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Texto & Contexto - Enfermagem

Print version ISSN 0104-0707On-line version ISSN 1980-265X

Texto contexto - enferm. vol.27 no.2 Florianópolis  2018  Epub May 28, 2018

https://doi.org/10.1590/0104-070720180003800016 

Artigo Original

INFLUÊNCIA DA PARTICIPAÇÃO DO COMPANHEIRO NO PRÉ-NATAL: SATISFAÇÃO DE PRIMÍPARAS QUANTO AO APOIO NO PARTO1

INFLUENCIA DE LA PARTICIPACIÓN DEL COMPAÑERO EN EL PRENATAL: SATISFACCIÓN DE PRIMÍPARAS SOBRE EL APOYO EN EL PARTO

Sâmia Monteiro Holanda2 

Régia Christina Moura Barbosa Castro3 

Priscila de Souza Aquin4 

Ana Karina Bezerra Pinheiro5 

Lia Gomes Lopes6 

Eveliny Silva Martins7 

2Mestranda em Enfermagem do Programa de Pós-Graduação em Enfermagem da UFC. Fortaleza, Ceará, Brasil. E-mail: samiaenf@yahoo.com.br

3Doutora em Enfermagem. Professora do Departamento de Enfermagem da UFC. Fortaleza, Ceará, Brasil. E-mail: regiabarbosa@hotmail.com

4Doutora em Enfermagem. Professora do Departamento de Enfermagem da UFC. Fortaleza, Ceará, Brasil. E-mail: priscilapetenf@gmail.com

5Doutora em Enfermagem. Professora do Departamento de Enfermagem da UFC. Fortaleza, Ceará, Brasil. E-mail: anakarinaufc@hotmail.com

6Mestranda do Programa de Pós-Graduação em Enfermagem da UFC. Fortaleza, Ceará, Brasil, E-mail: lialopes31@gmail.com

7Mestranda do Programa de Pós-Graduação em Enfermagem da UFC. Fortaleza, Ceará, Brasil. E-mail: evelinymartins@yahoo.com.br


RESUMO

Objetivo:

correlacionar a satisfação de primíparas quanto ao apoio e à utilidade do companheiro durante o processo de parto com a sua presença e capacitação no pré-natal.

Métodos:

estudo correlacional realizado com 155 primíparas no alojamento conjunto de uma maternidade terciária. Utilizou-se a subescala 6, referente ao apoio do companheiro, do Questionário de Experiência e Satisfação com o Parto. Para testar a associação entre as variáveis foi utilizado o teste do qui-quadrado, considerando-se o nível de significância de 5%.

Resultados:

a variável presença do companheiro no pré-natal esteve estatisticamente associada à satisfação da puérpera com o apoio (p=0,0004) e com a utilidade do apoio (p=0,007) durante o trabalho de parto, enquanto a variável capacitação do companheiro no pré-natal esteve estatisticamente associada à satisfação com o apoio (p=<0,00001) e à utilidade do apoio (p=<0,001; p=<0,00001 e p=0,006) prestado pelo companheiro durante todas as fases avaliadas (trabalho de parto, parto e pós-parto imediato).

Conclusão:

as associações significativas encontradas demonstram a importância de estimular a participação do parceiro no processo parturitivo e a sua capacitação.

DESCRITORES: Enfermagem; Enfermagem Obstétrica; Parto Humanizado; Apoio Social; Relações pai-filho

RESUMEN

Objetivo:

correlacionar la satisfacción de las primíparas sobre el apoyo y para la utilidad del compañero durante el proceso de parto con su presencia y la capacitación en el prenatal.

Métodos:

estudio correlacionado y realizado con 155 primíparas en el alojamiento conjunto de una maternidad terciaria. Se utilizó la subescala 6 referente al apoyo del compañero, del Cuestionario de Experiencia y Satisfacción con el Parto. Para testear la asociación entre las variables se utilizó el test del chi-cuadrado y se consideró el nivel de significancia de 5%.

Resultados:

la variable presencia del compañero en el prenatal estuvo estadísticamente asociada con la satisfacción de la puérpera con el apoyo (p=0,0004) y con la utilidad del apoyo (p=0,007) durante el trabajo de parto. Mientras tanto, la variable capacitación del compañero en el prenatal estuvo estadísticamente asociada a la satisfacción con el apoyo (p=<0,00001) y a la utilidad del apoyo (p=<0,001; p=<0,00001 y p=0,006) prestado por el compañero durante todas las fases evaluadas (trabajo de parto, parto y postparto inmediato).

Conclusión:

las asociaciones significativas encontradas demuestran la importancia de estimular la participación del compañero en el proceso del parto y su capacitación.

DESCRIPTORES: Enfermería; Enfermería Obstétrica; Parto Humanizado; Apoyo Social; Relación padre-hijo

ABSTRACT

Objective:

to correlate the satisfaction of primiparous women regarding the support and usefulness of the partner during the delivery process with their presence and qualification in the prenatal care.

Methods:

a correlational study carried out with 155 primiparous women in the joint accommodation of a tertiary maternity hospital. The subscale 6, on the support of the partner, from the Questionnaire of Experience and Satisfaction Regarding the Childbirth was used. In order to test the association between the variables, the chi-square test was used, considering the level of significance of 5%.

Results:

the variable presence of the partner during the prenatal period was statistically associated to the satisfaction of the puerperium with the support (p=0.0004)and usefulness of the support (p=0.007) during labor, while the variable qualification of the companion in the prenatal period was statistically associated to the satisfaction with the support (p=<0.00001) and to the usefulness of the support (p=<0.001; p=<0.00001 e p=0.006) provided by the partner during all the phases assessed (labor, delivery and immediate postpartum).

Conclusion:

the significant associations found demonstrate the importance of encouraging the participation of the partner in the parturition process and their qualification.

DESCRIPTORS: Nursing; Obstetric Nursing; Humanized Birth; Social Support; Father-child relationships

INTRODUÇÃO

O parto é um processo intenso vivenciado pela mulher de acordo com a sua singularidade. Dessa forma, é importante compartilhar esse momento com alguém de confiança que possa proporcionar uma vivência mais segura à puérpera. Em estudo realizado com 105 puérperas em uma maternidade de referência em Fortaleza, CE, a inserção do acompanhante no processo de parto foi uma prática aprovada pela grande maioria das mulheres; destas, 104 (99%) consideraram importante ou muito importante, referindo-se as justificativas para tais assertivas principalmente ao apoio emocional prestado pelo acompanhante. Da maioria dos acompanhantes que se fizeram presentes durante o parto, 84 (80%) pertenciam ao sexo feminino, sendo a categoria social de acompanhante mais frequente a de mãe (33,4%) e a de esposo (19%).1

No Brasil, o Ministério da Saúde reconhece que a presença do acompanhante durante o trabalho de parto, parto e puerpério é um dos direitos da mulher e considera que a oferta de apoio à parturiente durante esses períodos, além de deixá-la tranquila e segura, contribui para a melhora de desfechos maternos e neonatais.2 Recomenda, então, que todos os esforços devam ser realizados para garantir que toda parturiente tenha uma pessoa de sua escolha para encorajá-la e dar-lhe conforto durante todo o processo do nascimento.3

Reconhecendo a importância do acompanhante, foi aprovada e sancionada a Lei nº 11.108, em abril de 2005, que trata da permissão da presença de um acompanhante escolhido pela parturiente durante todo o período de trabalho de parto, parto e pós-parto imediato.3 Foi reforçada pela Portaria nº 1.459, que institui a Rede Cegonha, visando assegurar à mulher e à criança uma assistência mais humanizada e propondo a garantia de acompanhante de escolha da parturiente, durante o acolhimento e o trabalho de parto, parto e pós-parto imediato.4

Desde os primórdios, o parto era um evento essencialmente feminino, o que fortaleceu uma cultura de exclusão do homem nesse cenário. Porém, com a luta pela humanização e vivência mais natural do parto, viu-se que a participação masculina poderia ser positiva.5

O companheiro da mulher pode ser considerado o acompanhante ideal no processo de parturição, devido a fatores como a formação de vínculo e a representação de laços de família, pois, ao acompanhar o nascimento do filho, ele estaria afirmando sua paternidade e valorizando seu papel. Estudos têm comprovado os benefícios de sua permanência durante o processo de parturição.5-8 Além disso, a presença do parceiro no parto, acompanhando todo o processo e apoiando a parturiente constantemente, tem consequências no desfecho do nascimento do bebê, como: efeitos positivos na construção do vínculo paterno, estímulo à mulher no momento de parir e diminuição de intercorrências, as quais certamente serão recordadas de forma marcante na vida do casal.9

Vale destacar a carência de estudos que avaliam o pai/companheiro no cenário do parto, sendo encontrados em sua maioria com delineamento qualitativo.10 Dessa forma, este estudo buscou trazer dados que demonstrem não só a importância do companheiro da parturiente no momento do parto, como a importância da sua presença e capacitação no pré-natal.

Portanto, é fundamental a produção de evidências científicas que dão suporte e encorajam a prática de atenção ao trabalho de parto e parto voltada ao empoderamento familiar e à satisfação com o parto, de forma a proporcionar experiências positivas e contribuir com a estruturação de uma família saudável e equilibrada. Diante disso, objetivou-se correlacionar a satisfação de puérperas primíparas quanto ao apoio e à utilidade prestada pelo companheiro durante o processo de parto com a sua presença e capacitação no pré-natal.

MÉTODO

Estudo correlacional, quantitativo, realizado entre os meses de agosto a novembro de 2015, com puérperas primíparas de parto vaginal internadas no Alojamento Conjunto de uma Maternidade Pública de referência em Fortaleza, CE, que pertence ao Complexo Hospitalar Universitário da Universidade Federal do Ceará. Essa instituição é vinculada ao Sistema Único de Saúde (SUS) e foi a primeira maternidade do estado a implementar a presença do acompanhante em sala de parto. Essa prática foi instituída em 2002, antes mesmo da homologação da Lei 11.108/053 e é estimulada desde a admissão da parturiente até a sua alta hospitalar. Além disso, as salas de parto possuem uma estrutura física e dispõem de material que permite a prestação de diversos tipos de apoio pelo acompanhante (banho de chuveiro, ginastic ball, cavalinho, entre outros).

Para estimar o tamanho da amostra adotou-se um coeficiente de confiança de 95%, prevalência de 50% para os casos de partos vaginais e erro amostral máximo permitido de 5%. Utilizando o cálculo para população finita, obteve-se uma amostra mínima de 154 participantes, sendo a amostra total igual a 155 mulheres após adotados os critérios de inclusão: puérperas primíparas, independente da idade (com devida autorização do responsável, caso menor de 18 anos); que pariram via canal pélvico-genital e que tiveram o seu companheiro como acompanhante no processo parturitivo (trabalho de parto, parto e pós-parto imediato). Foram excluídas as mulheres que tiveram recém-nascido (RN) internado na Unidade de Internação Neonatal (UTIN), ou cujo feto ou RN foi a óbito, uma vez que essas situações poderiam influenciar nas respostas relativas à satisfação com a vivência do parto.

Considerou-se presente no pré-natal o companheiro que participou de pelo menos duas consultas; para efeitos de capacitação, tomou-se a presença do companheiro em pelo menos uma atividade de preparação para acompanhar o parto fora da consulta, mas durante o período de acompanhamento pré-natal.

Realizou-se a coleta dos dados sociodemográficos e obstétricos e, para avaliação da satisfação das puérperas, utilizou-se a subescala 6 do Questionário de Experiência e Satisfação com o Parto (QESP).

Esse instrumento foi construído e validado para a população portuguesa por Costa et al,11 com o objetivo de avaliar como as mulheres percebem sua experiência do parto; além disso, foi validado e utilizado em estudos brasileiros12-13 com a devida autorização de suas autoras. Ele consta de 104 perguntas autopreenchíveis, referentes às expectativas, experiências, satisfações e à dor relativa ao trabalho de parto (TP), parto (P) e pós-parto (PP) imediato, numa escala de Likert, e é subdividido em oito subescalas.

A subescala utilizada no presente estudo aborda exclusivamente o suporte prestado pelo companheiro e possui oito perguntas referentes à experiência, satisfação que varia de 1 a 4 ("nada", "um pouco", "bastante", "muito"). O estudo psicométrico mostrou que, quanto à consistência interna, se obtiveram valores de 0,83 e 0,77 para o Alpha de Cronbach e o Coeficiente Split-half, respectivamente, que indicam uma muito boa consistência da subescala. Para organização e análise dos dados, foram utilizados os programas Excel 2010 for Windows e Statistical Package for the Social Sciences (SPSS), versão 20.0. Foi realizada análise descritiva dos dados sociodemográficos e obstétricos e o teste qui-quadrado para verificar associação entre as variáveis categóricas e os itens do QESP, adotando-se um nível de significância de 5%.

O estudo atendeu à Resolução 466/2012, do Conselho Nacional de Saúde, e todos os participantes assinaram o Termo de Consentimento Livre e Esclarecido. O projeto foi aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa da Maternidade em questão com CAAE nº 45867715.6.0000.5050.

RESULTADOS

Todas as participantes tiveram o direito a um acompanhante, mas, mais importante que isso, todos esses acompanhantes foram os pais dos bebês e atuais companheiros dessas mulheres.

Quanto ao perfil das puérperas, a idade média foi de 21,4 anos, a escolaridade correspondeu a 11 anos de estudo em média e a renda média foi de 1,8 salário mínimo*. A maioria era oriunda da capital, Fortaleza (65,8%), não branca (65,2%), vivia em união estável (63,3%), não tinha trabalho remunerado (60%) e era dona de casa (47%).

A grande maioria das mulheres era primigesta (87,8%) e 52,9% afirmou que a gestação não fora planejada. Quanto às consultas de pré-natal, a maioria (75%) realizou, no mínimo, seis consultas. Mais de 60% das entrevistadas afirmou que o parceiro compareceu a, pelo menos, duas consultas de pré-natal, mas apenas 18,1% dos companheiros compareceram a, no mínimo, uma atividade educativa de preparação para o parto.

A correlação das variáveis satisfação da puérpera quanto ao apoio prestado pelo companheiro com a presença deste no pré-natal e sua capacitação está explicita na tabela 1. Conforme podemos observar, a presença do companheiro nas consultas de pré-natal influenciou na satisfação com o apoio recebido apenas no momento do trabalho de parto (p=0,0004); a sua capacitação para o acompanhamento do parto, porém, influenciou na satisfação da puérpera com o apoio recebido em todos os momentos avaliados (p<0,00001).

Tabela 1 Associação da satisfação das puérperas quanto ao apoio prestado pelo companheiro durante o processo de parto com as variáveis presença e capacitação no pré natal. Fortaleza, CE, Brasil, 2015. (n=155) 

Variáveis Nada Um pouco Bastante Muito Total Valor dep*
N % N % N % N % N %
Apoio do companheiro no trabalho de parto
Presença no pré-natal
Sim 4 4,1 5 5,2 24 25 63 65,7 96 100 0,0004
Não 7 11,8 8 13,6 22 37,3 22 37,3 59 100
Capacitação
Sim - - - - 1 3,5 27 96,5 28 100 <0,00001
Não 6 5,1 12 10,5 43 36,7 56 47,7 117 100
Apoio do companheiro no parto
Presença no pré-natal
Sim 21 21,9 5 5,2 19 19,7 51 53,2 96 100 0,69
Não 8 13,5 9 15,3 19 32,3 23 38,9 59 100
Capacitação
Sim - - - - 1 3,5 27 96,5 28 100 <0,00001
Não 23 19,6 13 11,2 35 29,9 46 39,3 117 100
Apoio do companheiro no pós-parto imediato
Presença no pré-natal
Sim 9 9,3 10 10,4 24 25 53 55,3 96 100 0,208
Não 7 11,8 9 15,3 17 28,9 26 44 59 100
Capacitação
Sim - - 1 3,5 1 3,5 26 93 28 100 <0,00001
Não 12 10,2 16 13,7 38 32,5 51 43,6 117 100

*Teste qui-quadrado.

A tabela 2 mostra a correlação entre a utilidade do apoio prestado pelo companheiro e as variáveis presença no pré-natal e capacitação para acompanhar o parto. A presença no pré-natal influenciou apenas na satisfação com a utilidade do apoio recebido no momento do trabalho de parto (p=0,007), enquanto a capacitação para acompanhar o parto obteve significância estatística nos momentos de trabalho de parto, parto e pós-parto imediato, com valores de p=<0,001, <0,00001 e 0,006, respectivamente.

Tabela 2 Associação da satisfação das puérperas quanto à utilidade do apoio prestado pelo companheiro durante o processo de parto e as variáveis presença e capacitação no pré-natal. Fortaleza, CE, Brasil, 2015. (n=155) 

Variáveis Nada Um Pouco Bastante Muito Total Valor de p*
N % N % N % N % N %
Utilidade do companheiro no trabalho de parto
Presença no Pré-natal 0,007
Sim 4 4,1 7 7,3 13 13,6 72 75 96 100
Não 8 13,5 4 6,7 16 27,2 31 52,6 59 100
Capacitação <0,001
Sim 0 0 0 0 1 3,5 27 96,5 28 100
Não 7 5,9 11 9,4 26 22,3 73 62,4 117 100
Utilidade do companheiro no parto
Presença no Pré-natal 0,929
Sim 19 17,5 8 7 19 17,5 59 58 96 100
Não 7 11,8 8 13,5 15 25,5 29 49,2 59 100
Capacitação <0,00001
Sim 0 0 0 0 1 3,5 27 96,5 28 100
Não 20 17 15 12,8 22 18,8 60 51,4 117 100
Utilidade do companheiro no pós-parto imediato
Presença no Pré-natal 0,269
Sim 9 9,1 6 6,1 19 19,5 63 65,3 96 100
Não 6 10,1 7 11,8 13 22,2 33 55,9 59 100
Capacitação 0,006
Sim 0 0 1 3,5 2 7 25 89,5 28 100
Não 11 9,4 10 8,5 26 22,2 70 59,9 117 100

*Teste qui-quadrado.

DISCUSSÃO

Toda a amostra estudada foi composta por primíparas que desenvolvem medos e inseguranças com maior facilidade,14 necessitando, portanto, de maior apoio. A literatura indica que o fato de receber cuidado e conforto no momento do parto pode influenciar positivamente as atitudes da parturiente.2

Estudos realizados no Brasil constataram que a realização de seis ou mais consultas de pré-natal, bem como o envolvimento do parceiro nessas consultas estiveram diretamente ligados à sua presença como acompanhante da mulher no trabalho de parto e parto.2,10 Fato que corrobora com o nosso achado, já que 75% da amostra realizou seis ou mais consultas de pré-natal. Isso evidencia a extrema importância da realização de, pelo menos, o mínimo de consultas recomendado pelo Ministério da Saúde e do início precoce destas, ainda no primeiro trimestre de gestação, além da realização do pré-natal do parceiro.

A mulher que é preparada desde o pré-natal acerca de orientações relativas à gestação, parto e puerpério, vivenciará esses momentos com maior segurança e satisfação,7 fato que pode se estender ao seu parceiro.8 Nesse contexto, planejar o parto contribui positivamente para a preparação da mulher durante o trabalho de parto e parto, aprimorando as dimensões acerca da segurança, efetividade, satisfação e empoderamento da mulher.15

Nesta pesquisa, conforme visto anteriormente, a maioria dos parceiros compareceu a, pelo menos, duas consultas de pré-natal. Essa adesão dos parceiros no pré-natal é diferente da maioria dos estudos que destacam a baixa ou nenhuma participação dos pais às consultas.5-6,8

No geral, as gestantes que se preocupam em ter um acompanhante durante o pré-natal também são as que mais terão a presença do acompanhante durante o trabalho de parto e parto,1 o que demonstra a importância de o enfermeiro estimular a presença do acompanhante desde o pré-natal. A inclusão do parceiro no contexto do pré-natal e no trabalho de parto e parto encontra reflexo no desempenho do profissional nesse cenário, visto que muitos homens apresentam uma percepção incerta acerca de sua função nos serviços das maternidades, em especial durante o parto, o que contribui para a criação de uma tendência de alienação no que diz respeito ao papel do parceiro durante o puerpério.16

Os cursos de preparação para o parto facilitam o envolvimento do companheiro durante a gravidez, o nascimento e os cuidados ao recém-nascido; porém, a decisão de estar presente durante o trabalho de parto e parto deve ser reflexo de uma decisão consciente. O preparo para acompanhar o parto traz maior segurança para o acompanhante, que saberá como proceder e poderá utilizar técnicas não farmacológicas para o alívio da dor, traz benefícios à mulher que receberá um apoio pautado em evidências científicas, bem como para a equipe de saúde, que encontrará no acompanhante um aliado, culminando numa vivência de parto mais satisfatória para todos os envolvidos.10

Uma revisão sistemática realizada em 2015 com o objetivo de sintetizar a evidência sobre a influência do acompanhamento masculino nos resultados durante o ciclo gravídico-puerperal constatou que durante o trabalho de parto e parto a presença masculina esteve associada à alta qualidade do parto, além disso, durante o período pós-natal precoce, o acompanhamento pré-natal masculino associou-se a uma maior aceitação dos serviços e orientações no puerpério imediato.17

Os pais apresentam grandes expectativas e curiosidade relacionadas ao seu papel durante o trabalho de parto e demonstram cada vez mais interesse e empenho em participar e se envolver nas sessões formativas de preparação para o parto. Estudos demonstram que os pais que acompanham o nascimento de seus filhos experimentam sentimentos ambivalentes como alegria e medo, constatando que é natural que, ao longo do desenvolvimento do trabalho de parto, desencadeiem sentimentos de ansiedade por vezes relacionados com o fato de não conseguirem ajudar a mulher nos momentos de maior dor/desconforto.8,18-19

Diante de tais dados, pode-se refletir sobre a importância da participação dos pais em aulas de preparação para o parto. Entretanto, na amostra do presente estudo, a adesão a esse tipo de capacitação foi pequena.

As atividades de apoio variam de acordo com as necessidades, desejo e cultura da mulher.20 As ações desempenhadas pelos acompanhantes são tão importantes durante o trabalho de parto e parto quanto os cuidados obstétricos dos profissionais de saúde.21

Em relação à satisfação das puérperas com o parceiro, como acompanhante no processo parturitivo, pode-se perceber que a maioria delas respondeu estar "bastante" ou "muito" satisfeita com o apoio e a utilidade do parceiro nos momentos de trabalho de parto, parto e pós-parto imediato.

Estudos revelam que a presença e a participação do acompanhante produzem reflexos positivos em várias esferas da assistência ao nascimento e parto. O acompanhante mostra-se como uma tecnologia não invasiva durante o trabalho de parto e seu efeito favorece os potenciais internos da mulher para a tomada de decisões.10 O envolvimento do parceiro, quando estimulado efetivamente pelo profissional de saúde, contribui para as tomadas de decisão compartilhadas entre o casal acerca do tipo de parto, da escolha da maternidade, assim como a efetivação de maior conhecimento relativo aos sinais de risco durante a gestação, parto e puerpério.21

Em pesquisa realizada com 23.940 puérperas, constatou-se que a maior parte das mulheres relatou a presença de um acompanhante em algum momento do parto e que essa presença foi relacionada a menores índices de violência verbal, psicológica ou física, menor tempo de espera no atendimento, maior respeito por parte dos profissionais, maior privacidade no processo parturitivo, maior clareza nas explicações, maior tempo para fazer perguntas, maior participação nas decisões, culminando em maior satisfação com o atendimento ao parto.22

Ainda nesse contexto, outro estudo encontrou que os acompanhantes entrevistados que participaram de curso preparatório demonstraram que as orientações recebidas foram fundamentais para reduzir a ansiedade e proporcionar segurança tanto para a mulher quanto para eles mesmos.23-24

No que se refere à associação da presença do companheiro nas consultas de pré-natal com o seu apoio e a sua utilidade no processo, foi visto que essa presença nas consultas influencia na avaliação da mulher sobre o apoio e a utilidade dele apenas no trabalho de parto.

Vale ressaltar que é papel do enfermeiro orientar e estimular as gestantes quanto à presença do acompanhante, não só em sala de parto, mas também no pré-natal, pois ele estará mais empoderado e capacitado para oferecer apoio à mulher e à criança desde o início do ciclo gravídico-puerperal. Sendo assim, o acompanhante que participa das consultas de pré-natal pode oferecer maior apoio à mulher em vista do nascimento de seu filho, fazendo com que a sua satisfação com esse evento seja ainda maior.24

A presença do parceiro nas consultas de pré-natal não foi significante na satisfação da mulher, nos momentos de parto e pós-parto imediato, provavelmente devido à carência de orientações por parte dos profissionais durante as consultas, já que a quantidade de consultas não reflete, necessariamente, a qualidade dessas. Além disso, o estudo foi feito com primíparas, fato que pode ter acentuado essa inibição; por se tratar do primeiro filho do casal, o homem inexperiente e que não tenha recebido orientações satisfatórias nas consultas de pré-natal provavelmente não saberá como agir no momento em que se dá o nascimento.

Destacamos que houve grande adesão dos pais às consultas de pré-natal; porém, a participação em capacitações para o momento do parto foi pequena, fato que reflete uma grande necessidade de atenção, visto que participar de atividades educativas influenciou fortemente na satisfação da parturiente e no comportamento desses acompanhantes diante da experiência do parto.

Os cursos para gestantes, acompanhantes e casais têm se mostrado uma tecnologia educativa bastante eficaz.25 É inegável que a presença do acompanhante pode trazer benefícios ao processo parturitivo em seus mais diversos e complexos aspectos; entretanto, um acompanhante que esteja despreparado para vivenciar o momento pode proporcionar um efeito contrário, causando tensão e desconforto, por não saber como agir e/ou não ter conhecimento acerca da fisiologia do trabalho de parto e parto.

Sobre o papel desempenhado pelos acompanhantes no processo de parto, em um estudo qualitativo realizado em uma maternidade pública do Paraná, foram relatadas ações como acalmar, estar presente, encorajar e transmitir força, distrair e proporcionar apoio. A experiência foi percebida pelas mulheres como ações facilitadoras do trabalho de parto e parto.10 Estudo randomizado realizado com 100 nulíparas mostrou que as mulheres que receberam apoio contínuo do acompanhante, apresentaram menor duração da primeira e segunda fases do trabalho de parto e no número de partos cesáreos.26 Enquanto outro estudo demonstrou que os efeitos de um acompanhante despreparado são bastante negativos tanto para a parturiente quanto para a equipe de saúde.27

Um estudo realizado com vinte puérperas em uma maternidade de nível secundário constatou que nem sempre as mulheres foram acompanhadas por quem gostariam, pois o trabalho impossibilitava os pais de seus filhos a participar desses eventos.28 A participação paterna é fator importante, pois o pai também contribui para esse momento, oportunizando o desenvolvimento do vínculo com a criança desde o nascimento, compartilhando as responsabilidades com a companheira e vivenciando o momento do parto, que é único na vida do casal.

Em um estudo qualitativo realizado junto a enfermeiros de centros obstétricos de 12 serviços de saúde em Santa Catarina, foram identificados diversos motivos que limitavam a presença do acompanhante nas unidades. Dentre eles, a resistência dos profissionais do serviço que impunham ações burocráticas para a inserção dos acompanhantes, temiam a avaliação desses ou achavam que atrapalhavam o serviço. A falta de estrutura física, recursos humanos e materiais e a não instituição da Lei do Acompanhante nos referidos serviços de saúde foram outras temáticas que surgiram a partir da discussão do estudo.29

CONCLUSÃO

A maioria das puérperas respondeu estar bastante ou muito satisfeita para todas as questões a que se referia a subescala do QESP, referente ao apoio do companheiro.

A experiência de ser acompanhada pelo parceiro durante o processo parturitivo foi considerada positiva pela quase totalidade das puérperas, reforçando a importância desse acompanhante na referida ocasião, favorecendo o fortalecimento do vínculo entre o casal e com o recém-nascido.

Enfatiza-se, ainda, a importância de ter um acompanhante que, mais do que estar presente, saiba como agir nas situações que envolvem o nascimento de um bebê.

Ressalta-se a importância de estimular a participação do parceiro desde o pré-natal, visto que essas consultas são destinadas, além da avaliação do bem-estar materno e fetal, às orientações acerca do ciclo gravídico-puerperal, dos cuidados com o bebê e da amamentação. É nesse momento que futuras mães e pais podem ser capacitados e orientados quanto à vivência do parto e à permissão da presença de um acompanhante.

Uma das limitações do estudo foi a dificuldade de encontrar mulheres que tiveram seus companheiros como acompanhante no parto, seja porque preferiram o apoio de outras pessoas, seja por não apresentarem conhecimento sobre a lei do acompanhante.

Sugere-se a realização de estudos que avaliem a diferença entre a satisfação da mulher se acompanhada pelo parceiro ou por outros acompanhantes, bem como a realização de pesquisas que avaliem a relação entre a capacitação do acompanhante e os indicadores de bem-estar maternos e fetais.

*Valor do salário mínimo no ano de 2016: R$ 880,00.

1Artigo extraído da monografia - O parceiro como acompanhante do processo parturitivo: avaliação da satisfação de primíparas, apresentada ao Departamento de Enfermagem Universidade Federal do Ceará (UFC), em 2015.

REFERÊNCIAS

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Recebido: 27 de Setembro de 2016; Aceito: 22 de Maio de 2017

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