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Revista Estudos Feministas

Print version ISSN 0104-026XOn-line version ISSN 1806-9584

Rev. Estud. Fem. vol.27 no.1 Florianópolis  2019  Epub Feb 04, 2019

http://dx.doi.org/10.1590/1806-9584-2019v27n156453 

Resenhas

Os corpos gordos merecem ser vividos

Fat Bodies Deserve to Be Lived

1Universidade Federal de Santa Catarina, Programa de Pós-Graduação em Saúde Coletiva, Florianópolis, SC, Brasil. 88040-900 - ppgsc@contato.ufsc.br

PIÑEYRO, Magdalena. Stop Gordofobia y las panzas subversas. Málaga: Zambra y Baladre, 2016. 105pp.

A autora Magdalena Piñeyro é uruguaia, possui licenciatura em Filosofia, mestrado em Teoria Feminista, gorda, feminista e cofundadora da página do Facebook Stop Gordofobia que se configura como um espaço de discussão, denúncia e empoderamento de gordos e gordas. O grupo começou de forma privada e reconheceu a necessidade de expor publicamente a gordofobia, a partir da visibilização dos corpos gordos, denúncia de atos gordofóbicos cotidianos, empoderamento coletivo, além de difundir conteúdos antigordofóbicos. O livro é produto da sistematização das discussões e argumentos elaborados por esse grupo. Desse modo, a autora incorpora na obra debates do movimento gordo e feministas, relatos de experiências pessoais, estudos científicos, campanhas que circularam pela internet, fotos, desenhos, grafites e poemas de autoria própria. O texto está dividido em cinco capítulos e expõe suas experiências pessoais, indagações, revoltas, argumentando com muita ironia. Por ser uma discussão muito recente no meio acadêmico, a autora justifica que, por esse motivo, o texto é um compilado fundamentado sobretudo na argumentação utilizada pelo movimento social ao qual se insere a luta antigordofibia.

No primeiro capítulo Magdalena Piñeyro conta um pouco do histórico do ativismo gordo, iniciado nos anos de 1970 e era formado por um grupo de mulheres feministas gordas em Los Angeles. No mundo hispanofalante, o conceito de gordofobia passou a ser utilizado muito recentemente, por volta de 2012, por meio da internet, principalmente nas redes sociais. Um dos primeiros portais foi o La Gorda! Zine; depois, foram lançados outros como Orgullo Gordo, Cuerpos Empoderados e o Stop Gordofobia. Em seu trabalho, a autora contextualiza um pouco sobre cada página e descreve alguns pontos em comum dos grupos de ativismo gordo, entre os quais estão: utilizar as palavras gordo e gorda como forma de empoderamento e não de insulto, politizar a gordura, romper com a inviabilização dos corpos gordos e denunciar a gordofobia. Mas, afinal, o que seria gordofobia? Em linhas gerais, trata-se da aversão à gordura, manifestada no pavor de engordar e no desprezo para com as pessoas gordas, configurada pelo sentimento de repulsa ou acentuado desconforto para com pessoas consideradas gordas, podendo estar seguido de atos de violência física, verbal, moral, psíquica (Andreza NORONHA; Camila DEUFEL, 2014; Amanda SANTOS; Nicole SANCHOTENE, 2017). De acordo com Magdalena Piñeyro, a gordofobia está impregnada nos nossos pensamentos e comportamentos, constituindo limitações, desencadeando culpa e promovendo a exclusão das pessoas gordas, e está enraizada até mesmo na própria percepção de pessoas gordas, de que esse corpo não mereceria ser vivido, sempre buscando como fugir dele, alimentado pela contínua possibilidade de emagrecer. A pessoa gorda na sociedade gordofóbica está condenada ao exílio, motivo pelo qual o ativismo gordo busca romper com esse exílio, com essa “hipervisibilidad invisible”, expressão utilizada pela autora (Magdalena PIÑEYRO, 2016, p. 43).

No segundo capítulo a autora tenta explicitar como alguns espaços e contextos praticam gordofobia, o que limita o desenrolar da vida da pessoa gorda, ao enfrentar discriminação no trabalho, nos serviços de saúde e na sua vida afetivo-sexual. Na busca por um emprego, é comum pedirem nos anúncios boa aparência, o que implica corresponder a determinada corponormatividade e ser uma pessoa magra, visto que a gordura aparentemente está relacionada à improdutividade, à ineficiência, à lentidão, à preguiça, à imobilidade e à vagabundagem. Segundo a autora, mulheres gordas têm maior probabilidade ao desemprego, possuem os piores empregos, tal como apontam os estudos que demonstram maior prevalência de obesidade em mulheres de classe social mais baixa, expondo a vulnerabilidade das mulheres pobres (Vanessa FERREIRA; Rosana MAGALHÃES, 2005; Carla GAUTÉRIO; Méri SILVA, 2014). Em relação à saúde, o discurso científico aborda a obesidade como uma doença, formalizando o emagrecimento como uma questão de saúde (Clarissa GONÇALVES, 2004). Por esse viés, a área da saúde declara uma guerra contra a obesidade, justificada por uma aparente preocupação com a saúde da população. É por essa lógica que justificaria o comportamento daquelas pessoas que se sentem no direito de ficar lembrando a uma pessoa gorda que ela precisa emagrecer - como se não soubesse que é gorda - um discurso que mascara assédios e gera pânico em quem é gordo ao ir ao médico. Além disso, conforme Magdalena, outro contexto em que a gordofobia acontece é no âmbito das relações afetivo-sexuais, já que a pessoa gorda supostamente não tem um corpo desejável (em comparação ao corpo socialmente aceito), como se o gosto fosse algo nato, e não construído, ensinado, a ponto que até as pessoas gordas se olham no espelho e sentem essa repulsão aprendida. Essa rejeição e o medo da solidão faz com que a pessoa gorda suporte o insuportável, pois afinal ninguém vai querer estar com ela (PIÑEYRO, 2016).

O terceiro capítulo é o ponto chave do livro, pois explica a gordofobia como um sistema de opressão. A autora se baseia no texto La justicia y la política de la diferencia (2000), de Iris Marion Young, para definir opressão, que seria uma situação de desvantagem, injustiça e exclusão que sofrem determinados grupos, impedimentos e limitações sistêmicas por causa de normas, hábitos, símbolos sociais que não são questionados pela sociedade (são cumpridos automaticamente) e reproduzidos pelas instituições de forma sistemática e estrutural. Sendo assim, a gordofobia opera como um sistema de opressão, e se refere à discriminação que as pessoas gordas estão submetidas, desde humilhação, inferiorização, ridicularização, patologização e exclusão. A sociedade gordofóbica observa um corpo gordo e julga o estado de saúde e hábitos dessa pessoa a partir desse viés. Considera-a doente, incapaz de tomar decisões sobre sua própria vida, acredita que precisa ser reeducada e merece ser discriminada como forma de incentivo para emagrecer. Porém, a discriminação que as pessoas gordas sofrem produz efeito contrário: “no supone um aliciente de cambio para las gordas sino un factor de riesgo” (PIÑEYRO, 2016, p. 58), sendo prejudicial para o cuidado de si. Para fomentar a discussão, a autora faz referência ao estudo de Elisa Fabello “Let’s talk about thin privilege” (2013), do site Every Day Feminism, para argumentar, que se há um grupo oprimido, consequentemente, há um privilegiado. Por essa lógica, as pessoas magras se beneficiam dessa opressão, mesmo que de forma involuntária e inconsciente, mas vivem em situação de privilégio.

Nesse mesmo capítulo a autora apresenta sua análise central: a tripartite gordofóbica. Trata-se de um conjunto de aspectos que desencadeia a culpabilização individual da pessoa gorda e é constituída pelo discurso médico, pela estética e pela moral. Em seguida, a autora desmantela cada um desses argumentos gordofóbicos, começando pela estética gordofóbica. Para tanto, fundamenta a análise a partir do estudo de Miguel de Moragas (1976), em Semiótica y comunicación de masas, sobre como a publicidade cria desejos e novas necessidades constantemente e de como constitui parte do que somos, pois define gostos, valores, anseios e estilos. Afinal, como pondera, não é o produto em si que está a venda, mas as sensações e benefícios sociais que ele pode trazer. Cita também Raúl Eguizábal (2009), para quem a publicidade cria carências e indica o consumo como uma solução, ou seja, destrói a autoestima para posteriormente vendê-la. Segundo Magdalena, nossos complexos, nosso ódio por nós mesmas alimentam fortunas, há um interesse econômico na propagação do ódio ao corpo. Por esse viés, a gordofobia serve ao capitalismo, haja vista que a indústria da dieta lucra com a promessa de acesso à magreza tão (publicitariamente) sonhada, por meio de produtos light, remédios de emagrecimento, academias, clínicas estéticas e intervenções cirúrgicas; por isso, amar-se é revolucionário.

O segundo elemento da tripartite gordofóbica é o discurso médico ao associar a magreza ao cuidado com o corpo e com a saúde, motivo pelo qual o corpo magro é considerado garantia de saúde e, por consequência, visto como adequado/normal. Na saúde têm-se uma “[...] obsessão por demarcar fronteiras entre normalidade e desvio” (Sandra CAPONI, 2009, p. 532). O biológico é um elemento essencial para definir o que seria um desvio da normalidade e o que seria o oposto/anormal (Fabiana KRAEMER; Shirley PRADO; Francisco FERREIRA; Maria Claudia de CARVALHO, 2014; CAPONI, 2009; Denise GASTALDO, 1997). Em sua análise, Magdalena lança mão do conceito de abjeto, de Judith Butler (2002), para exemplificar como a pessoa gorda é um abjeto, pois representa uma ameaça e, por isso, ninguém quer ser gorda, pois o medo de ser gorda aterroriza a todas.

Ainda na discussão do campo da saúde, o Índice de Massa Corporal (IMC) é utilizado para classificar sobrepeso e obesidade, uma avaliação que categoriza diferentes corpos, de diferentes lugares, cada qual com suas particularidades, histórias e desenhos, por meio de um único padrão (Maria KRUSE, et al, 2012; Vanessa FERREIRA, 2014). A filósofa uruguaia também lembra que a obesidade é encarada como um fator de risco, isto é, aumenta a possibilidade de desenvolver doenças futuras. Porém, toda essa insistência para emagrecer acaba se tornando um fator de risco, pois a gordofobia nos serviços de saúde age contra o bem-estar das pessoas gordas. Conforme aponta, é impossível uma vida com saúde quando uma pessoa sofre discriminação e está em constante ódio consigo mesma e seu corpo. Ela questiona: “¿cómo lograr el cuidado de los cuerpos desde el rechazo de los mismos? ¿Qué tipo de decisiones sobre nuestro cuerpo pueden ser tomadas desde el odio y el desprecio? (PIÑEYRO, 2016, p. 62). Como alternativa, afirma que os movimentos de “fat acceptance” e “aceptación corporal” advogam pelo cuidado do corpo a partir do amor e da autoestima.

O terceiro pilar da tripartite gordofóbica é a moral. Por essa lógica, além de doente, a pessoa gorda é moralmente responsável pela sua condição. A autora cita o trabalho de José Castillo (1997) ao tratar do novo rearranjo moral, no qual a disciplina e o autocontrole se converteram em uma “(vieja) nueva religión” (PIÑEYRO, 2016, p. 63). Já que a gordura é vista como uma desobediência imperdoável, a velhice e a doença são compreendidas como um fracasso moral. Desse modo, é preciso lutar incessantemente para se conservar jovem e saudável, sendo que qualquer atitude contrária a isso é entendida como negligência. No dia-a-dia é muito comum as pessoas utilizarem a expressões como ‘só é gordo quem quer’, de modo que a pessoa gorda deve se sentir culpada pela sua condição, pois ela é responsável por isso. Considerando que nossas decisões estão relacionadas ao contexto em que vivemos, Magdalena retoma a argumentação de Young (2000) para quem o indivíduo é produto de diversos processos sociais; por isso, as noções de liberdade e de força de vontade variam muito. Os corpos gordos são vistos como feios, desagradáveis e degenerados - visão construída a partir de um olhar normativo - e é preciso mudar o imaginário coletivo sobre esses corpos. Para que isso seja possível, primeiro é necessário reconhecer a diferença ao invés de reprimi-la. Conforme Young (2000), negar a diferença contribui para a opressão.

O quarto capítulo trata sobre antigordofobia e feminismo, articulando a discussão ao gênero, e apresenta uma análise de como para as mulheres a beleza é o que permite reconhecimento e êxito social. O estudo de Naomi Wolf é central para a discussão acerca da opressão estética sobre as mulheres, ao relacionar a beleza e a opressão de gênero como um resquício do patriarcado, e o mito da beleza como recurso de controle social. Uma das principais ideias propostas por Wolf é a dieta como disciplinamento de gênero, ou seja, a dieta como um potente sedante político da história das mulheres: o regime de fome destrói o feminismo. Segundo Wolf, a obsessão pela beleza é a obsessão pela obediência das mulheres, pois a dieta incita características como passividade, ansiedade, culpa, submissão. O mito da beleza não é mera causalidade; porém, é importante lembrar que as mulheres sofrem pressão estética, mas a opressão gordofóbica apenas é sofrida pela pessoa gorda.

Ao estabelecer essa intersecção entre gordura e gênero, Piñeyro recorre às autoras Nira Yuval-Davis (2011) e Kimberlé Williams Crenshaw (1991) que discutem a perspectiva interseccional para analisar as opressões, as múltiplas situações de opressão e desigualdade social experimentadas pela pessoa. Sendo assim, a gordofobia afeta todas pessoas gordas, inclusive os homens, e essa experiência começa na rejeição do feminino, visto que os homens gordos possuem maior dificuldade para demonstrar sua masculinidade, por desenvolverem características consideradas femininas, como peitos. São corpos rejeitados pelo heteropatriarcado, motivo pelo qual tanto Magdalena Piñeyro quanto a ativista gorda Virgie Tovar (2013) defendem que os homens gordos são uma questão feminista, no sentido que a gordofobia contra os homens têm suas raízes na rejeição do feminino. Desse modo, as experiências gordofóbicas atravessam gordos e gordas de forma distinta, em virtude dos papéis de gênero e os estereótipos sexistas em relação ao masculino e feminino. Magdalena levanta alguns pontos para demonstrar essas diferenças, como, por exemplo, os homens também são valorizados pelo seu interior, visto que a inteligência é considerada uma qualidade masculina. Os homens gordos podem cumprir com o estereótipo de serem fortes e protegerem, já as mulheres devem ser delicadas e frágeis; consequentemente, a mulher gorda será considerada grotesca, monstruosa. Sendo assim, as mulheres gordas estão sob dupla vulnerabilidade por serem gordas e por serem mulheres.

Por fim, no quinto e último capítulo, a autora menciona a expressão “gordibuenas” (PIÑEYRO, 2016, p. 95), numa tradução livre corresponderia a “boas gordas”, aquelas gordas que não são tão gordas assim, em outras palavras, diz respeito à pessoa que “no es delgada, pero tampoco es gordísima” (PIÑEYRO, 2016, p. 95), possui proporcionalidade estética, é atraente, simpática, empoderada, jovem, bem vestida, que cumpre com certos padrões de beleza, e por isso seria perdoada pela gordura extra. Magdalena, em sua análise, diferencia ampliar e romper com a norma. Para a autora, a luta é para destruir a norma, não ampliar a norma estética, pois “si existe la gordibuena, existe automáticamente la gordimala” (PIÑEYRO, 2016, p. 95). Nesse sentido, menciona o trabalho da ativista Charlotte Cooper (2010), para quem o feminismo precisa advogar pela diversidade corporal, pela aceitação dos corpos gordos e pela sua despatologização. Afinal, os movimentos feministas expõem essa dominação das mulheres a partir do seu corpo e luta pela sua reapropriação. Ao considerar o corpo como lócus de poder, podem ser submissos ou experimentar o confronto e a resistência (Wilza VILLELA; Simone MONTEIRO; Eliane VARGAS, 2009; Gabriella SCOTT, 2013). No entanto, segundo Magdalena, no feminismo ainda há inviabilização do corpo gordo, haja vista que a discussão até então esteve centrada na questão dos transtornos alimentares e pressão estética. Ainda que o corpo seja amplamente discutido pelas feministas, as quais questionam aquilo que é colocado como padrão e consequentemente como natural, falar sobre gordofobia, é pauta que vem ganhando visibilidade há pouco tempo, mesmo entre feministas.

Referências

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Notas de Autor

Marina Bastos Paim

Doutoranda no Programa de Pós-Graduação em Saúde Coletiva (PPGSC) na Universidade Federal de Santa Catarina

Mulher, feminista, lésbica e nutricionista. Mestra em Saúde Coletiva pela UFSC, onde trabalhou com protagonismo estudantil em projeto de extensão na universidade, e cursou graduação em Nutrição

Universidade Federal de Santa Catarina, Departamento de Saúde Pública

Campus Universitário Reitor João David Ferreira Lima, Rua Delfino Conti, s/n, Trindade

88040-900 - Florianópolis - SC - Brasil

+55 48 37216130 - ppgsc@contato.ufsc.br

Como citar esse artigo de acordo com as normas da revista

PAIM, Marina Bastos. “Os corpos gordos merecem ser vividos”. Revista Estudos Feministas, Florianópolis, v. 27, n. 1, e56453, 2019.

Contribuição de autoria

Não se aplica

Financiamento

O presente trabalho foi realizado com apoio da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior - Brasil (CAPES) - Código de Financiamento 001.

Consentimento de uso de imagem

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Aprovação de comitê de ética em pesquisa

Não se aplica

Conflito de interesses

Não se aplica

Recebido: 19 de Abril de 2018; Revisado: 30 de Junho de 2018; Aceito: 04 de Novembro de 2018

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