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Ciência Rural

Print version ISSN 0103-8478On-line version ISSN 1678-4596

Cienc. Rural vol.39 no.3 Santa Maria May/June 2009  Epub Jan 09, 2009

http://dx.doi.org/10.1590/S0103-84782009005000006 

ARTIGOS CIENTÍFICOS
PRODUÇÃO ANIMAL

 

Utilização de farinha de silagem de pescado em dietas para o jundiá na fase juvenil

 

Use of fish silage flour in diets for the jundiá in the juvenile phase

 

 

Dariane Beatriz Schoffen EnkeI, 1; Paulo Soares LopesI; Henrique Augusto KichII; Aline Paff BrittoIII; Marcela SoquettaIV; Juvêncio Luís Osório Fernandes PoueyV

IPrograma de Pós-graduação em Zootecnia, Faculdade de Agronomia Eliseu Maciel (FAEM), Universidade Federal de Pelotas (UFPel), Pelotas, RS, Brasil. E-mail: schoffenke@yahoo.com.br
IICurso de Agronomia, UFPel, Pelotas, RS, Brasil
IIICurso de Química de Medicina Veterinária, UFPel, Pelotas, RS, Brasil
IVCurso de Química de Alimentos, UFPel, Pelotas, RS, Brasil
VDepartamento de Zootecnia, FAEM, UFPel, Pelotas, RS, Brasil

 

 


RESUMO

Neste trabalho, foram avaliados o desempenho e o rendimento de carcaça em juvenis de jundiá Rhamdia quelen, alimentados com farinha de silagem química de rejeitos de pescado em substituição à levedura de cana, em dietas à base de ingredientes vegetais (dieta controle). Os 135 animais (peso médio inicial de 48,11±5,54g) foram distribuídos em cinco tratamentos com três repetições ao acaso. Cada unidade de observação foi composta por um tanque circular (1000 litros) abastecido com 200 litros de água, com temperatura controlada, em um sistema fechado de criação contendo nove animais cada. Os peixes foram alimentados durante 75 dias, duas vezes ao dia, na proporção de 10% da biomassa total. Foram testadas dietas contendo: 0, 12,5, 25, 37,5 e 50% de farinha de silagem. Os resultados indicaram um efeito quadrático (P<0,05) da inclusão de farinha de silagem de pescado sobre o peso final, o ganho em peso, o comprimento total e a taxa de crescimento específico. A inclusão de 30- 33%- da farinha de silagem química de rejeitos de pescado na dieta proporcionou melhor desempenho para juvenis de jundiá, não afetando a sobrevivência e a qualidade de água.

Palavras-chave: crescimento, Rhamdia quelen, rejeitos da pesca, silagem.


ABSTRACT

This study evaluated the productive performance and carcass yield of jundiá (Rhamdia quelen) fed with different fish dregs chemical silage flour concentrations in substitution to the sugar cane yeast in a diet based on vegetable ingredients (control diet). Animals with initial weight of 48.11±5.54g were distributed in 5 treatments with 3 replicates, in a completely randomized design. Each observation unit consisted of a 1,000 liter polipropilene tank, with 200 liters of water, with 9 animals, in a thermo-regulated system with water recirculation. During 75 days, twice daily (9h and 17h) the following diets were offered, in the proportion of 7% total biomass: 0% (control), 12.5%, 25%, 37.5% and 50% of silage flour. Results showed a quadratic effect (P<0.05) for inclusion levels of fish silage flour on final weight, weight gain, total length and specific growth rate. The inclusion of 30-35% of fish dregs chemical silage flour in the diet, results in better production performance of jundiá juveniles without affecting the survival and the water quality.

Key words: growth, Rhamdia quelen, fish dregs, silage.


 

 

INTRODUÇÃO

O farelo de soja é a fonte protéica de origem vegetal mais utilizada em dietas para peixes, pela sua disponibilidade e pelo seu valor nutritivo. Pelo seu custo elevado, fontes protéicas alternativas que possam substituí-lo têm sido pesquisadas (SOARES et al., 2001). A levedura de cana (Saccharomyce cerevisiae) é um ingrediente com bom teor protéico, variando de 37 até 45% de proteína bruta, sendo muito utilizada em rações para diversas espécies de peixes. Para o jundiá, alguns trabalhos mostram excelente resposta em ganho de peso para larvas e juvenis, em que a levedura foi um dos constituintes da base protéica (PIAIA & RADÜNZ NETO, 1997; COLDEBELLA & RADÜNZ NETO, 2002).

Dentre os alimentos de origem animal, a farinha de peixe é a mais empregada na aqüicultura, sendo uma excelente fonte de energia digestível e uma boa fonte de minerais essenciais e vitaminas essenciais (TACON, 1996). Pelo fato de apresentar elevado valor biológico e equilíbrio em aminoácidos essenciais, a farinha de peixe é considerada um alimento padrão para ensaios experimentais, sendo a fonte de proteína preferida em dietas para peixes; porém, é igualmente considerada um dos ingredientes mais caros em dietas para esses animais (TACON, 1996; PEZZATO, 1995). Dessa forma, se faz necessário o estudo de fontes alternativas de proteína a fim de baratear as dietas e, por conseqüência, reduzir os custos de produção (PADUA et al., 2000). Tendo em vista a importância da utilização de fontes alternativas de proteínas na alimentação animal, a farinha de silagem química de rejeitos da pesca surge como uma fonte, por exemplo, de substituição à levedura de cana em dietas de peixes.

O objetivo deste trabalho foi avaliar o desempenho e o rendimento de carcaça em juvenis de jundiá (Rhamdia quelen) alimentados com diferentes concentrações de farinha de silagem química de rejeitos da pesca em substituição à levedura de cana da ração controle.

 

MATERIAL E MÉTODOS

O experimento foi conduzido no Laboratório de Ictiologia, do Departamento de Zootecnia, da Universidade Federal de Pelotas (UFPel). Os rejeitos do birú (Cyphocharax voga) foram passados em moedor de carne elétrico e colocados em baldes plásticos. Posteriormente, foram realizadas a homogeneização e incorporação de 10% de ácido acético (SEIBEL & SOUZA-SOARES, 2003).

Utilizou-se uma combinação protéica de levedura de cana e farelo de soja, com 33% de PB, na qual foram substituídos os níveis da levedura de cana em 25, 50, 75 e 100% por farinha de silagem de rejeito de pescado, que equivalem a 0, 12,5, 25, 37,5 e 50% de farinha de silagem na dieta. Utilizou-se para o cálculo das dietas o Super Crac 4,0 (TD Software). Os ingredientes foram homogeneizados em misturador tipo "Y", peletizados em "moedor de carne" e secos a 50°C, durante 24 horas, em estufa com circulação de ar. As dietas foram trituradas em moinho e peneiradas para obtenção de partículas com diâmetro entre 1 e 2mm, sendo embaladas em pequenas porções e armazenadas sob refrigeração (4°C). As dietas foram analisadas para verificação da composição bromatológica (AOAC, 1995), como mostra a tabela 1.

Foram utilizados 135 juvenis de jundiá com peso médio de 48,11±5,54g. Os animais foram distribuídos em 15 tanques circulares com capacidade de 1000 litros, abastecidas com 200 litros de água numa vazão de 2,4 litros por minuto durante as 24 horas do dia, com entrada e saída de água individual e termo-regulada, contendo nove animais por unidade experimental.

A salinidade da água foi aumentada com a adição de 2g de sal grosso comum por litro de água durante os períodos de adaptação e experimental, para manutenção do equilíbrio osmótico dos animais. Diariamente, foram medidos os parâmetros físico-químicos da água: temperatura, amônia total, nitrito, alcalinidade, pH e oxigênio dissolvido (mg L-1) (APHA, 1998). Para a medição da temperatura, utilizou-se um termômetro com bulbo de mercúrio; para o oxigênio, um oxímetro digital (modelo 55 da YSI); para pH, um potenciômetro (modelo AT 310), para as demais análises, um kit colorimétrico marca Alfa-Tecnoquímica. A água utilizada para a realização das análises foi coletada sempre antes da limpeza diária. Também foram realizadas limpezas dos encanamentos que compõem o sistema de cada unidade experimental.

Após o período de adaptação (15 dias), iniciou-se o período experimental. Durante 75 dias, os peixes foram alimentados duas vezes ao dia (9 e 17 horas), na proporção de 10% do peso vivo, corrigido quinzenalmente, e submetidos a uma biometria individual (após jejum de 24 horas), que consistia na pesagem (balança digital 0,1g) e na medição dos comprimentos padrão e total (régua milimetrada). Ao final do período experimental, todos os animais foram anestesiados e sacrificados para determinação do rendimento de carcaça (peixe eviscerado e com cabeça).

Avaliou-se a influência da silagem de pescado nos seguintes parâmetros: peso final obtido, comprimento total e sobrevivência (S): quantidade de peixes sobreviventes em relação ao número inicial de peixes em cada tratamento. A taxa de crescimento específico diário foi calculada de acordo com LEGENDRE e KERDCHUEN (1995) por meio da equação: TCE = 100 (ln Pm final - ln Pm inicial) (t)-1, em que ln = logaritmo neperiano; Pm = peso médio; e t=tempo em dias. Para o cálculo do Fator de Condição, utilizou-se a equação: FC = Peso/Comprimento total3 x 100 e rendimento de carcaça determinado por meio da diferença entre o peso inteiro do peixe e seu peso eviscerado, com as brânquias e a cabeça (MELO et al., 2002).

O delineamento experimental foi o inteiramente casualizado, com cinco tratamentos e três repetições. Os dados obtidos foram submetidos à análise de variância (ANOVA) e regressão polinomial, sendo utilizando o programa Statistica® 5.0 (STATSOFT, INC. 1998).

 

RESULTADOS E DISCUSSÃO

Os parâmetros de qualidade de água do sistema experimental estiveram dentro dos limites considerados satisfatórios para a criação da espécie (CARDOZO, 2000 e PIEDRAS et al., 2004). As médias observadas foram: temperatura (23,0±2,2°C), amônia total (0,5±0,3mg L-1), nitrito (0,07±0,01mg L-1), alcalinidade (47,8±13,4mg CaCO3 L-1), pH (7,5±0,2) e oxigênio dissolvido (5,4±0,6mg L-1).

Na tabela 2 podem ser encontrados os valores médios de desempenho produtivo e rendimento de carcaça dos juvenis de jundiá, alimentados com e sem farinha de silagem na dieta. Os pesos no final do experimento (75 dias) apresentaram diferença significativa entre os tratamentos com um efeito quadrático (P<0,05), representado pela equação y = -0,0294x2 + 1,8983x + 63,035, sendo que derivando a equação obtém-se um ponto de máximo igual a 30,61%, indicando que os melhores pesos finais estão entre os tratamentos de 25 a 37,5% de substituição de farinha de silagem.

OLIVEIRA (2003), com valores inferiores de silagem, não encontrou diferença significativa entre as médias de peso final dos black bass (Micropterus salmoides), alimentados com dietas contendo diferentes níveis de inclusão (1, 2, 3, 4, 5 e 6%) de silagem de peixe (inteiro) como atrativo. Para juvenis de piauçu (Leporinus macrocephalus), alimentados com dietas contendo (0, 2, 4, 6 e 8%) de silagem de resíduos de filetagem de tilápias por 84 dias, BUENO (2006) não observou diferença significativa no peso dos animais. Nesse experimento, os níveis de inclusão de silagem foram maiores (0 a 50%), o suficiente para apresentar algum resultado com diferenças significativas entre os tratamentos.

Os resultados obtidos mostraram que as médias de ganho de peso foram maiores nos tratamentos com inclusão de farinha de silagem, indicando que as diferentes percentagens de silagem na dieta possivelmente influenciaram a palatabilidade, atratividade e digestibilidade das rações fornecidas aos juvenis de jundiá. SOUZA et al. (2007) também concluíram que a adição de 30% de silagem biológica de resíduos de pescado favoreceu o ganho de peso de tilápias (peso inicial de 15,32) após 97 dias experimentais.

Quando submetidos à análise de regressão polinomial, o ganho de peso médio e a taxa de crescimento específico demonstraram efeito quadrático (P<0,05), sendo apresentado nas figuras 1 e 2, respectivamente. Com a derivação das equações do ganho de peso médio e da taxa de crescimento específico y = -0,0293x2 + 1,9186x + 14,328 e y = -0,0005x2 + 0,0327x + 0,3543, verifica-se que 32,7% de substituição de farinha de silagem de pescado oferecem o maior ganho de peso (46g) e a taxa de crescimento específico (0,89) aos juvenis de jundiá.

As taxas de crescimento específico (TCE) obtidas neste trabalho foram inferiores às taxas obtidas por COLDEBELLA & RADÜNZ NETO (2002), que obtiveram taxa de 4,93 com alevinos, LAZZARI et al. (2006), os quais encontraram valores acima de três, trabalhando com dietas à base de farinha de carne e farelo de soja na alimentação de juvenis de jundiá durante 90 dias experimentais, e MEYER & FRACALOSSI (2004), que também obtiveram TCE de 1,8 a 2,60 com alevinos dessa espécie. O peso médio inicial dos peixes desses estudos relatados foi de 1,18g, 15,0 e 1,52g, respectivamente, bem menores do que os peixes do presente experimento, que tinham maior tamanho e peso médio inicial de 48,11 ± 5,54g e que apresentaram menor TCE (<1). Possivelmente tais diferenças se devem a fatores como a composição das dietas e principalmente a relação inversamente proporcional existente entre o peso corporal e a taxa de crescimento específico (KAUSHIK, 1998).

LOSEKANN et al. (2008), trabalhando com juvenis de jundiá de 71g e utilizando farinha de carne e ossos e farelo de soja como fontes protéicas, testaram diferentes fontes de óleo nas dietas com 33% de proteína bruta e 3200kcal kg-1 de energia digestível. Nesse estudo, os autores obtiveram um aumento de 50 a 60g de peso com 60 dias de experimento e taxa de crescimento específica de 0,70 a 0,76. SOUZA et al. (2007), trabalhando com jundiás com peso médio inicial de 80,4g avaliados durante 135 dias, obtiveram peso médio final de 189,5g com TCE de 0,63. Esses resultados comparados evidenciam que, nessa faixa de peso, o jundiá apresentou um razoável potencial de crescimento.

VIDOTTI et al. (2002), trabalhando com silagem de peixe fermentada e ácida de diferentes matérias-primas em dietas do pacu (Piaractus mesopotamicus), com peso médio inicial de 7,96g durante 90 dias, não encontraram diferenças significativas entre as médias de ganho de peso e a taxa de crescimento específico, indicando que a utilização de silagem ácida e fermentada co-secas com farelo de soja e quirera de arroz não interferiu no crescimento dos peixes.

Na comparação com alevinos de tilápia do Nilo (Oreochromis niloticus) com peso médio inicial de 15,7g durante 30 dias, alimentados com dietas contendo diferentes níveis de inclusão (0, 10, 20 e 30%) de silagem de resíduos do filetagem de tilápia, CARVALHO et al. (2006) não encontraram diferença significativa (P>0,01) entre as médias de ganho de peso, mas observaram uma tendência de maior ganho de peso dos peixes alimentados com os maiores níveis de silagem. Alimentando a mesma espécie com silagem fermentada de resíduos da indústria e farelo de soja, FAGBENRO et al. (1994) encontraram a taxa de crescimento específico entre 2,64 e 2,66% dia-1. Além disso, esses s autores trabalharam com bagre africano (Clarias gariepinus), também alimentado com silagem fermentada de resíduos da indústria e farelo de soja, e a taxa de crescimento específica foi de 2,58% dia-1.

Para o fator de condição (FC), variável que demonstra a condição corporal do peixe, não houve diferenças significativas entre os níveis, sendo que os dados foram semelhantes aos encontrados por COLDEBELLA & RADÜNZ NETO (2002), quando utilizaram farinha de peixe e levedura de cana na dieta de juvenis de jundiá (0,89 a 1,07).

Em comparação com a espécie piauçu (Leporinus macrocephalus), os valores do fator de condição encontrados neste trabalho foram maiores (0,86 a 0,93) que os encontrados por BOSCOLO et al. (2005) e BUENO (2006), variando o fator de condição de 0,05 a 0,93, trabalhando com diferentes níveis de inclusão (0 a 15%) de silagem de resíduos de filetagem de tilápias com animais de 0,19g durante 35 dias e animais com 2 a 3,5g durante 84 dias, respectivamente.

Os resultados da sobrevivência dos animais foram de 100% em todos os tratamentos, indicando ausência de substâncias tóxicas e/ou prejudiciais aos peixes. BOSCOLO et al. (2005) não encontraram diferenças significativas para sobrevivência dos juvenis de piauçu alimentados com dieta contendo diferentes níveis de inclusão (0, 5, 10, 15%) de silagem de resíduos de filetagem de tilápias, variando de 96 a 100%. Da mesma forma, CARVALHO et al. (2006), quando avaliaram a sobrevivência de juvenis de tilápia do Nilo alimentados com dietas contendo diferentes níveis de inclusão (0 a 30%) de silagem de resíduos da filetagem de tilápia, não encontraram diferença significativa (P>0,01).

Os valores de rendimento de carcaça variaram entre 87,03 e 88,17% e não diferiram estatisticamente (P>0,05), sendo superiores aos encontrados em alguns trabalhos já realizados com o jundiá, com valores entre 80 e 87% de rendimento de carcaça (CARNEIRO et al., 2003; LOSEKANN et al, 2008; LAZZARI et al., 2006; POUEY et al. 1999). Os resultados de desempenho dos peixes e rendimento de carcaça demonstraram que a presença da farinha de silagem, combinada com levedura de cana e farelo de soja, mostrou efeito positivo no crescimento do jundiá.

 

CONCLUSÃO

A farinha de silagem química de rejeitos da pesca pode substituir em até 33% a levedura de cana em dietas para juvenis de jundiá (Rhamdia quelen).

 

AGRADECIMENTO

À Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Ensino Superior (CAPES), pela de bolsa de estudo ao primeiro autor, e ao Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq). Aos estagiários e funcionários do Laboratório de Ictiologia da Universidade Federal de Pelotas, pelo auxílio na preparação das instalações experimentais.

 

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Recebido para publicação 12.05.08
Aprovado em 06.10.08

 

 

1 Autor para correspondência.

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