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Ciência Rural

Print version ISSN 0103-8478On-line version ISSN 1678-4596

Cienc. Rural vol.27 no.4 Santa Maria Oct./Dec. 1997

https://doi.org/10.1590/S0103-84781997000400012 

ESTUDO COMPARATIVO ENTRE PANCURÔNIO E VECURÔNIO EM CÃES SUBMETIDOS À FACECTOMIA EXTRACAPSULAR

 

COMPARATIVE STUDY BETWEEN PANCURONIUM AND VECURONIUM IN DOGS SUBMITTED TO LENS EXTRACTION

 

Silvia Renata Gaido Cortopassi1 Denise Tabacchi Fantoni2 Angélica de Mendonça Vaz Safatle3 Paulo Sergio de Moraes Barros4 Marcelo Quinzani5

 

 

RESUMO

Neste estudo foram comparados os efeitos do pancurônio e do vecurônio em cães submetidos a facectomia extracapsular. Foram utilizados 24 cães hígidos, de diferentes sexos e raças, com idade média de 6,8 ± 2,0 anos e peso médio de 10,0 ± 6,4 quilos. Os animais receberan como medicação pré-anestésica acepromazina. A anestesia foi induzida através do uso de midazolam e tiopental, sendo a manutenção da anestesia realizada com halotano em oxigênio a 100% com auxílio de aprelho com sistema circular. Posteriormente a este protocolo, os animais foram distribuídos em dois grupos: grupo I onde imediatamente antes do início da cirurgia, receberam pancurônio e o grupo II onde no mesmo momento receberam vecurônio, sendo observados os períodos de latência através da paralisação respiratória e o hábil através da recuperação da respiração espontânea, assim como o período de centraliz\ação do globo ocular. Previamente a administração do bloqueador neuromuscular e aos 1, 5, 10, 15 e 20 minutos da sua aplicação foram avaliadas a freqüência e ritmo cardíaco, a pressão arterial sistólica, média e diastólica e a saturação periférica da hemoglobina, sendo os valores obtidos submetidos a análise estatística, não tendo sido observadas diferenças estatisticamente signifcativas entre os valores obtidos. Os valores médios e desvios-padrões dos períodos de latência do pancurônio e do vecurônio foram respectivamente 93,5 ± 38,9 e 80,8 ± 25,5 segundos, considerados adequados, uma vez que possibilitam a rápida instituição da ventilação controlada sem que ocorresse hipoxemia. A centralização do globo ocular foi obtida em 31,4 ± 18,2 segundos com pancurônio e 39,8 ± 19,7 segundos com vecurônio, apresentando estes resultados difirença estatisticamente significativa. O período hábil do pancurônio foi significativamente maior que o do vecurônio (respectivamente 33,6 ± 7.1 e 23,9 ± 6,3 minutos), porém os dois agentes possuem duração suficiente para a realização do procedimento cirúrgico em questão.

Palavras-chave: pancurônio. vecurônio, cães, facectomia extracapsular.

 

SUMMARY

In this study the effects of pancuronium and vecuronium were compared in dogs submitted to lens extraction. Twenty four healthy male and female dogs, of different breeds, with 6.8 ± 2.0 years and mean weight of 10.0 ± 6.4 kilograms were used. All animals received acepromazine as the pre-anesthetic medication. Anesthesia was induced with midazolam and thiopentone and halothane was used as the maintenance agent in 100% oxygen with a circular system. After this animals were randomized in two groups: animals of group I received pancuronium and those from group II received vecuronium. Onset time evaluated by means of respiratory arrest as well as duration of action were verified by the moment spontaneous respiration reassumed and time to eye centralisation. Heart rate and rhythm, systolic, meand and diastolic blood pressure as well as hemoglobin saturation were measured before neuromuscular block administration and 1, 5, 10, 15 and 20 minutes after its administration. Data were submitted to statistical analyzes that consisted of analyzes of variance (ANOVA) for repeated measures fallowed by Tukey post test for the evaluation of the different moments in the same group and Student T test for the differences between the groups. The statistical analyses did not show any difference between treatments or between different moments in the group. Mean values and standard deviation of onset time for pancuronium and vecuroniun were 93.5 ± 38.9 and 80.8 ± 25.5 seconds respectively, that were considered adequate once hypoxemia did not occurr when controlled ventilation were instituted. Eye centralization occurred 31.4 ± 18.2 seconds after pancuronium and 39.8 ± 19.7 seconds after vecuronium and these values were statistically different. Duration of action of pancuratium was significantly longer than that werified for vecuroniun and this values were 33.6 ± 7.1 and 23.9 ± 6.3 minutes. Nevertheless both agents showed a reasonable duration of action and the surgical procedure could be performed unevetfully.

Key words: pancuronium, vecuronium, dogs, lens extraction.

 

 

INTRODUÇÃO

O emprego de bloqueadores neuromusculares atualmente tem-se tornado rotineiro em inúmeras situações clínicas. Os distúrbios respiratórios graves, os procedimentos ortopédicos e oftalmológicos e as cirurgias torácicas são exemplos onde o uso dos bloqueadores quando não obrigatório, torna-se extremamente vantajoso (JONES, 1992a). Nas cirurgias oftamológicas sobretudo, o emprego destes agentes favorece grandemente as condições operatórias uma vez que permitem o perfeito posicionamento do globo ocular, sem a necessidade de plano profundo de anestesia, além da ausência de reflexos oculares (YOUNG et al., 1991). Diversos agentes com distintas propriedades farmacológicas estão disponíveis no mercado. Dos fatores que mais influem na escolha do bloqueador neuromuscular, pode-se citar além das condições pré-operatórias do paciente, o tempo de instalação do efeito paralisante, seu período hábil, a atividade simpática, o bloqueio ganglionar, o efeito vagolítico e a liberação de histamina (HUNTER, 1994). Em se tratando de pacientes de idade avançada, outro fator determinante na escolha do bloqueador neuromuscular relaciona-se a taxa de biotransformação hepática e eliminação renal a que estão sujeitos. O pancurônio, bloqueador neuromuscular cornpetitivo, possui algumas características que o tornam agente de escolha em diversas situções clínicas. Sua duração de ação varia entre 30 a 40 minutos e não promove bloqueio ganglionar e tampouco liberação de histamina, durante seu ernprego (BOOIJ et al., 1980; GLEED & JONES, 1982). Devido a propensão em causar estimulação simpática e por possuir ação vagolítica, a presença de tequicardia intensa após sua administração é freqüentemente apontada na literatura (REITAN & WARPINSKE, 1975). Cerca de 30% do pancurônio administrado é biotransformado no fígado, sendo o restante excretado de maneira inalterada. Somente 10% são excretados pela bile e o restante pelo rim (GÓRNIAK, 1996). Pottanto nos pacientes portadores de nefropatia ou simplesmente naqueles com idade avançada, o emprego do pancurônio deve ser feito de forma criteriosa, já que sua meia vida de eliminação pode chegar a dobrar (McLEOD et al., 1979; BROUWER, 1990).

Já o vecurônio, bloqueador neuromuscular também competitivo, possui eliminação renal de apenas 10 a 20% (JONES & YOUNG, 1991). Em pacieotes com função renal deprimida ou ausente não se observa efeito cumulativo significativo após administração de doses repetidas. A reversão do bloqueio ocorre prontamente após a adminstração de neostigmina, não havendo qualquer caso de recurarização (HUNTER et al., 1984). O vecurônio também não libera histamina, e não possui qualquer ação a nível ganglionar, simpático ou de bloqueio vagal (JONES, 1992b). Assim sendo suas ações no sistema cardiovascular são mínimas.

O objetivo deste estudo foi o de comparar os efeitos do pancurônio e do vecurônio no que tange às alterações do sistema cardiovascular, período hábil e de latência, visando estabelecer o agente mais indicado para facectomia extracapsular no cão.

 

MATERIAIS E MÉTODOS

Foram utilizados 24 cães, de diferentes sexos e raças, com idade variando entre 6,8 ± 2,0 anos e peso entre 10,0 ± 6,4 quilos. Os animais foram submetidos a adequado exame clínico e jejum alimentar de 12 e hídrico de 4 horas. Em todos os animais foi instituído o mesmo protocolo cirúrgico de facectomia extracapsular.

Os animais receberam como medicação pré-anestésica acepromazina (0,1mg/kg IV) e após período de 10 minutos foram induzidos à anestesia através do uso de midazolam (0,5mg/kg IV) e tiopental (5 a 6mg/kg IV). Após intubação orotraqueal, a anestesia foi mantida com halotano em oxigênio a 100%, com auxílio de aparelho com sistema circular. Posteriormente a este protocolo, os animais foram distribuídos em dois grupos: grupo I (G I) onde imediatamente antes do início da cirurgia, receberam pancurônio (0,06mg/kg IV) e o grupo II (G II) onde no mesmo momento receberam vecurônio (0,1mg/kg IV). Os animais foram ventilados com auxílio de ventilador em sistema semi-aberto, com freqüencia respiratória de 10 a 16 movimentos respiratórios por minuto, volume corrente de 10 a 12ml/kg, relação inspiratória/expiratória de 1:2 e pressão inspiratória de até 25cm de água.

Previamente a administração do bloqueador neuromuscular e aos 1, 5, 10, 15 e 20 rninutos da sua aplicação foram avaliados os seguintes parâmetros: freqüência e ritmo cardíaco através do monitor cardíaco pressão arterial sistólica, média e diastólica através de método não invasivo e saturação da oxi-hemoglobina através da oximetria de pulso. Em relação às drogas, observou-se o período necessário para que ocorresse a centralização do globo ocular, o período de latêcia das drogas através da paralisação dos movimentos respiratórios assim como o hábil através da recuperação da respiração espontânea. Nos animais que apresentaram redução da amplitude respiratória no período pós-anestésico imediato, administrou-se o anticolinesterásico neostigmina na dose de 0,08mg/kg e o anticolinergico sulfato de atropina na dose de 0,04mg/kg através da via intravenosa.

A análise estatística para comparação entre os dois grupos foi feita com o auxílio do teste T de Student e para comparação dos diferentes momentos do mesmo grupo a análise de variância seguida do teste de Tukey sendo o grau de significância estabelecido de 5% (p<0,05).

 

RESULTADOS

Os animais dos grupos I e II apresentaram respectivamente 6,8 ± 1,8 e 6,9 ± 2,3 anos e peso de 12,5 ± 7,3 e 7,5 ± 4,4 quilos, não havendo diferença significativa entre os valores. A centralização do globo ocular foi obtida aos 31,4 ± 18,2 segundos com pancurônio e 39,8 ± 19,7 segundos com vecurônio, sendo a diferença estatisticamente significativa. Os valores médios e desvios-padrão dos períodos de latência do pancurônio e do vecurônio foram respectivamente 93,5 ± 38,9 e 80,8 ± 25,5 segundos, sendo a diferença não significativa. O valor médio e o desvio-padrão do período hábil do pancurônio foi de 33,6 ± 7,1 minutos e do vecurônio de 23,9 ± 6,3 minutos, sendo a diferença entre estes valores altamente significativa (p<0,001).

Em relação a freqüência cardíaca, pressão arterial sistólica, média e diastólica e saturação da oxihernoglobina, não foram observadas diferenças estatisticamente significativas na comparação realizada entre os valores dos dois grupos assim como dentro do mesmo grupo durante os diferentes momentos de observação, conforme demonstrados na Tabela 1. Nenhum animal dos dois grupos apresentou alteração do ritmo cardíaco no decorrer do protocolo experimental.

 

DISCUSSÃO

Particularmente nos cães, na dependência da profundidade anestésica, o globo ocular rotaciona-se medial e ventralmente, o que dificulta o acesso ao campo operatório das cirurgias intra-oculares. Desta forma, a não ser que os animais sejam mantidos em planos anestésicos profundos ou suturas sejam utilizadas na tentativa de manter o globo centralizado, muitas vezes o procedimento pode não ser realizado a contento. Os bloqueadores neuromusculares, através do intenso relaxamento muscular que ocasionam, permitem que o globo ocular mantenha-se centralizado. Sendo assim, seu emprego é muito vantajoso nas técnicas de anestesia balanceada para os procedimentos oftalmológicos. Além disso, menores concentrações dos anestésicos inalatórios são utilizadas, constituindo menor risco para o animal.

Em relação às doses, GLEED & JONES (1982) assim como GORNIAK (1996) recomendam 0,06mg/kg de pancurônio. O emprego de doses inferiores a citada, objetivando que o relaxamento muscular restrinja-se apenas a musculatura facial sem interferência naquela relacionada à respiração, e recomendado por SULLIVAN et al. (1996). No entanto, estes autores verificaram depressão repiratória de grau moderado a grave associada ainda a distúrbios do equilíbrio ácido-básico. Estes fatos vêm corroborar com a premissa de que a utilização da ventilação controlada quando do emprego, mesmo de doses baixas, dos bloqueadores neuromusculares e de fundamental importância. Em relação ao vecurônio, a dose de 0,1mg/kg tem sido amplamente referendada pela literatura (JONES, 1985; JONES & SEYMOUR, 1985; JONES & YOUNG, 1991).

Em relação ao período de latência, através do emprego da seqüência de quatro estímulos obtida com estimulador de nervos periféricos, JONES (1985) verificou que este tempo correspondia a 94 segundos com o uso do vecurônio em cães. No presente estudo, a latência, avaliada pela paralisação dos movimentos respiratórios, foi de 80,8 segundos. Esta diferença provavelmente se deva ao fato da avaliação deste parâmetro ter sido realizada de formas distintas. É importante lembrar que a avaliação através da seqüência de quatro estímulos implica que haja total desaparecimento da resposta neuromuscular, o que provavelmente requereu maior tempo. MUIR & HUBBELL (1995) descrevem como período de latência entre 1 e 2 minutos, o que vem de encontro com o presente estudo e os resultados obtidos por JONES (1985). GLEED & JONES (1982) ao utilizarem pancurônio, observaram período de aproximadamente 168 segundos para que total paralisação ocorresse. Neste estudo, a latência do pancurônio foi inferior à citada na literatura, sendo este fato devido ao método de avaliação, como já relatado em relação ao vecurônio.

O período para instalação dos efeitos dos agentes citados mostrou-se bastante satisfatório, uma vez que possibilitou a rápida transição para ventilação mecânica, sem a ocorrência de hipoxemia, fato este demonstrado pela manutenção dos valores da saturação da hemoglobina.

O pancurônio apresenta período hábil de aproximadamente 20 a 40 minutos (GLEED & JONES, 1982; BROUWER, 1990; MUIR & HUBBELL, 1995). O presente estudo demonstrou duração de ação similar, caracterizando-o como agente de longa ação. O vecurônio, por sua vez, segundo JONES & SEYMOUR (1985), quando da utilização simultânea com halotano, apresenta duração de ação em torno de 25 minutos e associado apenas ao tiopental, 18 minutos (JONES, 1985). No experimento em tela, este tempo foi de 23,9 ± 6,3 minutos, período também descrito por JONES & SEYMOUR (1985) e GORNIAK (1996).

Diversos estudos relatam a ação simpatomimética do pancurônio, através da observação de taquicardia e hipertensão arterial (REITAN & WARPINSKE, 1975; BOOIJ et al., 1980). O aumento da freqüência cardíaca tem sido atribuído ao bloqueio de receptores muscarínicos no coração, liberação de noradrenalina e inibição da recaptação da noradrenalina nas terminações nervosas (SAXENA & BONTA, 1970; HUGHES & CHAPPLE, 1976; DOMENECH et al., 1976; SALT et al., 1980). Em contrapartida, sabe-se que o vecurônio não promove alteração cardiovascular (HUNTER et al., 1984; JONES, 1985). No entanto, no presente estudo, o emprego do pancurônio não promoveu qualquer alteração significativa da freqüência cardíaca e da pressão arterial. HACKETT et al. (1989) relataram taquicardia em cães que receberam pancurônio, apenas decorridos cinco minutos da administração do agente. No que concerne a pressão arterial, os autores não verificaram qualquer alteração, o que vem de encontro com os resultados obtidos neste estudo. Os animais tratados com vecurônio, semelhantemente ao relatado na literatura compulsada (JONES, 1985; JONES & SEYMOUR, 1985; YOUNG et al., 1991 ; JONES, 1992a), não apresentaram qualquer variação significativa da freqiüência cardíaca e da pressão arterial.

Através dos resultados obtidos, pode-se concluir que ambos os agentes mostram-se satisfatórios para o procedimento cirúrgico proposto, uma vez que o tempo médio de realização da facectomia extracapsular varia ao redor de 20 a 30 minutos. Além disso os dois agentes apresentam adequado período de latência e não interferem no sistema cardiovascular, avaliado através da fieqüência e ritrno cardíacos assim como da pressão arterial.

 

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

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1 Médico Veterinário, Professor Doutor, Faculdade de Medicina Veterinária(FMV), Universidade Paulista(UNIP). Av. Angélica 765/apto 902, 01227-000, São paulo, SP. Autor para correspondência. E-mail: silcorto@nw.com.br.

2 Médico Veterinário, Professor Doutor, Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia (FMVZ), Universidade de São Paulo (USP).

3 Médico Veterinário, Pós-graduando, FMVZ, USP.

4 Médico Veterinário, Professor Titular, FMVZ, USP.

5 Médico Veterinário, Residente, FMVZ, USP.

 

Recebido para publicação em 15.04.97. Aprovado em 02.07.97

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