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Polímeros

versão impressa ISSN 0104-1428

Polímeros vol.8 no.2 São Carlos abr./jun. 1998

https://doi.org/10.1590/S0104-14281998000200004 

CARTAS DO LEITOR

 

Nomenclatura em Macromoléculas em Português da IUPAC

 

Há vários anos a comunidade da química que trabalha com polímeros vem se ressentindo da falta de uma uniformização da terminologia típica da área, em lingua portuguesa. Na época em que a Associação Brasileira de Química (ABQ) era representante do Brasil junto a IUPAC me foi solicitado que promovesse a tradução e a adaptação do Compendium of Macromolecular Nomenclature publicado pela Macromolecular Division/Commission on Macromolecular Nomenclature. Depois de traduzida a obra será enviada a outros países membros da IUPAC para que se pronunciem quanto a adequação as suas necessidades. No caso de aceitação geral a IUPAC se encarregará da publicação e da distribuição do trabalho.

Assim, tendo em vista a competência de seus membros e por questões de logística, solicitei a vários professores do Instituto de Macromoléculas Professora Eloisa Mano, da UFRJ, que preparassem a tradução dos vários capítulos, o que já foi feito. Como o número de professores envolvidos é relativamente grande, a tarefa de uniformização da terminologia empregada não é fácil. Estamos nela neste momento. Encerrada esta etapa os capítulos serão submetidos a membros da comunidade para pronunciamento e, em seguida, poderão ser publicados parceladamente no periódico da ABPol par uma última rodada de avaliações. Uma vez consolidado o trabalho poderemos submetê-lo à IUPAC para os procedimentos acima referidos.

 

David Tabak
Professor Adjunto Instituto de Química/UFRJ

 

Ainda sobre Nomenclatura em Polímeros?

 

Em reposta aos comentários do Sr. P. S. Herrmann Jr. à minha carta, publicados no número 1/VIII de "Polímeros - Ciência e Tecnologia", tenho a dizer que:

1 - O artigo de que o comentarista é co-autor é suficientemente claro para deixar-me entender o contexto em que foi usada, pelos autores, a palavra cantiléver;

2 - O dicionário técnico mencionado, em que pesem seus méritos e o respeito devido a seu autor, não é referência ponderável em questões filológicas.

Mas, no caso específico, essa discussão vem de se tornar irrelevante, face ao recente lançamento do Moderno Dicionário da Língua Portuguesa (Michaelis). Ele inova sob não sei que critérios e lança o termo cantílever (assim mesmo, acreditem se quiserem, proparoxítono, com acento no i...). Que fazer? Aceitar esta forma esdrúxula (aliás, em todos os sentidos da palavra), inovar por inovar, ou continuar batalhando pela forma centenária, castiça, clara e correta (viga em balanço) que é adotada pelos professores das disciplinas de Resistência dos Materiais ou Mecânica dos Sólidos dos cursos de engenharia do mundo lusófono? Tendo sido, em certa época, um desses professores, opto pela última alternativa. E até novas consultas, ponho o novo dicionário sob suspeita...

Atenciosamente,

 

Arno Blass
Prof. Titular Aposentado UFSC - Florianópolis, SC

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