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Ciência Rural

Print version ISSN 0103-8478

Cienc. Rural vol.38 no.8 Santa Maria Nov. 2008

http://dx.doi.org/10.1590/S0103-84782008000800028 

ARTIGOS CIENTÍFICOS
REPRODUÇÃO ANIMAL

 

Adição de piruvato de sódio e trolox ao diluidor utilizado para congelação de sêmen de garanhões férteis e subférteis

 

Effect of pyruvate and trolox added to the extender used for freezing fertile and subfertile stallion semen

 

 

Karen Mascaro Gonçalves da SilvaI, 1; Sandra Cristina GamboaII; Ana Sofia RodriguesIII; João Ramalho SantosIII; Maria Madalena Pessoa GuerraI

IDepartamento de Medicina Veterinária, Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFPE), 52171-900, Recife, PE, Brasil. E-mail: karenmascaro1@hotmail.com
IILaboratório de Reprodução Animal, Departamento de Ciências Zootécnicas, Escola Superior Agrária, Instituto Politécnico de Coimbra, Coimbra, Portugal
IIIDepartamento de Zoologia, Centro de Neurociência e Biologia Celular de Coimbra, Universidade de Coimbra, 3004-517, Coimbra, Portugal

 

 


RESUMO

O objetivo deste trabalho foi avaliar o efeito do piruvato e trolox (forma solúvel da vitamina E) sobre a qualidade espermática pós-descongelamento. Assim, com o intuito de proteger as células espermáticas dos efeitos deletérios da criopreservação,foram considerados os seguintes tratamentos: T1 (Controle)= INRA82-HEPES sem antioxidantes; T2= INRA82-HEPES + 2mM de piruvato e T3= INRA82-HEPES + 120mM de trolox. As amostras de sêmen descongeladas foram avaliadas quanto à motilidade total (MT) e progressiva (MP),a integridades de membrana plasmática e acrossômica, integridade do DNA, à estabilidade de membrana e ao potencial de membrana mitocondrial (Δψm). A adição de piruvato proporcionou resultados superiores (P<0,05) àqueles obtidos com trolox na motilidade espermática total (9,17 e 14,5%, respectivamente). A adição de piruvato incrementa a motilidade espermática (18,92 e 19,0%, respectivamente) em garanhões férteis e subférteis submetidos à congelação.

Palavras-chave: trolox, piruvato, congelação, viabilidade espermática, eqüino.


ABSTRACT

The objective of this research was to evaluate the effect of pyruvate and trolox on the thawed sperm quality. For freezing, antioxidants were added to INRA 82-HEPES extender to protect sperm from the deleterious effects of oxidative stress, according to the treatments: T1= INRA82-HEPES without antioxidants; T2= INRA82-HEPES + 2mM of pyruvate and T3= INRA82-HEPES + 120 mM de trolox. The thawed semen samples were evaluated according to the total (MT) and progressive (MP) motility, integrity of plasma and acrossomal membrane, DNA integrity, membrane stability and mitochondrial membrane potential (Δψm). It was observed that the addition of pyruvate resulted in a significantly higher total sperm motility (P<0.05) to those obtained with trolox (9.17 and 14.5%, respectively). It can be concluded that the addition of pyruvate improves sperm motility (18.92 and 19.0%, respectively) in samples from fertile and sub-fertile stallions submitted to freezing.

Key words: trolox, pyruvate, freezing, spermatic viability, equine.


 

 

INTRODUÇÃO

Sabe-se que o garanhão é um reprodutor de dias longos e que a qualidade espermática pode ser influenciada de forma negativa fora do período reprodutivo. Apesar disso, em regiões de clima marcadamente distinto, a época de menor luminosidade pode ser o melhor período para a criopreservação, sendo que a viabilidade dessas células espermáticas pós-congelação pode variar não apenas devido ao clima, mas também pode sofrer influência do ejaculado e do garanhão.

Os espermatozóides possuem a capacidade inerente de produzir espécies reativas ao oxigênio (ROS), responsáveis por alterações espermáticas indispensáveis ao processo de fertilização. Entretanto, a produção excessiva de ROS determina estresse oxidativo que prejudica a sobrevivência e a manutenção da capacidade fertilizante desses gametas (GUERRA et al., 2004). Alguns procedimentos utilizados em laboratório para a congelação aumentam a produção de ROS (CEROLINI et al., 2001).

Em mamíferos, as membranas espermáticas são ricas em ácidos graxos poliinsaturados, tornando-as susceptíveis a danos peroxidativos induzidos por radicais livres (SIKKA, 2004), determinando perda de suas funções (CHRISTOVA et al., 2004) e da integridade do DNA (BAUMBER et al., 2003), além de depleção de ATP e perda de motilidade espermática (De LAMIRANDE et al., 1997).

Visando reduzir danos oxidativos causados pela elevada concentração de ROS, alguns pesquisadores têm adicionado substâncias antioxidantes em amostras de sêmen de várias espécies, inclusive eqüinos (BRUEMMER et al., 2001; ALMEIDA & BALL, 2005). O ânion piruvato tem sido conhecido como captador de peróxido de hidrogênio nos sistemas celulares, promovendo proteção contra danos oxidativos, considerado ainda como excelente substrato energético que pode se mover livremente no citoplasma e nas mitocôndrias da célula (UPRETI et al., 1997) e na dose de 2mM melhorou a motilidade de sêmen resfriado de eqüino (BRUEMMER et al., 2001). A vitamina E (a-tocoferol e seus derivados) protege as células de radicais de oxigênio, in vivo e in vitro, e acredita-se que ela é o inibidor primário de radicais livres encontrados em pequenas quantidades nas membranas celulares e no plasma seminal de mamíferos (SIKKA, 2004). O trolox, na dosagem de 120mM, promoveu melhora na motilidade espermática de sêmen resfriado de eqüino em experimento prévio, ratificando sua ação como antioxidante.

O objetivo deste trabalho foi avaliar o efeito do piruvato e do trolox (forma solúvel da vitamina E) sobre a qualidade espermática pós-descongelamento.

 

MATERIAL E MÉTODOS

O estudo foi realizado durante a estação reprodutiva (primavera-verão) no hemisfério norte, região de clima mediterrâneo. As amostras de sêmen foram obtidas de cinco garanhões de raças distintas, que permaneceram estabulados na Escola Superior Agrária de Coimbra (Portugal). Os garanhões foram submetidos, no início da época reprodutiva, a exame andrológico e foram classificados como férteis (RF; Puro Sangue Lusitano, Anglo-Árabe, Holstein) e subférteis (RSF; Sorraia e Garrana), de acordo com o exame andrológico e as taxas de prenhez (60,6 e 30,0%, respectivamente) obtidas com sêmen in natura na época de reprodução.

Cinco ejaculados de cada reprodutor – coletados com vagina artificial (modelo INRA) com auxílio de um manequim (modelo Hannover), na presença de uma égua em cio – livres de gel e impurezas foram mantidos a 35°C, em banho-maria, durante diluição e análise da qualidade espermática. Motilidade total (MT) e motilidade progressiva (MP) foram avaliadas de forma subjetiva sob microscópio óptico com platina aquecida a 35°C. Concentração espermática foi calculada usando um fotocolorímetroa a 546nm previamente calibrado e tendo por método de referência contagens em hemocitômetro.

Foi utilizado o kit de viabilidade espermática LIVE/DEAD®b para avaliação da integridade da membrana e da merocianinab. (M540), de acordo com as recomendações do fabricante. A avaliação do potencial mitocondrial (Δψm) foi realizada utilizando-se JC-1b, associado ao IP/SYBR-14b (HUO et al., 2002). Foi avaliada a integridade do acrossoma pelo conteúdo do marcado FITC-PSAc (CASEY et al., 1993). Aliquotas (10μL) de sêmen in natura ou descongelado foram armazenadas em tampão TNE (0,877g de NaClc (0,15 M, MW 58,44), 0,1576g TRIS.HClc (0,01 M, MW 157,6), 37,2mg EDTA.Na2.2H2Oc (1 mM, MW 372,2), pH 7,4 em solução para 100mL) a -196°C para posterior avaliação da integridade de DNA espermático usando o corante laranja de acridinab (SAILER et al., 1995). Um total de 200 espermatozóides foi contado para cada amostra distinguindo-se: espermatózóides vivos (IP-/SYBR-14+) e mortos (IP+/SYBR-14-), espermatozóides com membrana estável (M540-) e instável (M540+), células com elevado (↑Δψm) e baixo potencial mitocondrial (↓Δψm) e com DNA integro ou não.

Amostras de sêmen (palhetas de 0,5mL e 50x106 células/mL) foram congeladas, pelo método de Palmer84 modificado por VIDAMENT et al. (2001), após adição de antioxidantes: T1=sem antioxidantes (Controle); T2= 120 mM de trolox3 e T3= 2mM de piruvatob.

Após descongelação (35°C, 30 segundos), duas palhetas de cada reprodutor/dia foram mantidas em banho-maria nesta temperatura (35°C) e submetidas às avaliações de motilidade e viabilidade espermática, segundo metodologias mencionadas anteriormente.

A análise estatística foi realizada no programa SPSS versão 14.0 (SPSS Inc., Chicago, IL, USA). Os dados foram analisados quanto à normalidade e à homogeneidade de variâncias e foi avaliada a influência do tratamento antioxidante na qualidade do sêmen após descongelação independente do indivíduo ou da fertilidade (ANOVA). As diferenças entre grupos de fertilidade para cada um dos parâmetros espermáticos estimados após descongelação e para cada tratamento foram avaliadas pelo teste t de Student.

 

RESULTADOS

Diferenças (P<0,05) para a MT e MP após coleta foram observadas entre os grupos de fertilidade (RF = 63,2%±12,6 e 49,7%±17,6, respectivamente, e RSF = 33,0%±12,7 e 18,5%±12,2, respectivamente). Todavia, após a descongelação, estes parâmetros reduziram (P<0,05) nos ejaculados de todos os garanhões, sem evidenciarem diferença estatística significativa entre os grupos de fertilidade. Ao se avaliar a MT, pós-descongelação, considerando os grupos de fertilidade e os tratamentos utilizados (Figura 1a), foi observado que os porcentuais das amostras coletadas tanto de RF quanto RSF foram superiores (P<0,05) para o T2 em relação ao T1 e ao T3. Todavia, não foram encontradas diferenças significativas entre os RF e os RSF para a MP nos diferentes tratamentos (Figura 1b).

 




 

Diferenças (P<0,05) no sêmen in natura entre os RF (72,2%±8,8) e os RSF (55,0%±9,5) foram observadas para integridade de membrana espermática (IP/SYBR-14). Contudo, pós-descongelação e dentro de cada grupo de fertilidade, não foram observadas diferenças entre os tratamentos (Figuras 1c e 2A1 e 2A2). Quanto à avaliação da estabilidade de membrana, não se evidenciaram diferenças significativas entre os grupos de fertilidade, tanto para o sêmen in natura (80,6%±5,5 e 60,6%±13, 5 para RF e RSF, respectivamente) quanto para os diferentes tratamentos. No entanto, em ambos os grupos de fertilidade, o porcentual de células M540- conservadas com antioxidantes (T2 e T3) foi superior ao verificado no Controle (T1). Curiosamente, no grupo RSF os valores médios encontrados são superiores aos do RF tanto para o T2 como para o T3, sendo que com piruvato essa superioridade é numericamente elevada apesar de a ANOVA não evidenciar diferenças significativas (Figura 1d).

 



 

O porcentual de células com elevado potencial de membrana mitocondrial (↑Δψm) nas amostras de sêmen in natura dos RF (66,7%±11,9) foi superior (P>0,05) ao observado nos RSF (46,5%±19,1). No entanto, após a congelação-descongelação, as amostras sem antioxidantes evidenciaram valores significativamente inferiores (P<0,05) aos do sêmen in natura nos dois grupos de fertilidade. Todavia, tanto para o RF como para o RSF não foi observada diferença estatística significativa entre os tratamentos utilizados (Figura 1e e 2B1 e 2B2).

Os dois grupos de fertilidade não diferiram nos porcentuais elevados de acrossomas íntegros no sêmen in natura (RF=82,6%±9,1; RSF=81,2%±9,3) contrariamente ao sêmen descongelado em que foram evidenciadas diferenças (P<0,05) entre RF e RSF. Contudo, em cada grupo de fertilidade, os tratamentos não diferem (Figuras 1f e 2C1).

Quanto à integridade do DNA, no sêmen in natura não foi evidenciada diferença estatística significativa entre os grupos RF (89,4%±17,2) e RSF (81,2%±9,3) contrariamente ao sêmen descongelado, em que o porcentual de espermatozóides com DNA íntegro no T1 foi superior (P<0,05) nos animais férteis. Em nenhum dos grupos de fertilidade considerados foi observada diferença estatística entre os tratamentos (Figura 1g).

 

DISCUSSÃO

Motilidade total e progressiva, integridade e estabilidade de membrana, potencial de membrana mitocondrial e integridade acrossomal evidenciaram diferença estatística significativa entre amostras de sêmen coletadas de RF e RSF, ratificando a classificação destes animais quanto à sua taxa de fertilidade. Da mesma forma, foi constatado que, com exceção dos porcentuais de células com acrossoma e DNA íntegros, todos os parâmetros das amostras de sêmen coletadas durante a primavera/verão demonstraram redução acentuada após o procedimento de congelação, atingindo porcentuais abaixo daqueles obtidos após a congelação de sêmen eqüino indicados pelo Manual para Exame Andrológico do Colégio Brasileiro de Reprodução Animal (CBRA, 1998).

Existem diferenças na estrutura e na integridade funcional do acrossoma e da membrana plasmática decorrentes de alterações circanuais na composição do plasma seminal que interferem na membrana espermática (HOFFMAN & LANDECK, 1999). Apesar de a congelação ter sido realizada em um período que alguns autores relatam não ser apropriado (MAGISTRINI et al., 1987), esperava-se que a adição das substâncias antioxidantes como trolox e piruvato melhorassem a qualidade de alguns parâmetros seminais de amostras congeladas, uma vez que estas substâncias atuam como antioxidantes não-enzimáticos (SILVA, 2006).

Os espermatozóides necessitam de energia para superar o estresse do processo de congelação/descongelação (FABBROCINI et al., 2000). Segundo BRUEMMER et al. (2001), a adição de 2mM de piruvato ao sêmen refrigerado de eqüino melhorou a motilidade espermática. Os resultados deste experimento corroboram esses autores, uma vez que foi constatado aumento no porcentual de células móveis após a adição de piruvato, independente da fertilidade. Já a adição de trolox não determinou qualquer efeito benéfico na MT e na MP após a descongelação, assim como também não revelou qualquer influência na manutenção da topologia da membrana nos reprodutores com problemas de fertilidade, contrariamente aos férteis. A integridade de membrana em amostras de sêmen fresco e descongelado de várias espécies é indicativa do potencial fertilizante destas células (BRINSKO et al., 2000). Este experimento sugere que o trolox associado ao piruvato poderá ser interessante nos meios diluidores de congelação, pois, se o primeiro preservou a integridade de membrana nos espermatozóides dos RF, o segundo mantém a ordem de membrana mais acentuadamente nos RSF do que nos RF. Curiosamente, nenhum destes antioxidantes se revelou eficaz na protecção às mitocôndrias durante o processo de congelação/descongelação. Todavia, o piruvato, por ser um substrato energético, parece manter uma melhor funcionalidade mitocondrial. Isso também parece explicar o fato de de que os porcentuais de células com acrossomas íntegros utilizando piruvato sejam inferiores ao controle e ao T3 no grupo dos RF (Figura 1).

Foi constatada correlação positiva entre o aumento do porcentual de dano espermático, indicado pelo aumento do estresse oxidativo, e a apoptose mediada por caspase em pacientes com fator de infertilidade masculina (WANG et al., 2003). Assim, antioxidantes utilizados com o objetivo de reduzir ou inibir a produção de espécies reativas ao oxigênio (ROS) podem determinar menos apoptose e, assim, aumentar a qualidade espermática por meio da redução de danos ao DNA. O fato de a melhora na integridade do DNA ter ocorrido apenas nos espermatozóides de RSF concorda com DONELLY et al. (1999), ao relatarem que a adição de ascorbato ou a-tocoferol na preparação do meio diluidor não apresentou efeito positivo quando os espermatozóides possuíam > 80% DNA íntegros, apesar desses antioxidantes promoverem decréscimo na produção de ROS.

A motilidade espermática eqüina pode ser afetada por um mecanismo de ação de ROS, independente da peroxidação lipídica e das funções dependentes da membrana mitocondrial (BAUMBER et al., 2000). Talvez isso explique o fato de que a adição de piruvato tenha causado efeito positivo apenas na motilidade total dos espermatozóides, pois se trata de um substrato energético, sendo sua ação como antioxidante limitada por não ter causado melhora em outros parâmetros seminais testados.

Quando ocorre desequilíbrio na concentração de ROS, observa-se redução na capacidade fertilizante dos espermatozóides. Na literatura ainda não existe consenso quanto à dosagem e ao tipo de antioxidante ideal para cada espécie. Talvez pelo fato de utilizarem metodologias variadas, formas diferentes de avaliação espermática e diferenças na congelabilidade do sêmen quanto à raça e aos ejaculados dos animais.

 

CONCLUSÕES

Piruvato preserva a motilidade espermática total em garanhões férteis e subférteis e os antioxidantes piruvato e trolox utilizados na dosagem 2mM e 120mM, respectivamente, não preservam os parâmetros seminais de eqüinos submetidos à congelação/descongelação. Provavelmente outros fatores terão interferido de forma negativa na qualidade seminal pós-congelação que não apenas a ação de ROS. Novas pesquisas no período de inverno são necessárias para uma melhor avaliação da ação desses antioxidantes na preservação da viabilidade espermática de garanhões.

 

AGRADECIMENTOS

Ao Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), pela bolsa de estudo durante a realização do doutorado; à Comissão de aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), pela concessão de bolsa de estudo para realização de Doutoramento sanduíche; à Universidade de Coimbra e ao Instituto Politécnico de Coimbra – Escola Superior Agrária de Coimbra, pela assistência científica e pelo uso dos garanhões.

 

FONTES DE AQUISIÇÃO

a - Ciba-corning (Ramsey, MN, USA).
b - Molecular Probes Inc. (Eugene, OR, USA).
c - Sigma (Saint Louis, MO, USA).

 

REFERÊNCIAS

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Recebido para publicação 16.07.07
Aprovado em 14.05.08

 

 

1 Autor para correspondência.