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Revista Brasileira de Terapia Intensiva

Print version ISSN 0103-507XOn-line version ISSN 1982-4335

Rev. bras. ter. intensiva vol.20 no.3 São Paulo July/Sept. 2008

http://dx.doi.org/10.1590/S0103-507X2008000300009 

ARTIGO ORIGINAL

 

Fatores que tornam estressante o trabalho de médicos e enfermeiros em terapia intensiva pediátrica e neonatal: estudo de revisão bibliográfica

 

 

Monalisa de Cássia FogaçaI; Werther Brunow de CarvalhoII; Vanessa de Albuquerque CíteroIII; Luiz Antonio Nogueira-MartinsIV

IMestre, Psicóloga e Pós-graduanda em Psiquiatria da Disciplina de Psicologia Médica do Departamento de Psiquiatria. Universidade Federal de São Paulo - UNIFESP, São Paulo (SP), Brasil
IIDoutor, Professor Adjunto do Departamento de Pediatria da Universidade Federal de São Paulo - UNIFESP, São Paulo (SP), Brasil
IIIPós-Doutora, Médica da Disciplina de Psicologia Médica do Departamento de Psiquiatria da Universidade Federal de São Paulo - UNIFESP, São Paulo (SP), Brasil
IVDoutor, Médico da Disciplina de Psicologia Médica do Departamento de Psiquiatria da Universidade Federal de São Paulo - UNIFESP, São Paulo (SP), Brasil

Endereço para correspondência

 

 


RESUMO

OBJETIVOS: Revisão de literatura sobre estresse ocupacional e síndrome de burnout em médicos e enfermeiros que trabalham em unidade de terapia intensiva pediátrica e neonatal.
MÉTODOS: Os artigos foram identificados a partir das bases de dados MedLine, LILACS e SciElo, usando as palavras-chave estresse, burnout, médicos, enfermagem, unidade de terapia intensiva, unidade de cuidados intensivos pediátricos e unidades de cuidados intensivos neonatais. O período pesquisado foi de 1990 a 2007.
RESULTADOS: Médicos e enfermeiros que trabalham em unidade de terapia intensiva pediátrica e neonatal são candidatos a apresentarem estresse, alterações psicológicas e síndrome de Burnout. Pesquisas sobre o tema identificaram alterações importantes que acometem médicos e enfermeiros intensivistas: sobrecarga de trabalho, burnout, desejo de abandonar o trabalho e níveis elevados de cortisol entre outros fatores.
CONCLUSÕES: Os profissionais que trabalham em unidade de terapia intensiva pediátrica e neonatal , pela especificidade do seu trabalho, estão expostos ao risco do estresse ocupacional e, conseqüentemente ao Burnout. Estes dados sugerem a necessidade de serem feitas pesquisas, com o objetivo de desenvolver medidas preventivas e modelos de intervenção.

Descritores: Esgotamento profissional; Unidades de terapia intensiva neonatal; Enfermagem; Estresse/etiologia; Médicos


 

 

INTRODUÇÃO

Nos últimos anos a relação entre estresse ocupacional e saúde mental dos trabalhadores tem sido o assunto de muitos estudos1-3 em nosso meio, bem como em outros países, por causa dos níveis alarmantes de incapacidade temporária, absenteísmo, aposentadorias precoces e riscos à saúde associados à atividade profissional.4

Vários estudos5-9 desenvolveram modelos teóricos para avaliar a prevalência de problemas emocionais e desajustes profissionais no ambiente de trabalho e para identificar os fenômenos que são comparáveis em vários lugares de trabalho e entre diferentes grupos profissionais. Estes modelos incluem a avaliação da capacidade do profissional se adaptar ao estresse9 o desenvolvimento da síndrome do burnout7-8,11, o controle do trabalho, e as demandas psicológicas resultantes5-6, além do equilíbrio entre esforço e recompensa no trabalho que permanentemente estimula reações emocionais e psicológicas.9

Hoje, há informações suficientes afiançando a necessidade de se dar maior atenção à saúde dos médicos e da enfermagem3,12-13, sobretudo à sua saúde mental.1,13-18

Candeias et al., assinalam que o ambiente hospitalar por si, gera estresse em níveis diferentes. A morte é um fato inerente aos hospitais e exige um controle emocional muito grande dos profissionais de saúde para com os pacientes e seus familiares.19 Médicos e enfermeiros de especialidades extremamente complexas, que muitas vezes trabalham no limiar entre a vida e morte, como os em unidades de pronto socorro e terapia intensiva estão mais sujeitos ao estresse psicológico.20-22

O efeito do estresse ocupacional em médicos e enfermeiros das unidades de terapia intensiva, bem como a sobrecarga física e mental são enfatizados na literatura.20-32 O estresse pode ser de extrema importância em uma unidade de terapia intensiva pediátrica e neonatal (UTIPN), pois a relação interpessoal entre a equipe e os familiares pode criar reações disfóricas e depressivas nos profissionais.31

Burnout está presente nestas unidades e tem sido identificado em níveis consideráveis por causa das condições de trabalho e das características específicas do trabalho que criam demandas psicológicas e emocionais em relação aos pacientes graves.32

Considerando estes resultados pode-se afirmar que os estudos em questão concordam que trabalhar em unidades de terapia intensiva provoca estresse ocupacional e burnout nos médicos e enfermeiros intensivistas, contudo não há um consenso sobre quais os fatores que precipitam estes fenômenos e como se expressam. O intuito desta revisão é identificar os fatores organizacionais e profissionais relacionados à presença de estresse e burnout e averiguar se há na literatura relatos de que o estresse ocupacional é uma conseqüência destes fatores (sobrecarga de trabalho, rotatividade, superlotação, espaço físico inadequado, níveis excessivos de ruído, despreparo pro-fissional, insatisfação profissional) entre outros.

 

MÉTODOS

Foi feita uma revisão bibliográfica sobre estresse ocupacional e burnout em médicos e enfermeiros trabalhando em UTIPN. Os artigos estudados foram pesquisados nas bases de dados MedLine, LILACS e SciElo usando palavras chave: estresse Burnout, médicos, equipe de enfermagem, unidade de terapia intensiva, unidade de terapia intensiva pediátrica, unidade de terapia intensiva neonatal. O período de estudo foi de 1990 a 2007. Incluímos todos os artigos que relatavam investigações originais sobre o assunto, excluindo revisões sistemáticas e meta análises.

 

RESULTADOS

Foram identificados 18 estudos dos quais 11 eram investigações descritivas, três eram estudos prospectivos, longitudinais e 4 estudos qualitativos (Quadro 1). Apenas três estudos (duas investigações descritivas e um estudo prospectivo) avaliaram estresse entre médicos e 17 avaliaram a equipe de enfermagem.

Cinco dos estudos descritivos transversais33-37 mediam o nível de burnout dos profissionais realçando a relação entre burnout causado por exaustão profissional e falta de satisfação pessoal e, portanto, maior estresse.

Oehler et al, ao avaliar enfermeiros na unidade de terapia intensiva encontraram uma porcentagem de 24% de exaustão emocional, 7% de despersonalização e 32% de falta de realização pessoal no trabalho, em outras palavras, escores sugestivos para burnout em nível moderado nas subescalas exaustão emocional e despersonalização e alta na subescala realização pessoal.34 No segundo estudo, a porcentagem de burnout foi de 66% incluindo o total das três subescalas.35

Nos estudos de Fields et al.36 e Bustinga Arriortua et al.37, que avaliaram médicos pediatras de unidades de terapia intensiva foram encontrados respectivamente 36% e 41%, com risco de desenvolver burnout ; enquanto o estudo de Jofre e Valenzuela33 relata que 65% da população estudada (enfermeiros, paramédicos e atendentes de enfermagem) não apresentava uma propensão para burnout nas subescalas exaustão emocional e despersonalização, 53% apresentaram um escore alto para realização pessoal e 7,7% somente apresentavam falta de realização pessoal no trabalho.

Em unidades de terapia intensiva neonatal, alterações psicológicas eram prevalentes em 32% dos enfermeiros e 27% dos médicos38-39, e estes níveis estavam associados à presença de estresse profissional.

Quando o objetivo foi identificar os fatores associados ao estresse, os estudos concordaram ao afirmar que os principais fatores foram falta de formação profissional bem como um ambiente de terapia intensiva inadequado.40-43 Os mesmos resultados foram encontrados em uma abordagem qualitativa.44

Numa tentativa de avaliar objetivamente, os níveis de estresse em uma situação difícil, dois estudos foram feitos por Fischer et al.45,47 e um por Morrison et al.46 demonstrando aumento das taxas de cortisol e amilase na saliva dos profissionais, por causa do ruído excessivo no ambiente de terapia intensiva neonatal. Dos quatro estudos qualitativos encontrados44,48-50, três mostraram48-50 uma associação entre estresse profissional da equipe de enfermagem de uma unidade de terapia intensiva neonatal e que estas questões vão além do local de trabalho, como ter que lidar com a imprevisibilidade dos pacientes, o relacionamento dos profissionais com os familiares do paciente e com a própria equipe, bem como a morte dos pacientes recém-nascidos.

 

DISCUSSÃO

Os resultados encontrados neste estudo sobre estresse e burnout em Unidades de Terapia Intensiva Pediátricas e Neonatais foram consistentes, confirmando a presença de estresse nestas unidades.

Sobre os métodos de estudo, por uma revisão bibliográfica, tivemos uma visão geral dos tipos de perfil usados nas investigações na área de estresse ocupacional e burnout em UTIPN. Os estudos assim apresentados, que usaram tanto a abordagem quantitativa quanto a qualitativa apontaram para a necessidade de dar seguimento ao assunto. Enfatizam a necessidade de desenvolver um número maior de estudos de coortes longitudinais e prospectivas, para estabelecer a incidência de estresse ocupacional e burnout em unidades de terapia intensiva pediátricas e neonatais possibilitando avaliar a relação entre fatores estressantes e algumas moléstias.

No que diz respeito à síndrome de burnout, parece apropriado considerar padrões diferenciados para analisar a resposta, isto é, para discriminar as respostas conforme, sexo, capacidade de adaptação ao espaço organizacional, fatores ocupacionais e ambientais. Estas características deveriam ser levadas em conta para futuros estudos, objetivando investigar o desgaste profissional encontrando em profissionais de saúde, pois um grande número das amostras estudadas em UTIPN, sobretudo na área de enfermagem são formadas por mulheres, o que poderia comprometer o estudo no que diz respeito a profissionais masculinos incluídos no mesmo entorno organizacional.

É sabido que as UTIPN são lugares que geram tensões e estresse, motivados pelo relacionamento interpessoal, emoções intensas causadas pela exposição constante ao risco de morte, pela freqüente oscilação entre sucesso e fracasso e pelas exigências impostas à equipe. Com todos estes estímulos, surgem sentimentos como inadequação, insegurança e impotência capazes de influenciar de forma negativa os relacionamentos interpessoais e a capacidade profissional, criando assim um círculo vicioso. Certamente, as dificuldades de relacionamento interpessoal com os familia-res dos pacientes, os relacionamentos difíceis com alguns membros da equipe multiprofissional33 o desejo de abandonar o trabalho, a exaustão emocional, a falta de realização profissional33-37 a sobrecarga de trabalho (superlotação, falta de preparo da equipe técnica, espaço físico inadequado) entre outros fatores, irão influenciar de forma negativa a qualidade de vida no trabalho. Como estes setores têm suas próprias características com a necessidade de restringir os contatos pessoais fora dos limites do local de trabalho, tornam-se ambientes altamente prejudiciais à saúde. Ainda, a atenção dada aos pacientes em estas unidades é diferenciada, exigindo agilidade e habilidade, pois estas são situações de urgência extrema, onde a vida dos pacientes está em risco. Também, é um ambiente de tecnologia muito avançada, demandando atualização constante da equipe.

Não foi encontrado estudo prospectivo, quer em ensaio clínico quer em estudo longitudinal de coorte que analisasse em maior profundidade estresse e burnout, sua relação com os sintomas psicológicos e seu impacto sobre a atenção. Encontramos estudos mostrando o impacto de um ambiente de terapia intensiva sobre os profissionais de saúde, sugerindo que estresse e burnout são causados pelas condições de trabalho. Modelos mais eficientes de gerenciamento pessoal precisam ser adotados para solucionar os conflitos para os profissionais de saúde que trabalham neste ambiente.

Outro aspecto a ser considerado é a necessidade de adequar o uso de tecnologia com conhecimento científico e o relacionamento entre a equipe e os familiares do paciente.

Este estudo apresenta algumas limitações, pois a revisão sistemática e meta-análise do assunto em questão não foram feitas, porque definir uma única medida para avaliar estresse e burnout é muito complexo.

 

CONCLUSÃO

Os profissionais que trabalham em unidade de terapia intensiva pediátrica e neonatal, pela especificidade do seu trabalho, estão expostos ao risco do estresse ocupacional e, conseqüentemente, ao Burnout. Estes dados sugerem a necessidade de serem feitas pesquisas, com o objetivo de desenvolver medidas preventivas e modelos de intervenção.

 

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Endereço para correspondência:
Werther Brunow de Carvalho
Departamento de Pediatria
Rua Botucatu, 598 - Vila Clementino
04023-062 São Paulo (SP), Brasil
Fone/Fax: (55-11) 3081-9877
Email: monalisa.cassia@uol.com.br; wertherbru.dped@epm.br

Submetido em 19 de maio, 2008
Aceito em 13 de agosto, 2008

 

 

Recebido da Universidade Federal do Estado de São Paulo - UNIFESP, São Paulo (SP), Brasil.

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