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Ciência Rural

Print version ISSN 0103-8478On-line version ISSN 1678-4596

Cienc. Rural vol.27 no.1 Santa Maria Jan./Mar. 1997

https://doi.org/10.1590/S0103-84781997000100019 

SOROPREVALÊNCIA DA INFECÇÃO PELO VÍRUS DA ARTRITE-ENCEFALITE CAPRINA (CAEV) NO REBANHO DE CAPRINOS LEITEIROS DA REGIÃO DA GRANDE FORTALEZA, CEARÁ, BRASIL

 

SEROPREVALENCE OF THE CAPRINE ARTHRITIS-ENCEPHALITIS VÍRUS INFECTION IN DAIRY GOATS IN THE REGION OF "GRANDE FORTALEZA", CEARÁ, BRAZIL

 

Ana Célia Mendes Melo1 Carlos Roberto Franke2

 

 

RESUMO

Foi realizada uma pesquisa sorológica, com base no teste de imunodifusão em ágar gel (AGID) com antígeno (p28) do vírus Maedi/Visna, para estimar a soroprevalência da infecção pelo vírus da Artrite-Encefalite Caprina (CAEV) na população de caprinos leiteiros da região da Grande Fortaleza, Ceará. O estudo abrangeu um total de oito criatórios. dos quais cinco praticam o manejo intensivo e três o manejo semi-intensivo. A população estudada é composta, por animais puros de raças exóticas como a Saanen, Parda Alpina, Anglonubiana e Toggenburg, por animais Meio Sangue e alguns sem raça definida (SRD). Foi realizado exame clinico e coleta de amostra de soro em 248 caprinos, bem como a aplicação de questinonário epidemiológico. A análise dos dados revelou uma soroprevalência de 40,73% (101/248). As amostras soropositivas foram todas provenientes das propriedades com manejo intensivo (5/8). A distribuição da soroprevalência em cada um destes criatórios foi 61% (54/89), 74,28% (26/35), 61,11% (11/18), 11,36% (5/44) e 75% (6/8). Diferença significativa (P<0,05) foi observada quanto a soroprevalência entre os grupos genéticos de animais puros, meio sangue e SRD que apresentaram 66% (80/122), 31% (19/61) e 3% (2/65) respectivamente. Não foram observadas diferenças significativas (P>0,05) quanto aos falares idade e sexo dos animais estudados.

Palavras-chave: caprinos, artrite-encefalite caprina, soroprevalência, CAE, Ceará, Brasil.

 

SUMMARY

A serologic survey was performed using a agar gel immunodiffusion test (AGID) with the Maedi/Visna virus antigen (p28) to estimate the seroprevalence of the caprine arthritisencephalitis virus infection (CAEV) in a dairy goat population in the region of "Grande Fortaleza", in the state of Ceará, Brazil. In this study a total of eight flocks were examined, five included intensive and three semi-intensive managements. The population studied consisted of three groups: pure-bred animais of exotic races such as Saanen, Alpine Parda, Anglonubian and Toggenburg: crossbreeds and animais of undefined breed. Serum samples were colleted from 248 goats, clinicai analysis were performed, andan epidemiologic survey was applied. Analysis of the results showed a seroprevalence of 40.73% (101/248). All seropositive samples carne from the flocks with intensive management (5/8). The distribution of seroprevalence in each of these flocks was 61% (54/89). 74.28% (26/35), 61.11% (11/18), 11.36% (5/44) and 75% (6/8). A significam difference (P<0.05) was observed on the seroprevalence among the pure-breeds, crossbreeds and animais of undefined breed, of66%(80/l22), 31% (19/61) and 3% (2/65), respectively. No significam differences (P>0.05) were observed related to age and sex of the studied animais.

Key words: goat, caprine arthritis-encefhalitis, seroprevalence, Ceará, Brazil.

 

 

INTRODUÇÃO

O vírus da Artrite-Encefalite Caprina (CAEV) está classificado como pertencente à família Retroviridae, género Lentivirus. A doença apresenta uma evolução lenta e sinais clínicos variados, podendo manifestar-se na forma artrítica, geralmente em animais acima de um ano de idade; na forma neurológica, mais observada em animais jovens; na forma pulmonar, provocando pneumonia intersticial e naforma mamaria levando à diminuição da produção de leite (CRAWFORD et al., 1980; NARAYAN et al., 1980; BRUGÈRE-PICOUX, 1984).

O diagnóstico sorológico da infecção pelo CAEV é realizado, usualmente, através do teste AGID, utilizando-se como antígeno a proteína interna p28 do vírus da Maedi/Visna (MA/), a qual apresenta reação cruzada com a mesma proteína do CAEV. No entanto, para o diagnóstico da infecção pelo CAEV, a utilização simultânea da p28 e da gp 135 do CAEV, como antígenos no teste AGID, tem se mostrado mais sensível do que o observado no uso exclusivo do antígeno p28 na detecção de anticorpos contra o CAEV em caprinos infecctados (ADAMS & GORHAM, 1986).

O CAEV encontra-se mundialmente distribuído, apresentando alta prevalência na caprinocultura leiteira, onde o regime de criação intensiva e a proximidade dos animais favorece a disseminação da doença (NORMAN & SMITH, 1983), provocando uma considerável perda económica em virtude da redução da produção de leite e descarte precoce de matrizes com processos artríticos avançados.

A introdução da CAE na América do Sul ocorreu, provavelmente através das importações de animais de raças leiteiras, provenientes de rebanhos europeus e americanos (GILLET, 1990). No Brasil, o primeiro relato da presença da infecção por este Lentivírus foi realizado por MOOJEN et al. (1986), no Rio Grande do Sul. No Nordeste do Brasil, FITERMAN (1988), PINHEIRO et al. (1989), CASTRO et al. (1994) e ASSIS & GOUVEIA (1994) registraram a ocorrência da doença nos Estados da Bahia, Pernambuco e Ceará, respectivamente. No Estado do Ceará, o rebanho caprino leiteiro concentra-se nos municípios que compõem a região da Grande Fortaleza e é composto por animais puros de raças exóticas como a Anglo-Nubiana, a Saanen, a Parda Alpina e a Toggeburg e animais meio sangue e SRD, apesar de não haver dados oficiais, estima-se que esta população seja da ordem de l .000 animais, o que demonstra ser uma atividade económica ainda em fase inicial se comparada ao rebanho caprino de raças nativas e SRD, destinado à produção de carne e pele que é da ordem de 1.144.586 animais no Estado (IBGE, 1993). O presente trabalho objetiva fornecer, através do exame sorológico, dados sobre a ocorrência da infecção pelo CAEV no rebanho de caprinos leiteiros da região da Grande Fortaleza, bem como analisar possíveis relações entre a soroprevalência, grupos genéticos e tipo de manejo praticado.

 

MATERIAIS E MÉTODOS

O estudo foi realizado em oito propriedades localizadas na microregião da Grande Fortaleza, abrangendo os municípios de Caucaia, Maranguape, Guaiúba, Pacatuba, Aquiraz, Eusébio e Fortaleza. Amostras de sangue e dados clínicos foram coletados de 248 animais escolhidos aleatoriamente em distintas faixas etárias a partir da idade de seis meses. Em todos os criatórios foi aplicado um questionário epidemiológico.

O soro coletado foi examinado pelo teste de imunodifusão em ágar gel (CUTLIP et al. 1977), utilizando-se o kit de diagnóstico, baseado na proteína interna P28, do vírus Maedi/Visna (Institui Pourquier, França), que é antigenicamente similar à encontrada no CAEV (NARAYAN & CORK, 1985). Placas de petri (90xl5mm) de poliestireno descartáveis foram preenchidas com 19ml de ágar gel. O gel foi perfurado com uma roseta metálica formando seis cavidades em tomo de uma central, em seguida o antígeno foi pipetado na cavidade central (100m1), o soro controle positivo, que também acompanha o kit, foi pipetado nas cavidades superior e inferior (100m1) e quatro soros teste preencheram cada uma das cavidades laterais (100ml em cada cavidade). As placas foram conservadas húmidas, na temperatura ambiente e ao abrigo da luz, sendo a leitura definitiva efetuada 72 horas após o início do teste. Em todos os animais amostrados procedeu-se a medida da circunferência da articulação carpo-metacarpiana e do metacarpo direito e esquerdo, para a obtenção do Índice Clínico (IC) na identificação de processos artríticos (MONICAT, 1987). O teste estatístico aplicado foi o Qui-Quadrado (X2) para o qual se utilizaram as frequências esperadas e as observadas segundo o modelo de MELO (1991).

 

RESULTADOS E DISCUSSÃO

O exame sorológico de uma amostragem de 248 animais revelou uma soroprevalência para a infecção pelo CAEV de 40,73% (101/248) na Região da Grande Fortaleza. Este resultado difere sensivelmente do encontrado por SARAIVA NETO (1993) no Estado de Pernambuco, onde a soroprevalência foi de 17,6%. Em outros países, no entanto, a prevalência da CAE nos rebanhos de caprinos leiteiros, em regime intensivo de produção, apresentam uma relação mais estreita com a registrada neste trabalho. Na Suíça, KRIEG & PETERHANS (1990) obtiveram uma soroprevalência de 42% (n = 5.974) de animaisinfectados; SCHÖPF & SCHÖNBAUER (1990), na região do Tirol na Áustria, obtiveram uma prevalência de 50% de animais infectados. Além disso, é necessário resaltar que o teste AGID empregado neste trabalho analisou, apenas, a presença de anticorpos contra o antígeno p28 do vírus M/V. Segundo ABREU (1996), a utilização de proteína do CAEV (provavelmente a gp 135) como antígeno no teste AGID é mais sensível em detectar a infecção pelo CAEV do que a p28 do vírus M/V. ADAMS & GORHAM (1986) recomendam a utilização simultânea das duas proteínas, p28 e gp 135, com o objetivo de aumentar a capacidade de diagnóstico do teste. De acordo com estes autores, é provável que a prevalência de infecção pelo CAEV nos caprinos leiteiros da Grande Fortaleza seja superior à que foi encontrada neste trabalho, o que alerta ainda mais para a urgência de medidas de controle desta virose no Ceará. A falta de dados sobre a prevalência da infecção pelo CAEV em outros Estados, limita o conhecimento do grau de infecção do rebanho caprino leiteiro no Brasil.

A distribuição dos resultados obtidos e dos resultados esperados quanto ao número de animais soropositivos em cada propriedade estudada estão demonstrados na Figura 1. As oito propriedades contempladas na Figura 1, podem ser divididas em dois subgrupos diferenciados pelo tipo de manejo e composição do rebanho. O primeiro subgrupo (de A até E) é composto por 62% de animais puros de raças exóticas, 21% de animais meio sangue e 17% de animais SRD, todos sob manejo intensivo. O segundo subgrupo (de F até H) é composto por 2% de animais exóticos puros, 37% de animais meio sangue e 61% de animais SRD sob manejo semi-intensivo. Todas as amostras soropositivas foram provenientes do primeiro subgrupo de propriedades (de A até E), caracterizado por apresentar um elevado percentual de animais de raças exóticas e pela prática de manejo intensivo do rebanho. A distribuição da soroprevalência em cada um desses criatórios foi: A = 61% (54/89), B = 74,28% (26/35), C = 61,11% (11/18), D = 11,36% (5/44) e E = 75% (6/8).

 

 

Foi observada diferença significativa (P>0,05) entre o número de animais sororreagentes em cada grupo genético (Figura 2). A prevalência de animais infectados nos grupos genéticos de animais puros, meio sangue e SRD foi de 66% , 31% e 3% respectivamente. Diferenças quanto à soroprevalência do CAEV em relação a composição genética dos rebanho de caprinos leiteiros, também foram registradas por SARAIVA NETO (1993) no Estado de Pernambuco, onde o autor diagnosticou a infecção em 21% dos animais puros e em 10% dosmestiços. CAPORALE et al. (1985) pesquisaram a ocorrência da infecção pelo CAEV em diferentes rebanhos caprinos na Itália, obtendo em rebanhos de animais puros importados, rebanhos mistos e rebanhos nativos uma soroprevalência de 43%, 31% e 7% respectivamente.

 

 

A relação encontrada entre manejo intensivo e um elevado número de animais sororreagentes à infecção pelo CAEV poderia ser explicada, em parte, pelo confinamento dos animais em estreito contado corporal e pela amamentação coletiva dos cabritos, facilitando desta forma a disseminação do vírus no rebanho, como foi relatado por NORMAN & SMITH (1983). A elevada porcentagem de animais soropositivos de raças exóticas encontrada neste trabalho está de acordo com a hipótese de que o CAEV foi introduzido no Brasil através das importações de matrizes e reprodutores (SARAIVA NETO, 1993).

A relação entre IC e exame sorológico apresentou diferença significativa (P<0,05) na comparação dos resultados dos dois testes (Tabela 1). O que reforça a posição de GARCIA et al. (1992) e SARAIVA NETO (1993) quanto a inadequação do IC, como parâmetro para um diagnóstico definitivo da infecção pelo CAEV. PEREIRA (1995) não encontrou uma relação confiável entre o IC e a gravidade das alterações macro e microscópicas das lesões artríticas. No entanto, observou uma relação positiva entre idade e IC em animais jovens. Não foi observada diferença significativa (P>0,05) entre as faixas etárias. A Figura 3 mostra uma distribuição homogénea do vírus na população amostrada,indicando que o vírus está sendo transmitido de forma contínua às gerações mais novas, o que comprova a ausência de um manejo sanitário específico para a CAE. A variável sexo não apresentou diferença estatística significativa (P>0,05) em relação ao número de sororreagentes no presente estudo. Este fato também foi observado por CRAWFORD & ADAMS (1981) e SARAIVA NETO (1993).

 

 

 

 

 

AGRADECIMENTOS

Os autores agradecem ao CNPq e FUNCAP/CE pelo suporte financeiro, bem como ao Curso de Mestrado em Produção e Reprodução de Pequenos Ruminantes/FAVET/UECE.

 

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

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1 Médico Veterinário, MsC., Departamento de Produção Animal, Universidade Estadual do Ceará.

2 Médico Veterinário, Doutor na Frein Universität Berlim/RFA, Escola de Medicina Veterinária, Universidade Federal da Bahia. Endereço para correspondência: Rua Direita de Santo Antônio, 168, 40030-050, Salvador – BA. Fax: (071)245-2913.

 

Recebido para publicação em 02.07.96. Aprovado em 04.09.96.

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