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Ciência Rural

Print version ISSN 0103-8478On-line version ISSN 1678-4596

Cienc. Rural vol.35 no.3 Santa Maria May/June 2005

http://dx.doi.org/10.1590/S0103-84782005000300042 

REVISÃO BIBLIOGRÁFICA
TECNOLOGIA DE ALIMENTOS

 

Probióticos em avicultura

 

Probiotics in aviculture

 

 

João Rodrigo Gil de los SantosI; Carlos Gil-TurnesII

IMédico Veterinário, MSc, Programa de Pós-graduação em Biotecnologia Agrícola, Centro de Biotecnologia, Universidade Federal de Pelotas, Brasil.
IIMédico Veterinário, MSc, DSc, Professor Titular, Faculdade de Veterinária, Centro de Biotecnologia, Universidade Federal de Pelotas, Campus Universitário, s/n, CP. 354, 96010-900, Brasil. E-mail: gil@ufpel.tche.br

 

 


RESUMO

Durante os últimos anos, o incremento de toxinfecções alimentares em humanos pela ingestão de produtos avícolas contaminados com bactérias, sugeriu que produtos oriundos de aves portadoras dessas bactérias podem veiculá-las ao consumidor, provocando doenças entéricas em humanos. Essas observações e a restrição, por parte do mercado consumidor, ao uso de antimicrobianos na produção animal, aumentaram o interesse mundial pelos probióticos e, conseqüentemente, o número de pesquisas realizadas. Esta revisão mostra os avanços e a situação em que se encontram os probióticos em relação à indústria avícola.

Palavras-chave: probióticos, avicultura, patógenos entéricos, frangos, antimicrobianos.


ABSTRACT

During the latest years human enteric diseases were associated to the ingestion of poultry products contaminated by bacteria, suggesting that foods produced with meat from contaminated animals could transport bacteria to humans. These observations, and the restrictions imposed by the market to the use of antimicrobials in meat production, increased the interest on probiotics all around the world. This review shows the advances and the current situation of probiotics in the poultry industry.

Key words: probiotics, poultry, enteric pathogens, broilers, antimicrobials.


 

 

INTRODUÇÃO

As doenças entéricas tornaram-se um dos maiores desafios para a avicultura industrial mundial nos últimos anos devido à perda de produtividade, ao aumento de mortalidade e à contaminação de produtos de origem avícola para o consumo humano, que elas determinam. Com freqüência crescente, produtos avícolas têm sido relacionados com toxinfecções alimentares em humanos em vários países, sugerindo que produtos elaborados com carne de aves portadoras de bactérias possam ser fontes de infecção.

Entre a profusa informação veiculada, pode citar-se, a modo de exemplo, que, na Coréia isolou-se Salmonella de 25,9% das amostras de carne de frango, sendo S. enteritidis um dos sorotipos predominantes. Além disso, todas as salmonelas isoladas apresentaram resistência múltipla a antibióticos, dentre eles a penicilina e vancomicina, sendo uma amostra de S. enteritidis resistente a doze antibióticos (CHANG, 2000). Na Espanha, comprovou-se que o isolamento de S. enteritidis aumentou 126% em dois anos, sendo o sorotipo predominante em ovos e carne de aves (GIL-SETAS et al., 2002). Em outro trabalho, também na Espanha, foi isolada Salmonella em 35,8% de 198 amostras de carne de frango provenientes de mercados e supermercados localizados em nove províncias de Castilla-León, dos quais 47,9% eram S. enteritidis (DOMINGUEZ et al., 2002). Em Portugal, 60% das amostras de produtos de origem avícola, disponíveis para consumidores, obtidos em açougues e mercados da cidade do Porto estavam contaminadas, sendo as S. enteritidis e S. hadar os sorotipos predominantes (ANTUNES et al., 2003).

Campylobacter é outro agente de infecções alimentares humanas relacionado com a ingestão de produtos avícolas. Na Itália, foi detectado Campylobacter . em 53,9% de amostras de carne bovina, 63,5% de suínos e 82,9% de frangos, com vários isolados apresentando resistência múltipla a antibacterianos (PEZZOTTI et al., 2003). Na Dinamarca, esta bactéria foi isolada de 100% das amostras de frangos orgânicos, de 36,7% de animais de granjas convencionais e de 49,2% de animais de galpões (ANÔNIMO, 2001). Na França, detectou-se Campylobacter em 71,2% das amostras de excreta coletadas em dois aviários, e em 75% das amostras de comidas presentes em supermercados (DENIS et al., 2001). FALLON et al. (2003) verificaram, na Irlanda, que 35,9% dos isolamentos de C. jejuni spp foram resistentes a ampicilina, 20,5% a tetraciclina, 17,9% a ciprofloxacina, 10,2% a eritromicina e 2,5% a estreptomicina, sendo 30,7% resistentes a mais de um antibiótico.

Outras bactérias freqüentemente envolvidas em toxinfecções alimentares humanas são as integrantes do gênero Listeria. ANTUNES et al. (2002) encontraram Listeria em 100% das amostras de carcaças de frangos de mercados da cidade do Porto, Portugal, sendo 41% L. monocytogenes, patógeno que causa doenças graves em humanos e animais.

No Brasil, há também vários registros sobre ocorrência de bactérias isoladas de aves ou seus produtos, potencialmente produtoras de toxinfecções alimentares em humanos. PERESI et al. (1998) isolaram S. enteritidis PT-4 de todas as amostras de alimentos e de 80,5% das coproculturas de pacientes de 23 surtos de salmonelose em humanos ocorridos entre 1993 e 1997 no Estado de São Paulo, sendo que, em 95,7% dos surtos, a bactéria foi veiculada por alimentos contendo ovos crus ou semicrus. SANTOS et al. (2000) encontraram salmonelas em 32% das 150 carcaças de frango de quatro plantas de processamento, identificando 11 sorotipos diferentes, representando S. enteritidis 60,4% dos isolamentos. BAÚ et al. (2001) analisaram 124 amostras de produtos de frangos obtidos de supermercados de Pelotas, RS, recuperando S. enteritidis de 8%. HOFER et al. (2000) estudaram 3112 cepas de Listeria isoladas no Brasil entre 1971 e 1997, sendo 74,8% delas recuperadas de alimentos.

A alta freqüência de bactérias potencialmente patogênicas para animais e humanos presentes em produtos de origem animal, assim como o aumento de sua resistência aos antimicrobianos utilizados como suplementos alimentares, levaram a questionar o uso indiscriminado de antimicrobianos como aditivos em rações animais, dando sustentação às recomendações do Comitê Swann, na Grã Bretanha, em 1969 (SWANN COMMITTEE, 1969) e culminando com a proibição do uso de antimicrobianos como promotores de crescimento em animais pela União Européia a partir de 2006 (COUNCIL OF THE EUROPEAN UNION, 2003). Várias organizações, tais como o Parlamento Europeu, Comissão Européia, Organização Mundial da Saúde e Organização Mundial de Saúde Animal (COUNCIL OF EUROPE, 2000), têm recomendado regulamentar o uso de antimicrobianos como aditivos alimentares.

O resultado da proibição de uso de antimicrobianos como aditivos de rações na Suécia em 1986, assim como a restrição parcial de seu uso na Dinamarca em 1995 e 1998, e a proibição de outros cinco aditivos pela União Européia em 1999, resultaram na diminuição da resistência de enterococcos a avoparcina, macrólidos e virginiamicina, demonstrando que o número de genes de resistência a antibióticos nessas bactérias diminuiu (CASEWELL et al., 2002).

Resulta difícil imaginar a produção animal, nos níveis atuais de tecnificação e produtividade, sem o auxilio de aditivos alimentares para a prevenção de doenças ou como promotores de crescimento. Entre as diferentes alternativas que vêm sendo estudadas, os probióticos aparecem como as mais promissoras (Revington, 2002; PATTERSON & BURKHOLDER, 2003).

Probióticos

O conceito de probiótico tem mudado através do tempo. Para FULLER (1989) e KAUR et al. (2002), eles são suplementos alimentares compostos de microrganismos vivos que beneficiam a saúde do hospedeiro através do equilíbrio da microbiota intestinal. SALMINEN et al. (1999) os definem como preparados de microrganismos, ou seus componentes, que têm um efeito benéfico sobre a saúde e o bem estar do hospedeiro. SCHREZENMEIR & DE VRESE (2001) consideraram que o termo probiótico deveria ser usado para designar preparações ou produtos que contêm microrganismos viáveis definidos e em quantidade adequada que alteram a microbiota própria das mucosas por colonização de um sistema do hospedeiro, produzindo efeitos benéficos em sua saúde. Independentemente do conceito utilizado, os probióticos trazem benefícios à saúde do hospedeiro, não deixam resíduos nos produtos de origem animal e não favorecem resistência às drogas (NEPOMUCENO & ANDREATTI, 2000), o que os faz candidatos preferenciais para substituir os antimicrobianos como aditivos alimentares.

Os probióticos se empregam para prevenir ou tratar diversas disfunções gastrintestinais, tais como a intolerância à lactose, constipação, hipersensibilidade alimentar e gastrenterite, ou relacionadas a elas, como alergias e dermatite atópica. Os microrganismos utilizados como probióticos devem possuir certas propriedades, algumas das quais estão especificadas na tabela 1 (SALMINEN et al., 1998 a e b).

 

 

Os probióticos vêm sendo utilizados há anos na alimentação humana, tanto com finalidade profilática como terapêutica. Embora existam vários estudos que mostram seus benefícios como aditivos na alimentação animal, ainda há uma certa resistência por parte do setor industrial avícola em sua utilização.

Probióticos e índices de produtividade

Vários aspectos da aplicação dos probióticos em frangos de corte vêm sendo pesquisados, entre eles, seus efeitos nos índices de produtividade. Alguns pesquisadores afirmaram que a adição de microrganismos na ração não incrementou a produção de carne em aves. PANDA et al. (2000) utilizaram o produto comercial Probiolac®, que em concentração de 100mg kg-1 provocou aumento do ganho de peso de frangos até as quatro primeiras semanas, mas não melhorou a conversão alimentar. Da mesma forma, BALEVI et al. (2001) constataram que o Protexin®, um produto comercial que contêm bactérias de quatro gêneros e fungos de dois, não alterou o consumo de ração nem a conversão alimentar, observação corroborada por LODDI et al. (2000), que verificaram que o probiótico não afetou os índices de ganho de peso nem a eficiência alimentar. ESTRADA et al. (2001) constataram que a administração de Bifidobacterium bifidum não provocou efeitos significativos no crescimento animal. REYES et al. (2000) obtiveram resultados similares com bactérias ácido láticas (LAB) ou láticas, entanto ZULKIFLI et al. (2000) atribuíram o aumento no consumo de ração e a diminuição da eficiência alimentar de frangos de corte à administração de Lactobacillus.

Em contraposição, várias pesquisas realizadas nos últimos anos mostraram resultados extremamente promissores pela adição de probióticos na dieta de frangos de corte. A administração de Bacillus cereus var. toyoii (CUEVAS et al., 2000) e Bacillus subtilis (SANTOSO et al., 1995; FRITTS et al., 2000) na ração, aumentou o ganho de peso e melhorou a conversão alimentar de frangos de corte. Já o B. coagulans teve o mesmo efeito que a virginiamicina como promotor de crescimento (CAVAZZONI et al., 1998). Bactérias do gênero Lactobacillus , adicionadas à ração, aumentaram o ganho de peso e melhoraram a conversão alimentar dos animais suplementados (JIN et al., 1998a; JIN et al., 1998b; KALAVATHY et al., 2003). Também foi comprovado o aumento do ganho de peso em animais suplementados com L. agilitis JCM 1048 e L. salivarus subsp. salicinius JCM 1230 (LAN et al., 2003), e L. acidophilus I 26 (JIN et al., 1998a), que também melhorou a conversão alimentar. Da mesma forma, MORENO et al. (2002) comprovaram os efeitos positivos de probióticos de Lactobacillus sobre a digestibilidade, ganho de peso e níveis de colesterol em frangos de corte, e OZCAN et al. (2003) comprovaram melhora na eficiência alimentar e aumento no peso da carcaça de frangos suplementados com Enterococcus faecium Cernelle 68.

GIL de los SANTOS (2004) constatou que frangos de corte infectados com Salmonella enteritidis suplementados com Saccharomyces boulardii apresentaram eficiência alimentar 10% superior, e os suplementados com Bacillus cereus var. toyoii, 12% superior aos controles, e que seus pesos vivos aos 47 dias de idade eram 8% e 14% maiores que os controles, respectivamente.

Probióticos, translocação e imunidade

Outro aspecto de interesse crescente é o estudo do efeito dos probióticos na translocação (passagem de microrganismos através de mucosas) de patógenos, e no sistema imune do hospedeiro, cujos processos ainda não são adequadamente conhecidos. Tem sido relatado que alguns probióticos afetam a translocação bacteriana a partir do intestino, o que seria de grande importância para evitar as infecções de origem entérica, entre as quais as salmoneloses têm destacada importância.

Ainda que produtos comerciais à base de bactérias liofilizadas utilizados no processo de produção de carne avícola, tais como Protexin®. (BALEVI et al., 2001) e Aviguard® não provocaram alterações na resposta imune, este último impediu a infecção por S. typhimurium e S. enteritidis (NAKAMURA et al., 2002). Da mesma forma, Broilact® impediu ou reduziu a colonização de Campylobacter jejuni no ceco (HAKKINEN & SCHNEITZ, 1999). Por sua vez, LINE et al. (1997) comprovaram que a levedura Saccharomyces boulardii reduziu a colonização de Salmonella em aves submetidas a estresse e, em trabalho posterior, que o probiótico reduziu a colonização de Salmonella, mas não de Campylobacter (LINE et al., 1998). Probióticos de Lactobacillus inibiram a infecção por S. enteritidis em frangos (PASCUAL et al., 1999) e promoveram aumento na produção de anticorpos (ZULKIFLI et al., 2000). Também aumentaram a população de linfócitos intraepiteliais no intestino e promoveram a expressão de linfócitos CD3, CD4 e CD8, demonstrando que o estímulo da imunidade da mucosa intestinal pelo probiótico, previamente a uma infecção por Eimeria acervulina, podia proteger contra esse patógeno (DALLOUL et al., 2003). MATTAR et al. (2002) sugeriram que o efeito inibidor da translocação bacteriana exercido por Lactobacillus casei GG in vivo e in vitro, poderia estar relacionado com a regulação do gene MUC-2, que promove a expressão de mucina pelos enterócitos.

O efeito de probióticos sobre a imunidade tem induzido um grande número de pesquisas, a maioria realizadas em mamíferos, nos que a estrutura dos tecidos linfóides associados ao intestino é totalmente diferente das aves, o que dificulta a transposição das informações geradas (COPPOLA & GIL-TURNES, 2004). PANDA et al. (2003) comprovaram que a resposta imune de aves contra hemácias ovinas, não foi influenciada pelos probióticos as 20 e 40 semanas de idade, mas às 60 semanas os títulos dos animais suplementados foram significativamente superiores. GIL de los SANTOS (2004) estudou o efeito de probióticos elaborados com Saccharomyces boulardii e Bacillus cereus var. toyoii na translocação de Salmonella enteritidis em frangos de corte. Comprovou que, ao abate, a bactéria estava presente em 1,8% das amostras dos controles, mas não nos animais suplementados com os probióticos, apesar de que todos os grupos apresentaram elevados títulos de anticorpos. Comprovou, também, que os títulos de anticorpos em animais vacinados contra a Doença de Marek e as concentrações de IgA secretora em papo não diferiram entre os grupos.

Probióticos e qualidade de carcaça

Os probióticos podem afetar, também, a qualidade da carne dos animais aos quais são administrados. A suplementação com Lactobacillus reduziu os níveis de colesterol total, colesterol lipoprotéico de baixa densidade (LDL) e triglicerídeos, mas não o colesterol lipoprotéico de alta densidade (HDL), no soro sanguíneo de frangos de 21 a 42 dias de idade (KALAVATHY et al., 2003). Igualmente, PIETRAS (2001) demonstrou que L. acidophilus e Streptococcus faecium diminuíram as concentrações de proteína plasmática e os níveis de colesterol total e HDL, e que a carne dos frangos suplementados apresentava um significativo aumento no conteúdo protéico. MOHAN et al. (1996) também observaram uma redução significativa no nível de colesterol no soro sanguíneo de animais alimentados com probióticos.

SANTOSO et al. (1995) demonstraram que Bacillus subtilis na dose de 20g kg-1 de ração, aumentou o nível de fosfolipídios no soro sanguíneo, mas reduziu a concentração de fosfolipídios na carcaça e a de triacilglicerol no fígado, carcaça e soro sanguíneo, além de diminuir a percentagem de gordura abdominal. Este parâmetro também foi avaliado por DENLI et al. (2003), que comprovaram que Saccharomyces cerevisiae na dieta diminuiu o peso e a porcentagem de gordura abdominal de frangos. ESTRADA et al. (2001) observaram uma tendência à redução de bactérias aeróbicas totais, coliformes e clostridios em frangos que receberam Bifidobacterium bifidum, e comprovaram uma redução no número de condenações de carcaça por celulite nos animais suplementados.

 

CONCLUSÃO

A avicultura industrial, que há muito tempo depende da utilização de antimicrobianos adicionados às rações fornecidas aos animais, necessita manter ou melhorar os índices de produtividade após a proibição de seu uso. Embora tenham sido relatados resultados controversos a respeito da eficácia dos probióticos, foi demonstrado que algumas espécies de probióticos, além de mudar a estrutura da microflora bacteriana do trato gastrintestinal de aves, podem prevenir infecções e melhorar a qualidade de carcaça, mantendo os mesmos índices de produtividade alcançados com a utilização de antimicrobianos, reduzindo a mortalidade, as condenações de carcaça, melhorando a conversão alimentar e o ganho de peso.

Ainda que as indústrias estejam relutantes quanto à sua incorporação nas operações industriais, alguns probióticos aparecem como uma alternativa às restrições impostas ao uso de antimicrobianos na produção animal pelos mercados consumidores mais exigentes e, assim como ocorreu na medicina humana, é muito provável que o consumo em larga escala de probióticos seja uma realidade nos próximos anos, tornando-os indispensáveis na avicultura industrial.

 

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Recebido para publicação 26.03.04
Aprovado em 15.12.04

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