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Ensaio: Avaliação e Políticas Públicas em Educação

versión impresa ISSN 0104-4036

Ensaio: aval.pol.públ.Educ. vol.20 no.75 Rio de Janeiro abr./jun. 2012

http://dx.doi.org/10.1590/S0104-40362012000200001 

Editorial

 

 

A revista Ensaio: Avaliação e Políticas Públicas em Educação apresenta em seu número 75 apresenta contribuições caracterizadas pela diversidade temática e rigor analítico.

O primeiro trabalho, realizado por Maria Teresa Prieto Quezada é intitulado "A violência que toca a todos nós: uma perspectiva a partir da história do maltrato na escola".  A existência social já não é dada tanto pelo grupo, como na sociedade de outrora, porém é dirigida a cada indivíduo, solicitado a construir-se a si mesmo. Indagações suscitadas pela sociologia clínica são estratégicas para iniciar a análise de um caso de maltrato escolar, por meio de momentos cruciais da história de vida.

A pesquisa seguinte, "Paz na sala de aula é uma condição para o sucesso escolar: que revela a literatura?" reúne dois autores, Rosilene Beatriz Lopes e Candido Alberto Gomes e objetiva discutir o tema indisciplina e formas de sua superação, mediante uma proposta de superação do autoritarismo, da opressão e da submissão nas escolas. Para construir processos educacionais autônomos e solidários, dialógicos, emancipatórios e cooperativos, este trabalho oferece três sugestões para a escola.

A seguir, é apresentado o artigo "Efeitos de um programa de educação infantil em famílias de catadores de papel de Belo Horizonte", do qual participaram três autores: Beatriz Graveli de Sousa Barbosa, Marisa Ribeiro Teixeira Duarte e Adriana Cancela Duarte.  Os percursos teórico-metodológicos e os resultados de um estudo sobre a avaliação de impacto do Programa Primeira Escola da Rede Municipal de Ensino de Belo Horizonte caracterizam resumidamente o artigo. A pesquisa buscou dados sobre a situação das crianças e de suas famílias no ano de 2004, quando a Unidade foi inaugurada e em 2008, quando foi realizado o trabalho de campo.

A contribuição de Marilda Pasqual Schneider, Elton Luiz Nardi e Zenilde Durli, intitulada O PDE e as metas do PAR para a formação de professores da educação básica, considera as ações do Plano de Ações Articuladas como indutoras de melhoria da qualidade na educação básica. Focaliza as ações de formação inicial e continuada dos professores da educação básica de vinte municípios do estado de Santa Catarina, considerados prioritários para receber apoio técnico e financeiro do MEC. É observado um quadro preocupante na medida em que as ações propostas não refletem as especificidades locais.

Fátima Bayma, em seu trabalho Reflexões sobre a Constitucionalidade das Cotas Raciais em Universidades Públicas no Brasil; referências internacionais e os desafios pós-julgamento das cotas, realiza uma ampla discussão do tema das cotas raciais, a qual reflete os aspectos controversos do debate a respeito no país. Conceitos como ações afirmativas, cotas raciais, justiça compensatória, prestações positivas e justiça redistributiva são alguns dos tópicos abordados, sempre buscando interpretações alternativas. Uma visão histórica das ações afirmativas e das diferenças entre a aplicação desse e de outros conceitos em países como França e Estados Unidos e o caso brasileiro, prepara o terreno para a discussão final. Esta apresenta as limitações em aplicar ao caso brasileiro os modelos de outros países. Finalmente, considerações sobre o julgamento da constitucionalidade das cotas pelos ministros do Supremo Tribunal Federal são apresentadas.

A autoria de "A gestão da inclusão escolar na rede municipal de São Paulo: algumas considerações sobre o Programa Inclui" é de Anna Augusta Sampaio de Oliveira. Neste trabalho, a gestão política do processo de inclusão escolar é abordada da perspectiva de respostas educativas aos alunos com necessidades educacionais especiais. O Programa Inclui busca organizar a construção e consolidação de um sistema inclusivo com as práticas e ações pedagógicas que abrangem a educação básica.

Andréa Soares Rocha da Silva e Wagner Bandeira Andríola buscaram estudar em o "Uso de equações estruturais para validar um modelo explicativo da relação entre domínio tecnológico, interação e aprendizagem colaborativa na Educação a Distância (EaD)" a relação entre as variáveis domínio tecnológico dos alunos, interações tutor-aluno e aluno-aluno e aprendizagem colaborativa em aprendizes de cursos de Educação a Distancia (EaD), através do emprego de equações estruturais. A freqüência de navegação e de pesquisa na Internet, entre outras, contribui para o desenvolvimento tecnológico dos alunos. Constatou-se também que as interações tutor-aluno e aluno-aluno contribuem para a aprendizagem "colaborativa".

Em "Avaliação da aprendizagem de justiça em alunos de Ensino Médio" Humberto Silva de Lima e Maria Judith Sucupira da Costa Lins definem o problema central desta pesquisa como sendo avaliar como esses alunos aprendem a virtude Justiça. A fundamentação teórica da pesquisa tem base na filosofia moral de Alasdair Macintyre. Este filósofo aponta a desordem moral existente na sociedade atual e chama a atenção para a moral de emotivismo. Os resultados da pesquisa mostram que os alunos mudaram o conceito emotivo de justiça para o conceito de justiça como uma virtude.

Fátima Cunha Ferreira Pinto

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