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Ciência Rural

Print version ISSN 0103-8478

Cienc. Rural vol.37 no.5 Santa Maria Sept./Oct. 2007

http://dx.doi.org/10.1590/S0103-84782007000500003 

ARTIGOS CIENTÍFICOS
DEFESA FITOSSANITÁRIA

 

Inibição do desenvolvimento de fungos fitopatogênicos por detergente derivado de óleo da mamona (Ricinus communis)

 

The castor oil plant detergent (Ricinus communis) inhibits the asexual development of phytopathogenic fungi

 

 

Eunice Hitomi TakanoI; Cleverson BussoI; Evelyn Almeida Lucas GonçalvesI; Gilberto Orivaldo ChiericeII; Sérgio Augusto Catanzaro-GuimarãesIII; Marialba Avezum Alves de Castro-PradoI, 1

IDepartamento de Biologia Celular e Genética, Universidade Estadual de Maringá. Av. Colombo, 5790, 87020-900, Maringá, PR, Brasil
IIInstituto de Química, Universidade de São Carlos, Universidade de São Paulo, CP 369, 13650, São Carlos, SP, Brasil
IIIUniversidade Sagrado Coração de Jesus. Rua Irmã Arminda, 10-50, 17011-160, Bauru, SP, Brasil

 

 


RESUMO

No presente estudo avaliou-se o efeito fungitóxico do detergente derivado do óleo da mamona (Ricinus communis) sobre o desenvolvimento dos fitopatógenos: Pyricularia grisea, Fusarium graminearum e Colletotrichum lindemuthianum. Seis concentrações do detergente (12,5mL L-1 a 300mL L-1) foram, individualmente, incorporadas ao Meio Basal; a seguir, após inoculação fúngica, o crescimento radial dos micélios foi avaliado. A inibição total do desenvolvimento de C. lindemuthianum e P. grisea foi observada entre as concentrações de 50mL L-1 e 200mL L-1, respectivamente. Com base no crescimento miceliano das colônias de F. graminearum, a atividade antifúngica do detergente do óleo da mamona (DOM) determinou inibição variável entre 79,4 e 91% para a raça F2 e entre 80,7 e 90,7% para a raça F4. O detergente, nas concentrações de 100 a 300mL L-1, inibiu em 100% a germinação de conídios de F. graminearum (raças F-4 e F-2). Os resultados demonstram nítida atividade antifúngica do detergente derivado do óleo da mamona sobre fitopatógenos.

Palavras chave: atividade antifúngica, fungos, óleo da mamona, detergentes.


ABSTRACT

In the present study the fungitoxic effect of the castor oil plant detergent (Ricinus communis) on the development of the phytopathogens Pyricularia grisea, Fusarium graminearum and Colletotrichum lindemuthianum was evaluated. Six concentrations of the detergent (12.5mL L-1 to 300mL L-1) had been, individually, incorporated to the Basal Medium. After fungi inoculations, the radial growth of mycelia were evaluated. Detergent at 50mL L-1 and 200mL L-1 inhibited completely the development of P. grisea and C. lindemuthianum, respectively. On the basis of the mycelial growth of F. graminearum, the fungitoxic activity of the castor oil plant detergent (DOM) determined inhibition in the range of 79.4 and 91% for the F2 race and 80.7 and 90.7% for the F4 race. Detergent at the concentrations of 100mL L-1 to 300mL L-1 inhibited in 100% the F. graminearum germination conidia (races F-4 and F-2). Results demonstrate the fungitoxic activity of the castor oil plant detergent on phytopathogenic fungi.

Key Words: fungitoxic activity, fungus, castor oil, detergent.


 

 

INTRODUÇÃO

A mamoneira (Ricinus communis) é uma planta de origem tropical, resistente à seca e exigente em calor e luminosidade. É considerada uma oleaginosa de alto valor econômico em razão de suas inúmeras possibilidades de aplicação na área industrial. O fruto da mamoneira apresenta aproveitamento integral, obtendo-se como produto principal o óleo, estável sob variadas condições de pressão e temperatura, e como subproduto a torta, a qual pode ser utilizada como adubo orgânico (COSTA et al., 2004).

O ácido ricinoleico é o principal componente do óleo da mamona, sendo inúmeras as suas aplicações. Além de purgativo, o óleo de rícino pode ser utilizado na fabricação de tintas, corantes, anilinas, desinfetantes, germicidas, óleos lubrificantes de baixa temperatura, colas e aderentes, náilon e matéria plástica. O óleo pode ainda ser utilizado na produção de biodiesel e como base na manufatura de cosméticos e de muitas drogas farmacêuticas (DE OLIVEIRA et al., 2005; COSTA et al., 2004).

Embora a toxicidade da mamoneira seja conhecida desde tempos remotos, o óleo de rícino não é tóxico, visto que a ricina, proteína tóxica presente nas sementes, não é solúvel em lipídeos, ficando todo o componente tóxico restrito à torta (GAILLARD & PEPIN, 1999). A ricina inativa específica e irreversivelmente os ribossomos eucarióticos, impedindo a síntese protéica (LORD et al., 1994).

O óleo da mamona, obtido por prensagem das sementes, constitui a substância precursora de um polímero e de uma solução composta por ésteres do ácido ricinoleico, denominada detergente do óleo da mamona (FERREIRA et al., 1999). Implantes de resina de mamona têm se mostrado compatíveis no interior de ossos longos em coelhos (IGNÁCIO et al., 1997), em ossos de cão em fase de crescimento (MARIA et al., 2004) e no reparo de osso alveolar de ratos (CALIXTO et al., 2001). O detergente derivado do óleo da mamona, por sua vez, apresentou propriedade antimicrobiana no tratamento de dentes com necrose de polpa e a atividade bactericida desta substância foi semelhante à do hipoclorito de sódio (FERREIRA et al., 1999; 2002).

No fungo filamentoso Aspergillus nidulans, o detergente derivado do óleo da mamona induziu alterações morfológicas nas colônias e nos conidióforos, atraso na produção de conídios e aumento nas freqüências de recombinação mitótica na linhagem diplóide UT448//UT196 (SOUZA-JÚNIOR et al., 2004).

Diversas plantas silvestres são conhecidas por suas propriedades medicinais e antimicrobianas e, em função disto, grandes esforços têm sido direcionados na busca de métodos alternativos, seguros e de baixo custo, para o controle de doenças em plantas (SITANSU & DÉB, 1977; TEWARI & MANDAKINI, 1991; RICE et al., 1998).

O presente trabalho teve como objetivo investigar o efeito do detergente derivado do óleo da mamona (DOM) sobre a germinação de conídios de Fusarium graminearum e sobre o desenvolvimento miceliano dos fitopatógenos Pyricularia grisea, Colletotrichum lindemuthianum e F. graminearum. As concentrações de DOM que induziram más-formações nos conidióforos e atraso na conidiogênese em A. nidulans (SOUZA-JÚNIOR et al., 2004) foram tomadas como referência no presente trabalho.

 

MATERIAL E MÉTODOS

As espécies fúngicas avaliadas foram Pyricularia grisea (raça BC5), Fusarium graminearum (raças F-2 e F-4) e Colletotrichum lindemuthianum (raça 64). Os isolados de P. grisea e F. graminearum foram isolados de espigas de trigo com sinais indicativos de brusone e giberela, respectivamente, e coletadas na região de Palotina, Estado do Paraná. O isolado de C. lindemuthianum foi, gentilmente, cedido pela Embrapa Arroz e Feijão (Goiás).

Os meios utilizados foram previamente descritos por CORREL et al. (1987) e CRAWFORD et al. (1986): a) Ágar-Batata-Dextrose - 1000mL de H2O destilada, 250g de batata, 15g de glicose e 15g de Ágar; b) Meio Basal (MB) -1000mL de H2O destilada, 30g de sacarose, 1g de KH2PO4, 0,5g de MgSO4 .7 H2O, 0,5g de KCl, 10mg FeSO4 . 7 H2O, 2g de NaNO3 , 15g de Ágar e 0,2ml da solução de elementos-traços (95ml de H2O destilada, 5g de ácido cítrico, 1g de Fe(NH4)2(SO4)2 .6 H2O, 0,25g de CuSO4 . 5 H2O, 50mg MnSO4 . H2O, 50mg H3BO3, 50mg NaMoO4 . 2 H2O).

O detergente, gentilmente cedido pelo Prof. Dr. Gilberto Orivaldo Chierice (Instituto de Química de São Carlos, Universidade de São Paulo), foi utilizado no presente trabalho, após esterilização em autoclave, nas concentrações de 12,5mL L-1 a 300mL L-1.

Efeito de DOM sobre o crescimento miceliano (RIBEIRO & BEDENDO, 1999) - Discos de micélio de 5mm de diâmetro, retirados da periferia das colônias de P. grisea, C. lindemuthianum e F. graminearum, cultivadas durante quatro dias em Ágar-Batata-Dextrose a 22 ± 2°C, foram inoculados em placas de Petri contendo MB + DOM (12,5mL L-1 a 300mL L-1). Cada placa corresponde a uma repetição e, para cada tratamento, oito placas foram preparadas. As culturas foram incubadas a 22 ± 2°C em presença e na ausência de luz (12 horas/12 horas). O efeito de DOM sobre o crescimento miceliano dos fitopatógenos foi avaliado através da média do crescimento radial das colônias, o qual foi avaliado em dois eixos ortogonais. As medidas, em milímetros, foram realizadas após 96, 192, 240 e 288 horas de incubação e os resultados obtidos foram estatisticamente comparados utilizando-se o teste de Bonferroni, com 5% de significância.

O efeito de DOM sobre a germinação de conidios (RIBEIRO & BEDENDO, 1999; MOLISZEWSKA & PISAREK, 1996) foi avaliado somente com o patógeno F. graminearum devido à menor sensibilidade desta espécie ao detergente. Suspensões de conídios das raças F-2 e F-4 de F. graminearum foram, individualmente, preparadas em NaCl (0,85%), com conídios coletados de colônias cultivadas em Ágar-Batata-Dextrose, após quatro dias de incubação a 22 ± 2°C, em presença e em ausência de luz (12 horas/12 horas). Alíquotas de 0,1mL das suspensões de conídios das raças F-2 e F-4, contendo aproximadamente 75 e 94 conídios respectivamente, conforme determinado pela contagem em câmara de Neubauer, foram inoculadas em um total de oito placas de Petri contendo MB, sendo quatro placas para cada raça. As placas foram incubadas por 48 horas a 22 ± 2°C, em períodos alternados de presença e ausência de luz (12 horas/ 12 horas). A viabilidade dos conídios foi determinada através da fórmula: [no observado de colônias (NO) ¸ ( no esperado de colônias (NE)] x 100, em que NO é o número observado de colônias formadas nas placas de MB e NE, o número esperado de colônias, sendo NE determinado pela contagem de conídios em câmara de Neubauer.

Para avaliar-se o efeito de DOM sobre a germinação de conídios, alíquotas (0,1mL) das suspensões de conídios das raças F-2 e F-4 de F. graminearum foram separadamente inoculadas em quatro placas contendo MB (controle) e quatro contendo MB + DOM (100mL L-1, 200mL L-1 e 300mL L-1). As placas foram incubadas por 48 horas, conforme descrito acima. Após este período, efetuou-se a contagem das colônias formadas em presença (tratamento) e em ausência de DOM (controle).

 

RESULTADOS E DISCUSSÃO

O efeito fungitóxico de DOM sobre o desenvolvimento de P. grisea, C. lindemuthianum e F. graminearum foi observado em todas as concentrações estudadas (Tabelas 1 a 3). A inibição do crescimento miceliano observada foi diretamente proporcional ao aumento das concentrações de DOM para C. lindemuthianum (raça 64). A inibição total (100%) do desenvolvimento deste patógeno foi obtida com a dose de 50mL L-1 e, com a dose de 200mL L-1, observou-se também inibição total do isolado BC5 de P. grisea. O efeito inibitório de DOM sobre o crescimento miceliano de P. grisea, entretanto, não foi proporcional ao aumento das concentrações utilizadas. Nas menores concentrações, DOM produziu inibições médias de 78,0% (12,5mL L-1 ) e 68,3% (50mL L-1) nas raças 64 (C. lindemuthianum) e BC5 (P. grisea), respectivamente (Tabelas 1 e 2).

F. graminearum foi o patógeno cuja inibição do crescimento colonial requereu as maiores concentrações de DOM, embora as raças F-2 e F-4 tenham respondido igualmente às diferentes concentrações utilizadas (100mL L-1 a 300mL L-1). O efeito antifúngico de DOM produziu valores médios de inibições no crescimento miceliano de F. graminearum que variaram de 79,4 a 91,0% para a raça F-2, e 80,7 a 90,7% para a raça F-4 (Tabela 3).

A atividade antifúngica de DOM observada no presente estudo é consistente com resultados obtidos em trabalhos anteriores, utilizando-se extratos de sementes e de folhas de R. communis (RIBEIRO & BEDENDO, 1999; KHALLIL, 2001; TEQUIDA-MENEZES et al., 2002; HARISH et al., 2004). Em Helminthosporium orizae, extratos aquosos das sementes de R. communis inibiram em 55,68% o crescimento miceliano, sendo que a germinação de conídios do mesmo patógeno foi reduzida em 58,3% (HARISH et al., 2004).

O efeito fungitóxico de extratos alcoólicos de folhas de R. communis foram testados sobre os fungos Aspergillus flavus, Aspergillus niger, Penicillium chrysogenum, Penicillium expansum, Fusarium poae e Fusarium moniliforme. Os extratos metanólicos não inibiram o crescimento de A. niger e apresentaram efeito fungicida discreto para os demais fungos testados, com inibição máxima de 48,1% sobre o crescimento miceliano de F. poae. Para os extratos etanólicos, foram observados percentuais de inibição que variaram de 5,9%, para F. poae, a 38,8% para F. poae (TEQUIDA-MENESES et al., 2002).

Extratos aquosos de folhas da mamoneira foram efetivos em inibir a esporulação de C. gloeosporioides e a germinação de conídios de Alternaria solani. Em C. gloeosporioides, as inibições variaram de 18,1 a 81,8%, sendo que os maiores percentuais de inibição foram obtidos com as maiores concentrações utilizadas (RIBEIRO & BEDENDO, 1999). Sobre A. solani, os extratos aquosos de folhas de mamoneira foram capazes de inibir a germinação de conídios em percentuais médios de 84,8±3,0 (KHALLIL, 2001).

No presente trabalho, o efeito de DOM sobre a germinação de conídios foi avaliado nas raças F-2 e F-4 de F. graminearum. A viabilidade dos conídios, confirmada após 48 horas de incubação, revelou ser de 70,6% para F-2 e de 75,7% para F-4. Concentrações entre 100mL L-1 e 300mL L-1 inibiram completamente a germinação dos conídios dos isolados F-2 e F-4 (Tabela 4). Analisando-se em conjunto os resultados das tabelas 3 e 4, observa-se que, para o patógeno F. graminearum, DOM mostrou-se mais efetivo em inibir a germinação de conídios do que o crescimento miceliano do patógeno.

Diversas plantas medicinais foram caracterizadas como fontes naturais de substâncias com potenciais antimicrobianos e fungitóxicos, as quais podem ser utilizadas no controle de fitopatógenos (HARISH et al., 2004; KHALLIL, 2001). A importância de se identificar novos agentes de origem vegetal com efeitos fungitóxicos consiste não somente na eficácia dos extratos, que apresentam efeito inibitório significativo sobre o crescimento de fitopatógenos, como também no efeito inofensivo destes agentes ao homem e ao meio ambiente. Neste sentido, DOM pode vir a constituir uma estratégia alternativa e de baixo custo para o controle de doenças em plantas.

Os resultados do presente estudo indicam o potencial do detergente derivado do óleo da mamona no controle alternativo da antracnose, brusone e giberela por apresentar efeito fungitóxico direto sobre C. lindemuthianum, P. grisea e F. graminearum. O efeito antifúngico de DOM pode ser atribuído a danos causados na parede celular dos microrganismos, com a conseqüente perda de constituintes citoplasmáticos e morte celular. Estudos cromatográficos, para a identificação dos componentes responsáveis pela atividade fungitóxica de DOM, estão sendo realizados.

Embora os resultados obtidos in vitro sejam favoráveis ao emprego de DOM no controle de fungos fitopatogênicos, estudos futuros, desenvolvidos a campo e utilizando diferentes concentrações de DOM, são requeridos para a avaliação da fungitoxicidade do detergente in vivo.

 

CONCLUSÕES

O detergente derivado do óleo da mamona (DOM) é um agente potencial para o controle de doenças em plantas, tais como antracnose, brusone e giberela, pois apresenta efeito inibitório sobre o desenvolvimento in vitro dos patógenos C. lindemuthianum, P. grisea e F. graminearum. DOM inibiu em até 100% o crescimento miceliano de C. lindemuthianum e P. grisea. No controle do desenvolvimento de F. graminearum, DOM foi mais efetivo em inibir a germinação de conídios do que o crescimento miceliano do patógeno.

 

REFERÊNCIAS

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Recebido para publicação 05.06.06
Aprovado em 24.01.07

 

 

1 Autor para correspondência.