, de todo mundo, com indexação no JCR - Journal of Citation Reports. A PubMed foca sobretudo estudos da área médica. A busca usou as palavras-chave URBAN CLIMATE e HEALTH combinadas, no título ou nos tópicos. Foram encontrados 80 artigos na Web of Science e 15 na PubMed, dos quais 67 foram incluídos nesta revisão. Artigos descartados, o foram por tratarem de efeitos da temperatura em plantas, de poluição atmosférica isolada, de ventilação interna, ou de tecnologias. A revisão sistematizada almeja sistematizar o conhecimento sobre o tema e se baseia na busca, em uma ou mais plataformas; na organização de forma sistematizada dos conteúdos dos artigos obtidos; e na análise dos resultados.

Resultados

A classificação de artigos, por ano de publicação (Figura 2), indicou um crescimento em pesquisas sobre o tema Clima urbano e saúde, sobretudo a partir de 2011, possivelmente após chamadas feitas por associações de saúde para incorporação do tema das mudanças climáticas de forma mais robusta na Agenda de Pesquisa da Saúde.

Figura 2 - Ano de publicação dos artigos selecionados com os termos Urban Climate e Health

Verifica-se que os estudos não se concentram em países do Hemisfério Norte (Figura 3), onde haviam proliferado no século XX. Há, nos últimos anos, uma preocupação com cidades tropicais e subtropicais e em países em desenvolvimento, onde o processo de urbanização tem se intensificado. É provável que a incorporação de novas áreas nos estudos tenha se dado por incentivo e chamada da Organização Meteorológica Mundial. O Brasil lidera em número de trabalhos, seguido da Alemanha, que tem longa tradição em estudos de Clima Urbano. Países asiáticos, africanos e do Leste Europeu aparecem na agenda.

Figura 3 - Países onde se localizam as cidades dos estudos sobre Clima Urbano e Saúde.  

Quadro 1 - Temas e resultados principais dos artigos revisados  

A organização dos artigos publicados por temas nos permitiu fazer algumas análises.

A primeira categoria de tema criada foi a de artigos que se referiam à necessidade de estudos, ferramentas e métodos de pesquisa. Foram incluídos nessa categoria os artigos mais antigos da série, que clamavam por pesquisas em biometeorologia e/ou bioclimatologia urbana e, sobretudo, por pesquisas em cidades tropicais. A partir daquela época, surgiram artigos que discutem uso de metodologias e ferramentas na concretização de pesquisas nesse tema, em diferentes cidades do mundo. A busca de novos métodos e tecnologias de pesquisa continua atualmente, com instrumentos mais sofisticados e baseados em evidências já obtidas em estudos anteriores.

A segunda categoria de tema foi a de artigos que mostram evidências de efeitos do clima na saúde. Foi dividida em duas subcategorias: uma de efeitos diretos de elementos do clima, sobretudo estresse térmico, às vezes associado à poluição. Dos efeitos registrados em diferentes cidades, depreende-se que não há um padrão homogêneo de formação de ilha de calor, nem de efeitos à saúde de oscilações térmicas. Às vezes estresse de frio se sobrepõe, mas, na maioria das cidades, as ondas de calor têm representado risco à saúde de grupos populacionais mais vulneráveis: idosos, crianças, doentes crônicos, pessoas que habitam bairros precários; a outra subcategoria foi a de estudos que tratam de doenças infecciosas, em que há um vetor que se beneficia de condições do clima urbano e amplia o risco de doenças. Interessante, que aparecem artigos recentes tratando de "velhas" doenças, como malária, cólera etc.

A terceira categoria de tema foi a de artigos que tratam de medidas mitigadoras. Sobressaem, largamente, formas de arborização para amenizar as temperaturas e reduzir riscos de temperaturas extremas. Aparecem, também, mais recentemente, propostas de controle da poluição atmosférica, baseando-se em formas tradicionais tecnológicas, mas, principalmente, de substituição do uso de veículos por formas de mobilidade ativa e ecologicamente sadia.

Por fim, a quarta categoria é a que enfatiza a existência de cobenefícios do controle de extremos do clima ao ambiente e à saúde e a necessidade de articulações entre grupos sociais, políticos e cientistas para enfrentamento dos problemas do clima e delineamento de políticas com maior chance de sucesso.

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Recebido: 22 de Fevereiro de 2016; Aceito: 15 de Março de 2016

Helena Ribeiro é geógrafa, mestre em Geografia pela Universidade da Califórnia Berkeley, doutora em Geografia Física pela Universidade de São Paulo. É professora titular do Departamento de Saúde Ambiental da Faculdade de Saúde Pública da Universidade de São Paulo. Pesquisadora do Grupo de Meio Ambiente do Instituto de Estudos Avançados da USP. @ - lena@usp.br

Célia Regina Pesquero é bacharel em Química, mestre em Ciências e doutora em Ciências pela Universidade de São Paulo. Trabalha como química no Departamento de Saúde Ambiental da Faculdade de Saúde Publica da Universidade de São Paulo. @ - celiapes@usp.br

Micheline de Sousa Zanotti Stagliorio Coelho é graduada em Meteorologia pela Universidade Federal da Paraíba, Matemática pela Universidade Paulista, e Medical Science pela University of Technology Sydney (em curso); mestre em Meteorologia pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) e doutora em Ciências pela Universidade de São Paulo. É pós-doutoranda pela Faculdade de Medicina da USP. Atualmente é Pesquisadora Associada Centre for Air Quality and Health Research and Evaluation (Australia) e Inaira/LPAE - Faculdade de Medicina da USP. @ - coelhomicheline@gmail.com

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