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Ciência Rural

Print version ISSN 0103-8478

Cienc. Rural vol.34 no.3 Santa Maria May/June 2004

http://dx.doi.org/10.1590/S0103-84782004000300029 

ARTIGOS CIENTÍFICOS
MICROBIOLOGIA

 

Fatores de risco associados a soropositividade para leptospirose em matrizes suínas

 

Risk factors associated to leptospirosis seropositiveness in sows

 

 

Ádina Cléia Botazzo DelbemI; Roberta Lemos FreireII; Caio Abércio da SilvaIII; Ernst Eckehardt MüllerII; Ricardo Augusto DiasV; José Soares Ferreira NetoIV; Julio Cesar de FreitasII, 1

IMédico Veterinário, Aluno de Pós- graduação do Departamento de Medicina Veterinária Preventiva; Centro de Ciências Agrárias; Universidade Estadual de Londrina; Londrina - Paraná - Brasil
IIMédico Veterinário; Doutor; Professor do Departamento de Medicina Veterinária Preventiva; Centro de Ciências Agrárias; Universidade Estadual de Londrina ; Londrina - Paraná - Brasil. Rodovia Celso Garcia Cid (PR 445), km 380; 86051-990; CP 6001. Prof. Dr. Julio Cesar de Freitas; Tel.: (43) 371-4765; Fax: (43) 371-4714. E-mail: freitasj@uel.br
IIIMédico Veterinário; Doutor ; Professor do Departamento de Zootecnia ; Centro de Ciências Agrárias; Universidade Estadual de Londrina; Londrina - Paraná - Brasil
IVMédico Veterinário; Doutor; Professor do Departamento de Medicina Veterinária Preventiva e Saúde Animal; Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia; Universidade de São Paul; São Paulo - São Paulo; Brasil
VMédico Veterinário; Mestre; Aluno de Pós-graduação do Departamento de Medicina Veterinária Preventiva e Saúde Animal; Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia; Universidade de São Paul; São Paulo - São Paulo; Brasil

 

 


RESUMO

A leptospirose é uma zoonose amplamente difundida e de grande importância sócio-econômica para a suinocultura. Com o objetivo de individualizar condutas de manejo ou condições ambientais que estejam relacionadas ao risco de infecção por leptospirose, foram estudadas 298 matrizes suínas provenientes de granjas da região norte do Estado do Paraná. Todos os animais foram submetidos à prova de soroaglutinação microscópica e para cada um deles foi aplicado um questionário epidemiológico, que procurou investigar variáveis que poderiam estar associadas a essa infecção. Os resultados obtidos foram submetidos ao teste c2, seguido de análise multivariada. Foram detectados títulos de anticorpos >100 em 132 matrizes suínas (44,3%), sendo em maior freqüência contra o sorovar icterohaemorrhagiae (98,5%). O modelo final da análise multivariada apontou como fatores de risco para a leptospirose a existência de áreas alagadiças próxima às instalações (OR=1,73; 1,04<IC95%<2,80), o uso de bebedouro do tipo canaleta (OR=1,58; 0,98< IC95%<2,55) e a inexistência de higienização do reservatório de água (OR=2,25; 0,79< IC95%<6,43).

Palavras-chave: leptospirose, matrizes suínas, fatores de risco, diagnóstico


ABSTRACT

Leptospirosis is a widespread zoonosis of great social and economic importance for swine production sistem. Two hundred and ninety-eight sows from farms in the north of Paraná state were studied to individualize management practices or environmental condition that are related to risk of leptospirosis infection. All the animals were submitted to the microscopic seroaglutination test and an epidemiological questionnaire was filled out for each one to investigate variables that could be associated with this infection. The results were submitted to the c2 test, followed by multivariate analysis. Antibody titers of >100 were detected in 132 sows (44.3%) most frequently against icterohaemorrhagiae serovar (98.5%). The final model of multivariate analysis showed the risk factors to be flooded areas near the installation (OR=1.73; 1.04<IC95%<2.80), canal type water source (OR=1.58; 0.98<IC95%<2.55) and absence of cleaning of the water reservoirs (OR=2.25; 0.79<IC95%<6.43).

Key words: leptospirosis, sows, risk factors, diagnostic


 

 

INTRODUÇÃO

A leptospirose é uma zoonose de ampla distribuição geográfica, geralmente de caráter ocupacional, representando risco para a saúde pública, principalmente para médicos veterinários, magarefes e funcionários de granjas suínas que estão sujeitos ao contágio direto com o agente (FARR, 1995; FAINE et al., 1999). CAMPAGNOLO et al. (2000), estudando um surto de leptospirose suína, verificaram que havia uma associação entre humanos expostos e animais infectados.

Esses autores verificaram que indivíduos que trabalhavam com suínos reagentes e que fumavam e bebiam durante suas atividades com os animais, estavam sujeitos a um risco 14,4 e 5,1 vezes maior de se infectar, respectivamente.

De acordo com o Office International des Épizooties (1992), a leptospirose está classificada como uma enfermidade da lista B, grupo ao qual pertencem as doenças transmissíveis de grande importância do ponto de vista sócio-econômico e/ou sanitário, cuja repercussão no comércio internacional de animais e produtos de origem animal são consideráveis (BLAHA, 1989).

Nos suínos a leptospirose caracteriza-se pela ocorrência de abortamento no terço final de gestação, repetição de cio, mumificação fetal, natimortalidade, nascimento de leitões fracos, baixo número de leitões, descarga vulvar e morte embrionária (ELLIS, 1989).

O controle da leptospirose suína é baseado na imunização de suscetíveis, nas ações sobre as fontes de infecção visando a diminuição da quantidade de Leptospiras lançadas no ambiente e na identificação e eliminação dos fatores que ampliam a sobrevivência do agente no ambiente (GUIMARÃES et al., 1982/1983).

A imunização deve ser feita com os sorovares de Leptospiras presentes na região. A diminuição da quantidade de Leptospiras lançadas no ambiente é conseguida através de ações dirigidas aos reservatórios, principalmente roedores, e também pelo tratamento massal com antibiótico para eliminação dos portadores renais (FAINE et al., 1999). Os fatores ambientais, que ampliam a sobrevivência do agente na ausência de parasitismo e aumentam o risco de infecção, são muito variáveis e estão relacionados, basicamente, ao manejo da água dentro das granjas. Portanto, dependendo do tipo de exploração e das práticas de manejo adotadas, esses fatores condicionantes para a leptospirose podem também variar.

O objetivo deste trabalho foi identificar condutas de manejo ou condições ambientais relacionadas à maior freqüência de animais soropositivos à Leptospira, ou seja, ao maior risco de infecção.

 

MATERIAL E MÉTODOS

Animais

Foram estudadas 298 matrizes, oriundas de 22 granjas de ciclo completo, com e sem histórico de problemas reprodutivos, vacinadas ou não contra leptospirose, da região norte do Estado do Paraná.

Colheita do sangue

O sangue foi colhido através da punção da veia cava cranial. O soro obtido foi acondicionado em frascos estéreis, e mantidos à -20ºC. Nas granjas onde se praticava a vacinação contra leptospirose, as matrizes foram sangradas somente depois de quatro meses da última vacinação.

Soroaglutinação microscópica (SAM)

O teste de soroaglutinação microscópica (SAM) foi realizado segundo RYU (1970). Foram utilizadas culturas vivas de 22 sorovares de Leptospira spp: australis (Ballico), bratislava (Jez bratislava), autumnalis (Akiyami A), butembo (Butembo), fortbragg (Fort Bragg), castellonis (Castellon 3), bataviae (Van Tienen), canicola (Hond Utretcht), whitcombi (Whitcombi), cynopteri (3522 C), sentot (Sentot), grippotyphosa (Moskva V), hebdomadis (Hebdomadis), copenhageni (M 20), icterohaemorrhagiae (RGA), panama (CZ 214 K), pomona (Pomona), pyrogenes (Salinem), wolffi (3705), hardjo (Hardjoprajitno), shermani (1342 K) e tarassovi (perepelitsin).

As culturas foram mantidas entre cinco e dez dias a 28ºC em meio de Ellighausen (EMJH) enriquecido com soro de coelho. Os soros, diluídos inicialmente a 1:100, foram testados frente a todos os antígenos, e aqueles que apresentaram aglutinação nessa diluição foram titulados. A leitura foi realizada em microscópio de campo escuro de acordo com MYERS (1985).

A interpretação dos resultados sorológicos obedeceu o critério do sorovar mais provável. conforme VASCONCELLOS et al. (1997). Para um único animal, o sorovar mais provável é aquele para o qual a reação de soroaglutinação microscópica apresentou o maior título; para um grupo de animais, o sorovar mais provável é aquele que apresentou maior freqüência quando computados os resultados individuais; os resultados que apresentaram o mesmo título para mais de um sorovar foram desconsiderados da análise.

Variáveis estudadas

Variáveis relacionadas às matrizes:

As fichas continham dados referentes à origem do animal de reposição (se adquirido de granja não controlada ou selecionado na granja) e utilização de monta natural ou inseminação artificial.

Variáveis relacionadas ao SPS

Foram estudados os sistemas de criação (intensivo, semi-intensivo e extensivo); a origem das rações (comercial ou produzida na granja); armazenamento da ração (silos, embalagens em contato com o piso ou suspensos); origem da água (riacho, mina, poço artesiano ou poço comum); presença de tampa no reservatório de água; acesso de outras espécies animais ao reservatório de água; bebedouro tipo canaleta ou automático; ração fornecida em cocho convencional ou no chão; acesso de outros animais ao cocho; presença de roedores na granja; higienização diária das instalações; uso de lâmina d’ água na granja; presença de áreas alagadiças na granja numa distância máxima de cinco metros das instalações; separação de funcionários por área; histórico de problema reprodutivo na propriedade; descarte de reprodutores por problema reprodutivo; número de matrizes na granja; vizinhança com outras granjas suínas e a localização (urbana ou rural).

Análise Estatística

As matrizes foram divididas em dois grupos: soropositivas e soronegativas. Para verificar se esses dois grupos eram homogêneos quanto à idade e condição vacinal, a média da idade das matrizes foi comparada pelo teste t de Student e a proporção de animais vacinados foi comparada pelo teste de duas proporções. Cada uma das 30 variáveis estudadas foram submetidas ao teste c2, e aquelas com p<0,2 foram oferecidas à regressão logística multivariada. Todas as análises foram realizadas com o auxílio do programa SPSS.

 

RESULTADOS

Dentre todas as amostras examinadas, foi detectada uma soropositividade de 44,3% (132/298) para leptospirose. Para os animais soropositivos, o sorovar mais provável predominante foi o icterohaemorrhagiae (130/132), seguido por sentot (2/132). Todas as granjas apresentaram suínos soropositivos, com títulos iguais a 100, cuja freqüência variou entre 20% e 77,3%.

A idade e a condição vacinal das matrizes foram comparadas entre os grupos de soropositivos e soronegativos, e os resultados constam na tabela 1.

 

 

A tabela 2 traz as variáveis estudadas e o resultado da análise univariada. A tabela 3 mostra o modelo final da regressão logística multivariada.

 

 

 

 

DISCUSSÃO

No Brasil, LANGONI et al. (1995) e GIRIO et al. (1998), examinando amostras colhidas em abatedouro, encontraram anticorpos contra Leptospira nas proporções de 27,39% (66/241) e 70,8% (112/158), respectivamente.

A primeira investigação sorológica em suínos do Estado do Paraná foi realizada por ENRIETTI, em 1954, que não encontrou nenhum soropositivo dentre os 153 animais examinados. Em 1974, DUTRA refere uma prevalência de 37,13% (344/929) para os suínos do mesmo Estado.

No presente estudo, a freqüência de suínos sororreatores para leptospirose foi de 44,3% (132/298). Esses resultados indicam que a infecção por Leptospiras ocorre em freqüências importantes nos rebanhos suínos brasileiros e que essas freqüências variam com a região estudada.

Dentre os animais soropositivos, o sorovar icterohaemorrhagiae foi identificado como o mais provável em 98,5% (130/132) das oportunidades. O papel desse sorovar como causador de problemas reprodutivos tem sido investigado por alguns autores (FERREIRA NETO et al., 1997; VAN TIL & DOHOO, 1991).

É digno de nota a ausência de animais sororreatores para os sorovares pomona e bratislava, importantes causadores de transtornos reprodutivos em suínos (CHAPPEL et al., 1992; ELLIS, 1999). GIRIO et al. (1998) verificaram uma baixa freqüência de suínos sororreatores (05/112) para o sorovar pomona no Estado de São Paulo. No Brasil, até 1995, apenas no Rio Grande do Sul haviam sido encontrados suínos sororreatores para o sorovar bratislava (OLIVEIRA et al.,1995).

Os resultados da tabela 1 mostram que os dois grupos de matrizes estudadas são homogêneos quanto à idade e condição vacinal, ou seja, os grupos de matrizes soropositivas e soronegativas têm a mesma proporção de animais vacinados e idades médias iguais. Essas variáveis poderiam significar um viés na composição desses grupos. É razoável supor que quanto maior a idade do animal, maior é a chance dele ser exposto ao agente. Embora as colheitas nas granjas que praticavam vacinação contra leptospirose tenham sido feitas no mínimo quatro meses após a última aplicação da vacina, tempo suficiente para que os anticorpos vacinais não sejam detectados pela SAM (FAINE et al., 1999), foi tomado o cuidado adicional de garantir a mesma proporção de matrizes vacinadas nos dois grupos.

O modelo final da regressão logística (tabela 3) apontou três variáveis associadas à soropositividade para leptospirose: o bebedouro tipo canaleta, a existência de área alagadiça próxima às instalações dos suínos e a falta de higienização sistemática do reservatório de água. Os resultados dessa tabela mostram que tomar água em bebedouro tipo canaleta significa um risco 1,58 vezes maior de ser sororreator para leptospirose do que tomar água em bebedouro automático; pertencer a uma propriedade onde existe área alagadiça próxima às instalações significa um risco 1,73 vezes maior de ser sororreator; não ter o reservatório de água regularmente higienizado significa uma chance 2,25 vezes maior de ser sororreator do que tê-lo sistematicamente limpo. Ressalte-se que a Odds Ratio da variável “não higienização sistemática do reservatório de água” não foi estatisticamente diferente de um, porém apresentou-se com uma tendência de ser maior que um (0,79= IC95%=6,43), além de ser biologicamente plausível.

As três variáveis estão relacionadas à água, necessidade básica para sobrevivência das Leptospiras (MURHEKAR et al., 1998), e todas elas podem ser consideradas modalidades de água parada. Curiosamente, a variável “presença de lâmina d’água” apresentou p=0,21 para o teste c2, e não foi selecionada para a análise multivariada. É provável que essa variável não esteja associada à soropositividade para leptospirose por ser uma prática de manejo que envolve a utilização de água corrente e não parada. ANDRE & GARNIERE (1990) mostraram que a água é o fator epidemiológico mais importante da leptospirose e a presença de água estagnada próximo às baias dos suínos seria o principal meio de transmissão (BECKER & BUERGELT, 1998; PAZ-SOLDAN et al., 1991). DOUGLIN et al. (1997) observaram que pessoas que caminham em áreas com água estagnada ou poças têm 25,62 vezes mais chance de ser reagente para leptospirose.

O predomínio de sororreatores para o sorovar icterohaemorrhagiae sugere fortemente que as fontes de infecção envolvidas sejam os roedores. A presença desses animais na granja foi investigada através de três perguntas do questionário, duas inquirindo sobe o avistamento desses animais, e uma terceira, inquirindo sobre a não realização de controle de roedores. Apenas a variável “não controla roedores” (p=0,02) foi selecionada para a análise multivariada, porém não permaneceu no modelo final. Essa variável, acreditava-se, seria a que melhores chances teria de avaliar o contato com roedores, pois esperava-se que a maioria das granjas acusassem a presença desses animais. Essa suspeita foi confirmada pelos resultados do questionário, quando se observam os dados relativos à variável “roedores têm acesso ao cocho de ração”, na tabela 2. O controle de roedores em granjas de suínos é tarefa complexa, existem várias estratégias, e vários níveis de controle podem ser adotados, com resultados bastante variáveis. Assim sendo, haveria necessidade de se medir a eficiência do programa de controle de roedores realizado pela granja, o que não foi feito. Portanto, a despeito de não ter emergido como fator de risco, acredita-se que a fonte de infecção mais importante tenham sido os roedores.

PIFFER et al. (1998) afirmaram que uma granja suína oferece múltiplas formas para a viabilidade, permanência e transmissão da leptospirose através de características favoráveis do ambiente, do manejo e das instalações. Os resultados do presente estudo sugerem que as Leptospiras foram lançadas para o meio ambiente principalmente através da urina de roedores, e que esses agentes encontraram nas coleções de águas paradas, representadas por áreas alagadiças, bebedouros do tipo canaleta e reservatórios de água não higienizados periodicamente, condições para sobreviver e meios para alcançar um suíno suscetível.

Assim sendo, a sugestão de intervenção é a drenagem das áreas alagadiças próximas às instalações dos suínos, a substituição dos bebedouros do tipo canaleta pelos automáticos e a higienização periódica dos reservatórios de água. Quando não for possível a troca por bebedouros automáticos, sugere-se um programa de higienização periódica dos bebedouros do tipo canaleta, pois tal prática parece ter sido eficiente para os reservatórios de água. Adicionalmente, recomenda-se a adoção de programa de controle de roedores.

Os resultados obtidos indicam que a lâmina d’água não está relacionada com aumento de risco de infecção por Leptospiras.

 

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

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Recebido para publicação 11.04.03
Aprovado em 09.07.03

 

 

1 Autor para correspondência.