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Revista Brasileira de Terapia Intensiva

Print version ISSN 0103-507X

Rev. bras. ter. intensiva vol.19 no.3 São Paulo July/Sept. 2007

http://dx.doi.org/10.1590/S0103-507X2007000300019 

ARTIGO DE REVISÃO

 

Uso do sulfato de magnésio por via venosa e nebulização para o tratamento da asma aguda na emergência*

 

Use of the intravenous and nebulized magnesium sulfate for the treatment of the acute asthma in the emergence

 

 

Fabiano Timbó BarbosaI; Luciano Timbó BarbosaII; Rafael Martins da CunhaIII; Giulliano Peixoto GonçalvesIV; Diego Agra de SouzaIV

IMédico Intensivista da Clínica Santa Juliana. Título Superior em Anestesiologia conferido pela Sociedade Brasileira de Anestesiologia. Tutor da Liga de Anestesia, Dor e Terapia Intensiva do Estado de Alagoas
IIMédico Intensivista do Hospital da Agroindústria do Açúcar e do Álcool do Estado de Alagoas. Título de Especialista em Clínica Médica conferido pela Sociedade Brasileira de Clínica Médica
IIIAnestesiologista do Hospital Unimed, Maceió; Professor Convidado de Farmacologia da Universidade de Ciências da Saúde de Alagoas
IVGraduando em Medicina da Universidade de Ciências da Saúde de Alagoas

Endereço para correspondência

 

 


RESUMO

JUSTIFICATIVA E OBJETIVOS: Tem sido mostrado que o sulfato de magnésio apresenta benefícios em adultos e crianças asmáticos, com fraca resposta aos agentes b-agonistas e corticóides sistêmicos no departamento de emergência. O objetivo deste estudo foi realizar uma revisão não sistemática acerca do tratamento da asma aguda com sulfato de magnésio por via venosa e nebulização na emergência.
CONTEÚDO: As primeiras investigações que demonstraram benefício no uso do sulfato de magnésio na asma são de 1938. Os efeitos do sulfato de magnésio podem ser mediados através da ação antagonista do cálcio ou através da função de co-fator em sistemas enzimáticos envolvendo o fluxo iônico através da membrana celular. Foi realizada uma revisão de literatura através da base de dados MedLine nos últimos seis anos (2000 a 2006) e incluídos os artigos publicados na língua inglesa, através do cruzamento dos unitermos asma e sulfato de magnésio.
CONCLUSÕES: A administração de rotina do sulfato de magnésio por via venosa e nebulização em pacientes com asma aguda grave que se apresentam no serviço de emergência não é recomendado; entretanto, como um tratamento adjuvante obtém-se algum benefício.

Unitermos: Asma, Emergência, Sulfato de Magnésio.


SUMMARY

BACKGROUND AND OBJECTIVES: Magnesium sulfate has been shown to benefit asthmatic children and adults with poor responses to initial b-agonist therapy and systemic corticoids in the emergency department. The aim of this study was to realize a no systematic review about the treatment of the acute asthma with intravenous and nebulized magnesium sulfate in the emergence.
CONTENTS: The first investigations that demonstrate the benefit in the use of the magnesium sulfate in asthma date to 1938. The effects of magnesium sulfate may be mediated through its action as a calcium antagonist or through its function as a cofactor in enzyme systems involving ion flux across cell membranes. We realized a literature review using MedLine database of the last six years (2000 to 2006). Articles published in English were included by the crossing of keywords asthma and magnesium sulfate.
CONCLUSIONS: The routine administration of intravenous and nebulized magnesium sulfate to severely ill patients with acute asthma presents in the emergence department is not recommended, however as an adjunct therapy brings some benefit.

Key Words: Asthma, Emergence, Magnesium Sulfate.


 

 

INTRODUÇÃO

A asma é uma doença inflamatória crônica das vias aéreas caracterizada por hiper-responsividade brônquica, limitação ao fluxo aéreo e pela presença de sintomas ventilatórios1. A doença evolui com períodos de controle, que se alternam com os períodos de deterioração conhecidos como exacerbações2. Nos Estados Unidos ocorrem anualmente 1.800.000 visitas a serviços de emergência que resultam em 5.500 eventos fatais com gasto anual total de 6 bilhões1. No Brasil, em 1996, a asma foi a terceira causa de hospitalização pelo sistema único de saúde (SUS), com gasto de R$76.000.000,00 3.

O tratamento inicial das exacerbações consiste no uso de agentes b-agonistas broncodilatadores de ação curta, através de nebulização e corticóides sistêmicos4,5, porém até 50% dos pacientes podem apresentar falha no tratamento com esses agentes6. A aminofilina, heliox e antibióticos não têm sido implicados com melhores resultados7. Recentemente novos agentes têm sido avaliados no tratamento da asma: sulfato de magnésio (MgSO4), modificadores dos leucotrienos e agentes b-adrenérgicos de longa duração7.

Em 1938 surgiu à primeira publicação correlacionando o uso do magnésio à asma e em 1987 o magnésio mostrou benefícios em pacientes com asma moderada a grave8,9.

O magnésio é o segundo cátion intracelular mais abundante e serve como um co-fator para mais de 300 reações enzimáticas diferentes, incluindo carboidratos, gorduras, metabolismo eletrolítico, condução nervosa, contratilidade muscular, síntese protéica e na integridade da membrana10. A deficiência desse íon está associada a diversas complicações: disritmias cardíacas, insuficiência cardíaca, espasmo coronariano, fadigas muscular e ventilatória, broncoespasmo, tetania, convulsões, anormalidades neurológicas, distúrbios eletrolíticos e óbito11.

O objetivo deste estudo foi realizar uma revisão não sistemática acerca do tratamento da asma aguda com sulfato de magnésio, por via venosa e nebulização na emergência.

 

TRATAMENTO DA CRISE DE ASMA

O acesso ao quadro de exacerbação de asma constitui um processo com duas diferentes dimensões, o manuseio estático para determinar a sua gravidade e o manuseio dinâmico para avaliar a resposta ao tratamento12.

Os objetivos do tratamento são manter adequada saturação arterial de oxigênio (SaO2), diminuir a obstrução das vias aéreas e reduzir a inflamação das vias aéreas12. Esses objetivos são conseguidos com oxigenoterapia, uso de agentes b-agonistas broncodilatadores de ação curta e corticosteróides sistêmicos12,13,14.

A hipoxemia presente nos pacientes asmáticos em crise é decorrente da alteração da relação ventilação:perfusão pulmonar. A hipoxemia usualmente é corrigida com pequenos aumentos da fração inspirada de oxigênio12. Nas crises moderadas a graves e nos adultos a meta é atingir um valor maior ou igual a 92% de SaO2, porém nas gestantes, nos pacientes com doenças cardiovasculares e nas crianças a meta é 95%13. A fração inspirada de oxigênio pode variar entre 40% e 60%14, porém com maiores valores pode haver abolição da vasoconstrição pulmonar hipóxica e aparecimento de shunt pulmonar com piora da hipoxemia13.

Os agentes b-agonistas de ação curta devem ser usados em doses adequadas e repetidas a cada 10 a 30 minutos da primeira13. A via nebulizada tem preferência em relação à via venosa pela sua boa eficácia associada a poucos efeitos colaterais12. A via venosa deve ser reservada aos pacientes com pouca ou nenhuma resposta pela via inalatória, quando ocorre tosse excessiva ou por incapacidade da utilização dessa via1. O fenoterol e o salbutamol são os agentes mais comuns em nosso meio1, a adrenalina pode ser utilizada por via subcutânea nos casos refratários ao tratamento convencional12. A hipocalemia é complicação causada ou exacerbada pelos agentes b-agonistas e corticosteróides e deve ser corrigida14.

Os corticosteróides são agentes que diminuem a mortalidade, as recaídas, a taxa de admissão hospitalar e a necessidade de b-agonistas14. Os pacientes atendidos na emergência devem receber esteróides sistêmicos precocemente, já na primeira hora de atendimento, não havendo superioridade entre as vias oral e venosa13. Esses agentes melhoram a função pulmonar entre 6 e 24 horas1,12.

O brometo de ipratrópio está indicado nas crises graves em associação com os agentes b-agonistas de ação curta13,14. Conferem benefício adicional com poucos efeitos colaterais12.

 

MECANISMOS DE AÇÃO DO SULFATO DE MAGNÉSIO

A Medicina ainda não definiu o mecanismo exato da ação do MgSO4, porém existem algumas proposições9.

É um antagonista fisiológico natural do cálcio regulando seu acesso para o espaço intracelular15. O mecanismo é competitivo e exerce seu efeito no canal de cálcio tipo L16. Também exerce efeito inibitório na enzima Ca atpase17.

Exerce efeito de relaxamento muscular por inibição da liberação de acetilcolina na junção neuromuscular10,18. A hipermagnesemia diminui a sensibilidade da placa motora à acetilcolina, bem como a amplitude do potencial de placa terminal18.

É um antagonista do receptor NMDA do glutamato que lhe confere propriedades analgésicas20 anticonvulsivantes e sedativas16.

O magnésio pode aumentar a síntese de prostaciclinas e inibir a enzima conversora de angiotensina17.

Inibição da liberação de histamina pelos mastócitos e estimulação da produção de óxido nítrico10.

 

SULFATO DE MAGNÉSIO E ASMA

Foi realizada uma busca dos artigos originais em inglês referentes ao uso do sulfato de magnésio por via venosa para o tratamento da asma aguda na emergência, na base de dados MedLine entre 2000 e 2006, usando os descritores asma e sulfato de magnésio. Foram excluídos os relatos de caso, estudos experimentais e artigos de revisão narrativa. Os artigos de maior relevância estão apresentados na tabela 1.

Foram utilizados, principalmente, dois parâmetros para a definição de gravidade nos pacientes com asma, tais como o volume expiratório forçado no primeiro segundo (VEF1) e a taxa de fluxo de pico expiratório (PFE) (Tabela 2). A PFE é uma medida da capacidade de fluxo das vias aéreas que varia com a idade, sexo e altura e depende do esforço do paciente, que deve ser máximo, para melhor avaliação da gravidade da asma21. A PFE tende a ter mais variabilidade quando a função pulmonar está prejudicada e pode subestimar a redução da função pulmonar, porém é de fácil manuseio, portátil e seguro12. O VEF1 pode ser medido à beira do leito através de um espirômetro e é a indicação mais direta da obstrução das vias aéreas22. Quando apresentam valores menores que 50% do previsto indicam asma grave13,14.

 

 

Blitz e col.2 realizaram metanálise que incluiu 6 estudos que totalizaram 296 pacientes atendidos no departamento de emergência, adultos e crianças, pesquisando o uso do MgSO4, administrado por nebulização ou sozinho, em combinação com agente b-agonista e ainda comparando-o com o agente b-adrenérgico sozinho. Os autores concluíram que não houve benefício no uso do MgSO4 utilizado isoladamente, porém mostraram evidências que a associação desse agente com o b-agonista foi benéfica e recomendaram seu uso como fármaco coadjuvante no tratamento dos pacientes com exacerbação de asma aguda.

Rowe e col.4 em metanálise com 7 estudos totalizando 668 pacientes atendidos no departamento de emergência, adultos e crianças (1 a 12 anos), pesquisando o uso do MgSO4 em infusão venosa. Os autores concluíram que não há suporte para o uso rotineiro em todos os pacientes, porém as evidências mostraram que parece haver benefício em pacientes com asma grave. Os dois estudos que utilizaram somente crianças mostraram efetividade no uso por via venosa. A dose para os adultos foi de 2 g, corridos em 20 minutos. As doses das crianças foram de 100 mg/kg em 35 minutos, com dose máxima de 2 g e 25 mg/kg em 20 minutos.

Mahajan e col.5 realizaram ensaio clínico aleatorizado envolvendo crianças (5 a 17 anos), admitidos no departamento de emergência com história de pelo menos três episódios de broncoespasmo e com VEF1 entre 45% e 75% do previsto para a idade. O estudo foi realizado de forma duplamente encoberta e os pacientes foram aleatorizados em dois grupos. A intervenção envolveu a administração de MgSO4 a 6,3% (2 mL), albuterol e solução fisiológica através de nebulização, que foi comparado com outro grupo sem o magnésio. Os autores observaram melhora no VEF1 aos 10 minutos após a nebulização, que se manteve inalterada até os 20 minutos. Essa melhora não ocorreu de forma significativa no grupo sem o magnésio.

Scarfone e col.6 realizaram ensaio clínico aleatório, duplamente encoberto e placebo controlado com crianças (1 e 18 anos). Elas receberam MgSO4 (75 mg/kg) com dose máxima de 2,5 g, por via venosa ou solução fisiológica pela mesma via. Todos os pacientes receberam nebulização com albuterol (0,15 mg/kg) e metilprednisolona (1 mg/kg), por via venosa. Os pacientes incluídos nesse estudo foram atendidos no departamento de emergência com 8 a 13 pontos observados na tabela do índice pulmonar (Tabela 3). Os 46% dos pacientes tratados com MgSO4 foram admitidos no hospital, enquanto que 16% foram internados no grupo placebo. Observando a taxa de admissão hospitalar os autores concluíram que a administração rotineira do sulfato de magnésio, por via venosa, em crianças com asma moderada a grave não foi eficaz.

Ciarallo e col.8 realizaram ensaio clínico aleatorizado placebo controlado e duplamente encoberto envolvendo crianças com idade entre 6 e 17,9 anos. As crianças foram divididas em dois grupos para receber MgSO4 (40 mg/kg) por via venosa ou solução fisiológica pela mesma via. Os autores observaram que ocorreu melhora na PFE maior que 80% no grupo do MgSO4 e concluíram que houve marcada melhora na função pulmonar de paciente com asma moderada a grave após o uso do MgSO4 por via venosa.

Bessmertny e col.10 realizaram ensaio clínico duplamente encoberto, placebo controlado e aleatório com pacientes adultos (18 e 65 anos) atendidos no departamento de emergência com MgSO4 por nebulização (384 mg em 6 mL de água) e igual volume de placebo (solução fisiológica). Todos os pacientes receberam albuterol previamente à infusão do magnésio e placebo. Os autores concluíram que o magnésio não conferiu benefício aos pacientes adultos com exacerbação aguda de asma. Os próprios autores apontaram que a falha nesse estudo pode ter sido devido ao fato de terem usado solução fisiológica como placebo, já que ela possui a propriedade de melhorar a mobilização do muco bronquial e recomendaram a utilização de placebo verdadeiro para estudos posteriores.

Rodrigo e col.23 realizaram metanálise que incluiu 5 estudos totalizando 374 pacientes adultos atendidos no departamento de emergência, em que foi estudado o uso venoso do MgSO4 (1,2 a 2 g) em pacientes com asma grave. Apesar de concluírem que o magnésio não melhorou a função pulmonar de adultos, nem diminuiu a taxa de internação hospitalar, chamaram a atenção para a segurança na administração do fármaco por via venosa. Em 58% dos participantes ocorreu o aparecimento de efeitos adversos menores: fadiga moderada, sensação de calor corporal, rubor e urticária nos membros superiores.

Kokturk e col.24 em ensaio clínico aleatorizado com pacientes adultos utilizando o magnésio (2,5 mL a 6,3%) como veículo para nebulização do salbutamol. Os pacientes foram divididos em dois grupos. O grupo da solução fisiológica apresentou melhora na PFE uma hora mais cedo que o grupo do magnésio, por isso os autores concluíram pela ausência no benefício no uso do sulfato como veículo na nebulização. Uma grande limitação desse estudo foi o fato de ter sido realizado de forma encoberta simples.

Silverman e col.25 realizaram ensaio clínico multicêntrico aleatório, placebo controlado e duplamente encoberto em pacientes adultos (18 e 60 anos) atendidos no departamento de emergência com VEF1 menor do que 30% do previsto, avaliando o uso do MgSO4 venoso na dose de 2 g. Foram incluídos 248 pacientes. Em pacientes com VEF1 maior que 25 não houve benefício, porém nos pacientes com valores abaixo de 25 houve melhora significativa da função pulmonar. Não foi observada diminuição na taxa de admissão hospitalar.

Cheuk e col.26 selecionaram 5 estudos para realização de metanálise incluindo 182 pacientes pediátricos atendidos no departamento de emergência. As doses administradas nos pacientes foram: 25 mg/kg, 40 mg/kg e 75 mg/kg. Os autores concluíram que houve benefício quando o magnésio foi utilizado como coadjuvante no tratamento tradicional com agente b-agonista inalatório e corticóide sistêmico.

O uso rotineiro do sulfato de magnésio, por via venosa e nebulização no departamento de emergência não é recomendado; entretanto, além de ser uma medicação de baixo custo e sem efeitos colaterais importantes, trás algum benefício quando utilizado como medicação coadjuvante nos casos mais graves de asma aguda.

 

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Endereço para correspondência:
Dr. Fabiano Timbó Barbosa
Rua Comendador Palmeira, 113, Farol
57051-150 Alagoas, AL
Fone: (082) 9983-2054
E-mail: fabianotimbo@yahoo.com.br

Apresentado em 16 de abril de 2007
Aceito para publicação em 29 de junho de 2007

 

 

* Recebido da Unidade de Terapia Intensiva da Clínica Santa Juliana, Maceió, AL