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Saúde e Sociedade

Print version ISSN 0104-1290

Saude soc. vol.23 no.1 São Paulo Jan./Mar. 2014

http://dx.doi.org/10.1590/S0104-12902014000100024 

Parte II - Artigos

Produção científica da área da saúde sobre a sexualidade humana

Health scientific production on human sexuality

Gabriella Franzoni da Silveira1 

Priscilla Geraldine Wittkopf 2 

Fabiana Flores Sperandio3 

Hedionéia Maria Foletto Pivetta4 

1Acadêmica de Fisioterapia pela Universidade do Estado de Santa Catarina. Rua Pascoal Simone, 358, Coqueiros, CEP 88080-350, Florianópolis, SC, Brasil. E-mail: gabifranzonii@gmail.com

2Mestranda em Ciências do Movimento Humano pela Universidade do Estado de Santa Catarina. Rua Pascoal Simone, 358, Coqueiros, CEP 88080-350, Florianópolis, SC, Brasil. E-mail: grdpri@hotmail.com

3Doutora em Engenharia de Produção. Docente do Centro de Ciências da Saúde e do Esporte, Universidade do Estado de Santa Catarina. Rua Pascoal Simone, 358, Coqueiros, CEP 88080-350, Florianópolis, SC, Brasil. E-mail: fabiana.sperandio@udesc.br

4Doutora em Educação. Docente do Departamento de Fisioterapia no Centro de Ciências da Saúde da Universidade Federal de Santa Maria. Avenida Roraima, 1000 - Camobi, CEP 97105-900, Santa Maria, RS, Brasil. E-mail: hedioneia@yahoo.com.br

RESUMO

Embasamento:

A sexualidade humana é frequentemente tratada de forma limitada na formação acadêmica, prejudicando a construção do conhecimento. A análise da produção científica facilita a compreensão da identidade da área de pesquisa e aponta perspectivas futuras.

Objetivo:

analisar a produção científica da área da saúde sobre sexualidade humana e discutir focos de atenção e lacunas de conhecimento.

Método:

três bases de dados eletrônicas foram consultadas: LILACS, SCIELO e PUBMED, utilizando-se os descritores “conhecimento/knowledge”, “atitude/attitude”, “conforto/confort” e “formação acadêmica/curriculum”. Todos esses foram combinados com o termo “sexualidade humana”. Incluíram-se artigos científicos publicados em inglês e português no período entre 2000 e 2010.

Resultados :

Selecionaram-se 20 artigos dos 2.022 analisados. Do total, 50% foram escritos na área da enfermagem, 45% eram da área de medicina e 5% da Terapia Ocupacional. Dentre os artigos analisados, 65% foram publicados em inglês e 35% em português.

Conclusão :

Enfermagem e medicina produzem maior número de artigos relacionados à sexualidade humana. Apesar de maior parte dos artigos analisados terem sido produzidos fora do Brasil, o País vem aumentando sua produção, demonstrando crescente preocupação por uma área que cada vez mais evidencia sua importância na prática clínica do profissional da área da saúde.

Palavras-Chave: Publicações de divulgação científica; Conhecimento; Conforto; Atitude

ABSTRACT

Background:

Human sexuality is often treated in a limited way during academic formation, harming knowledge building. The analysis of scientific production facilitates the understanding of the identity of the research field and points the way forward.

Objective:

To analyze health scientific production on human sexuality and discuss foci of attention and knowledge gaps.

Method:

Three electronic databases were consulted: LILACS, PUBMED, SCIELO; and using the keywords “knowledge”, “attitude”, “comfort” and “curriculum” in Portuguese and english. All these were combined with the term “human sexuality”. It included papers published in English and Portuguese in the period between 2000 and 2010.

Results:

We selected 20 articles from 2022 analyzed. Of the total 50% came from nursing, 45% from medicine and 5% from occupational therapy. 65% of the analyzed articles were published in English and 35% in Portuguese.

Conclusion :

nursing and medicine produce the largest number of articles related to human sexuality. Although most of the articles analyzed were produced outside of Brazil, the country is increasing its production, showing a growing concern over an area that more and more reveals its importance in health professionals clinical practice.

Key words: Scientific Publications; Knowledge; Comfort; Attitude

Introdução

A sexualidade humana é considerada um processo contínuo influenciado por fatores biológicos, fisiológicos, emocionais, sociais e culturais que repercute na vida e na saúde dos indivíduos (Gir e col., 2000). Conforme Ressel (2003), a sexualidade é instituída por grupos sociais específicos e se manifesta no comportamento de cada pessoa.

Questões sobre sexualidade e formação superior já foram abordadas anteriormente, em outros estudos, no entanto, observou-se que parte dos estudantes da área da saúde sente-se constrangida, despreparada e embaraçada ao lidar com crenças, mitos ou tabus que envolvem a sexualidade dos seus pacientes (Barrett e McKay, 1998; Pupulim e Sawada, 2002). Constata-se que este tema é frequentemente tratado na formação acadêmica de forma restrita e até mesmo superficial (Santos e Campos, 2008; Jones e col., 2005), comprometendo a compreensão adequada e profunda do tema e, em consequência, a construção do conhecimento do futuro profissional da saúde (Brêtas e col., 2008; Alencar e col., 2010; Gir e col., 2000).

Por outro lado, com foco no estudo da produção de conhecimento, a análise de periódicos científicos tem sido uma modalidade de investigação, com presença significativa e frequente na literatura (Rummler e Silva, 2005). Conhecer a produção de uma área pode facilitar a compreensão de sua identidade, bem como indicar perspectivas futuras. No Brasil, a ampliação da produção científica tem levado diferentes áreas a realizar balanços dos estudos e das pesquisas desenvolvidas, considerando o processo de construção e aperfeiçoamento deste tema (Virtuoso e col., 2011).

Tal empreendimento ganha dimensão à medida que busca conhecer a constituição da produção científica referente à temática elencada em um momento especial em que se repensa a formação do profissional da saúde. Entende-se que a produção do conhecimento perpassa necessariamente por esse processo, uma vez que possibilita o conhecimento, tanto do que vem sendo produzido como daqueles espaços que ainda não se constituíram foco de estudo.

Este processo justifica-se pela necessidade de informações específicas sobre as fontes disponíveis para o domínio da literatura e dos meios existentes para difusão de suas próprias pesquisas (Bezerra e Neves, 2010).

Além disso, a publicação científica tornou-se, em seu processo histórico, um instrumento indispensável, não apenas como meio de promoção individual, mas também como forma de fortalecimento do ciclo criação, organização e difusão do conhecimento. Como consequência, esse fenômeno apresenta grande contribuição social, visto que constitui um dos fatores que podem influenciar e acelerar o ritmo dessas produções (Freitas, 2005).

A publicação de resultados de pesquisas científicas tem sido o recurso mais utilizado para legitimar e registrar o avanço do conhecimento, sendo, atualmente, o periódico presente em mídia eletrônica o principal veículo de divulgação (Bufrem e col., 2007).

O conhecimento científico é a tentativa de união entre a teoria e a realidade empírica, sendo o método científico considerado o intermédio dessa articulação (Minayo e Sanches, 1993). A investigação quantitativa atua em níveis de realidade e tem como objetivo trazer à luz dados, indicadores e tendências observáveis, procurando-se evidenciar a evolução das ideias associadas a esta abordagem na descrição e interpretação de fenômenos biológicos de um modo geral (Turato, 2005).

Em face do exposto, entende-se que seja oportuno buscar informações sobre focos de atenção da produção científica em sexualidade humana, tendo-se como limite de análise os últimos 10 anos. Desse modo, em específico, o objetivo deste estudo foi analisar quantitativamente a produção científica da área da saúde acerca da sexualidade humana na formação do profissional da saúde, por meio da pesquisa conjunta dos termos conhecimento, atitude, conforto e formação acadêmica para, posteriormente, discutir lacunas de conhecimento.

Material e método

O estudo realizado é do tipo exploratório-documental, por meio de análise de conteúdo do tipo categorial. Em revisões dessa natureza, os documentos estudados são selecionados adotando-se um método sistemático a partir da separação por temáticas e eixos de pesquisa (Minayo, 2010).

As três bases de dados eletrônicas consultadas foram LILACS, SciELO e Medline/Pubmed, selecionadas por apresentarem produções científicas vinculadas à área da saúde. Para a obtenção dos estudos, utilizou-se a pesquisa avançada com base nos seguintes descritores: “conhecimento/knowledge”, “atitude/attitude”, “conforto/confort” e “formação acadêmica/curriculum”. Todos esses descritores foram combinados com o termo “sexualidade humana”.

Incluíram-se artigos científicos publicados na língua inglesa e portuguesa durante o período entre 2000 e 2010. Trabalhos classificados como teses, capítulos de livros, livros, anais de congressos, guias médicos, comentários, resenhas, informativos governamentais, cartas ao editor, assim como artigos e resumos indisponíveis ou que não se enquadraram nos objetivos do presente estudo foram excluídos.

Para preencher os critérios de elegibilidade, dois avaliadores independentes decidiram sobre a inclusão ou exclusão de tais documentos. Na primeira etapa de análise, as pesquisadoras excluíram os artigos cujo título e resumo não se enquadraram no objetivo do estudo. De posse dos artigos selecionados, procedeu-se à leitura analítica e integral de cada documento. Na segunda etapa, mediante análise descritiva e qualitativa dos trabalhos que constituíram o corpus desta revisão, fez-se a análise e a discussão do material.

Os dados foram tabulados no programa Excel e, posteriormente, realizou-se análise descritiva dos dados por meio da estatística simples e a formatação em tabelas e gráficos.

Resultados

Foram encontrados 2.022 artigos classificados conforme os descritores. De acordo com os critérios do estudo, foram excluídos 2.002 artigos (Figura 1).

Figura 1 Fluxograma com a distribuição dos artigos de acordo com os descritores e os critérios de seleção e exclusão 

Ao ressaltar a distribuição dos estudos na área da saúde, observou-se que apenas a Enfermagem (50%), a Medicina (45%) e a Terapia Ocupacional (5%) apresentam estudos publicados na área da sexualidade humana na formação do profissional da saúde.

Quanto à abordagem de pesquisa, 59% dos autores utilizaram-se da abordagem qualitativa, 23% usaram a quali-quantitativa e 18% dos trabalhos foram realizados empregando a qualitativa.

Quando analisada a origem dos estudos, pode-se observar que, dos artigos internacionais, 69% foram produzidos nos Estados Unidos, 15% na Inglaterra e 8% na China. A maior parte dos artigos nacionais foi escrita na região Sudeste (70%), seguida pela região Nordeste (14%) e Sul (14%). Estes dados podem ser observados no Quadro 1.

Quadro 1 Artigos analisados que abordaram a sexualidade humana 

Autor Título do trabalho Periódico, ano, volume/número, paginação Grupo de estudo
1. Gir E., et. al Sexualidade Humana na Formação do Enfermeiro Revista Latino Americana de Enfermagem, 2000, 8/2, 33-40 São Paulo
2. Ressel L., et. al Um exercício reflexivo acerca da sexualidade na ótica dos acadêmicos de enfermagem: avaliando o processo Online Brazilian Journal of Nursing, 2008, 7/1 Santa Maria
3. Alencar R., et. al Formação do Acadêmico enfermeiro: necessidade da inserção curricular da disciplina de sexualidade humana Online Brazilian Journal of Nursing, 2010, 9/2 São Paulo
4. Santos L. V., et. al Sexualidade Humana: Nível de conhecimento dos acadêmicos de enfermagem Escola Anna Nery Revista de Enfermagem, 2007 11/2, 303-306 Sergipe
5. Lima M. C. P., et. al Crenças sobre sexualidade entre estudantes de Medicina, uma comparação entre gêneros Revista Brasileira de Educação Médica, 2008, 32/1, 49-55 São Paulo
6. Brêtas J.R.S., et. al Orientação sobre sexualidade para estudantes de enfermagem Acta Paulista de Enfermagem, 2008, 21/4, 568-574 São Paulo
7. Muroya R. L., et. al Representações de gênero nas relações de estudante de enfermagem e cliente: contribuição ao processo de ensino-aprendizagem. Revista Brasileira de Enfermagem, 2010, 64/1, 114, 122 São Paulo
8. Magnan M. A., et. al Barriers to addressing patient sexuality in nursing practice Clinical Nurse Specialist, 2006, 20/6, 285-292 Estados Unidos
9. Eliason M. J., et. al Experiences and Comfort with culturally diverse groups in undergraduate pre-nursing students Journal of Nursing Education, 2000, 39,161-165 Estados Unidos
10. Shindel A. W., et. al Medical Student Sexuality: How Sexual Experience and Sexuality Training Impact U.S. and Canadian Medical Students’ Comfort in Dealing with Patients’ Sexuality in Clinical Practice Academic Medicin, 2010, 85,1321-1330 Estados Unidos
11. Solursh D. S., et. al The human sexuality education of physicians in North American medical schools International Journal of Impotence Research, 2003, 15/5, S41-S45 Estados Unidos
12. McGarvey E., et. al Medical students’ perceptions of sexual health issues prior to a curriculum enhancement International Journal of Impotence Research, 2003, 15/5, S58-S66 Estados Unidos
13. Kong S. K. F., et. al Nursing students’ knowledge, attitude and readiness to work for clients with sexual health concerns Journal of clinical nursing, 2009, 18, 2372-2382 Estados Unidos
14. Ferrara E., et. al Sexual health innovations in undergraduate medical education International Journal of Impotence Research, 2003 China
15. Dixon-Woods M., et. al Teaching and learning about human sexuality in undergraduate medical education Medical Education, 2002, 36, 432-440 Inglaterra
16. Wylie K., et. al Review of an undergraduate medical school training programme in human sexuality Medical Teacher, 2003, 25/3,291-295 Inglaterra
17. Magnan M. A., et.al Nursing Students’ Perceptions of Barriers to Addressing Patient Sexuality Concerns Journal of Nursing Education, 2008, 47/6, 260-267 Estados Unidos
18. Jones M. K., et. al Survey of occupational therapy students attitudes towards sexual issues in clinical practice Occupational Therapy International, 2005, 12/2, 95-106 Austrália
19. Levine S. B., et al. Sexual Education for Psychiatric Residents Academic Psychiatry, 34:5, September-October 2010 Estados Unidos
20. Dunn M. E., et al. Psychiatrists’ Role in Teaching Human to Other Medical Specialties Sexuality Academic Psychiatry, 34:5, September-October 2010 Estados Unidos

Dos artigos analisados, 65% foram escritos em inglês e 35% em português, sendo que o número de publicações na língua portuguesa cresceu nos últimos anos, ao passo que o número de estudos escritos em inglês decaiu, como se pode observar no Gráfico 1. Nota-se a ausência de publicações nos anos de 2001, 2004 e 2009.

Gráfico 1 Distribuição do número de artigos escritos no idioma inglês e português no período de 2000 a 2010, em três bases de dados (Lilacs, Scielo e Pubmed) 

Discussão

De maneira geral, os periódicos científicos possuem três funções: registro do conhecimento, função social e função de disseminação da informação. Desse modo, um periódico científico cumpre uma função de registro oficial público mediante um sistema de editor-avaliador, sendo uma fonte para o saber científico (Barata, 2007). A fim de facilitar as etapas de uma pesquisa e o acesso a um maior número de periódicos, foram desenvolvidas bases bibliográficas ou de dados nacionais e internacionais.

A base de dados MEDLINE/PubMed foi a principal fonte de dados para o presente estudo, sendo encontrados 1.616 artigos, dos quais selecionaram-se apenas 14. O MEDLINE/PubMed é um organismo governamental vinculado à National Library of Medicine dos Estados Unidos da América e que, embora privilegie periódicos norte-americanos, constitui-se na maior base bibliográfica em saúde disponível e com abrangência global (Barreto, 2006). Este fato pode justificar o significativo número de artigos escritos em inglês e selecionados para o presente estudo (65%).

Segundo Costa e Nascimento (2008), ao longo da última década, a pós-graduação desempenhou importante papel na melhoria da produção intelectual brasileira, tanto quantitativa quanto qualitativamente. O aumento de publicações nacionais, ao longo dos anos, pode encontrar justificativa no crescente número de pesquisadores doutores que são graduados na área da saúde.

Além disso, dados de 2004 apontam para um crescimento de 5,6% ao ano do número de programas de Pós-Graduação stricto sensu recomendados pela CAPES, sendo a maior concentração deles na região Sudeste (Bianco e col., 2010; Geocapes, 2009). Isto vem corroborar os resultados encontrados no presente estudo, de que 70% da produção nacional em sexualidade humana voltada à formação profissional foram desenvolvidos por pesquisadores em universidades sediadas, majoritariamente, nessa região do Brasil.

Quanto à abordagem dos artigos analisados, 59% utilizaram-se da abordagem quantitativa, enquanto 23% utilizaram-se da quali-quantitativa e apenas 18% dos trabalhos foram escritos com base na abordagem qualitativa. A abordagem quantitativa também predomina em outras áreas de conhecimento, tais como as ciências exatas (Hocayen-Da-Silva e col., 2008; Cardoso e col., 2007). A pesquisa qualitativa vem ascendendo em sua utilização por profissionais de saúde nas mais diversas áreas, principalmente, nas últimas décadas (Bassora e Campos, 2010). Tal observação se deve ao número de artigos que na atualidade são submetidos e aceitos em periódicos científicos (Turato, 2005). Essas abordagens são os instrumentos que o pesquisador utiliza para se aproximar da realidade observada. Nenhuma das duas, porém, é suficiente para a compreensão definitiva dessa realidade. Um bom método será sempre aquele que permita uma construção correta dos dados, ajude a refletir sobre a dinâmica das relações existentes e consiga reproduzir tais dados na teoria. Portanto, além de apropriado ao objeto da investigação e de oferecer elementos teóricos para a análise, o método tem que ser operacionalmente exequível (Minayo e Sanches, 1993).

Quando avaliado o número de publicações das diferentes áreas da saúde, pode-se observar que a enfermagem recebeu destaque, com 50% do total de artigos analisados.

Quanto a sua gênese, especificamente, a enfermagem era exercida por pessoas que prestavam serviço a Deus e por isso, durante muito tempo, a sexualidade foi reprimida e negada pelos profissionais (Santos e col., 2007). Mesmo assim, sabe-se que esta é uma profissão tradicional e que o conhecimento por ela produzido pode refletir no resultado quantitativo de estudos publicados.

Sabe-se igualmente que a sexualidade é inseparável dos demais aspectos da vida por ser necessidade básica do ser humano e, portanto, deve receber a devida atenção dos profissionais da saúde (Santos e col., 2007). Dentre as profissões da área da saúde, a enfermagem apresentou grande número de publicações e acredita-se que tal fato também seja fruto do próprio fazer do enfermeiro, uma vez que este profissional tem a permissão social de tocar o corpo do paciente para atender às suas necessidades humanas básicas e prestar cuidados diferenciados (Santos e col., 2007).

Além disso, o enfermeiro é considerado o profissional mais indicado para desempenhar a função de orientador sexual no ensino (Tavares, 1985). Isso faz com que ele desenvolva habilidades e tenha constante vigilância diante do tema. No entanto, em pesquisa realizada previamente por Pelá e colaboradores (1995), os autores encontraram que a maior parte dos participantes (57,7%) não teve informações sobre sexualidade em sua formação acadêmica. Somado a isso, 97,99% dos pesquisados declararam ser necessária a aquisição de conhecimentos sobre sexualidade humana para a máxima eficiência e o mínimo constrangimento.

Outra área em que foi encontrado número considerável de artigos foi a da medicina, abrangendo 45% dos estudos avaliados. Isso se dá principalmente porque os médicos ocupam papel fundamental no que diz respeito à sexualidade dos pacientes, não apenas pela questão do diagnóstico e tratamento de doenças sexualmente transmissíveis, mas também porque, em geral, são os primeiros profissionais procurados para consultas sobre sexualidade, uma vez que seu saber é respeitado e atestado pela população (Dixon-Woods e col., 2002).

É ainda no contexto dessa assistência que muitos pacientes trarão, explicitamente ou não, suas dúvidas, seus mitos e temores relacionados à sexualidade (Lima e Cerqueira, 2008). Contudo, nem sempre os profissionais estarão aptos para investigar as queixas relacionadas à sexualidade e para fornecer informações.

Analisando uma amostra de médicos e de estudantes de Medicina, Ramini (1992) encontrou falhas importantes na obtenção de histórias clínicas no que se refere à sexualidade. A experiência pessoal daqueles profissionais foi o principal norteador da abordagem na prática clínica. Fayes e colaboradores (2003) também observaram lacunas na formação dos futuros médicos em saúde sexual.

Findando a análise, a Terapia Ocupacional representou 5% do total de artigos verificados. Junto com a Fisioterapia, é uma profissão que foi regulamentada como de nível superior no Brasil, em 1969, um fato recente se comparado à enfermagem e à medicina, citadas anteriormente (Brasil, 1969). Os profissionais dessas áreas devem assegurar que sua prática seja realizada de forma integrada e contínua, objetivando uma melhor qualidade de vida ao paciente (Brasil, 1969). Por ser exigida essa visão global, é natural que fisioterapeutas e terapeutas ocupacionais lidem diretamente com a sexualidade dos indivíduos e, desta forma, é necessário que detenham um bom conhecimento a respeito do tema (Santos e col., 2007). Entretanto, destaca-se que não se encontrou nenhuma produção científica realizada por fisioterapeuta nas fontes e no período pesquisado.

Dentre os vários recursos empregados para o exercício da fisioterapia, tem-se a massoterapia e a terapia manual (Veronese, 2009), técnicas que se utilizam do toque terapêutico, que é objeto do fazer do profissional fisioterapeuta. No entanto, para tocar no paciente são necessários conhecimentos que algumas vezes não são modulados na formação acadêmica nem na prática profissional, em especial no que se refere à questão da sexualidade humana (Narcizo, 2009).

Atualmente, no Brasil, há 547 cursos de Fisioterapia e 71 de Terapia Ocupacional regulamentados pelo Ministério da Educação (Brasil, 2011), sendo possível perceber o aumento na quantidade das instituições formadoras, refletindo o crescimento dessas duas profissões. Apesar desse fato, não se observa, nessa área, um número estimado de publicações a respeito do conhecimento em sexualidade humana no Brasil. Em outros países, encontrou-se um número maior de artigos a respeito, embora ainda represente uma quantidade significativamente pequena.

Neste contexto, Jones e colaboradores (2005) investigaram o nível de conforto de 340 estudantes de terapia ocupacional de uma universidade da Austrália diante da sexualidade e observaram que mais da metade deles não recebeu informações adequadas durante a formação acadêmica. Resultado semelhante foi constatado por Pynor e colaboradores (2005) com 333 estudantes de fisioterapia, também de uma universidade da Austrália. Os autores ainda concluíram que o desconforto perante as questões sexuais dos pacientes prejudica o manejo da prática clínica deste profissional.

Os estudos realizados já demonstraram que a sexualidade está diretamente interligada aos aspectos socioculturais da pessoa e que a discussão dessa temática envolve fatores tanto biológicos quanto cognitivos e emocionais. Por isso, acredita-se que a educação superior consiste em momento oportuno para o conhecimento, a orientação, a discussão dos princípios acerca da sexualidade humana, uma vez que a maneira como cada pessoa relaciona-se consigo mesma pode traduzir suas concepções e influenciar seu fazer profissional.

Assim, lacunas na formação da sexualidade retratam o constrangimento, as incertezas, o embaraço e até mesmo a fuga na assunção da temática diante do paciente.

Compreendendo que o profissional da saúde possui como força motriz a condução do processo terapêutico e a sua integralidade de abordagem, é mister considerar como está ou como foi a sua formação no que tange à sexualidade humana.

A falta desse conhecimento é fator-chave que explica o desconforto de profissionais e acadêmicos na abordagem da saúde sexual dos pacientes (Mandú, 2004). Para solucionar este problema, todos da área da saúde precisam ter informações, devem estar livres de preconceitos e sentirem-se confiantes para desenvolver atitudes e comportamentos eficientes durante a prática clínica (Shindel e col., 2010; Santos e col., 2007).

Considerações finais

Conforme resultados da presente pesquisa, ficou evidente que enfermagem e medicina produzem maior número de artigos relacionados à sexualidade humana. Da mesma maneira, a pesquisa mostra lacunas na formação diante dessa temática nas demais profissões da área da saúde. Outra constatação a partir deste estudo é a de que, apesar de a maior parte dos artigos analisados terem sido produzidos fora do Brasil, a produção brasileira vem crescendo, seguindo tendência de outras áreas.

Produzir conhecimento em sexualidade humana possibilita contribuir para o preenchimento das lacunas existentes, consolidando uma área que cada vez mais evidencia sua importância na prática clínica do profissional da área da saúde.

Limitação do estudo: Embora todos os artigos encontrados sobre conhecimento, conforto e atitude perante a sexualidade humana na área da saúde tenham sido revisados de forma exaustiva, acredita-se que este trabalho tenha algumas limitações. Os estudos selecionados para essa revisão procedem de bases de dados eletrônicas, sendo que nem todos os artigos publicados foram incluídos. Além disso, estudos que não eram do idioma português ou inglês também não foram analisados. Mesmo com as limitações descritas acima, acredita-se ter encontrado os principais estudos sobre o tema.

Tabela 1 Número de artigos encontrados de acordo com descritores em três bases de dados 

Descritores/ Bases de dados Atitude x Sexualidade humana Conhecimento x Sexualidade humana Conforto x Sexualidade Formação Acadêmica x Sexualidade Sexualidade Humana Total
Artigos encontrados 435 444 186 467 490 2.022
Lilacs 36 115 4 1 140 296
Scielo 14 58 3 0 35 110
Pubmed 385 271 179 466 315 1.616

Referências

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Recebido: 16 de Julho de 2012; Revisado: 22 de Julho de 2013; Aceito: 22 de Setembro de 2013

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