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Revista Brasileira de Terapia Intensiva

Print version ISSN 0103-507X

Rev. bras. ter. intensiva vol.24 no.4 São Paulo Oct./Dec. 2012

https://doi.org/10.1590/S0103-507X2012000400011 

ARTIGO ORIGINAL

 

Impacto financeiro das infecções nosocomiais em unidades de terapia intensiva em hospital filantrópico de Minas Gerais

 

 

Glaucio de Oliveira Nangino; Cláudio Dornas de Oliveira; Paulo César Correia; Noelle de Melo Machado; Ana Thereza Barbosa Dias

Santa Casa de Belo Horizonte - Belo Horizonte (MG), Brasil

Autor correspondente

 

 


RESUMO

OBJETIVO: As infecções nas unidades de terapia intensiva estão associadas a elevada morbidade e mortalidade, além de alto custo. A análise desses aspectos pode contribuir para a otimização de recursos financeiros relacionados.
MÉTODOS: Estudo retrospectivo, realizado por meio de análise de banco de dados de gestão hospitalar e qualidade em medicina intensiva (Sistema de Gestão Hospitalar - SGH) e RM Janus®. A análise dos gastos foi realizada por meio de avaliação dos medicamentos e materiais utilizados na assistência médica direta. Os valores obtidos foram em moeda nacional (Real). Foi realizada análise de gastos e permanência para toda amostra estudada. Utilizou-se a mediana para determinação dos gastos envolvidos. Os gastos foram ajustados pela permanência na unidade de terapia intensiva.
RESULTADOS: A análise de 974 indivíduos mostrou que 51% eram do gênero masculino, e a idade média foi de 57±18,24 anos. A infecção nosocomial relacionada à unidade de terapia intensiva foi encontrada em 87 pacientes (8,9%). A mediana dos gastos por internação e permanência de toda amostra foi de R$ 1.257,53 e 3 dias, respectivamente. A comparação entre pacientes com infecção e sem infecção, por meio de medianas, mostrou maior permanência (15 [11-25] versus 3 [2-6] dias; p< 0,01), maior gasto por paciente em unidade de terapia intensiva (mediana R$9.763,78 [5.445,64-18.007,9] versus R$1.093,94 [416,14-2.755,90]; p<0,01) e maior gasto por dia de internação em unidade de terapia intensiva (R$618,00[407,81-838,69] versus R$359,00[174,59-719,12]; p<0,01).
CONCLUSÃO: As infecções nosocomiais relacionadas à unidade de terapia intensiva foram determinantes de maior gasto e permanência, embora o modelo do estudo não permita a avaliação aspectos de causa efeito.

Descritores: Infecção hospitalar/economia; Sepse/economia; Custos de cuidados de saúde; Custos hospitalares


 

 

INTRODUÇÃO

As infecções nosocomiais ocorrem em cerca de 10% de pacientes hospitalizados em unidades de terapia intensiva (UTIs)(1,2) e constituem marcador de desfecho desfavorável de pacientes criticamente enfermos.(3,4) Quadros infecciosos em UTI estão associados à maior morbidade e mortalidade, além de elevados custos.(3,4) No Brasil, Toufen Junior et al.(5) estudaram a prevalência de infecção nas UTIs de um hospital universitário e encontraram taxa alta de infecção com predomínio de bactérias resistentes. Especial atenção tem sido dada a prevenção e ao tratamento dessas infecções, além da detecção precoce da sepse.(6-8)

Existem evidências de que as taxas de infecção nosocomial no Brasil são mais elevadas que em outros países.(9-12) Uma subanálise do estudo Extended Prevalence of Infection in Intensive Care II (EPIC II), que avaliou apenas os pacientes incluídos no Brasil, verificou que, em 1.235 pacientes incluídos, cerca de 62% deles apresentavam quadro de infecção, prevalência esta significativamente mais elevada que aquela observada na mesma base de dados em outros locais, como Europa e América do Norte. O sítio mais frequente de infecção foi respiratório (71,2%), a seguir a infecção do trato urinário (16,6%) e do abdome (13,4%,); 10,1% apresentaram infecção de corrente sanguínea. Evidenciou-se também alta prevalência, de Gram-negativos quando comparado com outras regiões (principalmente as mais desenvolvidas), em conformidade com outros relatos.(9)

Os antimicrobianos usualmente constituem medicamentos de alto custo, e pacientes infectados apresentam muitas despesas médicas diretas e indiretas.(11,13) Há associação entre o desenvolvimento de resistência bacteriana aos antimicrobianos e aumento de custo, permanência hospitalar e morbimortalidade.(14) Especificamente para pacientes com sepse, estudo brasileiro demonstrou elevados custos com tratamento da sepse na UTI e maiores gastos relacionados ao tratamento de não sobreviventes.(15) A farmacoeconomia das infecções nas UTIs tem sido empregada com objetivo de melhor utilização de recursos financeiros utilizados.

Dados referentes ao impacto econômico das infecções nosocomiais nas UTIs em nosso meio ainda são escassos. A análise desses aspectos, principalmente em hospitais do Sistema Único de Saúde (SUS), pode contribuir para otimização de cuidados e melhor alocação de recursos financeiros. O objetivo deste trabalho foi avaliar, retrospectivamente, o impacto econômico das infecções nosocomiais adquiridas na UTI.

 

MÉTODOS

Estudo retrospectivo de análise de banco de dados de gestão hospitalar (Sistema de Gestão Hospitalar - SGH) e banco de dados de sistema de gerenciamento para o controle de infecção hospitalar (RM Janus®) de pacientes hospitalizados em UTIs, abrangendo duas unidades clínicas, uma cirúrgica e uma cardiovascular totalizando 40 leitos da Santa Casa de Belo Horizonte. A instituição referida se caracteriza por ser hospital geral filantrópico, cuja população atendida é predominantemente composta por pacientes do SUS (>95%). As variáveis estudadas foram idade, gênero, presença e tipo de infecção hospitalar, tempo de permanência na UTI, gasto (total e por dia). Este estudo foi aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa (CEP) local, conforme parecer 041/2010. O termo de consentimento para consulta de prontuários foi dispensado pelo CEP.

O período de internação dos pacientes estudados foi de março a outubro de 2010. A análise dos gastos foi realizada por meio de avaliação dos medicamentos (antimicrobianos, sedativos, drogas vasoativas e demais medicações rotineiras da terapia intensiva) e materiais (cateteres, curativos, sondas etc.) utilizados na assistência médica direta durante internação na UTI. Não foram levados em conta custos indiretos na UTI ou quaisquer informações fora da terapia intensiva. Os valores obtidos foram em moeda nacional (Real). Foi realizada análise de gastos e da permanência para toda amostra estudada. Os gastos foram ajustados pela permanência na UTI. Os critérios diagnósticos de infecção hospitalar foram definidos pela Comissão de Controle de Infecção Hospitalar da instituição, baseados nas diretrizes do CDC-NHSN. Todos os casos considerados positivos são validados pela equipe médica do centro de terapia intensiva (CTI) e da comissão de controle de infecção hospitalar (CCIH).

Análise estatística

As variáveis quantitativas foram expressas em média±desvio padrão (DP) ou mediana e faixa interquartil [percentis 25-75] de acordo com distribuição das amostras. As variáveis foram comparadas por meio do teste t de Student ou Mann-Whitney de acordo com a normalidade de distribuição. A distribuição das amostras foi obtida por meio do teste de Kolmogorov-Smirnov. As variáveis categóricas foram expressas em números/totais e percentagens, e a comparação realizada pelo teste do χ2 ou de Fisher. Foi considerado significativo valor de p<0,05.

 

RESULTADOS

Descrição da amostra

Foram selecionados 1.096 pacientes internados nas UTIs (clínica, cirúrgica e cardiovascular) e excluídos 122 pacientes devido à escassez de informações, sendo estudados, no total, 974 indivíduos. Destes, 500 (51%) eram do gênero masculino. A média da idade foi de 57±18,24 anos. A infecção nosocomial relacionada à UTI foi encontrada em 87 pacientes (8,9%). Não houve diferença quanto à idade entre aos grupos de pacientes com e sem infecção (56,4±19 anos versus 57,7±18 anos; p=0,53). Também não houve diferença quanto ao gênero entre esses grupos (gênero masculino 55,2 versus 50,8%; p=0,44). Pneumonia associada à ventilação mecânica foi encontrada em 44 pacientes (4,5%), infecção de corrente sanguínea em 24 (2,5%), infecção do trato urinário em 16 (1,6%), infecção de sítio cirúrgico em 7 (0,7%) e 14 pacientes apresentaram outras infecções (1,4%).

A mediana dos gastos por internação, mediana dos gastos por dia e permanência na UTI de toda amostra foi de R$1.257,00 [462,97-3924,47], R$381,00 [185,22-753,20] e 3 [2-7]dias, respectivamente. A mediana dos gastos por dia (Figura 1) dos pacientes que apresentaram infecção do trato urinário foram de R$495,00 [353,68-605,47], infecção de sítio cirúrgico foi de R$803,59 [456,29-943,02], infecção de corrente sanguínea associada a cateter foi de R$666,47 [420,30-821,53] e pneumonia associada à ventilação mecânica foi de R$602,17 [409,52- 953,94]. A presença de infecção de sítio cirúrgico foi associada a maior gasto por dia (R$803,59) [456,29-943,02]

 

 

Análise comparativa

Foi observado que pacientes infectados tiveram maior permanência (15 [11-25] versus 3 [2-6] dias; p<0,01) e maior gasto por paciente (R$9.763,78 [5.445,64-18.007,9] versus R$1.093,94 [416,14-2.755,90]; p<0,01), além de maior gasto por dia de internação em UTI (R$618,00 [407,81-838,69] versus R$359,00 [174,59-719,12]; p<0,01).

A pneumonia associada à ventilação mecânica e a infecção de corrente sanguínea foram associadas a maior gasto por dia. Nessa comparação, a análise multivariada não foi realizada.

 

DISCUSSÃO

Este trabalho mostrou taxas de infecção nosocomial na UTI semelhantes a de estudos internacionais previamente relatados.(1,2) A pneumonia associada à ventilação mecânica foi à infecção mais frequente, como comumente descrito.(9) Foi observado que pacientes com infecção (em especial infecção de sítio cirúrgico e de corrente sanguínea associada a cateter) apresentaram maiores gastos na UTI. Além do custo com antimicrobianos, outros recursos empregados relacionados ao suporte de vida desses pacientes podem ser responsáveis por maior gastos.(8,13) Dados nacionais relacionados a gastos com materiais e medicamentos nesse grupo de pacientes são escassos. A comparação com estudos internacionais não foi realizada, devido à heterogeneidade da população estudada, da metodologia empregada e das peculiaridades econômicas de cada país.

Por meio desse estudo, pode se inferir grande impacto econômico das infecções adquiridas nas UTIs em hospitais pertencentes ao SUS. Em função de dificuldades econômicas enfrentadas por unidades públicas e filantrópicas, esse tema tem grande importância no momento atual e tem sido discutido do ponto de vista farmacoeconômico e administrativo. Gastos com medicamentos (dentre eles os antimicrobianos) vêm aumentando gradualmente a cada ano.(16)

Especial atenção tem sido dada por órgãos públicos, como a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA), às infecções por bactérias multirresistentes. O custo atribuível à resistência bacteriana é complexo, multidimensional e difícil de ser estimado. Estudos realizados entre 2001 e 2011 voltados para o tema demonstram o impacto dos micro-organismos resistentes no aumento dos custos hospitalares globais(17-20) e dos gastos com antibioticoterapia de forma estatisticamente significativa nos casos relacionados à resistência bacteriana.(17,19,20)

Além dos gastos diretos na assistência, o aumento do tempo de permanência na UTI pode ter um impacto não menos importante em termos de saúde pública, por ser um limitador importante de acesso à terapia intensiva.

Outro aspecto analisado, do ponto de vista de saúde pública, sobre as infecções multirresistentes, correlaciona-se com o risco significativo à saúde dos usuários dos hospitais. Sua prevenção e seu controle envolvem medidas de qualificação da assistência hospitalar, de vigilância sanitária e outras, tomadas no âmbito do Estado, do município e de cada hospital, atinentes ao seu funcionamento. O controle das infecções hospitalares é tarefa difícil, que envolve grande esforço coletivo, trabalho multiprofissional persistente, continuado e, frequentemente, pouco reconhecido. A redução das taxas de infecção pode contribuir para diminuição de problemas econômicos dos hospitais públicos e filantrópicos brasileiros, além de reduzir o tempo de internação dos pacientes, aumento da rotatividade dos leitos e a maior disponibilidade de vagas nas UTIs.

Este estudo pode ser útil para a sensibilização dos profissionais de saúde, especialmente gestores, na criação de políticas institucionais de profilaxia de infecção associadas a cuidados de saúde, bem como a políticas públicas, redefinindo prioridades para programas educacionais e de pesquisas nessa área.

Este trabalho apresentou limitações importantes, como a análise retrospectiva de amostra de banco de dados não permitiu avaliação de variáveis importantes, como presença de comorbidades e disfunção orgânica, infecção por bactérias multirresistentes, sepse e choque séptico Além disso, a análise dos gastos foi realizada por computação dos gastos envolvidos com materiais e medicamentos empregados durante internação na UTI. Gastos indiretos não foram estudados devidos a dificuldades metodológicas.

 

CONCLUSÃO

Neste estudo descritivo, evidenciou-se que as infecções nosocomiais relacionadas à UTI foram determinantes de maior gasto e mais longa permanência na UTI.

 

REFERÊNCIAS

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Autor correspondente:
Glaucio de Oliveira Nangino
Santa Casa de Belo Horizonte - Assessoria da Superintendência
Avenida Francisco Sales, 1.111 - Santa Efigênia
CEP: 30150-221 - Belo Horizonte (MG), Brasil
E-mail: glauciooliveira@santacasabh.org.br

Submetido em 8 de Maio de 2012
Aceito em 18 de Novembro de 2012
Conflitos de interesse: Nenhum.

 

 

Estudo realizado na Santa Casa de Belo Horizonte - Belo Horizonte (MG), Brasil.

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