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Saúde e Sociedade

Print version ISSN 0104-1290On-line version ISSN 1984-0470

Saude soc. vol.18 no.4 São Paulo Oct./Dec. 2009

http://dx.doi.org/10.1590/S0104-12902009000400018 

PARTE 1 - ARTIGOS

 

Encefalite no litoral paulista: a emergência da epidemia e a reação da mídia impressa1

 

Encephalitis on the south coast of the State of São Paulo: the emergence of the epidemic and the response of the written media

 

 

Edlaine Faria De Moura VillelaI; Delsio NatalII

IDoutoranda em Saúde Pública pela Faculdade de Saúde Pública da Universidade de São Paulo. Endereço: Av. Dr. Arnaldo, 715, Pinheiros, CEP 01246-904, São Paulo-SP, Brasil. E-mail: edlaine@usp.br
IIProfessor Livre-Docente da Faculdade de Saúde Pública da Universidade de São Paulo. Endereço: Av. Dr. Arnaldo, 715, Pinheiros, CEP 01246-904, São Paulo-SP, Brasil. E-mail: natal@usp.br

 

 


RESUMO

No litoral sul do estado de São Paulo, ocorreu uma epidemia de encefalite pelo arbovírus Rocio de 1975 a 1978. As altas taxas de morbidade e mortalidade causaram impacto social. Neste trabalho, o objetivo foi apresentar um estudo sobre como a mídia impressa relatou os acontecimentos sociais relacionados ao surgimento da epidemia no primeiro semestre de 1975. Reportagens sobre a epidemia no litoral sul foram obtidas do banco de dados dos jornais A Tribuna, Folha de S.Paulo e Jornal da Tarde. Foram analisadas as notícias até o mês de julho de 1975, fase inicial e de maior impacto da epidemia. Com a identificação de casos de encefalite, de causa desconhecida, a Secretaria de Estado da Saúde desaconselhou a ida de turistas para o litoral, utilizando a mídia como veículo de divulgação. Diante das notícias, ocorreu a fuga dos turistas e, consequentemente, a crise do comércio. Observou-se a revolta dos comerciantes, que geraram embates contra a mídia, no que tange à forma de divulgação da epidemia. Alguns prefeitos alegaram inveracidade de notícias publicadas. A proibição feita pelas autoridades sanitárias foi relatada pela mídia de forma abrangente, englobando sujeitos envolvidos nesse discurso. Assim, foram reveladas ao público as tensões geradas entre os detentores do conhecimento científico e o poder econômico local. Os jornais realizaram cobertura abrangente, abordando vários temas, entretanto disseminaram incertezas e fizeram uso de imagens sensacionalistas, além de desarticular acontecimentos biológicos e sociais. Os temas chegaram aos leitores de forma fragmentada e com sentidos sociais comprometidos.

Palavras-chave: Encefalite; Rocio; Epidemia; Arbovirose; Mídia.


ABSTRACT

On the south coast of the State of São Paulo, there was an encephalitis epidemic due to the arbovirus Rocio from 1975 to 1978. High rates of morbidity and mortality caused a social impact. There was a decrease in tourism and a commercial crisis, which caused turmoil among traders and reactions against the media concerning the communication of the epidemic. This work aimed to present a documental study of the epidemic with the purpose of analyzing how the written press communicated the social facts related to the epidemic in the first half of 1975. Articles about the epidemic were obtained in the database of the newspapers A Tribuna, Folha de S.Paulo and Jornal da Tarde. The pieces of news published up to the month of July of 1975 were analyzed. With the identification of encephalitis cases of unknown causes, the State Department of Health advised tourists, through the media, not to go to the coast. In face of the news, a flight of tourists occurred, and the discomfort of traders was observed. Some mayors alleged that the published news were not true. The prohibition made by the sanitary authorities was reported by the media in an interdisciplinary way, encompassing the researchers and society. Thus, the media revealed to the public tensions between the scientific knowledge holders and the local economic power. The newspapers covered many topics, but they spread uncertainty and used sensationalist images, besides disarticulating biological and social events. The subjects reached the readers in a fragmented way and with damaged social meanings.

Keywords: Encephalitis; Rocio; Epidemic; Arbovirus; Media.


 

 

Introdução

O arbovírus Rocio (ROCV), da família Flaviviridae e do gênero Flavivirus, foi registrado como um novo patógeno no Brasil. Seu primeiro isolamento foi feito durante a manifestação de uma epidemia desconhecida no litoral sul do estado de São Paulo e Vale do Ribeira, sendo o principal agente etiológico das infecções da população no momento em questão (Lopes, 1986).

O ROCV foi responsável por inúmeros casos de encefalite, caracterizando o início de uma primeira epidemia, que se disseminou por sete municípios da Baixada Santista e 13, do Vale do Ribeira, totalizando 821 casos registrados de março de 1975 a julho de 1978 (Figura 1) (Iversson, 1979). A maioria dos casos, no primeiro ano da epidemia, foram procedentes de Itanhaém, Peruíbe e Mongaguá. No ano seguinte, os casos irromperam nos municípios do Vale do Ribeira (Tiriba e col., 1976).

 

 

A encefalite pelo ROCV foi confundida como uma nova aliada da meningite, doença epidêmica no município de São Paulo na época. Nesse contexto, havia indefinição para diferenciar a meningite da encefalite, portanto as campanhas de vacinação contra a meningite estenderam-se até a Baixada Santista (Martins, 2007). Diante da falta de conhecimentos sobre a nova epidemia, também foram realizados combates aos possíveis mosquitos vetores na tentativa de deter o surto (Brasil, 1975).

A infecção causada pelo vírus podia resultar em um quadro clínico grave de encefalite em seres humanos, o que, no período epidêmico, gerou preocupação em médicos e na população (Iversson, 1979). A maioria da população encontrava-se na idade produtiva, sendo trabalhadores de florestas, de plantações e pescadores. Infecções subclínicas apareciam com maior frequência, com febre e letargia com duração de sete a dez dias. Entretanto, quadros clínicos graves podiam ocorrer, manifestando grande comprometimento do sistema nervoso central, febre, erupções cutâneas, hemorragias, entre outras manifestações. Caso ocorresse cura, a convalescência era lenta (Tiriba e col., 1976).

Diante de altas taxas de morbidade e mortalidade e consequente impacto social e econômico apresentado anteriormente, justifica-se a importância desse estudo, feito com base nas matérias de jornais divulgadas no primeiro semestre da emergência da doença, com o intuito de relatar os acontecimentos dos impactos iniciais da epidemia na sociedade local.

 

Objetivo

Por meio de um resgate jornalístico, apresentar um estudo sobre o relato da mídia impressa dos acontecimentos sociais relacionados ao surgimento da epidemia no primeiro semestre de 1975.

 

Métodos

Foram selecionadas seis reportagens sobre a epidemia de encefalite no litoral sul, obtidas do banco de dados dos jornais A Tribuna, Folha de S.Paulo e Jornal da Tarde. Neste trabalho foi adotada a Análise de Discurso (AD) como método de pesquisa. Os conteúdos das notícias foram escolhidos de acordo com a importância dos temas no momento de emergência da epidemia.

Os conteúdos foram analisados até o mês de julho de 1975, com a finalidade de apresentar de forma crítica a abordagem social da mídia impressa quando a epidemia teve início e os conhecimentos científicos ainda eram escassos, mostrando ser necessário considerar a conjuntura histórica para a compreensão do discurso como uma manifestação dos diversos atores sociais envolvidos, desvendando a historicidade contida na linguagem usada nas reportagens da época.

 

Resultados e Comentários

A formulação do problema da enfermidade em termos exclusivamente biológicos é válida por viabilizar o alcance de conhecimentos científicos, entretanto se a enfermidade é analisada apenas como fato biológico não é obtido um resultado holístico da epidemia, ou seja, não se consegue ultrapassar o fato singular para alcançar o fato social. Assim, o vínculo entre o processo social e o processo biológico saúde-doença torna-se fundamental para melhor compreensão dos processos (Melo Filho, 2003). Percebe-se, portanto, que a interrelação entre os meios de comunicação midiáticos e a saúde viabiliza o alcance do contexto interdisciplinar do processo epidêmico em questão.

Os trabalhos existentes sobre a mídia e a saúde no Brasil mostram que os meios ainda não são satisfatórios relativos a uma efetiva contribuição para viabilizar alterações fundamentais e básicas no quadro sanitário do país (Lefèvre, 1999). O investimento para promover a interligação da Saúde Pública com o importante papel midiático em saúde é ínfimo e carece de olhares dos pesquisadores. Poucos estudos são realizados sobre as limitações e oportunidades das agências de notícias quanto à contribuição na ação educativa e na promoção da saúde (Rangel-S., 2003), explanando situações e apresentando soluções para as mais diversas problemáticas.

A AD, base teórico-metodológica adotada neste trabalho, apresenta o conteúdo do discurso como uma manifestação, uma materialização da ideologia oriunda da forma de organização dos modos de produção social. Tanto o sujeito como os sentidos não são vistos como individuais, mas como históricos e ideológicos. A AD considera as posições sociais e as conjunturas históricas que dão sentido para o sujeito que é encontrado em uma estratégia de interlocução (Mussalim, 2004). As formações discursivas acabam por representar as formações ideológicas no discurso (Orlandi, 2007).

O jornal, instrumento midiático difundido em nossa sociedade, foi o meio de comunicação escolhido para a realização deste estudo. Por meio da análise de reportagens encontradas sobre a epidemia de encefalite no primeiro semestre de 1975, foi possível elaborar uma síntese do conteúdo principal das notícias utilizado no trabalho. Essa compilação pode ser apreciada no Quadro 1. É importante ressaltar que até então não havia nenhum trabalho científico que abordasse a presença e influência da mídia durante o processo epidêmico da encefalite. A revisão de literatura realizada previamente à execução deste estudo apresentou inúmeros trabalhos científicos sobre a etiologia da doença, entretanto sem considerar o contexto socioeconômico da época.

A cobertura jornalística da epidemia por ROCV apresentou caráter semelhante ao da epidemia de leucopenia por exposição ocupacional ao benzeno no Polo Petroquímico de Camaçari, Bahia, nos anos de 1990 e 1991 (Rangel-S., 2003), pois, em ambos os casos, os jornais promoveram a "contaminação" do tecido social com o lançamento de informações sobre as epidemias em questão. A narrativa midiática inovadora surgia ao encontrar inspiração na malha da própria sociedade, do seu próprio público-alvo. Nota-se que, na época da epidemia de encefalite pelo ROCV, os editores responsáveis pela mídia impressa não enfatizaram a necessidade da colaboração da população para vencer a epidemia, como a importância de não acumular água parada em suas casas e não contribuir com terrenos baldios.

Diante do trabalho jornalístico realizado durante a epidemia de encefalite, os vários sujeitos do discurso envolvidos, como pessoas doentes, jornalistas, pesquisadores e autoridades políticas e sanitárias, faziam as mais distintas interpretações quando entravam em contato com acontecimentos relacionados à doença sobre variados temas, como saneamento, comércio e turismo, campanhas de vacinação e controle químico. A cobertura feita pelos jornais enfocou desde o início os "mistérios" da epidemia, questionando diversos acontecimentos, destacando alguns e silenciando outros, de acordo com questões sociopolíticas, corroborando com o comportamento da mídia relatado por Rangel-S. (2003) durante a epidemia de leucopenia citada anteriormente.

Dessa maneira, os vários sentidos interpretativos surgem diante dos atores sociais existentes. Desses sentidos, alguns são enfocados pela mídia com mais intensidade. Cada sujeito envolvido no discurso da epidemia ocupa um lugar social e enfrenta os conflitos referentes ao seu papel. Quanto aos atores sociais da epidemia de encefalite, a mídia impressa explorou em seus artigos a reação negativa dos comerciantes quanto ao posicionamento alarmista das autoridades, as quais adotaram a imprensa como meio de veiculação de alerta à população local e aos turistas que frequentavam a região.

Com a identificação de casos de encefalite, de causa desconhecida, no dia 08/4/1975 no litoral sul do estado de São Paulo, a Secretaria de Estado da Saúde praticamente proibiu a ida de turistas às localidades de Itanhaém, Peruíbe e Mongaguá, utilizando os jornais como veiculação. Diante de notícias que comunicavam a situação, ocorreu a fuga dos turistas, representada por uma queda de 70% de frequência no litoral (Quadro 1: Jornal da Tarde, 1975). No dia 23 de abril de 1975, o jornal noticia que os mosquitos são os transmissores da doença (Quadro 1: Folha de S.Paulo, 1975a).

A consequência dessa epidemia foi a revolta dos comerciantes da Baixada Santista diante da queda do turismo local. Observou-se o descontentamento dos comerciantes (Quadro 1: Jornal da Tarde, 1975). Os comerciantes alegavam que a doença só ocorria em bairros periféricos e que os turistas não frequentavam esses espaços. Consideravam o surto como um surto de gripe.

Os dirigentes da Associação Comercial de Peruíbe levantaram a hipótese de a epidemia ser causada pela lama negra existente no município e que a doença não era encefalite, porém essa hipótese foi declinada em 11/6/1975 (Quadro 1: Folha de S.Paulo, 1975b). Mostrou-se que, além de alguns prefeitos dos municípios envolvidos, parte dos comerciantes alegou o sensacionalismo da imprensa e a inveracidade das notícias publicadas, nomeando-as de difamatórias, assim como a campanha contra o surto (Quadro 1: Folha de S.Paulo, 1975c). A mídia revelou que Tiriba, diretor do Hospital de Emergência de Itanhaém, criticou comerciantes por se preocuparem com a queda do comércio enquanto estavam em jogo centenas de vidas humanas. Também afirmou que o surto era um problema interdisciplinar e não apenas de saúde, pois as pessoas precisavam de educação sanitária para a prevenção de doenças. Com o início do inverno, não ocorreram mais casos e interpretou-se que a epidemia se extinguira. Assim, a imprensa anunciou a liberação do litoral de Peruíbe, Itanhaém e Mongaguá no dia 30/6/1975 (Quadro 1: Folha de S.Paulo, 1975d).

Os jornais realizaram uma cobertura abrangente, abordando conteúdos relacionados à epidemia, entretanto acabaram disseminando incertezas e fazendo uso de imagens sensacionalistas, além de desarticular os acontecimentos, ou seja, a epidemiologia da doença e as mazelas sofridas pela população acometida pela doença não foram trabalhadas de modo interdisciplinar. Assim, os fatos sociais foram enxergados pelos leitores de forma fragmentada, desconexa e com sentidos e significados sociais comprometidos.

 

Considerações Finais

Os jornais que abordaram o início do processo epidêmico enfocaram a falta de conhecimentos sobre a doença de forma interdisciplinar, abordando não só o aspecto epidemiológico da encefalite, mas também o aspecto sócio-político, influenciado pela epidemia. Os conteúdos das reportagens encontraram-se relacionados a vários temas, como comércio, turismo, autoridades sanitárias, pesquisas científicas e campanhas para o controle da doença.

A proibição feita pelas autoridades sanitárias foi relatada pela mídia impressa de forma abrangente, englobando os sujeitos que faziam parte desse discurso: comerciantes, turistas, pesquisadores e a sociedade como um todo. Os veículos impressos conseguiram, mesmo que de forma fragmentada, revelar aos leitores as tensões geradas entre os detentores do conhecimento científico e os detentores do poder econômico local, sendo que os últimos não se contentavam com a perda de sua principal fonte de renda, o turismo. Entretanto, a imprensa acabou por olvidar a importância da conscientização popular e valorizou relatos sensacionalistas e mistérios ainda não revelados sobre a etiologia da doença. Quanto às ações interdisciplinares entre pesquisadores e autoridades políticas e sanitárias, observaram-se conflitos entre os sujeitos do discurso da epidemia de encefalite. Porém, essas ações ganham espaço na mídia nos dias de hoje intensamente, com enfoque em outras arboviroses, como a dengue.

A experiência da epidemia por ROCV mostrou a importância de se estabelecer uma efetiva interação entre cientistas, profissionais midiáticos e autoridades políticas, para que haja conexão entre o conhecimento produzido pelo pesquisador e a informação lançada pelo jornalista, com o propósito de facilitar e direcionar ações governamentais de prevenção e controle de epidemias atuais e futuras.

 

Referências

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Recebido em:16/12/2008
Reapresentado em: 17/03/2009
Aprovado em: 05/08/2009

 

 

1 Financiamento: Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).

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