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Texto & Contexto - Enfermagem

Print version ISSN 0104-0707On-line version ISSN 1980-265X

Texto contexto - enferm. vol.25 no.2 Florianópolis  2016  Epub July 07, 2016

https://doi.org/10.1590/0104-07072016000180014 

Artigo Original

ARQUÉTIPOS DOCENTES: PERCEPÇÕES DE DISCENTES DE ENFERMAGEM

Luiz Anildo Anacleto da Silva 1  

Rafael Marcelo Soder 2  

Sandra Márcia Schimdt 3  

Helena Carolina Noal 4  

Éder Luís Arboit 5  

Vera Regina De Marco 6  

1Doutor em Enfermagem. Professor no Departamento de Ciências da Saúde, Curso de Enfermagem, Universidade Federal de Santa Maria (UFSM). Palmeira das Missões, Rio Grande do Sul, Brasil. E-mail: luiz.anildo@yahoo.com.br

2Doutor em Enfermagem. Professor no Departamento de Ciências da Saúde, Curso de Enfermagem da UFSM. Palmeira das Missões, Rio Grande do Sul, Brasil. E-mail: rafaelsoder@hotmail.com

3Doutora em Enfermagem. Hospital Universitário de Santa Maria. Santa Maria, Rio Grande do Sul, Brasil. E-mail: sandramarciasoares@gmail.com

4Mestre em Enfermagem. Hospital Universitário de Santa Maria. Santa Maria, Rio Grande do Sul, Brasil. E-mail helenacnoal@gmail.com

5Mestre em Enfermagem. Professor do Curso de Enfermagem, Universidade de Cruz Alta. Cruz Alta, Rio Grande do Sul, Brasil. E-mail: eder.arb@bol.com.br

6Acadêmica em Enfermagem. Departamento de Ciências da Saúde, Curso de Enfermagem, UFSM. Palmeira das Missões. Rio Grande do Sul, Brasil. E-mail: vera_demarco@hotmail.com


RESUMO

Boas relações interpessoais entre docentes e discentes são primordiais na formação em enfermagem. O objetivo do estudo foi conhecer a percepção dos estudantes, quanto às atitudes docentes que contribuem para a sua formação profissional. Trata-se de uma pesquisa qualitativa, delineada como descritiva e exploratória. Os sujeitos do estudo são acadêmicos de enfermagem que estavam cursando a última fase da graduação de quatro cursos distintos, sendo dois cursos de universidade pública e dois cursos de universidade privada, totalizando 72 estudantes. A partir da análise dos dados, os resultados possibilitaram a construção de cinco categorias empíricas, a saber: conhecimento dos docentes; a postura docente; respeitabilidade na relação docente-discente; ética na relação entre docentes e discentes; responsabilidade no exercício da docência. Concluiu-se que os acadêmicos, independentemente de instituição e curso de origem, valorizam, dentre muitos atributos docentes, em especial, a densidade do conhecimento.

DESCRITORES: Enfermagem; Educação em enfermagem; Ética em enfermagem; Docentes de enfermagem; Estudantes de enfermagem

ABSTRACT

Good interpersonal relationships between teachers and students are primordial in nursing education. The aim of the study was to understand the perception of the students on the teachers' attitudes that contribute to their professional education. A qualitative, descriptive and exploratory research was undertaken. The subjects are nursing students in the final course term of four distinct undergraduate courses, two of them from a public university and two from a private university, totaling 72 students. Based on the data analysis, the results permitted the construction of five empirical categories, namely: knowledge of teachers; teachers' posture; respectability in the teacher-student relationship; ethics in the teacher and student relationship; responsibility in the teaching pratice. It was concluded that, independently of the institution and course, among many teacher attributes, the students particularly value the density of knowledge.

DESCRIPTORS: Nursing. Education; nursing. Ethics; nursing. Faculty; nursing. Students; nursing.

RESUMEN

Las buenas relaciones interpersonales entre los docentes y los estudiantes son esenciales en la formación de enfermería. El objetivo del estudio fue entender la percepción de los estudiantes, los profesores actitudes que contribuyan a su formación profesional. Se trata de una investigación cualitativa, descriptiva y exploratoria. Los sujetos del estudio son estudiantes de enfermería que cursaban el último año del pre grado de cuatro cursos diferentes: dos cursos de universidad pública y dos de universidad privada, para un total de 72 estudiantes. Del análisis de los datos, los resultados permitieron la construcción de cinco categorías empíricas, a saber: el conocimiento de los profesores; la actitud del profesor; respetabilidad en la relación profesor-alumno; la ética en la relación entre profesores y estudiantes; responsabilidad en la profesión docente. Se concluye que independientemente de la institución y del curso de origen, los estudiantes valorizan entre muchas aptitudes docentes, especialmente la profundidad del conocimiento.

DESCRIPTORES: Enfermería; Educación de enfermería; Ética de enfermería; Docentes de enfermería; Estudiantes de enfermería.

INTRODUÇÃO

O ensino superior contribui para o desenvolvimento dos sujeitos e da sociedade, com o incremento de inovações tecnológicas, produção e propagação da ciência e da cultura e, ainda, de forma especial, na formação de pessoas, qualificação do trabalho e, consequentemente, melhorias sociais.

As instituições de ensino superior, com destaque para os cursos da área da saúde, precisam inserir, nas suas propostas curriculares, a flexibilidade, a interdisciplinaridade, a contextualização, ações de vinculação de teoria e prática, a valorização dos preceitos éticos, estéticos e políticos. Quanto ao ensino, a intenção está em transcender a formação técnica, privilegiando as abordagens ativas, crítico-reflexivas, de forma a proporcionar aos estudantes a construção de conhecimentos técnicos, éticos, políticos e sociais.

A docência está ancorada em um conjunto de saberes que compõem um universo de significados e sentidos. O trabalho docente se ampara em conhecimentos diferenciados, que se revelam no seu exercício cotidiano, no qual se incluem a experiência, aspectos pessoais, sentimentos que se descobrem e se constroem no próprio trabalho.1

O professor é o profissional responsável pela educação nas universidades, situação em que o trabalho docente se constitui de um conjunto de ações específicas, tais como o desenvolvimento de conteúdos, o cumprimento de objetivos, prazos e metas. As atividades docentes incluem também o planejamento; as orientações; a prestação de serviço à comunidade; a assessoria e consultorias; a pesquisa; a produção do conhecimento; participação em comissões; entre outras atividades. Essas funções, dependendo do cenário/situação e de como se desenvolvem, podem repercutir no bem estar docente.2

O processo de ensino-aprendizagem na enfermagem, em grande parte, está baseado na relação entre teoria e prática, seja na academia, seja nos serviços de saúde. A atuação docente se transforma em importante elemento na integração de conhecimentos na enfermagem, ao prover, a partir de suas experiências, o apoio necessário para o desenvolvimento profissional. É na relação docente-assistencial que se irá configurar o futuro profissional. Os docentes, neste contexto, não somente instruem, mas também motivam os discentes nas tomadas de decisões, no desenvolvimento de habilidades e atitudes que visam à aquisição de conhecimentos técnicos, sociais e políticos em prol da sociedade.3 A prática docente, portanto, constitui-se em atividade social complexa que combina diferentes fazeres, conhecimentos, atitudes, expectativas, ações e estratégias, de acordo com sua visão de mundo. A atividade docente também é influenciada pela cultura das instituições e grupos, pois os próprios professores continuamente instigam e produzem saberes e conhecimentos.4

Contemporaneamente, o processo de formação em enfermagem se constitui em importante desafio, que é formar profissionais com competências técnica, teórica, científica e política, com conhecimento, percepção e sensibilidade para as questões sociais, resultando num egresso habilitado a intervir nos contextos de incertezas e complexidades. Na formação em enfermagem, a educação ocorre em diferentes espaços, numa diversidade de relações, momentos e sujeitos, e essa interação é indispensável para a formação de profissionais diferenciados, capazes de conviver e refletir sobre a realidade, com pensamentos críticos e cônscios de suas responsabilidades presentes e futuras.5

Considerando a docência uma atividade que exige dos professores conhecimentos teóricos, práticos, atitudes e vivências que podem influenciar e contribuir na formação em enfermagem, é que se estabeleceu a questão de pesquisa: que atitudes docentes contribuem para a formação em enfermagem na percepção dos estudantes? Em busca de tais respostas, estabeleceu-se o objetivo do estudo de conhecer a percepção dos estudantes quanto às atitudes docentes que contribuem para a sua formação profissional.

MÉTODO

Trata-se de uma pesquisa qualitativa,6 descritiva e exploratória.7 Os sujeitos que participaram do estudo foram acadêmicos que estavam cursando a última fase do curso de enfermagem em quatro instituições distintas, sendo dois cursos de universidades públicas e dois cursos de universidades privadas. São 23 acadêmicos oriundos de um curso de enfermagem da universidade pública 1; 15, de um curso de enfermagem da universidade pública 2; 13 acadêmicos de enfermagem da universidade privada 1; e, por último, 21, da universidade privada 2. Portanto, são 38 acadêmicos oriundos de universidades públicas e 34 de universidades privadas, totalizando 72 estudantes. A coleta de dados ocorreu no segundo semestre de 2013. Para a apreciação e interpretação dos dados, utilizou-se o método de análise temática.8

Consideraram-se como critérios de inclusão: estar regularmente matriculado, ser concluinte, sem disciplinas pendentes e concordar em fazer parte do estudo. Os dados foram considerados saturados por unidade pesquisada, quando os objetivos por local de coleta, davam conta de responder o objetivo, da pesquisa, conjugado ao caráter de redundância nas respostas. Como instrumento de pesquisa, utilizou-se um questionário com duas perguntas: a primeira questão versava sobre as atitudes docentes que os acadêmicos consideravam importantes na formação em enfermagem e, a segunda, sobre quais atitudes docentes não contribuíram para formação em enfermagem. Nesse texto, abordaram-se os dados referentes à primeira questão.

Todos os aspectos éticos foram observados, conforme a Resolução 466/2012. O estudo foi aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa com Seres Humanos da Universidade Federal de Santa Maria, sob o Parecer nº 555.180. Em razão da garantia de manutenção do sigilo e anonimato, os sujeitos estão identificados pelo código que mescla letras e números, por exemplo, em C1 o 'C' significa curso, portanto, C1 para o curso público 1, C2 para o segundo curso público 2, C3 para o primeiro curso privado e C4 para o segundo curso privado. No caso das entrevistas, esses são identificados pela letra 'D', de discente, seguida dos números respectivos, conforme a ordem em que foram coletados os dados.

RESULTADOS E DISCUSSÃO

Os dados oriundos do estudo mostram que, na ordem de importância, independentemente do curso a que pertenciam, as atitudes que os acadêmicos consideraram mais importantes foram: o conhecimento dos docentes (33 respostas); a postura docente (15 respostas); respeitabilidade na relação docente-discente (14 respostas); a responsabilidade e a ética no exercício da docência (11 respostas). No curso 1 (público), as atitudes mais valorizadas, na ordem de importância foram: conhecimento, postura, respeito, ética e responsabilidade. No curso 2 (público), pontuaram-se o conhecimento, o respeito, a responsabilidade, postura e, por último, a ética. No curso 3 (privado), os sujeitos do estudo, elegeram preceitos tais como conhecimento, postura e respeito. No curso 4 (privado), o conhecimento, a postura, a responsabilidade, respeito e ética. O conhecimento foi o atributo mais valorizado por discentes de todos os cursos, seguidos pela postura e o respeito.

A partir da análise dos dados, emergiram cinco categorias empíricas, a saber: conhecimento dos docentes; a postura docente; a respeitabilidade na relação docente-discente; a ética na relação docente e discente; a responsabilidade no exercício da docência.

Conhecimento dos docentes

O conhecimento teórico e prático é indispensável ao exercício da docência, contemplando também conhecimentos éticos, sociais e políticos. A ação do docente, neste quesito, precisa transcender a condição de transmissor de conteúdos, para uma posição mais de mediador do processo de aprendizagem e ensino. Para os sujeitos do estudo, o estímulo à construção do conhecimento é preponderante para a sua formação:

[...] o conhecimento e a forma como se transmite o mesmo. E, principalmente, a força e o estímulo que o docente dá ao aluno para buscar sempre mais aprimoramento profissional e de iniciação científica e seguir a vida acadêmica (C1-D1).

Embora se ratifique a importância do conhecimento teórico e prático, o envolvimento docente está em estimular o estudo, a reflexão, mostrar caminhos e, principalmente, interativamente investir nas relações entre docentes e discentes. Para tanto, consideram os respondentes a importância em se ter especialmente:

[...] paciência, dedicação, ter conhecimento tanto na teoria quanto na prática. Alguns professores sempre queriam mostrar novos caminhos e instigavam a gente a ir atrás dos saberes (C2-D8).

A relação docente-discente passa por uma condição de cordialidade, tendo como parâmetro o diálogo, mediados por diferentes níveis de exigência. Cabe salientar que a exigência entre docentes e discentes é reciprocamente fortalecida e alimentada pela incansável busca ao conhecimento. Nesse sentido, a interatividade é outro atributo valorizado pelos discentes:

acredito que professor é aquele que cobra do aluno atitudes e tem conhecimento de sua área de atuação e sabe exigir (C3-D1).

tivemos aulas com diferentes docentes, cada um com uma personalidade própria, entretanto, o que mais me motivava a participar das aulas era o comportamento extrovertido de explicar a matéria que uma professora utilizava. Dentre eles, resolução dos problemas e discussão entre os grupos, tendo conhecimento do conteúdo para conquistar a confiança (C4-D6).

A atividade docente é complexa em razão de envolver uma série de atributos, que inclui conhecimentos, habilidades e atitudes, somados às experiências na docência. Na sua prática, os docentes sistematicamente produzem conhecimentos, que se sedimentam no fazer educativo. O diálogo, as analogias e exemplos usados de forma adequada, por sua vez, facilitam o processo de aprendizagem.4

Na perspectiva dos sujeitos do estudo, a densidade do conhecimento docente é considerada o principal quesito que fortalece a relação docente e discente. O conhecimento do professor, porém, não se sustenta somente na especificidade da área técnica ou do saber específico, mas, sobretudo, em áreas correlatas, que se constituem em importante fator na formação e construção do conhecimento que alicerça o percurso acadêmico. Contudo, a constituição do conhecimento pelo aluno não é de responsabilidade exclusiva do docente, visto que cabe aos estudantes estar envolvidos e arrolados em atividades que fomentem os processos educativos.

O trabalho docente é múltiplo, pois nele se insere uma série de saberes, tais como o conhecimento técnico, a experiência profissional, as habilidades, a percepção e o saber entremear a teoria e a prática. Na ação educativa pró-ativa, o docente exerce o papel de educador, de mediador da aprendizagem, principalmente no que tange a inter-relação de teoria e prática. O docente precisa transcender a transmissão de conhecimento ao instigar, articular e facilitar a inserção dos discentes no processo educativo, permitindo a esses saírem de uma função passiva na aprendizagem para um papel ativo na construção do conhecimento.9

A reorientação em relação à formação em enfermagem, voltada, em especial, para o Sistema Único de Saúde (SUS), imputam ao professor conhecimentos, habilidades, atitudes que sedimentem os saberes disciplinares, pedagógicos, curriculares e pessoais que o habilitem ao exercício docente com competência. Em relação ao conhecimento, a definição do constructo conhecimento pedagógico é considerado na abordagem como 'conhecimento base' para o efetivo exercício docente. Conjuntamente a esse se insere o "conhecimento de conteúdo, conhecimento dos alunos, conhecimento do currículo, conhecimento didático geral, conhecimento didático do conteúdo, conhecimento dos contextos educativos e conhecimento dos objetivos".10:805

O conjunto de conhecimentos requeridos ao exercício competente da docência inclui a "formação acadêmica, os materiais e o contexto do processo educativo institucionalizado, a pesquisa e o estudo sobre o ensino, aprendizagem humana e demais questões que influenciam a prática docente e a experiência empírica proveniente da prática docente em si".10:805-6

Na relação docente e discente, a construção do conhecimento em si mesmo constitui-se em desafio que direciona ambos os sujeitos a pensar, refletir, conceber e articular múltiplas formas diferenciadas de conhecer. A busca pelo conhecimento estabelece-se no questionamento, na reflexão do cotidiano e induz à reflexão. Tal atitude possibilita aos indivíduos virem a ser sujeitos de sua própria história, cidadãos inseridos em diferentes contextos: sociais, políticos, econômicos e culturais, e que, por extensão, ao integralizarem os diversos saberes, podem transcender para novas formas de conhecer. Consequentemente, podem suscitar o surgir de maneiras alternativas na construção do conhecimento, na medida em compartilhem a diversidade de conhecimentos e agreguem as formas de pensar reflexivamente e de fazer com responsabilidade.11

A postura docente

As atitudes docentes são primordiais na ação educativa, em especial na humanização das relações, mediante ações que amainem a intolerância, projetem a construção coletiva e desenvolvimento de valores e, sobretudo, o incremento da respeitabilidade. Os sujeitos do estudo valorizam atributos como a ética, a responsabilidade, o respeito e, de forma especial, a postura docente.

Considero primordial o exemplo, pois os alunos buscam seguir o que os professores reproduzem. Ainda, a postura ética e o que demonstra responsabilidade para com a formação acadêmica. Também a cobrança por uma postura adequada, condizente com as necessidades/exigências da profissão (C1-D12).

A postura perante os alunos; ter boa desenvoltura perante o conteúdo e ter conhecimento sobre o mesmo; criatividade no desenvolvimento das atividades ofertadas dentro de sala de aula (C2-D4).

A inter-relação entre docentes e discentes é importante e carece estar articulados com o comprometimento e a adoção de práticas de interatividade que visem à aproximação e ao fazer integralizado.

Penso no comprometimento com os acadêmicos e na adoção de postura adequada pelos professores em interação com os alunos (C2-D3).

Ter postura diante das pessoas, ter respeito a opiniões que diferem e valorizar a opinião dos alunos (C4-D16).

O ensino tradicional coloca o docente como centro do processo, é o sujeito que pensa, toma as decisões, define os conteúdos e formas, estando os discentes em uma posição demasiadamente passiva no processo. A inter-relação entre docentes e discentes em um processo educativo pró-ativo, inovador e reflexivo em oposição ao ensino tradicional, tem o compromisso de valorizar uma relação mais simétrica e dialogada entre docentes e discentes, bem como na interação entre os alunos e o conhecimento formal, político e social. A educação, nessa forma de ver, é a base de construção do sujeito político, capaz de ver e superar condicionantes e criar oportunidades futuras.12

A ação docente é fundamental não somente no processo de ensino aprendizagem, com enfoque no aprendizado técnico, mas também na formação ética e na postura do futuro profissional. Para tanto, a ação educativa precisa se ancorar em um ensino crítico e reflexivo, de forma a fortalecer o desenvolvimento de habilidades e competências que futuramente fortaleçam o exercício profissional.13

O sucesso de uma estratégia de ensino-aprendizagem está alicerçado na integração docente-discente e em uma relação que agregue motivação na construção do conhecimento. A interatividade na ação educativa permite a troca de saberes, mediada por constantes trocas e valorização dos papéis.13

O ensino tradicional está calcado na transmissão do conhecimento. Com a valorização quantitativa de conteúdos, na qual o professor tem posições fixas sobre as formas de condução do processo educativo, é disciplinador, nessa, as trocas, e as interações com os discentes são frágeis, pois a relação é mediada pelo conteúdo, horários e a disciplina rígida. Valoriza-se no aluno a disciplina, a atenção e a concentração, tendo-se como esse tripé para a obtenção do conhecimento. Em contrapartida, a ação educativa de caráter inovador busca constituir uma relação mais integrativa entre os docentes e discentes.

A respeitabilidade na relação docente-discente

A relação docente-discente necessita ser construída a partir do diálogo e do desenvolvimento conjunto de ações em prol da formação ampliada dos sujeitos, tendo a respeitabilidade como um dos parâmetros a ser observados.

O respeito mútuo, as atitudes que demonstram primeiro o interesse do aluno, e não o interesse do professor. Essas atitudes, por parte de alguns poucos professores, fizeram a diferença na minha formação, e são esses professores os meus espelhos, a quem eu sempre vou ter como referência na minha vida pessoal e profissional (C1-D5).

Que o professor tenha respeito, conhecimento, seja ético, tenha criatividade e postura adequada (C2-D4).

Importa muito que o professor tenha conhecimento, confiança no que faz, vontade de ensinar e, principalmente, respeito pelo aluno (C3D8).

Penso que o professor deva ter respeito, ter empenho, ter diálogo (C4-D11).

A boa relação entre docentes e discentes está vinculada ao acolhimento, pela proximidade, pelo diálogo, consubstanciado por uma prática pedagógica respeitosa e produtiva para facilitar o aprendizado, ou seja, a interação entre os professores e os estudantes interfere no aprendizado. No entanto, há necessidade de se desenvolver estratégias de aproximação entre docentes e discentes de maneira que se minimizem os elementos que fragilizam a relação e fortaleçam a autoestima.14

A interação entre docentes e discentes está vinculada à consecução dos objetivos educacionais, mediante uma atitude de corresponsabilização pelo aprendizado, desenvolvimento de parcerias e respeitabilidade recíproca, assim como de permitir maior interação e participação.15 Na interação, é crucial investir em ações educativas que oportunizem o debate entre os docentes e discentes a partir da análise de leituras, e da implantação de metodologias participativas que possibilitem a aproximação entre professores e alunos, e, com isso, se desenvolva um panorama em que ambos construam conhecimentos conjuntos, criando um círculo pró-ativo de motivação aos alunos.13 A efetiva inserção dos discente,s no processo educativo, o tornam mais critico e consciente da necessidade de sua formação, fato que os permitam entender e transformar a sua realidade. Portanto, a inclusão discente no processo educativo possibilita a contínua avaliação das coerências e das contradições da formação profissional.16

A construção do conhecimento é de responsabilidade dos docentes e discentes, os quais se utilizam de diferentes atividades como a reflexão, evidências, exemplificações, generalizações e analogias. A relação docente e discente significa que ambos estão em constante processo de aprendizagem, embora estejam em diferentes níveis, portanto, essa é uma relação dinâmica que não permite a passividade, situação em que o protagonismo está na relação, na qual os discentes abdicam da passividade, assumem a responsabilidade pela construção do seu conhecimento. A inovação na relação docente-discente para a construção do conhecimento tem como características: são significativas, dialógicas, interdisciplinares e, desenvolvidas de acordo com as necessidades dos sujeitos e da sociedade.17

Preconiza-se que o respeito seja um dos mediadores da relação docente e discente. Para os discentes, o respeito é uma das atitudes que facilita as relações, que se inspira e se constrói nas relações do cotidiano, nas quais ambos os sujeitos se utilizam do diálogo e do convívio diário para a superação dos limites, resolução dos conflitos e do estabelecimento de laços da construção conjunta. O respeito é inerente às relações interpessoais, independentemente de posição social e/ou profissional, e mais, se fortalecem e se sedimentam por atitudes convergentes, nas quais ambos os sujeitos utilizam-se do diálogo.

A ética na relação docente e discente

A ética na docência em enfermagem assume a dimensão do fazer educativo articulado com o assistencial, pois o ensino/pesquisa/extensão prolonga-se nos serviços. Na ação educativa entrelaçam-se a humanização, o respeito, o saber ouvir, o acolher e o dialogar. Preconiza-se que na relação entre docentes e discentes, o aprendizado transcende o técnico, pois nele se incluem os modos de fazer e ser, o diálogo franco e verdadeiro, a não sobreposição e a promoção dos sujeitos. Para os sujeitos do estudo, a ética na relação docente interpõe-se com outras atitudes, principalmente a postura docente.

Acredito que atitudes como escutar os discentes, ser ético, honesto, compreensivo, aceitar críticas. E as atitudes contrárias ao exposto acima também foram importantes, pois a partir delas aprendi como não devo me portar ou o que não devo fazer e me incentivaram a buscar novas formas de fazer, além de me tornar mais crítico e ter postura no ser/fazer (C1-D6).

Valorização de pontos positivos/qualidades do aluno, flexibilidade do docente, observar a ética e a responsabilidade com o ensino, contabilizando a avaliação frente aos conteúdos e, também, cumprimento de horários e datas (C2-D12).

Ter postura e adotar um comportamento ético (C3-D11).

Importa ao professor incentivar os alunos, ter competência, ter credibilidade naquilo diz faz e ser ético (C3-D4).

A asserção da ética na docência em enfermagem é preponderante na formação profissional. Para o exercício docente, há necessidade de ampliar os conhecimentos éticos e os espaços normativos e deontológicos. No fazer educativo, a utilização de metodologias que facilitam a interação pode ressignificar a formação, de tal forma que permita uma formação profissional em que os egressos tenham conhecimentos teóricos e práticos que os habilitem ao exercício profissional, mas, também exercitem os preceitos da cidadania, da política e da ética.18

O ensino da ética é transversal e contínuo na formação em enfermagem, portanto, todos os docentes deveriam carregar no seu arcabouço teórico os aspectos éticos no ensino independente de sua área de atuação? O ensino da ética faz parte das disciplinas estruturantes? Os docentes estão comprometidos com os princípios da ética? A ética desenvolvida no espaço acadêmico tem como base as questões deontológicas? Estão arroladas aos conflitos atuais e futuros entre indivíduos e natureza, situações que afligem os sujeitos, bem como condições de vida relacionadas às condições de vida, de cidadania e dos direitos humanos?19

A compreensão da ética na docência é complexa e precisa ser continuamente exercitada. A abordagem da ética na academia precisa transpor-se ao ensino teórico e prescritivo. Necessita-se torná-la mais prática, integrar os preceitos éticos com as questões do cotidiano, seja na academia, seja nos serviços, mediante a confrontação entre o teórico e o real, que permite importantes reflexões sobre o cogitar e o exercitar. A reflexão sobre a ética na docência está atrelada ao seu papel de educador. Porém, há de se considerar fatores intervenientes estáveis, como o projeto pedagógico, os entrelaçamentos teoria e prática, os objetivos educativos e os campos de práticas e estágios.

Envolvido e emaranhado nesse contexto, o exercício da ética nos espaços de práticas e estágios, principalmente no que tange à relação com os usuários, família e equipe multidisciplinar, faz com que as questões éticas aflorem e precisem ser discorridas, de forma que possam servir de subsídios à formação em enfermagem, cabendo ao docente o principal desafio, que está em refletir coletivamente com os discentes e mediar esses dilemas.

A responsabilidade no exercício da docência

Na relação entre professores e alunos, cabe ao docente a responsabilidade da condução pedagógica; para tanto, as potencialidades e fragilidades precisam ser consideradas nas práticas pedagógicas. A responsabilidade é considerada um importante fator entre as atitudes docentes que contribuem na formação do perfil do futuro profissional enfermeiro.

A responsabilidade, como docente, em passar os conteúdos em sala de aula com ética, de forma coerente e clara. Demonstração de que a enfermagem foi um curso que gostaria de ter feito e passar isso aos alunos, o amor pela profissão (C2-D10).

Que o professor tenha competência, tenha domínio do conteúdo e postura, que tenha responsabilidade associada às experiências profissionais (C3-D5).

Primeiro, ter responsabilidade, comprometimento, ser organizado, ter conhecimento (C4-D14).

A responsabilidade do papel docente na construção do conhecimento permeia os diferentes espaços, momentos e cenários. Nesse panorama, o respeito entre os professores e estudantes constitui um dos alicerces da base na formação acadêmica. Nos cenários das atividades teórico-práticas e estágios supervisionados em que os alunos convivem, o 'fazer', com responsabilidade dos sujeitos envolvidos, sejam esses trabalhadores, professores, estudantes e, principalmente, usuários e familiares, é densamente pedagógico.20

As responsabilidades na relação docente-discente são equivalentes e equânimes, pois ambos têm a necessidade de assumir seus respectivos papéis no processo educativo, visto que é no trabalho contíguo que pedagogicamente se constrói o profissional e o cidadão preparado para enfrentar a complexidade das necessidades sociais.

CONCLUSÕES

A docência é múltipla e complexa, razão que envolve o ensino, a pesquisa, a extensão, a gestão, as assessorias e consultorias, dentre outras atividades. Embora todas sejam importantes, é no ensino que está a essência da atividade docente. Conhecer e entender, com mais propriedade, as relações que se estabelecem entre docentes e discentes, por outro lado, constituem-se em importante fator para o alcance dos objetivos educativos.

Os sujeitos da pesquisa consideram que algumas atitudes dos docentes são fundamentais na sua formação, entre esses o conhecimento, a postura, o respeito, a ética e a responsabilidade. As respostas dos sujeitos, na sua integralidade, permitem entender que os estudantes consideram o conhecimento do docente como o mais importante requisito para a sua formação.

O conhecimento requerido pelo aluno não é somente teórico e prático, também se incluem as atitudes como as relações, a empatia, o estímulo constante às discussões que permitam refletir entre o que se aprende nas bases teóricas e o que se faz na prática e nos estágios.

Para os sujeitos da pesquisa, a postura docente guarda/mantém relação direta com o modo de pensar e agir no universo acadêmico. Associando-se à postura, outros requisitos como a ética e a responsabilidade, estabelecem as interfaces entre docentes e discentes, como também com a equipe multiprofissional, usuários e familiares. Nesse contexto, a postura docente pró-ativa entre os diferentes atores envolvidos na formação acadêmica permitem a aproximação, a construção de laços e a integralização do saber/fazer, principalmente nos campos da prática.

A respeitabilidade é inerente à manutenção das relações humanas. O respeito mútuo entre docentes e discentes é primordial para a construção de relações estáveis, ao desenvolvimento da confiabilidade recíproca e as atitudes de valorização à heterogeneidade discente, pois, embora façam parte de um grupo, suas peculiaridades individuais precisam ser consideradas.

Os estudantes consideram fundamentais as atitudes de exigências dos docentes com o aprendizado, como o estímulo para ir além e inseri-los integralmente nos processos que permeiam a formação. Embora a resposta dos sujeitos do estudo possa suscitar inúmeras reflexões em algumas respostas, os estudantes consideram que muitos docentes são por eles considerados como um 'espelho' que refletirá em várias dimensões de seu futuro.

O exercício da ética, conjuntamente com a respeitabilidade e a responsabilidade, é pontuado como um fator preponderante nas relações docentes e discentes. A ética, nessa maneira de vir a ser, não tem a conotação reducionista, mas de cogito, de procurar transpor o cotidiano, para entender como perpassam na formação discente, as questões inerentes ao exercício da enfermagem. A responsabilidade está relacionada à atitude docente de assumir suas atribuições de forma efetiva, do interesse em efetivamente trabalhar e envolver os estudantes de forma singular e coletiva, além de desenvolver ações que tenham como parâmetro a boa convivência, o respeito e a empatia com os estudantes.

Embora hajam distinções estruturais, organizacionais e de acessibilidade ao ensino superior entre as universidades públicas e privadas, no que se refere ao ensino, pesquisa e extensão, o objetivo maior dos alunos da graduação em enfermagem refere-se ao ensino. Neste, as atitudes docentes destacadas pelos estudantes são similares, estando o conhecimento como o fator mais importante em todos os cursos, seguidos da postura, do respeito, da responsabilidade e da ética.

Por fim, nas limitações do estudo, há de se salientar que se procurou evidenciar quais atitudes docentes são consideradas importantes na visão dos estudantes para a sua formação. Esta pesquisa não teve o caráter delimitador de estabelecer relações, parâmetros e fazer direcionamentos, e sim, primordialmente, o intento de suscitar reflexões quanto às relações que se estabelecem entre docentes e discentes no campo acadêmico e, assim, de forma singela, contribuir para a formação em enfermagem.

REFERENCES

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Recebido: 02 de Fevereiro de 2015; Aceito: 25 de Setembro de 2015

Correspondência: Luiz Anildo Anacleto da Silva Avenida Independência, 3751 98300-000 - Palmeira das Missões, RS, Brasil E-mail: luiz.anildo@yahoo.com.br

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