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Revista Latino-Americana de Enfermagem

Print version ISSN 0104-1169

Rev. Latino-Am. Enfermagem vol.20 no.2 Ribeirão Preto May/Apr. 2012

http://dx.doi.org/10.1590/S0104-11692012000200011 

ARTIGO ORIGINAL

 

Análise de fatores de risco para hipertensão arterial em adolescentes escolares

 

 

Jonathan Veloso CostaI; Ana Roberta Vilarouca da SilvaII; Ionara Holanda de MouraIII; Rumão Batista Nunes de CarvalhoIV; Lais Evêncio BernardesV; Paulo César de AlmeidaVI

IGraduando, Universidade Federal do Piauí, Brasil. Bolsista PIBIC-UFPI
IIDoutor, Professor Adjunto, Universidade Federal do Piauí, Brasil
IIIGraduanda, Universidade Federal do Piauí, Brasil. Bolsista ICV-UFPI
IVGraduando, Universidade Federal do Piauí, Brasil. Bolsista UFPI
VGraduanda, Universidade Federal do Piauí, Brasil. Bolsista PIBIC-CNPq
VIDoutor, Professor Adjunto, Universidade Estadual do Ceará, Brasil

Endereço para correspondência

 

 


RESUMO

O objetivo do estudo foi avaliar alguns fatores de risco para aumento dos níveis de pressão arterial sistêmica. Trata-se de estudo transversal, desenvolvido com 145 indivíduos de 12 a 18 anos, de duas escolas públicas da cidade de Picos, PI. A maioria era composta por mulheres (62,8%). A média de idade foi de 14,8 anos (±3,19). Verificou-se que 13 (9,0%) apresentavam excesso de peso [IC% 73,0-86,0]. Elevações da circunferência abdominal foram encontradas em 31 (21,4%), e 76 (52,4%) tinham elevação nos níveis de pressão arterial. Não houve associação estatisticamente significante dos fatores de risco investigados citados anteriormente com o sexo (p=0,088; 0,999; 0,204, respectivamente). No entanto, 44,8% dos adolescentes tinham pelo menos um fator, 15,9% dois e 2,1%, três fatores associados indicativos de hipertensão arterial. Confirma-se a influência de fatores de risco sobre os valores da pressão arterial em adolescentes. Diante do conhecimento desses fatores, a enfermagem poderá intervir com medidas de educação em saúde.

Descritores: Hipertensão; Adolescentes; Fatores de Risco.


 

 

Introdução

É possível observar, atualmente, que a população brasileira passa por um estágio de transição epidemiológica, havendo aumento na incidência de casos de doenças pertencentes a um grupo que se convencionou denominar doenças crônicas, as quais são conhecidas por possuírem história natural prolongada(1-2).  

De ocorrência multifatorial, as doenças crônicas não transmissíveis são responsáveis por milhares de mortes todos os anos, tendo como destaques a Hipertensão Arterial Sistêmica (HAS) e o diabetes mellitus tipo 2 (DM2). Ambas têm fatores de riscos comuns e normalmente estão associadas a comorbidades, principalmente em indivíduos idosos; porém, atingem também adolescentes e adultos jovens.

A HAS, objeto deste estudo, configura-se como aumento dos níveis tensionais dos vasos sanguíneos, levando a alteração na pressão arterial(3-5). Nos últimos anos, a HAS vem sendo considerada um dos maiores desafios da saúde pública, apresentando elevada prevalência, sobretudo entre a população jovem. Fato preocupante, pois o aumento dos níveis pressóricos na adolescência tende a permanecer por toda a vida e a acarretar complicações precoces na fase adulta. Cabe ressaltar que os fatores de risco investigados neste estudo, tanto o excesso de peso como a circunferência abdominal e os níveis pressóricos, são modificáveis; logo, a fase da adolescência deve ser alvo de ações educativas e preventivas.

No Brasil, essa doença crônica afeta de 22 a 43,9% da população adulta, e de 2 a 13% da população de crianças e adolescentes(3). Nesse contexto, é importante ressaltar que a existência de alterações da pressão arterial em crianças e adolescentes evidencia que a hipertensão pode ter sua história inicial nessa etapa da vida, o que deve aumentar a preocupação com a avaliação da pressão arterial nesses grupos(5-6).

Vários são os fatores envolvidos no desenvolvimento da hipertensão durante toda a vida: a obesidade, o sedentarismo, a inatividade física e os hábitos alimentares inadequados, que estão no topo dos principais fatores de risco que sensibilizam o organismo a desenvolver a doença(3).

Os adolescentes estão diretamente expostos aos fatores de risco supracitados, principalmente no que concerne a problemas nutricionais, como o excesso de peso e o desenvolvimento de obesidade precoce que precedem a HAS. A consequência da obesidade na população juvenil pode se destacar pela presença de alguma sequela na fase adulta, sobressaindo-se, além da hipertensão arterial, as dislipidemias, a resistência à insulina e o diabetes tipo 2(7).

Assim sendo, para a avaliação epidemiológica da síndrome hipertensiva arterial, especialmente entre crianças e adolescentes, devem ser desenvolvidos estudos de base populacional, por permitirem identificar a gravidade e a abrangência da doença, assim como a caracterização dos seus fatores de risco(8). O direcionamento de estudos voltados para a população jovem justifica-se por evitar complicações cardiovasculares e consequentes danos na condição favorável de suas vidas, uma vez que o desenvolvimento de hipertensão arterial na idade jovem predispõe a diversas complicações cardiovasculares na idade adulta.

Neste sentido, o conhecimento acerca da prevalência dos fatores de risco para Doenças Crônicas Não Transmissíveis (DCNT) pode alertar estudantes, educadores e gestores de educação para a importância da elaboração de programas de prevenção(4).Estudiosos afirmam que os adolescentes dependem de seu ambiente, composto pela família e seus pares, para obterem as condições que resultam no desenvolvimento de hábitos saudáveis de vida. Apesar de existirem fatores individuais que potencializam o desenvolvimento de DCNT, o papel da família e do ambiente pode contribuir igualmente para evitar o seu desenvolvimento(9-11).

Assim, o objetivo deste estudo foi avaliar o excesso de peso, a circunferência abdominal e os níveis pressóricos elevados como fatores de risco para HAS em adolescentes escolares de duas instituições piauienses de ensino.

 

Métodos

O presente estudo faz parte do projeto de pesquisa intitulado Ações preventivas no controle do diabetes mellitus tipo 2, com o seguinte subtítulo: Investigação dos fatores de risco para diabetes mellitus em adolescentes, realizado em duas escolas públicas, na cidade de Picos, PI, constituindo-se uma amostra de 145 adolescentes, calculada com o uso de fórmula para população finita, com idade entre 12 e 18 anos, de ambos os sexos, matriculados do 5º ao 9º ano do ensino fundamental e estudantes do programa de aceleração Educação de Jovens e Adultos. As escolas foram escolhidas pela conveniência de serem campos de prática para estágios do curso de Enfermagem da Universidade Federal do Piauí.

Trata-se de estudo descritivo e transversal. Foram avaliados três fatores de risco para hipertensão arterial: excesso de peso, circunferência abdominal elevada e aumento dos níveis de pressão arterial. A coleta dos dados foi realizada entre os meses de agosto e dezembro de 2010. Como instrumento de coleta, foi utilizado um formulário com as seguintes variáveis: idade, sexo, peso, altura, Índice de Massa Corpórea (IMC), Circunferência Abdominal (CA) e níveis de Pressão Arterial (PA). Como o projeto não teve financiamento, não foi possível investigar o colesterol da amostra e assim empregar o escore de Framingham, a fim de avaliar o risco cardiovascular.

A seleção dos sujeitos ocorreu de forma aleatória simples, por sorteio entre os que concordaram em participar da pesquisa e apresentaram o termo de consentimento livre e esclarecido, devidamente assinado tanto por eles quanto por seus pais ou responsáveis. Foram excluídos os alunos que afirmaram fazer tratamento para HAS, bem como aqueles que, no momento da avaliação, tinham algum impedimento para a obtenção das medidas antropométricas, como gestantes e cadeirantes.

Serão descritos a seguir os fatores de risco investigados: PA, IMC e CA. Na aferição da PA, primeiramente utilizou-se fita métrica não distensível, para medir a circunferência do braço dos adolescentes no ponto médio entre o acrômio e o olecrano, com a finalidade de, a partir dessa mensuração, escolher a braçadeira adequada para cada escolar. A pressão arterial foi medida com esfignomanômetros aneroides, aferidos pelo INMETRO, imediatamente antes do uso, e com manguito de largura da borracha mais próximo a 40% da circunferência do braço. Conforme estabelecido, a correta medida da pressão arterial em adolescentes requer o uso de um manguito apropriado para o tamanho do braço (ponto médio entre o olécrano e o acrômio). Em cumprimento a essa recomendação, o equipamento usado para a medida da PA incluiu manguitos de diferentes tamanhos, além do uso de estetoscópio biauricular e diafragma para audição. Ainda conforme recomendado, o manguito foi colocado de 2 a 3cm acima da fossa antecubital. O diafragma ficou livre de roupas, a palma da mão voltada para cima e o braço direito foi o preferido, a fim de evitar falsas leituras.

As verificações da PA foram realizadas em ambiente calmo, na própria escola, em sala reservada para essa finalidade nos dias da coleta de dados, com o indivíduo em posição sentada, pés apoiados no chão, pernas descruzadas, bexiga esvaziada, braço estendido na altura do quarto espaço intercostal e apoiado em superfície plana e sólida. Foram observados os cuidados referentes ao repouso (de 5 a 10 minutos)(3).

É importante ressaltar que foram aferidas três medidas da pressão arterial, com intervalo de um minuto entre cada verificação, descartando-se a primeira e considerando-se a pressão arterial média obtida das duas últimas. Essa providência faz com que o controle dos dados sobre a hipertensão arterial seja fiduciário, com o intuito de favorecer a detecção para possível observação contínua sobre os casos alterados. 

Quanto à classificação dos níveis da pressão arterial, levando-se em conta o sexo, a idade e o percentil de estatura, os adolescentes com pressão sistólica e diastólica menor que os valores correspondentes ao percentil 90 foram interpretados como normais. Aqueles com níveis sistólicos e/ou diastólicos maiores ou iguais ao percentil 90, e menores que o percentil 95, receberam a denominação de pré-hipertensos. Foram considerados com nível de pressão arterial elevado, ou supostamente hipertensos, os adolescentes que atingiram níveis de pressão sistólica e diastólica maiores ou iguais aos valores correspondentes ao percentil 95(12). Para os maiores de 17 anos os valores foram analisados de acordo com as recomendações da Sociedade Brasileira de Hipertensão(13).

Os dados relativos ao peso foram obtidos com os indivíduos descalços e com roupas leves, utilizando-se uma balança portátil digital com capacidade para registrar 120kg eprecisão de 0,1kg, display automático acionado com o toque dos pés posicionados em chão reto. A altura foi avaliada com o uso de fita métrica, com precisão de 0,5cm, fixada em parede lisa. As aferições da altura foram tomadas com alunos descalços, de costas, com pés unidos e em paralelo, em posição ereta e olhando para frente, com o apoio de uma régua colocada sobre a cabeça dos participantes, para assegurar a exatidão da medida na fita métrica. A partir dos dois valores, foi calculado o Índice de Massa Corpórea (IMC)=peso em quilo dividido pela altura em metro ao quadrado, cuja interpretação fundamentou-se na idade e no sexo(14). A circunferência abdominal foi obtida na menor curvatura localizada entre as costelas e a crista ilíaca, com fita métrica flexível e inelástica, e os pontos de corte utilizados seguiram recomendações específicas para adolescentes(15).

A análise dos dados deu-se com o auxílio do software SPSS versão 17.0. Calcularam-se a medida média, o desvio-padrão e a razão de chances com seus respectivos IC95%. Para averiguar a normalidade e homocedasticidade das variáveis, empregaram-se o teste de Kolmogorov-Smirnov e de Levene, respectivamente. Para as associações entre variáveis empregou-se o teste c2; as correlações foram realizadas pelo coeficiente r de Pearson; as médias foram comparadas pelos testes F de Snedecor (se três ou mais) e t de Student para dados independentes (se dois grupos). Foram consideradas como estatisticamente significantes as análises com p<0,05.

O estudo foi conduzido a partir da aprovação pelo Comitê de Ética em Pesquisa da Universidade Federal do Piauí, conforme Protocolo CAAE 0078.0.045.000-10. Foi exigida, de todos os participantes, a apresentação do termo de consentimento livre e esclarecido assinado pelos seus respectivos pais ou responsáveis.

 

Resultados

Foram avaliados 145 adolescentes de ambos os sexos, sendo que 62,7% eram do sexo feminino. Os participantes tinham idade compreendida entre 12 e 18 anos, com média de 14,5 anos. Quanto à renda familiar dos sujeitos investigados, os resultados mostraram que, na maioria dos casos, os adolescentes vivem em famílias com até dois salários mínimos mensais (84,1%). Quanto à classificação dos alunos por modalidade de ensino, cerca de 75,2% dos estudantes cursavam o ensino fundamental.

Verificou-se, de maneira geral, que 13 (9,0%) dos adolescentes apresentavam-se com o IMC elevado, correspondendo a excesso de peso [IC% 73,0-86,0]. Elevações da CA foram encontradas em 31 (21,4%) adolescentes. Do total de sujeitos investigados, 76 (52,4%) tinham elevação nos níveis de PA (Tabela 1). 

 

 

Em relação aos fatores de risco investigados para suscetibilidade ao desenvolvimento da hipertensão arterial, a Tabela 2 mostra o número de adolescentes expostos ao risco de adquirir a doença, de acordo com cada fator e sua relação com o sexo. Acompanhando a classificação do IMC, CA e PA, não houve associação estatisticamente significante para ambos os sexos (p=0,088; 0,999; 0,204, respectivamente).

 

 

Em relação ao número de fatores de risco apresentados por cada adolescente, 37,2% não tinham nenhum dos fatores investigados, mostrando que não estavam expostos ao risco de desenvolver HAS. No entanto, 44,8% dos adolescentes tinham pelo menos um fator; 15,9%, dois, e 2,1%, três fatores associados (Tabela 3).

 

 

Os fatores de risco investigados são modificáveis e conhecer a sua frequência é importante para o planejamento de ações individuais e coletivas, tendo como princípios a integralidade e a intersetorialidade.

 

Discussão

Este trabalho fornece dados sobre a frequência do índice de massa corporal, pressão sanguínea e circunferência abdominal e sua associação com o sexo de adolescentes escolares no município de Picos, no Piauí.

A prevalência da hipertensão arterial tem aumentado na população infanto-juvenil, variando de 2 a 13%(16). O presente estudo identificou 52,4% da amostra com pressão arterial inicial igual ou acima do percentil 90. Ademais, outro estudo(17) identificou prevalência da ordem de 7,7% em escolares de 7 a 17 anos, com pressão arterial igual ou acima do percentil 95, semelhante ao estudo realizado na cidade de Fortaleza, CE, onde foi encontrada prevalência de 52,4%(18).

No estudo ora realizado, percebeu-se que o sexo feminino apresenta as maiores prevalências tanto no Índice de Massa Corpórea (IMC) quanto na Circunferência Abdominal (CA), porém, sem significância estatística. Esses dados analisados mostram significativa relação com estudos semelhantes, que indicam que o aumento do peso e a concentração de gordura abdominal são preceptores do desenvolvimento de hipertensão em adolescentes de ambos os gêneros(7).

O excesso de peso (sobrepeso/obesidade) ocasiona anormalidades na pressão arterial e no metabolismo dos lipídeos e da glicose. O impacto adverso do excesso de peso sobre os múltiplos fatores de riscos cardiovasculares requer prevenção primária já em idades precoces, pois estudos apontam que o excesso de peso na adolescência, acrescido a essas evidências, tende a persistir na vida adulta(19).

Estudos nacionais(20-23) apresentaram variação de 10 a 25,9% na prevalência do excesso de peso. Este estudo apresentou excesso de peso 9% inferior ao encontrado em Pelotas, RS(20) e superior ao encontrado em Recife,PE(21),, sendo similar ao excesso de peso encontrado em adolescentes de João Pessoa, PB(22) e Belo Horizonte,MG(23).

Cabe ressaltar que, considerando-se a CA, o IMC e os níveis de pressão arterial como fatores de risco para o desenvolvimento de hipertensão arterial, 62,8% da amostra tinham um ou mais fatores de risco, o que poderá levar ao aparecimento da HAS em vida adulta futura ou até na infância(24).

 

Conclusão

Os resultados do estudo apontam que 9,0% dos adolescentes apresentavam o IMC elevado. Foram encontradas 21,4% de CA aumentada e 52,4% com elevação nos níveis de PA, sem diferença estatisticamente significante entre os sexos. Porém, a ocorrência de um ou mais desses fatores de risco estava presente em 62,8% dos adolescentes, o que pode deixá-los suscetíveis ao desenvolvimento da hipertensão arterial e de outras patologias crônicas.

Sugere-se, portanto, a realização de projetos de intervenção no município pesquisado, por meio de informações e esclarecimentos que visem promover alimentação mais saudável, principalmente com redução no consumo de sal e ácidos graxos saturados totais, bem como o estímulo à prática de atividade física por meio da ampliação dos espaços disponíveis e implantação de programas que incentivem a adesão dos adolescentes a um estilo de vida fisicamente ativa. Às escolas sugere-se a construção de proposta pedagógica interdisciplinar que vise a educação em saúde. Mudanças individuais e organizacionais podem promover transformações na comunidade em geral e, desse modo, diminuir o impacto das doenças cardiovasculares nessa população. 

O perfil de risco apresentado aponta a necessidade de políticas públicas voltadas ao combate dos fatores de risco para o desenvolvimento de hipertensão arterial. A Enfermagem, que já atua no âmbito escolar para educar na prevenção às doenças sexualmente transmissíveis e ao uso de drogas, entre outras tarefas, pode intervir efetivamente também nesse espaço, para realizar ações de educação em saúde que favoreçam a adoção de hábitos de vida saudáveis.

Além do ambiente escolar, o enfermeiro poderá fornecer essas orientações na Estratégia Saúde da Família durante a consulta no Programa de Atenção à Saúde do Adolescente, nas visitas domiciliares e por meio de campanhas em ambientes públicos.

Vale ressaltar que outros fatores de risco poderiam ter sido investigados como os níveis de colesterol, o tabagismo, o alcoolismo, dentre outros, o que configura limitações deste estudo.

 

Referências

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Endereço para correspondência:
Ana Roberta Vilarouca da Silva
Travessa Santo Antônio, 3126, Apto. 207
Bairro: Junco
CEP: 64600-000, Picos, PI, Brasil
E-mail: robertavilarouca@yahoo.com.br

 

 

Recebido: 5.6.2011
Aceito: 2.3.2012