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Revista Brasileira de Terapia Intensiva

Print version ISSN 0103-507X

Rev. bras. ter. intensiva vol.18 no.4 São Paulo Oct./Dec. 2006

http://dx.doi.org/10.1590/S0103-507X2006000400016 

ARTIGO DE REVISÃO

 

A importância da atuação odontológica em pacientes internados em unidade de terapia intensiva

 

Importance of dental work in patients under intensive care unit

 

 

Teresa Márcia Nascimento de MoraisI; Antonio da SilvaII; Ana Luiza Ribeiro de Oliveira AviIII; Patrícia Helena Rodrigues de SouzaIV; Elias KnobelV; Luiz Fernando Aranha CamargoVI

IMestre pela USP; Coordenadora do Departamento de Odontologia da Santa Casa de Misericórdia de Barretos; Especialista em Periodontia pela FEB
IIMédico Graduado pela PUCSP; Especialista em Cardiologia pela SBC e PUCSP
IIICirurgiã-Dentista da Fundação Pio XII – Hospital do Câncer de Barretos e da Santa Casa de Misericórdia de Barretos; Especialista em Periodontia pela FEB
IVMestre e Doutora pela UNESP, Diretora Geral da FEB; Coordenadora do Curso de Especialização em Periodontia da FEB
VDiretor Emérito e Fundador do Centro de Terapia Intensiva do Hospital Israelita Albert Einstein; Vice-Presidente de Prática Médica da SBIBAE
VIGerente Médico da Unidade Clínico-Cirúrgica do Hospital Israelita Albert Einstein

Endereço para correspondência

 

 


RESUMO

JUSTIFICATIVA E OBJETIVOS: Em unidade de terapia intensiva (UTI), a pneumonia nosocomial é responsável por altas taxas de morbidade, mortalidade e aumento expressivo dos custos hospitalares, sendo que seu estabelecimento se dá mais comumente pela aspiração do conteúdo presente na boca e faringe. O objetivo deste estudo foi buscar dados na literatura sobre a participação da condição bucal no estabelecimento da pneumonia nosocomial.
CONTEÚDO: A higiene bucal deficiente é comum em pacientes internados em UTI, o que propicia a colonização do biofilme bucal por microrganismos patogênicos, especialmente por patógenos respiratórios. Os estudos mostram claramente que a quantidade de biofilme bucal em pacientes de UTI aumenta com o tempo de internação, paralelamente também ocorre aumento de patógenos respiratórios que colonizam o biofilme bucal, sendo esse um reservatório importante de patógenos.
CONCLUSÕES: Apesar de hipóteses bem fundamentadas que estreitam as relações entre infecções pulmonares e a condição bucal, os estudos ainda não estão completamente definidos. Diante de fortes possibilidades de que estas hipóteses sejam verdadeiras, se faz necessário à aquisição e manutenção da saúde bucal, além de maior integração da Odontologia e da Medicina, visando o tratamento global dos pacientes, a prevenção de doenças e maior humanização dos pacientes internados em UTI.

Unitermos: Higiene bucal, Pneumonia, UTI


SUMMARY

BACKGROUND AND OBJECTIVES: In the intensive care unit, the nosocomial respiratory infection is responsible for high rates of morbidity, mortality and expressive increase in hospitals costs. Its establishment feels more commonly by the aspiration of the content present within the mouth and the pharynx. Thus we intended to review the literature on the participation of the oral condition in the establishment of the nosocomial respiratory infection.
CONTENTS: Deficient oral hygiene is common in patients under intensive care, which provides the colonization of oral biofilm for pathogenic microorganisms, especially for respiratory pathogens. The studies clearly show that the amount of oral biofilm in patients under intensive care increases according to period hospitalization meanwhile there also is an increase in respiratory pathogens. That colonizes the oral biofilm. This biofilm is an important resource of pathogens in patients under intensive care.
CONCLUSIONS: In spite of well-established hypotheses that narrow down the relationships between lung infections and the oral condition, the studies are not still completely defined. However, due to strong possibilities that these hypotheses are true, it is necessary to have and maintain the oral health, in addition to more integration of dentistry and of Medicine, seeking patients' global treatment, the prevention of diseases, and more humanization at the intensive care unit.

Key Words: ICU, Oral hygiene, Pneumonia


 

 

INTRODUÇÃO

Há muito se suspeita da relação de doenças bucais e sistêmicas sendo as primeiras citações científicas desta relação datada em 2.100 a.C.1 . Desde então, muito se tem estudado e inúmeras pesquisas vêm se desenvolvendo com os resultados evidenciando cada vez mais esta possível relação1. Indicando que problemas bucais, especialmente a doença periodontal, podem atuar como foco de disseminação de microrganismos patogênicos com efeito metastático sistêmico, especialmente em pessoas com a saúde comprometida1-5.

Os avanços científicos trazem subsídios para acreditar na contribuição significativa do tratamento odontológico, especificamente a intervenção periodontal, na prevenção e/ou melhora da condição sistêmica, principalmente no paciente crítico6,7.

O objetivo deste estudo foi buscar dados na literatura sobre a participação da condição bucal no estabelecimento da pneumonia nosocomial de pacientes internados em UTI.

 

DOENÇA PERIODONTAL

A doença periodontal é, hoje, reconhecida como -doença de origem infecciosa e de natureza inflamatória, que envolve a destruição dos tecidos de suporte do dente por meio da ação direta de bactérias e de seus produtos, ou por ação indireta, onde as reações de destruição tecidual são mediadas pelo hospedeiro3 (Figura 1).

 

 

As bactérias envolvidas com a doença periodontal são espécies Gram-negativas representadas por:

Actinobacillus actinomycetemcomitans – Capacidade de invadir células epiteliais bucais e células endoteliais vasculares humanas. Além de induzir a morte celular por apoptose8;

Porphyromonas gingivalis – Capaz de invadir células epiteliais e células endoteliais humanas e potencial para colaborar com fenômenos de agregação plaquetária8;

Tanerella forsythensis – Invade células epiteliais e induz a morte celular por apoptose8;

Essas bactérias também têm sido identificadas em infecções extrabucais (Quadro 1).

 

 

A doença periodontal é considerada como resultado de um processo interativo entre o biofilme e os tecidos periodontais por meio de respostas celulares e vasculares. Seu início e progressão envolvem um conjunto de eventos imunopatológicos e inflamatórios, com a participação de fatores modificadores locais, sistêmicos, ambientais e genéticos9.

Apesar do longo caminho que as pesquisas têm para percorrer, esta nova compreensão da periodontia já permite integrar a periodontopatia ao elenco de causas relacionadas a doenças capazes de levar o paciente ao óbito. Além disso, oferecem condições de suspeitar que as doenças periodontais e as sistêmicas apresentem relações diretas e bidirecionais, gerando necessidade no envolvimento das especialidades da área de saúde, para devolver o equilíbrio a essa unidade sócio-biológica indivisível, o ser humano.

 

MICROBIOTA BUCAL

Todas as superfícies do corpo humano são continuamente expostas à colonização por grande variedade de microrganismos que geralmente vivem em harmonia com o hospedeiro. Contudo, a descamação fisiológica que ocorre nas superfícies impede que se acumule grande quantidade de microrganismos10.

A boca também sofre contínua colonização apresentando uma vasta microbiota. Nela se encontra praticamente a metade da microbiota presente no corpo humano, representada por várias espécies de bactérias, fungos e vírus3. Entretanto, no ambiente bucal, são encontradas superfícies duras, não descamativas, como esmalte, cemento, próteses, entre outros, que favorecem o desenvolvimento de grandes depósitos de microrganismos, denominados placa bacteriana10. A placa, através das bactérias e de seu metabolismo, demonstrou ser capaz de produzir elementos irritantes como ácidos, endotoxinas e antígenos que, com o tempo, dissolvem os dentes e destroem os tecidos de suporte9,10, por isto é considerado o principal motivo para o estabelecimento da cárie, doença periodontal de infecções preiimplantares e de estomatites10. Além disso, a placa bacteriana pode servir de reservatório permanente de microrganismos, ocasionando infecção à distância como relatado na literatura11.

No contexto bucal, a placa bacteriana representa um biofilme verdadeiro, pois consiste de bactérias em matriz composta principalmente de polímeros extracelulares de origem bacteriana e produtos do exsudato do sulco gengival e/ou saliva10. O acúmulo bacteriano na boca será denominado biofilme (Figura 2).

 

 

O biofilme forma-se virtualmente sobre as superfícies imersas em meio aquoso, natural e, particularmente de maneira rápida em sistemas fluidos em que fonte regular de nutrientes é fornecida às bactérias10. Além disso, o biofilme fornece às bactérias proteção, inclusive contra agentes antimicrobianos9,10.

A microbiota bucal sofre influência de fatores externos (tabagismo, alcoolismo, antibioticoterapia ou corticoterapia, permanência em ambientes hospitalares, estado nutricional e higiene bucal) e intrínsecos ao paciente (idade), pela possibilidade de alterar a imunidade local e a sistêmica e, por selecionar espécies bacterianas4.

 

DOENÇAS PERIODONTAL E SISTÊMICA

Dentre as doenças sistêmicas, as que acumulam mais evidências científicas da sua relação com as periodontais, são as doenças respiratórias. Vários estudos indicam que as periodontopatias podem influenciar o curso das infecções respiratórias destacando-se as pneumonias11.

A pneumonia é uma infecção debilitante, em especial, no paciente idoso e imunocomprometido. Nos hospitais, a pneumonia nosocomial exige atenção especial. É a segunda causa de infecção hospitalar; e, a responsável por taxas significativas de morbidade e mortalidade em pacientes de todas as idades11-14. Engloba de 10% a 15% das infecções hospitalares, sendo que de 20% a 50% dos pacientes afetados por este tipo de pneumonia falecem11,14. Os pacientes mais vulneráveis a esta importante infecção são os internados em unidades de terapia intensiva (UTI)12-15, em especial os que estão sob ventilação mecânica12,15, acometendo 20% a 25% destes pacientes, com as taxas de mortalidade podendo chegar em até 80%12,14,16.

O estabelecimento da pneumonia nosocomial ocorre com a invasão bacteriana, especialmente bastonetes Gram-negativos (Acinetobacter spp., Staphylococcus aureus, Esherihia coli, Klebsiella spp, Pseudomonas aeruginosa, Enterobacter spp. e Proteus mirabiis)14-16, no trato respiratório inferior por meio da aspiração de secreção presente na orofaringe, por inalação de aerossóis contaminados ou, menos freqüentemente, por disseminação hematogênica originada de um foco à distância12,13. Na literatura, dois casos foram relatados demonstrando que a difusão hematogênica ocorreu devido ao grande número de bactérias provenientes de infecção periodontal11. Porém, o meio mais comum de adquirir a doença é através da aspiração do conteúdo presente na orofaringe12,13.

A Medicina vem travando uma dura batalha contra a pneumonia nosocomial, pois além de causar números significativos de óbito e considerável sofrimento na raça humana11, provoca impacto expressivo aos custos hospitalares, pois pode atuar como fator secundário complicador prorrogando, em média de 7 a 9 dias, a hospitalização. Em pacientes intubados, a estada hospitalar pode ser prolongada em média entre 10 a 13 dias11-13 com aumento significativo nos custos com diagnóstico e tratamento dessa infecção11,13.

Desta maneira, é imprescindível a realização de pesquisas para aperfeiçoar métodos de diagnóstico, tratamento e medidas eficazes para sua prevenção. A Odontologia deve se unir à Medicina em busca de resultados positivos para diminuir a pneumonia, uma vez que a forma mais comum de adquiri-la é por meio da aspiração do conteúdo da boca e da faringe11-13. E os estudos demonstram que 45% de adultos sadios e 70% de pacientes com depressão do nível de consciência apresentam aspiração de secreção da orofaringe durante o sono12,13.

 

UNIDADE DE TERAPIA INTENSIVA

Em UTI, a monitorização dos órgãos e sistemas, que não são a causa direta do problema que levou o paciente a essa condição, não deve ser esquecido. Esta atenção evita a deterioração de outro órgão ou sistema que pode contribuir para um prognóstico desfavorável do caso17. Isto inclui também o sistema estomatognático que deve receber a devida atenção. Uma vez que a prevalência, extensão e gravidade das doenças periodontais é muito alta na população18. Higiene bucal deficiente é um achado característico nos pacientes de UTI11.

Estudos recentes mostraram que a quantidade de biofilme em pacientes de UTI, aumenta com o tempo de internação, paralelamente também ocorrem aumentos de patógenos respiratórios que colonizam o biofilme bucal11,14 (Figura 3). Lembrando que os patógenos respiratórios, que se estabelecem no biofilme, são mais difíceis de serem debelados, pois o biofilme propicia uma proteção às bactérias, tornado-as mais resistentes aos antibióticos do que às bactérias planctônicas11. Deve-se ressaltar que paciente com alteração do nível de consciência, condição comum UTI, aspira maior quantidade de secreção da boca com maior freqüência12,13.

 

 

Freqüentemente, em UTI o paciente necessita de ventilação mecânica. A literatura demonstra que as pneumonias associadas a este tipo de recurso acometem grande percentagem destes pacientes, com taxas alarmantes de mortalidade14. A colonização da orofaringe por microrganismos Gram-negativos, de pacientes intubados, ocorre nas primeiras 48 a 72 horas após a admissão na UTI, e alcançam os pulmões através das secreções bucais que "vazam" pelos lados do balonete do tubo traqueal14 (Figura 4).

 

 

ATUAÇÃO DO CIRURGIÃO-DENTISTA EM UTI

Até então, o obstáculo freqüentemente enfrentado pelo cirurgião-dentista para integrar equipes multidisciplinares em UTI, estava com baixa prioridade do procedimento odontológico diante dos numerosos problemas apresentados pelo paciente. Entretanto, a literatura tem demonstrado, de maneira clara e vigorosa, a influência da condição bucal na evolução do quadro dos pacientes internados.

Estudos indicam que pacientes de UTI apresentam higiene bucal deficiente, com quantidade significativamente maior de biofilme do que indivíduos que vivem integrados na sociedade. Também se pode observar nesses pacientes, maior colonização do biofilme bucal por patógenos respiratórios19,20. Sendo que, a quantidade e a complexidade do biofilme bucal aumenta com o tempo de internação21. Estes resultados levam tais estudos a sugerir que a colonização do biofilme bucal por patógenos, em especial os respiratórios, pode ser uma fonte específica de infecção nosocomial importante em UTI. Uma vez que as bactérias presentes na boca podem ser aspiradas e causar pneumonias de aspiração11.

O valor dos cuidados com a saúde bucal na prevenção da pneumonia é evidente. As pesquisas científicas que analisam grupo tratado e grupo controle, com parâmetros de risco similares para infecção, demonstraram diminuição significativa na incidência de pneumonias, no uso de antibióticos não profiláticos e redução nas taxas de mortalidade no grupo submetido à atenção odontológica6,7 (Figuras 5 e 6).

 

 

 

 

Em vista de dados de fisiopatologia mostrando possível relação entre cuidados odontológicos e pneumonias nosocomiais, o Cirurgião-Dentista poderia acrescentar-se à equipe multiprofissional em benefício do paciente crítico. Uma vez que a higiene bucal deficiente e a presença de doença periodontal no paciente de UTI, sem dúvida constituem-se em mais um fator que pode favorecer o desenvolvimento de pneumonia nosocomial. Primeiro, porque esta condição bucal resultaria em alta concentração de patógenos na saliva podendo ser aspirado para o pulmão em abundância, Segundo, o biofilme bucal pode abrigar patógenos pulmonares e promover seu crescimento. E, por fim, os patógenos periodontais poderiam facilitar a colonização das vias aéreas superiores por patógenos pulmonares.

 

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Endereço para correspondência:
Dra. Teresa Márcia Nascimento de Morais
Av. 25, nº 1.246
14780-330 Barretos, SP
Fones: (17) 3325-8552 / 3323-5435
E-mail: teresamorais@uol.com.br

Apresentado em 01 de agosto de 2006
Aceito para publicação em 28 de novembro de 2006