SciELO - Scientific Electronic Library Online

 
vol.26 número4MODELOS PARA A IMPLEMENTAÇÃO DA PRÁTICA BASEADA EM EVIDÊNCIAS NA ENFERMAGEM HOSPITALAR: REVISÃO NARRATIVAADAPTAÇÃO TRANSCULTURAL DE INSTRUMENTOS DE PESQUISA CONDUZIDA PELA ENFERMAGEM DO BRASIL: UMA REVISÃO INTEGRATIVA índice de autoresíndice de assuntospesquisa de artigos
Home Pagelista alfabética de periódicos  

Serviços Personalizados

Journal

Artigo

Indicadores

Links relacionados

Compartilhar


Texto & Contexto - Enfermagem

versão impressa ISSN 0104-0707versão On-line ISSN 1980-265X

Texto contexto - enferm. vol.26 no.4 Florianópolis  2017  Epub 08-Jan-2018

http://dx.doi.org/10.1590/0104-07072017002260017 

Revisão de Literatura

MÉTODOS PARA DESENVOLVIMENTO DE APLICATIVOS MÓVEIS EM SAÚDE: REVISÃO INTEGRATIVA DA LITERATURA

MÉTODOS PARA DESARROLLO DE APLICACIONES MÓVILES EN SALUD: REVISIÓN INTEGRAL DE LA LITERATURA

Daniela Couto Carvalho Barra1 

Sibele Maria Schuantes Paim2 

Grace Teresinha Marcon Dal Sasso3 

Gabriela Winter Colla4 

2Doutora em Enfermagem. Professora do Departamento de Enfermagem da Universidade Federal de Santa Catarina. Professora do Programa de Pós-Graduação Mestrado Profissional em Informática em Saúde. Florianópolis, Santa Catarina, Brasil. E-mail: daniela.barra@ufsc.br

1Graduanda do Curso de Graduação em Enfermagem da UFSC e PIBIC/CNPq. Florianópolis, Santa Catarina, Brasil. E-mail: sibele.schuantes@hotmail.com

3Doutora em Enfermagem. Professora do Departamento de Enfermagem e do Programa de Pós-Graduação em Enfermagem da UFSC. Florianópolis, Santa Catarina, Brasil. E-mail: grace.sasso@ufsc.br

4Mestranda do Programa de Pós-Graduação em Enfermagem da UFSC. Florianópolis, Santa Catarina, Brasil. E-mail: gabrielawcolla@gmail.com

RESUMO

Objetivo:

identificar nas publicações nacionais e internacionais indexadas nas bases de dados os principais métodos adotados pelos pesquisadores para o desenvolvimento de aplicativos móveis em saúde.

Método:

revisão integrativa da literatura de estudos publicados nas bases de dados MEDLINE/PubMed, Scopus, Web of Science, CINAHL e SciELO, no período de 2012 a 2016. Foram selecionados para análise 21 artigos.

Resultados:

os principais métodos para desenvolvimento de aplicativos móveis na área da saúde descritos nos artigos foram: design instrucional sistemático, design instrucional contextualizado, design centrado no usuário e ciclo de vida de desenvolvimento de sistemas.

Conclusão:

independentemente do método de desenvolvimento escolhido, as etapas devem ser bem definidas e estruturadas, a fim de que o aplicativo móvel desenvolvido seja útil ao usuário final.

DESCRITORES: Aplicativos móveis; Aplicação de informática médica; Informática em enfermagem; Informática médica; Tecnologia da informação

RESUMEN

Objetivo:

identificar en las publicaciones nacionales e internacionales indexadas en las bases de datos los principales métodos adoptados por los investigadores para el desarrollo de aplicaciones móviles en salud.

Método:

revisión integrativa de literatura de estudios publicados en las bases de datos MEDLINE/PubMed, Scopus, Web of Science, CINAHL y Scielo, en el período de 2012 a 2016. Fueron seleccionados para el análisis, 21 artículos.

Resultados:

los principales métodos para el desarrollo de aplicaciones móviles en el área de la salud descritos en los artículos fueron: diseño instructivo sistemático, diseño educativo contextual, diseño centrado en el usuario y ciclo de vida de desarrollo de sistemas.

Conclusión:

independientemente del método de desarrollo elegido, las etapas deben estar bien definidas y estructuradas, a fin de que la aplicación móvil desarrollada sea útil para el usuario final.

DESCRIPTORES: Aplicaciones móviles; Aplicación de informática médica; Informática en enfermería; Informática médica; Tecnología de la información

INTRODUÇÃO

No contexto atual, as Tecnologias da Informação e Comunicação (TICs) voltadas para a área da saúde possuem diversas ferramentas que apóiam a estruturação e a organização dos dados e informações, possibilitando o armazenamento, processamento, acesso em tempo real e/ou remoto e compartilhamento dos mesmos, seja pelos diversos profissionais envolvidos na assistência, bem como, pelo próprio paciente/usuário.1-5 Tais tecnologias são consideradas um recurso global, o qual conecta diversos computadores criando uma rede de informações e que permite colaborar com o desenvolvimento e aperfeiçoamento das profissões da saúde.1

As TICs, além de possibilitar a divulgação, disseminação e atualização do conhecimento na área da saúde, podem apoiar a tomada de decisão clínica dos profissionais contribuindo com a elaboração de diagnósticos fidedignos e orientações/condutas terapêuticas qualificadas destinadas aos pacientes/usuários.1-2,5 Ressalta-se ainda que, o acesso em tempo real e/ou remoto às informações, contribui para a solução de problemas/necessidades de saúde em diferentes regiões geográficas, promovendo uma ampla cobertura da assistência à saúde especializada realizada nos grandes centros urbanos.1

Neste cenário, destacam-se o fenômeno das tecnologias móveis (tablets, smartphones, etc.), especialemte da utilização de aplicativos móveis (também conhecidos como apps - do inglês application) entre a população mundial. Os apps são conceituados como um conjunto de ferramentas desenhado para realizar tarefas e trabalhos específicos.6

Os dispositivos móveis, em especial, os aplicativos móveis, visam atender o acesso das pessoas à informação e ao conhecimento, sem restrição de tempo e espaço. A possibilidade da queda de barreiras de tempo e espaço permite também novas formas de comunicação.7-9 Tais características agregam valor estratégico para a nova sociedade da Era da Informação.10

Atualmente, é possível constatar uma proliferação de tecnologias e aplicativos móveis (m-saúde/m-health) que estão colaborando para a construção de uma nova modalidade de assistência em saúde, no qual as informações referentes à saúde das pessoas se fazem oportunas e onipresentes.6 Diversos estudos apontam que tais aplicativos, incluindo as informações geradas pelos mesmos, podem ser utilizados para otimização dos resultados e redução dos riscos em saúde, bem como, para compreensão dos fatores determinantes que promovem a saúde e/ou que levam à doença.11-16

Especificamente na área da enfermagem, considera-se que as ferramentas disponibilizadas pelas TICs associadas à prática clínica, educacional e de gestão exigem dos enfermeiros o empreendimento de esforços para alcançar uma definição de seu papel frente à informática na enfermagem. Evidencia-se a necessidade iminente destes profissionais em realizar uma reflexão, bem como, se inserir no ambiente tecnológico dos aplicativos móveis, fortemente presentes no contexto cultural, social e econômico do país.17

Diante destas considerações, surgiu a seguinte questão de pesquisa: quais são os principais métodos adotados pelos pesquisadores para o desenvolvimento de aplicativos móveis em saúde? Assim, este estudo de revisão integrativa da literatura objetivou identificar nas publicações nacionais e internacionais indexadas nas bases de dados os principais métodos adotados pelos pesquisadores para o desenvolvimento de aplicativos móveis em saúde.

MÉTODO

Trata-se de um estudo de revisão integrativa da literatura de estudos científicos publicados no período de 2012 a 2016. As etapas desta revisão foram alicerçadas em um protocolo previamente estabelecido, visando manter o rigor científico e metodológico, a saber: 1) elaboração da pergunta de pesquisa; 2) definição dos critérios de inclusão de estudos e seleção da amostra (busca ou amostragem na literatura); 3) representação dos estudos selecionados em formato de tabelas, considerando todas as características em comum (coleta de dados); 4) análise crítica dos estudos incluídos, identificando diferenças e conflitos; 5) interpretação/discussão dos resultados; 6) apresentação da revisão integrativa de forma clara e objetiva das evidências/dados encontrados.18

Para responder a questão norteadora da revisão, realizou-se a busca bibliográfica das publicações indexadas nas seguintes bases de dados: MEDLINE/PubMed, Scopus, CINAHL, Web of Science e SciELO. Os descritores MeSH adotados foram: Mobile Applications; Medical informatics; Medical informatics Applications; Public health informatics; Nursing informatics; Information technology; Telemedicine; e Technology. Devido à variedade de termos utilizados na área da TIC, optou-se ainda por incluir na busca as seguintes palavras-chave: mobile technology; e-Health, m-health; telehealth; healthcare application; cybercare. Destaca-se que as expressões booleanas AND e OR foram os recursos adotados para a pesquisa com o intuito de se obter o maior número de estudos acerca da temática revisada.

Os critérios de inclusão dos estudos foram: pesquisas originais, revisões de literatura (sistemática, integrativa ou narrativa) e relatos de experiência publicados entre janeiro de 2012 a dezembro de 2016, em língua inglesa, portuguesa ou espanhola; disponíveis na íntegra e que apresentassem expressamente as etapas/métodos (framework) de desenvolvimento do aplicativo móvel na área da saúde, especificamente, enfermagem, medicina e saúde pública. Os critérios de exclusão considerados foram duplicidade dos artigos, editoriais, anais de congresso, estudos de casos e artigos de reflexão.

Cabe ressaltar que a seleção dos estudos foi conduzida conforme a metodologia Preferred Reporting Items for Systematic Reviews and Meta-Analyses (PRISMA).19 Os pesquisadores foram divididos em 2 grupos, cada um com 2 membros. O grupo 1 foi responsável por realizar a busca nas bases de dados, utilizando os descritores e palavras-chave selecionados. Nesta etapa foram encontrados 1.984 artigos. Após a busca, os artigos foram compartilhados com o grupo 2 e assim procedeu-se as demais etapas da revisão de forma independente e simultânea. A figura 1 apresenta a síntese dos resultados obtidos em cada etapa.

Figura 1 Fluxograma do processo de seleção dos estudos a partir da metodologia PRISMA.Florianópolis-SC, 2017 

O método de leitura científica foi adotado para realizar a análise dos dados. Este método se desenvolve em três etapas: 1) visão sincrética - leitura de reconhecimento geral visando se aproximar do tema do estudo e leitura seletiva buscando as informações acerca do objetivo do estudo; 2) visão analítica: leitura reflexiva e crítica dos artigos selecionados e escolha dos conteúdos principais relacionados ao tema; e 3) visão sintética: leitura de interpretação dos dados/resultados apresentados nos estudos.20

Destaca-se que foi elaborado um instrumento para a coleta e análise dos dados dos estudos que incluídos. Neste instrumento foram registradas as seguintes informações: autoria, país, idioma, categoria de publicação, ano de publicação, periódico, objetivo do estudo, área da saúde atendida pelo aplicativo móvel, referencial teórico e método adotado para o desenvolvimento do aplicativo móvel. Agrupados por semelhança de conteúdo, duas categorias para análise foram concebidas: Descrição das características dos estudos e Métodos utilizados para o desenvolvimento de aplicativos móveis em saúde.

RESULTADOS

Descrição das Características dos Estudos

As publicações selecionadas para a identificação dos principais métodos adotados pelos pesquisadores para o desenvolvimento de aplicativos móveis em saúde estão descritas no quadro 1.

Quadro 1 Descrição das publicações sobre métodos para desenvolvimento de aplicativos móveis em saúde, segundo ano de publicação, periódico, método e área da saúde do aplicativo. Florianópolis-SC, Brasil, 2017 

Ano Periódico Método utilizado Área da saúde do App
2014 Acta Paulista Enfermagem Ciclo de Vida de Desenvolvimento de Sistemas Oncologia21
2014 Oncology Nursing Forum Design Instrucional Sistemático Oncologia22
2015 European Journal of Oncology Nursing Design Instrucional Sistemático Oncologia23
2015 Journal of Medical Internet Research Design Instrucional Sistemático Oncologia24
2014 Patient Preference and Adherence Design Instrucional Sistemático Doença Respiratória25
2014 JMIR Mhealth and Uhealth Design Instrucional Sistemático Doença Respiratória26
2016 Journal of Biomedical Informatics Design Instrucional Sistemático Doença Respiratória27
2016 Translational Behavioral Medicine Design Instrucional Sistemático Atenção Primária à Saúde28
2013 JMIR Mhealth and Uhealth Design Centrado no Usuário Atenção Primária à Saúde29
2015 Revista Panamericana de Salud Publica Design Instrucional Sistemático Atenção Primária à Saúde30
2014 Online Journal of Nursing Informatics Design Instrucional Sistemático Geriatria31
2015 Conference IMCOM Design Centrado no Usuário Geriatria32
2014 Computers Informatics Nursing Design Instrucional Sistemático Pediatria33
2012 Nursing Informatics Design Instrucional Sistemático Pediatria34
2012 Revista Escola de Enfermagem da USP Design Instrucional Contextualizado Cuidados Críticos35
2016 Revista Latino Americana de Enfermagem Design Instrucional Sistemático Cuidados Críticos36
2012 Journal of the American Medical Informatics Association Design Instrucional Sistemático Doença Renal37
2015 Healthcare Informatics Research Design Instrucional Sistemático Doença Metabólica38
2015 JAMIA: Journal of the American Medical Informatics Association Design Instrucional Sistemático Saúde Mental39
2015 JMIR Mhealth and Uhealth Design Instrucional Sistemático Recuperação Pós-Anestésica40
2016 JMIR Research Protocols Design Instrucional Sistemático Nutrição Parenteral41

Na base de dados MEDLINE/PubMed foram selecionados doze artigos para análise; Scopus e Web of Science três estudos em cada; CINAHL dois estudos; e um artigo na SciELO, totalizando 21 artigos analisados. Destaca-se que 86% (18) dos estudos foram publicados em periódicos internacionais e 14% (03) em periódicos nacionais.

Em relação aos países de origem dos estudos, houve a seguinte distribuição: Estados Unidos da América, 33,5% (07); Brasil, 14% (03); Suécia, 9,5% (02); Argentina, Austrália, Chile, Coreia do Sul, Espanha, Holanda, Indonésia, Itália e Taiwan, 43% (09), sendo um artigo de cada nação. Quanto aos idiomas dos artigos analisados, 86% (18) foram publicados em inglês e 14% (03) em língua portuguesa; nenhuma publicação em língua espanhola foi selecionada para análise.

A figura 2 apresenta a distribuição dos estudos selecionados segundo o ano de publicação.

Figura 2 Distribuição das publicações por ano.Florianópolis- SC, Brasil, 2017 

Os artigos foram classificados quanto à sua categoria de publicação, conforme explicitado pelos periódicos: 86% (18) pesquisas originais; 9,5% (2) comunicados breves e; 4,5% (1) protocolo.

Em relação à área de especialidade dos aplicativos móveis desenvolvidos e/ou avaliados, evidenciou-se a seguinte distribuição: oncologia (hospitalar, domiciliar e auditoria),21-22 19% (4); doenças respiratórias (asma/adolescente e cuidado domiciliar),25-27 14,3% (3); Atenção Primária à Saúde (promoção à saúde, doenças crônicas e doenças cardiovasculares),28-30 14,3% (3); geriatria,31-32 9,5% (2); pediatria (cuidados paliativos e cuidados ao recém-nascido)33,34 9,5% (2); cuidados críticos (adulto e neonatal),35-36 9,5% (2); doença renal (hemodiálise),37 4,8% (1); doença metabólica (obesidade),38 4,8% (1); saúde mental (depressão)39 4,8% (1); recuperação pós-operatória40 4,8% (1) e; nutrição (parenteral)41 4,8% (1).

Métodos utilizados para o desenvolvimento de aplicativos móveis em saúde

A partir da revisão realizada evidenciou-se que os descritores Mobile applications; Medical informatics; Medical informatics applications; Public health informatics; Nursing informatics; Information technology; Telemedicine; e Technology, bem como as palavras-chave mobile technology, e-Health, m-health, telehealth e healthcare application contemplaram estudos que abordaram os principais métodos para desenvolvimento de aplicativos móveis na área da saúde. A palavra chave cybercare, pesquisada de forma isolada e/ou em associação com os demais descritores, não apresentou estudos sobre a temática central desta revisão integrativa da literatura.

Um dos métodos mais difundidos mundialmente é o Design Instrucional Sistemático (DIS) (Systematic Design of Instruction).22-28,30-31,33-34,36-41 Elaborado por Walter Dick e Lou M. Carey42-43 em 1978, este modelo contempla as etapas análise, design/desenvolvimento, implementação e avaliação.

Outro método utilizado para o desenvolvimento de aplicativos móveis em saúde é o Design Instrucional Contextualizado (DIC).35 Este método adota as mesmas etapas do método Design Instrucional Sistemático, entretanto, a etapa implementação acontece simultaneamente com as etapas de análise/concepção, agregando novos estágios e adicionando maior detalhamento à ferramenta tecnológica.44-46

O método Design Centrado no Usuário (DCU) (User Centered Design) foi utilizado para desenvolver aplicativos na área de Enfermagem Geriátrica32 e Atenção Primária (prevenção de doenças crônicas).29 Trata-se de um método que estabelece a participação/colaboração entre os usuários e os designers/pesquisadores na fase da concepção para o desenvolvimento de sistemas informatizados, nomeadamente, os aplicativos móveis.47-50

O método Ciclo de Vida de Desenvolvimento de Sistemas (CVDS) (Systems Development Life Cycle - SDLC) foi adotado no estudo que desenvolveu um aplicativo para a consulta de medicamentos quimioterápicos visando auxiliar a auditoria em enfermagem de contas hospitalares.21 Este método possui três formas de abordagem para o desenvolvimento de sistemas: ciclo de vida clássico, ciclo de vida espiral e ciclo de vida da prototipação. Tais formas visam auxiliar o desenvolvedor/pesquisador a identificar as necessidades dos usuários.51-52

DISCUSSÃO

Uma gama de métodos/procedimentos de Design Instrucional foi desenvolvido nas últimas décadas visando a construção de novas ferramentas tecnológicas (nomeadamente, os aplicativos móveis), que melhoram o processo de ensino-aprendizagem e o desempenho dos usuários nos mais diversos contextos. Observa-se que os desenvolvedores/pesquisadores adotam uma série de meios/recursos instrucionais para atingir seus objetivos, entretanto, independente do método escolhido e das diferentes etapas que compõem cada um deles, a maioria dos métodos inclui as etapas análise, concepção, desenvolvimento, implementação e avaliação.42,44,46,53 Aponta-se ainda que, no design instrucional e tecnológico, além da das etapas mencionadas, inclui-se a etapa da gestão como um todo.53

De uma forma geral, o Design Instrucional contempla planejamento, preparação, produção e publicação de textos, imagens, sons e movimentos, simulações e atividades sustentadas por ferramentas virtuais disponibilizadas pelas TICs.45 Este método possui algumas características e mecanismos contextuais, entre elas: individualização dos ritmos de aprendizagem; adaptável às características institucionais, nacionais, regionais e/ou locais; possibilidade de constante atualização mediante feedback/opinião dos usuários; acesso em tempo real e/ou remoto às informações; possibilidade de comunicação entre os usuários e desenvolvedores/pesquisadores; e monitoramento da construção individual e coletiva dos conhecimentos dos usuários.

Diferentes modalidades de Design Instrucional que possuem objetivos semelhantes, diferenciam-se em suas modelações e características, estão descritas na literatura.44 Desta forma, o modelo de Design Instrucional se divide conforme apresentado: Design Instrucional Fixo (DIF), Design Instrucional Aberto (DIA), DIC e o Modelo Integrative Learning Design Framework (ILDF).

O método DIC considera central a atividade humana, buscando o equilíbrio entre a automação dos processos de planejamento, personalização e contextualização da instrução/conteúdo e as ferramentas tecnológicas disponíveis. Ou seja, o termo DIC é adotado para descrever uma ação intencional de planejamento, desenvolvimento e aplicações didáticas específicas e contextualizadas, alicerçadas pelas ferramentas disponibilizadas pelas TICs, incorporando em suas diversas fases mecanismos e processos que favorecem a contextualização e flexibilidade do conteúdo/instrução.44-45

O DIC é composto pelas seguintes etapas: análise, design, desenvolvimento, implementação e avaliação. Entretanto, enquanto os modelos de design instrucionais convencionais incorporam estágios específicos em cada etapa, este modelo adota o entrelaçamento entre suas etapas ao longo de todo o processo de desenvolvimento da instrução/conteúdo. O DIC inicialmente caracteriza os usuários, identifica as necessidades dos mesmos e realiza um levantamento de restrições, aprimorando e atualizando estes dados e informações paralelamente às novas demandas e participação dos usuários. Assim, a fase implementação não ocorre separadamente da fase concepção (análise, design e desenvolvimento), ambas progridem e incorporam uma série de estágios que se complementam.44-46

Para exemplificar a utilização do método DIC, cita-se o estudo que desenvolveu e avaliou um aplicativo móvel para o ensino da mensuração da pressão venosa central destinado a acadêmicos de enfermagem (usuários finais). Nesse estudo, as pesquisadoras contemplaram todas as etapas descritas pelo DIC, assim especificadas: I) Análise: "levantamento das necessidades, a caracterização do público-alvo, a coleta de referencial bibliográfico, a definição dos objetivos educacionais, a definição dos conteúdos, a análise da infra-estrutura tecnológica e a criação de um diagrama para orientar a construção da ferramenta";35:109 II) Design: "planejamento e a produção do conteúdo didático, a definição dos tópicos e redação dos módulos, a seleção das mídias e o desenho da interface (layout). Optou-se pela utilização de imagens e textos, estruturados em tópicos, e conectados por hipertextos (links)";35:109 III) Desenvolvimento: [...] "seleção das ferramentas do aplicativo multimídia, a definição da estrutura de navegação e o planejamento da configuração de ambientes";35:109 IV) Implementação: [...] "configuração das ferramentas e recursos tecnológicos educacionais, bem como a construção de um ambiente para download da aplicação na internet e sua instalação no dispositivo móvel";35:109 e V) Avaliação: "avaliação de especialistas em relação aos conteúdos, recursos didáticos e interface do ambiente".35:109

O método DIS, também denominado Modelo de Dick e Carey, possui uma abordagem de sistemas objetivando uma instrução efetiva para apoiar o processo de ensino-aprendizagem de forma bem sucedida. Este método contempla as etapas análise, design/desenvolvimento, implementação e avaliação, enfatizando a análise completa e detalhada dos diversos componentes instrucionais que se relacionam, a avaliação integral dos materiais produzidos e o refinamento/atualização do conteúdo/instrução ao longo de todo o processo de desenvolvimento da ferramenta tecnológica.42-43,46,53-54

Apesar das etapas descritas neste método, os autores apontam que não existe um único modelo para a criação e desenvolvimento de uma instrução/conteúdo e incentivam os desenvolvedores/pesquisadores/designers e usuários a criarem seu próprio método/processo de design instrucional visando soluções singulares para problemas e/ou necessidades específicas em suas situações práticas.42-43,54

Este método pode ser utilizado para uma diversidade de sistemas instrucionais, neste estudo, os aplicativos móveis.22-23,26-28,34,38-39 Destaca-se, ainda, que o Modelo Dick e Carey baseia-se em diversas perspectivas existentes no processo de ensino-aprendizagem, assim especificadas: Behaviorismo (definição dos componentes da estratégia instrucional); Teoria Cognitiva (formulação da apresentação do material/conteúdo instrucional e processamento das informações); Construtivismo (análise de contextos para auxiliar os usuários na construção de estruturas conceituais para a aprendizagem).42-43,53-54

O método DCU possui uma abordagem amplificada. Trata-se de um termo geral caracterizado por uma filosofia e etapas que descrevem os processos de um projeto, centrado na criação e envolvimento dos usuários na concepção de sistemas informatizados.47 Ou seja, no DCU os usuários finais podem influenciar diretamente todas as etapas metodológicas, sendo fundamental que o pesquisador/desenvolvedor/designer entenda o contexto de utilização da ferramenta tecnológica e os requisitos fornecidos pelos usuários.47,55-57

Destaca-se que no DCU a participação do usuário pode variar de intensidade.47 Numa extremidade da construção da ferramenta tecnológica, o envolvimento pode ser relativamente baixo, ou seja, os usuários podem ser consultados e observados quanto às suas necessidades e serem convidados a participar de testes de usabilidade do sistema desenvolvido. Na outra extremidade, os usuários podem se envolver de forma intensa, participando ativamente de todas as etapas do projeto, incluindo a própria concepção da ferramenta tecnológica.

Vale ressaltar que a norma International Organization for Standardization (ISO) 13.407: Human-centered design processes for interactive systems (processo de design centrado no ser humano para sistemas interativos) descreve três soluções de design para o DCU: I) Design cooperativo (usuários e desenvolvedores/pesquisadores estão envolvidos em todas as etapas); II) Design participativo (usuários ocasionalmente participam do processo de concepção) e; III) Design contextual (baseia-se no contexto atual).55

Vários mecanismos apóiam o DCU, entre eles: testes de usabilidade, engenharia de usabilidade de sistemas, avaliação heurística e avaliações rápidas/testes piloto. As avaliações rápidas (testes piloto) são consideradas importantes para que os usuários possam dar seu feedback desde o início do projeto, bem como, promover a aproximação dos mesmos com os desenvolvedores/pesquisadores e a ferramenta tecnológica em si.47

Como exemplo de aplicação do método DCU, cita-se o estudo que desenvolveu um aplicativo móvel de monitorização e reação para estimular a atividade física em pessoas portadoras de doença crônica na atenção primária. Neste estudo, os pesquisadores recrutaram pessoas em associações nacionais de pacientes portadores de Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica (DPOC) e diabetes para participarem da equipe de pesquisa. Estes pacientes retrataram e refletiram as necessidades, demandas e restrições da sua condição enquanto portadores de doenças crônicas, bem como, forneceram aos pesquisadores feedback sobre a compreensão das questões abordadas nas entrevistas e dos conteúdos/documentos destinados aos usuários finais. Ao adotar o método DCU, os pesquisadores conseguiram reunir requisitos do usuário que foram traduzidos em soluções técnicas pela equipe de engenharia do projeto, possibilitando a interação contínua entre todos os envolvidos.29

O método CVDS contempla as seguintes etapas: análise (levantamento das necessidades e identificação das necessidades da instituição/usuário); projeto (especificações detalhadas do projeto); desenvolvimento (inclui desenvolvimento ou aquisição do software); implementação (após passar por testes avaliativos); e manutenção (manter e atualizar o sistema constantemente). O CVDS se subdivide em três categorias: ciclo de vida clássico, ciclo de vida espiral e ciclo de vida da prototipação.51-52

O ciclo de vida clássico, também denominado Modelo em Cascata, segue todas as etapas do CVDS descritas anteriormente. Possui uma estrutura linear, sequencial e ausência de revisão de cada etapa, ou seja, o desenvolvimento do sistema se dá em uma única direção, sendo considerado um modelo/método inflexível. Ao adotar este método, o pesquisador/desenvolvedor entregará todo o sistema/ferramenta tecnológica ao final do projeto.51-52

O ciclo de vida espiral baseia-se no conceito de maior necessidade do usuário. Este método desenvolve e entrega o sistema/ferramenta tecnológica em versões. Ressalta-se que cada versão segue todas as etapas do CVDS, com as seguintes exceções: I) etapa implementação pode ser adotada por algumas ou todas as versões; II) etapa manutenção será aplicada somente à última versão disponibilizada. No CVDS abordagem espiral, os usuários podem acompanhar o sistema em desenvolvimento e julgar se o conteúdo/instrução atende de modo satisfatório suas necessidades, possibilitando a substituição do sistema existente (novas versões).51-52

O ciclo de vida da prototipação aborda a descoberta gradual e evolutiva do sistema em desenvolvimento pelos usuários e desenvolvedores/pesquisadores. Ou seja, a partir de um conjunto de necessidades dos usuários, os desenvolvedores/pesquisadores as implementam rapidamente e as refinam/detalham a partir do aumento do conhecido do sistema pelos usuários e pelos próprios desenvolvedores.51-52

Este modelo possui três categorias: I) protótipo em papel ou protótipo computacional (demonstra a interação homem/máquina e o entendimento claro desta interação existente); II) protótipo de trabalho (implementa algumas funções exigidas pelo usuário que poderão ser melhoradas durante o desenvolvimento do sistema); e III) protótipo funcional (permite ao usuário o armazenamento de dados e execução de operações com tais dados). Destaca-se que os protótipos possibilitam visualizar aspectos incertos do sistema em desenvolvimento, bem como, podem verificar e testar hipóteses sobre tais aspectos. Assim, os protótipos são considerados tipicamente incompletos e não possuem a intenção de funcionar sem falhas toleráveis.51-52

Estudo que desenvolveu um aplicativo para consulta de medicamentos quimioterápicos na auditoria de contas hospitalares.21 As pesquisadoras adotaram o método de CVDS - prototipação, contemplando as seguintes etapas: I) comunicação: "levantamento dos requisitos do software";21:180; II) planejamento: descrição dos "recursos que seriam utilizados e o cronograma a ser seguido";21:180 III) modelagem: "criação do modelo consistente com requisitos levantados";21:180 IV) construção: "geração de códigos e testes para revelar erros";21:180 e V) implantação: "a etapa final onde o produto é analisado e avaliado".21:180

Um estudo de revisão sistemática sintetizou os conhecimentos atuais sobre os fatores que influenciam a adoção de aplicativos de saúde móvel (m-saúde/m-health) por profissionais de saúde. A partir dos 33 estudos selecionados para análise, 179 elementos foram reconhecidos como facilitadores (54,7%) ou barreiras (45,3) para a adoção de tais ferramentas tecnológicas. Entre os principais elementos identificados, caracterizados como individual, organizacional e contextual, destacaram-se: utilidade/finalidade e facilidade de uso; design e preocupações técnicas; segurança, privacidade, custo e tempo; familiaridade com a tecnologia; interação com colegas, pacientes e gestores.16 Ressalta-se, portanto, a relevância da escolha apropriada do método para desenvolvimento de aplicativos móveis em saúde, uma vez que, as questões relacionadas à facilidade de uso, design e componentes técnicos dos sistemas constituem-se em fatores diretamente relacionados ao sucesso e às barreiras para a adoção destas ferramentas tecnológicas.

CONCLUSÃO

Neste estudo de revisão integrativa da literatura optou-se por analisar somente os artigos que continham a descrição do método utilizado, associado ao detalhamento de suas respectivas etapas, para o desenvolvimento de aplicativos móveis em saúde. Entretanto, vale destacar que as autoras ao adotarem o "Método de Leitura Científica", na fase visão sincrética, para a análise dos 1.984 artigos, foi possível evidenciar que, de forma geral, os pesquisadores/desenvolvedores/designers utilizaram os principais métodos para desenvolvimento de aplicativos descritos na literatura, quais sejam: design instrucional, design instrucional sistematizado, design instrucional contextualizado, design centrado no usuário e ciclo de vida de desenvolvimento de sistemas.

Esta revisão integrativa permitiu identificar as etapas descritas em cada método, destacando as características de cada uma delas e ainda compreender que, independente do método escolhido, as etapas devem ser bem definidas e estruturadas de forma adequada, para que o aplicativo móvel desenvolvido seja útil ao usuário final.

REFERÊNCIAS

1 Guimarães EMP, Godoy SCB. Telenfermagem - Recurso para assistência e educação em enfermagem. Rev Min Enferm [Internet]. 2012 [cited 2016 Nov 12]; 16(2):157-8. Available from: http://www.reme.org.br/artigo/detalhes/513Links ]

2 Barra DCC, Almeida SRW, Sasso GTMD, Paese F, Rios GC. Metodologia para modelagem e estruturação do processo de enfermagem informatizado em terapia intensiva. Texto Contexto Enferm [Internet]. 2016 [cited 2016 Nov 12]; 25(3):e2380015. Available from: http://www.scielo.br/pdf/tce/v25n3/pt_0104-0707-tce-25-03-2380015.pdfLinks ]

3 Filipova AA. Electronic health records use and barriers and benefits to use in skilled nursing facilities. Comput Inform Nurs [Internet]. 2013 [cited 2017 Feb 20]; 31(7):305-18. Available from: http://dx.doi.org/10.1097/NXN.0b013e318295e40eLinks ]

4 Roberts S, Chaboyer W, Gonzalez R, Marshall A. Using technology to engage hospitalised patients in their care: a realist review. BMC Health Serv Res [Internet]. 2017 [cited 2017 Aug 03]; 17: 388. Available from: https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pmc/articles/PMC5461760/pdf/12913_2017_Article_2314.pdfLinks ]

5 Matsuda LM, Évora YDM, Higarashi IH, Gabriel CS, Inoue KC. Informática em enfermagem: desvelando o uso do computador por enfermeiros. Texto Contexto Enferm [Internet]. 2015 [cited 2017 Aug 03]; 24(1):178-86. Available from: http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S010407072015000100178&lng=ptLinks ]

6 Banos O, Villalonga C, Garcia R, Saez A, Damas M, Holgado-Terriza JA, et al. Design, implementation and validation of a novel open framework for agile development of mobile health applications. Biomed Eng Online [Internet]. 2015 [cited 2017 Mar 20]; 14(Suppl 2): S6. Available from: http://dx.doi.org/10.1186/1475-925X-14-S2-S6Links ]

7 Keengwe J, Bhargava M. Mobile learning and integration of mobile technologies in education. Educ Inf Technol [Internet]. 2014 [cited 2016 Nov 15]; 19(4):737-46. Available from: http://dx.doi.org/10.1007/s10639-013-9250-3Links ]

8 Clay CA. Exploring the use of mobile technologies for the acquisition of clinical skills. Nurse Educ Today. [Internet]. 2011 [cited 2016 Dec 01]; 31(1):582-6. Available from: http://dx.doi.org/10.1016/j.nedt.2010.10.011. [ Links ]

9 Boulos MNK, Brewer AC, Karimkhani C, Buller DB, Dellavalle RP. Mobile medical and health apps: state of the art, concerns, regulatory control and certification. Online J Public Health Inform [Internet]. 2014 [cited 2017 Feb 14]; 5(3):229. Available from: http://dx.doi.org/10.5210/ojphi.v5i3.4814Links ]

10 Saccol A, Schlemmer E, Barbosa J. M-learning e U-learning - novas perspectivas da aprendizagem móvel e ubíqua. São Paulo: Pearson Prentice Hall; 2011. [ Links ]

11 Marcano BJS, Jamsek J, Huckvale K, O'Donoghue J, Morrison CP, Car J. Comparison of self-administered survey questionnaire responses collected using mobile apps versus other methods. Cochrane Database Syst Rev [Internet]. 2015 [cited 2017 Jan 26]. 27; (7):MR000042. Available from: http://dx.doi.org/10.1002/14651858.MR000042.pub2Links ]

12 Habib MA, Mohktar MS, Kamaruzzaman SB, Lim KS, Pin TM, Ibrahim F. Smartphone-based solutions for fall detection and prevention: challenges and open issues. Sensors [Internet]. 2014 [cited 2016 Dec 21]; 14(4):7181-208. Available from: http://dx.doi.org/10.3390/s140407181Links ]

13 Bsoul M, Minn H, Tamil L. Apnea medassist: Real-time sleep apnea monitor using single-lead ecg. IEEE Trans Inform Technol Biomed. [Internet]. 2011 [cited 2016 Dec 21]; 15(3):416-27. Available from: http://dx.doi.org/10.1109/TITB.2010.2087386Links ]

14 Banos O, Villalonga C, Damas M, Gloesekoetter P, Pomares H, Rojas I. Physiodroid: Combining wearable health sensors and mobile devices for a ubiquitous, continuous, and personal monitoring. Scientific World J [Internet]. 2014 [cited 2017 Jan 21]; 2014(490824):1-11. Available from: http://dx.doi.org/10.1155/2014/490824Links ]

15 Gaggioli A, Pioggia G, Tartarisco G, Baldus G, Corda D, Cipresso P, et al. A mobile data collection platform for mental health research. Pers Ubiquit Comput. [Internet]. 2013 [cited 2016 Dec 22]; 17(2):241-251. Available from: http://dx.doi.org/10.1007/s00779-011-0465-2Links ]

16 Peres HHC, Marin HF. Informática em Enfermagem e Telenfermagem: desafios e avanços na formação e no cuidado. J Health Inform [Internet]. 2012 Jan-Mar [cited 2017 Jan 21]; 4(1):I. Available from: http://www.jhi-sbis.saude.ws/ojs-jhi/index.php/jhi-sbis/article/viewFile/194/110Links ]

17 Gagnon MP, Ngangue P, Payne-Gagnon J, Desmartis M. m-Health adoption by healthcare professionals: a systematic review. J Am Med Inform Assoc [Internet]. 2016 Jan [cited 2016 Dec 21]; 23(1):212-20. Available from: http://dx.doi.org/10.1093/jamia/ocv052Links ]

18 Ganong LH. Integrative reviews of nursing. Rev Nurs Health. 1987 Feb; 10(1):1-11. [ Links ]

19 Moher D, Liberati A, Tetzlaff J, Altman DG. Preferred reporting items for systematic reviews and meta-analyses: The PRISMA statement. Int J Surg [Internet]. 2010 [cited 2017 Jan 14]; 8(5):336-41. Available from: http://dx.doi.org/10.1016/j.ijsu.2010.02.007Links ]

20 Cervo AI, Bervian PA. Metodologia científica. São Paulo: Prentice Hall; 2002. [ Links ]

21 Grossi LM, Pisa IT, Marin HF. Oncoaudit: desenvolvimento e avaliação de aplicativo para enfermeiros auditores. Acta Paul Enferm [Internet]. 2014 [cited 2016 Dec 15]; 27(2):179-185. Available from: http://dx.doi.org/10.1590/1982-Links ]

22 Rodgers CC, Krance R, Street RLJ, Hockenberry MJ. Symptom Prevalence and Physiological Biomarkers among Adolescents using a Mobile Phone Intervention Following Hematopoietic Stem Cell Transplant. Oncol Nurs Forum [Internet]. 2014 May [cited 2016 Dec 15]; 41(3): 229-36. Available from: http://dx.doi.org/10.1188/14.ONF.229-236Links ]

23 Sundberg K, Eklöf AL, Blomberg K, Isaksson AK, Wengström Y. Feasibility of an interactive ICT-platform for early assessment and management of patient-reported symptoms during radiotherapy for prostate cancer. Eur J Oncol Nurs. 2015 Oct [cited 2016 Dec 15]; 19(5):523-8. [ Links ]

24 Galligioni E, Piras EM, Galvagni M, Eccher C, Caramatti S, Zanolli D, et al. Integrating m-health in oncology: experience in the Province of Trento. J Med Internet Res [Internet]. 2015 [cited 2016 Dec 16]; 17(5):e114. Available from: http://dx.doi.org/10.2196/jmir.3743Links ]

25 Rhee H, Allen J, Mammen J, Swift M. Mobile phone-based asthma self-management aid for adolescents (mASMAA): a feasibility study. Patient Prefer Adherence. 2014 [cited 2016 Dec 15]; 8:63-72. Available from: http://dx.doi.org/10.2147/PPA.S53504. [ Links ]

26 Rhee H, Miner S, Sterling M, Halterman JS, Fairbanks E. The development of an automated device for asthma monitoring for adolescents: methodologic approach and user acceptability. JMIR Mhealth Uhealth [Internet]. 2014 Apr-Jun [cited 2016 Dec 14 ]; 2(2):e27. Available from: http://dx.doi.org/10.2196/mhealth.3118Links ]

27 Risso NA, Neyem A, Benedetto JI, Carrillo MJ, Farías A, Gajardo MJ, et al. A cloud-based mobile system to improve respiratory therapy services at home. J Biomed Inform [Internet]. 2016 Oct [cited 2016 Dec 14]; 63:45-53. Available from: http://dx.doi.org/10.1016/j.jbi.2016.07.006Links ]

28 Buman MP, Epstein DR, Gutierrez M, Herb C, Hollingshead K, Huberty JL, et al. BeWell24: development and process evaluation of a smartphone "app" to improve sleep, sedentary, and active behaviors in US Veterans with increased metabolic risk. Transl Behav Med [Internet]. 2016 Sep [cited 2016 Dec 15]; 6(3):438-48. Available from: http://dx.doi.org/10.1007/s13142-015-0359-3Links ]

29 Weegen SDV, Verwey R, Spreeuwenberg M, Tange H, Weijden TVD, Witte L. The Development of a mobile monitoring and feedback tool to stimulate physical activity of people with a chronic disease in primary care: a user-centered design. JMIR Mhealth Uhealth [Internet]. 2013 Jul-Dec [cited 2016 Dec 16]; 1(2):e8. Available from: 10.2196/mhealth.2526 [ Links ]

30 Rdunez P, Tajer C. Disseminating cardiovascular disease risk assessment with a PAHO mobile app: a public eHealth intervention. Rev Panam Salud Publica [Internet]. 2015 [cited 2016 Dec 15]; 38(1):82-5. Available from: http://www.scielosp.org/pdf/rpsp/v38n1/v38n1a11.pdfLinks ]

31 Davis B, Nies M, Shehab M, Shenk D. Developing a pilot e-mobile app for dementia caregiver support: Lessons learned. Online J Nurs Inform (OJNI) [Internet]. 2014 [cited 2016 Dec 14]; 18(1). Available from: http://ojni.org/issues/?p=3095. [ Links ]

32 Dirin M, Dirin A, Laine TH. User-centered design of a context-aware nurse assistant (CANA) at Finnish elderly houses. In: Proceeding IMCOM '15 Proceedings of the 9th International Conference on Ubiquitous Information Management and Communication, 2015 Jan 8-10; Bali, Indonesia. Article No. 39. Available from: http://dx.doi.org/10.1145/2701126.2701225Links ]

33 Lindley LC, Zhou W, Mack JW, Li X. Pediatric hospice and palliative care: Designing a mobile app for clinical practice. Comput Inform Nurs [Internet]. 2014 Jul [cited 2016 Dec 14]; 32(7):299-302. Available from: http://dx.doi.org/10.1097/CIN.0000000000000084. [ Links ]

34 Kuo MC, Lu YC, Chang P. A newborn baby care support app and system for mhealth. Nurs Inform. 2012 [cited 2016 Dec 16]; 2012: 228. Available from: https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pmc/articles/PMC3799188/Links ]

35 Galvão ECF, Püschel VAA. Aplicativo multimídia em plataforma móvel para o ensino da mensuração da pressão venosa central. Rev Esc Enferm USP [Internet]. 2012 Oct [cited 2017 Mar 20]; 46(spe):107-15. Available from: http://www.scielo.br/pdf/reeusp/v46nspe/16.pdfLinks ]

36 Rezende LCM, Santos SR, Medeiros AL. Assessment of a prototype for the Systemization of Nursing Care on a mobile device. Rev Latino-am Enfermagem [Internet]. 2016 [cited 2017 Mar 20]; 24:e2714. Available from: http://dx.doi.org/10.1590/1518-8345.0898.2714Links ]

37 Connelly K, Siek KA, Chaudry B, Jones J, Astroth K, Welch JL. An offline mobile nutrition monitoring intervention for varying-literacy patients receiving hemodialysis: a pilot study examining usage and usability. J Am Med Inform Assoc JAMIA [Internet]. 2012 [cited 2016 Dec 15]; 19(5):705-12. Available from: https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pmc/articles/PMC3422827/Links ]

38 Jeon E, Park H-A. Development of a smartphone application for clinical-guideline-based obesity management. Healthc Inform Res [Internet]. 2015 [cited 2016 Dec 14]; 21(1):10-20. Available from: http://dx.doi.org/10.4258/hir.2015.21.1.10. [ Links ]

39 BinDhim NF, Shaman AM, Trevena L, Basyouni MH, Pont LG, Alhawassi TM. Depression screening via a smartphone app: cross-country user characteristics and feasibility. J Am Med Inform Assoc [Internet]. 2015 [cited 2016 Dec 19]; 22(1):29-34. Available from: https://doi.org/10.1136/amiajnl-2014-002840. [ Links ]

40 Jaensson M, Dahlberg K, Eriksson M, Grönlund Å, Nilsson U. The development of the Recovery Assessments by Phone Points (RAPP): a mobile phone app for postoperative recovery monitoring and assessment. JMIR mHealth and uHealth [Internet]. 2015 [cited 2016 Dec 19]; 3(3):e86. Available from: http://dx.doi.org/10.2196/mhealth.4649. [ Links ]

41 Alonso Rorís VM, Álvarez Sabucedo LM, Wanden-Berghe C, Santos Gago JM, Sanz-Valero J. Towards a mobile-based platform for traceability control and hazard analysis in the context of parenteral nutrition: description of a framework and a prototype app. JMIR Research Protocols [Internet]. 2016 [cited 2016 Dec 16]; 5(2):e57. Available from: http://dx.doi.org/10.2196/resprot.4907. [ Links ]

42 Dick W. A model for the systematic design of instruction. In: Tennyson RD, Schott F, Seel FSNM, Dijkstra S, editors. Instructional design: international perspectives. New York (USA)/London(UK): Routledge Taylor & Francis Group; 2012. [ Links ]

43 Dick W, Carey L, Carey JO. The Systematic Design of Instruction. Educational Technology Research and Development. 2006 [cited 2017 Mar 01]; 54(4):417-20. [ Links ]

44 Filatro A. Design instrucional na prática. São Paulo: Pearson Education do Brasil; 2008. [ Links ]

45 Filatro A, Piconez SCB. Design instrucional contextualizado. In: Congresso Internacional de Educação a Distância, 2004 Oct; Salvador, Brasil. Available from http://P.abed.org.br/congresso2004/por/htm/049-TC-B2.htm. [ Links ]

46 Cervelin S. Design Instrucional à educação profissional on-line [tese]. Florianópolis (SC): Universidade Federal de Santa Catarina, Programa de Pós-Graduação em Engenharia e Gestão do Conhecimento; 2013. [ Links ]

47 Abras, C, Maloney-Krichmar D, Preece, J. User-Centered Design. In: Bainbridge W. Encyclopedia of Human-Computer Interaction. Thousand Oaks: Sage Publications; 2004. [ Links ]

48 Schulze AN. User-Centered Design for Information Professionals. Journal of Education for Library and Information Science [Internet]. 2001 [cited 2017 Mar 12]; 42(2):116-122. Available from: http://dx.doi.org/10.2307/40324024. [ Links ]

49 Vredenburg K, Mao JY, Smith PW, Carey T. A survey of user-centered design practice. In: CHI Conference on Human Factors in Computing Systems, 2002; New York, USA. Available from: http://dx.doi.org/10.1145/503376.503460. [ Links ]

50 Endsley MR, Jones DG. Desingning for situation Awareness - an approach to user-centered design. New York (US): CRC Express: Taylor and Francis Group; 2016. [ Links ]

51 Alves RF, Vanalle RM. Ciclo de Vida de Desenvolvimento de Sistemas - Visão Conceitual dos Modelos Clássico, Espiral e Prototipação. Associação Brasileira de Engenharia de Produção [Internet]. 2001 [cited 2017 Mar 27]. Available from: http://www.abepro.org.br/biblioteca/ENEGEP2001_TR93_0290.pdfLinks ]

52 Gordon ST, Gordon JR. Sistemas de Informação: Uma Abordagem Gerencial. LTC; 2006. [ Links ]

53 Reiser RA. A History of Instructional Design and Technology; Part I: A History of Instructional Media. Berlin (GE): Educational Technology Research and Development.; 2001. [ Links ]

54 Dick W, Carey L, Carey JO. The systematic design of instruction. New York (US); Pearson; 2014. [ Links ]

55 International Organization for Standardization - ISO 13407: Human-centered design processes for interactive systems. Geneva (CH): ISO; 1999. [ Links ]

56 International Organization for Standardization - ISO 9241-210: Ergonomics of human-system interaction; Part 210: Human-centred design for interactive systems. Geneva (CH): ISO; 2010. [ Links ]

57 Dirin A, Casarini M. Adaptive m-learning application for driving licences candidates based on UCD for m-learning framework. In: CSEDU2014-6th International Conference on Computer Supported Education, 2014; Helsinki, Finland. p.187-93. Available from: https://files.ifi.uzh.ch/stiller/CLOSER%202014/CSEDU/CSEDU/Ubiquitous%20Learning/Short%20Papers/CSEDU_2014_113_CR.pdfLinks ]

Recebido: 30 de Março de 2017; Aceito: 22 de Agosto de 2017

Correspondência: Daniela Couto Carvalho Barra Universidade Federal de Santa Catarina Centro de Ciências da Saúde, Departamento de Enfermagem Bloco I, sala 503. 88040-900 - Trindade, Florianópolis, SC, Brasil. E-mail: daniela.barra@ufsc.br

Creative Commons License Este é um artigo publicado em acesso aberto (Open Access) sob a licença Creative Commons Attribution, que permite uso, distribuição e reprodução em qualquer meio, sem restrições desde que o trabalho original seja corretamente citado.