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Ciência Rural

Print version ISSN 0103-8478On-line version ISSN 1678-4596

Cienc. Rural vol.39 no.2 Santa Maria Mar./Apr. 2009  Epub Sep 17, 2008

http://dx.doi.org/10.1590/S0103-84782008005000056 

ARTIGOS CIENTÍFICOS
CLÍNICA E CIRURGIA

 

Injeção epidural preventiva de xilazina ou amitraz em eqüinos: efeitos clínicos e comportamentais

 

Pre-emptive epidural injection of xylazine or amitraz, in horses: clinical and behavioral effects

 

 

Erica Cristina Bueno do Prado GuirroI, 1; Isabella Maria Marchesini FerreiraII; Guilherme Roberto SobrinhoIII; Carlos Augusto Araújo ValadãoIV

IPrograma de Pós-graduação em Cirurgia Veterinária, Faculdade de Ciências Agrárias e Veterinárias (FCAV), Universidade Estadual Paulista (UNESP), 14884-900, Jaboticabal, SP, Brasil. Campus Palotina, Universidade Federal do Paraná (UFPR), 85950-000, Palotina, PR, Brasil. E-mail: ericaguirro@ufpr.br
IIAutônoma, Campinas, SP, Brasil
IIIMinistério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), Iporã, PR, Brasil
IVDepartamento de Clínica e Cirurgia Veterinária, FCAV, UNESP, Jaboticabal, SP, Brasil

 

 


RESUMO

A xilazina é o fármaco agonista adrenérgico α2 mais utilizado pela via epidural de eqüinos e sabe-se que o amitraz tem ação sobre esses receptores. Assim, foram avaliados os efeitos clínicos e comportamentais causados pela injeção epidural de 0,17mg kg-1 de xilazina (GX) ou de 0,1mg kg-1 de amitraz diluído em emulsão lipídica (GA) durante 24 horas, em doze eqüinos. A freqüência cardíaca e a altura de cabeça mantiveram-se inalteradas; a freqüência respiratória aumentou de T105 a T360 no GX; a temperatura retal elevou-se de T120 a T720 em GA e de T360 a T720 em GX. Não houve diferença no tempo de latência para urinar ou defecar em ambos os grupos. Em relação às alterações comportamentais, o amitraz provocou sedação (50%), ptose labial (33,4%) e palpebral (16,7%), enquanto que a xilazina promoveu ataxia (50%), sudorese perineal (33,4%), ptose palpebral (16,6%) e relaxamento do esfíncter anal (16,6%). Considera-se segura a injeção epidural de xilazina ou amitraz em eqüinos, pois as alterações clínicas e comportamentais promovidas são leves e não limitam seu uso.

Palavras-chave: amitraz, analgesia, epidural, eqüinos, xilazina.


ABSTRACT

Xylazine is the α2-adrenergic agonist more employed by epidural route in horses and it is known that amitraz acts on these receptors. So, clinical and behavioral effects caused by epidural injection of 0.17mg kg-1 xylazine (GX) or 0.1mg.kg-1 amitraz diluted in lipidic emulsion (GA) were evaluated in 12 horses. Heart rate and height of the head didn't change; respiratory rate increased from T105 to T360 in GX; rectal temperature increased from T120 to T720 in GA and from T360 to T720 in GX. There is no difference in latency to urine or defecate in both groups. Concerning behavioral changes, amitraz promoted sedation (50%), lip (33.4%) and eye (16.6%) dropping, while xylazine caused ataxia (50%), perineal sweating (33.4%), eye dropping (16.6%) and anal sphincter relaxation (16.6%). So, epidural injection of xylazine or amitraz was considered safe because the clinical and behavioral changes observed are subtle and don't limit its application.

Key words: amitraz, analgesia, epidural, horses, xylazine.


 

 

INTRODUÇÃO

Até recentemente a analgesia de eqüinos foi negligenciada e, ainda hoje, muitos clínicos negam o uso de analgésicos. Entretanto, este posicionamento opõe-se aos novos conceitos humanitários, éticos e de bem-estar animal e é facilmente refutado com base na farmacologia de diferentes protocolos analgésicos (TAYLOR, 2005). Além disso, a presença de dor no período pós-operatório imediato gera efeitos adversos na qualidade de vida do paciente (WU et al., 2003).

A administração epidural de analgésicos em eqüinos permite a execução de intervenções na região urogenital sem a necessidade de submeter o animal à anestesia geral (LE BLANC & CARON, 1990; SKARDA, 1991; DOHERTY et al., 1997). A xilazina é o agonista α2 mais utilizado em grandes animais e, administrada por via epidural, produz analgesia perineal sem alterar as variáveis cardiorrespiratórias em eqüinos (SKARDA & MUIR III, 1996a; SKARDA & MUIR III, 1996b; DE ROSSI & GÓMEZ DE SEGURA, 2001).

O amitraz atua nos receptores adrenérgicos α2 centrais e periféricos (ROBERTS & ARGENZIO, 1986; HUGNET et al., 1996; LEE et al., 2003), o que pode ser confirmado pelo sucesso no emprego de antagonistas α2 nos quadros de síndrome cólica decorrentes do uso tópico de amitraz (ROBERTS & SEAWRIGHT, 1979; ROBERTS & SEAWRIGHT, 1983; AUER et al., 1984). Em eqüinos, o uso sistêmico produz sedação e redução da atividade locomotora e da motilidade intestinal (HARKINS et al., 1997; QUEIROZ NETO et al., 2000) e a injeção epidural gera sedação, miorrelaxamento e mínimas alterações cardiovasculares e respiratórias (VALADÃO, 1998). ALMEIDA et al. (2004) relatam aumento da latência ao estímulo nocivo de origem térmica em bovinos tratados com amitraz pela via epidural.

A maioria dos estudos que verificou os efeitos do amitraz utilizou diluição em dimetilformamida, xileno ou dimetil sulfóxido (SAKATE, 1990; FLÓRIO et al., 1995; VALADÃO, 1998; QUEIROZ NETO et al., 2000; BALESTRERO, 2001; FARIAS et al., 2002; ALMEIDA et al., 2005). Todavia, FARIAS (2004), LINARDI (2004) e MENDES (2004) citam que a diluição em emulsão lipídica garante maior permanência do amitraz no espaço epidural e minimização dos efeitos colaterais decorrentes da absorção sistêmica. Além disso, cães que receberam aplicação epidural de amitraz diluído como uma emulsão lipídica não apresentaram sinais neurológicos e nem lesões histopatológicas na medula (FARIAS, 2004). Assim, este trabalho avaliou os efeitos clínicos e comportamentais promovidos pela administração epidural da xilazina ou do amitraz diluído em emulsão lipídica, em eqüinos.

 

MATERIAL E MÉTODOS

O início do experimento foi padronizado às 8h a fim de serem evitadas variações decorrentes do ciclo circadiano. Doze eqüinos com peso 318 ± 48kg, de três a sete anos, sendo cinco machos castrados e sete fêmeas não-prenhes e fora do período de estro foram avaliados por um observador 'cego' quanto à freqüência cardíaca (FC, bpm), freqüência respiratória (f, mpm), temperatura retal (TR, °C) e altura da cabeça (AC, % da altura da cabeça até o solo em relação ao tempo basal) em T-30.

Foram infiltrados 3mL de lidocaína 2% no espaço subcutâneo de Co1-Co2 e após cinco minutos a pele foi perfurada com agulha hipodérmica previamente à inserção da agulha espinhal de Tuohy até o espaço epidural para permitir a passagem do cateter epidural, que foi introduzido cranialmente por 15cm antes da administração dos fármacos conforme o grupo experimental: 0,17mg kg-1 de xilazina para o grupo GX e 0,1mg kg-1 de amitraz diluído em emulsão lipídica para o grupo GA, em T0. O volume final das injeções foi ajustado com NaCl 0,9%, conforme a equação 3,4mL+ (peso do animal em kg x 0,013mL) (SEGURA et al., 1997) e o tempo de aplicação foi padronizado em dois minutos. Novas mensurações foram realizadas em T15, T30, T45, T60, T75, T90, T120, T240, T360, T480, T720, T1080 e T1440. Além disso, foram observados o tempo de latência para urinar e defecar e quaisquer alterações comportamentais verificadas durante o período de 24 horas foram relatadas.

Os valores de FC, f, TR e AC foram submetidos ao teste ANOVA de Uma Via com Repetições Múltiplas entre tempos, seguidos pelo teste de Dunnett (P0,05) e, entre grupos, os dados foram submetidos ao teste t (P0,05). O tempo de latência para urinar e defecar após as injeções epidurais foi comparado pelo teste t (P0,05).

 

RESULTADOS E DISCUSSÃO

Os dados referentes à freqüência cardíaca, freqüência respiratória, temperatura retal e altura de cabeça estão ilustrados na figura 1. Não houve variação significativa nos valores de freqüência cardíaca entre tempos ou entre grupos, possivelmente porque o amitraz diluído em emulsão lipídica e administrado pela via epidural fique restrito ao canal epidural e reduza significativamente a absorção sistêmica do fármaco, visto que após o uso intravenoso geralmente ocorre bradicardia em coelhos (FARIAS et al., 2002), cães (FARIAS et al., 2005) e eqüinos (QUEIROZ NETO et al., 2000; LINARDI, 2004). Após o uso epidural dessa mesma formulação em cães, FARIAS (2004) relatou bradicardia transitória devido, inicialmente, à ativação do reflexo vagal e à liberação de acetilcolina por fibras parassimpáticas e, tardiamente, pela inibição pré-sináptica da liberação de noradrenalina (DOHERTY, 1988; EISENACH et al., 1996). Previamente já foi descrita a manutenção da freqüência cardíaca após a injeção epidural de xilazina em eqüinos (SKARDA & MUIR III, 1996a; SKARDA & MUIR III, 1996b; DE ROSSI & GÓMEZ DE SEGURA, 2001).

Entre tempos, a freqüência respiratória aumentou de T105 a T360 no GX, enquanto em GA não foram observadas mudanças. Não houve variação entre grupos. Em eqüinos, o amitraz aplicado pela via intravenosa pouco interfere nesta variável (QUEIROZ NETO et al., 2000; LINARDI, 2004) e a utilização da via epidural pode minimizar ainda mais essas variações devido à permanência do fármaco no espaço epidural (VALADÃO et al., 1990; DE ROSSI & GÓMEZ DE SEGURA, 2001). Vale salientar que T105 a T360 ocorreram entre 10h15min e 14h30min, respectivamente, e que o presente estudo foi conduzido em condições naturais sem climatização, portanto, é provável que o aumento da freqüência respiratória observado tenha sido influenciado pela temperatura ambiente que superava a média de 29,3°C.

A temperatura retal, entre tempos, apresentou aumento de T120 a T720 em GA e de T360 a T720 em GX. Não houve variação entre grupos. Os agonistas α2 deprimem os mecanismos termorregulatórios e, conseqüentemente, a temperatura corpórea torna-se dependente do meio (LIVINGSTON et al., 1984; VESAL et al., 1998), podendo haver aumento (ST. JEAN et al., 1990; CHEVALIER et al., 2004) ou redução (LIVINGSTON et al., 1984; TIWARI et al., 1998) conforme o ambiente. Assim, é provável que tenha ocorrido ação da temperatura ambiente sobre esta variável e a similaridade das curvas apresentadas pelos dois grupos experimentais sugere tal influência.

A altura de cabeça em relação ao solo não apresentou alteração significativa entre tempos e entre grupos. Este achado deve-se à manutenção do fármaco no interior do canal epidural, pois é relatada a ocorrência de ptose da cabeça após a injeção de amitraz em eqüinos, tratados pela via nasal (BUENO DE CAMARGO et al., 1999) ou intravenosa (QUEIROZ NETO et al., 1998; VALADÃO, 1998; LINARDI, 2004), quando a absorção do fármaco leva à redistribuição em centros superiores e à ativação adrenérgica supra-espinhal (EISENACH et al., 1996; OLIVERO VASQUEZ et al., 2000). A manutenção desta variável corrobora LE BLANC & CARON (1990), que inferem ausência de sedação em eqüinos tratados com xilazina pela via epidural, justificada pela baixa dose do fármaco utilizado por esta via, levando a níveis plasmáticos insuficientes para promover a sedação característica do uso sistêmico deste fármaco (LE BLANC & EBERHART, 1990; SKARDA & MUIR III, 1996b). Esse parâmetro já foi adotado anteriormente para avaliar o efeito sedativo de agonistas de receptores adrenérgicos do tipo α2 (ST. JEAN et al., 1990; SKARDA et al., 1996a; LUNA et al., 1997; POLIMENO et al., 2000; VALADÃO et al., 2003; ALMEIDA et al., 2004).

Em relação às alterações comportamentais dos animais, o amitraz produziu sedação em 50,0%, ptose labial em 33,4% e ptose palpebral em 16,7%, enquanto que a xilazina causou ataxia em 50,0%, sudorese perineal em 33,4% e, ainda, ptose palpebral e relaxamento do esfíncter anal em 16,7% dos animais. Estes dados estão de acordo com estudos anteriores que relatam ter encontrado esses efeitos em eqüinos tratados com agonistas α2 pela via epidural devido à absorção sistêmica, mesmo que reduzida (EISENACH et al., 1993; SKARDA & MUIR III, 1996a; DE ROSSI & GÓMEZ DE SEGURA, 2001; CHEVALIER et al., 2004), confirmada pela baixa concentração do fármaco no plasma e elevada no fluido cérebro espinhal e na circulação central (CASTRO & EISENACH, 1989; LE BLANC & CARON, 1990; GRUBB et al., 2002). O uso sistêmico de agonistas a2 proporciona concentrações plasmáticas superiores (LE BLANC & CARON, 1990).

Não houve diferença significativa no tempo de latência para urinar (GA = 100±15min; GX = 92±19min), o que difere de alguns relatos (SKARDA & MUIR III, 1996b; OLIVERO VASQUEZ et al., 2000; LIN et al., 2003), provavelmente devido ao veículo empregado. Também não foi verificada diferença no tempo de latência para defecar (GA = 125 ± 57min; GX = 107 ± 22min) e ,embora não haja relatos quanto a esse parâmetro, já se verificou que o uso epidural de agonistas α2 pode reduzir os quadros de hipomotilidade e de síndrome cólica (LE BLANC et al., 1988; LE BLANC & EBERHART, 1990; DE ROSSI & GÓMEZ DE SEGURA, 2001; GOODRICH et al., 2002).

 

CONCLUSÃO

Diante do exposto, considera-se segura a administração epidural de xilazina ou do amitraz diluído em emulsão lipídica, em eqüinos, pois as alterações clínicas e comportamentais promovidas são discretas e não limitam sua aplicação.

 

AGRADECIMENTOS

À Fundação de Amparo a Pesquisa do Estrado de São Paulo (FAPESP) (processo n°03/0555-5), pelo apoio financeiro, e à Bayer Saúde Animal, pela doação de Rompum®.

 

COMITÊ DE ÉTICA E BIOSSEGURANÇA

Este trabalho foi conduzido de acordo com as normas éticas após ser aprovado pelo Comitê de Ética e Bem-estar Animal da FCAV – UNESP (protocolo no009480).

 

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Recebido para publicação 17.01.08
Aprovado em 18.07.08

 

 

1 Autor para correspondência.

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