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Revista Estudos Feministas

Print version ISSN 0104-026XOn-line version ISSN 1806-9584

Rev. Estud. Fem. vol.27 no.1 Florianópolis  2019  Epub Feb 21, 2019

http://dx.doi.org/10.1590/1806-9584-2019v27n161506 

Editorial

Não soltaremos as mãos

Mara Coelho de Souza Lago1 
http://orcid.org/0000-0001-5111-8699

Cristina Scheibe Wolff1 
http://orcid.org/0000-0002-7315-1112

Luzinete Simões Minella1 
http://orcid.org/0000-0001-7953-7385

Tânia Regina Oliveira Ramos1 
http://orcid.org/0000-0002-2477-0419

1Universidade Federal de Santa Catarina, Florianópolis, SC, Brasil. 88040-900

A Revista Estudos Feministas chega a seu vigésimo sétimo volume em um momento delicado para os estudos de gênero, feministas e de sexualidade, momento grave em que estas questões ganham as manchetes da grande imprensa brasileira e internacional, incluindo os canais de televisão e as redes sociais, com ampla difusão de questionamentos, opiniões e, especialmente, muitos equívocos e mal-entendidos.

A Constituição Brasileira (BRASIL, 1988), em seu artigo 3º, dispõe:

Art. 3º Constituem objetivos fundamentais da República Federativa do Brasil: I - construir uma sociedade livre, justa e solidária; II - garantir o desenvolvimento nacional; III - erradicar a pobreza e a marginalização e reduzir as desigualdades sociais e regionais; IV - promover o bem de todos, sem preconceitos de origem, raça, sexo, cor, idade e quaisquer outras formas de discriminação.

Pois bem, quando falamos de gênero, estamos nos referindo justamente às desigualdades e preconceitos - especialmente os que são ligados ao sexo e à sexualidade em todas as suas interseccionalidades (CRENSHAW, 2012). Ou seja, em todas as interações entre gênero, sexualidade e outros marcadores das diferenças: classe, raça/etnia, gerações. O gênero, como definiu Joan SCOTT (1990; 2012), é o sistema cultural e histórico que define comportamentos, códigos, aparências e especialmente é um sistema de poder que cria hierarquias sociais e que estabelece que os homens, especialmente os brancos, ricos, de meia idade e heterossexuais (levando em conta as tais interseccionalidades), concentrem mais poder do que as outras pessoas da sociedade. E é provavelmente por isso mesmo que uma compreensão das desigualdades de gênero causa tantos incômodos.1

Levando em conta esses pressupostos, a Revista Estudos Feministas pretende continuar comprometida com a análise das sociedades - brasileira, latino-americana, internacional - a partir do debate sobre as relações de gênero, diversidade sexual, teorias e movimentos feministas, com vistas a “promover o bem de todas as pessoas” e a desconstruir desigualdades, preconceitos e outras formas de discriminação, contribuindo assim para promover um debate acadêmico de alto nível sobre estas questões, divulgando textos originais baseados em sólidas pesquisas, avaliados por especialistas e revisados por um conselho editorial interdisciplinar, internacional, com expressiva competência nas temáticas da Revista.

Salientamos que em 2017 a REF teve mais de 1,5 milhões de acessos, e 500 mil downloads de textos em todo o mundo. Isso significa um intenso interesse sobre os conteúdos aqui produzidos, e atesta que nosso esforço editorial tem sido recompensado com uma expressiva, extensa circulação. Isto porque a Revista tem sido disponibilizada gratuitamente a todo o público, graças ao apoio da Universidade Federal de Santa Catarina, da CAPES e do CNPq, bem como de indexadores e portais como Scielo, Redalyc, Portal de Periódicos da UFSC, JSTOR, entre outros.

Neste primeiro número de 2019 a Revista, interdisciplinar e com foco na multiplicidade da área de humanidades, letras/literatura, artes, apresenta uma variada gama de temas relacionados aos estudos feministas, de gênero e sexualidades. Questões em destaque nestes tempos em que vivenciamos ameaças às universidades públicas, à liberdade de cátedra, à autonomia do ensino em todos os níveis, e em que a categoria gênero tem sido foco do confronto de ideias e propostas políticas para a educação.

A seção Artigos inclui discussões sobre vários temas atuais e complexos, quais sejam: epistemologias feministas como novas formas de produção de conhecimento; relações entre as demandas morais e emocionais do cuidado de idosos; representações sobre as experiências de migração de mulheres que atuam no contexto militar; identificação e análise dos/as protagonistas que atuam no campo das políticas e dos direitos sexuais e reprodutivos no Brasil; problematização da dicotomia vitimização-exploração naquilo que se refere à exploração sexual das adolescentes; atividades policiais e as condições estruturais e administrativas das Delegacias Especializadas de Atendimento à Mulher quanto à observância da Norma Técnica de Padronização; transformações dos pontos de vista sobre a categoria jurídica mulher nos estatutos do Congresso Nacional e a prevalência do caráter conservador.

Nesta mesma seção, nas malhas das letras, nas linhas e entrelinhas, encontram-se a autobiografia de Joana Nolais e seus tecidos, que trançam tramas e traumas discursivos da transexualidade desde a infância; o patriarcado e o abolicionismo do século XIX revisitados por vozes negras silenciadas na escrita profética e ousada de Maria Firmina dos Reis; as profecias do tempo presente na negação da violência de gênero apresentadas em novelas televisivas do século XXI e as viagens estéticas de(s)coloniais que atravessam os ensaios do dossiê temático. A poética dos textos reunidos realiza-se no reino complexo das palavras, que nos permitem enxergar o que não está no centro e a ler as semelhanças estéticas pelas diferenças éticas e política, viés que nos permite ler sobre as práticas da alimentação e o ativismo vegano e vegetariano; a produção crítica e teórica na literatura universal sobre a intersecção entre gênero e deficiência, enquanto categoria de análise; a violência contra as mulheres no contexto cubano entendido sob a base teórica do feminino descolonial; e os trabalhos femininos feitos por mulheres no século XIX associados à indústria da confecção, tanto pelo consumo quanto pela sua fabricação. Ressaltamos a expressividade, neste número, de artigos voltados para a produção literária de autoras latino-americanas e africanas que, já se fazendo presentes na seção Artigos da revista, compõem a Seção Temática organizada por Simone Schmidt e Ana Gabriela Macedo, debruçada sobre os saberes e estéticas pós/descoloniais dos feminismos transnacionais cujos textos analisam as obras de diferentes artistas e escritoras. Neles podemos acompanhar as reflexões das autoras sobre escritoras que produzem poesias, romances, sobre performers e compositoras que traçam novos rumos para o feminismo, em narrativas contra-hegemônicas que “cruzam os espaços globais em sentidos que superam a tradição Norte-Sul, redesenhando-se em novas rotas (...), em novas e imprevistas configurações e sentidos” (SCHMIDT; MACEDO, 2019).

São artigos em que desfilam nomes como o da artista palestiniana Mona Hatoum (MACEDO, 2019), cuja obra performática privilegia a questão do exílio; o nome da modelo Iman, da Somália, cuja posição na alta costura elitista do Ocidente e livros autobiográficos ressaltam a força de modelos identitários para jovens mulheres e adolescentes negras, questionando os padrões excludentes de beleza branca no mundo da moda (PASSOS, 2019); das escritoras Tsitsi Dangarembga, J. Nozipo Maraire, No Violet Bulawayo, do Zimbábue, com personagens que narram os traumas da morte e doenças das/nas diásporas (SOUZA, 2019); as composições da funkeira brasileira Mc Carol e os romances da escritora nigeriana Chimamanda Adichie, promovendo novos agenciamentos políticos e epistemologias não hegemônicas (HARRIS, 2019); Rita Mitsukuhu, poeta innu que ilustra a reflexão das autoras sobre as narrativas de comunicadoras indígenas do México e América Central e sua atuação em defesa dos direitos humanos (CARVALHO; BUSTILLOS, 2019); Gabriella Germandi, Cristina Ulax Ali Farah, Igiaba Scebo, escritoras que atestam a preponderância de vozes femininas na literatura pós-colonial italiana (ALMEIDA, 2019); Cecília Vicuña, artista e poeta chilena cuja obra, que articula fio, linha, palavra, som, tece metáforas de desterritorialização, fluidez e dissidências (OLIVEIRA, 2019); Chantel Acevedo, escritora cubana-americana que, na análise em que Priscilla Figueiredo (2019) discute o desaparecimento ou permanência do narrador na obra literária, exemplifica a potência da intervenção estética feminina na construção de novas epistemologias, corroborando a defesa da força narrativa do feminismo pós-colonial de Maria Lugones (2014); e, ainda, os nomes de Noémia de Sousa, escritora de Portugal e África, e Ludji Luna, cantora/compositora brasileira, que ressignificam, em suas interpretações, o conceito de negritude na poesia feminina (SCHMIDT, 2019).

Esta Seção Temática que dá prosseguimento ao tema dos feminismos pós e des ou decoloniais, já presente em outros números da Revista na Seção Debates e em Dossiês, traz ainda reflexões sobre a produção crescente de conhecimento teórico-crítico local expressa nos pensamentos feministas descoloniais e antirracistas que, mesmo sob a recente virada política conservadora de países do sul, não reproduzem a violência da colonialidade (BETEMPS, 2019). Outro texto que reflete sobre a produção do feminismo descolonial discorre sobre os significados de corpos nus de mulheres negras na escrita de mulheres africanas lusófonas que “...criam novas gramáticas poéticas nas quais ostentam as suas feminilidades, a sua nudez e a pele negra como o verdadeiro locus de articulação da violência e da resistência” (MARTINS, 2019).

Um texto a destacar entre as inúmeras contribuições à discussão de gênero e sexualidade proporcionadas por este número da REF é o que resulta da tradução da entrevista realizada com Jacques Derrida por Christie MacDonald, publicada em Diacritics, v. 12, n. 2, 1982, por Johns Hopkins University Press. Como destacam as tradutoras Tatiana Grenha e Carla Rodrigues (2019) em sua Introdução à tradução brasileira, “O resultado do debate culmina na última resposta, quando Derrida então propõe pensar no ‘sonho dos inumeráveis sexos’”. Nas palavras do filósofo, “Certamente, não é impossível que o desejo de uma sexualidade inumerável venha ainda nos proteger, como um sonho, contra um implacável destino que sela tudo à perpetuação do número dois” (MacDONALD; DERRIDA, 2019).

A outra entrevista que publicamos tem um significado político muito importante e atual no Brasil de agora. Foi realizada ainda na primeira década do século XXI, por Ana Rita Fonteles Duarte (2009), para sua tese de doutorado em História defendida na UFSC, com a advogada Therezinha Zerbini (1928-2015), idealizadora e presidente nacional do Movimento Feminino pela Anistia. Constitui-se como importante documento da memória de parte fundamental da resistência feminina à ditadura militar no país.

As resenhas deste número refletem a diversidade do campo dos estudos de gênero, tanto na sua internacionalização quanto com relação aos interesses e áreas abordadas. As obras resenhadas incluem o polêmico livro da filósofa Djamila Ribeiro sobre o lugar de fala, e o já clássico, mas recentemente editado no Brasil, Calibã e a Bruxa, de Silvia Federicci, além de discussões sobre a heteronormatividade, a literatura moderna, lideranças políticas femininas e feminismos populares. As resenhas da REF são bons guias de leitura, e chamam a atenção para a riqueza da produção recente do feminismo.

Para terminar, fica mais uma vez o apelo para que não soltemos a mão de ninguém, pois a solidariedade, o afeto e a criatividade são fundamentais nesses momentos de crise e de redefinições. As mãos dadas nos ajudam a continuar, tanto pelo apoio concreto que proporcionam, principalmente ao atravessar obstáculos, mas também porque nos trazem segurança, coragem e uma sensação muito boa por estarmos unidas. Continuemos juntas.

Referências

ALMEIDA, Márcia. “Autoria feminina na literatura pós-colonial italiana: um projeto feminista”. Revista Estudos Feministas, v. 27, n. 1, e58952, jan./abr. 2019. [ Links ]

BETEMPS, Caroline. “Feminismos transnacionais descoloniais. Algumas questões em torno à colonialidade nos feminismos”. Revista Estudos Feministas, v. 27, n. 1, e58972, jan./abr. 2019. [ Links ]

BRASIL. Constituição da República Federativa do Brasil promulgada em 5 de outubro de 1988. Disponível em http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/Constituicao/Constituicao.htm. Consulta em 05/01/2019. [ Links ]

CARVALHO, Lízia; BUSTILLOS, Nídia. “Comunicadoras Indígenas e Afrodescendentes Latino-Americanas: Sororidade e Identidades”. Revista Estudos Feministas, v. 27, n. 1, e59001, jan./abr. 2019. [ Links ]

CRENSHAW, Kimberlé. “A Interseccionalidade na Discriminação de Raça e Gênero”. Relações Raciais, 27/09/2012. Disponível em: http://www.acaoeducativa.org.br/fdh/?p=1533. [ Links ]

DUARTE, Ana Rita Fonteles. Memórias em disputa e jogos de gênero: O Movimento Feminino pela Anistia no Ceará (1976-1979). 2009. Tese (Doutorado em História) - Universidade Federal de Santa Catarina, Florianópolis, SC, Brasil . [ Links ]

FIGUEIREDO, Priscilla. “A narradora descolonial: uma leitura de The Distant Marvels, de Chantel Acevedo”. Revista Estudos Feministas, v. 27, n. 1, e59000, jan./abr. 2019. [ Links ]

HARRIS, Leila. “Desvelando afinidades através das diferenças: saberes e estéticas pós/descoloniais”. Revista Estudos Feministas, v. 27, n. 1, e58973, jan./abr. 2019. [ Links ]

LUGONES, Maria. “Rumo a um feminismo descolonial”. Revista Estudos Feministas, Florianópolis, v. 22, n. 3, p. 935-952, jan./abr. 2014. ISSN 1806-9584. Disponível em: Disponível em: https://periodicos.ufsc.br/index.php/ref/article/view/36755 . Acesso em: 07/07/2017. [ Links ]

MacDONALD, Christie; DERRIDA, Jacques. “Coreografias” Entrevista. Revista Estudos Feministas, v. 27, n. 1, p. e50638, jan./abr. 2019. [ Links ]

MACEDO, Ana Gabriela. “As narrativas de Mona Hatoum e o efeito de ‘contraponto’: des-emoldurando o doméstico enquanto performatividade e gesto político”. Revista Estudos Feministas, v. 27, n. 1, e58888, jan./abr. 2019. [ Links ]

MARTINS, Catarina Isabel. “Corpos nus de mulheres negras: eixos poéticos e políticos da escrita de mulheres africanas lusófonas”. Revista Estudos Feministas, v. 27, n. 1, e58880, jan./abr. 2019. [ Links ]

OLIVEIRA, Márcia. “Da palavra ao fio: as tessituras fluidas de Cecília Vicuña”. Revista Estudos Feministas, v. 27, n. 1, e58982, jan./abr. 2019. [ Links ]

PASSOS, Joana Filipa. “O racismo, a moda, e a diversificação dos padrões de beleza: o exemplo de Iman, top model Somali dos anos 70/ 80”. Revista Estudos Feministas, v. 27, n. 1, e58981, jan./abr. 2019. [ Links ]

SCHMIDT, Simone Pereira. “Mulheres, negritude e a construção de uma modernidade transnacional”. Revista Estudos Feministas, v. 27, n. 1, e58957, jan./abr. 2019. [ Links ]

SCHMIDT, Simone; MACEDO, Ana Gabriela. “Feminismos transnacionais: saberes e estéticas pós/descoloniais”. Revista Estudos Feministas, v. 27, n. 1, e58959, jan./abr. 2019. [ Links ]

SCOTT, Joan W. “Gênero: uma categoria de análise histórica”. Educação e Realidade, Porto Alegre, v. 16, n. 2, p. 5-22, jul./dez. 1990. [ Links ]

SCOTT, Joan W. “Os Usos e Abusos do Gênero”. Projeto História, São Paulo, n. 45, p. 327-351, dez. 2012. [ Links ]

SOUZA, Larissa Lisboa. “Narrar o trauma nas diásporas: Doenças e suas metáforas”. Revista Estudos Feministas, v. 27, n. 1, e58984, jan./abr. 2019. [ Links ]

1 Sobre a questão da chamada “ideologia de gênero”, ver MISKOLCI, Richard; CAMPANA, Maximiliano. “Ideologia de gênero”: notas para a genealogia de um pânico moral contemporâneo. Soc. estado, Brasília, v. 32, n. 3, p. 725-748, dec. 2017. Disponível em: http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0102-69922017000300725&lng=en&nrm=iso. Acesso em: 05/012019. http://dx.doi.org/10.1590/s0102-69922017.3203008.

Notas de autor

Cristina Scheibe Wolff

Doutora em História Social pela Universidade de São Paulo

Cristina Scheibe Wolff possui graduação em História pela Universidade Federal de Santa Catarina (1988), mestrado em História pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (1991) e doutorado em História Social pela Universidade de São Paulo (1998). Em 2004/2005 realizou pós doutorado na Université Rennes 2, na França e entre 2010 e 2011, no Latin American Studies Center da University of Maryland, em College Park, Estados Unidos da América, ocupou a Cátedra Fulbright de Estudos Brasileiros na University of Massachussets em Amherst (set-dez 2017) e foi e pesquisadora convidada no Laboratoire Arenes - Université Rennes 2 (janeiro a julho 2018). Atualmente é professora titular do Departamento de História da Universidade Federal de Santa Catarina. É integrante do Laboratório de Estudos de Gênero e História (LEGH) e do Instituto de Estudos de Gênero da UFSC e uma das coordenadoras editoriais da Revista Estudos Feministas (2006-2009 e 2011-atual). Foi Coordenadora do Programa de Pós-Graduação em História da Universidade Federal de Santa Catarina. Atua ainda no Programa de Pós-Graduação Interdisciplinar em Ciências Humanas e no Mestrado Profissional de Ensino de História. Foi a coordenadora geral do Fazendo Gênero 11 e 13º Women’s Worlds Congress, realizado na UFSC em 2017. Tem experiência na área de História, com ênfase em História das Mulheres e do Gênero, atuando principalmente nos seguintes temas: gênero, memória, guerrilha, resistência às ditaduras no Cone Sul.

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Mara Coelho de Souza Lago

Doutora Psicologia da Educação pela Universidade Estadual de Campinas

É Professora Emérita da Universidade Federal de Santa Catarina. Possui graduação em Pedagogia pela Universidade do Estado de Santa Catarina (1967), mestrado em Antropologia Social pela Universidade Federal de Santa Catarina (1983) e doutorado em Psicologia da Educação pela Universidade Estadual de Campinas (1991). Atualmente é professora titular aposentada da Universidade Federal de Santa Catarina - UFSC, atuando como docente voluntária no Programa de Pós-Graduação em Psicologia - PPGP e no Programa de Pós-Graduação Interdisciplinar em Ciências Humanas - PPGICH. Tem experiência na área de Psicologia, com ênfase em Psicologia Social, atuando principalmente nos temas gênero, gerações, subjetividades, modos de vida, com enfoque interdisciplinar. Participa do Instituto de Estudos de Gênero - IEG/UFSC. Participa da coordenação editorial da Revista Estudos Feministas.

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Luzinete Simões Minella

Doutora em Sociologia pelo Universidad Nacional Autónoma de Mexico

Graduada (1972) e mestre em Ciências Sociais pela UFBA (1977), doutora em Sociologia pela Universidad Nacional Autónoma de México (UNAM,1989). Realizou estágio de pós-doutorado no Núcleo de Estudos de População da Universidade Estadual de Campinas (NEPO/Unicamp,1998). Atualmente é profa. adjunta iv aposentada da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), atuando como professora voluntária no PPG Interdisciplinar em Ciências Humanas, onde coordena a área de Estudos de Gênero. Integra a equipe do Instituto de Estudos de Gênero (IEG), participando de vários dos seus projetos (eventos, publicações, cursos etc). Publicou vários artigos em periódicos de ampla circulação, livros, trabalhos completos em anais de eventos etc. Assumiu a coordenação editorial da Revista Estudos Feministas entre 2001 e 2004 e entre 2007 e 2008, quando passou a integrar a editoria de artigos. Voltou a fazer parte desta coordenação em dezembro de 2016. É membro da Rede Iberoamericana de Ciencia, Tecnología y Género. Tem realizado pesquisas principalmente nas seguintes áreas: participação das mulheres nas ciências, (na interface com a crítica feminista à ciência, os estudos sociais da ciência e a história da ciência); gênero e saúde reprodutiva; gênero e infância; saúde mental. Orientou trabalhos de conclusão de curso e tem orientado dissertações e teses, principalmente nessas áreas.

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Tânia Regina de Oliveira Ramos

Doutorado em Literaturas de Língua Portuguesa pela Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro

Possui graduação em Letras pela Universidade Federal de Santa Catarina, mestrado e doutorado em Literaturas de Língua Portuguesa pela Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro. Atualmente é Professora Titular e coordena o núcleo Literatura e Memória da UFSC, núcleo com projetos aprovados pela FAPESC e CNPq. Faz parte da Coordenação Geral da Revista Estudos Feministas e do Conselho Editorial das revistas, UniLetras, Mafuá Ciências e Letras, Literatura Hoje, Signótica e Anuário de Literatura. É professora de Literatura Brasileira e Estudos Literários nos Cursos de Graduação e Pós Graduação em Letras e Literatura na UFSC. Atua, pesquisa e publica nas linhas de pesquisa História e Memória, escritas de si e gênero.

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Como citar esse artigo de acordo com as normas da revista

LAGO, Mara Coelho de Souza; WOLLF, Cristina Scheibe; MINELLA, Luzinete Simões; RAMOS, Tânia Regina Oliveira. “Não soltaremos as mãos”. Revista Estudos Feministas, Florianópolis, v. 27, n. 1, e61506, 2019.

Contribuição de autoria

Elaboração e redação coletiva

Financiamento

Não se aplica

Consentimento de uso de imagem

Não se aplica

Aprovação de comitê de ética em pesquisa

Não se aplica

Conflito de interesses

Não se aplica

Recebido: 12 de Fevereiro de 2019; Aceito: 13 de Fevereiro de 2019

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