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Ciência Rural

Print version ISSN 0103-8478On-line version ISSN 1678-4596

Cienc. Rural vol.35 no.2 Santa Maria Mar./Apr. 2005

https://doi.org/10.1590/S0103-84782005000200007 

ARTIGOS CIENTÍFICOS
FITOTECNIA

 

Métodos de semeadura na condução de populações segregantes de aveia e suas interações com o ambiente de seleção

 

Sowing methods in the conduction of oat segregant populations and interactions with selection environment

 

 

Volmir Sergio MarchioroI, 1; Fernando Irajá Félix de CarvalhoII; Antônio Costa de OliveiraII; Claudir LorencettiIII; Giovani BeninIII; José Antônio Gonzales da SilvaIII; Irineu HartwigIV; Douglas SchimidtIV; Adeliano CargninIV; Daniel SimioniIV

IEngenheiro Agrônomo, Doutor, Pesquisador do Programa de Trigo da Cooperativa Central de Pesquisa Agrícola (COODETEC), BR 467, km 98, CP 301, 85818-660, Cascavel/PR. E-mail: volmir@coodetec.com.br
IIEngenheiro Agrônomo, PhD, Professor, Departamento de Fitotecnia, Faculdade de Agronomia Eliseu Maciel (FAEM), Universidade Federal de Pelotas (UFPel)
IIIEngenheiro Agrônomo, estudante do Programa de Pós-graduação em Agronomia (Fitomelhoramento), UFPel
IVEstudante do Curso de Agronomia, UFPel, Bolsista de Iniciação Científica do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq)

 

 


RESUMO

A seleção com base no fenótipo pode ser influenciada por fatores de ambiente, sendo necessário que o melhorista utilize métodos de seleção que separem efeitos genéticos dos de ambiente. O objetivo deste estudo foi testar a eficiência da seleção indireta para o incremento no rendimento de grãos de aveia (Avena sativa L). Oito populações segregantes de aveia foram submetidas à seleção para o caráter peso de panícula, sob três diferentes métodos de semeadura (em cova, em planta espaçada e em linha cheia), durante os anos de 2000 e 2001. Os resultados mostraram que o desenvolvimento de genótipos superiores requer avaliação principalmente em anos distintos para minimizar os efeitos de ambiente. O sistema de semeadura parece ter extrema importância para a seleção, pois o mecanismo de semeadura em cova proporcionou reduzida participação do ambiente na expressão do peso de panícula.

Palavras-chave: Avena sativa L., métodos de semeadura, genótipos, efeito do ambiente.


ABSTRACT

Phenotype-based selection can be influenced by environmental factors. Plants breeders need to use selection methods to separate genetic from environmental effects. The goal of this study was to test the efficacy of indirect selection to increase oat (Avena sativa L.) grain yield under different sowing systems. Eight oat segregant populations were selected for panicle weight under three different sowing methods (hill, spaced plant, full line), during 2000 and 2001 growing seasons, The development of superior genotypes required evaluation in distinct years mainly to minimize environment effects. Sowing systems seemed to have extreme importance to selection. Sowing oat in hill provided reduced environmental contribution in the expression of panicle weight.

Key words: Avena sativa L., genotypes, sowing methods, environmental effect.


 

INTRODUÇÃO

O grande desafio dos melhoristas de aveia consiste em disponibilizar, permanentemente, genótipos de qualidade elevada e identificar constituições genéticas que superem o rendimento de grãos expressado pelos cultivares existentes no mercado (BROWN & FORSBERG, 1987). Contudo, tendo em vista o aumento na área cultivada com este cereal, é indispensável que o melhoramento seja dinâmico, rápido e economicamente eficiente para liberar em escala comercial genótipos superiores. Segundo MCGINNIS & SHEBESKI (1968), para que este objetivo seja alcançado, é importante a utilização de métodos de seleção que garantam a seleção de genótipos superiores, principalmente em se tratando de caracteres quantitativos. O conhecimento sobre a participação do ambiente na manifestação do fenótipo, proporciona a otimização da seleção permitindo a escolha de genótipos superiores em qualquer ambiente.

A existência de respostas diferenciadas de genótipos aos efeitos de ambiente tem sido freqüentemente constatada nas várias espécies de plantas cultivadas. Segundo ALLARD (1999), a interação genótipo x ambiente impede muitas vezes que a seleção realizada com base no fenótipo da planta constitua um genótipo desejado. Para CRUZ & CASTOLDI (1991), essa interação proporciona dificuldades no melhoramento, pois indica a inconsistência da superioridade do genótipo com relação às variações impostas pelo ambiente, isto é, há genótipos com melhor desempenho em um ambiente, mas não em um outro, sendo uma dificuldade adicional ao processo de seleção.

Deste modo, a identificação de qual o melhor ambiente de seleção para o incremento na eficiência de um programa de melhoramento, principalmente em função do rendimento de grãos, tem sido um outro obstáculo para os melhoristas (HILL et al., 1998), principalmente pelos altos custos associados a este processo (ALLEN et al., 1977). Conforme ATLIN & FREY (1990), poucos estudos têm sido realizados na tentativa de superar esta barreira. BYRNE et al.(1995) sugeriram três estratégias de seleção: a primeira é a de testar populações em ambientes que promovam maximização da variância genética e do ganho com a seleção, a partir do incremento na herdabilidade; a segunda é a de efetuar testes em ambientes tão representativos quanto possíveis, do local ou locais de cultivo da espécie a ser melhorada (BLUM, 1998), e a terceira é a de utilizar ambientes nestas duas condições, alternadamente, para a identificação de constituições genéticas adaptadas a ambas situações (CALHOUN et al., 1994).

Vários trabalhos têm demonstrado a necessidade de criar novas estratégias para modificar as técnicas convencionalmente utilizadas no melhoramento de cereais de estação fria (SANTOS & CARVALHO, 1977; CRUZ et al., 1983), e estabelecer critérios de reconhecimento, com maior exatidão, das diferenças genéticas e dos efeitos de ambiente, de fundamental importância para o processo de seleção. CRUZ et al. (1983) comentaram que a seleção sobre caracteres quantitativos, em ambientes instáveis, merece estudos mais aprofundados, principalmente no desenvolvimento de mecanismos que possibilitem a identificação do melhor ambiente para seleção. Este fator é de fundamental importância devido à interação que permite a seleção de constituições genéticas mais ajustadas àquele ambiente.

O presente trabalho teve por objetivo computar os efeitos de ambiente no processo de seleção de populações segregantes de aveia submetidas a diferentes métodos de semeadura.

 

MATERIAL E MÉTODOS

Foram conduzidos dois experimentos, no campo experimental do Setor de Fitomelhoramento da Faculdade de Agronomia Eliseu Maciel, da Universidade Federal de Pelotas, nos anos de 2000 e 2001. Oito populações segregantes (F3) foram utilizadas no experimento: UPF 7 x UFRGS 14, UFRGS 14 x OR 2, UPF 7 x OR 2, UFRGS 18x UPF 16, UFRGS 18 x OR 2, UPF 16 x OR 2, UPF 17 x UFRGS 18 e UFRGS 18 x UPF 14. Estas populações foram conduzidas em três diferentes métodos de semeadura: em planta espaçada, em linha cheia e em cova descrito por FREY (1965). De cada população, foram utilizadas sementes F3 de 10 panículas colhidas ao acaso, de uma população F2 desenvolvida pelo Setor de Fitomelhoramento, sendo que, cada panícula deu origem a uma cova com 15 sementes (no método de semeadura em cova), a uma linha de 2m de comprimento com 10 sementes na linha (no método de semeadura em planta espaçada) e as sementes restantes das 10 panículas de cada população foram agrupadas e semeadas em duas linhas com uma densidade de 65 sementes viáveis por metro linear (no método de semeadura em linha cheia), no ano agrícola de 2000. No método de semeadura em cova, as parcelas foram compostas de duas linhas com cinco covas por linha, espaçadas em 45cm entre covas e entre linhas. No método de semeadura em planta espaçada, as parcelas foram compostas de 10 linhas de 2m de comprimento, espaçadas em 20cm entre linhas e entre plantas. No método de semeadura em linha cheia, as parcelas foram compostas de 2 linhas de 2m de comprimento, espaçadas em 20cm entre linha, com 65 sementes viáveis por metro linear. Foi utilizado o delineamento experimental de blocos completos casualizados, com duas repetições, em função da quantidade de sementes disponíveis por panículas F3.

Após a maturação, foram colhidas todas as panículas e obtido o peso de panícula, as panículas com peso superior a média mais um desvio padrão, dentro de cada cova, dentro de cada linha de planta espaçada e dentro de cada linha cheia foram selecionadas, para os oito cruzamentos nas duas repetições. As panículas selecionadas foram trilhadas individualmente e obtidas as variáveis peso de grãos por panícula e número de grãos por panícula.

As sementes das panículas, selecionadas em 2000, foram semeadas novamente a campo no ano agrícola de 2001, sendo que cada panícula selecionada pelo método de semeadura em cova deu origem a uma nova cova. Cada panícula selecionada pelo método de semeadura em planta espaçada formou uma nova linha com planta espaçada. As panículas selecionadas no método de semeadura em linha cheia foram agrupadas por repetição de cada população. Uma amostra das sementes de cada população foi semeada em cinco linhas com densidade de 300 sementes viáveis por m2, sendo o experimento conduzido no mesmo esquema utilizado em 2000. Novamente, foram colhidas todas as panículas e depois de pesadas foram selecionadas as superiores em relação a média mais um desvio padrão. As panículas selecionadas foram trilhadas individualmente, e obtidos os valores para os caracteres peso de grãos por panícula e número de grãos por panícula.

Os dados foram submetidos à análise de variância, com os efeitos de genótipo e método de semeadura fixo e de ano aleatório, visando avaliar a expressão da variabilidade genética das populações. O modelo estatístico utilizado foi: Yijkn = m + pi + mj + ak + (b/m)/ajkn + pmij + paik + majk + pmaijk + eijkn, onde, Yijkn: observação no n-ésimo bloco, avaliado na i-ésimo população, no j-ésimo método e no k-ésimo ano; m: média geral do experimento; pi: efeito da população i; mj: efeito do método j; ak: efeito do ano k; (b/m)/ajkn: efeito de blocos dentro de métodos, ambos dentro de anos; pmij: efeito da interação entre a população i e o método j; paik: efeito da interação entre a população i e o ano k; majk: efeito da interação entre o método j e o ano k e eijk: erro aleatório associado à observação ijkn. Este procedimento foi realizado utilizando o programa computacional Genes, desenvolvido por Cruz (2001). As comparações entre médias foram realizadas através do teste dms de Fisher, onde a diferença entre dois tratamentos é declarada significativa se o valor absoluto da diferença entre as duas medias observadas for superior à diferença mínima significativa (dms), obtida através do seguinte estimador: , onde, t: valor tabelado da distribuição de Student observado através dos graus de liberdade (n) e do nível de significância (a), s2: variância e n: número de repetições.

 

RESULTADOS E DISCUSSÃO

A análise de variância evidenciou significância a 5% de probabilidade, para as interações simples entre as fontes de variação métodos x anos (M x A), populações x anos (P x A), populações x métodos (P x M) e para as fontes de variação populações (P), métodos (M) e anos (A) em relação aos três caracteres avaliados, exceto para a fonte de variação anos (A) nos caracteres peso de panícula e peso de grãos por panícula (Tabela 1). Os coeficientes de variação verificados neste estudo estão dentro dos padrões normais para a experimentação a campo, variando de 6,54% a 8,17%, sinalizando que o número de repetições e o tamanho das parcelas foram adequados para as estimativas propostas.

 

 

A comparação entre médias, na interação método de semeadura e anos evidenciou diferenças significativas para os três caracteres testados quando utilizada a semeadura em covas, nos dois anos de cultivo. Por outro lado, o efeito da interação não foi detectado nos outros métodos de semeadura em planta espaçada e linha cheia (Tabela 2). Provavelmente, isto se deve a um comportamento diferenciado de determinadas populações quando submetidas à semeadura em cova (alta competição), em anos distintos. Este fato é confirmado pela interação simples população x ano, onde se verifica que a população UPF 7 x UFRGS 14 interagiu significativamente com o fator ano para os caracteres peso de panícula e peso de grãos por panícula, sendo que as demais populações não revelaram significância para nenhum dos caracteres estudados (Tabela 3). O potencial genético não atingiu o seu máximo no ano agrícola de 2001, devido à semeadura ter sido realizada em época não preferencial, o que provavelmente impediu a expressão máxima das populações testadas. Este fato indica que qualquer processo de seleção, objetivando o desenvolvimento de genótipos superiores, requer avaliação em anos distintos, visando minimizar os efeitos de ambiente.

 

 

 

 

A participação do ambiente na manifestação do fenótipo dos caracteres peso de panícula, peso de grãos por panícula e número de grãos por panícula foi intensa no sistema de semeadura em planta espaçada (Tabela 4), o que favoreceu a expressão máxima do potencial genético agregado ao fator ambiente, para todas as populações testadas. Nos sistemas de semeadura em cova e linha cheia, isto não foi evidenciado, devido ao efeito de competitividade, que segundo FERREIRA DA SILVA & CARVALHO (1977) aumenta à medida que ocorre redução do espaçamento entre plantas. Portanto, o fator competitividade pareceu ser de extrema importância para incrementar a eficiência de seleção (Tabela 5). O sistema de semeadura em planta espaçada parece ser menos eficiente para a otimização da seleção, visto que a grande expressão de potencial neste caso não é com base na genética e sim favorecido pela participação do ambiente.

 

 

 

 

A interação de populações de plantas com o ambiente, também verificada neste estudo, se deve a reações diferenciadas das populações em ambientes distintos (RAMALHO et al., 1993; CRUZ & REGAZZI, 1997), ocasionando uma dificuldade adicional ao melhoramento sendo necessário adotar critérios diferenciados no processo de seleção de populações superiores e métodos alternativos de condução destas populações (COIMBRA et al., 1999). O sistema de semeadura parece ser importante para a seleção, pois o mecanismo de semeadura em cova permitiu que houvesse uma reduzida participação do ambiente na expressão dos caracteres avaliados, visto que o ambiente foi idêntico para todas as plantas, possibilitando que as diferenças entre os caracteres peso de panícula, peso de grãos por panícula e número de grãos por panícula fossem expressos quase que exclusivamente pela constituição genética.

 

CONCLUSÃO

O processo de seleção, objetivando o desenvolvimento de genótipos superiores, requer avaliação principalmente em anos distintos, visando minimizar os efeitos de ambiente. O sistema de semeadura em cova permite reduzir a participação do ambiente na expressão dos caracteres avaliados, possibilitando que as diferenças entre os caracteres se empresem quase que exclusivamente pela constituição genética.

 

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Recebido para publicação 23.03.04
Aprovado em 29.09.04

 

 

1 Autor para correspondência.

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