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Paidéia (Ribeirão Preto)

versão impressa ISSN 0103-863Xversão On-line ISSN 1982-4327

Paidéia (Ribeirão Preto) vol.18 no.41 Ribeirão Preto set./dez. 2008

http://dx.doi.org/10.1590/S0103-863X2008000300008 

PESQUISAS EMPÍRICAS

 

Um sistema de categorias de habilidades sociais educativas

 

A classification system of educative social skills

 

Un sistema de categorías de habilidades sociales educativas

 

 

Zilda Aparecida Pereira Del Prette; Almir Del Prette

Universidade Federal de São Carlos, São Carlos-SP, Brasil

Endereço para correspondência

 

 


RESUMO

Este estudo apresenta um Sistema de Habilidades Sociais Educativas (SHSE), com classes e subclasses aplicáveis à tarefa de pais, professores e demais pessoas comprometidas com a promoção do desenvolvimento e aprendizagem do outro. A elaboração do SHSE iniciou-se com a análise da literatura, a definição funcional de habilidades sociais educativas e uma primeira proposta de classes e subclasses, sucessivamente testadas e aperfeiçoadas em estudos empíricos de observação direta. Como resultado, apresenta-se a versão atual do SHSE, com definições, exemplos e indicadores de viabilidade e confiabilidade. São discutidas algumas questões e encaminhamentos de pesquisa para estudos futuros nessa temática.

Palavras-chave: Habilidades sociais. Relações pais-criança. Relações mãe-criança. Interação professor-aluno. Desenvolvimento infantil.


ABSTRACT

This study presents a System of Educative Social Skills (SESS), with classes and subclasses suitable to the task of parents, teachers and any person committed with the promotion of development and learning. The elaboration of SESS initiated with a literature analysis, definition of educative social skills, and an initial proposal of its classes and subclasses, successively tested and improved through empirical studies by direct observation. As the result, the SESS current version is presented, with definitions, examples and viability and reliability indicators. Some issues and research suggestions for further research are discussed.

Keywords: Social skills. Parent child relations. Mother child relations. Teacher student interaction. Childhood development.


RESUMEN

Este estudio presenta un Sistema de Habilidades Sociales Educativas (SHSE), con clases y subclases aplicables a la tarea de los padres, maestros y cualquier persona comprometida con la promoción del desarrollo y aprendizaje del otro. La elaboración del SHSE empezó con el análisis de la literatura, la definición funcional de habilidades sociales educativas y una primera propuesta de clases y subclases, consecutivamente probada y mejorada en estudios empíricos de observación directa. Como resultado, presentase el SHSE, con definiciones, ejemplos e indicadores de viabilidad y confiabilidad. Si discuten algunas cuestiones y direcciones de la investigación para futuros estudios.

Palabras claves: Habilidades sociales. Relaciones padres-niños. Relaciones madre-niño. Interacción profesor-estudiante. Desarrollo infantil.


 

 

Os comportamentos que ocorrem nas interações sociais podem ser agrupados, grosso modo, em duas classes amplas: os anti-sociais e as habilidades sociais. Os anti-sociais incluem os diversos tipos de comportamentos agressivos, tanto verbais (que vão das ameaças e xingamentos até as ironias) como físicos (tapas, socos, pontapés e o uso de instrumentos para ferir) e podem, com alta probabilidade, comprometer a qualidade das relações interpessoais. Habilidades sociais é a denominação dada às diferentes classes de comportamentos sociais, disponíveis no repertório de uma pessoa, que contribuem para a qualidade e a efetividade das interações que ela estabelece com as demais (Del Prette & Del Prette, 2001).

Funcionalmente, as habilidades sociais se definem pela relação entre as instâncias de respostas observáveis em episódios de interação social e os antecedentes (demandas ou estímulos discriminativos) e conseqüentes (observados ou inferidos como prováveis a curto e/ou médio prazo) associados a essas respostas. Além da função, também a forma da resposta é importante para caracterizá-la como habilidade social. A diversidade de combinações entre as características formais e funcionais de determinadas respostas sociais, caracteriza um amplo conjunto de classes de comportamento que podem ser classificadas como: habilidades sociais de comunicação, de assertividade, empáticas, de solução de problemas interpessoais, dentre outras. Cada uma dessas classes é geralmente composta por subclasses, como por exemplo, perguntar, responder, concordar, discordar, instruir, questionar.

As habilidades sociais possuem especificidade situacional-cultural (Del Prette & Del Prette, 2005a, 2005b), ou seja, alguns comportamentos podem contribuir para a competência social em um contexto situacional ou cultural, mas não em outro, em função de valores e regras próprios de determinada cultura ou subcultura. O reconhecimento dessa especificidade tem levado os estudiosos a várias tentativas de organizar sistemas taxonômicos de classes de habilidades de maior ou menor abrangência.

Historicamente, Argyle (1967/1994, 1980) foi o primeiro estudioso a propor um rol de classes e subclasses de habilidades sociais como forma de encaminhar a investigação e análise de comportamentos sociais. Posteriormente outras tentativas foram feitas (Caballo, 1993; Caldarella & Merrell, 1997; Gresham & Elliott, 1990), inclusive no Brasil (Del Prette & Del Prette, 2001, 2005a, 2005b; Falcone, 2001). Uma análise dos estudos que propõem uma taxonomia de habilidades sociais permite identificar pelo menos três eixos sob os quais elas podem ser agrupadas: (a) etapas do desenvolvimento; (b) papéis sociais; (c) tarefas específicas. Cada um desses eixos pressupõe um foco diferente na análise do caráter situacional/cultural das habilidades sociais.

Com relação às etapas do desenvolvimento, podem ser citados os estudos sobre habilidades sociais na infância e adolescência (Caldarella & Merrell, 1997; Cox & Schopler, 1995; Del Prette & Del Prette, 2005b; Gresham & Elliott, 1990; Merrell & Gimpel, 1998), na vida adulta (Caballo, 1993; Hargie, Saunders, & Dickson, 1994) e na terceira idade (Carneiro & Falcone, 2004; Carneiro, Falcone, Clark, Del Prette, & Del Prette, 2006; Segal, 2005).

No eixo de papéis sociais, podem ser identificados os estudos sobre habilidades sociais conjugais (Flora & Segrin, 1999; Gottman & Rushe, 1995; Villa, 2005), profissionais (Argyle, 1980; Cournoyer, 2008; Del Prette & Del Prette, 2001; Vila, 2005), educativas (Argyle, 1980, 1994; Del Prette & Del Prette, 2001, 2005b, no prelo), parentais, que incluem as educativas (Bolsoni-Silva, Brandão, Versuti-Stoque, & Rosin-Pinola, 2008; Pinheiro, Haase, Del Prette, Amarante, & Del Prette, 2006; Silva, Del Prette, & Oishi, 2003), entre outros.

O terceiro eixo tem como foco as diferentes tarefas interativas, como proposto por McFall (1982), podendo-se ilustrar com estudos voltados para a identificação das habilidades sociais acadêmicas (Agostin & Bain, 1997; Caprara, Barbaranelli, Pastorelli, Bandura, & Zimbardo, 2000; Crews, Bender, Gresham, Kern, Vanderwood, & Cook, 2007; Del Prette & Del Prette, 2005a, 2005b; DiPerna & Elliott, 2002; Gresham, 1992; Malecki & Elliott, 2002), de negociação, resolução de problemas, fazer amizades, dentre outras (Bedell & Lennox, 1997; Borges, 2007; Caballo, 1993; Del Prette & Del Prette, 2001, 2005a, 2005b; Hagar, Goldstein, & Brooks, 2006).

Ainda que algumas classes possam ser relevantes em todos esses eixos, outras podem ser críticas para alguns deles. Por exemplo, a classe expressar sentimentos positivos pode ser relevante para os três eixos, porém, certamente crítica em determinadas etapas do desenvolvimento, por exemplo, na adolescência, e no exercício de determinados papéis, como os de pai e mãe, ou tarefas como a de fazer amizades. Portanto, estudos de caracterização das habilidades sociais relevantes para diferentes contextos situacionais e culturais podem oferecer subsídios à pesquisa e à atuação nessa área, enquanto referência para a identificação dos déficits e recursos comportamentais associados a determinadas tarefas interativas, a certos segmentos populacionais e ao exercício de determinados papéis.

O presente estudo se orienta por essa perspectiva, focalizando especificamente o que tem sido chamado de habilidades sociais educativas (HSE). Tem como objetivo apresentar um sistema de classes e subclasses com definições e exemplos aplicáveis às interações próprias da tarefa educativa de pais, professores e demais pessoas comprometidas com processos de promoção do desenvolvimento e da aprendizagem. Inicialmente são explicitadas algumas questões educacionais que permeiam as discussões atuais sobre o papel da escola e da família no desenvolvimento socioemocional das crianças, seguida por uma seção de definição do conceito de HSE. Na seção Método, apresenta-se uma breve descrição do processo de formulação conceitual e dos sucessivos refinamentos do Sistema de Habilidades Sociais Educativas (SHSE) baseado em estudos empíricos. Na seção Resultados, apresenta-se a versão atual do sistema, entendido como um aberto a novos ajustes e refinamentos. Ao final, discute-se sua aplicabilidade e algumas questões de encaminhamento para pesquisas futuras.

 

Contextos e desafios da tarefa educativa

A tarefa educativa pode ocorrer em contextos diversificados e sob a responsabilidade de diferentes pessoas, cuja principal característica seria, portanto, o exercício de um papel socialmente atribuído (pais, professores, médicos, assistentes sociais, gerentes em organizações, dentre outros) ou auto-atribuído de promover a aprendizagem e o desenvolvimento de outras pessoas (educadores de rua, líderes religiosos, sindicais, comunitários, dentre outros). Aqueles que realizam essas tarefas estão sendo aqui designados como "agentes educativos", termo aplicado a qualquer pessoa que promove, de maneira regular ou ocasional, o processo de aprendizagem e/ou desenvolvimento de outras (Del Prette & Del Prette, 2000b, 2008).

No caso dos pais, pode-se observar que em função de diferentes contingências de vida, alguns se tornam melhor preparados, contribuindo diferentemente para a saúde, o desenvolvimento e o ajustamento de seus filhos, tanto no ambiente doméstico como em outros ambientes (Cia, Pamplin, & Del Prette, 2006). Uma parcela, no entanto, apresenta visível falta de preparo para essa tarefa (Haase, Käppler, & Schaefer, 2000), inclusive em relação aos filhos que não apresentam características problemáticas.

A falta de preparo dos pais, que se expressa geralmente em déficits de habilidades sociais requeridas no processo de educação dos filhos, pode estar associada a algumas dificuldades bastante comuns dos dias atuais, como:

(1) práticas educativas inefetivas, inconsistentes ou ritualizadas, sem monitoramento ou com monitoria descontínua e/ou autoritária (Gomide, 2003), quase sempre justificadas pela restrição de tempo, questionamento da autoridade parental pelos filhos ou influência negativa da mídia (TV, cinema, jogos, revistas, internet, dentre outros.);
(2) tendência dos cônjuges a reproduzirem o padrão de relacionamento e de educação dos próprios pais (Biasoli-Alves, 1997), mesmo quando apresentam críticas a ele;
(3) falta de planejamento da tarefa educativa, que acaba ficando sob controle incidental de contingências momentâneas da relação com os filhos ou o cumprimento de normas por apenas um dos cônjuges.

No contexto escolar, também se pode observar professores bem e mal preparados para promover a aprendizagem dos alunos e, portanto, respectivamente contribuindo para ou restringindo a consecução da função social da escola, em seu compromisso com o desenvolvimento da criança e do adolescente (Del Prette & Del Prette, 2005b; Dessen & Apolônia, 2007). Sem ignorar a diversidade de fatores que podem estar envolvidos no sucesso ou insucesso desses agentes educativos, um que vem sendo considerado como relevante é o repertório de habilidades sociais educativas. Além disso, conforme referido em outros trabalhos (Del Prette & Del Prette, 2005b, 2008, no prelo), a atual política de inclusão de crianças com necessidades educativas especiais no ensino regular amplia os desafios da tarefa educativa, requerendo novas habilidades sociais do professor, entre as quais a de lidar com uma diversidade maior de repertório das crianças e a de facilitar ou promover processo de inclusão.

 

Habilidades sociais educativas e agentes educativos

Considerando-se especificamente a tarefa educativa, Argyle (1980) foi o primeiro a referir-se a habilidades sociais próprias do processo formal de ensino nas relações professor-aluno. Tomando as tarefas interativas do professor em sala de aula em termos de habilidades sociais, ele destacou três classes que seriam específicas à atividade de ensinar: suscitar a motivação, manter a disciplina e transmitir informações, conhecimentos ou habilidades. Em outras palavras, a competência técnica do professor inclui, além de outros requisitos (Del Prette & Del Prette, 2003b), um conjunto de habilidades interpessoais requeridas nas interações educativas com os alunos.

Tendo como base a proposta de Argyle, propôs-se o conceito de habilidades sociais educativas (Del Prette & Del Prette, 2001), aplicável não somente às relações professor-aluno, mas também a outros contextos formais (por exemplo, os programas de treinamento em serviço nas organizações) e informais (relações pais-filhos e grupos comunitários). Dada essa amplitude, as habilidades sociais educativas (HSE) foram genericamente definidas como: "aquelas intencionalmente voltadas para a promoção do desenvolvimento e da aprendizagem do outro, em situação formal ou informal" (Del Prette & Del Prette, 2001, p. 94).

Essa definição é basicamente funcional: as habilidades sociais são chamadas de educativas em função dos efeitos que produzem ou da probabilidade de gerarem mudanças no repertório comportamental dos educandos, caracterizando um processo que deve ser realimentado por esses efeitos. Portanto, é importante ressaltar que não basta a atribuição social do papel de educador e a emissão de determinados comportamentos, ainda que alguns possam ter maior probabilidade de serem efetivos: a ação educativa implica em avaliação e monitoramento dos efeitos desses comportamentos sobre o educando. Por exemplo, para caracterizar uma ação, uma instrução como educativa, é necessário verificar se o educando aprendeu.

Ainda que não contemplada explicitamente na definição, a efetividade de desempenhos sociais caracterizadas como HSE supõe o uso apropriado de componentes não-verbais (gestos, expressões faciais e corporais) e paralingüísticos (volume e forma da fala, clareza, fluência, ênfase, dentre outros), conforme definidos em Del Prette e Del Prette (2005a). Parece consensual, no campo das habilidades sociais, a noção de que pequenas alterações na topografia de um desempenho podem alterar sua efetividade na interação social. Esse é o caso de entonações diferenciadas do comportamento de fazer uma crítica ou um pedido, que podem gerar diferentes formas de aceitação e atendimento (por exemplo, entusiasmo, adesão, hesitação).

 

Método

O processo de elaboração do sistema de HSE

O atual sistema de classes e subclasses de HSE foi produzido ao longo de várias etapas de pesquisa empírica e elaboração conceitual. A etapa inicial incluiu: (a) a análise da produção científica da área nessa temática; (b) a seleção de uma proposta, a de Argyle (1994), que pareceu mais representativa e pertinente; (c) a elaboração da definição de HSE e de quatro classes de HSE (Del Prette & Del Prette, 2001): apresentação de atividades, transmissão de conteúdos, mediação de interações educativas e avaliação de atividade.

A aplicabilidade dessas classes foi investigada em alguns estudos empíricos sobre práticas educativas de pais (Freitas, Del Prette, & Del Prette, 2007; Pinheiro e cols., 2006) e professores (Martini, 2004). A análise integrada do uso do sistema nessas investigações possibilitou: (a) cotejar as definições e constatar a necessidade de um sistema mais amplo que contemplasse a diversidade envolvida na tarefa de pais, cuidadores e demais profissionais de saúde, trabalho e educação; (b) incluir novas classes; (c) refinar as definições utilizadas nesses estudos.

Concomitantemente, realizou-se uma análise sobre o que os estudos apontavam como importante para o desenvolvimento da criança. Desse levantamento, elegeu-se a metanálise de Barclay e Houts (1995) que identificou 18 habilidades que pais ou cuidadores devem apresentar na interação com a criança do nascimento até a idade escolar. Seguem alguns exemplos: prestar atenção e responder ao comportamento da criança, prover afeto físico, prover conseqüências imediatas para determinados comportamentos, estabelecer regras, justificando-as, envolver-se em jogos e atividades com a criança, oferecer modelo de interação pró-social, ignorar comportamentos, fornecer instruções claras e precisas, compreender e aceitar os sentimentos das crianças, ouvir empaticamente, esclarecer valores, mediar o desempenho de resolução de problemas.

Considerando de um lado os dados da literatura pesquisada e de outro os resultados da análise dos primeiros estudos empíricos conduzidos, organizou-se um sistema de classes mais amplas que buscou contemplar aspectos comuns e especificidades do desempenho de diferentes agentes educativos. Além disso, verificou-se a necessidade de: (a) produzir registros de observação direta de HSE, em situação natural e/ou estruturada; (b) aferir sua confiabilidade na caracterização desse repertório e na avaliação de programas de intervenção nessa área.

Nessa etapa, o sistema (Del Prette & Del Prette, no prelo) passou a ser composto por oito classes gerais (Criar e discriminar contextos educativos; Mediar interações; Promover a motivação; Transmitir ou expor conteúdos; Monitorar positivamente; Estabelecer limites e disciplina; Promover o autoconhecimento e Gerar reciprocidade positiva) e dez subclasses (escutar atentamente; observar acuradamente; fazer perguntas; responder perguntas; resumir/parafrasear; demonstrar empatia; pedir feedback; aprovar comportamento; reprovar comportamento; apresentar modelo). Esse sistema, ainda intermediário, foi testado em estudo piloto de dois projetos de doutorado, um com mães (Rocha, 2006) e outro com professores (Rosin-Pinola, 2006), resultando em ajustes finais na definição e exemplificação das classes e subclasses de HSE.

Na observação direta de situações naturais ou estruturadas, um desafio para o registro de comportamentos é a definição da unidade de análise. No presente sistema, reconhecendo que o foco da observação incide diretamente sobre cada uma das subclasses, e apenas indiretamente sobre as classes amplas, a unidade de análise deveria garantir minimamente o princípio da não sobreposição destas e a possibilidade de quantificação em registro de freqüência. Assim, definiu-se como unidade de análise das HSE: um comportamento ou conjunto de comportamentos de uma mesma classe que caracteriza um turno de fala, ou mais de um turno, se interrompido pelo(s) interlocutor(es) e imediatamente continuado no novo turno. Dependendo dos objetivos da pesquisa, o registro poderia incluir, além da ocorrência de cada subclasse, uma descrição dos tópicos e tempo da fala do educador.

O esforço de operacionalização do presente sistema para a observação direta das HSE incluiu também a confecção de fichas de registro de evento e de interações entre educador e educando em situações naturais, como a sala de aula, e estruturadas, como em contexto de brincadeira ou jogo pais-filhos. A análise de dados de Manolio (2007), Rocha (2006), Rosin-Pinola (2006) realizada posteriormente, produziu índices satisfatórios de confiabilidade entre juízes (acima de 70%) para o registro de freqüência das subclasses observadas em vídeo gravação, fornecendo evidências da utilidade do sistema para estudos empíricos.

 

Resultados

O sistema de classes e subclasses de habilidades sociais educativas

Apresenta-se a seguir a versão atual das classes e subclasses do Sistema de Habilidades Sociais Educativas (SHSE) resultante do processo de sucessivas reformulações associadas a estudos empíricos. Na Tabela 1 é apresentado o sistema completo com os títulos das classes e subclasses de habilidades sociais educativas.

Como se pode verificar na Tabela 1, o SHSE é composto por quatro classes de HSE amplas, "molares" (Del Prette & Del Prette, 2005a), que podem caracterizar episódios ou seqüências interativas menos acessíveis à observação direta. No entanto, seus componentes "moleculares", as 32 subclasses de HSE, são identificáveis por observação e passíveis de reconhecimento pelo próprio agente educativo. A definição de cada uma das quatro classes gerais é fundamental para a identificação das suas subclasses, mesmo quando uma mesma subclasse pode estar presente em mais de uma classe. A definição de cada uma das classes e de suas respectivas subclasses é apresentada na Tabela 2, Tabela 3, Tabela 4 e Tabela 5.

A classe Estabelecer contextos potencialmente educativos é composta por um conjunto de outras habilidades que, conforme a definição, são requeridas para identificar e organizar o contexto educativo e utilizá-lo construtivamente na interação com o educando. Por exemplo, em visita a uma lanchonete, o pai chama sutilmente a atenção do filho para o comportamento do menino de uma mesa vizinha, que cede a cadeira a uma senhora idosa. Quando conduzida com naturalidade, a criança percebe nisso uma ajuda do pai para mostrar-lhe o que é valorizado em situações sociais.

A classe Transmitir ou expor conteúdo sobre habilidades sociais não deve ser compreendida como um discurso informativo, mas como exposição dialogada sobre as habilidades sociais necessárias para interações harmoniosas e produtivas. O interesse maior é o de enfatizar alguns desempenhos (desejáveis ou indesejáveis) mostrando suas conseqüências prováveis ou imediatamente verificadas. Por exemplo, após assistir a um filme, o educador faz perguntas sobre a história, onde ela ocorreu e principalmente sobre os comportamentos sociais dos personagens. Pode, também, apresentar resumidamente informações sobre os acontecimentos do filme, auxiliando a identificação das habilidades sociais dos personagens e fazendo analogia ao cotidiano das pessoas. Além disso, se pertinente, pode concordar com a criança que afirmou ter aprendido coisas novas ao assistir o filme, parafraseando-a: Você disse que (nome do personagem) deveria se sentir triste... está correto.

Uma das classes de HSE mais valorizada por pais e professores é a de Estabelecer limites e disciplina. Seja no contexto formal (por exemplo, sala de aula) ou no informal (por exemplo, uma festa de aniversário) o agente educativo pode e deve estabelecer com a criança ou com o grupo as normas de funcionamento das atividades. Por exemplo, pode explicitar que normas ou regras algumas vezes vêm apresentadas no sentido positivo (o que é desejável ou permitido fazer, por exemplo, atravessar a rua quando o símbolo para pedestre está verde) ou no sentido negativo (o que às pessoas não é desejável ou permitido fazer, por exemplo, não atravessar a rua quando o símbolo para pedestre está vermelho). O termo limite não se refere exclusivamente aos comportamentos da criança ou do jovem; ele indica comportamentos governados por regras estabelecidas entre duas ou mais pessoas em interação. Assim, as regras não podem ser entendidas como um estatuto ao qual a criança deve se submeter, mas como um recurso discriminativo para comportamentos, tanto delas, como de seus pais e demais agentes educativos.

A classe Monitorar positivamente vai além da busca de informações sobre o que o educando está fazendo, onde e com quem. A monitoria positiva refere-se à manutenção de um canal de comunicação direta, por meio da observação e do diálogo, e indireta, por meio de informantes ou outros recursos, que permitem ao agente educativo zelar pela segurança e condições favoráveis ao desenvolvimento e à aprendizagem da criança no cotidiano. É o caso, por exemplo, quando um pai permite que o filho permaneça na casa de um amigo, mas dispondo de informações sobre o que as crianças estão fazendo e sobre a possibilidade de contar com o concurso de outras pessoas para supervisioná-las. A monitoria pode se tornar mais ocasional à medida que a criança demonstra autonomia e responsabilidade.

Ao se explicitar as subclasses presentes nas classes gerais, pode parecer surpreendente identificar que elas são comportamentos passíveis de serem aprendidos. Em outras palavras, a desconstrução da classe, em subclasses mais diretamente observáveis, retira parte de sua aparente complexidade, tornando-a mais viável enquanto objetivo de ensino na assessoria a agentes educativos. Quando essas dificuldades são explicitadas e discutidas, elas podem ser superadas.

 

Considerações finais

O conceito de HSE está vinculado a comportamentos do educador que são requeridos principalmente no âmbito de interações sociais, não obstante se reconheça que as condições educativas dependam também de ações não presenciais. Essas últimas ocorrem, por exemplo, quando pais estão pesquisando um livro para indicar aos filhos, quando um gerente está examinando relatórios feitos por seu funcionário, quando um professor estuda o tema que irá discutir na sua aula do dia seguinte. Portanto, de acordo com a definição, esses exemplos não seriam considerados HSE.

A atual versão do HSE resultou de um processo combinado de análise da literatura, elaborações conceituais e testes empíricos de definições, exemplos e arranjos de classes e subclasses de comportamentos que agentes educativos apresentam ou deveriam apresentar em contextos de interação com educandos. O sistema mostrou-se viável e confiável para o registro de HSE em situação natural e estruturada, em estudos empíricos de pesquisa-intervenção focalizando relações mães-filhos e professor-aluno.

Entendido como sistema aberto, estudos futuros podem indicar a necessidade de ajustes adicionais, seja em termos de inclusão de novas classes de HSE e definições mais acuradas, seja na reorganização de suas subclasses. Assim, como a construção do sistema considerou pesquisas com pais e professores, uma direção para novos investimentos de pesquisa poderia ser a investigação de sua pertinência e confiabilidade na tarefa educativa de outros agentes, como gerentes, líderes comunitários, dentre outros.

A análise funcional das subclasses do SHSE (Rocha, 2006; Rosin-Pinola, 2006), constitui uma vertente que pode gerar dados adicionais, de interesse para o educador e o profissional, no planejamento e condução de intervenções em modelo triádico de atendimento. Adicionalmente, o SHSE poderia nortear a elaboração de roteiros de entrevista e questionários que gerem informações complementares à observação direta, adotando-se a perspectiva recomendada nessa área (Del Prette & Del Prette, 2003a; Del Prette, Monjas, & Caballo, 2006).

O SHSE pode ser aplicado sob diferentes contextos e por diferentes agentes educativos. Assim, espera-se que a sua disponibilização instigue novos estudos, ampliando também as possibilidades de concepção e refinamento de programas de promoção do desenvolvimento e da aprendizagem de crianças e de adolescentes que propiciem a inserção de novos agentes educativos nessa tarefa.

 

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Endereço para correspondência:
Profa. Dra. Zilda Aparecida Pereira Del Prette
Universidade Federal de São Carlos. Centro de Ciências Humanas. Departamento de Psicologia
Via Washington Luiz, km 235. Caixa Postal 676
CEP 13565-905. São Carlos-SP, Brasil
E-mail: zdprette@ufscar.br

Artigo recebido em 03/08/2008
Aceito para publicação em 23/12/2008

O presente artigo é parte das atividades do programa de trabalho da primeira autora durante vigência de sua Bolsa de Produtividade em Pesquisa do CNPq 1A. Os autores agradecem a relevante participação de Margarette Matesco Rocha e Andrea Rosin Pinola no processo inicial de definição das categorias do Sistema de Habilidades Sociais Educativas.

 

 

Zilda Aparecida Pereira Del Prette é Professora Titular do Departamento de Psicologia da Universidade Federal de São Carlos.
Almir Del Prette é Professor Titular do Departamento de Psicologia da Universidade Federal de São Carlos.

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