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Revista Estudos Feministas

Print version ISSN 0104-026XOn-line version ISSN 1806-9584

Rev. Estud. Fem. vol.12 no.spe Florianópolis Sept./Dec. 2004

https://doi.org/10.1590/S0104-026X2004000300017 

EXPERIÊNCIAS EDITORIAIS FEMINISTAS

 

Caderno Espaço Feminino: ampliando espaços e enfrentando desafios

 

Caderno Espaço Feminino: extending the spaces and meeting the challenges

 

 

Eliane Schmaltz Ferreira; Dulcina Tereza Bonati Borges

Universidade Federal de Uberlândia e Faculdade Católica de Uberlândia

 

 


RESUMO

Neste trabalho evidencia-se a contribuição do Caderno Espaço Feminino, na busca de uma adequação cada vez maior às exigências de uma produção editorial de qualidade, a sua articulação com o NEGUEM – Núcleo de Estudos de Gênero e Pesquisa sobre a Mulher/UFU e a sua contribuição para a construção das reflexões sobre gênero. Balanço do Caderno Espaço Feminino para o II Encontro de Publicações Feministas, realizado em Florianópolis, no período de 28 a 30 de Outubro de 2003, organizado pela Revista Estudos Feministas com o apoio da Fundação Ford.

Palavras-Chave: publicações; estudos feministas; campo teórico; qualidade.


ABSTRACT

In this work the contribution of the magazines is evidenced for the construction of a theoretical field and the adaptation to the demands which require editorial productions with a good quality. Here we have a review of the Publications of the NEGUEM for the II Encontro de Publicações Feministas accomplished in Florianópolis, in the period of October 28-30 of 2003, organized by the Revista Estudos Feministas with the support of the Fundação Ford.

Keywords: publications; estudos feministas, theoretical field, quality.


 

 

Fui pois ao anjo, dizendo-lhe que me desse o livrinho. Ele então me fala: toma-o, devora-o, certamente ele será amargo ao teu estômago, mas na tua boca, doce como o mel. Tomei o livrinho da mão do anjo e o devorei, e na minha boca era doce como mel; quando, porém, o comi, meu estômago, ficou amargo. (APOCALIPSE, 10:59,10).

Quando nos foi solicitado escrever um texto sobre a publicação do NEGUEM, Caderno Espaço Feminino refletindo a sua contribuição para a construção de um campo teórico, vimo-nos diante de uma tarefa honrosa, suspeitosa e responsabilizadora. Honrosa, porque o Caderno Espaço Feminino, em 1994, deixou de ser um palpite e passou a ser uma realidade; suspeitosa, porque acreditando sermos boas leitoras dos estudos feministas e tendo já feito algumas reflexões sobre o uso da categoria gênero, achamos perigoso escrever sobre textos de autores(as) habilidosos(as) no jogo das palavras e da construção teórica; responsabilizadora, porque afinal de contas no meio da leitura de originais para parecer ou de monografias e dissertações, o Caderno Espaço Feminino que vem coletivamente se construindo, puxou-nos as rédeas, estacou-nos, fez com que voltássemos às lembranças, não tão antigas, do lançamento dos primeiros exemplares. Isso nos levou a indagações profundas que colocam em xeque as nossas próprias reflexões sobre o gênero, os estudos feministas e os caminhos para continuar trilhando.

Faz uma semana que andamos com todos os exemplares do Caderno Espaço Feminino nos olhos, nos ouvidos, na cabeça. Buscamos não só coisas paralelas para ler, como percorremos as publicações recebidas recentemente de outros núcleos de pesquisa acadêmicos. Mas, o que tem de especial essa publicação? Qual a contribuição para a construção e para o avanço dos estudos feministas incorporando o gênero como categoria de análise? Iniciamos com um duplo desafio: de um lado, a proposta aberta e direta de discutir a condição feminina "semeias, nem peias". De outro, e coerentemente, fazê-lo por meio de uma reflexão teórica igualmente aberta e despreconceituosa.

Analisando o conteúdo das revistas podemos dizer que o foco inicial dos trabalhos não tratou de somente construir uma história das mulheres, mas a maioria dos(as) autores(as) entendiam, ao lado de Joan Scott, que o gênero é uma categoria relacional e não identitária, sendo esta uma de suas grandes riquezas.1

Se num primeiro momento colocou-se a necessidade de tornar visíveis as mulheres, abriu-se em seguida, a possibilidade de se recobrar a experiência coletiva de homens e mulheres no passado em toda a sua complexidade, bem como se procurou um aprimoramento metodológico que permitisse recuperar os mecanismos das relações sociais entre os sexos e a contribuição de cada qual ao processo histórico. Com isso, reforça-se uma trajetória mais geral de estudos no Brasil, ou seja, privilegia-se o aspecto da construção social do masculino e do feminino em detrimento do seu caráter relacional inerente à categoria gênero. Mas, como bem argumenta Joan Scott, para quem a validade do posicionamento relacional nos estudos de gênero, remete à compreensão de que, ao se informar sobre as mulheres, informa-se, necessariamente, sobre os homens.

Sem dúvida, a categoria gênero reivindicou para si um território específico. E a maioria dos trabalhos publicados no Caderno Espaço Feminino refletiu a construção dessa especificidade, na educação,2 na década de 20,3 na história das mulheres.4

Dentre os balanços emerge então a questão do seu alcance teórico. Estabelecidos como um conjunto objetivo de referências, os conceitos de gênero – distinções fundadas sobre o sexo, uma maneira de se referir à organização social das relações entre os sexos – estruturam a percepção e a organização concreta e simbólica de toda a vida social. À medida que essas referências estabelecem distribuição de poder – um controle ou um acesso diferencial às fontes materiais e simbólicas – o gênero torna-se envolvido por estas questões. É um modo de dar significação às relações de poder, uma organização decisiva da igualdade e da desigualdade.

Esse enfoque esteve presente nos muitos estudos com temas variados: violência conjugal, sexualidade e movimentos sociais.5

O leque de discussão foi-se ampliando cada vez mais e o Caderno Espaço Feminino, sendo inicialmente o lugar para a publicação dos trabalhos dos pesquisadores(as) considerados da "casa" ligados ao NEGUEM, estabelece uma interlocução e diversifica o quadro de seus(as) pesquisadores(as) e contatos com outros núcleos nacionais e internacionais.6 Mas, não podemos deixar de enfatizar, que no balanço feito, tanto dos avanços dos estudos feministas e de gênero incorporando a contribuição do NEGUEM7 e do Caderno Espaço Feminino, emerge a questão do alcance teórico da categoria gênero. Reconhece-se o pouco aprofundamento ou, como Bila Sorj e Maria Luiza Heilborn apontam, o baixo refinamento do desenvolvimento teórico do conceito8.

Os debates contemporâneos estão hoje muito marcados pela ênfase na pluralidade, em suas diversas dimensões. E a recuperação desse debate parece importante para explicitar as questões teóricas mais pertinentes a serem enfrentadas indicando um caminho para as próximas editorações do Caderno. Considerando-se explicitamente feministas, ou reconhecendo sua dívida com a discussão feminista, autoras como Butler,9 Haraway10 e Strathern11 coincidem nos esforços de pensar o gênero de uma maneira não identitária, isto é, coincidem na tentativa de analisar criticamente os procedimentos por meio dos quais o gênero é concebido como fixando identidades, capaz de formular conceitualizações que permitam descrever as múltiplas configurações de gênero existentes.

No âmbito das discussões feministas, essas perspectivas têm recebido diversos tipos de críticas. Entre os questionamentos, encontram-se aqueles que apontam para as incompatibilidades presentes, no terreno filosófico, entre as versões que se apresentam como pós-modernas e o projeto de sociedade, como ancorado na tradição da modernidade.

Eleni Varikas12 e Bila Sorj13 sintetizam essas críticas, mostrando que os supostos em torno dos quais se desenvolveu o feminismo, referem-se, implícita ou explicitamente, a uma filosofia moderna da história, centrada na idéia de emancipação como resultado de uma marcha acentuada do progresso ou da razão.

Ao mesmo tempo, na visão de Piscitelli,14 esse tipo de crítica chama atenção para o potencial de riqueza que alguns aspectos das perspectivas desconstrutivistas poderiam apresentar. Entre eles, a insistência dessas perspectivas, em interrogar supostos implícitos da reflexão feminista, freqüentemente não problematizadas, ou seja, a impossibilidade de uma universalidade elaborada ou definida, a partir de um único ponto de vista. Os estudos das que se denominam "mulheres de cor" ou do "terceiro mundo", têm recebido particular atenção, uma vez que são considerados como os que podem superar os problemas epistemológicos que dominaram os supostos teóricos feministas.

O que se pretende enfatizar é a necessidade de refletir sobre a relação entre a "teoria" e prática do feminismo, discussão essa que parece ter-se acirrado a partir das discussões desconstrutivistas. Linda Alcoff15 apresenta com clareza o dilema que as perspectivas desconstrutivistas apresentam para o feminismo. A teoria feminista entendida como a reavaliação da teoria social desde o ponto de vista das mulheres, assume como a política feminista, voltada para a transformação das experiências vividas das mulheres na cultura contemporânea, têm suas raízes num conceito de mulher, que agora parece ser preciso dessencializar em todos os aspectos. Mas a desconstrução, ao dissolver o sujeito político "mulheres", dificulta acionar um movimento onde reestabelecem as distâncias entre a reflexão teórica e o movimento político.

A relação contemporânea entre teoria e prática parece marcada pelo desgosto com que muitas feministas olham para as perspectivas "desconstrutivistas" de gênero. As teóricas e ativistas participantes de uma discussão recente, publicada pela revista Signs, dizem que as perspectivas teóricas lhes resultam "pouco úteis", porque são inacessíveis, de difícil compreensão e desconectadas da prática.

No debate, o consenso está no monopólio do discurso teórico feminista pelas perspectivas desconstrutivistas, apagando as vozes de outras correntes e sublinhando exageradamente as diferenças. O interesse das participantes do debate estava numa teoria que informasse as práticas feministas que fossem úteis, colaborando para sustentar o movimento de mulheres e desenvolvendo, por exemplo, perspectivas que oferecessem meios para reconhecer essas diferenças e ao mesmo tempo formar uma nova base de solidariedade entre as mulheres.

As feministas urbanas brasileiras, agarraram o que, no Hemisfério Norte, sempre foi um conceito acadêmico e ligaram-no ao ativismo, ao destacar o modo como as relações de gênero estruturam toda a vida social, podendo assim, abrir um caminho para a transformação social. Voltando a Joan Scott, o gênero, ao contrário de sexo, é socialmente construído, permitindo refletir sobre todos os aspectos da vida, incluindo sexualidade, identidade, política e divisão do trabalho. E o aprendizado que o conceito de gênero viabiliza é mostrar as relações de poder entre homens e mulheres e como essas ações ocorrem.

Isso, remete a um outro eixo de discussão que parece importante, o de pensar as relações entre o feminismo, agências de desenvolvimento e as ONGs. Sonia Alvarez16 sustenta que as ONGs latino-americanas têm uma identidade "híbrida", que envolve tanto seu papel crescente como defensoras profissionais de políticas de gênero, quanto suas raízes em um movimento em favor da atribuição de poder às mulheres e da mudança cultural transformadora. Essa identidade dual caracterizou as feministas em agências internacionais que deram apoio a projetos de mulheres.

Em trabalho recente,17 publicado no Caderno Espaço Feminino, Eliane Ferreira enfrenta essas questões analisando as práticas de gênero desenvolvidas nas ONGs que atuam na região do cerrado brasileiro, abrangendo os Estados de Minas Gerais, Mato Grosso e Goiás. A preocupação foi mapear, na ambiência das ONGs do Cerrado, estruturadas em rede, o equacionamento meio ambiente, gênero e sociabilidade nas práticas das ONGs do Cerrado.

Nos últimos quartos do século XX, a preocupação mundial em criar condições favoráveis à igualdade de gênero tem fortalecido a sua articulação com os temas emergentes de interesse público, tais como direitos humanos, meio ambiente, pobreza, reprodução e sexualidade. Nesse marco, as conferências e convenções Internacionais da década de 1990 têm representado um apoio importante às demandas do feminismo e sua integração às políticas públicas.

O crescente interesse das agências de desenvolvimento pelas inserções de gênero, encaminhou o olhar para perceber como as ONGs do Cerrado, em seus projetos lidavam com a inserção de homens e mulheres. O foco centrado nas experiências, que tinham as mulheres como principais beneficiadoras, mostrou uma preocupação das ONGs em buscar a valorização do papel da mulher, incentivando a sua própria organização e a participação nas propostas diferenciadas de trabalho oferecido pelas ONGs. O que se observou foi a necessidade das ONGs do cerrado de investir mais em programas comunitários, em que as mulheres na exclusão sejam mais que objetos de programas, mas gestoras, por individuação, com potencialidades criativas em experiências locais mais singularizadas.

Como ficou evidente, a proposta em nossos estudos e publicações é procurar defender uma caminhada rumo não só a uma reflexão crítica da realidade empírica com que nos deparamos na pesquisa, mas também em termos de construção/produção de conhecimento, especialmente neste campo teórico do gênero como categoria de análise social, tarefa que hoje no Brasil parece ser a mais difícil, sem perder de vista os compromissos coletivos que animam o trabalho de reflexão, nos preparamos para enfrentar cada vez mais novos desafios.

Um dos desafios que se coloca para o Caderno Espaço Feminino é a obtenção do status de revista acadêmica nacional. Para isso é necessário formular uma política que sustente um projeto mais efetivo no investimento de temáticas atuais, ampliar o nosso Conselho Consultivo, com professores(as) nacionais e internacionais, fazer parte do portal de publicações feministas nacionais, como meio de maior distribuição das revistas no Brasil e exterior18 e agilizar nosso site www.neguem.ufu.br

A participação nos Encontros de publicações feministas objetivou o acesso à discussão para a criação de um pool de distribuição de revistas femininas e de outras publicações sediadas em ONGs, de modo a consolidar parcerias já existentes, facilitando o intercâmbio das idéias e das práticas no campo dos estudos feministas e de gênero no Brasil.

A qualidade alcançada pelo Caderno Espaço Feminino decorreu em parte pelo empenho do Conselho Editorial. A confecção do periódico acadêmico supõe um longo processo, que começa pela entrega do artigo pelo autor e termina com o uso da revista pelo leitor. É um processo de criação coletiva, gerador de saberes teóricos, lingüísticos, literários, artísticos, gráficos, editoriais, financeiros.

Cabe, portanto, ao Conselho Editorial parte da responsabilidade da manufatura do periódico. O seu trabalho tem a finalidade de dar forma à publicação, estabelecendo os parâmetros da produção do texto, orientando o autor às modificações necessárias à adequação às regras, estabelecendo o lugar do texto na publicação, cuidando do aspecto visual do periódico para sedução do leitor, controlando os custos financeiros, zelando pelo momento de apresentação do periódico ao público, estabelecendo a estratégia de divulgação, entre outras funções.

A trajetória do Caderno Espaço Feminino revela que a revista tornou-se atualmente uma publicação que acompanha todas as exigências da produção editorial acadêmica. A periodicidade foi mantida apesar dos tropeços, tais como, greve do setor público e falta de recursos financeiros, decorrentes de uma situação "periférica", no âmbito da divisão do trabalho intelectual. A superação dessa situação coloca sérios desafios que aos poucos vêm sendo superados.

A capa do periódico, objeto de atenção especial do Conselho Editorial, tem sido meio de valorização estética da Revista, aliando à expressividade visual o sentido do conteúdo. Tem sido adotada a prática de estimular jovens artistas da cidade, oferecendo à comunidade mais um espaço para difundir sua arte.

Com vistas, ainda, à melhoria da divulgação da Revista, outras ações foram projetadas para 2004. A mais importante é a divulgação em suporte eletrônico, atualizando e dinamizando o site criado desde o ano 2003. Outra ação visa ampliar o âmbito da circulação por meio do intercâmbio com periódicos de instituições estrangeiras, sobretudo dos povos de língua de origem latina. Estamos recebendo artigos produzidos em diversos núcleos de pesquisa latino-americanos.

Portanto, o Caderno Espaço Feminino, lançado em São Paulo, pelas professoras Margareth Rago e Maria Izilda Mattos, numa sessão de criação do Núcleo de Estudos de Gênero Marquesa de Santos, com uma programação bem elaborada pelo programa de Pós-Graduação em Ciências Sociais, conta desde esse momento com uma aspiração maior que a de ser uma publicação local. Enfrentamos enormes problemas teóricos e práticos, no sentido de manter a qualidade da equipe por meio de uma reflexão que faça as interrogações dos supostos implícitos dos conceitos feministas feito pelas perspectivas desconstrutivistas, freqüentemente não problematizados, ou seja, explicitação das tensões; a impossibilidade de uma universalidade elaborada ou definida, a partir de um único ponto de vista; os estudos das que se denominam "mulheres de cor"; a relação centro/periferia (divisão do trabalho intelectual); política e critérios acadêmicos, sem falar que ainda recebemos artigos de "jovens pesquisadores(as)". Entretanto, continuamos otimistas em busca de uma maior qualificação e reconhecimento, procurando necessariamente realizar os critérios considerados numa revista acadêmica "nacional" sem perder de vista a necessidade de profissionalização das suas edições.

 

Notas

Copyright ã 2004 by Revista Estudos Feministas.

1 Trabalhos publicados no primeiro número da Revista Espaço Feminino, n. 1, v.1. jul./dez. 1994.

2 Leila Mezan ALGRANTI, 1996.

3 Miriam Litchitz MOREIRA LEITE, 1996.

4 Maria Izilda MATOS, 1996.

5 Cláudia GUERRA,1997; Andréa BORELLI, 1997; Arlete M. da Silva ALVES 1997; Edmar H. DAVI, Jane de Fátima S. RODRIGUES, 1999/2000.

6 Trabalhos publicados nos n.s 6, 7/8 e 9 dos Cadernos Espaço Feminino.

7 O Núcleo de Estudos de Gênero e Pesquisa sobre a Mulher – NEGUEM, da Universidade Federal de Uberlândia, desde Janeiro de 1993, vem abrindo um novo espaço de reflexão acerca das relações de gênero e, por uma perspectiva histórico-cultural, procura construir novos modelos de análise, apoiados em uma metodologia interdisciplinar que vem requerendo uma revisão dos pares conceituais: natureza/cultura, masculino/feminino, sexo/gênero, corpo/mente, razão/emoção, público/privado, engendrados pela nossa cultura.

8 Bila SORJ e Maria Luiza HEILBORN, 1999.

9 Judith BUTLER, 1990.

10 Donna HARAWAY, 1991.

11 Marilyn STRATHERN, 1988.

12 Eleni VARIKAS, 1993.

13 SORJ, 1992.

14 Adriana PISCITELLI, 2001, p. 3; Tânia N. SWAIN, 2001/2002.

15 Linda ALCOFF, 1988.

16 Sonia ALVAREZ, 1999, p. 191.

17 Eliane S. FERREIRA, 2003.

18 Efetivamente já intercambiamos com os núcleos de pesquisa nacionais e internacionais especialmente na América Latina. Participamos recentemente do VI Encuentro de Centros Y Programas de Estúdios de la Mujer y Género de Instituciones de Educación Superior em América Latina Y el Caribe, no período de 20 a 22 de outubro de 2003, no México.

 

Referências

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