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Ciência Rural

Print version ISSN 0103-8478

Cienc. Rural vol.43 no.2 Santa Maria Feb. 2013

http://dx.doi.org/10.1590/S0103-84782013000200010 

ARTIGOS CIENTÍFICOS
DEFESA FITOSSANITÁRIA

 

Ocorrência de Thaumastocoris peregrinus Carpintero & Dellapé (Hemiptera: Thaumastocoridae) no Estado de Goiás

 

Occurence of the Thaumastocoris peregrinus Carpintero & Dellapé (Hemiptera: Thaumastocoridae) in Goiás State

 

 

Jaqueline Magalhães PereiraI, 1; Aniela Pilar Campos de MeloI; Paulo Marçal FernandesI; Everton Pires SolimanII

IUniversidade Federal de Goiás (UFG), Escola de Agronomia e Engenharia de Alimentos, CP 131, 74690-900, Goiânia, GO, Brasil. E-mail: jaqueline@agro.ufg.br
IIUniversidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho (UNESP), Faculdade de Ciências Agronômicas, Botucatu, São Paulo, SP, Brasil

 

 


RESUMO

O percevejo bronzeado Thaumastocoris peregrinus Carpintero & Dellapé (Hemiptera: Thaumastocoridae) foi encontrado no Estado de Goiás atacando plantas de Eucalyptus camaldulensis Dehnh. e E. urophylla S. T. Blake. A detecção ocorreu nos municípios de São Luiz do Norte, São Francisco de Goiás e Goiânia.

Palavras-chave: percevejo bronzeado, praga florestal, Eucalyptus.


ABSTRACT

The bronze bug Thaumastocoris peregrinus Carpintero & Dellapé (Hemiptera: Thaumastocoridae) was found in Goiás state attacking Eucalyptus camaldulensis Dehnh. e E. urophylla S. T. Blake. The insect was detected in the cities of São Luiz do Norte, São Francisco de Goiás and Goiânia.

Key words: bronze bug, forestry pest, Eucalyptus.


 

 

O percevejo bronzeado do eucalipto Thaumastocoris peregrinus Carpintero & Dellapé 2006 (Hemiptera: Thaumastocoridae), nativo da Austrália, foi detectado no Brasil em 2008 em São Francisco de Assis, RS (WILCKEN et al., 2010). Esse inseto se disseminou rapidamente nos principais estados produtores. Sua presença foi confirmada em São Paulo, Minas Gerais, Espírito Santo, Rio de Janeiro, Mato Grosso do Sul (WILCKEN et al., 2010), Paraná (BARBOSA et al., 2010) e Santa Catarina (SAVARIS et al., 2011). O percevejo bronzeado já foi relatado em outros países como a África do Sul (JACOBS & NESER, 2005), Zimbábue, Malaui (NADEL et al., 2010), Argentina (NOACK & COVIELLA, 2006), Uruguai (MARTÍNEZ & BIANCHI, 2010), Quênia (NOACK et al., 2011), Chile (IDE et al., 2011), Itália (LAUDONIA & SASSO, 2012) e Nova Zelândia (SOPOW et al., 2012).

Os adultos de T. peregrinus são pequenos (2 a 3 mm de comprimento), corpo achatado e coloração marrom. Estes são caracterizados por placas mandibulares recurvadas, apêndices apicais nas tíbias e cápsula genital masculina assimétrica predominantemente orientada para a direita (NOACK et al., 2011). Os ovos são pretos e geralmente encontram-se agrupados em irregularidades de folhas e ramos (JACOBS & NESER, 2005). A fase ninfal possui cinco ínstares (NOACK & ROSE, 2007). Os machos apresentam comportamento de agregação que está associado à presença de feromônio (GONZÁLEZ et al., 2012). No entanto, este semioquímico também é produzido por fêmeas, em pequenas quantidades, sugerindo que este composto não está associado à agregação para o acasalamento (MARTINS et al., 2012).

Os adultos e as ninfas ocasionam danos devido à sucção de seiva. Os danos estão relacionados à queda de folhas acarretando a diminuição da área fotossintética; e em altas populações, até a morte das plantas. Em árvores infestadas inicialmente é observado um prateamento das folhas, seguido por um bronzeamento, devido a esta característica é denominado vulgarmente de percevejo bronzeado (JACOBS & NESER, 2005; WILCKEN et al., 2010).

Desta forma, este estudo relata a ocorrência de T. peregrinus atacando plantas de Eucalyptus camaldulensis Dehnh. e E. urophylla S. T. Blake no Estado de Goiás.

As observações de T. peregrinus foram realizadas em novembro de 2011 em árvores isoladas de E. camaldulensis, no município de São Luiz do Norte (15° 55'29" S; 49° 15'28" O; 578m altitude - próximas a rodovia BR-153). Posteriormente, a presença do percevejo foi verificada nos municípios de São Francisco de Goiás (14° 51' 15" S; 49° 19'9" O; 750m altitude - próximas a rodovia GO-080) em árvores de E. camaldulensis, e Goiânia (16° 32'39" S; 49° 15'57" O; 760m altitude - próximas a rodovia GO-462) em árvores de E. urophylla. Aleatoriamente foi observada a presença do inseto em ramos e folhas. Os exemplares foram coletados e fixados em álcool 70% e encaminhados para o laboratório para análise. A identificação dos espécimes de T. peregrinus foi realizado por meio de ilustrações e caracterização descrita por CARPINTERO & DELLAPÉ (2006) e WILCKEN et al. (2010).

Nessas árvores foram observados ovos, ninfas e adultos do percevejo bronzeado em baixa população (Figura 1). As folhas apresentavam prateamento, porém, não foram observadas desfolha e coloração bronzeada, devido à quantidade de insetos presentes nas plantas. A menor infestação encontrada pode estar relacionada a condições climáticas desfavoráveis durante o período de detecção, principalmente devido à ocorrência de chuvas. Porém, existem poucas informações sobre os fatores que afetam a distribuição e abundância do percevejo bronzeado (NADEL & NOACK, 2012).

 

 

Thaumastocoris peregrinus tem se dispersado facilmente desde a sua introdução no país em 2008. É importante ressaltar que este possui elevada capacidade de adaptação, já que pode sobreviver em condições climáticas diferentes das demais regiões em que foi encontrado. O clima na região onde o percevejo foi encontrado em Goiás é do tipo Aw, caracterizado por inverno seco e verão chuvoso. A região sul possui o clima do tipo Cfa - clima subtropical com verão quente e Cfb - clima temperado com o verão ameno. Já na região sudeste verifica-se o clima Aw, Cfa, Cfb, Af (clima tropical úmido ou superúmido, sem estação seca), Am (clima tropical úmido ou subúmido), Cwa (clima subtropical de inverno seco) e Cwb (clima subtropical de altitude, com inverno seco e verão ameno). Portanto, nota-se que há diversidade de temperatura média e precipitação nos locais em que o inseto está presente no país.

O percevejo bronzeado foi relatado nos seguintes hospedeiros no Brasil: E. camaldulensis, E. tereticornis, E. urophylla, E. viminalis, híbridos de E. grandis x E. urophylla, E. grandis x E. camaldulensis e E. urophylla x E. camaldulensis (WILCKEN et al., 2010). Além dessas, outras espécies são hospedeiras: E. botryoides, E. dorrigoensis, E. nicholii, E. paniculata, E. punctata, E. saligna, E. scoparia, E. sideroxylon (JACOBS & NESER, 2005), E. benthamii, E. globulus, E. bicostata e E. maidenii (NOACK & COVIELLA, 2006).

O Estado de Goiás possui uma área aproximadamente 59 mil hectares de florestas de eucalipto (ABRAF, 2012), com possibilidade de expansão nos próximos anos. Desta forma, a presença do percevejo bronzeado no estado pode representar um risco para a cultura, já que as condições climáticas locais são semelhantes a outras regiões em que o inseto está presente e atingiu altas densidades populacionais. Além disso, a presença de espécies hospedeiras nos plantios comerciais, principalmente híbridos de E. urophylla x E. grandis 'urograndis', podem contribuir para este aumento populacional.

Em relação às alternativas de controle, existem poucas informações sobre estratégias eficientes no manejo deste inseto em áreas comerciais de eucalipto. Há registro do uso do inseticida sistêmico imidacloprid em áreas urbanas na Austrália, por meio de microinjeção no tronco da árvore (NOACK et al., 2009). Porém, essa medida é viável somente para pequenas áreas como árvores isoladas em meio urbano devido ao alto custo. A utilização de inimigos naturais é uma boa alternativa para o atendimento das exigências relativas ao processo de certificação florestal e aos menores impactos ao homem e ao ambiente. O parasitoide de ovos Cleurochoides noackae Lin & Huber (Hymenoptera: Mymaridae), é considerado um agente promissor no controle (LIN et al., 2007). Neste contexto, há relatos de predadores como Supputius cincticeps Stal (Hemiptera: Pentatomidae) e Chyrsoperla externa Hagen (Neuropteta: Chrysopidae) predando o percevejo bronzeado (WILCKEN et al., 2010; SOUZA et al., 2012). Em relação ao controle microbiano, foi observada a ocorrência natural do fungo Zoophthora radicans causando infecção em ninfas e adultos (MASCARIN et al., 2012).

O percevejo bronzeado está se disseminando rapidamente e tem mostrado alto potencial de adaptação em diferentes regiões produtoras. Esta dispersão pode ser influenciada pelo transporte de madeira (WILCKEN et al., 2010) e mudas de eucalipto (BARBOSA et al., 2010). Assim, os danos e prejuízos causados pelo percevejo bronzeado ao eucalipto podem ser intensificados devido ao aumento populacional nas épocas mais favoráveis. Portanto, estudos sobre a bioecologia (SOLIMAN, 2012) e dinâmica populacional nas diferentes condições brasileiras auxiliarão no manejo integrado desta praga.

A detecção de T. peregrinus em Goiás mostra a capacidade de dispersão e adaptação deste inseto nas diferentes regiões produtoras de eucalipto no Brasil.

 

AGRADECIMENTOS

A Gilson Pedro Borges pela formatação das fotos utilizadas neste trabalho.

 

REFERÊNCIAS

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Recebido para publicação 11.07.12
Aprovado em 25.09.12
Devolvido pelo autor 20.11.12
CR-2012.0529.R1

 

 

1 Autor para correspondência.

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