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Saúde e Sociedade

versión impresa ISSN 0104-1290versión On-line ISSN 1984-0470

Saude soc. v.9 n.1-2 São Paulo ene./dic. 2000

https://doi.org/10.1590/S0104-12902000000100002 

ARTIGO

 

A violência contra mulheres: demandas espontâneas e busca ativa em unidade básica de saúde

 

Violence against women: spontaneous demands v. screening in healthcare centers

 

 

Lilia B. SchraiberI; Ana Flávia P. L. d'OliveiraI; Ivan França JuniorII; Silvia S. StrakeI; Elaine A. de OliveiraI

IDepto de Medicina Preventiva da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo. Av. Dr. Arnaldo, 455 - 2º andar CEP 01246-903 São Paulo/SP. e-mail: liliabli@usp.br
IIDepartamento de Saúde Materno Infantil da Faculdade de Saúde Pública da Universidade de São Paulo. Av. Dr. Arnaldo, 715 CEP 01246-904 São Paulo/SP

 

 


RESUMO

Acolher demandas e assistir mulheres que sofrem violência é parte dos direitos em saúde, embora a assistência não esteja estruturada e ocorra pouca detecção de casos. Buscou-se um diagnóstico de situação em serviços, avaliando-se a emergência de demandas referidas à violência por parte das usuárias de uma unidade básica da rede pública, contrastando-se a demanda espontânea com a busca ativa de casos. Realizou-se um primeiro estudo por técnicas de observação participante, seguida de estudo de prontuário, com 142 mulheres sendo acompanhadas; num segundo estudo, em uma amostra de 322 usuárias, aplicou-se entrevista. Em atividades grupais observou-se relatos espontâneos e nos prontuários médicos registros de demandas espontâneas; o mesmo não ocorreu em consultas individuais. A entrevista detectou uma prevalência de casos muito maior. Então, a possibilidade de detecção de casos, seu acolhimento e algumas respostas do serviço, requer especificidade de abordagem e cuidados próprios para que a violência contra mulheres possa emergir como parte da demanda usual na saúde.

Palavras-chave: saúde da mulher, direitos em saúde, violência, demanda espontânea, busca ativa


SUMMARY

In spite of poorly structured assistance and the fact that only a few instances of abuse are detected, the response to women's demands and assisting those who have been victims of violence is part of their right to healthcare. This work attempts to diagnose the situation regarding health services through the assessment of the degree of emergency in violence-related demands coming from users of a healthcare facility of the public network through the comparison of results from spontaneous demands with results obtained when actively searching for cases. A first study was conducted with the utilization of participatory observation techniques, followed by the study of patient files, with the follow-up of 142 women; a second study, with a sample of 322 users, was based on an assessment screening. Spontaneous expression occurred during group activities and was also found in patient files, but it did not occur during individual consultation; active assessment detected a much higher prevalence. Therefore, healthcare services require a specific approach and appropriate procedures so as to allow violence against women to surface as part of everyday demands in healthcare.

Key words: woman's health, rights to health, violence, spontaneous demand


 

 

Texto completo disponível apenas em PDF.

Full text available only in PDF format.

 

 

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