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Revista Brasileira de Terapia Intensiva

Print version ISSN 0103-507XOn-line version ISSN 1982-4335

Rev. bras. ter. intensiva vol.20 no.4 São Paulo Oct./Dec. 2008

http://dx.doi.org/10.1590/S0103-507X2008000400014 

ARTIGO DE REVISÃO

 

Fatores relacionados ao uso de analgesia sistêmica em neonatologia

 

 

Carmen Lúcia Guimarães de AymarI; Sônia Bechara CoutinhoII

IPós-graduanda (Mestrado) em Saúde da Criança e do Adolescente da Universidade Federal de Pernambuco e Neonatologista da Unidade Neonatal do Hospital das Clínicas da Universidade Federal de Pernambuco.- UFPE - Recife (PE), Brasil
IIDoutora, Professora da Pós-Graduação em Saúde da Criança e do Adolescente e da Disciplina de Neonatologia e Puericultura do Departamento Materno-Infantil da Universidade Federal de Pernambuco - UFPE - Recife (PE), Brasil

Autor para correspondência

 

 


RESUMO

O objetivo desse trabalho foi realizar uma revisão da literatura sobre o histórico e o estágio atual de conhecimento sobre a analgesia sistêmica em neonatologia e os fatores que influenciam a sua utilização. Foi realizada busca de artigos científicos através das bases dados do MEDLINE, SciELO e LILACS com as palavras chave: analgesia, analgésicos sistêmicos, dor, neonatologia, recém-nascido, unidade de terapia intensiva e unidade de terapia intensiva neonatal, além de pesquisa adicional em bancos de dados de dissertações, teses e livros texto. A literatura consultada revela que a analgesia não é uma prática rotineira nas unidades de terapia intensiva neonatal, de uma forma geral, apesar dos inúmeros estudos demonstrando a importância do tema. Apesar de ser o alívio da dor um dos princípios básicos da medicina, de envolver questões éticas e humanitárias, e de estarem disponíveis atualmente vários guias práticos e consensos a respeito do manejo da dor no neonato de risco, os resultados encontrados no presente estudo estão muito aquém das recomendações atuais, tornando-se necessária uma intervenção urgente para reverter a situação observada.

Descritores: Analgesia/métodos; Dor; Recém-nascido; Unidades de terapia intensiva neonatal


 

 

INTRODUÇÃO

Diversos estudos vêem mostrando que o estímulo doloroso repetitivo ou prolongado em fases precoces da vida pode levar a alterações no sistema nervoso central com conseqüências durante a infância e, possivelmente, na vida adulta.(1,2) Por conseguinte, a dor prolongada persistente ou repetitiva induziria a mudanças fisiológicas e hormonais que modificariam os mecanismos moleculares neurobiológicos. Assim, sugere-se que o bebê grave, por meio dos sentidos, lembre-se da dor, sem necessariamente registrá-la cognitivamente. Além disso, mudanças nas conexões neurais poderiam contribuir para a síndrome da dor crônica.(1,3,4)

Partindo do modelo conceitual da utilização de analgésicos sistêmicos em unidades de terapia intensiva neonatal, apresentado na figura 1, será realizada a descrição das variáveis relacionadas aos recém-nascidos, ao profissional médico envolvido e aos serviços.

 

VARIÁVEIS RELACIONADAS AOS PACIENTES

Ocorrência de situações dolorosas, capacidade de sentir e expressar dor e perfil biológico do paciente

São múltiplas as causas de estresse para o recém-nascido numa unidade de terapia intensiva neonatal, incluindo: ventilação prolongada, nutrição inadequada, episódios de quedas de saturação de oxigênio, iluminação intensa, ruídos constantes, procedimentos múltiplos, entre outros. Sabe-se que a cóclea e os órgãos sensoriais se desenvolvem por volta da 25ª semana de gestação e que a capacidade de ouvir ruídos de 40 decibéis está presente a partir da 28ª semana. Outro fator é o desenvolvimento do ritmo circadiano o qual ocorre por volta da 32ª semana e pode ser alterado pelas variações de iluminação do ambiente de uma unidade de terapia intensiva neonatal.(5) Assim, é fundamental tentar minimizar as agressões sofridas pelo neonato durante sua internação na unidade neonatal, através de estratégias simples, como medidas posturais, adequação dos procedimentos, e humanização do assistir.(6-8) Dessa forma, importantes medidas não-farmacológicas podem ser empregadas com o objetivo de minimizar a dor e o estresse durante a permanência na unidade neonatal.(9,10)

Com o aprofundamento dos conhecimentos a respeito da dor no período neonatal, foram desenvolvidas pesquisas que procuraram identificar a capacidade de percepção da dor na vida intra-uterina.(11,12) Assim, sabe-se que desde a 16ª semana de gestação, a transmissão da dor, a partir de receptores periféricos até o córtex, é possível e tem seu desenvolvimento completado após a 26ª semana. Desta forma, o feto é capaz de sentir dor a partir desse estágio. Entretanto, é importante registrar que os mecanismos inibitórios e moduladores da dor só se desenvolverão após o nascimento, fazendo com que o organismo imaturo seja ainda mais sensível aos estímulos dolorosos.(11-14)

Durante o período neonatal, há um rápido crescimento e desenvolvimento cerebral, por isso a ocorrência de dor e estresse repetido, nesse período, pode levar a um desenvolvimento alterado do sistema de dor, associado com diminuição do seu limiar, além de alterações na sua estabilidade respiratória, cardiovascular e metabólica.(1,3,9,12,14-17)

Recém-nascidos expostos a estímulos nocivos apresentam imediatas alterações hormonais e fisiológicas. Contudo, bebês prematuros e nascidos a termo comportam-se de forma diferente em resposta à dor, podendo os prematuros apresentar uma resposta inicial diminuída à dor, não significando com isso que não a sintam.(8,18) Observa-se que as crianças de maior peso e idade gestacional, ao nascer, apresentam maior chance de receber analgesia.(19)

 

VARIÁVEIS RELACIONADAS AOS PROFISSIONAIS

Apesar da crescente disponibilidade de recursos terapêuticos e de avaliação, observa-se ainda a pouca utilização de analgesia nas unidades de terapia intensiva neonatal.(19-22) O manejo da dor do neonato não é adequado devido à falta de conhecimento dos mecanismos pelos quais se dá a nocicepção e a aplicação errônea das informações disponíveis.(23)

Segundo Castro et al.(19), as dificuldades para o tratamento adequado da dor no recém-nascido não residem somente na falta de opções diagnósticas e terapêuticas, mas em como os profissionais da área de saúde se utilizam dos conhecimentos científicos a respeito da presença, do diagnóstico e do tratamento da dor em sua prática diária.

Fatores individuais

Dentre os fatores que interferem na percepção da dor do outro e na motivação para o alívio da dor do paciente, está a relação médico/paciente, relação interpessoal na qual se encontram: a identificação (processo psicológico pelo qual um indivíduo assimila um aspecto, um atributo de outro e se transforma, segundo o modelo dessa pessoa), a transferência (conjunto dos fenômenos que constituem as relações entre as pessoas) e a contra-transferência (conjunto de reações inconscientes do médico à pessoa do seu paciente). A partir do sofrimento corporal do paciente, está em jogo a relação interpessoal, ou seja, o médico reativa e presentifica vários sentimentos além de eventos vividos num outro momento, em etapas anteriores de sua vida. Assim, a percepção e a intervenção em um sintoma podem estar seriamente comprometidas em seu atendimento e compreensão.(24)

Além disso, pode ser observado um mecanismo de defesa psicológica do profissional que realiza procedimentos invasivos rotineiramente, através de uma reestruturação cognitiva, tornando-os mais céticos em relação às respostas subjetivas de dor e estresse exibidas pelo paciente em terapia intensiva. Como conseqüência, pode ocorrer o desinteresse nas medidas que visam reduzir o estresse e a dor no bebê.(19) Apesar dos profissionais reconhecerem que o recém-nascido sente dor, eles têm dificuldade em defini-la e lidar com ela.(6)

Conhecimento de métodos de avaliação

Como a dor é uma ocorrência subjetiva, há certa dificuldade na sua avaliação, principalmente nos indivíduos que não conseguem verbalizá-la, em especial nos recém-nascidos. Esse fato leva a uma necessidade do adulto reconhecer ou decodificar os sinais de dor emitidos pelo paciente pré-verbal, dependendo, para isso, do seu conhecimento a respeito da dor nessa faixa etária, de sua sensibilidade e atenção para a percepção desses sinais.(19,21,22) Segundo Silva et al., "a dor deve ser valorizada como sendo o quinto sinal vital e avaliada de maneira sistematizada também nos recém-nascidos".(25)

Encontram-se à disposição, atualmente, vários parâmetros fisiológicos e comportamentais, além de escalas multidimensionais para avaliação da presença e intensidade da dor no neonato.(9,19,21,23,26-28) Dentre esses parâmetros fisiológicos, são considerados: freqüência cardíaca, freqüência respiratória, pressão arterial, saturação de oxigênio, tensão transcutânea de oxigênio e de dióxido de carbono e dosagens hormonais. Entre os principais parâmetros comportamentais utilizados estão: o choro, a atividade motora e a mímica facial de dor.

O choro é uma forma de comunicação e manifestação do bebê, sendo muito utilizado pelas mães e por cuidadores. Apesar de o choro ser considerado um parâmetro importante na avaliação da dor, a American Academy of Pediatrics e a Canadian Paediatric Society, em 2000, ao discutirem a prevenção e o manejo da dor assim como o estresse em neonatos, chamam a atenção de que a ausência de respostas comportamentais, incluindo o choro e movimentos, não é necessariamente, indicativo de falta de dor. O choro é pouco específico, mas parece ser um instrumento útil quando associado às outras medidas de avaliação da dor.(6,16,29)

A atividade motora isoladamente também parece ser um método sensível de avaliação da dor em recém-nascidos a termo e prematuros, mas, quando analisada em conjunto com outras variáveis fisiológicas e comportamentais, torna-se mais segura(16) Já a observação da expressão facial é um método específico para avaliação da dor.(30)

Constatada a subjetividade que envolve o tema estudado e a necessidade da instituição de modelos para avaliar a presença da dor, foram desenvolvidas várias escalas para sua avaliação. Dentre elas, as mais estudadas são: Escala de Codificação de Atividade Facial Neonatal (NFCS - Neonatal Facial Coding Scale), Escala de Avaliação de Dor Neonatal (NIPS - Neonatal Infant Pain Scale) e o Perfil de Dor do Prematuro (PIPP - Premature Infant Pain Profile).(31-33)

A NFCS é uma escala unidimensional, amplamente utilizada em pesquisas, aceita e válida para avaliação da dor aguda. A NIPS avalia os parâmetros antes e após procedimentos invasivos em neonatos a termo e prematuros. Além disso, permite avaliar a resposta do bebê aos procedimentos potencialmente dolorosos. Nos pacientes que estão em ventilação mecânica, dobra-se a pontuação da mímica facial, sem avaliar o parâmetro choro (paciente intubado).(34) A PIPP é a escala mais indicada para ser aplicada em prematuros, pois leva em consideração as alterações próprias desse grupo de pacientes.

Ainda não dispomos de um padrão-ouro para avaliação de dor no neonato, e os instrumentos atualmente disponíveis não são capazes de medir objetivamente a intensidade da dor. Todavia, dada à importância da correta avaliação das situações para que se possa instituir uma adequada conduta, cada caso deve ser analisado individualmente, e o instrumento mais adequado deve ser utilizado.

Conhecimento sobre drogas disponíveis e efeitos adversos

Não existe um consenso em relação ao melhor esquema farmacológico para tratamento da dor de pacientes criticamente enfermos. Mesmo com as possíveis explicações já relatadas para o pouco uso de analgesia em unidades de terapia intensiva neonatal, deve-se lembrar dos efeitos adversos dos fármacos, relatados como "temíveis" por alguns profissionais. Dentre esses, destaca-se: depressão respiratória, rigidez da parede torácica, tolerância, abstinência e dependência.(16,34-38) Observa-se, com maior freqüência, a utilização das seguintes drogas nas unidades de terapia intensiva neonatal:(9,39)

Analgésicos não-opióides

Dentre os fármacos desse grupo, apenas o paracetamol está liberado para uso no período neonatal, porém, no Brasil não se dispõe de apresentação para uso parenteral, o que limita sua utilização nas unidades de terapia intensiva neonatal.(16,40) A dose recomendada é de 10 a 15mg/kg para recém-nascidos de termo e 10mg/kg para prematuros, a cada seis horas. Está contra-indicado em portadores de deficiência de G6PD.(16)

Analgésicos opióides

São a mais importante arma para o tratamento da dor em terapia intensiva neonatal.(10) Entre os efeitos indesejáveis comuns a todos os opióides, destacam-se: depressão respiratória, sedação, íleo paralítico, retenção urinária, náuseas, vômitos e dependência física.(41)

- Morfina: doses recomendadas: administração intermitente de 0,05 a 0,2mg/kg/dose, até a cada 4 horas, por via venosa. Para administração contínua em recém-nascidos de termo de 5 a 20µg/kg/hora e para prematuros de 2 a 10µg/kg/hora.(10)

- Fentanil: apresenta início de ação mais rápido e duração mais curta do que a morfina, com estabilidade hemodinâmica, sendo bastante utilizado em neonatologia. Doses recomendadas: administração intermitente de 1 a 4µg/kg, até a cada 2 a 4 horas, por via venosa. Para administração contínua em recém-nascidos de termo de 0,5 a 3µg/kg/hora e para prematuros de 0,5 a 2µg/kg/hora.(10) A desvantagem da infusão contínua é o efeito de tolerância.(16)

- Remifentanil: opióide sintético que apresenta todas as características farmacodinâmicas da sua classe, porém com recuperação rápida dos seus efeitos (dentro de cinco a dez minutos) e correlação direta entre dose, níveis sangüíneos e resposta. As doses variam de acordo com o objetivo desejado, sendo recomendado para infusão em bolus para intubação de 1 a 3µg/kg e para infusão contínua de 0,1 a 5µg/kg/minuto.(42)

 

VARIÁVEIS RELACIONADAS AOS SERVIÇOS

Com o aumento da complexidade da atenção (uso indiscriminado de tecnologia e procedimentos médicos cada vez mais sofisticados), houve uma expansão de trabalhos e pesquisas de avaliação da qualidade da atenção médica. Sob essa visão, vários estudos vêm sendo desenvolvidos em diversos países, com o objetivo de verificar a prática profissional relacionada ao manejo da dor no período neonatal, porém percebe-se um baixo número de serviços que possuem rotinas escritas para manejo da dor aguda e para controle da dor prolongada.(7,43) Observa-se ainda uma lacuna entre as evidências científicas e a prática clínica(20,44) e destaca-se a necessidade de todas as unidades terem suas normas e rotinas para analgesia neonatal, pois transformar evidências em práticas é difícil, e requer certo tempo.(45)

 

CONCLUSÃO

Sabe-se que, apesar de ser o alívio da dor um dos princípios básicos da medicina, além de envolver questões éticas e humanitárias, a analgesia não é uma prática rotineira em unidades de terapia intensiva neonatal, apesar de estarem disponíveis atualmente vários guias práticos e consensos a respeito do manejo da dor no neonato de risco.(10,16,46,47)

Portanto, faz-se necessário unir esforços no sentido de corrigir as atuais falhas na assistência intensiva neonatal, através de novas pesquisas sobre o tema, incluindo drogas mais seguras, introdução no currículo formal de disciplinas relativas a estratégias para promover o bem estar do paciente, organização dos serviços no sentido da detecção das falhas na assistência e do estabelecimento de rotinas específicas sobre o manejo da dor no recém-nascido, além da atualização e sensibilização dos profissionais envolvidos nos cuidados aos bebês.

 

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Autor para correspondência:
Carmen Lúcia Guimarães de Aymar
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Fones: 081-9111-0441 / 081-3426-0136
FAX: 081-2126-3712
E-mail: claymar@globo.com

Submetido em 18 de Junho de 2008
Aceito em 26 de Novembro de 2008

 

 

Recebido da Universidade Federal de Pernambuco - UFPE - Recife (PE), Brasil.

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