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Ciência Rural

Print version ISSN 0103-8478On-line version ISSN 1678-4596

Cienc. Rural vol.37 no.4 Santa Maria July/Aug. 2007

https://doi.org/10.1590/S0103-84782007000400004 

ARTIGOS CIENTÍFICOS
FITOTECNIA

 

Adubação nitrogenada em estádios fenológicos em cevada, cultivar “MN 698”

 

Nitrogen fertilization at different growth stages in barley, cultivar 'MN 698'

 

 

Anderson Fernando WamserI, 1; Claudio Mario MundstockII

IEstação Experimental de Caçador, Empresa de Pesquisa Agropecuária e Extensão Rural de Santa Catarina (EPAGRI). Rua Abílio Franco, 1500, Bairro Bom Sucesso, CP 591, 89500-000, Caçador, SC, Brasil. E–mail: afwamser@epagri.sc.gov.br
IIDepartamento de Plantas de Lavoura, Faculdade de Agronomia, Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS). Av. Bento Gonçalves, 7712, CP 776, 91540-000, Porto Alegre, RS, Brasil

 

 


RESUMO

A contribuição de cada componente do rendimento para a formação do rendimento de grãos em cevada é afetada pela época da suplementação nitrogenada na cultura. O objetivo do presente trabalho foi determinar os estádios fenológicos mais críticos para a suplementação nitrogenada em cevada, cultivar “MN 698”. Foram conduzidos quatro experimentos a campo em três locais do Rio Grande do Sul (Eldorado do Sul, Encruzilhada do Sul e Victor Graeff), entre os anos agrícolas de 2000 e 2001. Testaram-se duas doses de N (30/40kg ha-1 e 60/80kg ha-1) aplicadas em seis estádios de desenvolvimento do colmo principal (CP): (a) emergência das plântulas, (b) emissão da 2ª/3ª folha, (c) emissão da 4ª/5ª folha, (d) emissão da 6ª/7ª folha, (e) emissão da 8ª/9ª folha e (f) emborrachamento. Foram avaliados o rendimento de grãos e os componentes do rendimento. Os resultados indicaram que, em condições de baixa matéria orgânica no solo, as maiores respostas em rendimentos de grãos são observadas entre a emissão da 3ª folha e a emissão da 9ª folha do CP. Dentro deste período, os estádios de emissão da 3ª e 7ª folhas do CP, correspondendo ao início e final do afilhamento, são os mais críticos para a suplementação nitrogenada na cultura. Em condições de médio teor de matéria orgânica do solo, a época de aplicação de N não afetou sensivelmente o rendimento de grãos.

Palavras-chave: Hordeum vulgare L., adubação nitrogenada, estádios fenológicos.


ABSTRACT

The yield component contribution in the grain yield in barley is affected to growth stage for nitrogen supplementation. The objective of present study was to determine the critical growth stages for nitrogen fertilization in barley, cultivar MN 698. Four field experiments were carried out in Eldorado do Sul, Encruzilhada do Sul and Victor Graeff (RS), Brazil, in 2000 and 2001. Two N rates (30/40kg ha-1 and 60/80kg ha-1) were applied in six growth stages of main shoot (MS): (a) plant emergence, (b) 2nd/3rd leaf emergence, (c) 4th/5th leaf emergence, (d) 6th/7th leaf emergence, (e) 8th/9th leaf emergence and, (f) boot stage. Grain yield and yield components were analyzed. For low soil organic matter the better grain yield were observed when the N was applied at 3rd to 9th leaf emergence. The 3rd and 7th leaf emergence stages, correspondent to begging and final tiller emergence, were critical to nitrogen fertilization in barley plants. For medium soil organic matter, the time of supplementation of N not affected sensibly the grain yield.

Key words: Hordeum vulgare L, nitrogen fertilization, growth stages.


 

 

INTRODUÇÃO

A adubação nitrogenada é uma prática usada quando o solo possui restrita capacidade em fornecer a quantidade de nitrogênio (N) exigida pela cultura ao longo do seu desenvolvimento. No entanto, somente parte do N suplementado através de fertilizantes é utilizada pela planta. A eficiência agronômica da adubação nitrogenada depende de condições edáficas e meteorológicas e também de características de planta, como a taxa de absorção e a eficiência de utilização do nutriente. A eficiência do uso de N (NUE) em cereais, notoriamente, pode ser influenciada pelo genótipo (MUURINEN et al., 2006). KOLCHINSKI & SCHUCH (2002) E KOLCHINSKI & SCHUCH (2003), trabalhando com épocas de aplicação e doses de N, respectivamente, não encontraram diferenças na NUE para quatro cultivares de aveia. MUURINEN et al. (2006) encontraram significativo aumento da NUE com o lançamento de novas cultivares de aveia e trigo entre os anos de 1909 e 2002, sendo que, nas cultivares mais modernas, não houve diferenças na NUE. Entretanto, para a cevada cervejeira, esses mesmos autores não encontraram diferenças na NUE entre as cultivares lançadas durante este período. As poucas diferenças na NUE para cevada cervejeira se devem, provavelmente, ao fato de que o melhoramento desta envolve a seleção para genótipos de baixo teor de proteína no grão (MUURINEN et al., 2006), característica desejável a indústria cervejeira.

Práticas de manejo, como época e método de aplicação e tipo de adubo, também podem afetar a eficiência agronômica da adubação nitrogenada em plantas cultivadas (ANGHINONI, 1986). A variação na época de aplicação de N, dentro das práticas de manejo de cereais de estação fria, constitui-se em interessante método para a maximização da eficiência da adubação nitrogenada, com possíveis conseqüências sobre o rendimento de grãos (MUNDSTOCK, 1999). Seu princípio consiste em fornecer a quantidade necessária nos estádios de maior demanda de N pela planta. Estes estádios estão relacionados, principalmente, com a época de formação das estruturas que vão dar origem aos componentes do rendimento.

O rendimento de grãos, em cereais de estação fria, é composto pelo número de espigas área-1, número de grãos espiga-1 e massa de grão. Ao longo da ontogênese da cultura, o início da formação e a concretização do potencial destas estruturas, ou seja, a quantidade final de cada componente do rendimento, ocorrem em diferentes estádios fenológicos (MCMASTER, 1997). Cada componente do rendimento, dessa forma, tem resposta diferenciada à suplementação nitrogenada de acordo com o estádio fenológico em que esta é realizada, sendo alguns favorecidos em detrimento a outros. Esta resposta diferenciada pode ser utilizada para explorar as interações que favoreçam a eficiência da adubação nitrogenada e o aumento no rendimento de grãos. Para tanto, é necessário estabelecer os estádios fenológicos da cultura, em que a aplicação de N propicie as melhores interações.

O presente trabalho teve como objetivos determinar, dentro do ciclo da cevada, o período de resposta em rendimento de grãos à aplicação de N e determinar, dentro deste período, os estádios fenológicos críticos à aplicação de N, nos quais se observam os maiores rendimentos de grãos.

 

MATERIAL E MÉTODOS

Três experimentos foram realizados no ano de 2000, o primeiro na Estação Experimental Agronômica da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (EEA/UFRGS), no município de Eldorado do Sul (RS), o segundo no Campo Experimental de Cevada da Companhia Brasileira de Bebidas (CEC/AmBev), no município de Encruzilhada do Sul (RS), e o terceiro no Campo Experimental Norte da Companhia Brasileira de Bebidas (CEN/AmBev), no município de Victor Graeff (RS). Um experimento foi realizado no ano de 2001, no CEN/AmBev. Os solos das áreas experimentais de Eldorado do Sul, Victor Graeff e Encruzilhada do Sul foram caracterizados como Argissolo Vermelho distrófico típico, Latossolo Vermelho distrófico típico e Argissolo Vermelho-Amarelo distrófico típico, respectivamente (EMBRAPA, 1999). Os atributos químicos dos solos das áreas experimentais são apresentados na tabela 1.

Os tratamentos testados consistiram na combinação de seis épocas de aplicação e duas doses de N na forma de uréia (45% de N). As aplicações de N foram realizadas de acordo com a escala de desenvolvimento do colmo principal (CP) proposta por HAUN (1973), nos seguintes estádios: a) 0.1 (emergência das plântulas); b) 2.1 (emissão da 3ª folha); c) 4.1 (emissão da 5ª folha); d) 6.1 (emissão da 7ª folha); e) 8.1 (emissão da 9ª folha) e f) emborrachamento. O experimento conduzido em Victor Graeff, no ano de 2001, apresentou as épocas de aplicação de N de acordo com os seguintes estádios de desenvolvimento: a) 0.1 (emergência das plântulas); b) 1.1 (emissão da 2ª folha); c) 3.1 (emissão da 4ª folha); d) 5.1 (emissão da 6ª folha); e) 7.1 (emissão da 8ª folha) e f) emborrachamento. Em Victor Graeff, no ano de 2000, não houve aplicação de N por ocasião da emissão da 3a folha (3.1 da escala Haun).

Em Eldorado do Sul, as doses testadas de N foram 40 e 80kg ha-1. Em Encruzilhada do Sul e em Victor Graeff, utilizaram-se as doses de 30 e 60kg ha-1. A menor dose de N foi aplicada de forma única nos seis estádios de desenvolvimento. A maior dose de N foi aplicada de forma única nos seis estádios de desenvolvimento ou parcelada, sendo 40 ou 30kg ha-1 no momento da emergência e 40 ou 30kg ha-1 nos demais estádios de desenvolvimento. Em todos os locais foi utilizado um tratamento controle, sem aplicação de N.

A cultivar de cevada utilizada nos experimentos foi a “MN 698”, apresentando ciclo de 140 dias (90 dias da semeadura ao espigamento), estatura de 70-80cm e moderada resistência ao acamamento (CAIERÃO & SPEROTTO, 2006). A semeadura direta foi realizada nos dias 23/06/2000 em Eldorado do Sul, 18/05/2000 e 31/05/2001 em Victor Graeff, e 18/07/2000 em Encruzilhada do Sul, utilizando semeadora em linha, na densidade correspondente a 250 sementes aptas metro-2. As culturas antecessoras foram o milho em Eldorado do Sul e a soja em Encruzilhada do Sul e Victor Graeff.

A adubação de base foi feita com fósforo e potássio, em Eldorado do Sul, com a aplicação em linha de 90kg ha-1 de P2O5 e 45kg ha-1 de K2O, nas formas de superfosfato triplo e cloreto de potássio, respectivamente. Em Encruzilhada do Sul e em Victor Graeff, a adubação de base consistiu na aplicação de 50kg ha-1 de P2O5 e 60kg ha-1 de K2O, nas formas de superfosfato triplo e cloreto de potássio, respectivamente. Demais práticas de manejo foram realizadas de acordo com as Recomendações da Comissão de Pesquisa de Cevada para o cultivo de cevada cervejeira em 1999 e 2000 (COMISSÃO, 1999).

O delineamento experimental foi o de blocos casualizados com quatro repetições. Cada parcela foi constituída de 11 linhas com 5m de comprimento e 17cm entre linhas. Na colheita, foi avaliado o rendimento de grãos em todos os locais. Em Eldorado do Sul, foram avaliados também os componentes do rendimento número de espigas área-1, número de grãos espiga-1 e massa de grão. As variáveis estudadas foram submetidas à análise de variância pelo teste de F. Quando alcançada significância estatística (P£0,05), as médias dos tratamentos foram comparadas pelo teste de Duncan, em nível de significância de 5%.

 

RESULTADOS E DISCUSSÃO

As produtividades médias de grãos em Eldorado do Sul e Encruzilhada do Sul foram menores que as obtidas em Victor Graeff (Tabela 2). Os solos das áreas de Eldorado do Sul e Encruzilhada do Sul apresentaram teor baixo de matéria orgânica do solo e, conseqüentemente, possuíam menor capacidade de disponibilizar N à cultura, em relação ao teor médio observado nas áreas de Victor Graeff (Tabela 1). A menor capacidade dos solos de Eldorado do Sul e Encruzilhada do Sul de disponibilizarem N às plantas resultou em maiores variações na produtividade de grãos, em relação a Victor Graeff, possibilitando determinar o período e os estádios críticos à adubação nitrogenada nestes locais.

De forma geral, o período da emissão da 3ª folha à emissão da 9ª folha correspondeu ao de maior resposta à adubação nitrogenada em Eldorado do Sul e Encruzilhada do Sul (Tabela 2). Este período foi semelhante ao encontrado por BREDEMEIER & MUNDSTOCK (2001) em trigo e por MUNDSTOCK & BREDEMEIER (2001) em aveia. A aplicação de N nos estádios iniciais do desenvolvimento da cultura é importante para o rendimento, sendo que a formação de espiguetas é incrementada (FRANK & BAUER, 1996). Este efeito foi visualizado em Eldorado do Sul através do número de grãos espiga-1 (Figura 1B). Houve aumento do número de grãos espiga-1 com a aplicação única da menor dose de N e fracionada da maior dose de N na emissão da 3ª folha do CP, se comparado com o tratamento de N aplicado na emergência das plântulas. Assim, há vantagens quando o fornecimento de N ocorre em estádios mais próximos ao início da formação das espiguetas, que começa na emissão da 5ª ou 6ª folha do CP (MCMASTER, 1997). Para a aplicação de N coincidindo com este estádio, houve menor resposta no incremento de grãos espiga-1. É possível que a não-aplicação de N até este estádio tenha induzido a planta a formar menor número de espiguetas espiga-1, ajustando-se à menor disponibilidade de N no solo.

A disponibilidade inicial de N também é importante para a produção de colmos por área através do incremento na emissão de afilhos (LONGNECKER et al., 1993; GROHS et al., 2001). Porém, houve menor número de espigas área-1 com as aplicações iniciais de N até a emissão da 5ª folha do CP em relação aos estádios posteriores, até a emissão da 9ª folha do CP (Figura 1A). A aplicação de N até a emissão da 3ª folha do CP pode ter produzido maior número de colmos, porém o suprimento inicial de N não foi suficiente para atender à demanda no período de alongamento dos entrenós, intensificando a competição entre os colmos e a senescência dos mesmos.

A aplicação de N no final do afilhamento, emissão da 7ª folha do CP, favoreceu a consolidação do número de espigas área-1 e o número de grãos espiga-1 (Figura 1A e 1B). Como a falta de N até este estádio pode diminuir a emissão de afilhos (LONGNECKER et al., 1993), o efeito do N se deu, possivelmente, sobre a maior sobrevivência dos colmos formados. O N minimiza os efeitos da forte competição que existe entre os colmos a partir deste estádio, já que, durante o alongamento dos entrenós, há extrema competição por recursos do ambiente (GARCÍA DEL MORAL et al., 1984), favorecendo o desenvolvimento dos colmos presentes no final do afilhamento (MUNDSTOCK & BREDEMEIER, 2001).

O maior número de grãos espiga-1, com a aplicação de N no final do afilhamento, pode ser atribuído ao aumento no número de flores diferenciadas e à diminuição do aborto floral. O número de espiguetas formadas não foi determinado, mas provavelmente não foi afetado pelo N, pois neste estádio a espigueta terminal já está formada, não havendo possibilidade do incremento deste componente (MCMASTER, 1997). Como após a formação da espigueta terminal ocorre a diferenciação floral (WILLIAMS, 1966) e, posteriormente, o ajuste do número de flores, pelo aborto floral (MCMASTER, 1997), provavelmente estes dois processos foram responsáveis pelo aumento de grãos observado. Assim, a disponibilidade de N neste período pode ter aliviado a competição interna existente para o alongamento dos entrenós e para a formação da inflorescência, auxiliando o desenvolvimento desta e diminuindo o aborto de flores.

As respostas com a aplicação no período de alongamento dos entrenós (emissão da 9ª folha) mostram a possibilidade de se obter incrementos no rendimento de grãos em estádios tardios, como observado nos ambientes estudados. Os acréscimos podem ser atribuídos ao aumento da sobrevivência de afilhos, que resultou na consolidação de elevado número de espigas área-1 (Figura 1A). A resposta fisiológica é similar àquela discutida quando o N é aplicado no final do afilhamento. Neste período, a emissão de afilhos já foi encerrada, mas a disponibilidade de N aumenta a sobrevivência dos colmos existentes mesmo que o processo de alongamento dos entrenós já esteja em andamento. Nem sempre este comportamento é observado (RAMOS et al., 1995), mas ele mostra que, na emissão da 9ª folha do CP, ainda não está fixado o número de afilhos que possuem potencial para produzirem espigas, contradizendo GARCÍA DEL MORAL et al. (1984), que não observaram aumentos na sobrevivência de afilhos com a aplicação de N neste estádio.

As aplicações de N próximas ao final do ciclo vegetativo da cultura (emborrachamento) não incrementaram o rendimento de grãos, como observado em todos os locais. Somente a massa de grão foi favorecida (Figura 1C). As plantas que recebem N neste estádio possuem área foliar ativa por mais tempo, aumentando a produção de fotoassimilados e a duração do período de enchimento de grãos (MCMASTER, 1997).

A necessidade em N pela planta em dois estádios de desenvolvimento da cultura faz com que se obtenha benefícios com o parcelamento de N, como também observado por ZEBARTH & SHEARD (1992). Os dados obtidos em Eldorado do Sul e Encruzilhada do Sul, no ano de 2000, confirmam esta exigência, segundo os quais a aplicação de N na emergência e na emissão da 7ª folha do CP proporcionaram os maiores rendimentos de grãos (Tabela 2).

Quando houve maior potencial de suprimento de N pelo solo (médio teor de matéria orgânica), como observado em Victor Graeff, nos anos de 2000 e 2001, houve poucas diferenças em rendimento de grãos entre os estádios de aplicação de N (Tabela 2). Neste caso, a suplementação de N pode ser suficiente para a produção de número adequado de espiguetas e de afilhos e se estende para consolidar o rendimento de grãos, através da diminuição da mortalidade de colmos e do incremento do número de flores. O parcelamento de N neste caso tem pouco efeito no incremento de rendimento de grãos.

 

CONCLUSÕES

Dentro do ciclo da cevada cv. “MN 698”, o período de maior resposta à suplementação nitrogenada ocorre entre a emissão da 3ª e da 9ª folha do CP. Dentro deste período, o início e o final do afilhamento são os estádios mais críticos à aplicação de N, devido à maior exigência de N pela planta para formação e concretização dos componentes do rendimento número de colmos área-1 e número de grãos espiga-1.

Em condições de elevado potencial de suprimento de N pelo solo, os estádios fenológicos para a suplementação nitrogenada possuem menor importância na formação do rendimento de grãos.

 

AGRADECIMENTOS E APRESENTAÇÃO

Ao Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e à Companhia Brasileira de Bebidas (AmBev), pelo suporte financeiro. Parte da Dissertação de Mestrado apresentada pelo primeiro autor ao Programa de Pós-graduação em Fitotecnia da Universidade Federal do Rio Grande do Sul – UFRGS, Porto Alegre, RS, Brasil.

 

REFERÊNCIAS

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Recebido para publicação 08.08.06
Aprovado em 27.12.06

 

 

1 Autor para correspondência.

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