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Pro-Posições

On-line version ISSN 1980-6248

Pro-Posições vol.20 no.3 Campinas Sept./Dec. 2009

http://dx.doi.org/10.1590/S0103-73072009000300015 

DIVERSO E PROSA

 

Entrevista com Marlyse Meyer1

 

 

Vilma ArêasI; Luci Banks-LeiteII

IEscritora e professora titular de literatura brasileira pelo Instituto de Estudos da Linguagem da Unicamp Campinas, SP, Brasil. vilmasa@uol.com.br
IIProfessora do Departamento de Psicologia Educacional (DEPE), Membro do Grupo de Pesquisa, Pensamento e Linguagem (GPPL) da FE - Unicamp. Campinas, SP, Brasil

 

 

Apresentação

A freqüentação do oposto

Vilma Arêas

Pro-Posições inicia com o pé direito a "modalidade" entrevistas, ao escolher Marlyse Meyer como primeira entrevistada. Tendo recentemente recebido o título de Professora Emérita, pela USP, Marlyse harmoniza, de maneira única entre nós, o feitio de um "animal acadêmico" - conforme a definiu um dia Antonio Candido - com outros aspectos da cultura, às vezes indevidamente considerados menores. Isto é, ela conjuga um interesse profundo pelos aspectos eruditos da pesquisa com uma curiosidade viva pelo popular. Conforme um dia declarou, sonhava com uma forma de conhecimento que combinasse adequadamente todos os aspectos contraditórios e moventes da cultura brasileira. Não por acaso seu primeiro livro tem como título Pirineus, caiçaras... - deambulações literárias2, passeio atento ao longo de um espaço cultural desdobrado, entre a "cerca" da cordilheira européia e a cerquinha tosca feita de galhos e troncos, que encontramos no interior do Brasil.

Desse modo, podemos ler no livro desde ensaios sobre a Comédie Italienne e o teatro japonês até o nosso bumba-meu-boi, em sua contaminação com a "commedia dell´arte", além da reflexão sobre as relações de Alencar e Chateaubriand, observadas em Iracema.

Se esse foi o primeiro livro publicado, não foi, entretanto, o primeiro escrito por Marlyse. Trata-se de As surpresas do amor - a convenção no teatro de Marivaux, tese de doutoramento em língua e literatura francesa, defendida na USP em 1961, mais tarde traduzida por Raquel Prado e publicada pela Edusp em 1992. Para avaliarmos a importância do trabalho, basta saber que certas soluções na análise dos textos foram levadas em conta por um especialista do porte de um Deloffre, que as incluiu em sua edição do teatro completo de Marivaux pela Garnier Frères, em 1968.

A sofisticação desse ensaio inaugural pode valer como contraponto ao extraordinário Folhetim3, cujo plano inicial era também investigar as origens européias do romance brasileiro, focalizando principalmente as novelas "de segundo time", segundo escreveu no prefácio. Aquelas "novelas sem fronteiras franco-inglesas que aqui aportaram, precedendo e abrindo caminho para a popularidade do folhetim".

Folhetim foi avaliado por Antonio Candido em "Nota Prévia" ao volume, como "um livro notável sob muitos pontos de vista: é contribuição pessoal a um assunto mal estudado no Brasil; é prova de rara capacidade de investigação; é revisão a fundo de noções mal aprendidas por todos nós [...]". O fato é que, de um lado, Marlyse é responsável pelo estudo pioneiro de muitas áreas até então inexploradas na universidade; de outro, procura esmiuçar o conteúdo de diversas operações ficcionais, venham de onde vierem, estejam ligadas aos "baixos" ou aos "altos estudos". "Eu era pós-moderna e não sabia", diz ela a esse respeito.

Mal defendeu a tese, Marlyse acompanhou o físico Jean Meyer, seu marido, à Itália, onde estudou e deu aulas na Faculdade de Letras de Veneza. Mas em 1960 já estava na França, onde lecionou no Institut d´Etudes Luso-Brésiliennes (Instituto de Estudos Luso-Brasileiros), tendo conseguido a proeza de fazer com que, em maio de 1968, os alunos de seus cursos traduzissem panfletos para os operários portugueses da Renault. O AI-5 dificultou sua volta ao Brasil, e ela passou a residir em Genebra, só retornando em 1975. A partir de então, lecionou na USP e no Instituto de Artes da Unicamp, até se aposentar.

Esta pequena introdução não dá conta de todas as facetas desta pesquisadora incansável e original, que ainda traduziu para o francês Minha vida de menina, de Helena Morley e Raízes do Brasil, de Sérgio Buarque de Holanda.

 

***

 

L.: Marlyse, fale um pouco de suas próximas publicações. Além de todos os livros anteriores4, há um outro que está para sair, não é?

Marlyse: Não é um livro meu, mas a meu respeito, organizado pela Vilma Arêas e Jerusa Pires Ferreira, e que vai ser publicado brevemente.

L: Não tem data? É pela Edusp?

Marlyse: Edusp e Ateliê. Vilma e Jerusa já fizeram a revisão. Era pra sair agora, mas com a greve da USP vai ser adiado, com certeza.

L: Mas você me falou também de outro livro, que também vai sair pela Edusp.

Marlyse: É um livro com textos sobre Sinclair das ilhas, o carnaval, etc., além de um ensaio novo do qual gosto muito, sobre Balzac. Foi o que sugeri ao Plínio, que estava no meu pé para publicarmos alguma coisa. O livro está pronto, embora ainda sem título.

L: E como foi a homenagem que você recebeu da USP? (título de Professora Emérita, pela FFLCH).

Marlyse: A Sandra Guardini, uma ex-aluna, queria que eu fizesse parte de sua banca de livre-docente, mas foi impossível. Nessa ocasião ela me falou dessa homenagem. Eu disse "topo", mas não quero que seja sábado.

L: Foi numa 5ª feira.

Marlyse: Pensei em fazer alguma coisa para meus amigos depois da cerimônia, mas não deu jeito. A iniciativa foi dos colegas. É mesmo a maior homenagem para um professor. A meu pedido, Antonio Candido me conduziu ao lado do Gianotti.

L: E como tudo se organizou?

Marlyse: Teoricamente, os padrinhos deveriam vir me buscar em casa. Mas eu fui de táxi com Helena Cordeiro Gomes, minha acompanhante. Teoricamente, também eu ficaria em uma sala, depois eles viriam a meu encontro. O ritual é esse. Mas eles acharam melhor, para não me cansar, que antes de começar eu já estivesse lá, próxima da mesa.

L: Você sabia que o diploma é escrito em latim?

Marlyse: Não, não sabia! É uma cerimônia muito solene, bonita.

L: Tudo correu muito bem e a fala de Sérgio Adorno foi excelente, muita gente estava emocionada.

Marlyse: Interessante, eu quase não ouvi comentários.

V: Vamos voltar um pouco no tempo. Como foi sua experiência, Marlyse, de trabalhar na Faculdade de Letras de Veneza?

Marlyse: Foi a alegria de minha vida: ia para Veneza todo dia, pois morávamos em Pádua, estudava crítica, teatro, commedia dell´arte. Foi lá que estudei Goldoni, que tive coragem de começar a escrever em português, porque até então só tinha escrito em francês.

V: E você publicava o que escrevia?

Marlyse: O Décio de Almeida Prado foi aceitando aquelas coisas no "Suplemento Literário do Estado de S. Paulo".

V: Esses foram os estudos depois reunidos em Pirineus, caiçaras?

Marlyse: Foram, sim.

L: Lembrando os velhos tempos: quando não pudemos voltar para o Brasil na época da ditadura, por sua casa em Genebra passava um verdadeiro mundo. Muita gente interessante. De quem especialmente você se lembra?

Marlyse: Antes disso, em Paris passava muita gente refugiada do golpe. Muita gente, o pessoal de Pernambuco, físicos, colegas do meu marido, o Leite Lopes... O engraçado é que íamos mesmo voltar em 64, o Antonio Candido havia escrito: "Venha. Finalmente abriu-se uma cátedra de Física Nuclear para seu marido, você volta aqui para Literatura Francesa e vai partilhar com a gente das alegrias da vitória do dia 13 de março no Rio de Janeiro".

V: Uma alegria que iria durar no máximo 15 dias.

Marlyse: Pois é. No final dos anos 1960 nos mudamos para Genebra, e apareceram outras pessoas. Lá havia o grupo do Manoel da Conceição, do qual eu participava.

L: Havia também o Paulo Freire.

Marlyse: Passaram por lá os três irmãos, Marcos, Sílvio e Sonia Lins, que tinha sido presa no Brasil. Houve também uma grande homenagem a Pauline Reichstul, antiga aluna de psicologia, que foi assassinada pela repressão quando regressou ao Brasil. Ela também viveu e estudou em Genebra. Os europeus não recusavam ajuda, entre eles o Daniel Amati, um físico, amigo de Jean Meyer.

L: Não se podem deixar de lado os vários momentos de sua vida, acompanhei alguns deles. O primeiro dia em que estive em sua casa foi quando, em meio a um festival internacional de teatro realizado em Genebra, você convidou todo o grupo de atores brasileiros (pessoal do teatro Oficina) a um jantar, em que o prato principal era um picadinho de carne; e, no almoço desse mesmo dia, você havia preparado uma feijoada para os atores chilenos que também participavam do festival. Aliás, pouco antes da queda do Allende.

Aqui no Brasil, lá no Rio, fui com você à casa de d. Neuma e à quadra da Mangueira, no ano em que Carlos Drummond de Andrade foi homenageado. Como era mesmo o samba enredo?

Marlyse: Era o samba do elefante, desfilei pela escola. Um sambista me ofereceu droga na concentração e eu recusei, claro. Então ele exclamou perplexo: "a tia vai sair na moral!".

V: Voltando mais uma vez: como foi sua experiência na Sorbonne? Foi no Instituto de Estudos Brasileiros, não foi?

Marlyse: Os alunos levaram um susto ao ver aquela loura e alta Mme Meyer, que daria o curso de "littérature brésilienne". E quando comecei a falar agitando as mãos, viram que o curso ia mesmo ser diferente. Voltando a Genebra, foi lá que me interessei pelo assunto das mulheres.

L: Ah, disso também participamos juntas. Graças à Marlyse, fui parar no MLF, Mouvement de Libération des Femmes.

V: Fale um pouquinho desse seu jeito de escrever que o Augusto Meyer teria incentivado.

Marlyse: Mostrei pra ele meu trabalho sobre Iracema, "Brindando Iracema", pus lá tudo o que eu pensava sobre o livro, tudo o que eu lembrava dos cursos que dei na Sorbonne sobre indianismo. Mas disse que eu tinha vergonha de publicá-lo porque minha escrita era muito maluca, que o que eu queria era apenas que ele me dissesse se as idéias estavam boas. Ele leu meu texto, adorou e disse o seguinte: A senhora não tem que se obrigar a escrever de forma científica, a senhora evidentemente ama a literatura e me faça o favor de escrever desse jeito sempre.

V: E os outros amigos, além dos já citados?

Marlyse: Ah, fui muito amiga do Francisco Assis Barbosa e do Cavalcanti Proença, sem esquecer o Castello, o Antonio Candido, Gilda de Mello e Souza e Maria Isaura Pereira de Queiroz .

V: Há pouco tempo comentamos, Marlyse, que há figuras da Universidade que fazem falta, porque são sociáveis, gostam de apresentar pessoas umas às outras. Isso é muito importante porque ajuda a discussão e a circulação de idéias.

Marlyse: Também pra mim faz falta, a casa hoje está vazia.

L: A última vez que me lembro de ter visto a casa cheia foi no jantar do Carlo Ginzburg.

Marlyse: Foi uma loucura. Tinha umas 50 pessoas, Celso Lafer, Antonio Candido, impossível contar...

V: Naquele dia o Roberto (Schwarz) comentou: Só a Marlyse para dar uma festa assim, juntar tanta gente diferente, misturar pai de santo com acadêmicos.

Marlyse: Ah, não, essa festa foi em homenagem ao Massao Ohno, e também era meu aniversário. O Dôda (um pai de santo, grande amigo) também foi convidado com outras pessoas de seu grupo. No dia do Carlo Ginzburg fiz um picadinho. De manhã, a casa estava desarrumada, no ar, fiz tudo sozinha, foi uma loucura.

L: Vilma, você, que foi aluna da Marlyse, o que acha de suas características especiais como professora?

V: Fui fazer o curso sem conhecer Marlyse, era sobre novelas, o assunto me interessava e tinha um título atraente - "As novelas de segundo time", algo assim - era o percurso das novelas, novelas menores, folhetim. Foi na USP. Eu achei as aulas um deslumbramento, muito vivas, ela movimentava assuntos muito distantes, puxava tudo no mesmo fio e dava grandes saltos, as pessoas às vezes se queixavam. As aulas abriam para vários assuntos. Reli O Conde de Monte Cristo e lembro que fiz um trabalho comparando o personagem com o Eurico, do Alexandre Herculano, para mostrar a diferença entre a compreensão do novo gênero na França e em Portugal. Também por intermédio de Marlyse conheci seu Marino... Ele contou uma estória divina. Enquanto guardava os porcos, na Itália, lia folhetins. Aliás, dizia que ficou comunista lendo folhetins. Leu um que era em dois volumes, mas ele só tinha o primeiro. Procurou a vida toda o outro volume. Vindo para o Brasil, conseguiu abrir um sebo de folhetins, procurando, procurando... Mas nunca encontrou.

L: Você acha que Folhetim é seu livro mais importante? Foi seu livro mais premiado, ganhou o Jabuti. Mas de qual deles você gosta mais?

Marlyse: Gosto mais do livro que não fiz. O projeto era escrever um livro enorme que ia acompanhando um certo trajeto: começava com livros sem autor, livros durante a Idade Média, aí virava folhetim... e não deu. Mas desse livro impossível extraí o Folhetim.

L: Que já é um livro de 500 páginas.

V: Mas seu percurso descreve uma curva bem aberta, muito ampla. Tem Os caminhos do imaginário no Brasil, que talvez seja o que prefiro.

L: Você tratou de temas originais, mas, além disso, a maneira de tratá-los também foi original. Além dos assuntos serem variados, como lembrou Sergio Adorno na homenagem, os tempos também se misturam desde o começo. E há também uma mescla de pesquisa erudita e subjetividade, que é difícil de fazer e de encontrar.

Marlyse: Interessante o que vocês dizem. Eu ouço e me pergunto: de quem será que estão falando?

L: Mas você se reconhece no que é dito, não?

Marlyse: Claro, sou eu falada na terceira pessoa.

V: É verdade. Davi (Arrigucci) fala isso de maneira muito bonita. Ele diz que você vai escrevendo e vai explicando como está escrevendo, por que está escrevendo, uma coisa é colada na outra.

Marlyse: Acho que isso nasceu de minha solidão. Eu estava em Paris e Genebra, não tinha ninguém com quem conversar. Foi da solidão.

L: Fale um pouco de seu trabalho de tradução. De Raízes do Brasil, por exemplo, da versão para o francês.

Marlyse: Melhor não falar porque houve muito desentendimento, discussões que hoje não interessam mais.

L: Você traduziu também a Helena Morley, Minha vida de menina. Li sobre isso e você conta como conheceu a autora no Rio de Janeiro.

Marlyse: Foi por acaso. Dessa história, sim, eu gosto.

V: No texto, você fala dela com a cara de avó.

Marlyse: Foi quando eu comecei a trabalhar na França; eu que-ria traduzir qualquer gênero e um editor me disse que esse trabalho pagava mal, acabou me sugerindo a tradução de policiais. Mas me telefonou um dia dizendo que tinha surgido um livro, Minha vida de menina. "Você conhece?" - "Não, não conheço". "Se estiver interessada..." Acabei pegando o livro para traduzi-lo. Quando voltei ao Brasil, fui dar um abraço no Alexandre Eulálio, que trabalhava na Biblioteca Nacional, no Rio, com o Augusto Meyer. E acabei na casa dela, na Lagoa. O Alexandre me convidou e lá fui eu. Ela, Helena, tinha cara de senhora, mais alta que eu, veio me cumprimentar, e então me convidaram para almoçar. Era uma mesa enorme, bem brasileira. Em uma ponta sentava ela, na outra, o dr. Mario (marido). No meio, as outras pessoas. Comentou-se o livro.

L: O livro estava publicado?

Marlyse: É um mistério, pois recebi o livro publicado quando estava na França. Mas ali, na casa dela, estava ainda no manuscrito; disseram que estava para ser publicado. Mas tinha sido o dr. Mario a intermediar minha tradução... não entendo.

V: Houve uma conversa sobre o texto.... de que ele emendou o livro.

Marlyse: Isso surgiu agora, quando o livro fez 100 anos. Na comemoração desses 100 anos em Diamantina, fui convidada. E então se falou disso, quem teria escrito o livro. É difícil opinar...

L: Bem, vamos falar um pouco de sua participação em Congressos. Você tinha acabado de voltar ao Brasil e vi uma foto sua em uma multidão, durante a SBPC.

Marlyse: É a SBPC de 1980, no Ceará, que foi uma resposta à anterior, que a polícia proibiu e que foi uma das primeiras a que fui. Queria levar minha visão da Congada de Itapira. Acabou sendo na PUC, e a polícia baixou o pau. O engraçado é que o Florestan Fernandes falava sobre o negro, eu sobre a congada, mas só havia um negro na assistência, aliás, com um nome machadiano: Prudêncio. Ele assistia a todas as palestras. Outra coisa impressionante é que, no mesmo momento, estava acontecendo a primeira reunião do Movimento Negro em São Paulo, mas eles não sabiam de nós, nem nós deles. Mas acabamos sabendo e fomos conversar; o encontro foi na rua mesmo. Isso foi antes da Anistia, em 1979. Na SBPC de 1980 fomos retomando tudo, mas queríamos uma coisa mais costurada, com Maria Lucia (Montes) falamos sobre congo, sobre o cancioneiro popular...

V: E foi com Maria Lucia que você escreveu, anos mais tarde Redescobrindo o Brasil: a festa na política, sobre o movimento das Diretas-já.

L: Bem, Marlyse, poderíamos ainda falar muito mais sobre sua vida, seus inúmeros trabalhos, mas hoje paramos por aqui. Obrigada pelo prazer de conversar com você.

 

 

São Paulo, T. A. Queiroz Editor, 1985 (c/ Maria Lucia Montes); As surpresas do amor (trad. Raquel Prado). São Paulo, Edusp, 1992; Caminhos do imaginário no Brasil. São Paulo, Edusp, 1993; Maria Padilha e toda a sua quadrilha. São Paulo, Duas Cidades, 1993; De Carlos Magno e outras histórias - cristãos e mouros no Brasil. Natal, editora da UFRN, 1995; Folhetim, uma história. São Paulo, Cia das Letras, 1996 (2a. edição); As mil faces de um herói canalha e outros ensaios. Rio de Janeiro, Editora UFRJ, 1998; Do Almanak aos almanaques (Org.). São Paulo, Ateliê/Memorial/Secretaria de Cultura, 2001.
1. A entrevista foi realizada por Vilma Arêas e Luci Banks-Leite, em 14 de maio de 2009, na residência da entrevistada, no bairro de Higienópolis, em São Paulo, SP.
2. Marlyse Meyer, Pirineus, caiçaras... - deambulações literárias. São Paulo. Conselho Estadual de Cultura, 1967. A segunda edição, "revista e ampliada", leva o título de Pirineus, caiçaras... da commedia dell´arte ao bumba-meu-boi. Campinas, Editora da Unicamp, 1991.
3. Companhia das Letras, 1996.
4. Pirineus, caiçaras...- deambulações literárias, São Paulo, Conselho Estadual de Cultura, 1967 (2a. edição ampliada pela Editora da Unicamp, em 1991); Redescobrindo o Brasil: a festa na política.

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