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Scientia Agricola

On-line version ISSN 1678-992X

Sci. agric. vol.56 n.1 Piracicaba  1999

http://dx.doi.org/10.1590/S0103-90161999000100010 

MATÉRIA SECA E ABSORÇÃO DE NUTRIENTES EM FUNÇÃO DO ESPAÇAMENTO E DA DENSIDADE DE SEMEADURA EM ARROZ DE TERRA ALTA1

 

Carlos Alexandre Costa Crusciol2,*; José Ricardo Machado2; Orivaldo Arf3; Ricardo Antonio Ferreira Rodrigues3
2Depto. de Agricultura e Melhoramento Vegetal-FCA/UNESP, C.P. 237, CEP: 18603-970 - Botucatu, SP.
3FE/UNESP, C.P. 54, CEP: 15378-000 - Ilha Solteira, SP.
*e-mail: secdamv@fca.unesp.br

 

 

RESUMO: Foi instalado um experimento em condições de campo, em um Latossolo Vermelho escuro, epi-eutrófico, textura argilosa, em Selvíria-MS, com arroz de sequeiro cv. IAC 201, estudando-se três espaçamentos entre fileiras (30, 40 e 50 cm) e três densidades de semeadura (100, 150 e 200 sementes viáveis/m2). Foram avaliadas a produção de matéria seca da parte aérea no momento do florescimento e determinados os teores e quantidades de N, P, K, Ca, Mg e S absorvidos, assim como a eficiência de utilização de nutrientes. A redução do espaçamento entre fileiras aumentou a produção de matéria seca da parte aérea e a quantidade de nutrientes absorvidos. A variação da densidade de semeadura não afetou os parâmetros estudados. A redução do espaçamento entre fileiras proporcionou maior eficiência de utilização do Ca e diminuiu a do N e Mg. Os teores de nutrientes na matéria seca da parte aérea não foram afetados pela variação do espaçamento entre fileiras.
Palavras-chave: população, arranjo espacial, nutrição mineral, eficiência de utilização de nutrientes

 

DRY MATTER AND NUTRIENT UPTAKE OF DRYLAND RICE RELATED TO ROW SPACING AND PLANT POPULATION

ABSTRACT: A field experiment was conducted in a clayey Dark Red Latosol in Selviria, MS, Brazil, to study the effect of three row spacings (30, 40 and 50 cm) and three seed densities (100, 150 and 200 viable seeds/m2) on plant dry matter yield, macronutrient (N, P, K, Ca, Mg and S) uptake at flowering, and the nutrient use efficiency. A decrease in row spacing led to an increase in shoot dry matter production and nutrient uptake. There was no effect of plant densities on dry matter or nutrient uptake. The decrease in row spacing allowed a higher Ca use efficiency, but not for N and Mg. The concentration of the macronutrients in the shoots was not affected by spacing.
Key words: plant populations, spatial distribution, mineral nutrition, nutrient efficiency

 

 

INTRODUÇÃO

O arroz de sequeiro é a principal cultura cultivada na região dos cerrados brasileiros logo após a abertura de novas áreas. Isto é devido, principalmente, a sua fácil implantação e desenvolvimento, em solos pobres em nutrientes, em relação a outras culturas, tais como o milho e a soja. O arroz de sequeiro na região do cerrado está sujeito a deficiência hídrica devido a períodos curtos de estiagem, denominados de verânicos, e a outros fatores limitantes da produção como: pragas, doenças, e, principalmente, a deficiência nutricional, reflexo dos solos de baixa fertilidade predominantes nesta região. Devido a estes fatores limitantes é considerada uma cultura de risco. Dessa forma a produtividade é baixa, 1500 kg/ha. Em contrapartida, a cultura do arroz de sequeiro ocupa um importante papel no sistema produtivo das propriedades desta região devido apresentar o mais baixo custo de produção.

Na região dos cerrados brasileiros, a deficiência nutricional é um dos fatores mais limitantes à produção agrícola (Goedert et al., 1982; Lopes, 1983). Vários trabalhos de pesquisa mostram aumento significativo na produção de arroz de sequeiro pela aplicação de N (Kussow et al., 1976), P (Fageria et al., 1982; Fageria, 1991), e K (Fageria et al., 1990; Fageria & Barbosa Filho, 1990). No entanto, principalmente para o N, nem sempre é verificado resposta (Arf, 1993), e essa variação nos resultados é, provavelmente, em decorrência, entre outros, da utilização de cultivares com resposta diferenciada ao N, e da variação das condições climáticas (Fornasieri Filho & Fornasieri, 1993). Em condições de precipitação pluvial adequada, o uso do fósforo corresponde a expressivos aumentos na produtividade de grãos, devido os solos desta região apresentar baixo teor deste nutriente, manifestando principalmente através do número de espiguetas granadas e do peso de 1000 grãos, quando comparado à uma situação de deficiência hídrica (Barbosa Filho, 1987).

No entanto uma adubação potássica adequada pode minimizar o efeito negativo de uma deficiência hídrica através do papel que exerce sobre a abertura e fechamento estomatal das folhas, reduzindo, consequentemente a perda de água. Segundo Santos et al. (1982), uma adubação adequada pode contribuir com aproximadamente 40% de aumento na produtividade do arroz de sequeiro em "solos de cerrado", se outros fatores não forem limitantes.

Outros fatores, como espaçamento entre fileiras e densidade de plantas, influenciam sobre a produtividade do arroz, aumentando ou diminuindo a quantidade absorvida de nutrientes e seus teores na matéria seca (Stone & Pereira, 1994a), assim como a eficiência de utilização dos mesmos. Contudo, existem poucos trabalhos que relatam tal efeito sobre a cultura do arroz de sequeiro.

Desta forma, o presente trabalho teve por objetivo estudar o efeito da variação do espaçamento entre fileiras e da densidade de semeadura sobre a produção de matéria seca, teores e quantidades absorvidas de macronutrientes e a eficiência de utilização de nutrientes pelo cultivar IAC 201, sob sistema de cultivo de sequeiro.

 

MATERIAL E MÉTODOS

O trabalho foi instalado em uma área experimental localizada no município de Selvíria - Estado do Mato Grosso do Sul, pertencente à Faculdade de Engenharia - UNESP, Campus de Ilha Solteira, apresentando como coordenadas geográficas 51º22' de Longitude Oeste de Greenwich e 20º22' de Latitude Sul, com altitude de 335 metros. O solo do local é do tipo Latossolo Vermelho-escuro, epi-eutrófico álico, textura argilosa. A precipitação pluvial média anual é de aproximadamente 1.370 mm, a temperatura média anual está ao redor de 23,5ºC e a umidade relativa do ar está entre 70 e 80% (variação anual).

Antes da instalação do experimento foram coletadas amostras de solo da área experimental e realizadas as análises químicas, segundo metodologia proposta por Raij & Quaggio (1983), cujos resultados estão contidos na TABELA 1.

 

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Durante a condução do experimento foram determinadas, diariamente, a temperatura mínima, média e máxima do ar, assim como a precipitação pluvial na área experimental, estando os dados dos elementos climáticos representados em Crusciol et al., (1999).

O trabalho foi realizado no ano agrícola de 1993/94. O delineamento experimental utilizado foi o de blocos ao acaso em esquema de parcelas subdivididas, sendo as parcelas constituídas por três densidades de semeadura (100, 150 e 200 sementes viáveis por metro quadrado) e as sub-parcelas, por três espaçamentos entre fileiras (30, 40 e 50 cm), com quatro repetições.

As fileiras mediram 6 metros de comprimento e cada sub-parcela continha cinco fileiras de plantas no espaçamento de 50 cm, seis fileiras de plantas no espaçamento de 40 cm e oito fileiras de plantas no espaçamento de 30 cm. Foi considerada como área útil para as avaliações as três fileiras centrais no espaçamento de 50 cm, as 4 fileiras centrais no espaçamento de 40 cm e as seis fileiras centrais no espaçamento de 30 cm. Na extremidade de cada fileira de plantas foram deixadas 50 cm de bordadura.

O cultivar utilizado no experimento foi o IAC 201 proveniente do Instituto Agronômico de Campinas. IAC 201 é a denominação comercial da linhagem de arroz de sequeiro (IAC 201) proveniente do cruzamento entre o cultivar IAC 165 de ampla adaptação e o cultivar Labelle de excelente qualidade de grão, realizado em Campinas - SP, no ano agrícola 1977/78.

O solo foi preparado através de uma aração e duas gradagens, sendo a primeira gradagem levada a efeito logo após a aração e a segunda, às vésperas da semeadura.

A adubação constou da aplicação nos sulcos de semeadura, de 10 kg/ha de N, 75 kg/ha de P2O5, 25 kg/ha K2O e 40 kg/ha de FTE BR-12 como fonte de micronutrientes (B = 1,3%; Cu = 0,30%; Fe = 3,0%; Mn = 2,0%; Mo = 0,1%; Zn = 9,0%).

A semeadura foi realizada no dia 25/11/93 e junto com as sementes aplicou-se 1,5 kg/ha de carborufan 5G (i.a.) visando principalmente o controle de cupins (Syntermes spp.) e lagarta elasmo (Elasmopalpus lignosellus). A emergência das plântulas ocorreu 6 dias após a semeadura, ou seja, em 01/12/94.

A adubação de cobertura foi realizada 50 dias após a emergência das plantas, utilizando-se 30 kg/ha de N na forma de sulfato de amônio.

Foi realizada uma coleta de plantas, em 1,0 m de fileira no momento em que 50% das panículas de cada sub-parcela, haviam atingido o florescimento. O material coletado foi secado em estufa a 60ºC; em seguida, foi realizada a pesagem e a moagem com posterior análise química da matéria seca, para determinação dos teores percentuais de N, P, K, Ca, Mg e S, segundo metodologia descrita por Bataglia et al. (1983), e da quantidade absorvida destes nutrientes. De posse desses resultados calculou-se a eficiência de utilização de nutrientes em função dos tratamentos empregado no trabalho de pesquisa, através da relação: kg de matéria seca produzido/ kg de nutriente absorvido.

 

RESULTADOS E DISCUSSÃO

A TABELA 2 contém os dados de produção de matéria seca e teores de macronutrientes.

 

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A produção de matéria seca foi influenciada pelos espaçamentos (TABELA 2), apresentando maior valor no de 30 cm (8588 kg/ha), que diferiu estatisticamente dos demais (40 cm - 5621 e 50 cm - 5736 kg/ha), o mesmo não ocorrendo para as densidades testadas. A melhor distribuição das plantas, verificada no menor espaçamento, possibilitou maior captação e conversão da luz em fotossintatos, resultando em maior produção biológica, que os maiores espaçamentos. Estes resultados foram confirmados por Stone & Pereira (1994b), utilizando os espaçamentos de 20, 35 e 50 cm entre fileiras.

Ainda verifica-se que não há resposta na produção de matéria seca quando se passa do espaçamento de 50 cm para 40 cm, e não concordando com os resultados obtidos pelos autores supracitados, que verificaram um aumento linear com a redução do espaçamento. A produção de matéria seca obtida no espaçamento de 30 cm, foi superior em 315 kg/ha em relação a obtida, pelos autores supracitados, no espaçamento de 20 cm em sistema irrigado por aspersão, evidenciando, desta forma, que o cultivar IAC 201 apresentou uma boa produção de matéria seca, mesmo em condição mais adversa, ou seja, sistema de sequeiro.

A alta produção de matéria seca apresentada pelo cultivar IAC 201 pode ser atribuída às características genéticas desse material, que tem na sua constituição o cultivar de sequeiro IAC 165, caracterizado por crescimento vigoroso, porte alto e grande produção de folhas, sendo classificado como cultivar tradicional.

Quanto aos teores de macronutrientes na matéria seca da parte aérea (TABELA 2), com exceção do N e do P, os demais não foram influenciados pelos tratamentos, tanto pelas densidades quanto pelos espaçamentos. O nitrogênio apresentou efeito das densidades, ocorrendo maior acúmulo nas de 100 e 150 sementes por metro quadrado, que diferiram significativamente da maior densidade (200 sementes por metro quadrado). Este resultado pode ser explicado pelo menor número de plantas por área, resultante das menores densidades de semeadura, ocorrendo assim, maior concentração do nutriente, já que, a adubação foi a mesma para as diferentes densidades estudadas.

Quanto ao acúmulo de fósforo na matéria seca, houve efeito significativo da interação densidade e espaçamento, estando os desdobramentos apresentados na TABELA 3. Analisando-se os resultados de espaçamento dentro de densidade, verifica-se que apenas a densidade de 100 sementes por metro quadrado apresentou diferença significativa, verificando-se maior valor para espaçamento de 50 cm, que diferiu estatisticamente do espaçamento de 30 cm.

 

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No que se refere ao desdobramento densidade dentro de espaçamento, houve efeito significativo apenas para espaçamento de 50 cm, em que a densidade de 100 sementes por metro quadrado diferiu estatisticamente da maior (200 sementes por metro quadrado). Assim, constata-se que a combinação da menor densidade com o maior espaçamento proporcionou maior acúmulo de fósforo na matéria seca. Os teores médios de nutrientes (TABELA 2) estavam em níveis adequados preconizados por Fageria (1984), exceto o enxofre que apresentou um nível crítico, 0,15% (Fornasieri Filho & Fornasieri, 1993), e que o cultivar IAC 201 apresentou um bom estado nutricional sob sistema de cultivo de sequeiro.

Na TABELA 4 estão contidos os dados referentes a quantidade de macronutrientes absorvidos. Analisando os dados pode-se verificar, com exceção do cálcio e do magnésio, efeito significativo, somente para espaçamentos. A maior absorção ocorreu para o menor espaçamento (30 cm), que diferiu significativamente dos demais (40 e 50 cm). A maior absorção de nutrientes no menor espaçamento, está relacionada à maior produção de matéria seca obtida no mesmo. Estes resultados estão de acordo com Stone & Pereira (1994b), que também observaram maior absorção de nutrientes para o menor espaçamento (20 cm).

 

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Para a quantidade de cálcio e magnésio absorvidas, houve efeito significativo da interação densidade e espaçamento, estando os desdobramentos apresentados nas TABELAS 5 e 6, respectivamente. Analisando-se os resultados de espaçamento dentro de densidade, para cálcio, verifica-se efeito significativo nas densidades de 100 e 200 sementes por metro quadrado. Na densidade de 100 sementes houve maior absorção no espaçamento de 30 cm (29,7 kg/ha), que diferiu significativamente do de 50 cm. Na densidade de 200 sementes por metro quadrado, a maior absorção também ocorreu no espaçamento de 30 cm (37,9 kg/ha), diferindo estatisticamente dos demais.

 

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Analisando-se o desdobramento de densidade dentro de espaçamento, observa-se efeito significativo somente no espaçamento de 30 cm, na qual a menor absorção de Ca ocorreu na densidade de 150 sementes por metro quadrado (18,7 kg/ha), diferindo estatisticamente das demais (TABELA 5). Assim, a maior quantidade de Ca absorvida foi com a combinação do espaçamento de 30 cm entre fileiras e a densidade de semeadura de 200 sementes viáveis/m2 (37,9 kg/ha), e a menor quantidade absorvida com a combinação do espaçamento de 50 cm e a densidade de 100 sementes viáveis/m2 (14,2 kg/ha).

Resultado semelhante foi observado para o magnésio (TABELA 6). Assim os resultados do desdobramento de espaçamento dentro de densidade, permitiram verificar que houve efeito significativo para as densidades de 100 e 150 sementes por metro quadrado, na qual o espaçamento de 30 cm propiciou maior absorção do magnésio (31,9 e 45,2 kg/ha, respectivamente), diferindo estatisticamente de 40 e 50 cm. Quanto a densidade dentro de espaçamento, constata-se efeito significativo somente para o espaçamento de 30 cm, onde a densidade de 200 sementes por metro quadrado resultou em maior extração de magnésio (45,2 kg/ha) diferindo estatisticamente das demais.

Independente dos tratamentos empregados, o cultivar IAC 201, em condições de sequeiro, apresentou a seguinte ordem, decrescente, de exigência em nutrientes no período de florescimento: N > K > Mg > Ca > P > S.

Os dados de eficiência de utilização de nutrientes estão contidos no TABELA 7. Estes valores foram obtidos pela relação da quantidade de matéria seca produzida pela quantidade de nutriente absorvido, por unidade de área. Analisando esses resultados, verifica-se que com a redução do espaçamento houve uma maior eficiência de utilização do Ca. Resultado inverso ocorreu com o N e Mg, ou seja, a eficiência de ambos aumenta com o aumento do espaçamento entre fileiras.

 

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De maneira geral, o cultivar IAC 201 apresentou uma eficiência de utilização de nutrientes da seguinte ordem S > P > Ca > Mg > K > N. A mesma ordem foi verificado por Fageria et al. (1995a; 1995b), quando estudaram apenas o N, P e o K. No entanto, os resultados diferem dos obtidos por Stone & Pereira (1994b), que obtiveram a seguinte ordem P > Mg > Ca > N > K, em sistema irrigado por aspersão.

A diferença existente entre os cultivares quanto à capacidade de absorção e utilização de nutrientes (Furlani et al., 1983; Malavolta & Fornasieri Filho, 1983; Fageria et al., 1988a e 1988b; Fageria, 1989; Fageria & Barbosa Filho, 1981; Fageria, 1992; Fageria et al., 1995a e 1995b), pode ser responsável pela divergência de resultados verificado na literatura, além de outros fatores que podem interferir, tais como o sistema de cultivo, a fertilidade do solo, e até o espaçamento e a densidade de plantas utilizados.

 

CONCLUSÕES

- O cultivar IAC 201, cultivado sob sistema de sequeiro, apresentou aumento da produção de matéria seca e da quantidade de nutrientes absorvidos, com a redução do espaçamento.

- Os teores de macronutrientes na matéria seca da parte aérea não foram afetados pela variação do espaçamento entre fileiras, até o estádio de florescimento.

- O cultivar IAC 201 apresentou teores adequados de macronutrientes para o desenvolvimento de plantas, exceto os de enxofre, que podem ser considerados críticos.

- A variação da densidade de semeadura não afetou a produção de matéria seca da parte aérea, as quantidades absorvidas e os teores de macronutrientes, assim como a eficiência de utilização de nutrientes, pelo cv. IAC 201.

- A redução do espaçamento entre fileiras proporcionou maior eficiência de utilização do cálcio e diminuiu a do nitrogênio e magnésio.

- O cultivar IAC 201 apresenta uma eficiência de utilização de nutrientes da seguinte ordem: S > P > Ca > Mg > K > N.

- Em condições de sequeiro, o cultivar IAC 201, apresentou, no estádio de florescimento, exigência em nutrientes na seguinte ordem: N > K > Mg > Ca > P > S.

 

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Recebido para publicação em 15.12.97
Aceito para publicação em 22.09.98

 

 

1 Parte da Dissertação de Mestrado do primeiro autor. Projeto financiado pela FAPESP.

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