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Ciência Rural

Print version ISSN 0103-8478On-line version ISSN 1678-4596

Cienc. Rural vol.28 no.2 Santa Maria Apr./June 1998

http://dx.doi.org/10.1590/S0103-84781998000200016 

DORAMECTIN E LEVAMIZOLE NO CONTROLE DOS HELMINTOS DE BOVINOS NO INÍCIO DA ESTAÇÃO SECA

 

DORAMECTIN AND LEVAMIZOLE IN THE CONTROL BOVINES HELMINTHS IN THE BEGINING DRY SEASON

 

Gilson Pereira de Oliveira1 Alfredo Ribeiro de Freitas1

 

 

RESUMO

Sessenta bovinos da raça Canchim, com idade aproximada de 15 meses e mantidos em pastagem de Brachiaria decumbens Stapf, foram distribuídos aleatoriamente em três tratamentos (T) com 20 animais cada. para controle de nematódeos gastrintestinais (T1: controle; T2: Doramectin, 1ml/50kg/peso vivo, correspondendo a 200m g/kg; e T3: Levamizole e 1ml/40kg/peso vivo, equivalente a 3,75mg do princípio ativo por quilograma de peso). A aplicação foi feita via parenteral, subcutânea, sendo as infecções verminóticas obtidas naturalmente a pasto. O experimento foi realizado na fazenda Canchim, base física do Centro de Pesquisa de Pecuária do Sudeste (CPPSE), em São Carlos, SP, de abril a junho de 1995. Foram avaliados o peso corporal (PC), número de ovos por grama de fezes (OPG) e volume corpuscular médio (VCM), por seis períodos (P): 0, 14, 28, 42, 56 e 70 dias pós-dosificação. O modelo de análise incluiu, além da média, os efeitos de T, de P e da interação T x P. A partir dos 14 dias de avaliação, o Doramectin foi o que apresentou o menor OPG (P<0,01), comparado aos tratamentos controle e Levamizole, não havendo diferença (P>0,05) entre esses dois grupos a partir dos 42 dias. Os animais tratados apresentaram ganho de peso semelhantes (P>0,05) até o 42° dia. Quanto ao controle, observou-se redução no ganho de peso (P<0,05), obtendo-se, inclusive, valores negativos aos 42 e 70 dias. Quanto aos valores do VCM, os animais tratados foram semelhantes (P>0,05) entre si em toda a fase experimental, observando-se, no entanto, valores inferiores (P<0,05) desta variável a partir dos 28 dias no grupo controle.

Palavras-chave: eficácia Doramectin, Levamizole, controle endoparasitos, bovinos de corte, estação seca.

 

SUMMARY

Sixty cattle from Canchim breed with 15 months were mantained in a Bracharia decumbens Stapf pasture were randomly alloted into three balanced treatments designed to the control of gastro-intestinal nematodes (T1: control group; T2: 1ml/50kg BW of Doramectin, corresponding to 200mg/kg; and T3: Levamizole 1ml/40kg BW, equivalent to 3,75 mg of the active principle per kg of body weight). The administration was proceeded through the parenteral via, subcutaneously and the verminotic infeccion took place naturally. The experiment was carried out at the Canchim Farm, head office of the Animal Prodution Research Center of Embrapa (CPPSE) located in São Carlos, São Paulo State, Brazil, from April/95 to June/95. It has been determined body weight, eggs per gram (EPG) and mean corpuscular volume (MCV), over six periods (P) as follows: 0, 14, 28, 42, 56 and 70 days after drug administration. The mathematical model for statistical analysis included effects of treatment (T) and period, as well T x P interaction. From day 14 on, Doramectin presented the least EPG (P<0.01) compared to other treatments, which showed no difference (P>0.05) between each other from day 42 on. Treated animals showed similar weight gains (P>0.05) up to day 42. Control group animals had a reduction in the weight gain (P<0.05), which was negative (loss of weight) at 42 and 70 days. In concern to MCV, treated animals were similar (P>0.05) over the experimental period. In the other hand, control group showed lower calves (P<0.05) since day 28.

Key words: beef cattle, dry season .control of endoparasites, Doramectin, Levamizole.

 

 

INTRODUÇÃO

A avaliação da eficiência dos produtos com atividade parasiticida em animais domésticos de importância econômica, torna-se uma prática de grande interesse para o controle dos endoparasitas. Esta triagem, além de permitir comparar a pontencialidade dos princípios ativos, possibilita, ainda, detectar o seu grau de adaptação aos parasitas. A possível resistência adquirida faz com que haja atuação, às vezes, até moderada do produto, mostrando aparente eficiência. Em condições práticas essa atividade não tem como ser detectada pelos pecuaristas. Por isso, este tipo de avaliação e sua divulgação serve para conscientizá-los quanto à qualidade dos produtos existentes no mercado. Segundo PRICHARD (1990), uma maneira de superar este problema seria a utilização de testes mais sensíveis com a capacidade de detectar a resistência de forma precoce.

O desenvolvimento da resistência aos princípios ativos, evidenciado pelos tecidos e organismos dos indivíduos, sofre normalmente adaptação evolutiva, colocando-se em risco a eficácia desses produtos (SHOOP, 1993). Estas condições podem ser aceleradas quando a droga antiparasitária é usada com certa freqüência e/ou em subdose, o que reduz de maneira drástica a sua vida útil (PRICHARD et al 1980 e GIORGI & GIORGI 1990). A não observância deste comportamento torna ineficiente o manejo de controle das parasitoses.

Usando um modelo de simulação, ECHEVARRIA et al (1993) caracterizaram esse processo, detectando que o controle parasitário por um período de 20 anos, tende a aumentar de 3 a 14 % a freqüência gênica dos parasitos resistentes na população. Utilizando-se vários benzimidazóis, entre os quais o Levamizole, WILLIAM (1991) constatou a sua eficiência no controle de nematódeos gastro intestinais, tanto nos estádios intermediários quanto nos adultos. STANG et al (1995), usando avermectina Doramectin em bovinos, para o tratamento de gastroenterite parasitária, constataram que, além da eficiência no controle, os animais apresentaram melhora do estado clínico e aumento no ganho de peso corporal. Em trabalho semelhante, REDL (1991) avaliou a eficiência de vários benzimidazóis e uma avermectina sobre nematódeos gastro intestinais de bovinos; os animais tratados apresentaram ganho de peso que variou de 12 a 152g/dia.

A região de São Carlos é dotada de expressiva bacia leiteira com rebanho que sofre as conseqüências da intempérie climática, onde as maiores precipitações são distribuídas nos meses de outubro a março. A estiagem inicia-se no período de abril culminando com plena seca em agosto. Possui regime hídrico údico com solo predominante caracterizado como latossolo vermelho amarelo, fase arenosa.

O objetivo do presente trabalho foi o de comparar a eficiência de dois medicamentos com atividade anti-helmíntica, usando a técnica McMASTER (contagem de ovos por grama de fezes) para avaliação do grau de infestação de vermes dos animais, ganho de peso corporal e o VCM obtido através de microhematócrito, por um período de 70 dias pós dosifícação, época que abrange a estação seca.

 

MATERIAIS E MÉTODOS

A) Grupo Experimental

Sessenta animais da raça Canchim (3/8 Zebu x 5/8 Charolês), na faixa etária de 15 meses, foram divididos em três grupos de 20 animais cada, distribuídos aleatoriamente, para avaliação de eficiência de drogas utilizadas no controle de nematódeos gastro intestinais, e de seu desempenho. O grupo 1, composto de animais mantidos sem tratamento durante todo período experimental; os do grupo 2, foram medicados com "Doramectin injetável", avermectina do grupo lactona macrocíclica, na dosagem de 1ml/50kg (equivalente a 200mg) de peso vivo, via parenteral, subcutânea; o grupo 3, teve como medicação o produto pertencente ao grupo dos imidazotiazóis, "Levamizole" injetável na dosagem 1ml/40kg (equivalente a 3,75mg) por peso vivo, via parenteral, subcutânea. Os três grupos foram mantidos em mesmo piquete de Brachiaria decumbens com água e complexo mineral ad libitum. A aplicação do medicamento foi feita em dose única, no início da estiagem na região (abril de 1995), considerado como dia zero, sendo que as demais avaliações aconteceram nos períodos de 14, 28, 42, 56 e 70 dias.

O experimento foi realizado na fazenda Canchim, base física do Centro de Pesquisa de Pecuária do Sudeste (CPPSE), São Carlos, SP, de abril a junho de 1995 em pastagem predominante de Brachiaria decumbens. O município está situado a 234km da capital do Estado, a 22° 01' Lat. S e 47° 53' long. W.Gr., com clima classificado em Cwa.

b) Coleta de Material

Foram coletados fezes da ampola retal, para avaliação de OPG, segundo a técnica de McMASTER (GORDON & WHITLOCK, 1939); sangue, em tubo heparinizado (Liquemine 5,000UI/ml), através da veia jugular o qual foi submetido à centrifugação micro-hematócrito para avaliação do volume corpuscular médio (VCM) e peso corporal (PC) em cada período dos animais dos três grupos. Para a análise de variância, os dados de OPG e VCM, foram analisados na escala

√ ( x + 0,5 ),

para estabilizar as variâncias entre tratamentos. O procedimento utilizado foi o GLM do SAS (SAS, 1993), considerando o modelo abaixo:

Yijk = m + Ti + ej(i) + Pk + (TP)ik + ejk(i)
i = 1,2,3; j = l, ..., 20; k = l, ..., 6;
yijk = efeito do 1-ésimo animal avaliado no k-ésimo período, no i-ésimo tratamento;
m = efeito da média teórica;
Ti Pk = efeitos principais de tratamento e de período, respectivamente;
ej(i) = efeito de animais dentro de tratamento (resíduo: a);
(TP)ik = efeito de interação do i-ésimo tratamento e k-ésimo período;
ejk (i) = erro aleatório suposto normalmente distribuído, com média zero e variância s2 (resíduo: b)

 

RESULTADOS E DISCUSSÃO

As médias de OPG para os efeitos principais de tratamentos, de períodos (P) de avaliação e para interação tratamentos x períodos, estão na Figura 1 (A, B,C), nesta ordem. Independente do P (Figura 1A), os três tratamentos diferiram (P< 0,001) entre si, demonstrando que o grupo controle teve a maior carga parasitária, seguido do grupo Levamizole. Quando se analisou apenas o P (Figura 1B), observou-se que aos 14 dias a média de OPG declinou (P < 0,05), enquanto que nos demais, P permaneceu constante (P > 0,05).

 



 

Analisando-se o resultado dos tratamentos dentro dos seis (0, 14, 28, 42, 56 e 70 dias) período (Figura 1C), verificou-se que a partir dos 14 dias de avaliação, o Dectomax foi o que apresentou menor OPG (P < 0,01) comparado aos grupos controle e Levamizole; não havendo diferença (P > 0,05) entre esses dois grupos a partir dos 42 dias. No intervalo de 14 a 28 dias, observou-se valores de OPG negativos em relação ao grupo Dectomax, sendo evidenciada a presença de ovos nas fezes somente aos 42 dias. Presença de OPG em tempos inferiores foi observada por MEHLHORN et al. (1993), VERCRUYSSE et al (1993) e YAZWINSKI et al. (1994) sobre a eficiência desta avermectina em bovinos com fezes examinadas até o 21° dia. Mais recentemente, BULMAN et al (1995) utilizando vários anti-parasitários oriundos da lactona macrocíclica, referiram-se entre outras vantagens, a capacidade do efeito do controle prolongado desses medicamentos para o tratamento de verminoses em ruminantes. Confirmando essa atividade no Doramectin, VERCRUYSSE et al (1995) constataram um mínimo de 50 OPG em grupo de animais examinados aos 56 dias pós medicação.

O grupo tratado com Levamizole, apresentou resultados positivos e crescentes imediatamente a partir do 14° dia, igualando-se à testemunha, evidenciando falta de proteção do imidazotiazol, o qual apresentou intensidade média superior a 800 OPG. Essa baixa atividade caracterizada pelo Levamizole, foi relatada por MAINGI (1991) e BORGSTEEDE (1991), como fator de resistência que vem se desenvolvendo pelos parasitas ao longo do tempo. Ao final da avaliação dos animais (70 dias pós-dosifícação), os valores observados através do OPG sugeriam nova dosificação nos animais do grupo Levamizole e controle, evitando-se com isso perda de peso considerável ao rebanho. Apesar dessa eficiência limitada, WILLIAM (1991) observou resultados satisfatórios com uso de benzimidazóis e imidazotiazóis nos estádios intermediários e adultos de nematódeos, o que possivelmente sugere a existência, ainda, de linhagens de nematódeos com susceptibilidade a esta droga.

Esse processo de baixa eficiência ou resistência propriamente dita dos anti-helmínticos foi, a princípio, verificada por CHRISTIE & BRAMBELL (1966) com relação a Haemonchus contortus, endoparasitas de ruminantes tratados com benzimidazóis. No entanto, esse fator vem se estendendo a muitas das novas drogas lançadas no mercado. Dada a complexidade que envolve este processo, PRICHARD (1990) relata que os problemas associados à resistência dos antihelmintícos serão melhor compreendidos a partir do momento que surgirem maiores conhecimentos no modo de ação e sobre o mecanismo desenvolvidos à nível dos receptores proteicos e seus genes. GROS & BUSHMAN (1993) caracterizou-os como sendo resistência a múltiplas drogas que acontece nos indivíduos, e se deve a um aumento da glicoproteína - P (P- gp) na superfície da membrana da célula.

As médias do ganho de peso dos tratamentos com Dectomax e Levamizole foram semelhantes entre si (P>0,05) e superiores (P<0,001) ao grupo controle, o qual apresentou ganho de peso nulo (Figura 2A). Mesmo diante da parasitemia e da perda de peso provocada pelas espécies de nematódeos que ocorrem na região (OLIVEIRA & MATSUMOTO, 1985 e OLIVEIRA, 1988), não foi observado nenhum caso de morbidade. Apesar da redução significativa (P<0,05) do OPG dos animais tratados com a avermictina, este grupo mostrou ganho de peso semelhante ao do Levamizole.

 



 

Analisando-se os períodos, independentemente de tratamentos (Figura 2B), verificou-se ganho de peso até aos 56 dias, reduzindo-se ao seu final. O comportamento dos grupos tratados dentro de período (Figura 2C), demonstrou ganho de peso semelhantes (P>0,05) até o 42° dia. Quanto ao grupo controle, observou-se acentuada redução no ganho de peso (P<0,05), sendo inclusive negativo nas pesagens de 42 e 70 dias. REDL (1991) utilizando várias drogas anti- helmínticas, verificou que independente do príncipio-ativo, os animais tratados apresentaram melhor desempenho em ganho de peso em relação aos não tratados. Resultados semelhantes foram também obtidos por BANCK et al 1989, observando, inclusive, para os animais tratados, menor idade para abate com vantagens em custo-benefício.

As diferenças percentuais entre os três grupos com relação ao VCM (Figura 3: A, B,C) foram pequenas. Porém, quando se analisou os resultados independentemente do período (Figura 3A), observou-se que os grupos tratados foram superiores (P<0,01) ao controle. Avaliando-se apenas o efeito de períodos, observou-se queda (P<0,01) do percentual de VCM somente aos 56 dias, havendo comportamento semelhante (P>0,05) nos demais períodos.

 



 

Os grupos tratados, quando analisados dentro de cada período, foram semelhantes (P>0,05) entre si em toda a fase experimental; quanto ao controle, verificou-se que a partir dos 28 dias, houve declínio (P<0,05) do VCM quando comparado aos grupos tratados.

 

CONCLUSÕES

1. No período considerado seco da região de São Carlos, SP (maio, junho, julho e agosto), os meses de abril e junho são os mais indicados para desverminação;

2. A desverminação dos bovinos com Dectomax foi a mais efetiva na redução de ovos nas fezes em comparação ao Levamizole;

3. Os valores dos hematócritos foram semelhantes nos animais tratados, enquanto no grupo controle constatou-se diminuição a partir do 28° dia;

4. Os bovinos tratados com Dectomax e Levamizole apresentaram ganho de peso semelhante até 42° dia, enquanto os do grupo controle apresentaram perda de peso acentuada obtendo inclusive valores negativos ao longo do 42° ao 70° dia.

 

 

FONTES DE AQUISIÇÃO

Doramectin = Dectomax, Laboratório Pfizer Ltda.
Levamizole = Ripercol 150F, Cyanamid Química do Brasil Ltda.

 

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

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1Pesquisador MSc., Doutor da EMBRAPA - Centro de Pesquisa de Pecuária do Sudeste, CP 339, 13560-970. São Carlos, SP, Bolsistas do CNPq. E-mail: gilson@cppse.embrapa.br. Oliveira. Autor para correspondência.

Recebido para publicação em 04.08.97. Aprovado em 05.11.97

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