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Revista da Associação Médica Brasileira

versão impressa ISSN 0104-4230versão On-line ISSN 1806-9282

Rev. Assoc. Med. Bras. v.43 n.3 São Paulo jul./set. 1997

http://dx.doi.org/10.1590/S0104-42301997000300006 

Comunicação

 

Padrão de sensibilidade de 117 amostras clínicas de Staphylococcus aureus isoladas em 12 hospitais

W.V.L. Farias, H.S. Sader, I.L. Leme, A.C. Pignatari

 

Laboratório Especial de Microbiologia Clínica, Disciplina de Doenças Infecciosas e Parasitárias, Universidade Federal de São Paulo — Escola Paulista de Medicina, São Paulo, SP.

 

 

RESUMO — OBJETIVO. Avaliar o padrão de sensibilidade in vitro de amostras clínicas de Staphylococcus aureus sensíveis (OSSA) e resistentes à oxacilina (ORSA) a outros antimicrobianos que podem ser utilizados no tratamento de infecções estafilocócicas.
MATERIAL E MÉTODO. Foram analisadas 117 amostras clínicas de S. aureus isoladas em vários hospitais de São Paulo. Também foram incluídas amostras isoladas em Campinas, SP, e João Pessoa, PB. A avaliação da sensibilidade in vitro aos antimicrobianos foi realizada pela técnica de microdiluição em caldo, utilizando os procedimentos preconizados pelo National Committee for Clinical Laboratory Standards (NCCLS). Foi avaliada a concentração inibitória mínima (MIC) para 24 antimicrobianos da classe dos b-lactâmicos, fluoroquinolonas, aminoglicosídeos, glicopeptídeos, macrolídeos, lincosaminas e estreptograminas. Foram avaliadas tanto drogas disponíveis comercialmente quanto as que ainda se encontram em fase de pesquisa. A resistência cruzada entre dez fluoroquinolonas foi avaliada em 24 amostras.
RESULTADOS. Os glicopeptídeos, o RP-59500 e a mupirocina foram os antimicrobianos que apresentaram maior atividade in vitro contra amostras de ORSA (100% sensibilidade). Oitenta e sete por cento das amostras de OSSA foram sensíveis à ciprofloxacina (MIC50 0,25mg/mL), enquanto que, para os ORSA, a sensibilidade foi de apenas 38% (MIC50 >4mg/mL). A resistência cruzada para as fluoroquinolonas foi observada mesmo para drogas não disponíveis comercialmente. As fluoroquinolonas que permaneceram ativas contra amostras resistentes à ciprofloxacina (clinafloxacina e WIN-57.273) apresentaram MICs 8 a 64 vezes mais elevados que as amostras sensíveis à ciprofloxacina, sugerindo que, quando lançadas na prática clínica, esses MICs possam se elevar ainda mais, inviabilizando o uso clínico desses compostos.
CONCLUSÃO. Os resultados do presente estudo mostraram uma alta taxa de resistência a antimicrobianos das amostras de S. aureus nos hospitais do Brasil, restando poucas opções para o tratamento de infecções causadas por ORSA.

UNITERMOS: Staphylococcus aureus. Atividade antimicrobiana in vitro. Resistência a antimicrobianos. Quinolonas. Glicopeptídeos.

 

 

INTRODUÇÃO

As infecções causadas por Staphylococcus aureus, tanto hospitalares quanto domiciliares, apresentam morbidade e mortalidade elevadas. O aumento crescente da freqüência de S. aureus resistentes a oxacilina (ORSA) e a possibilidade do aparecimento de amostras resistentes a vancomicina tornam importante o desenvolvimento de novas drogas com atividade antiestafilocócicas.

O primeiro grande surto de ORSA descrito na literatura ocorreu em 19631; desde essa data, as publicações mostrando surtos intra-hospitalares causados por essa bactéria tornaram-se cada vez mais freqüentes, assumindo proporções assustadoras. A ocorrência de casos na comunidade também vem se tornando um problema, principalmente em usuários de drogas intravenosas. Amostras de ORSA são, geralmente, resistentes a inúmeros antimicrobianos, incluindo todos os outros b-lactâmicos, os macrolídeos, as lincosaminas, os aminoglicosídeos, o cloranfenicol e a tetraciclina.

A vancomicina é o antibiótico de escolha para o tratamento de infecções causadas por ORSA1. Apesar de ainda não terem sido descritas amostras de S. aureus resistentes aos glicopeptídeos, existem relatos de resistência relativa (MIC = 8mg/mL, o qual é interpretado como intermediário pelo National Committee for Clinical Laboratory Standards [NCCLS]) a essa classe de antimicrobianos em estafilococos coagulase negativos (ECN)2, especialmente S. haemolyticus3, e em espécies de enterococos4. A evidência de resistência aos glicopeptídeos mediada por plasmídeo em enterococos é um motivo de grande preocupação por causa do risco potencial de disseminação dessa resistência para outras espécies de bactérias gram-positivas, principalmente S. aureus. Em recente trabalho, Daum et al.5 observaram uma diminuição da sensibilidade de S. aureus, tanto a vancomicina quanto a teicoplanina, quando essas bactérias eram incubadas de forma seriada em baixas concentrações de vancomicina. Isso aumenta ainda mais a preocupação com o surgimento de amostras de S. aureus resistentes aos glicopeptídeos.

Os laboratórios de microbiologia desempenham papel importante não somente na detecção de resistência aos antimicrobianos de uso clínico como, também, às drogas que possam, futuramente, ser utilizados no tratamento de infecções causadas por amostras de S. aureus multirresistentes. Em virtude da facilidade que essa espécie tem demonstrado para desenvolver resistência a antimicrobianos, é provável que tenhamos dificuldade no tratamento de infecções estafilocócicas. O objetivo do presente estudo foi avaliar novas opções terapêuticas para o tratamento de infecções causadas por S. aureus isolados nos hospitais brasileiros, em particular os de São Paulo.

 

MATERIAIS E MÉTODO

Foram avaliadas 117 amostras clínicas de S. aureus isoladas em 11 hospitais, no período de setembro de 1990 a janeiro de 1992. As amostras foram retiradas do banco de microrganismos do laboratório especial de microbiologia clínica (LEMC) da Disciplina de Doenças Infecciosas e Parasitárias da Escola Paulista de Medicina (UNIFESP). Os hospitais que forneceram as amostras foram os seguintes: Hospital São Paulo (21 amostras), Hospital Evaldo Foz (4 amostras), Hospital Brigadeiro (4 amostras), Hospital Nove de Julho (5 amostras), Hospital Oswaldo Cruz (17 amostras), Hospital do Servidor Público Estadual de São Paulo (7 amostras), Hospital Humberto Primo (25 amostras), Hospital Sírio Libanês (11 amostras), Hospital Dante Pazzanese (5 amostras), Hospital das Clínicas da Universidade de Campinas (UNICAMP, 5 amostras), Hospital das Clínicas da Universidade Federal da Paraíba (UFPb, 13 amostras).

Foram utilizados os métodos convencionais para identificação de gênero e espécie, tais como coloração de Gram, prova de coagulase, staph-test e prova de crescimento em ágar contendo manitol e NaCl a 6%. Em uma etapa posterior, as amostras foram enviadas para o laboratório especial de microbiologia (Special Microbiology Laboratory) da Universidade de Iowa, em Iowa City, EUA, onde foram realizados os demais procedimentos laboratoriais. Os testes de sensibilidade aos antimicrobianos foram realizados pela técnica de microdiluição em caldo, utilizando os procedimentos padronizados pelo NCCLS6. Os antimicrobianos utilizados na preparação das placas foram fornecidos pelas companhias responsáveis pela comercialização das respectivas drogas. Os antimicrobianos testados incluíam drogas das classes dos b-lactâmicos (meticilina, oxacilina e penicilina), fluoroquinolonas (ciprofloxacina), aminoglicosídeos (amicacina, tobramicina e gentamicina), glicopeptídeos (vancomicina, teicoplanina, ramoplanina, daptomicina, MDL-628737 e LY-2648267), macrolídeos (eritromicina, azitromicina, claritromicina, roxitromicina), lincosaminas (clindamicina), estreptograminas (RP-59.5008), além de outras drogas com ação antiestafilocócica, tais como cloranfenicol, mupirocina, rifampicina, tetraciclina e trimetoprim.

A resistência cruzada entre drogas da classe das fluoroquinolonas foi avaliada através do teste de 24 amostras (19 resistentes a ciprofloxacina e 5 sensíveis a este antimicrobiano) para as seguintes drogas: ciprofloxacina, ofloxacina, fleroxacina, lomefloxacina, clinafloxacina, temafloxacina, grepafloxacina (OPC-17116), E-4695, E-4868 e WIN-572737. As fluoroquinolonas também foram avaliadas pelo método de microdiluição em caldo6.

 

RESULTADOS E DISCUSSÃO

Das 117 amostras avaliadas, 38 foram sensíveis à oxacilina (OSSA, MIC £2mg/mL)6 e 79 resistentes (ORSA, MIC ³4mg/mL)6. É importante lembrar que as amostras não foram coletadas consecutivamente ou até no mesmo período nos diferentes hospitais. Dessa maneira, não é possível tirar nenhuma conclusão com relação a prevalência de resistência a antimicrobianos nos hospitais estudados ou mesmo na região onde foi feito o estudo. O objetivo do estudo foi avaliar novas opções terapêuticas para o tratamento de infecções estafilocócicas e comparar o perfil de sensibilidade de amostras sensíveis à oxacilina com amostras resistentes.

As tabelas 1 e 2 mostram a sensibilidade de amostras de ORSA e de OSSA a antimicrobianos de diferentes classes. Antimicrobianos da classe dos macrolídeos apresentaram atividade baixa, tanto para OSSA quanto para ORSA. A baixa sensibilidade de amostras de OSSA aos macrolídeos foi inesperada, visto que dados de literatura internacional sugerem que, aproximadamente, 80% dessas cepas sejam sensíveis a essa classe de antimicrobianos9. Por outro lado, outros trabalhos também têm mostrado a resistência de amostras de ORSA a essa mesma classe10.

 

 

 

 

Outra classe de antimicrobianos estudada foi a dos aminoglicosídeos. A maioria das amostras de OSSA avaliadas foram sensíveis a antimicrobianos dessa classe. Mais uma vez, foi notada diferença importante entre o padrão de sensibilidade de amostras de OSSA e de ORSA, com apenas uma pequena percentagem das amostras de ORSA sendo sensíveis aos aminoglicosídeos testados. A avaliação do padrão de sensibilidade de S. aureus aos aminoglicosídeos se faz importante, uma vez que essa classe de antimicrobianos pode ser utilizada em associação com b-lactâmicos ou glicopeptídeos, para o tratamento de infecções graves.

O padrão de sensibilidade de S. aureus, especialmente ORSA, ao trimetoprim pode variar bastante de uma instituição para outra. Enquanto alguns estudos apresentam alta sensibilidade das amostras de ORSA1, outros trabalhos mostram que esse patógeno tende a ser resistente também a trimetoprim. Essa diferença regional pode estar relacionada ao uso do antimicrobiano. No presente estudo, apenas 18% das amostras de ORSA (MIC50 >8mg/mL) e 71% das amostras de OSSA (MIC50 2mg/mL) foram sensíveis a esse antimicrobiano.

Todas as amostras estudadas foram sensíveis à vancomicina (MIC90 1mg/mL), à teicoplanina (MIC90 1mg/mL) e aos demais glicopeptídeos testados (ramoplanina, daptomicina, MDL-62873 e LY-264826). É importante lembrar que os estudos com a daptomicina foram suspensos por causa da toxicidade que esse composto apresentou em estudos in vivo. Além disso, nenhum dos outros glicopeptídeos avaliados se encontra disponível comercialmente no Brasil ou mesmo em outros países.

O RP-59.500, uma nova estreptogramina que tem demonstrado excelente atividade in vitro contra amostras de enterococos resistentes à vancomicina8, também apresentou excelente atividade contra amostras dos dois grupos (100% de sensibilidade, MIC90 0,5 e 1mg/mL para OSSA e ORSA, respectivamente). Mais estudos clínicos são necessários para avaliar o papel dessa droga na terapêutica antiestafilocócica.

No presente estudo, não foi detectada nenhuma amostra resistente à mupirocina (MIC90 £ 0,5mg/mL), porém resistência a esse antimicrobiano em S. aureus tem sido relatada em centros que empregaram essa droga em programas de descolonização nasal de ORSA11,12. Provavelmente, o fato de essa droga não ser disponível nos hospitais na época do estudo, provavelmente, foi responsável pelo fato de não ter sido isolada amostra resistente à mupirocina. Após a introdução dessa droga na prática clínica, talvez comecem a se observar casos de infecções causadas por S. aureus resistentes.

As fluoroquinolonas também foram testadas, sendo a ciprofloxacina a representante dessa classe. Oitenta e sete por cento das amostras de OSSA foram sensíveis à ciprofloxacina. Porém, a ciprofloxacina mostrou baixa atividade contra amostras de ORSA, com somente 38% das amostras sendo sensíveis. Cada vez mais surgem publicações que mostram a aquisição de resistência por parte desse microrganismo às fluoroquinolonas13. São vários os mecanismos pelos quais o S. aureus desenvolve resistência às fluoroquinolonas. O mecanismo mais importante e mais freqüente é decorrente de alteração no sítio de ação desses antimicrobianos (DNA girase) e se deve a mutações no gene Gyr A14. Também é descrita resistência mediada por transporte ativo da droga para fora da bactéria14.

A avaliação de resistência cruzada entre ciprofloxacina e outros representantes das fluoroquinolonas foi avaliada em um número menor de amostras (Tabela 3). Alguns trabalhos de literatura demonstram a ocorrência de resistência cruzada15, o que também pode ser observado no presente estudo. Esse resultado era esperado, já que o mecanismo de ação dessas fluoroquinolonas é o mesmo do apresentado pela ciprofloxacina. Porém, duas fluoroquinolonas que ainda se encontram em fase de pesquisa, a clinafloxacina e o WIN-57.273, demonstraram excelente atividade contra amostras resistentes à ciprofloxacina. Pouco ainda se sabe sobre a toxicidade desses compostos, e mais estudos são necessários para uma melhor avaliação do papel clínico dessas fluoroquinolonas. Além disso, os MICs desses compostos foram 8 a 64 vezes mais elevados em amostras resistentes à ciprofloxacina que em amostras sensíveis a esse antimicrobiano, sugerindo que, quando lançadas na prática clínica, esses MICs possam se elevar ainda mais, inviabilizando o uso clínico desses compostos.

 

 

O perfil de sensibilidade de amostras clínicas a antimicrobianos sofre influência importante na maneira como os antimicrobianos são utilizados em um determinado hospital ou região geográfica. Dessa maneira, é importante que diferentes países, diferentes regiões de um país e mesmo diferentes hospitais de uma região façam avaliações regulares do perfil de sensibilidade de amostras clínicas, pois esses dados podem ser muito úteis na orientação da terapêutica empírica e na avaliação de novos antimicrobianos a serem introduzidos no mercado.

Os resultados do presente estudo mostraram que existe uma diferença importante entre amostra de OSSA e ORSA com relação ao perfil de sensibilidade, e que restam poucas opções para o tratamento de infecções graves causadas por ORSA.

 

 

SUMMARY
In vitro antimicrobial susceptibility of 117 clinical isolates of Staphylococcus aureus from 12 hospitals

OBJECTIVE. To evaluate the antimicrobial susceptibility pattern of oxacillin susceptible (OSSA) and resistant Staphylococcus aureus (ORSA) isolates to other antimicrobial agents that can be used for the treatment of staphylococcal infections.
MATERIAL AND METHOD. We evaluated 117 clinical
S. aureus isolates from several São Paulo hospitals. Clinical isolates from Campinas, SP and from João Pessoa, PB, were also included. The in vitro susceptibility testing was performed by broth microdilution as described by the National Committee for Clinical Laboratory Standards (NCCLS). The minimum inhibitory concentration (MIC) was evaluated for 24 antimicrobial agents, including b-lactams, fluoroquinolones, aminoglycosides, glycopeptides, macrolides, lincosamides and streptogramins. Both commercially available and experimental drugs were included in the study. Cross-resistance among fluoroquinolones was evaluated by susceptibility testing 24 isolates to 10 fluoroquinolones.
RESULTS. The antimicrobial agents that showed the highest
in vitro activity were the glycopeptides, the streptogramin RP-59.500, and the mupirocin (100% susceptibility). Eighty-seven percent of the OSSA and only 38% of the ORSA isolates were susceptible to ciprofloxacin (MIC50 0.25mg/mL and > 4mg/mL, respectively). Cross-resistance among fluoroquinolones were noted even for the experimental drugs. Two fluoroquinolones remained active against ciprofloxacin-resistant isolates, clinafloxacin and WIN-57.273. However, the ciprofloxacin-resistant isolates had MICs eight-to 64-fold higher than the ciprofloxacin-susceptible isolates, suggesting that the MICs may continue to increase when these fluoroquinolones become commercially available.
CONCLUSION. Our results showed a high rate of antimicrobial resistance among
S. aureus from the Brazilian hospitals. Very few drugs can still be used for the treatment of staphylococcal infections. [Rev Ass Med Brasil 1997; 43(3): 199-204.]
KEY WORDS: Staphylococcus aureus. In vitro antimicrobial activity. Antimicrobial resistance. Fluoroquinolones. Glycopeptides

 

 

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