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Texto & Contexto - Enfermagem

Print version ISSN 0104-0707On-line version ISSN 1980-265X

Texto contexto - enferm. vol.28  Florianópolis  2019  Epub July 10, 2019

https://doi.org/10.1590/1980-265x-tce-2018-0160 

ARTIGO ORIGINAL

ADAPTAÇÃO TRANSCULTURAL DO INSTRUMENTO DE AUTOAVALIAÇÃO DO FUNCIONAMENTO OCUPACIONAL PARA LÍNGUA BRASILEIRA DE SINAIS

Luana Foroni Andrade1  2 

Fabiana Elias Marquez3 

Geyse Araújo Ferreira4 

Simone Rocha Pereira5 

Isabel Aparecida Porcatti de Walsh6 

Maria Helena Barbosa1 
http://orcid.org/0000-0003-2749-2802

1Universidade Federal do Triângulo Mineiro, Programa de Pós-Graduação em Atenção à Saúde. Uberaba, Minas Gerais, Brasil.

2Universidade Federal de São Paulo, Campus Baixada Santista, Santos, São Paulo, Brasil.

3Centro de Capacitação de Profissionais da Educação e de Atendimento às Pessoas com Surdez. Uberaba, Minas Gerais, Brasil.

4Universidade Federal do Triângulo Mineiro. Uberaba, Minas Gerais, Brasil.

5Universidade de Uberaba. Uberaba, Minas Gerais, Brasil.

6Universidade Federal do Triângulo Mineiro. Departamento de Fisioterapia. Uberaba, Minas Gerais, Brasil.


RESUMO

Objetivo:

realizar a adaptação transcultural do instrumento Autoavaliação do Funcionamento Ocupacional para Língua Brasileira de Sinais.

Método:

pesquisa metodológica prospectiva com tradução e adaptação transcultural do português brasileiro para a Língua Brasileira de Sinais, realizada de agosto de 2016 a outubro de 2017, a partir da metodologia para tradução em língua de sinais baseada em evidência, com as etapas de tradução (perfis heterogêneos entre os tradutores), síntese das traduções, retrotradução, revisão por juízes (validação e análise semântica), teste-piloto e versão final do instrumento em Língua Brasileira de Sinais em vídeo.

Resultados:

foram levantadas necessidades de modificação do pronome e acrescentados sinais que pudessem expressar a autorreflexão em perguntas, com a utilização de pronomes na primeira pessoa. Ainda foram averiguados: necessidade de substituição de alguns sinais, o uso da datilologia, modificação do nome de um domínio para o contexto e a realidade da população, bem como ajustes e indicações de utilização da versão online em Língua Brasileira de Sinais, através de equipamentos com maior velocidade de internet.

Conclusão:

o teste-piloto mostrou que a validação aparente e de conteúdo, durante o processo de adaptação transcultural para Língua Brasileira de Sinais do instrumento Autoavaliação do Funcionamento Ocupacional, foi satisfatória.

DESCRITORES Linguagem de sinais; Estudos de validação; Terapia ocupacional; Surdez; Tradução

ABSTRACT

Objective:

to carry out the cross-cultural adaptation of the instrument Self-Assessment of Occupational Functioning for Brazilian Sign Language.

Method:

prospective methodological research with translation and cross-cultural adaptation of Brazilian Portuguese into the Brazilian Sign Language, held from August 2016 to October 2017, based on the methodology for evidence-based sign language translation, with translation stages (profiles heterogeneity among translators), synthesis of translations, back-translation, review by judges (validation and semantic analysis), pilot test and final version of the instrument in video Brazilian Sign Language.

Results:

needs for modifying the pronoun were raised and signs were added that could express self-reflection in questions using first-person pronouns. The following were also investigated: the need to replace some signals, the use of the datiological alphabet, the modification of the domain name to the context and the reality of the population, as well as adjustments and indications of use of the online version in Brazilian Sign Language, through equipment with greater speed of internet.

Conclusion:

the pilot test showed that the apparent validation and content, during the process of cross-cultural adaptation to the Brazilian Sign Language of the Self-Assessment of Occupational Functioning instrument, was satisfactory.

DESCRIPTORS Sign language; Validation studies; Occupational therapy; Deafness; Translation

RESUMEN

Objetivo:

realizar la adaptación transcultural del instrumento Autoevaluación del Funcionamiento Ocupacional para el Lenguaje Brasileña de Señas.

Método:

investigación metodológica prospectiva con traducción y adaptación transcultural del portugués brasileño para el Lenguaje Brasileño de Señas, realizado entre agosto de 2016 y octubre de 2017, a partir de la metodología para la traducción en lenguaje de señas basada en evidencia, con etapas de traducción (perfiles heterogéneos entre los traductores), síntesis de las traducciones, retrotraducción, revisión por jueces (validación y análisis semántico), test-piloto y versión final del instrumento en Lenguaje Brasileño de Señas en video.

Resultados:

se planteó la necesidad de modificar el pronombre y agregar señas que puedan expresar la autorreflexión en preguntas, con el uso de pronombres en primera persona. También se estudió la necesidad de reemplazar algunas señas, el uso de la dactilología, la modificación del nombre de un dominio para el contexto y la realidad de la población, así como realizar ajustes e indicaciones de uso de la versión online en Lenguaje Brasileño de Señas, a través de equipos con mayor velocidad de internet.

Conclusión:

el test-piloto demostró que la validación aparente y de contenido ha sido satisfactoria durante el proceso de adaptación transcultural para el Lenguaje Brasileño de Señas del instrumento Autoevaluación del Funcionamiento Ocupacional.

DESCRIPTORES Lenguaje de señas; Estudios de validación; Terapia ocupacional; Sordera; Traducción

INTRODUÇÃO

Instrumentos clínicos e de pesquisa com medidas confiáveis e válidas se fazem necessários para aplicação de protocolos eficazes. Muitos instrumentos criados para variados fins podem não estar ajustados às necessidades de uma nova população. Assim, diante de uma nova cultura, é preciso que estes instrumentos sofram adaptação transcultural, avaliação da confiabilidade e da validade da versão traduzida.1

Investigar as propriedades métricas de um instrumento implica que, para serem confiáveis, as medidas deste instrumento devem gerar os mesmos resultados, sendo replicáveis e consistentes. Se for possível medir o que se pretende há a validação.2 Diferentes tipos de validação podem ser realizados. Uma delas é a validade de conteúdo que ocorre a partir da confirmação de que o conteúdo de um instrumento mede efetivamente um determinado fenômeno.3 Um outro tipo de validação muito importante é a validade aparente. Esta deve ser realizada por um grupo de juízes, confirmando se o instrumento mede o que sugere, vinculando-se a uma teoria de suporte, quando se compara a outras definições.2

Um dos modelos de adaptação transcultural mais importantes e utilizados nas últimas décadas4-8 tem sido o modelo proposto por Beaton e seus colaboradores.9 Todavia esse método volta-se às necessidades das línguas orais.

Em populações que utilizam língua de sinais (LS) para comunicação, a adaptação transcultural pode exigir uma série de outras ações para garantir que atinjam e abarquem as especificidades dessas pessoas que possuem características linguísticas e culturais singulares com experiências visoespaciais em detrimento das orais-auditivas.

Sabe-se que instrumentos traduzidos, adaptados e validados para a população surda ainda são escassos10 com a utilização de protocolos variados para a tradução. Em uma recente revisão de literatura,11 baseando-se em reflexões acerca da multiplicidade de protocolos de tradução que têm sido utilizados com pessoas surdas, que utilizam a LS, foi proposta uma metodologia baseada em evidências para tradução de instrumentos na área da saúde para Língua Brasileira de Sinais (LIBRAS). Nessa revisão foi averiguado que, em diferentes países, existem estudos que adaptam metodologias utilizadas em línguas orais para as necessidades da cultura surda e da LS,12-14outros utilizam traduções com auxílio simultâneo de intérpretes ou aplicativos, ferramentas eletrônicas15-16e aqueles que fazem apenas a tradução simples.17

Um importante profissional da saúde, que tem por foco compreender o comportamento ocupacional e a experiência humana no desempenho de atividades, é o terapeuta ocupacional que busca habilitar as pessoas a exercerem suas atividades do dia a dia com o melhor aproveitamento e desempenho possível. Avaliar a compreensão sobre a própria funcionalidade, capacidade e o quanto o sujeito sente-se motivado a desempenhar uma atividade ou ocupação torna-se fundamental para esse profissional na proposição de um plano terapêutico eficaz. Um instrumento que busca avaliar o funcionamento ocupacional, na perspectiva de levantar como o sujeito avalia seu próprio desempenho nas diferentes atividades realizadas em seu cotidiano e o quanto ele se vê capaz para esta condição, é o instrumento de Autoavaliação do Funcionamento Ocupacional (Assessment of Occupational Functioning - SAOF).

Compreendendo o impacto que a visão de incapacidade ou baixo funcionamento ocupacional pode acarretar nas diferentes áreas da vida e a falta de instrumentos traduzidos para LIBRAS no país e seguindo a metodologia baseada em evidências para tradução de instrumentos na área da saúde para LIBRAS,11 este estudo se propôs a realizar a adaptação transcultural do instrumento SAOF para Língua Brasileira de Sinais .

MÉTODO

A pesquisa caracteriza-se como metodológica prospectiva, a partir da adaptação transcultural do instrumento SAOF.

Em um primeiro momento, foi realizado o contato via correio eletrônico com a autora principal do instrumento, Ms. Kathi Brenneman Baron, em agosto de 2016, solicitando autorização para o processo.

O instrumento SAOF foi elaborado para ser aplicado com pessoas na faixa etária de 14 a 85 anos, sendo autoaplicável ou ainda com a opção de ser aplicado por um entrevistador. O foco do SAOF é o funcionamento ocupacional, abrangendo sete áreas: causalidade pessoal; valores; interesses; papéis; hábitos; habilidades (físicas ou mentais) e meio ambiente.1,18O instrumento possui uma versão validada para o português brasileiro com opções para 34 perguntas entre sim, não ou não sei, e mais uma pergunta final aberta para descrever os ambientes referentes ao domínio meio ambiente.19

Etapas da adaptação transcultural

A tradução e a adaptação transcultural do instrumento do português brasileiro para a LIBRAS seguiram a metodologia proposta por Andrade e colaboradores.11 Consideraram evidências científicas encontradas adotando cinco etapas que devem ser seguidas abarcando as necessidades da população: 1) Tradução; 2) Síntese das traduções; 3) Retrotradução; 3) Revisão por juízes (validação e análise semântica); 4) Teste-piloto e 5) Versão final em vídeo.

Tradução

Por meio de vídeo, cinco traduções individualizadas para LIBRAS foram realizadas e registradas, de agosto de 2016 a maio de 2017. A amostra de tradutores foi do tipo bola de neve por conveniência, a partir dos critérios: homens ou mulheres bilíngues e biculturais, participantes da comunidade surda, intérpretes com certificação, professores de LIBRAS, pessoas surdas ou profissionais da saúde. Os pesquisadores controlaram a seleção da amostra, buscando perfil heterogêneo quanto aos critérios profissão, faixa etária e escolaridade. O primeiro contato foi realizado com professores surdos de uma universidade pública da região de atuação dos pesquisadores do presente estudo, para indicação de um tradutor surdo com certificação e experiência. Foi indicada uma professora surda de uma universidade particular da região. Depois do aceite e realização da primeira gravação, os critérios de inclusão da amostra foram apresentados à primeira tradutora, pedindo a indicação de uma nova pessoa. Esse processo foi repetido, respeitando a necessidade de perfil heterogêneo na amostra, até o número de cinco participantes dessa etapa. A escala de resposta do SAOF, na versão adaptada para o português brasileiro, possui apenas as opções sim, não e não sei. Assim, a adaptação da escala de resposta apenas traduziu os sinais correspondentes em LIBRAS.

Síntese das traduções

A síntese das cinco traduções foi realizada pela análise de um grupo bilíngue (Português/LIBRAS) e bicultural, formado por professores e pesquisadores surdos e ouvintes da universidade em que o projeto foi iniciado em três encontros semanais, durante o período de maio de 2017. As traduções foram assistidas e avaliadas quanto à clareza e compreensão, aos aspectos linguísticos e à necessidade de ajustes, conforme quadro 1. Cada membro assinalava a melhor versão traduzida de cada item, podendo ainda sugerir modificações, ajustes e correções na última coluna. Ao final, a versão 2 (V2), versão acordada entre os participantes desta etapa, foi gravada em LIBRAS com uma intérprete certificada.

Retrotradução

Nesta etapa, seguindo a metodologia para tradução em língua de sinais baseada em evidência,11 uma intérprete ouvinte e um professor de LIBRAS surdo, certificados, também indicados pelos professores surdos da universidade pesquisada, no mesmo processo de amostra por conveniência, foram convidados a traduzir, individualmente, para o português brasileiro o instrumento na versão V2 em LIBRAS, durante o mês de junho de 2017. Ambos não tiveram contato com o instrumento original.

Revisão por juízes e análise semântica

A versão V2 foi avaliada e comparada à retrotradução e ao instrumento original. Para realização dessa etapa, uma amostra por conveniência, por meio da análise de currículos Lattes de professores doutores da área da saúde ou voltados a estudos sobre linguística com pesquisas com a população surda e com a língua brasileira de sinais ou ainda pela indicação dos próprios participantes, amostra do tipo bola de neve, foi levantada. Cinco juízes pesquisadores e doutores, fluentes em LIBRAS, entre surdos e ouvintes foram convidados a participar desse processo, buscando concordância de itens e avaliação sobre a tradução do instrumento quanto ao significado dos itens e aos domínios do instrumento original. Para validação aparente e de conteúdo, os pesquisadores realizaram a análise semântica sugerindo ajustes e adequações, durante o período de julho a outubro de 2017.

Quadro 1 Quadro utilizado para síntese das traduções e elaboração da versão 2 (V2). Uberaba, MG, Brasil, 2018 

Item Tradutores Sugestão de modificação
Tradutor 1 Tradutor 2 Tradutor 3 Tradutor 4 Tradutor 5
Título
Causalidade pessoal
Pergunta 1
Pergunta 2
Pergunta 3

Teste-piloto e filmagem da versão final

A versão final foi produzida após a validação aparente e de conteúdo, em outubro de 2017. A produção da versão final prezou pela participação de uma intérprete certificada, bem como por um ambiente com equipamentos de vídeo e iluminação adequada. Um pré-teste foi realizado com uma amostra de dez sujeitos por conveniência, a partir do contato com a Associação de Surdos e membros da comunidade surda da cidade dos pesquisadores, no mesmo período.

RESULTADOS

O processo de tradução foi realizado seguindo protocolos exigidos para filmagem, tanto para o ambiente quanto para o intérprete.20 Cinco tradutores, entre surdos e ouvintes, foram recrutados, seguindo os critérios citados anteriormente. Os perfis dos tradutores variaram quanto à escolaridade, sendo do ensino médio até o nível de doutorado, idade de 23 a 40 anos.

Para elaboração da versão 2 (V2), um grupo formado por três professores pesquisadores com a titulação mínima de mestre assistiu e analisou as traduções, produzindo a síntese destas. Os pesquisadores deveriam escolher a melhor tradução para cada item do instrumento, podendo propor ajustes.

Foram considerados necessários ajustes quanto aos aspectos semânticos para modificação do pronome “eu” para o pronome “você”, assim como do pronome “meu” para “seu”. Foi indicado que, por ser um instrumento autorrespondido, a imagem do intérprete poderia confundir o participante, sem que ele compreendesse que as questões tinham cunho autorreflexivo. Outra consideração levantada foi a de que sinais que possuem mais de um significado em LIBRAS deveriam ser substituídos, por exemplo, o sinal habilidades, que também possui a tradução de profissional, substituído pelo sinal capacidade.

Sinais antigos ou com variações linguísticas significativas foram substituídos ou optou-se pela utilização de dois sinais. É o caso de LIBRAS que possui sinais mais novos que têm sido utilizados pela comunidade acadêmica, sendo escolhida a utilização do sinal mais antigo junto ao sinal mais atual. Alguns sinais como “papel” e “objetivo” foram questionados quanto ao conhecimento pela maioria das pessoas surdas, sendo substituídos pelos sinais “comportamento social/compromisso/responsabilidade” e “sonho/projeto/futuro” respectivamente.

Para o processo de retrotradução, a V2 foi apresentada a dois participantes. Um professor de Libras surdo e uma intérprete ouvinte, ambos certificados e que traduziram novamente para o português a versão V2. As duas retrotraduções foram agrupadas e apresentadas ao Comitê de Juízes para o processo de validação aparente (Quadro 2).

O processo de validação aparente e de conteúdo da versão em LIBRAS do instrumento SAOF foi realizado a partir da análise de cinco juízes. Foram mantidos aqueles itens que obtiveram proporção de concordância maior que 80%. Os itens com menor concordância foram ajustados, como sugerido pelos juízes, sendo que todas as considerações foram posteriormente analisadas pelo grupo de pesquisadores deste estudo quanto à pertinência.

Nove itens foram reformulados. Os juízes sugeriram a inclusão de sinais reflexivos no início de algumas perguntas somadas à substituição dos pronomes traduzidos para a terceira pessoa “você” e “seu”, para “eu” e “meu/minha”. Como se encontra no instrumento original. Essa sugestão suprimiria a dúvida levantada no processo de tradução sobre a mediação do intérprete. Os itens Pergunta 2; Pergunta 7; Pergunta 10; Pergunta 14; Pergunta 16; Pergunta 18 e Pergunta 34 sofreram essa alteração.

Para o domínio número sete, Meio ambiente, foi sugerida a alteração do nome para Ambiente/lugar com o objetivo de não confundir o participante com termos de outros contextos. Na Terapia Ocupacional, neste modelo e instrumento, a palavra meio ambiente é utilizada para descrever todo o ambiente de realização das ocupações com seus recursos físicos, materiais e recursos humanos. Todavia, a palavra meio ambiente foi unanimemente confundida ou levantada essa possibilidade de confusão pelos juízes com o conceito da biologia referente ao de ecossistema. Assim, optou-se por utilizar o sinal e a datilologia de ambiente/lugar.

Na Pergunta 7, o sinal “significado” foi substituído por “importante”, enquanto na Pergunta 10, o sinal “descobrir” da V2, referente a “identificar” no instrumento original, foi substituído por “encontrar”. O sinal papel, referente a papel ocupacional das Perguntas 14, 16 e 18, foi substituído pela utilização dos sinais comportamento/compromisso/ responsabilidade juntos.

Todos os itens “domínio” do instrumento passaram a ter a datilologia do termo em questão junto à legenda, que é informativa, para evitar um cruzamento lexical com outro campo semântico.

Uma versão final foi gravada para realização do teste-piloto que foi aplicado com 10 pessoas surdas e maiores de 18 anos. O tempo médio de aplicação do instrumento foi de 40 minutos. Por meio do teste constatou-se que o questionário online deve ser respondido preferencialmente em computadores com internet de maior velocidade.

Quadro 2 Quadro ilustrativo com alguns itens apresentados para validação aparente pelo Comitê de Juízes. Uberaba, MG, Brasil, 2018 

Itens do Instrumento Versão em Português Versão em LIBRAS - Glosas Retro tradução 1 Retro tradução 2 Avaliação Juízes
Pergunta 1 Conheço minhas habilidades? <PERGUNTA NÚMERO UM> afirm
<VOCÊ PERCEBER PRÓPRI@ SU@ CAPACIDADE> qu
Você percebe que é capaz de fazer? Você percebe que tem capacidade? ( ) adequado ( ) inadequado Justificar:
Pergunta 2 Espero sempre resultados positivos das minhas ações e projetos? <PERGUNTA NÚMERO DOIS> afirm
<VOCÊ SEMPRE ESPERAR RESPOSTA BOA SU@ VIDA>afirm
<TAMBÉM FAZER COIS@ FUTURO>qu
Você sempre espera a resposta boa na sua vida e também fazer as coisas no seu futuro? Você sempre espera respostas para as coisas da sua vida e também faz coisas para o seu futuro? ( ) adequado
( ) inadequado
Justificar:

A utilização de equipamentos como celulares e tablets com internet de baixa velocidade pode levar à perda do questionário, devido a falhas na internet e à dificuldade para fazer download dos vídeos. Sugere-se que a utilização do instrumento seja feita em locais de apoio, quando a pessoa surda não possuir computador em sua residência. Estes lugares podem ser associações e federações de surdos estaduais e nacional, bem como espaços públicos que disponibilizam estas ferramentas de forma gratuita, como bibliotecas públicas.

Ressalta-se, ainda, que todas as etapas deste processo foram gravadas em vídeo, permitindo o arquivamento e consulta posteriores. Garantindo-se assim aos pesquisadores surdos e aos ouvintes equiparação de oportunidade em relação à disponibilidade dos documentos e aos materiais do estudo. Também se destaca que, ao final da pesquisa, foi sugerida a inserção de legendas opcionais em português para complementar e facilitar a compreensão contextual do instrumento.

DISCUSSÃO

Os resultados da presente pesquisa ressaltam aspectos importantes referentes ao processo de adaptação transcultural em estudos metodológicos voltados à tradução e validação de instrumentos para LS.

Foram levantadas necessidades de modificação do pronome ou acrescentados sinais que pudessem expressar a autorreflexão em perguntas com a utilização de pronomes na primeira pessoa. Ainda foram averiguados a necessidade de substituição de alguns sinais, o uso da datilologia, a modificação do nome de um domínio para o contexto e realidade da população, bem como ajustes e indicações de utilização da versão online em LIBRAS, através de equipamentos com maior velocidade de internet.

O perfil heterogêneo de intérpretes, na primeira etapa de tradução, segue a metodologia de Andrade e colaboradores11 que ressaltam em suas reflexões estudos na literatura que enfatizam a importância e o enriquecimento deste processo com a participação de pesquisadores ou participantes bilíngues e biculturais com características diversas em formação, atuação, bem como idade, dependendo da população-alvo.

O fato de LIBRAS ser gestual-visual acrescenta obstáculos ao processo de tradução já comum às línguas orais, como a necessidade de compreensão de uma rica e complexa estrutura linguística com grande número de variações culturais, dentro do próprio território nacional.21 A substituição de sinais ou acréscimo de outros para melhor compreensão dos participantes ilustra essa necessidade. Uma pesquisa recente de validação de conteúdo realizada no Estado da Paraíba, Brasil, trouxe a necessidade de modificação da linguagem para a identificação dos sinais e sintomas clínicos de infecções sexualmente transmissíveis para acesso à população surda, optando durante a tradução por uma linguagem de senso comum, mais simples e clara.22

A utilização da datilologia junto a um sinal nominal, como ocorrido na presente pesquisa, configura-se como um facilitador no processo de adaptação transcultural. A datilologia é comumente usada e descrita na literatura como uma ferramenta utilizada para expressar nome de pessoas, localidades e/ou palavras sem sinal específico. Ainda se considera possível sua utilização através do alfabeto manual por pessoas ouvintes que não sabem o sinal correspondente à palavra que gostariam de expressar.23

Sobre outro ponto importante, as diferenças conceituais de um termo de uma língua para a outra podem suscitar a configuração de uma nova expressão, objetivando o alcance e compreensão do contexto que se quer atingir. Durante a adaptação transcultural desta pesquisa, o domínio 7, Meio ambiente, do instrumento original sofreu a alteração para Ambiente/local.

O instrumento SAOF surge do Modelo da Ocupação Humana (MOH) que concebe o homem como um sistema aberto, em que seu comportamento ocupacional resultaria desse sistema,24 em constante mudança e organização.25 Nesse modelo, a ocupação é aspecto central da experiência humana, compreendida como inata e espontânea devido ao desejo do homem de explorar e dominar o meio ambiente, tornando-o único entre os animais.24 Nesta perspectiva, o domínio Meio ambiente neste instrumento faz referência aos locais onde o indivíduo vive, incluindo nele as pessoas, objetos e recursos sociais,18 para além do espaço físico. Durante as validações, foi mencionada pelos juízes a possibilidade de o domínio meio ambiente ser confundido com termos da biologia e ecologia. Assim, a necessidade de ajuste do termo fez-se justificável para compreensão do contexto e referência do termo na perspectiva adotada pelo MOH. A modificação de um termo ou ainda a necessidade de ajuste da linguagem são ilustradas em outras pesquisas. Um estudo de validação britânico mencionou em sua fase de teste que os surdos, por vezes, compreendem os conceitos relacionados à saúde, a partir de suas experiências na comunicação.26 Termos que não estão presentes no vocabulário ou contexto daquela comunidade podem exigir maiores alterações e ajustes, durante o processo de adaptação transcultural do instrumento.

O teste-piloto levantou como aconselhável a possibilidade de aplicação da versão online em LIBRAS, preferencialmente em equipamentos com maior velocidade de internet. Outro estudo que utilizou ferramentas online também apontou como um obstáculo as restrições que este tipo de equipamento e ferramenta exigem quanto às limitações de seu uso.21 O referido estudo trouxe que a utilização de sistemas, com necessidade de upload de vídeo da versão em LIBRAS, exige transmissão de internet com velocidade superior a 256 kbps (kilobits per second), para tornar a imagem estável. O mesmo ocorreu para a presente pesquisa.

Embora a utilização de ferramenta online com uso de computadores e internet possa trazer uma limitação ao estudo ou ainda um viés de amostragem no caso de utilização deste instrumento em pesquisa futura com a população, na literatura o uso de tecnologias online por pessoas surdas tem sido retratado como fundamental. A utilização dessas ferramentas tem permitido que os surdos participem plenamente na sociedade, com maior independência acadêmica e social, bem como satisfação no uso dessas tecnologias.27

Por fim, a última sugestão acolhida pelo grupo de pesquisadores, a utilização de legendas em português para complementação e facilitação da compreensão dos termos em seus contextos, tem sido relatada também na literatura. Um estudo considerou algumas opções de aplicação dos vídeos em LIBRAS, sendo uma delas a opção de vídeo com legenda.21 Essa opção foi apontada como uma importante possibilidade de apoio a surdos alfabetizados na Língua Portuguesa.

A proposta de traduzir e adaptar um instrumento da área da saúde para língua de sinais trouxe, neste estudo, a dificuldade de acesso a profissionais pesquisadores, bem como tradutores bilíngues com certificação e experiência de tradução na área como uma importante limitação do estudo. A amostra de juízes e profissionais capacitados, que foram localizados e aceitaram participar do estudo, destaca neste cenário uma amostra rara. Somando a este fato há ausência de estudos semelhantes, limitando a discussão e comparação com outros artigos que abarquem a temática. Apesar dessas limitações, o estudo atingiu seu objetivo, destacando a necessidade urgente de mais pesquisas dessa natureza com traduções e adaptações de instrumentos da área da saúde.

As falhas e negligências na área da saúde são evidentes, tanto no atendimento às pessoas surdas, por profissionais que desconhecem a LIBRAS, como no oferecimento insuficiente de intérpretes nestes espaços. A participação plena das pessoas surdas na sociedade está intimamente ligada à LS e, uma vez destacada essa problemática nos serviços de saúde, deve-se atentar para a perigosa utilização de uma comunicação “por” eles. Uma comunicação que se daria por ouvintes, o acompanhante e o profissional da saúde, tornando a pessoa surda passiva neste processo, com possibilidade de perda de sua privacidade, bem como do protagonismo quanto ao entendimento do processo de saúde-doença.28

A adaptação e a validação do instrumento SAOF para LS podem ser aliadas na resolução dessa problemática, auxiliando a angariar importantes informações para traçar terapêuticas mais eficientes, bem como proporcionando à população surda a oportunidade de exercer sua cidadania e ter, nos espaços de saúde, instrumentos adaptados às suas necessidades.

CONCLUSÃO

Este estudo apresenta importantes resultados referentes ao universo de pesquisa voltada à tradução para LIBRAS e adaptação transcultural de instrumentos da área da saúde para a população surda.

As necessidades abarcadas e a utilização da metodologia, para tradução em língua de sinais baseada em evidência, revelam a importância da etapa de tradução ser realizada com perfis diversos de tradutores; a necessidade de ajustes linguísticos para contemplar as especificidades de uma tradução de uma língua oral-auditiva para uma língua gestual-visual; além da necessidade de gravação de todas as etapas em vídeo, garantindo oportunidades equitativas de acesso futuro a este material por pesquisadores surdos e ouvintes.

O teste-piloto mostrou que a validação aparente e de conteúdo, durante o processo de adaptação transcultural para LIBRAS do instrumento SAOF, mostrou-se satisfatória.

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NOTES

ORIGEM DO ARTIGO

Artigo extraído da tese - Adaptação transcultural e análise das propriedades psicométricas do instrumento de Autoavaliação do Funcionamento Ocupacional - SAOF para LIBRAS, vinculada ao projeto - Acessibilidade na atenção à saúde: tradução, adaptação transcultural e validação de instrumentos de avaliação em saúde para LIBRAS, apresentada ou Programa de Pós-Graduação em Atenção à Saúde da Universidade Federal do Triângulo Mineiro, em 2019.

FINANCIAMENTO

Este estudo recebeu financiamento da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Minas Gerais (FAPEMIG) (APQ-01710-14). Declara-se também que, o presente trabalho foi realizado com apoio da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES) - Código de Financiamento 001.

Recebido: 27 de Abril de 2018; Aceito: 21 de Agosto de 2018

AUTOR CORRESPONDENTE: Maria Helena Barbosa mhelena331@hotmail.com

CONTRIBUIÇÃO DE AUTORIA

Concepção do estudo: Andrade LF, Barbosa MH. Coleta de dados: Andrade LF.Análise e interpretação dos dados: Andrade LF, Barbosa MH. Discussão dos resultados: Andrade LF, Marquez FE, Ferreira GA, Pereira SR, Barbosa MH. Redação e/ou revisão crítica do conteúdo: Andrade LF, Marquez FE, Ferreira GA, Pereira SR, Walsh IAP, Barbosa MH. Revisão e aprovação final da versão final: Andrade LF, Barbosa MH.

CONFLITO DE INTERESSES

Não há conflito de interesses.

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