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Journal of the Brazilian Chemical Society

Print version ISSN 0103-5053On-line version ISSN 1678-4790

J. Braz. Chem. Soc. vol.13 no.1 São Paulo Jan./Feb. 2002

http://dx.doi.org/10.1590/S0103-50532002000100001 

Editorial

 

 

Pelo segundo ano consecutivo os cursos de Química foram avaliados pelo Ministério da Educação. O resultado da avaliação de 2001 mostrou mais uma vez que os melhores cursos de Química são os das universidades públicas.

Apesar de todos os esforços que vêm sendo feitos pelas autoridades universitárias, o número de estudantes que concluem o curso de Química é baixo, mesmo nos melhores cursos. Muitas podem ser as razões dessa evasão, uma delas, sem dúvida, é a baixa renda familiar dos estudantes, entre R$ 541,00 e R$ 1800,00 para 54% dos matriculados.

A mudança desse quadro pode ser conseguida, em parte, se houver uma divulgação ampla e consistente da importância do trabalho do químico para o desenvolvimento do país e bem estar da sociedade. Este papel deve ser exercido pelos professores de Química, pesquisadores e pelos dirigentes da Sociedade Brasileira de Química.

A valorização da profissão e o aumento da auto-estima do estudante são fundamentais para a sua afirmação como indivíduo e cidadão. Isso só, entretanto, não é suficiente para aumentar a procura pelos cursos de Química, e diminuir a evasão. A maior causa da evasão talvez esteja na grade curricular exagerada e ultrapassada da maioria dos cursos, cuja filosofia é preparar o profissional para ser empregado e não um empregador.

Não se pode imaginar uma solução única para esses problemas. O que pode ser a solução para um curso de Química numa grande universidade da região Sudeste certamente não é válido para cursos de outras regiões cuja vocação é totalmente diferente.

Uma possível solução é o estímulo à criação, nas melhores universidades, de empresas júnior na área da Química. Muitas dessas empresas certamente se transformarão em incubadeiras quando os estudantes obtiverem seus diplomas. Essas incubadeiras poderão vir a se constituir em parques tecnológicos, por sinal em número reduzidíssimo em face da dimensão da economia do país.

Quanto maior for o número de parques tecnológicos no país, mais forte e de qualidade será a atividade científica, principalmente se nesses parques estiver bem representada a área da Química.

 

Angelo C. Pinto

 

 

Editorial

 

 

For the second consecutive year, Chemistry courses were evaluated by the "Ministry of Education". The result of the 2001 evaluation once again showed that the best chemistry courses are those of public universities.

In spite of all the efforts by the university authorities, the number of students actually finishing the course in chemistry is low, even for the best courses. Many may be the reasons for this evasion, while one is undoubtedly the low family income of these students: from R$ 541 to R$ 1800 (approximately US$ 226 to US$ 750) for 54% of those matriculated. A change might be attained, at least in part, if it were better and more amply and regularly publicized how important the work of the chemist is for the development of the country and the welfare of society. This is a role that should be exercised by the chemistry professors, researchers and administrators of the Brazilian Chemical Society.

Respect for the profession and increase in the students' self-esteem is fundamental to their affirmation as individuals and citizens. This alone, however, is not sufficient to increase the number of students seeking to enter the chemistry courses and decrease the evasion of these chemistry courses. The greatest cause of evasion is, perhaps, the curriculum itself, both exaggerated and outdated in most of the courses, whose philosophy is to prepare the professional to be the employed and not the employer.

One cannot imagine a single solution for these problems. What might be the solution for one chemistry course in a large southeastern university certainly would not be valid for courses in other regions, where vocations are entirely different. One possible solution is the motivation for creativity in the best universities, in junior businesses in the chemistry area. Many of these businesses will certainly become incubators when the students receive their degrees. These incubators might even make up technological parks, actually greatly reduced in numbers due to the economic dimension of the country. The greater the number of the country's technological parks, the stronger and better will be the scientific activity, especially if these parks are well represented by the chemistry area.

 

Angelo C. Pinto

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