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Ciência Rural

Print version ISSN 0103-8478

Cienc. Rural vol.30 no.4 Santa Maria July/Aug. 2000

http://dx.doi.org/10.1590/S0103-84782000000400030 

CLÍNICA E CIRURGIA / CLINIC AND SURGERY

 

Neoplasias mamárias em cadelas: influência hormonal e efeitos da ovario-histerectomia como terapia adjuvante

 

Canine mammary tumors: hormonal influence and effects of ovariohiysterectomy as an adjuvant therapy

 

Cláudia Sampaio Fonseca 1 Carlos Roberto Daleck 2

 

 

RESUMO

As neoplasias mamarias constituem aproximadamente 50% dos tumores diagnosticados em cadelas. Apesar dosharmónios sexuais femininos desempenharem papel fundamental no desenvolvimento desses tumores em mamíferos, o valor da supressão hormonal pela ovário-histerectomia como auxiliar no tratamento do tumor de mama em caninos permanece controverso. Discute-se ainda se a realização da ovário-histerectomia após o diagnóstico influencia ou não o crescimento e progressão do tumor na glândula afetada ou em outras glândulas mamarias. O objetivo desta revisão é discutir alguns aspectos relacionados à influência hormonal na etiologia de tumores mamarias em cadelas, assim como o valor terapêutico da castração, quando realizada no momento da mastectomia.

Palavras-chave: tumor de mama, cadelas, harmónios esteróides sexuais, mastectomia, ovário-histerectomia

 

SUMMARY

The mammary neoplasms comprises aproximatel 50% ofthe diagnosed tumor s m the bitch. Although female sexual honnones play a fundamental role in the development of these tumors in mammals, the value of the suppression hormonal (ovariohysterectomy) as an adjuvam treatment remains controversial. There are still arguments on whether the ovariohysterectomy after diagnosis of the tumor possesses influences lhe growth and progression of the tumor on the affected gland or on other mammary glands. The objective ofthis review is to discuss some aspects related to the hormonal influence in the pathogenesis of the canine tumor, as well as the therapeutic value ofspaying. when accomplished in the moment ofthe mastectomy.

Key words: mammary tumor, bitches, sexual steroid honnones, mastectomy, ovariohysterectomy.

 

 

INTRODUÇÃO

A importância dos tumores de mama em caninos tem aumentado, devido à frequência com que casos desse tipo surgem na clínica dos animais de companhia e devido às semelhanças que têm com os tumores de mama na mulher.

Os hormônios esteróides sexuais femininos, principalmente o estrógeno, desempenham papel fundamental no desenvolvimento dos tumores de mama em mamíferos, incluindo as cadelas. Porém, o valor da supressão hormonal através da ovário-histerectomia como tratamento adjuvante do tumor de mama permanece, no entanto, controverso.

 

INFLUÊNCIA HORMONAL NA ETIOLOGIA DO TUMOR DE MAMA

O conceito da influência hormonal no tumor de mama em mulheres foi primeiramente descrito por Cooper em 1836, o qual observou que os tumores variavam em tamanho durante o ciclo menstrual, apresentando pequeno tamanho macroscópico no início do ciclo menstrual e na menopausa. Em 1896, Beatson observou remissão dos tumores mamários em mulheres submetidas à ovariectomia (FRANK et al., 1979).

Tem-se verificado crescente evidência da etiologia hormonal para o tumor de mama em cadelas, sendo que o índice de risco varia entre cadelas castradas e não castradas e depende ainda da fase em que a intervenção cirúrgica é efetuada. A ovário-histerectomia (OH) realizada antes do primeiro estro reduz o risco de desenvolvimento da neoplasia mamaria para 0,5%; este risco aumenta significativamente nas fêmeas esterilizadas após o primeiro ciclo estral (8,0%) e o segundo (26%). A proteção conferida pela castração desaparece após os dois anos e meio de idade, quando nenhum efeito é obtido (FANTON & WITHROW, 1981; WITHROW & SUSANECK, 1986; JOHNSTON, 1993; MacEWEN & WITHROW, 1996).

O possível papel da glândula pituitária no tumor de mama canino também tem recebido atenção, sendo que alguns relatos conflitantes foram publicados sobre a elevação dos níveis de prolactina em cães portadores dessa neoplasia. Sabe-se que a prolactina é necessária para manutenção da atividade secretória, não desempenhando papel sobre a proliferação celular da glândula mamaria. As alterações proliferativas que ocorrem no tecido mamário durante a gestação estão associadas aos hormônios de crescimento e à progesterona (BERNSTEIN & ROSS, 1993). A prolactina estimula o crescimento do tumor mamário através da sensibilização celular aos efeitos do estrógeno, promovendo aumento no número de receptores de estrógeno (HOLLANDER & DIAMOND, 1978; MORRISON, 1998). Segundo HOLLANDER & DIAMOND (1978), tanto o estrógeno quanto a prolactina são necessários ao crescimento de tumores mamários.

Em estudo clínico e experimental, GILES et al. (1978) demonstraram que 66% dos cães Beagle que receberam contraceptivos orais contendo compostos à base de progesterona e estrógenos, durante cinco a sete anos, desenvolveram nódulos mamários, dos quais 95% eram benignos. Demonstraram ainda, em outro estudo realizado em cadelas submetidas a elevadas doses de progesterona, por 75 semanas, ocorrência de hiperplasia mamaria com atividade secretória, resultando no aparecimento de nódulos displásicos, histologicamente semelhantes a estágios iniciais de tumores mistos benignos.

MIALOT et al. (1981) observaram baixa prevalência de neoplasias mamarias entre animais que receberam injeções de progestágenos com o objetivo de prevenir o aparecimento do estro. Para que o tumor de mama se desenvolva é necessária administração prolongada (MIALOT et al.,., 1981) ou doses muito elevadas de progestágenos (MIALOT et al., 1981;MORRISSON, 1998).

Receptores de estrógeno (ER) e de progesterona (PR) têm sido identificados, em cadelas, em tecido mamário normal, em neoplasias benignas e em carcinomas (MOULTON, 1990). De forma geral, nos tumores malignos, a expressão dos genes que codificam os receptores desses hormônios pode estar diminuída, em particular nas neoplasias de maior grau de malignidade ou nas fases mais avançadas da doença (MIALOT et al., 1981; PELETEIRO, 1994). Aproximadamente 80% dos tumores e 95% dos tecidos mamários normais apresentam concentrações detectáveis de ER, PR, ou ambos, e que cerca de 72% dos tumores mamários em cadelas apresentam ambos os tipos de receptores, e menos de 20% apresentam somente um tipo de receptor (DONNAY et al., 1995). Em outro estudo sobre receptores hormonais, os autores relataram que 50% dos tumores contêm concentrações detectáveis dos dois receptores (MIALOT et al., 1981). A presença de ER no citoplasma de células tumorais é sinal claro da dependência hormonal dessas neoplasias, e a presença simultânea de ER e PR, considerado como marcador da ação estrogênica, reforça ainda mais essa dependência. Em cadelas, o aumento de estradiol sérico associado ao proestro pode estimular as células que expressam ER a sintetizarem PR (SARTIN et al.,l992).

,l992).

Estrógeno e progesterona atravessam a membrana celular por processo passivo e ligam-se a receptores proteicos específicos no citoplasma da célula alvo do tumor. Subsequentemente, o complexo esteróide-receptor se move em direção ao núcleo, onde se liga à cromatina, promovendo aumento na síntese de RNA mensageiro, de RNA ribossômico e síntese proteica, que irá alterar a função celular. Outras atividades sintéticas induzidas incluem a produção de receptores citoplasmáticos adicionais, e possivelmente a indução de PR (BRENNAN, 1975; JOHNSTON, 1993).

Animais com tumores de mama contendo ER e PR, ou somente ER, apresentam melhor prognóstico que aqueles que possuem somente PR, visto que a presença dos primeiros correlaciona-se com tumores bem diferenciados (MIALOT et al., 1981; SARTIN et al., 1992). A diminuição da relação ER/PR em carcinomas mamários, que originariamente continham esses receptores, tem sido associada com diminuição da diferenciação celular e progressão da doença, tanto em cães, quanto em humanos (SARTIN et al., 1992).

O estudo de linhagens celulares tem demonstrado que o estrógeno regula a proliferação celular, de várias maneiras e formas específicas: i) por aumentar os fatores de crescimento do grupo "a" e o fator de crescimento IGF-1 que estimulam o crescimento das células tumorais, e ii) por inibir o fator de transformação "b" que deprime a atividade proliferativa (DÃO et al., 1982; LESPAGNARD et al., 1987; ESCRICH, 1990; HULKA et al.,, 1994).

LESPAGNARD et al. (1987) estudaram a influência dos hormônios estrógeno e progesterona sobre os parâmetros cinéticos celulares em tumores de mama, induzidos in vitro, e e concluíram que o estrógeno e, em menor grau, a progesterona podem estimular a replicação celular tanto em tumores que expressam ER e PR, quanto naqueles que não os expressam.

BERNSTEIN & ROSS (1993) avaliaram os níveis séricos e urinários de estrógeno em pacientes com tumor de mama e naqueles sem lesões aparentes, não encontrando diferenças consistentes entre os dois grupos. Além disso, SARTIN et al. (1992) não obtiveram sucesso na dosagem de estrógeno plasmático em cadelas não castradas, portadoras e tumor de mama, no momento da cirurgia, porque o nível hormonal era inferior ao limite mínimo passível de ser detectado no ensaio. Para WITHROW & SUSANECK (1986), a determinação hormonal, no momento em que o tumor é apresentado ao clínico, não indica relação de causa e efeito, devido ao tempo decorrido entre o aparecimento do tumor e o desenvolvimento clínico atual.

O longo período de tempo necessário para o desenvolvimento de tumor de mama, em animais submetidos à terapia hormonal, indica que os hormônios agem como promotores e não iniciadores no desenvolvimento da neoplasia mamaria. Quando as neoplasias são induzidas por hormônios esteróides, geralmente, tornam-se dependentes de altos níveis desses hormônios para sua multiplicação, essa é a fase de dependência do tumor. Finalmente, todos os tumores cuja indução tenha ocorrido através de um suporte hormonal, tendem a se tomar autónomos. Essa autonomia, a fase final desse tipo de carcinogênese, é característica comum aos tumores hormônio- dependentes. Quando essa fase ocorre, já houve perda das características de diferenciação celular da linhagem de origem e, morfologicamente, as células tumorais tomam-se indiferenciadas (BRENNAN, 1975).

Em estudo feito por ESCRICH (1990), altas doses de estrógeno estimularam a multiplicação das células mamarias em mulheres e promoveram o recrudescimento de tumores previamente regredidos pela ovariectomia. LESPAGNARD et al. (1987) demonstraram que em tumores mamários de cães, a proliferação celular é significantemente exacerbada pelo estrógeno e, em menor grau, pela progesterona.

As alterações cíclicas que ocorrem nos níveis sanguíneos de estrógeno e progesterona, em fêmeas, e as interrelações entre estes hormônios na regulação do desenvolvimento de tecidos alvo, justificam o estudo da progesterona no tumor de mama. Apesar da progesterona não ser considerada carcinogênica, ela pode amar como potente agente co-carcinogênico estimulando o crescimento de tumores de mama causados por vírus e agentes químicos (McGUIRE et al.,1971).

A replicação de células neoplásicas de mama pode ser estimulada por doses fisiológicas de estrógeno e progesterona quando aplicados por via intramuscular (DAO et al., 1982). Nesse caso, os hormônios promoveriam aceleração na replicação celular, aumentando a susceptibilidade dessas células aos efeitos letais de agentes citotóxicos.

Existe um conjunto de dados significativo que aponta para a possibilidade dos hormônios e, em particular, os esteróides, desempenharem papel importante na etiologia dos tumores mamários. É possível que ao agirem como fatores iniciadores, ou mesmo promotores, seja estimulando a multiplicação celular, seja alterando o genoma das células, não tenham por si só a capacidade de desencadear o desenvolvimento de uma neoplasia. No entanto, ao amarem em conjunto com outros fatores e em fases diferenciadas da formação do tumor, é possível que desempenhem papel determinante (PELETEIRO, 1994).

 

EFEITOS DA OVÁRIO-HISTERECTOMIA COMO TERAPIA ADJUVANTE PARA OS TUMORES MAMÁRIOS CANINOS

O papel dos hormônios esteróides femininos, especialmente o estrógeno, no desenvolvimento dos tumores mamários, em cadelas, está bem estabelecido e aceito pela grande maioria dos pesquisadores. Entretanto, o real valor da terapia hormonal com OH no tratamento desse tumor em cadelas permanece controverso. As opiniões dos profissionais veterinários permanecem divididas quanto à realização da OH após o diagnóstico do tumor possuir alguma influência sobre o crescimento e progressão do mesmo ou sobre o desenvolvimento de tumores em outras glândulas.

A importância da OH como terapia adjuante para o tumor de mama ainda não está esclarecida. Inicialmente se pensava que a castração das cadelas com tumores promoveria regressão dos mesmos, pela remoção da influência estrogênica (FANTON & WITHROW, 1981). Em estudo realizado por OSIPOV et al. (1972), as cadelas portadoras de neoplasias mamarias, submetidas à ovariectomia e mastectomia apresentaram maior taxa de sobrevida quando comparadas àquelas, com tumores semelhantes, que foram tratadas somente com a mastectomia. Porém, estudos mais recentes (ALLEN & MAHAFFEY, 1989; MORRIS et al., 1998) têm demonstrados que a OH realizada no momento da remoção do tumor não tem efeito protetor sobre o aparecimento de novos nódulos ou sobre a taxa de sobrevida.

A ovariectomia realizada no momento da exérese cirúrgica do tumor de mama, em cadelas, não protege o tecido mamário contra o risco de subsequente aparecimento do tumor ou mesmo contra formação de metástases (THEILEN & MADEWELL, 1979; MORRIS et al., 1998).

Conceitos atuais sobre os mecanismos de formação tumoral sugerem que a transformação neoplásica seja fenómeno compreendido por vários estágios, com diferentes fatores exercendo influências nestes estágios, sendo que deve ser considerado um longo período entre a exposição a esses fatores e o desenvolvimento de uma massa clinicamente detectável.

O tumor de mama é resultante de processo carcinogênico compreendido por vários estágios sequenciais, incluindo iniciação, promoção, dependência e autonomia. Independentemente do fator iniciante da carcinogênese como radiação, substâncias químicas ou infecções virais, fatores endócrinos são os responsáveis pela promoção do tumor. A fase seguinte desse processo é a dependência hormonal, na qual as células tumorais alvo diferem das normais por necessitarem do estímulo hormonal para sua sobrevivência e não somente para manutenção da atividade secretória. Se o porte hormonal for removido, todas as células desaparecerão nessa fase. Finalmente, todos os tumores hormonalmente dependentes tendem a se tornar autónomos, quando a capacidade de síntese de hormônios específicos desaparece e, morfologicamente, as células se tornam indiferenciadas. A progressão das neoplasias da fase de dependência hormonal para a independência, associada à transformação de crescimento lento para rápido e invasivo, é a regra geral do tumor de mama (BRENNAN, 1975).

De acordo com a teoria de BRENNAN (1975), a supressão hormonal teria valor terapêutico na remissão de tumores mamários que ainda estariam na fase de dependência hormonal. Porém, o que se observa na prática clínica e cirúrgica é que somente a OH não promove a remissão do tumor, além da mesma não atuar como fator protetor de recidivas quando realizada no momento da exérese cirúrgica da neoplasia (MORRIS et al., 1998).

ALLEN & MAHAFFEY (1989) também relataram a ausência de efeitos da OSH sobre o aparecimento de metástases, novos tumores e, ainda, sobre o prolongamento de vida dos animais portadores de neoplasias mamarias, quando realizada no momento da mastectomia. Contrariando os supracitados autores, MISDORP (1988) relatou possível efeito protetor da OH contra recidivas, em algumas cadelas portadoras de neoplasias mamarias, porém não conseguiu suporte estatístico.

YAMAGAMI et al. (1996) pesquisaram o papel da OH, quando realizada no momento da mastectomia, em cadelas portadoras de neoplasias mamarias, e os resultados obtidos demonstraram que essa prática não tem efeito sobre o prognóstico e sobrevida dos animais com tumores.

Ao relacionar que os tumores benignos possuem ER e PR, e que nos tumores malignos a expressão de ER está diminuída, poder-se-ia inferir que os tumores malignos não estariam sob grande influência hormonal. Porém, o que se observa é que independentemente do grau de diferenciação celular do tumor, a OH realizada no momento da cirurgia não tem efeito benéfico tanto no caso de carcinomas invasivos ou bem definidos. Ainda em acordo com essa teoria, MORRIS et al. (1998) observaram que em cadelas com tumores mamários malignos, a remoção da principal fonte de estrógeno endógeno pela OH não possui efeito sobre a progressão do tumor já estabelecido.

 

CONCLUSÕES

Os dados coletados nesta revisão da literatura permitem concluir que o desenvolvimento do tumor mamário, em cadelas, é evento já programado nos primeiros anos de vida, sendo que não é influenciado pela supressão do estímulo hormonal na maturidade; a OH precoce parece ser o único método da prevenção das variações hormonais, que ocorrem durante as fases do ciclo estral, que, sem dúvida, influencia no desenvolvimento desses tumores; a OH realizada no momento da exérese cirúrgica do tumor de mama, em cadelas, não tem efeito protetor sobre o aparecimento de novos tumores, metástases ou mesmo, sobre o prolongamento de vida do paciente; terapia endócrina adjuvante apropriada após a detecção dos receptores hormonais parece ser uma área promissora no tratamento de cães com tumores mamários que não respondem somente à técnica de mastectomia.

 

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1Médico Veterinário, Doutorando em Medicina Veterinária, Área de Concentração Cirurgia Veterinária pela Faculdade de Ciências Agrárias e Veterinárias, UNESP, Campus de Jaboticabal. Rodovia Carlos Tonanni, km 5, 14870-000, Jaboticabal - SP. E-mail: sampaiof@fcav.unesp.br. Autor para correspondência.

2Médico Veterinário, Doutor, Professor Adjunto, Faculdade de Ciências Agrárias e Veterinárias, UNESP, Campus de Jaboticabal.

Recebido para publicação em 26.04.99. Aprovado em 20.10.99