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Scientia Agricola

On-line version ISSN 1678-992X

Sci. agric. vol.56 n.3 Piracicaba July 1999

http://dx.doi.org/10.1590/S0103-90161999000300023 

Produção da tilápia vermelha da Flórida em tanques-rede

 

Paulo Cesar Falanghe Carneiro1; Jóse Eurico Possebon Cyrino2*; Newton Castagnolli3
1Pós-Graduando do Centro de Aquicultura - UNESP.
2Depto. de Produção Animal - ESALQ/USP, C.P. 09 - CEP: 13418-900 - Piracicaba, SP.
3Centro de Aquicultura - UNESP, Rod. Carlos Tonnani, km 05 - CEP: 14870-000 - Jaboticabal, SP.
*e-mail: jepcyrin@carpa.ciagri.usp.br

 

 

RESUMO: A produção de peixes em tanques-rede no Brasil tem aumentado nas últimas décadas. O baixo investimento inicial e o potencial hídrico representado pela enorme quantidade de água represada em nosso País têm atraído o interesse de empresários para essa atividade. O objetivo desse trabalho foi gerar informações sobre o efeito da densidade de estocagem no crescimento e produtividade da tilápia vermelha da Flórida criadas em tanques-rede. Foram instalados doze tanques-rede de 5 m3, numa represa de 1 ha, e estocados com 25, 50, 75 e 100 tilápias vermelhas da Flórida revertidas por m3. Os peixes foram alimentados com rações extrusadas comerciais contendo 32 e 28% PB por 253 dias. As temperaturas máxima, mínima e média da água foram 32,2, 16,0 e 23,9 C, respectivamente. Também foram monitorados a condutividade (58 mS/cm2), alcalinidade total (28 mg/L), amônia não ionizada (0,26 mg/L), nitrito (0,02 mg/L), oxigênio dissolvido (4,1 mg/L) e transparência da água (37 cm). Foram determinados o peso médio final (279,54g), comprimento padrão médio final (18,72cm), fator de condição (4,12), conversão alimentar aparente (3,15), taxa de sobrevivência (96,9%), ganho de peso diário (0,92g), taxa de crescimento específico (0,70%) e coeficientes de variação do peso (0,357%), do comprimento padrão (0,136%) e do fator de condição (0,136%). Não foram observadas diferenças significativas (P>0,05) entre as densidades de estocagem testadas nesses parâmetros. A densidade de estocagem de 100 peixes/m3 proporcionou a maior biomassa por m3 (P<0,001).
Palavras-chave: densidade de estocagem, tanque-rede, tilápia vermelha

 

Production of Florida red tilapia in floating net cages

ABSTRACT: The production of fish in floating net cages increased in Brazil during the last decade. The low cost of cage construction and the enormous area of impounded water in Brazil have attracted interest to this activity. The objective of this research was to provide information on the effect of stocking density on the growth and yield of Florida red tilapia, reared in floating net cages. Twelve floating, 5-m3 net cages located in an 1-ha reservoir were stocked with 25, 50, 75 and 100 sex-reversed Florida red tilapias/m3. Fish were fed 32 and 28% crude protein commercial floating diets for 253 days. Maximum, minimum and average water temperatures were 32.2; 16.0 and 23.9 OC, respectively. Average conductivity (58 mS.cm-2), total alkalinity (28 mg/L), un-ionized ammonia (0.26 mg/L), nitrite (0.02 mg/L), dissolved oxygen (DO = 4.1 mg/L), pH (7.3) and water transparency (37 cm) were recorded. Final average body weight (W = 279.54 g), standard length (L = 18.72 cm), condition factor (K = 4.12), feed conversion rate (3.15), survival rate (96.9%), mean daily weight gain (0.92 g/day), specific growth rate (0.70 %/day) and coefficient of variation of W (0.357), L (0.136) and K (0.136) were determined. No significant effects (P>0.05) of stocking density were observed on these parameters. Stocking density of 100 fish/m3 yielded the highest biomass per m3 (P<0.001).
Key words: stocking density, cage, red tilapia

 

 

INTRODUÇÃO

O uso de tanques-rede é uma excelente alternativa para a produção de peixes em corpos d'água onde a prática da piscicultura convencional não é viável (Schmittou, 1993). Devido à sua rusticidade e fácil adaptação à alimentação artificial, as tilápia são muito recomendadas para a criação em tanques-rede (Philippart & Ruwet, 1982; Keenleyside, 1991). As densidades de estocagem e produtividades alcançadas pela tilápia em tanques-rede de pequeno volume (1m3) variam de 150 a 600 peixes/m3 e 10 a 70 kg/m3, respectivamente (Coche, 1982).

Segundo Behrendes et al. (1982), os estudos sobre a tilápia vermelha tem aumentado nos últimos anos. Devido a sua aparência, as tilápias vermelhas têm alcançado melhores preços de mercado quando comparadas à tilápia do Nilo (Clark et al., 1990a).

A capacidade de suporte de um tanque-rede diminui com o aumento de seu tamanho e volume, dado a melhor troca de água que ocorre nos tanques-rede menores (Coche, 1982; Schmittou, 1969; 1993). As maiores densidades de estocagem garantem uma maior biomassa, porém com menores pesos individuais finais. Por outro lado, a variação de tamanho dos peixes em tanques-rede diminui com o aumento da densidade de estocagem (Muthukumarana & Weerakoon, 1986; Otubusin et al., 1989; Watanabe et al., 1990). O objetivo desse estudo foi avaliar o efeito da densidade de estocagem no crescimento da tilápia vermelha da Flórida em tanques-rede.

 

MATERIAL E MÉTODOS

O trabalho foi conduzido de maio de 1996 à janeiro de 1997, no Centro de Aquicultura da Universidade Estadual Paulista, Jaboticabal, SP. Doze tanques-rede de 5 m3 foram instalados numa represa de 1ha com profundidade média de 3,0m. Os tanques-rede foram dispostos em três linhas de quatro tanques-rede cada, com uma distância de 1,3m entre tanques-rede, e estocados com 25, 50, 75 e 100 tilápias vermelhas da Flórida, sexualmente revertidas, por m3. O peso médio inicial e o comprimento padrão médio inicial foram 47,8g e 10,3cm, respectivamente.

Os tanques-rede foram compostos por estruturas metálicas de 2,0 x 2,0m internamente, apoiadas em tambores plásticos de 200L, e malha plástica de 1,3cm. Para manter a ração flutuante dentro dos tanques-rede durante a alimentação dos peixes, foram construídos anéis de alimentação de 2m de diâmetro, com malha 0,3cm, estendendo-se 15cm abaixo e acima da superfície da água. Para evitar a predação por pássaros, foram confeccionadas tampas com malha plástica de 2,5cm.

Os peixes foram alimentados quatro vezes ao dia com ração extrusada comercial. No primeiros 60 dias, foi utilizada uma ração contendo 32%PB e grânulo 4mm de diâmetro, seguida por outra com 28%PB e 8mm até o final do período experimental, de acordo com as recomendações de Viola & Zohar (1984) e Kim et al. (1992). A taxa diária de alimentação variou de 2,8 a 3,4% do peso vivo (Schmittou, 1993).

As temperaturas máximas e mínimas da água foram tomadas diariamente, 0,2m abaixo da superfície. Um aerador elétrico de pás de 1HP foi instalado próximo aos tanques-rede para aumentar o oxigênio dissolvido e a circulação da água. Uma vez por semana, sempre às 8:30h, foram monitoradas a condutividade elétrica, transparência, alcalinidade total, e as concentrações de oxigênio dissolvido, amônia total e nitrito (Boyd, 1990).

A taxa de crescimento específico (CE, % peso/dia) foi calculada de CE = 100 x (lnPf - lnPi) / t, onde Pf = peso médio ao final do período (g), Pi = peso médio no início do período (g), e t = número de dias do período. O ganho de peso médio diário (GPD, g/dia) foi calculado de GPD = (Pf - Pi) / t. O fator de condição (K) foi calculado de K = 100 x P / L3, onde P = peso (g) e L = comprimento padrão (cm). Os coeficientes de variação (CV) do peso e do comprimento foram calculados de CV = s.d. / média, onde s.d. = desvio padrão do peso e do comprimento. A conversão alimentar aparente (CAA) foi calculada de CAA I = peso da ração consumida (g) / ganho de peso (g) e CAA II = peso da ração consumida (g) / ganho de peso + ganho de peso dos peixes invasores (g). Os peixes invasores foram representados exclusivamente por tilápias do Nilo presentes na represa antes da instalação do experimento, e que entraram e cresceram nos tanques-rede. A diferença da coloração corporal entre a tilápia do Nilo e a tilápia vermelha permitiu a fácil identificação e remoção dos invasores dos tanques-rede ao final do período experimental.

Os parâmetros de crescimento, taxas de sobrevivência e quantidade de peixes invasores encontrados nos tanques-rede segundo as diferentes densidades de estocagem testadas foram comparados pela Análise de Variância (ANOVA). O delineamento experimental foi feito em blocos de quatro tratamentos e três repetições. As diferenças entre médias foram analisadas pelo teste de Tukey (P<0,05).

 

RESULTADOS E DISCUSSÃO

Qualidade da Água: As temperaturas máximas e mínimas do ar e da água variaram de 42,0 a 5,0 oC e 32,2 e 16,0 oC respectivamente. As temperaturas extremas ocorreram em períodos curtos e, de acordo com Philippart & Ruwet (1982), as tilápias foram mantidas dentro dos limites de temperatura adequados durante o experimento. A vazão de entrada na represa variou de 4,2 a 9,8L/seg, porém permaneceu abaixo de 5,5L/seg a maior parte do tempo.

A concentração média de amônia não ionizada (N-NH3; 0,26mg/L) e nitrito (NO2; 0,02mg/L) permaneceu abaixo dos níveis letais para espécies tropicais (Boyd, 1990; Hassan, 1992) (TABELA 1). As concentrações de oxigênio dissolvido (OD) decresceram ao longo do período experimental. Essa redução do OD estava provavelmente relacionada ao aumento da biomassa de peixes da represa e dos tanques-rede (Figura 1). Contrário ao observado por Schmittou (1969), a posição dos tanques-rede não afetou o crescimento dos peixes nesse experimento, indicando que a qualidade da água permaneceu constante entre os tanques-rede, possivelmente devido a movimentação da água promovida pelo aerador.

 

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Figura 1 - Oxigênio dissolvido e transparência da água no local onde foram instalados os tanques-rede, medido às 8:30 durante o período experimental.

 

Parâmetros de crescimento: Não foram observadas diferenças estatisticamente significativas (P>0,05) entre os parâmetros peso, comprimento padrão e fator de condição ao final do período experimental (TABELA 2). A Figura 2 mostra a variação do peso corporal e da temperatura da água durante o período experimental. O crescimento foi menor durante os primeiros meses, principalmente devido ao decréscimo da temperatura durante esse período.

 

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Figura 2 - Temperatura da água e peso corporal da tilápia vermelha da Flórida em tanques-rede de 5m3 durante 253 dias à 25, 50, 75 e 100 peixes/m3.

 

A falta de diferença estatisticamente significativa entre os valores de peso médio e comprimento médio ao final desse estudo foi semelhante ao descrito por Watanabe et al. (1990), testando o efeito das densidades de estocagem 100, 200 e 300 tilápias vermelhas/m3 em tanques-rede de 1m3, mantidos em ambiente marinho. Wannigama et al., (1985), testando o efeito de 400, 600 e 800 tilápia do Nilo/m3, em tanques-rede de 5m3 e McGeachin & Wicklund (1987), testando as densidades 100, 200 e 400 Tilapia aurea/m3 em tanques-rede de 1m3 em ambiente marinho, também concluíram que as densidades de estocagem testadas não afetaram o peso e o comprimento médio final.

A taxas de sobrevivência também não apresentaram diferenças estatisticamente significativas (P>0,05) entre tratamentos, variando de 96,0 a 98,1% (TABELA 2). As produtividades atingidas ao final do período experimental diferiram estatisticamente entre os tratamentos (P<0,001). A maior produtividade foi de 27,7kg/m3, na densidade de 100 peixes/m3, abaixo daquela alcançada por Clark et al. (1990a) em 84 dias (39,4kg/m3), Watanabe et al. (1990) também em 84 dias (52,2kg/m3), estando abaixo ainda dos 70kg/m3 sugeridos por Coche (1982) como a máxima produtividade alcançada pela tilápia em tanques-rede de 6m3.

Segundo Coche (1982), a concentração mínima de OD necessária para manter o crescimento ótimo da tilápia é de 3,0mg/L. A Figura 1 mostra que, a partir de novembro, as concentrações de OD decresceram a níveis inferiores a 3,0mg/L. Essas observações permitem explicar, em parte, o baixo crescimento ocorrido nesse experimento.

Não foram observadas diferenças estatisticamente significativas no CE e GPD entre os tratamentos (TABELA 3). Otubusin et al. (1989) relataram um decréscimo no CE quando as densidades de estocagem da tilápia do Nilo aumentou de 25 para 50, 75 e 100 peixes/m3.

 

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Os resultados desse experimento sugerem que densidades de estocagem maiores podem ser utilizadas quando as condições ambientais foram melhores que aquelas encontradas nesse experimento. Le Coz et al. (1990) fazem inferências semelhantes, sugerindo o uso de densidades de estocagem superiores a 90 tilápias do Nilo/m3, quando criadas em tanques-rede.

Apesar de não haver diferenças significativas dos parâmetros de crescimento entre as densidades de estocagem testadas (P>0,05), o CE foi alto logo após o inverno, período de temperaturas mais baixas e crescimento reduzido (2,37%/dia), evidenciando a ocorrência de crescimento compensatório (Figura 3). Watanabe et al. (1990) também observaram que o aumento da densidade de estocagem de 100 para 200 e 300 peixes/m3 não afetou o CE da tilápia vermelha da Flórida em tanques-rede. Os valores do CE da tilápia vermelha da Flórida encontrado por Watanabe et al. (1990) (3,5 a 3,63%/dia) foram maiores do que aqueles encontrados nesse estudo (2,4 a 3,6%/dia), porém semelhantes àqueles encontrados por Clark et al. (1990a,b), estudando o crescimento da tilápia vermelha da Flórida em tanques-rede marinhos (3,13 a 3,17%/dia).

 

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Figura 3 - Taxa de crescimento específico (CE) da tilápia vermelha da Flórida em tanques-rede de 5m3 durante 253 dias à 25, 50, 75 e 100 peixes/m3.

 

Os valores de GPD encontrados nesse estudo também foram mais baixos do que aqueles encontrados por outros autores. Coche (1982) e Watanabe et al. (1990), trabalhando com tilápia do Nilo e tilápia vermelha da Flórida, obtiveram, em tanques-rede em estuário e ambiente marinho, um GPD variando de 1,8 a 2,1g/dia, respectivamente. Clark et al. (1990b) observaram GPD de 1,8 a 3,8g/dia da tilápia-do-Nilo e tilápia vermelha da Flórida criadas em tanques de concreto na densidade de 25 peixes/m3, num período de 120 a 164 dias.

Não foram encontradas diferenças estatisticamente significativas (P>0,05) dos valores de CAA I e CAA II entre os tratamentos. Os valores de conversão alimentar aparente obtidos nesse estudo (3,04 a 3,29) foram maiores do que aqueles encontrados por Clark et al. (1990a) trabalhando com a tilápia vermelha da Flórida em tanques-rede marinhos com 300 peixes/m3 (1,57 a 2,26), e por Wannigama et al. (1985) e Carro-Anzalota & McGinty (1986), todos trabalhando com a tilápia do Nilo em tanques-rede com 250 a 800 peixes/m3. A relativa abundância de fitoplâncton na represa onde esse estudo foi conduzido, indicada pelos valores de transparência da água (Figura 1), podem explicar os índices de conversão alimentar encontrados neste estudo, confirmando os resultados obtidos por Coche (1982), que relatou um aumento de 1,1 a 1,5 para 3,3 a 6,6 nos valores de conversão alimentar da tilápia em viveiros com moderada e abundante presença de fitoplâncton, respectivamente.

Também não foram encontradas diferenças estatisticamente significativas dos valores de coeficiente de variação do peso, comprimento padrão e fator de condição entre as diferentes densidades de estocagem testadas (TABELA 4). Esses valores são conflitantes com aqueles encontrados por Coche (1982), Watanabe et al. (1990) e Suresh & Lin (1992), que demonstraram uma relação inversa entre o coeficiente de variação e a densidade de estocagem. As classes de peso ao final do período experimental mostraram uma grande variação na distribuição de freqüência das classes de peso corporal, confirmando os resultados obtidos por Watanabe et al. (1990) (Figura 4). A TABELA 5 mostra que houve diferença estatisticamente significativa (P<0,05) do número e do peso total de peixes invasores entre o tratamento com 25 peixes/m3 e os demais tratamentos.

 

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Figura 4 - Distribuição de freqüência do peso corporal da tilápia vermelha da Flórida em tanques-rede de 5m3 na densidades 25, 50, 75 e 100 peixes/m3.

 

 

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Recebido para publicação em 29.05.98
Aceito para publicação em 15.09.98

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