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Ciência Rural

versão impressa ISSN 0103-8478versão On-line ISSN 1678-4596

Cienc. Rural v.36 n.3 Santa Maria jun. 2006

http://dx.doi.org/10.1590/S0103-84782006000300026 

ARTIGOS CIENTÍFICOS
PRODUÇÃO ANIMAL

 

Ganho de peso vivo e fermentação ruminal em novilhos mantidos em pastagem cultivada de clima temperado e recebendo diferentes suplementos

 

Live weight gain and ruminal fermentation by steers grazing cool-season grass pasture and given different supplements

 

 

Magali Floriano da SilveiraII; Gilberto Vilmar KozloskiI, 1 Ivan Luiz BrondaniII; Dari Celestino Alves FilhoII; João RestleIII; Daniel Terra LeiteII; Patrícia Alessandra Meneguzzi MetzII; Sales Ramiro Lopes da SilveiraII

IDepartamento de Zootecnia, Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), Campus Camobi, 97105-900, Santa Maria, RS, Brasil. Email: kozloski@smail.ufsm.br
IIDepartamento de Zootecnia, UFSM, Santa Maria, RS, Brasil
IIIDepartamento de Zootecnia, Universidade Federal de Goiás, Goiânia, GO, Brasil

 

 


RESUMO

Foram conduzidos dois experimentos para avaliar o ganho de peso vivo (Experimento 1) e parâmetros da fermentação ruminal (Experimento 2) em quarenta novilhos cruzados Charolês e Nelore, mantidos em pastagem cultivada de inverno, por quatro horas diárias e não suplementados, ou por somente duas horas, mas suplementados (1% do peso vivo) com silagem de planta inteira, silagem de grão úmido ou com grão seco de sorgo. Os animais alimentados somente com pastagem obtiveram os maiores ganhos de peso vivo (P<0,05) e os suplementados com silagem de planta inteira, os menores. Os suplementados com grãos, tanto secos como na forma de silagem, obtiveram ganhos de peso intermediários. As concentrações de aminoácidos e peptídeos não foram influenciadas (P>0,05) pela suplementação, as de amônia e açúcares foram maiores nos animais mantidos somente com pastagem e nos suplementados com silagem de grão úmido, e menores nos animais suplementados com silagem de planta inteira ou com grão seco de sorgo (P<0,05). Os valores de pH ruminal foram menores nos animais suplementados com silagem de grão úmido de sorgo (P<0,05). Os suplementos utilizados não melhoraram o desempenho dos animais mantidos em pastagem cultivada de clima temperado, mas a fermentação ruminal variou ao longo do dia e com o tipo de suplemento utilizado. No entanto, os resultados indicam também que, além do tipo, a adequação de horários de pastejo e de suplementação poderia representar um fator condicionante à eficiência do uso do suplemento pelos animais.

Palavras-chave: aveia, azevém, bovinos de corte, grão de sorgo, silagem de sorgo, suplementação.


ABSTRACT

Two experiments to evaluate daily weight gain (Experiment 1) and ruminal fermentation parameters (Experiment 2) were carried out. Nelore and Charolais crossbreed steers grazing on cool-season pasture during four hours daily or during only two hours daily but supplemented (1% of live weight) with sorghum whole plant silage, wet grain silage or dry grain were used. Animals fed only with pasture obtained the highest and, those supplemented with whole plant silage, the lowest daily weight gain (P<0.05). Wet or dry grain supplemented steers obtained intermediary daily weight gain. Ruminal concentrations of amino acids and peptides were not affected (P>0.05) by supplementation. Ammonia and sugar concentrations were higher by animals fed only with pasture or supplemented with sorghum wet grain silage and lower by those supplemented with whole plant silage or dry grain (P<0.05). Ruminal pH values were lower by animals supplemented with sorghum wet grain silage (P<0.05). Supplements did not improve weight gain of steers grazing cool-season pasture but ruminal fermentation varied through a day and was different among supplements. Results also indicate that, besides supplement type, synchrony between grazing and supplementation schedule may represent a conditioning factor to improve feed efficiency use by animals.

Key words: oat, ryegrass, beef cattle, sorghum grain, sorghum silage, supplementation.


 

 

INTRODUÇÃO

A utilização da forragem pelos ruminantes depende da atividade microbiana ruminal, a qual é dependente, por sua vez, de uma concentração mínima de amônia (SATTER & SLYTER, 1974), do tipo e quantidade de carboidratos disponíveis (RUSSEL et. al., 1992) e pode ser incrementada pela presença de aminoácidos e peptídeos no fluído ruminal. Além disso, a fermentação ruminal é sensível também às variações do pH do meio (MOULD & ORSKOV, 1983).

A concentração de amônia e aminoácidos, assim como o pH ruminal, variam com o tempo após a alimentação e dependem do tipo de dieta. Dietas com maior teor de carboidratos não estruturais tendem a diminuir o pH e, de outra forma, maiores teores de nitrogênio (N) não protéico ou proteínas solúveis tendem a aumentar o teor de amônia e aminoácidos no fluído ruminal (RUSSEL et al., 1992).

Pastagens cultivadas de aveia e azevém são a principal alternativa forrageira utilizada na região Sul do Brasil, durante o inverno e a primavera. Gramíneas anuais de inverno normalmente têm alta digestibilidade, mas também altos teores de N degradável, o que pode levar a perdas significativas de N na urina. Sendo assim, a presença no rúmen de maior proporção de carboidratos não estruturais por meio da suplementação energética poderia aumentar a eficiência do uso de N da pastagem e melhorar o desempenho dos animais.

A suplementação de animais em pastejo é uma prática usual em muitos sistemas de produção de bovinos, sendo normalmente realizada com concentrados à base de grãos secos, os quais tendem a onerar o sistema. Uma alternativa para a redução de custos seria a utilização de silagem de grão úmido de cereais, que pode ser produzida e armazenada na propriedade e é menos influenciada pela variação de preços do mercado (CHALKING & BRADESCO, 1997). De outra forma, a silagem da planta inteira de cereais, como o sorgo, tem custo menor que os concentrados e, assim, poderia ser uma alternativa para suplementação de animais mantidos em gramíneas temperadas.

Desse modo, este estudo foi conduzido para avaliar o ganho de peso vivo e parâmetros da fermentação ruminal em novilhos mantidos em pastagem cultivada de inverno não suplementados, ou suplementados com silagem de planta inteira, silagem de grão úmido ou com grão seco de sorgo.

 

MATERIAL E MÉTODOS

O estudo foi realizado no Laboratório de Bovinocultura de Corte, do Departamento de Zootecnia da Universidade Federal de Santa Maria, no período de 27 de julho à 28 de setembro de 2003. Foram conduzidos dois experimentos para avaliar o ganho de peso vivo (Experimento 1) e parâmetros da fermentação ruminal (Experimento 2) em novilhos cruzados Charolês e Nelore, com 10 a 11 meses de idade, mantidos em pastagem cultivada de aveia preta (Avena strigosa) e azevém (Lolium multiflorum), por quatro horas diárias e não suplementados, ou por somente duas horas, mas suplementados (1% do peso vivo, base matéria seca (MS)) com silagem de planta inteira, silagem de grão úmido ou com grão seco de sorgo (híbrido AG 2005E).

A implantação da pastagem foi realizada pelo sistema de plantio direto sobre resíduo de lavoura no dia 12 de maio de 2003. Foram utilizados 40kg de semente de azevém e 80kg de semente de aveia por hectare, juntamente com uma adubação de base de 430kg de NPK da fórmula 08-10-08 distribuídos na linha. Adicionalmente, ao longo do experimento, foram realizadas três aplicações de uréia em cobertura (60kg/ha/aplicação).

O Experimento 1 foi conduzido em três períodos de 21 dias, com 36 animais, em um delineamento experimental inteiramente casualizado. Todos os animais eram conduzidos à pastagem pela manhã, onde permaneciam por duas horas. Após, eram conduzidos ao curral de espera, onde, às 14 horas, recebiam o suplemento. Neste mesmo horário, os animais não suplementados retornavam para a pastagem por mais duas horas. À noite, todos eram recolhidos e mantidos numa área de repouso provida de água e sal mineral à vontade. Ao final de cada período, os animais foram submetidos a um jejum de aproximadamente 14 horas, pesados e avaliados em relação à sua condição corporal. Para tal, dois avaliadores utilizaram uma escala visual de 1 a 5, sendo 1 muito magro e 5 muito gordo, conforme LOWMAN et al. (1973). Adicionalmente, em cada período, amostras da pastagem foram coletadas por simulação de pastejo.

O Experimento 2 foi conduzido com quatro animais adicionais, submetidos ao mesmo manejo e alimentação dos animais do Experimento 1, mas implantados com sondas permanentes no rúmen. Foram utilizadas sondas nasais descartáveis siliconizadas n° 24, com aproximadamente 50cm de comprimento. A pele e a parede do rúmen foram inicialmente transfixados com uso de um trocáter. A seguir, foi introduzido um guia de aço através do trocator, o qual então foi retirado e a sonda colocada no rúmen ao longo do guia. Logo após, o guia foi retirado e a pele foi fixada à parede ruminal com dois pontos (fio de nylon) laterais ao ponto de inserção da sonda, junto aos quais foi também fixada a parte externa da sonda. O experimento foi então conduzido em um delineamento Quadrado Latino 4 ´ 4, em dois períodos iniciais de 15 dias e em dois períodos finais de 8 dias. A redução dos últimos dois períodos foi devido a mudanças no estágio de crescimento da pastagem, que passava do vegetativo para o reprodutivo. Nos dois primeiros períodos, amostras de líquido ruminal (± 30ml) foram coletadas, a partir do 11° dia, a cada 8 horas, avançando 2 horas a cada dia, obtendo-se amostras a cada duas horas ao longo de um período de 24 horas. Nos últimos dois períodos experimentais, foram coletadas amostras a cada duas horas, durante o último dia de cada período. Imediatamente após a coleta, foi medido o pH e duas alíquotas (4,5ml) foram acidificadas, uma com 0,5ml de ácido sulfúrico a 20%, e outra com 0,5ml de ácido tricloroacético (TCA) a 50%, centrifugadas (1000 ´ g) durante 20 minutos e congeladas para posterior análise.

Para análise, as amostras da pastagem e dos suplementos foram secados à 55°C, em estufa ventilada, e moídas (peneira de 1mm). Foram determinados os teores de MS por secagem em estufa a 105°C, durante, pelo menos, oito horas; de matéria orgânica (MO), por queima em mufla a 550°C, por duas horas; de N total (método 984.13, AOAC, 1995, modificado conforme descrito por KOZLOSKI et. al., 2003); de extrato etéreo por extração com éter a 180°C, por duas horas; fibra em detergente neutro (FDN), de fibra em detergente ácido (FDA) e de lignina em detergente ácido (LDA; ROBERTSON & VAN SOEST, 1981); e de N insolúvel em detergente neutro (NIDN) e em detergente ácido (NIDA; LICITRA et al, 1996). A composição química dos alimentos é apresentada na Tabela 1. O teor de nutrientes digestíveis totais dos alimentos foi estimado com base em sua composição química, utilizando-se as equações de WEISS et al. (1992).

Nas amostras de fluído ruminal, foram determinados os teores de N amoniacal (WEATHERBURN, 1967), de açúcares solúveis (DUBOIS et al, 1956), de aminoácidos e de peptídeos (PALMER & PETERS, 1969). Para determinação dos peptídeos, uma alíquota de 1ml de fluído ruminal foi submetida à digestão ácida com um mesmo volume de HCl 6 N em um tubo de vidro com tampa de rosca, durante 24 horas, em autoclave a 110°C. A seguir, a solução foi transferida para um balão de 10 ml e completado o volume com NaOH 0,75N. O teor de peptídeos foi calculado como a diferença entre o teor de aminoácidos no fluido hidrolisado e no não hidrolisado.

Os dados foram submetidos à análise de variância e as médias comparadas pelo Teste de Tukey a 5% de probabilidade do erro Tipo I. No Experimento 1, o modelo incluiu os efeitos dos tratamentos, dos períodos e da sua interação e, no Experimento 2, os efeitos dos animais, períodos, tratamentos, tempo e interação tempo ´ tratamento. Adicionalmente, os parâmetros ruminais foram analisados por regressão em relação ao tempo de coleta das amostras. Todas as análises foram realizadas utilizando-se o programa estatístico SAS (1996).

 

RESULTADOS E DISCUSSÃO

Não houve efeito da interação entre tratamentos e períodos sobre o desempenho dos animais (P>0,05) e, deste modo, na Tabela 2, são apresentados os resultados médios dos três períodos. Os pesos inicial e final foram similares (P>0,05), mas os animais alimentados somente com pastagem obtiveram os maiores ganhos de peso vivo (P<0,05) e os suplementados com silagem de planta inteira, os menores. Os suplementados com grãos, tanto secos como na forma de silagem, obtiveram ganhos de peso intermediários. BRONDANI et al. (2003), por sua vez, verificaram que o ganho de peso de vacas de descarte mantidas em pastagem cultivada de inverno não foi influenciado pela suplementação energética. Esta discrepância de resultados pode estar associada a diferenças nas exigências nutricionais dos animais. As exigências de proteína são mais altas nos novilhos que nas vacas. Uma vez que os teores de proteína dos suplementos foram inferiores ao da pastagem, é provável que o consumo deste nutriente nos animais suplementados tenha sido limitante ao ganho de peso dos novilhos, mas não das vacas.

A condição corporal final refletiu a variação do ganho de peso dos novilhos, sendo melhor nos que receberam somente pastagem ou suplementação com grão úmido (P<0,05) e pior nos que receberam grão seco e silagem de planta inteira de sorgo.

As concentrações de aminoácidos e peptídeos não foram influenciadas (P>0,05) pela suplementação (Tabela 3). Já as de amônia e açúcares foram superiores nos animais mantidos somente com pastagem e nos suplementados com silagem de grão úmido e inferiores nos animais suplementados com silagem de planta inteira ou com grão seco de sorgo (P<0,05). Os animais não suplementados provavelmente consumiram maiores quantidades da pastagem, cujo teor de proteína é bem superior aos suplementos (Tabela 1). VANZANT et al. (1990) observaram que o pH ruminal de novilhos de corte em pastejo declinou linearmente com o aumento da suplementação com grãos de sorgo, mas CATON & DHUYVETTER (1997) revisaram dados de pesquisa e verificaram que a suplementação de animais em pastejo com grãos normalmente não implica significativa queda do pH ruminal. No presente experimento, os valores de pH (Tabela 3) foram menores nos animais suplementados com silagem de grão úmido de sorgo (P<0,05). Isso provavelmente foi devido ao baixo pH inerente aos materiais ensilados e à mais alta disponibilidade de açúcares às bactérias ruminais, cuja fermentação resulta na produção de ácidos graxos voláteis. Comparado a outros cereais, o amido do grão seco de sorgo tem baixa solubilidade e degradabilidade ruminal (ZEOULA., et al, 1999), mas é possível que a ensilagem deste material úmido tenha alterado estas propriedades.

A relação entre os parâmetros ruminais e o tempo ao longo de um ciclo de 24 horas é apresentada na figura 1. Não houve interação entre tempo e tratamento para estas variáveis e, deste modo, a figura 1 apresenta a variação média de todos os tratamentos. O pH variou cubicamente (P<0,01) e os teores de amônia, açúcares e aminoácidos variaram de forma quadrática ao longo do dia (P<0,01). As concentrações ruminais de amônia e aminoácidos aumentaram após o pastejo e suplementação e as de açúcares foram baixas durante o intervalo de tempo entre o pastejo e a suplementação e aumentaram após a suplementação.

 

 

A variação das concentrações de peptídeos não se ajustou a nenhuma das linhas de tendência testadas (P>0,05). Gramíneas de inverno têm altos teores de compostos nitrogenados solúveis, os quais são rapidamente fermentados no rúmen, determinando aumentos gradativos nas concentrações ruminais de amônia e aminoácidos nas primeiras horas após a ingestão destas forragens. No entanto, logo após a suplementação, os teores de açúcares no rúmen tenderam a aumentar e os de amônia e aminoácidos a diminuir. À medida que aumentou a disponibilidade de carboidratos não estruturais para as bactérias, é provável que, por um lado, tenha aumentado a liberação de açúcares no fluido ruminal e, por outro, tenha aumentado a captação e utilização do N pela flora microbiana. A atividade fermentativa ruminal parece ser limitada se os teores de amônia são menores que 5 mg/dl (SATTER & SLYTER, 1974) e/ou se o pH for abaixo de 6,0 (MOULD & ORSKOV, 1983). No presente experimento, com exceção de alguns poucos horários do dia, os níveis de amônia e o pH ruminal foram sempre superiores a esses valores.

 

CONCLUSÕES

A suplementação com sorgo não afeta o ganho de peso dos novilhos mantidos em pastagem cultivada de clima temperado. No entanto, a adequação de horários de pastejo e de suplementação pode representar um fator condicionante à eficiência do uso do suplemento pelos animais.

 

AGRADECIMENTOS

Os autores agradecem à Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES) e ao Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) por uma bolsa do Programa de Absorção Temporária de Doutores (PRODOC/CAPES) e pelas bolsas de iniciação científica e de pós-graduação.

 

REFERÊNCIAS

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Recebido para publicação 09.03.05
Aprovado em 14.12.05

 

 

1 Autor paracorrespondência.

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