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Educar em Revista

versão impressa ISSN 0104-4060

Educ. rev.  no.16 Curitiba jan./dez. 2000

https://doi.org/10.1590/0104-4060.210 

DOSSIÊ - CORPORALIDADE E EDUCAÇÃO

 

Cultura escolar, cultivo de corpos: educação physica e gymnastica como práticas constitutivas dos corpos de crianças no ensino público primário de Belo Horizonte (1906-1920)*

 

 

Tarcísio Mauro Vago

UFMG, Doutor em Educação. tata@cp.ufmg.br

 

 


RESUMO

Problematiza-se, neste trabalho, o movimento de afirmação de uma nova cultura escolar em Belo Horizonte nas duas primeiras décadas do século XX, especialmente após a reforma do Ensino Primário promovida pelo governo mineiro em 1906. Nela, depositou-se a esperança de realizar uma "revolução de costumes" nas crianças, especialmente as filhas de populações pobres, procurando, ao mesmo tempo, destruir seus hábitos de origem e implantar-lhes maneiras consideradas civilizadas. Mais que instruir, era preciso educar. Educação que se traduziu também como cultivo dos corpos: muitos foram os dispositivos mobilizados para realizar uma pretendida "educação physica" das crianças, presentes na legislação do ensino; nas maneiras de organizar e ocupar os espaços; na distribuição dos tempos escolares; nas diferentes disciplinas dos programas de ensino; na obsessão pela higiene; na inspeção médica; nos rituais escolares; na aproximação com as práticas de trabalho; e, ainda, nos muitos cuidados que lhes dedicavam as Diretoras e professoras. Acompanhando mais detidamente o enraizamento escolar da "Gymnastica", a partir dos ordenamentos legais prescritos no período e dos relatórios produzidos pelos agentes escolares, buscou-se evidências do processo de instituição de seu campo disciplinar, indicando-se que seu ensino foi representado e orientado sob o primado da correção e constituição dos corpos das crianças, tidos como disformes e desalinhados. Os impasses e precariedades desse processo não impedem de ver, no entanto, o investimento de uma época sobre o corpo das crianças, no âmbito da escola.

Palavras-chave: cultura escolar, corpo, educação física.


ABSTRACT

In this work we studied the process involved in the establishment of a new school culture in Belo Horizonte during the first two decades of the 20th century, especially after the launching of the reform of elementary school by the government of Minas Gerais state in 1906. This reform was undertaken waiting for children's habit revolution, especially those from poor populations wich would lead, at the same time, to the destruction of their original habits and to the establishment of "civilized habits". The main idea was based on the premisse that instructing children is more important than educating them. Education has also been translated as "body cultivation": many approaches were used to perform the desired "physical education" of the children, which were reflected in the teaching laws; in the way of organizing and using the rooms; in the distribution of school times; in the different subjects of teaching programs; in the implementation of strict hygiene habits; in medical inspection; in the school rituals; in the introduction of work practices and in the care dedicated to the children by principals and teachers. By analysing the establishment of the "Gymnastic" in the school, based on laws from that period and reports made by school agents, this study searched for evidence of the implementation of this subject field. The present work indicates that teaching was represented and orientated in order to correct and work on the constitution of children's bodies, which was considered to be deformed and disarrayed. Despite the impasses and precarities of this process, it is still relevant to demonstrate the importance of an investiment made at a period of time focused on children's bodies at school.

Key-words: school culture, body, physical education.


 

 

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* Este texto é um breve resumo de minha Tese de doutorado, com o mesmo título, aprovada na Faculdade de Educação da USP, sob orientação da Professora Dra. Marta Chagas de Carvalho (USP), tendo servido de base para apresentação na seção de defesa, realizada em 6 de dezembro de 1999. A pesquisa contou com financiamento do CNPq.
1 VEIGA, C. G. Projetos urbanos e projetos escolares - aproximação na produção de representações de educação em fins do século XIX. Belo Horizonte: UFMG, Faculdade de Educação, 1997 (digitado).
2 PENNA, A. D. Belo Horizonte: um espaço infiel. Varia Historia, Belo Horizonte, n. 18, p. 101-121, set. 1997.
3 CARDOSO SILVA, V. A. Crônicas de Belo Horizonte. Varia Historia, Belo Horizonte, n. 18, set. 1997; citando o cronista Alfredo Riancho, em crônica de 1894.
4 VEIGA, op. cit., aludindo a representações da Comissão Construtora de Belo Horizonte.
5 PENNA, op. cit.
6 Estou, aqui, inspirando-me em trabalho de Georges Vigarello (Cf. VIGARELLO, G. Panóplias corretoras. In: SANT'ANNA, D. B. (Org.). Políticas do corpo. São Paulo: Estação Liberdade, 1995.).
7 Cf. CARVALHO, M. M. C. Quando a história da Educação é a história da disciplina e da higienização das pessoas. In: FREITAS, M. C. (Org.). História social da infância no Brasil. São Paulo: Cortez, 1997a.
8 José Rangel, inspetor escolar em Juiz de Fora (MG). (Cf. Arquivo Público Mineiro. SECRETARIA DO INTERIOR. Relatórios dos Grupos Escolares, 1907, SI 2829, 4.ª Seção).
9 Cf. VEIGA, C. G.; FARIA FILHO, L. M. Belo Horizonte: a escola e os processos educativos no movimento da cidade. Varia Historia, Belo Horizonte, n. 18, p. 215, set. 1997.
10 A "instrucção publica" era uma responsabilidade atribuída à então "Secretaria dos Negócios do Interior" Minas Gerais.
11 Todos os documentos consultados estão no Arquivo Público Mineiro, em Belo Horizonte.
12 RAMOS, G. Infância. 1977. p. 119.
13 Expressão de Pedro Nava, já citada antes para falar das práticas lúdicas das crianças na cidade.
14 De todo modo, esse tempo de "brincar em liberdade" é uma primeira referência à possibilidade de realização de brincadeiras no tempo destinado à ginástica, insinuando uma tênue aproximação a um caráter lúdico.
15 Secretaria do Interior, Relatórios dos Grupos Escolares, Arquivo Público Mineiro, SI 3597, 1916. Grifo do documento.
16 Termos de BARBOSA, R. et al. Parecer e Projeto de Reforma do Ensino Primário n. 224, da Comissão de Instrução da Camara Federal. Rio de Janeiro, 1882.

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