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Ciência Rural

Print version ISSN 0103-8478On-line version ISSN 1678-4596

Cienc. Rural vol.36 no.6 Santa Maria Nov./Dec. 2006

https://doi.org/10.1590/S0103-84782006000600035 

ARTIGOS CIENTÍFICOS
PRODUÇÃO ANIMAL

 

Características de carcaça e peso de vísceras em suínos alimentados com rações contendo baixos teores de proteína bruta

 

Characteristics of carcass and weight of visceral in pigs fed diets with low crude protein levels

 

 

Vladimir de OliveiraI, 1; Elias Tadeu FialhoII; José Augusto Freitas LimaII; Rilke Tadeu Fonseca de FreitasII; Antônio Gilberto BertechiniII; Jocélio dos Santos AraujoI

IUniversidade Estadual do Oeste do Paraná (Unioeste), Campus de Mal. Cândido Rondon, Centro de Ciências Agrárias, CP 1008, 85960-000, Marechal Cândido Rondon, PR. E-mail: v.oliveira@brturbo.com.br
IIDepartamento de Zootecnia, Universidade Federal de Lavras (UFLA), Lavras, MG, Brasil

 

 


RESUMO

Um experimento foi realizado no Departamento de Zootecnia da Universidade Federal de Lavras com o objetivo principal de avaliar os efeitos de rações com baixos teores de proteína bruta (PB), suplementadas com aminoácidos essenciais e não-essenciais, em características de carcaça e de peso das vísceras de suínos dos 32 aos 57kg de peso. Utilizaram-se 30 suínos divididos em cinco tratamentos, que consistiram de rações contendo diferentes teores de PB (10; 12; 14 e 16% de PB). Foi incluído um quinto tratamento adicionando-se aminoácidos não-essenciais na ração com menor concentração de PB (10+NNE). Após o abate, as vísceras foram retiradas, esvaziadas e pesadas. O consumo de nitrogênio não influenciou (P>0,05) o peso do fígado, do pâncreas, dos rins e do coração. O peso do trato gastrintestinal (TGI) e o somatório dos pesos do TGI e do fígado, dos rins, do pâncreas e do coração foram maiores (P<0,05) nos tratamentos 14 e 16% de PB em comparação com os tratamentos 10+NNE e 10% de PB. Conclui-se que o teor de PB, não exerce efeito no peso das vísceras intestinais, mas altera o peso do trato gastrintestinal de suínos em crescimento.

Palavras-chave: aminoácidos sintéticos, energia, proteína ideal.


ABSTRACT

One experiment was conducted in the Animal Science Department of University of Lavras (UFLA) to evaluate the effects of rations with low crude protein, supplemented with essential and non essential amino acids, in carcass characteristics and weight visceral organs of swine of the 32 to the 57kg. Thirty crossbred barrows were divided in five treatments that had consisted of rations with different crude protein (CP) levels (10; 12; 14; and 16%). A fifth treatment added to non essential aminoacid in the ration with less CP level (10+NNE) was included. After it slaughter visceral organs had been removed, emptied and weighed. The nitrogen consumption did not influence (P>0.05) the weight of the liver, pancreas, kidneys and heart. The weight of the total gastrointestinal tract and the weights of the TGI plus organs have been bigger (P<0.05) in treatments 14 and 16 in comparison with treatments 10+NNE and 10. It is concluded that crude protein level does not has effect in the weight of viscera intestines, but modifies the weight of the gastrointestinal tract of growing swine.

Key words: energy, ideal protein, synthetic amino acids.


 

 

INTRODUÇÃO

O nitrogênio dos dejetos suínos pode ser transformado em muitas substâncias nocivas ao ambiente. Uma das maneiras de reduzir a quantidade de nitrogênio dos dejetos é diminuir o excesso de PB das rações e ajustar o perfil dos aminoácidos à exigência dos animais. Vários autores têm confirmado que o desempenho obtido com rações contendo baixos teores de PB é semelhante àquele alcançado com suínos alimentados com dietas convencionais, desde que não haja deficiência de aminoácidos (TUITOEK et al., 1997; LE BELLEGO & NOBLET, 2002).

Contudo, rações com baixa quantidade de PB são associadas a excessivo acúmulo de gordura da carcaça de suínos. Acredita-se que tais resultados ocorram devido ao menor peso dos órgãos e às taxas de síntese e degradação protéica observadas em animais consumindo rações com baixo conteúdo de proteína bruta (NOBLET et al., 1987; CHEN et al., 1999; ROTH et al., 1999). Há uma correlação alta e positiva entre produção de calor no jejum e o peso dos órgãos metabolicamente ativos (KOONG et al., 1983). Os órgãos viscerais têm um metabolismo elevado e são responsáveis por uma parcela significativa das exigências de manutenção (NOBLET et al., 1987).

É possível que suínos alimentados com rações formuladas para conter concentrações reduzidas de PB, mesmo aquelas suplementadas com aminoácidos sintéticos para suprir as deficiências, apresentem maior quantidade de gordura na carcaça devido à redução no peso das vísceras (TUITOEK et al., 1997; LE BELLEGO et al., 2001). Contudo, a maior parte dos experimentos conduzidos para avaliar esta hipótese foi realizada com suínos na fase de terminação e com redução no teor de PB de até quatro pontos percentuais.

Assim, este estudo foi realizado com o objetivo principal de verificar os efeitos de rações contendo baixos teores de PB, suplementadas com aminoácidos essenciais e não-essenciais, nas características de carcaça e no peso das vísceras de suínos em crescimento.

 

MATERIAL E MÉTODOS

O experimento foi realizado no Departamento de Zootecnia da Universidade Federal de Lavras. Foram utilizados 30 suínos (32,0 ± 1,05kg) machos castrados, mestiços e de alto potencial para deposição de carne magra. Os animais foram divididos em cinco tratamentos e alojados individualmente em baias de piso compacto, equipadas com comedouro semi-automático e bebedouro tipo chupeta.

Os tratamentos experimentais foram rações isoenergéticas (com base na energia metabolizável) e isolisínicas, mas com diferentes teores de PB (Tabela 1). Considerando a relação ideal entre nitrogênio total e nitrogênio essencial (NE:NT) recomendada (0,46) na literatura (HEGER et al., 1998), incluiu-se um tratamento no qual foram adicionados aminoácidos não-essenciais (ácido glutâmico, glicina e prolina) na ração com menor teor de PB (10+NNE) para tentar isolar uma possível interferência deste fator nas variáveis estudadas.

As rações foram formuladas de acordo com o conceito de proteína ideal. Este conceito pressupõe que há uma relação fixa entre os aminoácidos e, quanto mais próxima a fração de aminoácidos da dieta estiver da relação ótima, maior será a utilização do nitrogênio. Foi utilizada a relação entre aminoácidos proposta por BAKER, 1994 (Tabela 2).

A composição química e os coeficientes de digestibilidade ileal verdadeira dos aminoácidos contidos nos ingredientes foram obtidos no NRC (1998). A quantidade de ração fornecida diariamente foi 3,5 vezes a energia de manutenção, calculada como 106 kcal de EM kgPV-0,75 (NRC, 1998). Essa quantidade foi dividida em três refeições diárias, fornecidas às 7, 13 e 19 horas. A presença de sobras de ração no comedouro foi verificada diariamente e, caso houvesse sobras, estas eram colhidas, pesadas e descontadas do total da ração fornecida. A água estava disponível para o consumo à vontade.

As rações experimentais foram formuladas com milho, farelo de soja e ingredientes não-convencionais, como amido e aminoácidos sintéticos (L-lisina, L-treonina, DL-metionina, L-triptofano, L-valina, L-isoleucina, L-leucina, L-histidina, L-fenilalanina, L-glutamato, L-glicina e L-prolina). A digestibilidade dos aminoácidos sintéticos foi considerada como 100%. Para garantir a uniformidade e a qualidade da ração, utilizou-se milho e farelo de soja de um único lote e a ração experimental foi misturada em batidas de 50 quilogramas.

Quando os animais atingiam um peso médio de 57kg, eram abatidos após um jejum de sólidos e líquido de aproximadamente 14 horas. A seguir, os suínos foram depilados e eviscerados. Os órgãos foram separados e pesados individualmente. Após a remoção do conteúdo do trato gastrintestinal, as vísceras foram novamente pesadas. A carcaça foi dividida ao meio com um corte longitudinal à coluna vertebral, e a metade esquerda foi resfriada por um período de 24 horas.

O delineamento experimental utilizado foi o bloco casualizado, sendo que o critério para formação dos blocos foi o peso inicial. No modelo estatístico utilizado para análise dos dados, foram incluídos os efeitos de bloco (B) e o tratamento (T). As análises estatísticas foram realizadas utilizando-se o programa SAS (1992).

 

RESULTADOS E DISCUSSÃO

Durante o experimento, não foram verificados problemas de saúde ou alterações no consumo de rações dos suínos. O peso de abate (PA), o peso de carcaça (PC), o rendimento de carcaça (RC), o peso de órgãos, incluindo peso da cabeça, dos pés e da cauda (PO), o peso vazio (PV) e a relação entre PV e peso final (PV:PF) são mostrados na tabela 3.

Não houve diferenças (P>0,05) no PC entre os tratamentos experimentais, mas os suínos alimentados com as rações 10+NNE e 10% de PB tiveram maiores (P<0,05) RC em relação aos suínos consumindo a ração com 16% de PB. Os animais ingerindo as rações 12 e 14% de PB apresentaram RC intermediários e semelhantes (P>0,05) aos demais tratamentos. O peso dos órgãos viscerais, incluindo cabeça, pés, cauda e sangue, (PO), foi semelhante (P>0,05) entre os tratamentos experimentais. As variáveis PV e PV:PF não foram influenciadas (P>0,05) pelos tratamentos. A relação PV:PF foi, em média, de 92,6%. Esses valores são superiores aos de suínos abatidos com peso médio de 21,4kg (89,9%) e inferiores aos de suínos abatidos com 88,2kg (94,5%), conforme descreve FERNÁNDEZ et al. (1999). A análise da composição corporal de suínos com pesos médios de 59,2kg e pertencentes a vários grupos genéticos revelou valores de PV:PF que variaram de 94,6 a 95,9% (QUINIOU et al., 1995). Para suínos abatidos com peso vivo de 69,3kg, foi obtida PV:PF de 92,8%. Esses dados demonstram que há influência do genótipo e do peso vivo na relação entre peso corporal vazio e peso final. A duração do jejum pré-abate também influencia a PV:PF. De acordo com CHEVILLON (1994), é preciso 24 horas de jejum para esvaziar o estômago. No presente experimento, o jejum pré-abate foi de 14 horas e observou-se que havia considerável conteúdo de quimo no estômago dos suínos. É possível que a duração do jejum pré-abate usado nesse experimento explique, em parte, os baixos valores de PV:PF encontrados.

Os pesos do fígado, dos rins, do pâncreas, do coração, do estômago vazio, do intestino delgado vazio, do intestino grosso vazio, o peso do trato gastrintestinal e o peso total de vísceras e do trato gastrintestinal são apresentados na tabela 4. Os pesos dos órgãos estão dentro de valores citados na literatura (GÓMEZ et al., 2002) para suínos com peso corporal semelhante aos usados no presente experimento.

O peso do fígado não foi influenciado (P>0,05) pelo conteúdo de PB. O peso de fígado aumenta com o incremento do consumo de PB (BIKKER et al., 1994), pois este é um dos principais locais de degradação de aminoácidos e de metabolismo de nitrogênio (CHEN et al., 1999). Diante dessas observações, esperava-se que o peso do fígado refletisse o teor de PB das rações experimentais. Uma possível explicação para os resultados obtidos pode estar nas diferenças entre o consumo de energia líquida (Tabela 1), uma vez que a ingestão de energia exerce influência no peso desse órgão (BIKKER et al., 1994). Em outro experimento, também não foram observadas influência da concentração de PB da ração no peso do fígado de suínos (KERR et al., 2003).

O peso de rins não foi alterado (P>0,05) pelos tratamentos. Os rins, juntamente com o fígado, são os principais órgãos de metabolismo do nitrogênio (CHEN et al., 1999). Desta maneira, era esperado que esses órgãos fossem refratários ao teor de PB das rações experimentais. Na literatura, os resultados são controversos. Enquanto alguns autores constataram efeito do teor de PB no peso de rins (KERR et al., 1995; KERR et al., 2003), outros não observaram influência do consumo de PB no peso dos rins (LE BELLEGO & NOBLET, 2002; GÓMEZ et al., 2002).

Os tratamentos experimentais não causaram diferenças (P>0,05) no peso de pâncreas dos suínos. Em geral, o pâncreas decresce em suínos alimentados com rações de baixa PB, em comparação com aqueles alimentos com rações-convencionais (CHEN et al. 1999). Mesmo assim, os resultados encontrados no presente experimento são semelhantes aos de GÓMEZ et al. (2002) e KERR et al. (2003).

O peso de coração não foi influenciado (P>0,05) pelo consumo das rações experimentais. Este mesmo resultado foi verificado em outros experimentos (KNOWLES et al. 1998; CHEN et al. 1999; KERR et al. 2003). A duração do período experimental talvez explique os resultados observados. Isto porque GÓMEZ et al. (2002) realizaram dois experimentos com duração diferente (27 e 57 dias) e constataram que o consumo de PB influenciou o peso de coração apenas no experimento de maior duração. O período experimental médio do presente estudo foi de 30 dias e é possível que isso tenha exercido efeito nos resultados obtidos.

O peso de estômago foi maior (P<0,05) nos tratamentos 12, 14 e 16% de PB, em relação aos tratamentos 10+NNE e 10% de proteína. A influência do teor de PB no peso de estômago de suínos em crescimento também foi verificada em outros estudos (KERR et al., 2003).

Suínos alimentados com as rações que continham 12 e 16% de PB tiveram os maiores (P<0,05) pesos de intestino delgado, quando comparados àqueles consumindo a ração contendo 10% de PB e adição de aminoácidos não essenciais (10+NNE). Não foram constatadas diferenças significativas (P>0,05) entre os tratamentos 10 e 14% de proteína.

O intestino grosso foi mais pesado (P<0,05) nos suínos alimentados com a ração com 14% de PB, enquanto a ração 10+NNE propiciou os menores (P<0,05) pesos de intestino grosso. Os animais submetidos às rações contendo 10, 12 e 16% de PB mostraram peso de intestino grosso intermediários.

O peso de trato gastrintestinal total foi maior (P<0,05) nos suínos consumindo as rações contendo 12, 14 e 16% de PB, em relação aos animais ingerindo a ração 10+NNE. Os animais ingerindo a ração que continha 10% de PB apresentaram trato gastrintestinal total intermediário e semelhante (P>0,05) aos demais grupos. O menor peso de trato gastrintestinal total dos suínos da ração 10+NNE pode estar relacionado com a alta concentração de aminoácidos sintéticos dessa ração em relação às demais. O excesso de aminoácidos sintéticos reduz a disponibilidade de pequenos peptídeos, o que pode ter limitado a disponibilidade de aminoácidos para a síntese de proteínas que constituem o epitélio intestinal. Tal hipótese pode ser considerada, uma vez que existem resultados demonstrando que o fornecimento de rações constituídas de aminoácidos sintéticos aumenta a atrofia do intestino de ratos (BIRKE et al. 1990).

Quando o peso do fígado, dos rins, do pâncreas, do coração e do trato gastrintestinal total foram agrupados em uma única variável (TOTAL), constatou-se que ocorreram diferenças (P<0,05) entre tratamentos. Os suínos consumindo as rações com 14 e 16% de PB apresentaram maiores pesos de órgãos (TOTAL) do que aqueles das rações 10+NNE e 10 de PB. O peso total de órgãos dos suínos alimentados com a ração de 12% de PB foi semelhante ao de outros tratamentos.

 

CONCLUSÃO

O consumo de rações com baixos teores de proteína, suplementadas com aminoácidos sintéticos, não afeta o peso do fígado, dos rins, do pâncreas e do coração, mas altera o peso do trato gastrintestinal de suínos em crescimento.

 

REFERÊNCIAS

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Recebido para publicação 03.05.05
Aprovado em 31.05.06

 

 

1 Autor para correspondência.

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