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Ciência Rural

Print version ISSN 0103-8478On-line version ISSN 1678-4596

Cienc. Rural vol.27 no.4 Santa Maria Oct./Dec. 1997

https://doi.org/10.1590/S0103-84781997000400002 

COMPORTAMENTO DE Sternechus subsignatus (BOHEMAN) EM DEZ ESPÉCIES VEGETAIS DE VERÃO PARA ROTAÇÃO DE CULTURAS OU CULTURA ARMADILHA NO PLANTIO DIRETO

 

Sternechus subsignatus (BOHEMAN) BEHAVIOUR IN TEN SUMMER ROTATION SPEClES AND TRAPPING CROPS FOR NO-TILLAGE SYSTEM

 

Mauro Tadeu Braga da Silva1

 

 

RESUMO

O desenvolvimento de Sternechus subsignatus (Boheman) (Coleoptera: Curculionidae) foi avaliado em dez espécies vegetais sob condições naturais num solo manejado há três anos no sistema de plantio direto corn soja cultivada no verão. Foram observados o número de plantas atacadas, a oviposição, o núrnero e peso de larvas, o número de larvas hibernantes no solo e o número de adultos emergidos. O inseto se reproduziu e desenvolveu ern feijão (Phaseolus vulgaris L) guandu anão (Cajanus cajan L), lab-lab (Dolichos lablab L.) e soja (Glycine max L.) e ao contrário, em crotalária júncea (Crotalaria júncea L). girassol (Helianthus annuus L.), milheto (Pennisetum americanum Leek), milho (Zea mays L), mucuna preta (Stizolobium aterrimum Piper et Tracy) e sorgo (Sorghum bicolor L.) não completou o ciclo de vida. Os resultados indicaram que a cultura do feijão, guandu anão, lab-lab e soja aumentaram a população do inseto. Entretanto, ocorreu redução na população do inseto corn as culturas da crotalária júncea, girassol, milheto, milho, mucuna preta e sorgo. As quatro primeiras espécies são hospedeiras preferenciais, podendo ser usadas como culturas armadilhas e as demais, não são hospedeiras, pois propiciam a diminuição da população do inseto, sendo ideais para uso em sistemas derotação de culturas no verão, em áreas infestadas, para substituir o monocultivo da soja em plantio direto.

Palavras-chave: insecta, alimentação, reprodução, culturas, sistema de cultivo.

 

SUMMARY

The development of Sternechus subsignatus (Boheman) (Coleoptera. Curculionidae) was evaluated on ten crop species under natural conditions under no-tillage system for three years and infested with the insect Soybean was the Summer crop continously cultivated in the area. Number of attacked plants, oviposition, number and weight of larvae and number of adults emerged were the parameters evaluated. The insect reproduced and developed in bean (Phaseolus vulgaris L), grandull (Cajanus cajan L.), dolichos (Dolichos lablab L.) and soybean (Glycine max L.) and not in bengal hemp (Crotalaria júncea L ), sunflower (Helianthus annuus L.), millet (Pennisetum americanum Leek), corn (Zea mays L.), black velvet bean (Stizolobium aterrimum Piper et Tracy) and sorghum (Sorghum bicolor L.) did not complete lhe life cycle Results indicated that P. vulgaris, C. cajan, D. lablab and G. max increased insect populatron but, a reduction was observed on C. juncea, H. annuus, P. americanum, Z. mays, S. aterrimum and S. bicolor. The first four related species are the preferred hosts and may be used as trap crops. The other six species did not host the insect, decreasing its populations and thus being ideal to be included in Summer crop rotafion systems to subslitute soybean monocropping under no-tillage.

Key words: insecta, feeding hubris, reproduction, crops, tillage system.

 

 

INTRODUÇÃO

No Rio Grande do Sul, Sternechus subsignatus (Boheman) (Coleoptera: Curculionidae) é conhecido pelos agricultores como "tamanduá-da-soja", "cascudo-da-soja", "bicudo-da-soja", "gorgulho-da-soja" ou "raspador". Este inseto foi citado como praga do feijão (SILVA et al., 1968) e observado esporadicamente em lavouras de soja (CORSEUIL et al., 1974; PANIZZI et al., 1977). Recentemente, sua infestação em algumas áreas da região tradicional de cultivo da soja (RS, SC e PR) preocupa os agricultores, principalmente onde é feita a semeadura direta da soja em monocultivo (HOFFMAN-CAMP0 et al., 1990; SILVA, 1996).

O inseto tem grande potencial de dano, especialmente quando a infestação ocorre no início do desenvolvimento da cultura, pois tanto adultos quanto larvas se alimentam das plantas. Além disso, o controle químico do inseto é insatisfatório, pois são necessárias várias aplicações de inseticidas de amplo espectro de ação e em doses altas nas áreas infestadas e, mesmo assim, o dano do inseto não é totalmente evitado. O prolongado período de emergência de adultos do solo, a migração de outras áreas, a localização das larvas no interior da haste principal e a proteção dos adultos no interior da folhagem dificulta a ação tóxica dos inseticidas, diminuindo a eficácia do controle químico.

A literatura sobre o inseto e as alternativas para reduzir o uso de inseticidas é muito restrita, o que representa uma demanda de pesquisa (HOFFMAN-CAMP0 & MAZZARIN. 1989; HOFFMANN-CAMPO et al., 1991; LORINI, 1993; SILVA, 1996).

O uso de rotação de culturas ou cultura armadilha pode interromper o ciclo evolutivo do inseto em áreas infestadas, pela falta de alimento ou ausência de reprodução (plantas não hospedeiras) e pela eliminação mecânica ou química durante as fases de ovo e larva (plantas hospedeiras). Com o objetivo de selecionar espécies vegetais como alternativas de verão para tais fins, avaliou-se a preferência alimentar, a oviposição e o desenvolvimento de S. subsignatus em dez culturas no sistema de semeadura plantio direto.

 

MATERIAIS E MÉTODOS

O solo onde foi instalado o experimento é cultivado há mais de 35 anos e, desde 1987, é manejado no sistema de plantio direto. As análises granulométricas e químicas do horizonte AP (0 - 20 cm) revelaram 57% de argila, silte 22%, areia 21% e 4,4% de matéria orgânica. Este solo é classificado como Latossolo vermelho escuro distrófico, textura argilosa, relevo ondulado e substrato basalto (Oxisol) (BRASIL, 1973).

O delineamento experimental usado foi o de blocos ao acaso, com quatro repetições. As espécies vegetais avaliadas, corn as densidades de sementes e espaçamentos usadas para cada uma delas são apresentadas na Tabela 1. A semeadura foi feita em18 de novembro de 1990, numa área com infestação natural do inseto do ano anterior. As parcelas foram constituídas por 10 fileiras de 5,0m de comprimento, dispostas uma na frente da outra circundando uma área de milho semeada em setembro.

De quatro a seis de janeiro de1991, 100 planta repetição foram coletadas e observados os danos e a presença de ovos e larvas. Das larvas observadas, 12 indivíduos/repetição foram coletados do interior da haste principal para determinação de peso. Contou-se em 15 de julho de 1991 o número de larvas hibernantes, amostrando-se 1,0m x 1,0m x 0,30m de solo/repetição. Determinou-se a emergência dos adultos através de gaiolas de campo, com dimensões de 1,0m x 1,0m x 1,3m, instaladas uma em cada parcela, durante o período de primeiro de novembro de 1991 a 15 de dezembro de 1991.

Os dados foram submetidos a análise de variância, sendo as médias comparadas pelo teste de Duncan a 5% de probabilidade, usando-se o programa estatístico SANEST (ZONTA. et al., 1984).

 

RESULTADOS E DISCUSSÃO

Em parcelas com chance de escolha. os adultos de S. subsignatus estavam presentes nas plantas de crotalária júncea, feijão, guandu anão, lablab, mucuna preta e soja (até 2 indivíduos/planta de l0 a 31 de dezembro de1990, nas quais houve alimentação. Rasparam o caule ou haste principal e os pecíolos e desfiaram os tecidos, observando-se 58 plantas de soja com sintomas de ataque, 54 de guandu anão, 53 de feijão, 52 de lab-lab, 9 de crotalária juncea e 8 de mucuna preta (Tabela 2). Por outro lado, os adultos não se alimentaram das plantas de girassol, milheto, milho e sorgo e raramente foram observados sobre elas.

Verificou-se ovos apenas nas plantas de soja (58 ovos), guandu ango (53), feijão (53) e lab-lab (50) (Tabela 2). Para realizar a postura, a fêmea faz um anelamento na haste principal, cortando toda a casca (epiderme) e, eventualmente, encontrou-se ovos nos ramos laterais e nos pecíolos das folhas. Não ocorreu oviposição em crotalária júncea e mucuna preta, apesar de ter sido observado alimentação. Em girassol, milho, milheto e sorgo, o inseto não se alimentou e tampouco ovipositou (Tabela 2).

Ocorreu eclosão das larvas nas plantas de soja (55 larvas), guandu anão (52), feijão (51) e lablab (50) (Tabela 2). Elas apresentam o corpo cilíndrico e levemente curvado, desprovido de patas, com coloração branco-amarelado, enquanto que a cabeça tem cor castanho-escura. As larvas em alimentação ficam no interior da haste principal, no local do anelamento feito pela fêmea na postura. À medida que se desenvolvem provocam um engrossamento, formando uma galha constituída por tecidos ressecados. Neste local, elas se desenvolveram com ganhos de pesos médios de 0,148mg em guandu anão, 0,117mg em soja, 0,114mg em feijão e 0,099mg em lab-lab (Tabela 2).

Coletou-se 20 larvas hibernantes/m2 no solo das parcelas semeadas com soja, 18 corn guandu anão, 10 com feijão e 3 com lab-lab (Tabela 2). No final da fase larval, ainda nas plantas, o inseto vai ao solo, onde entra em hibernação, em câmaras localizadas até 20cm de profundidade. Nesta fase as larvas não se alimentam e permanecem na câmara até outubro, quando se transformam em pupas e, em seguida, em adultos.

O inseto completou seu ciclo evolutivo na soja, no guandu anfio, no feijão e no lab-lab, com a emergência do solo de 15, 13, 7 e 2 adultos/m2, respectivamente (Tabela 2). As diferenças encontradas para larvas hibemantes e adultos emergidos do solo podem ser atribuídas ao número de sementes e ao espaçamento usado para cada cultura (Tabela 1), já que nos demais parâmetros avaliados, com observação de um número de plantas pré-estabelecido e igual para todas as culturas, as diferenças apresentadas seguem a mesma tendência sob o ponto de vista estatístico, embora não tão expressivas em termos de valores absolutos.

A preferência alimentar e reprodutiva, bem como o desenvolvimento do inseto sobre soja, guandu anão, feijão e lab-lab e a não ocorrência de alimentação, oviposição ou desenvolvimento em girassol, milho e sorgo estão de acordo com os resultados obtidos por HOFFMANN-CAMPO & MAZZARIN (1989) e LORN (1993). No entanto, o desempenho do inseto sobre guandu e função do genótipo desta leguminosa, pois HOFFMANN-CAMPO et al. (1991) observaram apenas alimentação e postura nos genótipos IAPAR - 43, PPPI 1264 e PPPI 265, enquanto que no genótipo PPPI 832 também ocorreu desenvolvimento de larvas. Apenas o hábito de alimentação em crotalária júncea e mucuna preta também foi evidenciado por HOFFMANN-CAMPO & MAZZARIN (1989), mas é discordante de HOFFMANN-CAMPO et al. (1991) e LORINI (1993), onde o inseto não se alimentou e tampouco ovipositou. Quanto a milheto, onde não foi observada alimentação, oviposição e desenvolvimento do inseto, nenhuma informação foi encontrada na literatura. Assim, a soja, o guandu anão,o feijão e o lab-lab podem propiciar aumento da população do inseto. Essas culturas não devem ser repetidas em áreas tradicionalmente infestadas ou usadas apenas como cultura armadilha (atrativas para alimentação e oviposição), onde os adultos poderão ser eliminados quimicamente corn inseticidas, antes das fêmeas iniciarem a postura, e ovos e larvas eliminados mecanicamente com roçadeiras, antes das primeiras larvas irem ao solo para hibernação. As demais (crotalária júncea, girassol, milho, milheto, mucuna preta e sorgo) podem representar alternativas viáveis de rotação de culturas para substituir a soja durante a safra de verão, por propiciar a diminuição da população de S. subsignatus e serem espécies de valor econômico.

Nesta linha de pesquisa, SlLVA (1996) concluiu que a rotação de culturas com plantas não hospedeiras, no caso milho, interrompeu o ciclo do inseto pela falta de alimento, o que permitiu produtividade satisfatória das plantas de soja no verão seguinte, na mesma área. O uso de cultura armadilha 6 mencionado como um método de grande potencialidade para reduzir populações de Anthonomus grandis (Boheman) em algodgo (ISELY, 1934; SCOTT et al., 1974; PIETERS, 1976) e de percevejos em soja (PANIZZI, 1980). Esta técnica consiste na semeadura, antecipada ou não, em áreas marginais da lavoura, de algumas fileiras das plantas hospedeiras preferenciais, para atrair o inseto-praga e posteriormente eliminá-lo com métodos químico ou mecânico, restrito a essa área de atração.

 

CONCLUSÃO

As plantas de soja, guandu anão, feijão e lab-lab são hospedeiras de S. subsignatus e pernitem o aumento da população, sendo indicadas apenas para uso como culturas armadilhas, atraindo o inseto adulto para oviposição; as plantas de crotalária júncea, girassol, milho, milheto, mucuna preta e sorgo não são hospedeiras de S. subsignatus e propiciam a diminuição de sua população, representando alternativas para uso em sistemas de rotação de culturas.

 

AGRADECIMENTOS

O autor agradece ao Clube Amigos da Terra (CAT) de Cruz Alta, pelo aporte financeiro, e aos funcionários Claudi de Oliveira e Luis A. S. Ferreira. pelo auxílio nas atividades de campo.

 

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

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1 Engenheiro Agrônorno, Mestre, Fundação Centro de Experimentação e Pesquisa Fecotrigo (Fundacep), Caixa Postal 10, 98100-970, Cruz Alta, RS.

 

Recebido para publicação em 27.12.96. Aprovado em 07.05.97

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