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Ciência Rural

Print version ISSN 0103-8478

Cienc. Rural vol.27 no.2 Santa Maria Apr./June 1997

http://dx.doi.org/10.1590/S0103-84781997000200018 

COMPORTAMENTO DA Haematobia irritans EM FAZENDAS COM DIFERENTES MANEJOS DE BOVINOS

 

BEHAVIOUR Haematobia irritans IN HERD CATTLE FARMS UNDER DIFFERENT MANAGEMENT

 

Gilson Pereira de Oliveira1 Alfredo Ribeiro de Freitas1

 

 

RESUMO

A dinâmica parasitária da Haematobia irritans foi estudada em três fazendas com diferentes tipos de manejo de bovinos mestiços na região de São Carlos, SP, as quais não utilizavam nenhum tratamento específico à mosca. O experimento consistuiu na contagem de mosca na região dorso-lombar a cada 14 dias no período de outubro de 1992 a outubro de 1994. Cada fazenda adotava um tratamento: T1 (Fazenda Ribeirão Bonito, verminose tratada com levamizole-Ripercol L injetável, carrapato com piretróide - Ectoplus "pouron" e berne com trichlorphon-Neguvon + óleo queimado, usotópico); T2(Fazenda São Carlos, verminose tratada com levamizole - Ripercol injetável, carrapato tratado com banho de imersão com formamidina - Triatox e berne com fenthion -Tiguvon "pour on") e T3 (Fazenda Santa Eudóxia - sem tratamento). Os dados de contagem da mosca-do-chifre (MC), na escala , foram analisados em um modelo que incluiu além da média, os efeitos de tratamentos, ano, mês, período e as interações duplas, sendo que todos os efeitos diferiram entre si (P>0,01). Na escala original observou-se que a contagem nos meses de temperaturas mais elevadas (outubro a março), houve uma carga de 15,7 ± 36,4 moscas/animal, enquanto que nos meses de temperaturas mais baixas (abril a setembro) foi de 6,8 ± 23,6 moscas/animal. A média de infestação de moscas/animal diferiu (P> 0,01) entre os anos (92 = 4,8 ± 7,8; 93 = 8,8 ± 20,0; 94 = 16,6 ± 43,8) e entre fazendas (T1= 3,1 ± 9,7 ; T2 = 2,2 ± 13,7 e T3 = 26,0 ± 44,5), mostrando que o comportamento da mosca-do-chifre é irregular e acíclico. Observou-se ainda, uma eficiência (P<0,05) de 81,1% e 86,3% nos tratamentos T1 e T2, respectivamente, quando comparado com o tratamento T3.

Palavras-chave: bovino, mosca-do-chifre, comportamento, controle.

 

SUMMARY

Haematobia irritans parasitical dynamics was studied in three farms rearing crossbred beef cattle, under different management systems, in the region of São Carlos, São Paulo State. In the farms was not utilized any specific treatment against horn flies. The experiment consisted in counting fortnightly the number of flies on the dorso-lombar area of the animals, from October, 1992 to October, 1994. Each farm used a different parasite control: T1- Ribeirão Bonito Farm, anthihelminthic treatment, with injectable levamizole (Ripercol L); ticks treated with pour on pyrethroid compound (Ectoplus); and berne, treated with trichlorphon (Neguvon) plus used motor oil, applied topically; T2- São Carlos Farm, antihelminthic treatmen with injectable levamizole (Ripercol L); ticks treated with formamidine (Triatox) in immersion bath; and berne treated with pour on fenthion (Tiguvon); and T3- Santa Eudóxia Farm, no parasitism treatments. The number of horn flies (MC) was analised in the scale in a statistical model that included, besides the mean, the effects of treatments, year, month, period and the double interactions. In the scale MC, all the effects differed from each other (P > 0.01). During the months in which the temperature was higher (October to March) average parasite load was of 15.7±36.4 flies, while temperature was lower (April to August) it was of 6.8 ± 23.6 flies. The average parasite load differed (P > 0.01) among years (92 = 4.8 ± 7.8; 93 = 8.8 ± 20.0; 94 = 16.6 ± 43.8) and among farms (T1= 3.1 ± 9.7; T2= 2.2 ± 13.7 e T3=26.0 ± 44.5), indicating that horn fly behaviour is irregular and noncyclic. The efficiency of 81.1% and 86.3% was observed for treatment T1 and T2, respectivelly, when compared to treatment T3.

Key words: herd cattle, horn fly, behaviour, control.

 

 

INTRODUÇÃO

A Haematobia irritans diante de suas infestações nos bovinos, tem sido motivo de alarde pelos pecuaristas desde o inicio de sua dispersão em território brasileiro. Possivelmente, esta situação tenha existido, em parte devido ao despreparo dos criadorese também pela propaganda veiculada pelos laboratórios com o intuito de ganhar a competitividade dos mosquicidas lançados no mercado. Por outro lado,a interação dos nossos técnicos com a literatura estrangeira sobre o assunto, motivou precauções exageradas, culminando, desta forma, em controles inadequados.

Hoje, as propriedades rurais convivem mais harmoniosamente com a presença da mosca, tomando decisões menos precipitadas. Acontece que uma série de informações a disposição do meio rural tornaram o homem do campo mais cauteloso sobre o assunto. Isso se deve, em parte, a continuidade dos trabalhos de pesquisa na área que vem trazendo, cada vez mais, informações do comportamento da H. irritans em nossas condições.

Nos Estados Unidos, onde o ectoparasitismo pela mosca-do-chifre se destaca com exclusividade nos bovinos, e assume situações críticas, a necessidade do envolvimento com inúmeros processos alternativos de controle, na tentativa de solucionar o problema, tornou-se uma condição inevitável (BEADLESS et al., 1979; HARVEY & BRETHOUR, 1986; BRETHOUR et al., 1987; HALL & DOISY, 1989; MOON et al., 1993). Entretanto, se por um lado, os diferentes princípios ativos utilizado ao longo dos anos contribuíram para o controle da mosca, certamente os diferentes métodos empregados aceleraram também os processos de quimio-resistência da Haematobia (LOCKWOOD et al., 1985; QUISENBERRY et al., 1984; LUTHER & BYFORD, 1987; BYFORD et al., 1987; SPARKS & BYFORD, 1988, MACKINNON et al., 1991; CROSBY et al., 1991). Situações como estas podem ser evitadas em nossos criatórios, desde que seja usado o bom senso, e métodos racionais no controle da mosca.

O presente trabalho teve o objetivo de estudar o comportamento da H. irritans em três propriedades rurais com manejo de controle parasitário habitual, sem contudo utilizar qualquer tratamento específico para a mosca.

 

MATERIAIS E MÉTODOS

a) Obtenção dos dados

No período de 1992 a 1994, foram feitas contagens da H. irritans sobre a área dorso lombar de 30 bovinos mestiços europeu/zebu, em três propriedades agrícolas com criação extensiva, pertencentes à região de São Carlos, Estado de São Paulo. A região está situada a 234km da capital do Estado, com clima classificado em Cwa, com inverno seco e as maiores precipitações pluviais acontecendo nos meses de verão (outubro a março), com regime hídrico údico. O solo predominante de Latossolo Vermelho-Amarelo, fase arenosa, faz parte da estrutura das fazendas estudadas com predominância na maioria, de pastagens de Brachiaria decumbens. Cada uma delas, localizada num município, possuía um manejo habitual, o qual correspondia ao tratamento parasitário (T) destinado na propriedade:

T1-Fazenda Ribeirao Bonito - verminose, tratado com levamizole-Ripercol L injetável; carrapato com piretroide "pour on" Ectoplus e berne comtrichlorphon-Neguvon + oleo queimado, uso tópico.

T2-Fazenda São Carlos, verminose tratada com levamizole-Ripercol L injetável; carrapatos com banho de imersão a base de formamidina-Triatox, e berne com fenthion-Tiguvon "pour on" e

T3-Fazenda Santa Eudóxia, sem tratamento.

b) Metodologia de análise

Os dados de contagens da mosca-do-chifre, na escala foram analisados segundo o modelo, considerando os efeitos de fazenda (F), ano(A), mês (M) conforme segue:

Yijkl = m + Fi + Aj + (FA)ij + Mk (FM)jk + (AM)ik + Eijkl

i = 1,2,3; j = 1,2,3; k = 1,2,...,12; l = 1,2,...,nijk

yijkl= efeito do l-ésimo animal avaliado no k-ésimomes do j-esimo ano da i-ésima fazenda;

m = efeito da média teórica;

Fi, Aj, Mk = efeito principais de fazenda, ano e mês, respectivamente;

(FA)ij, (FM)jk, (AM)ik = efeitos de interação;

Eijkl = erro aleatório suposto normalmente distribuído, com média zero e variância s2.

 

RESULTADOS E DISCUSSÃO

Os resultados obtidos, na escala , considerando o comportamento da H. irritans, foram distintos nos três municípios da região de São Carlos. Na Figura 1 estão apresentados os efeitos principais de fazenda (A), mês (B) e ano (C). Observa-se que as fazendas de São Carlos e de Ribeirão Bonito, apresentaram os menores níveis de infestação da mosca, provavelmente em decorrência do tratamento utilizado. Independente da fazenda e do ano, verificou-se uma flutuação sazonal de mosca, ocorrendo maiores infestações nos meses mais quentes do ano (Figura 1 B).

 


 

Na Figura 2, estão apresentados os efeitos das interações (P<0,0001) fazenda x ano (A), fazenda x mês (B) e ano x mês (C). A média de infestação/animal foi menor na fazenda de São Carlos (1,1 ± 1,0, 0,9 ± 0,6 e 1,2 ± 1,7); enquanto que, na propriedade de Santa Eudóxia observou-se que a não utilização de tratamento parasítico induziu a liberdade de maior desenvolvimento da mosca-do-chifre (2,9 ± 1,5, 3,7 ± 3,0 e 4,1 ± 4,5), para os anos de 1992, 1993 e 1994, respectivamente. Contudo, observa-se que o nível de incidência da mosca nas propriedades de São Carlos e Ribeirão Bonito, pode ser considerado dentro dos padrões de infestação aceitáveis da Haematobia.

 



 

A variação sazonal da mosca-do-chifre ao longo dos meses (Figura 2 B), está relacionada com a fazenda, ou seja, sofreu a influência do tratamento habitual aplicado a cada uma delas; sendo observada incidência maior de mosca na fazenda de Santa Eudóxia, principalmente nos meses de temperaturas e precipitação pluvial mais elevadas, e população de mosca semelhante nas demais. Existem diferenças climáticas nos três municípios, porém, as linhas isotérmicas possuem tendências semelhantes, com temperaturas médias mais baixas no período de abril a setembro, acompanhado de estiagem no mesmo período (Figura 3). Independente de Fazen da, a incidência de mosca foi crescente nos anos de 1992 a 1994, principalmente nos meses de outubro a dezembro (Figura 2 C).

 

 

Observou-se que no decorrer dos três anos, houve um crescimento progressivo na quantidade de moscas, sendo que em setembro de 1994 uma acentuação maior em toda região (Figuras 1 e 2 C). Durante o período experimental as médias de mosca apresentadas na escala original entre fazendas variou de 0,7 a 36,5 mosca/animal (Tabela 1), enquanto que em números individuais variou de 0 a 428, o que significa que, esporadicamente, em alguns animais as infestações atingem a números excessivos, embora, a média pode ser considerada como de baixa infestação.

 

 

As primeiras observações sobre a epidemiologia da H. irritans no Brasil foram realizadas por COLLARES (1991), em Roraima. Em suas análises, verificou que a flutuação da mosca nos diferentes períodos do ano foi acíclica, não acompanhando a esperada variação climática local, ou seja, o período seco e chuvoso. Ressaltou ainda, que, além dos fatores abióticos, outras interferências devem interagir na sua biologia.

Comparando-se os tratamentos realizados entre fazendas (Tabela 2), observou-se que a eficiência de controle das moscas variou de 81,2% (1992) a 92,0% (1993) em Ribeirão Bonito e de 66,6% (1992) a 95,3% (1993) em São Carlos, quando comparada ao tratamento controle (T3: Santa Eudóxia).

 

 

Constatou-se ainda, que a melhor eficiência de controle desse parasita foi obtida no ano de 1993, independente de fazenda.

Em todas as análises realizadas, foram observados efeitos significativos nos resultados referentes à região de São Carlos, caracterizando que, em cada propriedade, provavelmente influenciada pelo manejo e pela localização, houve uma evolução diferenciada da mosca. GORDON et al. (1984) descreveram os fatores climáticos, temperaturas, precipitação pluvial e umidade, como intimamente relacionados ao desenvolvimento da mosca-do-chifre. No entanto, fundamentou, que, quando em excesso, esses elementos agem de forma negativa na sua biologia. Acrescentou ainda, que a localização da propriedade, tipos de explorações a que se destinam, tipos de solo, e "performance" da pastagem quanto ao período de crescimento, são fatores que predispõem a abundância da mosca-do-chifre.

Embora na região de São Carlos, em termos médios, a infestação da mosca apresentou-se relativamente baixa, considerando-se a média dos doze meses, alguns animais apresentaram infestações bem expressivas, ou seja, bem acima da média. Resultados semelhantes foram observados por BIANCHIN et al. (1993), os quais relataram que infestações médias de H. irritans provenientes de dois períodos chuvosos no Estado de Mato Grosso do Sul não ultrapassavama 80 moscas/animal. Na realidade, como relataram SAUERESSIG et al. (1995), as incidências de moscas/animal em nosso território, estão, em média, bem abaixo daquelas relatadas na literatura estrangeira (CAMPBELL, 1976; HARVEY & BRETHOUR, 1986 e KUNZ et al., 1984). Portanto, as medidas de controle a serem adotadas devem ser criteriosas, e se possível adequando aos demais tratamentos ectoparasiticidas, evitando-se desta forma, ativar o processo de químioresistência antecipadamente. Como medida, toma-se como base a descrição de BURNS et al. 1975, em que preconizou o tratamento limiar de 200 moscas/animal, por considerar razoáveis as perdas econômicas. Verificando-se que em média, as infestações no rebanho dos municípios onde foram conduzidas as observações, estão bem abaixo deste nível, excetuando esporadicamente alguns animais, a medida a ser tomada será a utilização de controle somente nesses bovinos. Com isso, será favorecida a inter-relação entre gerações de moscas resistentes àquelas ainda sem resistência, atenuando-se, desta forma, o aparecimento de possíveis populações resistentes.

 

CONCLUSÕES

1) A eficiência dos tratamentos aplicados nas propriedades de Ribeirão Bonito e de São Carlos varia de 81,2% a 92,0% e 66,6% a 95,3%, respectivamente; 2) O comportamento da mosca-do-chifre é atípico e acíclico entre os meses do ano e entres fazendas; 3) Na escala original, há uma carga de 15,7 ± 36,4 moscas/animal nos meses de temperaturas mais elevadas (outubro a março) e de 6,8 ± 23,6 moscas/animal nos meses de temperaturas mais baixas (abril a setembro); 4) Nos meses de estiagem e temperaturas mais baixas a incidência de moscas na região de São Carlos é reduzida.

 

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

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1 Pesquisador Dsc. da EMBRAPA - Centro de Pesquisa de Pecuária do Sudeste, Caixa Postal 339, 13560-970, São Carlos, SP. Bolsista do CNPq. OLIVEIRA é o autor para correspondência.

 

Recebido para publicação 05.06.96 Aprovado em 23.10.96