SciELO - Scientific Electronic Library Online

 
vol.56 issue4Aluminum levels and the development of citrus rootstocks in nutrient solution: I. Biometric parametersPosition of the axillary bud and mutation inducion in chrysanthemun (Dendranthema glandiflora Tzevelev) plantets author indexsubject indexarticles search
Home Pagealphabetic serial listing  

Services on Demand

Journal

Article

Indicators

Related links

Share


Scientia Agricola

On-line version ISSN 1678-992X

Sci. agric. vol.56 n.4 Piracicaba Oct./Dec. 1999

https://doi.org/10.1590/S0103-90161999000400021 

O pH da calda de aplicação e a absorção de ácido giberélico por frutas de laranja cv. ‘Valência’

 

João Guilherme Casagrande Jr.1; José Carlos Fachinello2,3*; João Luiz Carvalho Faria2,3
1Pós-Graduando do Depto. de Fitotecnia - FAEM/UFPEL.
2Depto. de Fitotecnia - FAEM/UFPel - C.P. 354 - CEP: 96010-900 - Pelotas, RS.
3Bolsista do CNPq.
*e-mail: jfachi@ufpel.tche.br

 

 

RESUMO: Com o objetivo de estudar os efeitos que o ácido giberélico causa em frutas de laranja ‘Valência’, quando aplicado em diferentes concentrações, e também sob diferentes pH na calda de aplicação, foi realizado experimento onde os tratamentos consistiram de 5 concentrações (0, 5, 10, 15 e 20 ppm) e 3 pHs (3, 4,5 e 6). A aplicação foi feita em maio, quando as frutas estavam com coloração verde-amarelada, e as coletas para avaliação feitas a cada 30 dias, até o mês de novembro. Foram feitas 7 coletas no total. As variáveis estudadas foram coloração da epiderme, espessura da casca, pH do suco, acidez total titulável (ATT), teor de sólidos solúveis totais (SST), relação SST/ATT, índice tecnológico e rendimento de suco. Os resultados obtidos não permitiram concluir que o ácido giberélico tenha influência sobre as características fisico-químicas do suco, tais como pH, rendimento, SST, AT, Ratio e índice tecnológico. A espessura da casca também não foi influenciada pelo AG3. No entanto, o ácido giberélico reteve a coloração verde da casca, segundo um gradiente no que diz respeito à concentração, no sentido de que ao aumentá-la, manteve por mais tempo a coloração verde das frutas. Este comportamento foi observado em maior ou menor escala, em todos os pHs da solução. O pH=3 da calda de aplicação foi o que reteve por mais tempo a coloração verde nas frutas, indicando assim que o ácido giberélico foi mais absorvido neste pH, do que nos demais. O pH normal (4,5) reteve a coloração verde das frutas por mais tempo que o pH=6, indicando assim que pHs mais ácidos favorecem a absorção do ácido giberélico pelas plantas. Foi observado também que o ácido giberélico atrasou o fenômeno do reverdecimento, o qual ocorre quando as temperaturas se tornam mais altas.
Palavras-chave: Citrus sinensis, laranja Valência, ácido giberélico, maturação

 

The solution pH on gibberellic acid uptake by cv. Valência orange fruits 

ABSTRACT: The objective of this work was to study the effect of gibberellic acid on "Valência" orange fruits, when applied at various concentrations, under different solution pH. The treatments consisted of 5 concentrations of gibberellic acid (0; 5; 10; 15; and 20 ppm) and 3 pHs (3; 4.5; and 6). The aplication was made in May, when fruits were at green-yellow stage, and samples were collected every 30 days until November. The variables studied were coloration and thickness of the peel, total soluble solids (TSS), pH of juice, percent of juice, total acid (TA), ratio TSS/TA and technological index. The results obtained did not allow to conclude that gibberellic acid had any influence on the characteristics of the juice. The thickness of the peel was not affected by gibberellic acid. However, gibberellic acid caused a retaintion of the green color of the peel with increasing concentration, causing the fruits to remain greener. This was observed for all solution pHs. At pH 3, the fruits were greener than under the other pHs, and at the normal pH (4.5) The green coloration in the fruits persisted for a louger time than at pH=6, suggesting that acid pHs increase the uptake of gibberelic acid by the plants. It was also observed that gibberellic acid delayed the regreening of the fruits, what happens when the temperature becomes higher.
Key words: Citrus sinensis, Valência orange, gibberellic acid, maturation

 

 

INTRODUÇÃO

Os citros foram introduzidos no Brasil pela Bahia, através das primeiras expedições colonizadoras por volta de 1540. Por encontrar boas condições para vegetar e produzir, a cultura se expandiu por todo o país (Moreira & Moreira, 1980).

O citrus é a fruteira de maior produção nacional, e o Brasil é o maior exportador de sucos concentrados (Fachinello et al., 1996).

O consumo de frutas frescas no mercado interno brasileiro aumentou de 30 mil caixas em 1980 para 100 mil caixas em 1995. Mas a grande produção é de sucos para exportação, com cerca de 150 mil toneladas de sucos para esse fim. Destes, 54% é exportado para a comunidade européia e 32% para os EUA, que são os mercados mais importantes para o Brasil em termos de exportação (FNP Consultoria e Comércio, 1998).

No entanto, a exportação de sucos concentrados pelo Brasil vem diminuindo gradativamente, pois há, hoje, uma forte tendência mundial ao consumo de sucos naturais, não proveniente de concentrados. Esta tendência deve dominar o mercado mundial em pouco tempo. O ácido giberélico permite, em termos industriais, o processamento da fruta em um período mais longo, já que o tempo de colheita é extendido (Malavasi, 1998).

McDonald et al. (1997), trabalhando com Pomelo ‘Marsh’ (Citrus paradisi Macf.), notaram que a aplicação de ácido giberélico diminuiu a senescência da casca destes frutas através de uma maior resistência da fruta à perfurações e à retenção da coloração verde.

Coelho et al. (1978), trabalhando com tangerina ‘Cravo’, notaram que frutas tratados com AG3 mantiveram a coloração verde mais acentuada. O mesmo foi observado por Fachinello et al. (1994) e por Barro & Rodrigues (1994), trabalhando com Laranja ‘Valência’ e Tangerina ‘Ponkan’, respectivamente.

A aplicação de ácido giberélico apresenta ainda outras vantagens. Segundo Coggins Jr. & Hield (1968), muitas desordens podem ser corrigidas com a aplicação de giberelinas, como manchas e ferrugem, porque estas induzem à uma textura mais compacta do albedo. Também são utilizadas para corrigir, pelo menos parcialmente, o enrugamento do exocarpo.

O desenvolvimento da coloração em Laranjas ‘Valência’, varia de ano para ano, e a coloração da fruta no momento da colheita é amplamente influenciada pela tendência da fruta ao reverdecimento (Caprio, 1956), e esta é dependente da aplicação de fertilizantes nitrogenados (Jones e Embleton, 1959) e da temperatura.

Erickson (1960), Coggins Jr. et al. (1981) e Lee et al. (1971), trabalhando com diferentes temperaturas na parte aérea de Laranjas ‘Valência’, concluíram que o reverdecimento, ocorre quando a parte aérea é exposta à temperaturas altas.

O ácido giberélico é efetivo também na prevenção do reverdecimento da fruta, o qual ocorre naturalmente após o inverno, se a fruta é deixada na árvore (Monselise, 1979). Isto ocorre devido ao aumento da temperatura, pois a planta começa novamente a biosintetizar, fazendo com que o acúmulo de clorofila volte a prevalecer sobre o acúmulo de carotenóides.

De acordo com McDonald et al.(1997), a aplicação de ácido giberélico não afeta a qualidade da fruta. Malavasi et al. (1993) citam que o tratamento de ácido giberélico não inibe o amadurecimento interno da frutas, além destas exibirem propriedades cosméticas desejáveis para a casca e serem menos suscetíveis à problemas pós colheita.

Barros & Rodrigues (1994) entretanto, em experimento realizado com Tangerineira ‘Ponkan’ (Citrus reticulata), observaram que o ácido giberélico aumentou o tamanho médio das frutas, bem como a relação SST/AT, característica altamente desejáveis para a comercialização destas.

Fachinello et al. (1994), trabalhando com laranja ‘Valência’ (Citrus sinensis Osbeck), observaram um aumento significativo na espessura da casca na concentração de 60 ppm de ácido giberélico, concomitantemente com a manutenção da coloração verde da casca das frutas. As demais características como sólidos solúveis totais, acidez total, pH do suco e outras, no entanto, não foram afetadas pelo ácido giberélico. Estes resultados discordam dos obtidos por Coggins Jr. et al. (1960), os quais afirmam que o giberelato de potássio (KGA) aplicado em frutas de laranja ‘Valência’, dois anos consecutivos (1958 e 1959) provocou uma redução no SST das frutas, não afetando entretanto as outras características avaliadas no ano de 1958. No entanto, no ano seguinte, os resultados foram completamente diferentes, pois não foram detectadas diferenças no teor de SST ou teor de ácido ascórbico, mas a espessura da casca e a acidez total do suco aumentaram com as concentrações de giberelato aplicadas.

Coelho et al.(1981), trabalhando com Laranja ‘Pêra’, não observaram diferença no peso da fruta, % de suco, acidez total, teor de sólidos solúveis totais e relação SST/ATT de frutas tratadas com ácido giberélico, em comparação à testemunha. No entanto, os tratamentos de AG3 retiveram mais a coloração verde, comparados com a testemunha e com as frutas tratadas com ethephon, como já observado anteriormente.

No entanto, apenas uma pequena porção do regulador vegetal aplicado é absorvido pelo fruto e se torna fisiologicamente ativo (Goldschmidt & Galili, 1984; Greenberg et al., 1984). Um aumento nas taxas de absorção do GA3, não só melhoraria a eficiência deste, como reduziria as quantidades necessárias à aplicação (Greenberg & Goldschmidt, 1989). Uma maneira de se melhorar esta absorção do GA3 por frutos e folhas, é através da acidificação das soluções de tratamento (Greenberg et al., 1984).

Greenberg & Goldschmidt (1989), trabalhando com frutas de pomelo Citrus paradisi, no quais aplicou ácido giberélico em soluções com pHs ajustados de 3 a 8, demonstrou que as maiores taxas de absorção do ácido giberélico ocorreu com pH mais ácido. Também observou que nos tratamentos com apenas o tampão utilizado para acidificar a solução, o baixo pH não tinha efeito sobre a coloração da fruta. Já nos tratamentos com o ácido giberélico a acidificação intensificou o atraso na coloração, como por exemplo, a solução acidificada contendo 5 ppm de ácido giberélico, causou um significante atraso na senescência da fruta, enquanto a mesma solução não acidificada apresentou apenas um leve efeito no atraso da senescência da fruta.

Outro trabalho, feito por Greenberg & Goldsmidt (1990) compararam não apenas diferentes pHs (4 e 7), mas também 2 modos diferentes de aplicação do produto, um de aplicação normal, em baixa umidade relativa, e outro em umidade relativa bem maior, próxima a 100%. Nos 2 métodos, o pH 4 apresentou maior absorção de ácido giberélico.

Norris & Bukovac (1972), trabalhando com folhas de pêra, comprovaram que a absorção de ácido naftalenacético aumenta conforme se dá a diminuição do pH. O mesmo foi observado por Shafer et al. (1988) em frutas de tomate e por Shafer & Bukovac (1987), ao aplicarem 2-4 D, também em tomate.

A aplicação de AG3 nos frutos, permite que ocorra um aumento no período de colheita dos frutos, proporcionando ao produtor um escalonamento da produção, de maneira que ele possa fugir dos períodos de super-oferta da fruta no mercado, quando o preço da fruta é menor. Aliado a isto, se soluções acidificadas proporcionam uma maior absorção do GA3, será possível utilizar-se quantidades menores do produto para se obter bons resultados, o que pode aumentar a viabilidade econômica do processo. Além disto, é possível a conservação da fruta na própria planta, evitando-se custos com câmaras para o armazenamento.

 

MATERIAL E MÉTODOS

O presente trabalho foi realizado durante o período de maio de 1996 a novembro de 1996, no Pomar Didático do Centro Agropecuário da Palma - UFPel, Município do Capão do Leão - RS, em plantas de laranjeira da cultivar Valência (Citrus sinensis Orbeck) com 10 anos de idade, implantadas em solo podzólico vermelho e em espaçamento de 4m entre plantas por 6m entre linhas.

As análises físico-químicas foram desenvolvidas nas dependências do Departamento de Ciência e Tecnologia Agroindustrial da Faculdade de Agronomia Eliseu Maciel, localizado no Campus da Universidade Federal de Pelotas, RS.

Foram utilizados diferentes níveis de concentrações de ácido giberélico (AG3) puro, sendo o pH ajustado e tamponado, por método de tentativas, utilizando-se ácido cítrico para baixar o pH e fosfato de potássio para a elevação do mesmo.

Os pHs das soluções foram 3, normal (em torno de 4,5) e 6, verificados com auxílio de um potenciômetro provido com escala de pH. Foi utilizada também apenas a solução tampão, sem o produto, ajustada a cada pH, a fim de verificar se esta apresentaria alguma influência significativa nas frutas.

As concentrações utilizadas em cada nível de pH foram de 0, 5, 10, 15, 20 ppm de AG3. O veículo de dissolução utilizado para o produto foi água destilada.

A aplicação dos tratamentos foi feita quando as frutas se encontravam no princípio de mudança da coloração verde para coloração verde-amarelada, no mês de maio de 1996, com a utilização de pulverizador manual de 0,5l, em jato dirigido à fruta até o ponto de gotejamento.

Após a aplicação, foi coletada uma amostra de 100 frutas do pomar a fim de verificar o estado físico-químico das frutas no momento da aplicação.

A coleta das amostras foi feita a cada 30 dias, com a retirada de oito frutas por planta, duas de cada quadrante.

As avaliações foram feitas a cada 30 dias, levando-se em conta os seguintes parâmetros:

• Peso da matéria fresca: peso total da amostra considerada (8 frutas);

• Rendimento de suco: calculado pela relação casca + bagaço/peso da matéria fresca;

• coloração: para a avaliação desta variável, utilizou-se uma escala de notas de 1 a 10, individualmente e de modo comparativo;

• Sólidos solúveis totais (SST): quantificados com o auxílio de um refratômetro, marca DFV e modelo RM-M3, e expressos na forma de graus brix (oBrix);

• pH de suco: obtido com a utilização de um medidor de pH marca Lutron e modelo PH-206;

• % de ácido cítrico: obtido através da titulação de 1ml de suco diluído em 9ml de água com NaOH (0,1N) até o pH de 8,3. A seguir, pela relação Volume gasto de NaOH x Normalidade x 0,064 x10, conforme método descrito por Rearte et al. (1987).

• Relação SST/Acidez:

• Espessura de casca: medida com o auxílio de um paquímetro;

• Índice tecnológico: obtido pela relação (Brix x Rendimento de Suco)/100.

O delineamento experimental utilizado foi inteiramente ao acaso com 3 repetições, devido a grande homogeneidade do pomar, e 8 frutas por parcela. Todas as avaliações foram feitas no mesmo dia da coleta das frutas.

 

RESULTADOS E DISCUSSÃO

Quando foi realizada a aplicação do AG3, foi possível observar um retardamento no desenvolvimento da coloração laranja na fruta (Figura 1). O tratamento com a solução mais concentrada (20 ppm), independente do pH, manteve as frutas com coloração verde por mais tempo, em comparação com os demais tratamentos. Estes resultados estão de acordo com Coelho et al.(1978), Monselise (1979), Awad (1993), Barros & Rodrigues (1994), Chitarra & Chitarra (1990), Fachinello et al.(1994) e Fachinello et al.(1996), os quais obtiveram resultados semelhantes, utilizando entretanto concentrações mais elevadas e sem controle de pH.

 

a21f1.gif (5520 bytes)

 

O ácido giberélico age sobre as clorofilas a e b, impedindo seu desaparecimento, bem como impede a desorganização do cloroplasto. Desta forma, termina inibindo também a síntese de carotenóides (Awad, 1993).

Diferenças estatisticamente significativas foram observadas entre os distintos pHs da solução de ácido giberélico (TABELA 1), de tal forma que a aplicação do AG3 com pH 3 foi mais eficiente que os demais, retardando por mais tempo a mudança de coloração. Estes resultados estão de acordo com os obtidos por Gilfillan (1986), Greenberg & Goldsmidt (1989), Greenberg & Goldsmidt (1990) e Ben-Tal & Wodner(1993), os quais trabalhando com C-14-AG3, afirmaram que a absorção deste é maior quando o pH da solução de aplicação é baixo.

 

a21t1.gif (2517 bytes)

 

É importante notar que a partir de determinada época, não igual para todos os tratamentos, ocorreu o fenômeno conhecido como reverdecimento. Este é um processo que ocorre naturalmente em Laranjas ‘Valência’ no final do inverno, quando as temperaturas aumentam (Caprio, 1956; Jones & Embleton, 1959; Erickson, 1960; Coggins Jr. et al, 1981).

Pela TABELA 2 é possível observar que a aplicação do AG3 proporcionou um atraso neste fenômeno, atraso este diretamente proporcional à concentração do produto.

 

a21t2.gif (2376 bytes)

 

Segundo Monselise (1979), o ácido giberélico é eficiente na prevenção do reverdecimento. Este fenômeno ocorre nas frutas remanescentes após o inverno, quando as temperaturas se tornam maiores e as plantas retomam suas funções de biossíntese, inclusive formação de giberelinas. Isto ocasiona o reverdecimento da casca, enquanto a síntese de clorofila é reiniciada e os carotenóides degradados (Thomson et al., 1967, citado por Monselise, 1979).

Os efeitos obtidos para as variáveis espessura de casca, pH do suco, rendimento do suco, relação SST/ATT, sólidos solúveis totais, acidez total e índice tecnológico, a partir da aplicação do AG3, tanto para o fator concentração como para o fator pH, foram extremamente contraditórios e incoerentes. Com base na literatura citada não é seguro sugerir que o ácido giberélico influencie as características físico-químicas do suco ou mesmo a espessura da casca de laranjas ‘Valência’. É, no entanto, mais provável que características ambientais, como luz, temperatura, umidade, precipitação pluviométrica, a localidade, a cultivar, entre outras determinem as diferenças obtidas para estas variáveis.

 

CONCLUSÕES

Nas condições em que o experimento foi conduzido, concluiu-se que:

• A aplicação de ácido giberélico não afetou as características físico-químicas do suco de laranjas ‘Valência’.

• O ácido giberélico retardou a senescência das frutas, através da manutenção da coloração verde da casca destas.

• A acidificação da calda de aplicação foi eficiente na manutenção da coloração verde das frutas por mais tempo, em todas as concentrações estudadas.

• O fenômeno do reverdecimento foi retardado com o uso do ácido giberélico.

 

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

AWAD, M. Fisiologia pós-colheita de frutas. São Paulo: Nobel, 114p. 1993.

BARROS, S.A.; RODRIGUES, J.D. Efeitos de fitorreguladores na maturação da fruta de tangerineira "Ponkan" (Citrus reticulata). In: CONGRESSO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA, 3., Pelotas, 1994. Resumos. Pelotas:UFPel/FURG,1994. p.355-356.        [ Links ]

BEN-TAL, Y.; WODNER, M. Absorption of Plant Growth Regulators by Fruit Trees. Acta Horticulturae, v.329, p.62-65, 1993.        [ Links ]

CAPRIO, J.M. An analysis of the relation between regreening of Valencia Oranges and mean mothly temperatures in Southern California. Proceedings of American Society for Horticultural Science, n.67, p.222-235, 1956.         [ Links ]

CHITARRA, M.I.F.; CHITARRA, A.B. Pós-colheita de frutas e hortaliças: fisiologia e manuseio. Lavras: ESAL/FAEPE, 1990. 320p.        [ Links ]

COELHO, Y.S.; DUARTE, C.S.; CHITARRA, M.I.F.; CHITARRA, A.B. Ácido giberélico e 2,4-D em citros: II. Efeitos na maturação de Tangerina "Cravo" (Citrus reticulata Blanco). Revista Brasileira de Fruticultura, v.1, n.2, p.31-44, 1978.        [ Links ]

COELHO, Y.S.; PEIXOTO, H.S.F.; CALDAS, R.C.; CHIACCHIO, F.P.O. Reguladores de crescimento em citros: efeitos do ácido giberélico e do ethephon no desenvolvimento e preservação das frutas. Revista Brasileira de Fruticultura, v.3, p.18-20, 1981.        [ Links ]

COGGINS Jr., C.W.; HALL, A.E.; JONES, W.W. The influence of temperature on regreening and carotenoid content of the "Valencia" orange rind. Journal of American Society of Horticultural Science v.106, n.2, p.251-254, 1981.        [ Links ]

COGGINS Jr., C.W.; HIELD, H.Z.; GARBER, M.J. The influence of potassium gibberellate on Valencia orange trees and fruit. American Society for Horticultural Science, v.76, p.193-198, 1960.         [ Links ]

COGGINS JR., C.W.; HIELD, H.Z. Plant Growth Regulators. In: REUTHER, W.; BATCHELOR, L.D.; WEBBER, H.J. (Ed.) The citrus industry. Berkeley: University of California,1968. v.1, p.371-389.        [ Links ]

ERICKSON, L.C. Color Development in Valencia Oranges. American Society for Horticultural Science, v.75, p.257-261, 1960.         [ Links ]

FACHINELLO, J.C.; NACHTIGAL, J.C.; KERSTEN, H. Fruticultura: fundamentos e práticas. Pelotas: Ed. UFPel,1996. 311p.        [ Links ]

FACHINELLO, J.C.; VOLTOLINI, J.A.; ZIMMER, P.D.; SANTOS, P.S.N. dos; PUCHALSKI, L.E.A. Influência do AG3 em frutas de laranjeira (Citrus sinensis) cv. Valência, na região de Pelotas, RS In: CONGRESSO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA, 3., Pelotas,1994. Resumos. Pelotas: UFPel, FURG, 1994. p.357-358.        [ Links ]

FNP Consultoria e Comércio. Agrianual 98. São Paulo, 1998.        [ Links ]

GILFILLAN, I.M. Acidification of gibberelic acid sprays on citrus trees. Citrus Subtropical Fruit Journal, n.628, p.8-10, 1986.        [ Links ]

GOLDSCHMIDT, E.E.; GALILI, D. Fate of 14C-gibberelic acid in senescing on-tree ‘Valencia’ orange fruit. Journal of the American Society of Horticultural Science, n.106, p.175-177, 1984.        [ Links ]

GREENBERG, J.; GOLDSCHMIDT, E.E.; SCHECHTER, S.; MONSELISE, S.P.; GALILI, D. Improving the uptake of gibberelic acid by citrus fruits and leaves. In: ANNUAL MEETING PLANT GROUTH REGULATOR SOCIETY OF AMERICA, 11., Israel, 1994. Proceedings. Israel,1984. p.16-25.        [ Links ]

GREENBERG, J.; GOLDSCHMIDT E.E. Acidifying agents, uptake and physiological activity of gibberellin A3 in Citrus. HortScience, n.24, p.791-793, 1989.        [ Links ]

GREENBERG, J.; GOLDSCHMIDT E.E. Uptake of 14C-gibberelic acid by mature grapefruit (Citrus paradisi Macf.) as affected by relative humidity and method of application. Annual applied Biology, n.116, p.383-390, 1990.        [ Links ]

JONES, W.W.; EMBLETON, T.W. The visual effect of nitrogen nutrition of fruit quality of Valencia orange. Proceedings of the American Society for Horticultural Science, n.73, p.234-236, 1959.         [ Links ]

LEE, T.H.; ERICKSON, L.C.; CHICHESTER, C.O.N. A evaluation of the use of grafted fruit for study of carotenoid and chlorophyll changes in regreening "Valencia" orange peel. HortScience, n.6, p.231-232, 1971.         [ Links ]

MALAVASI, A.; DUARTE, A.L.; SILVA, J.A.; VAZ, F.D.; MAGGIONE, C.S. Uso de ácido giberélico em citros para o aumento da resistência ao ataque de mosca-das-frutas. Laranja, v.14, n.1, p.365-382, 1993.        [ Links ]

MALAVASI, A. Ácido giberélico: revolução no pomar In: FNP Consultoria e Comércio. Agrianual 98. São Paulo, 1998. p.196-198.        [ Links ]

McDONALD, R.E.; GREANY, P.D.; SHAW, P.E.; McCOLLUM, T.G. Preharvest applications of gibberelic acid delay senescence of Florida grapefruit Journal of Horticultural Science, v.72, n.3, p.461-468, 1997.        [ Links ]

MONSELISE, S.P.; The Use of Growth Regulators in Citriculture: a review. Scientia Horticulturae, n.11, p.151-162, 1979.        [ Links ]

MOREIRA, C.S.; MOREIRA, S. História da citricultura no Brasil. In: RODRIGUES, O.; VIÉGAS, F. (Ed.) Citricultura brasileira.Campinas: Fundação Cargil, 1980. v.1, p.1-21.        [ Links ]

NORRIS, R.F.; BUKOVAC, M.J. Effect of pH on Penetration of Naphthaleneacetic Acid and Naphthaleneacetamide Through Isolated Pear Leaf Cuticle Plant Phisiology, v.49, p.615-618, 1972.        [ Links ]

REARTE, A.E.; SILVESTRI, M.P.; MANZINO, M.B. Identidad y calidad de los alimentos frutihortícolas industrializados. Mendoza: INTI, CITEF, 1987. (Recompilacoón Técnica)         [ Links ]

SHAFER, W.E.; BUKOVAC, M.J. Effect of Acid Treatment of Plant Cuticles on Sorption of Selected Auxins. Plant Phisiology, v.83, p.652-656, 1987.        [ Links ]

SHAFER, W.E.; MORSE, R.D.; BUKOVAC, M.J. Effect of pH and Temperature on Sorption of Auxin by Isolated Tomato Fruit Cuticles. HortScience, v.23, n.1, p.204-206, 1988.        [ Links ]

 

 

Recebido para publicação em 19.08.98
Aceito para publicação em 19.02.99

Creative Commons License All the contents of this journal, except where otherwise noted, is licensed under a Creative Commons Attribution License